N.A.: Todos os erros são meus, capítulo sem ser betado, caso aja muito erros, por favor, me avise e aponte onde, que faço a correção.
1010101010
- Quero que você saia daqui agora! – Gerald olhava incrédulo para a esposa.
- Você está me expulsando de casa, está jogando fora o nosso casamento, por causa daquele homem?
- Sim, estou te colocando para fora por causa desse homem. – Sharon apontou o dedo para o peito do coronel. – Desse homem que casei, mas agora descubro que não o conheço, pois o meu marido, aquele que me esperava no altar, que me deu três filhos, nunca usaria o seu poder, o seu conhecimento para mandar um jovem ao campo de batalha apenas por capricho.
- Eu já expliquei, foi no começo na hora da raiva... – O coronel tinha pedido alguns favores para o seu grande amigo do fuzileiro naval, o mesmo que impedia de Jeff ir para o Oriente Médio. Quando fez as pazes com Jared, não se deu ao trabalho de interromper o processo, achava que não ia acontecer de qualquer maneira. Mantendo apenas os detetives para provar que Jensen não prestava.
- Não justifica! Não justifica matar alguém!
- Eu não matei ninguém! – Gerald gritou indignado.
- Você mandou alguém para a guerra, e nas guerras pessoas morrem.
- Mas eu queria apenas afastá-lo do Jared...
- Por quê? Mesmo que o capitão não amasse o nosso filho, você não tinha esse direito de brincar de Deus! – Sharon praticamente cuspia as palavras em Gerald que se encolhia diante da vergonha que sua esposa demonstrava ter dele, quase como se ela estivesse olhando para um bicho nojento.
- Eu tentei impedir, passei o dia buscando uma solução, mas era tarde demais. – Gerald tentava se explicar, mas mesmo em seus ouvidos soava mesquinho, covarde, afinal o Jensen era apenas um capitão, e as pessoas envolvidas em sua ida para o campo de batalha era todos seus superiores com grandes contatos, o rapaz não teria muita chance contra eles, principalmente que aproveitaram as férias do seu padrinho. – Me perdoa...
- Buscando solução para um problema que nem deveria ter existido. Talvez algum dia eu te perdoe, mas agora eu preciso que saia. – Sharon saiu do quarto e seguiu para o escritório do marido, onde Jared estava vendo as fotos e filmes que seu pai tinha conseguido com os trabalhos dos detetives particulares.
Jared sorria tristes entre as lágrimas vendo o vídeo onde andavam de bicicleta dupla, quando o Jensen ia para o banco de trás se aproveitava não pedalando deixando todo esforço para o moreno, ele lembrava que quando chegaram em casa, se vingou, o capitão foi obrigado a carregá-lo, lhe deu banho e fizeram amor por horas, esquecendo de jantar, acordaram de madrugada mortos de fome, colocaram uma lasanha no micro-ondas, onde comeram se lambuzando de molho para depois ter o prazer de limpar o outro com a língua. Nesse dia o capitão tomou vinho em seu umbigo.
Jared pegou todos os arquivos e estava indo embora. – Jared, você não pode sair nesse estado! – Sharon segurou o filho.
- Não quero ficar aqui mãe, não vou suportar olha para a cara do pap... – O moreno interrompeu. - Daquele homem.
- Ele está saindo de casa, não te quero sozinho. – Sharon abraçava o filho que ficou lhe olhando surpreso, pois sabia o quanto sua mãe amava o marido.
- Oh! Mãe!
- Shii! Não se preocupe com isso, vamos subir. – E guiando o filho foram para o antigo quarto de Jared. – Onde abraçados dormiram consolando um ao outro.
1010101010
- Ackles! – Jensen olhou para o homem que o chamava, sem reconhecê-lo. – Aqui não nos tratamos pela patente, somos todos iguais. – O loiro continuou apenas a encarar, sem nenhuma expressão, o homem de cabelos castanhos escuros e de belos olhos azuis, mais baixo que ele, e pela insígnia exibida no uniforme era tenente. – Apesar de que por achar que é um capitão, médico renomado do exercito, ao ponto de nem sequer falar com aqueles que estão no mesmo barco, que na batalha pode ser a diferença entre a tua vida ou a tua morte. Por tanto... Baixe o teu nariz, e assim não pisar em nenhuma mina terrestre. – Jensen poderia usar o fato de ele ter maior patente, mas o capitão sabia que era um estranho no ninho, não ia conseguir nenhum respeito a força.
- É verdade acho que devemos respeitar mesmo aqueles que podem ter a nossas vidas nas mãos. – Jensen respondeu e virou as costas, para pegar sua mochila, iam partir em direção à cidade onde o hospital funcionava.
- O que você quer dizer com isso. – O homem o segurou pelo uniforme. Jensen que apenas retirou a mão e lhe deu um sorriso de lado, e pela cara do oficial, isso o irritou ainda mais. – Olha...
- Hey, Travis. – Outro tenente entrou na barraca, e pelo distintivo era enfermeiro.
- Ele é um babaca! – Travis comentou e saiu.
- Justin Hartley. Acho que vamos trabalhar juntos. – O homem loiro sorriu e lhe estendeu a mão.
- Jensen Ackles. – O capitão respondeu sem sorrir.
- Primeira vez aqui? – Jensen apenas balançou a cabeça. – Estaria mentindo se te dissesse que vai ficar mais fácil. – Ele falou dando um tapinha nas costas do capitão e ambos saíram em direção a um jipe, Travis estava sentado no bando da frente. – Não liga para ele, no fundo é uma boa pessoa, já arriscou sua vida para salvar um homem que todos tinham deixado para trás, e nem era amigo dele.
- Então tenho uma chance de ser salvo caso precise dele. – Jensen comentou brincando, com um arremedo de sorriso, parecia que ele tinha desaprendido a sorrir.
- Bem. – Justin coçou a cabeça. – O cara não pertencia ao exercito. – E o tenente gargalhou da própria piada quando Jensen entortou a boca.
O caminho até a cidade foi algo assustador para Jensen, ele era do exercito, foi treinado, apesar de ter recomendações de não ser muito útil em um campo de batalha, e sabia nos noticiários sobre as guerras, mas nem em sua mais fértil imaginação coseguiria imaginar a situação de um lugar que era palco de batalhas.
Crianças maltrapilhas pela beira do caminho, homens com olhares raivosos, acusatórios, pois viam os militares americanos como intrusos, desrespeitosos com suas tradições e crenças, casa destruídas, pessoas mutiladas... Era um caminho de horror.
- Chegamos. – A voz de Travis despertou o capitão dos seus pensamentos preenchidos pelas imagens que viu ao longo do percurso.
1010101010
- Aqui apesar de ser um hospital militar, atendemos a população local, é uma maneira de não sermos mortos como invasores. - O prédio tinha cinco andares, e todos lotados. O tenente Hartley fazia as honras de guia turístico. – Infelizmente temos muito trabalho, mas devo dizer que estamos com sorte, temos um dos melhores neurocirurgiões por aqui agora. – Justin riu tentando animar o capitão. – E este será o nosso dormitório.
- Você está servindo muito tempo aqui? – Jensen perguntou enquanto observava o ambiente, era simples, tinha apenas um armário de ferro com quatro portas, um beliche, uma mesa com duas cadeiras e um banheiro particular.
- Três anos que viajo para cá, essa será a minha última, estava em casa para o aniversário da minha esposa, Allison. – Hartley tirou uma foto e grudou na porta do armário, acariciando a imagem com as pontas do dedo. – Engraçado apesar da saudade, saber que tem alguém nos esperando, torna a coisa mais fácil. Você tem alguém?
- Tenho. – Jensen pela primeira vez ficou receio de se revelar gay, sozinho em um lugar onde muitos não eram amistosos, pensou em sua sobrevivência, apesar de gostar de Hartley.
- Capitão Ackles – O capitão virou para o homem que o chamava, era o irmão de Jared, Josh. – Lembra-se de mim.
- Claro tenente, irmão do Jared. – Jensen confirmou.
- Não acredito que meu pai fez isso...
- Não quero realmente falar disso. – Jensen cortou Josh.
- Tudo bem. – Josh sorriu – Faço parte da guarda do hospital, qualquer coisa me procure, e vejo que está em boas mãos, Hartley é um excelente amigo.
- Tudo bem cara? – Hartley abraçou Josh.
- Tudo, cuida bem do meu cunhado. – O tenente disse antes de sair do quarto.
- Bem, desculpa a intromissão, mas desconfiei que um profissional do seu gabarito para estar aqui deve ter tido um inimigo forte. E Josh tem dois irmãos, Meg com 15 anos e realmente eu mesmo te mataria se fosse a minha filha, e Jared que é gay...
- Jared. – A voz de Jensen saiu baixa, pronunciar o nome do moreno doía. – Tem algum problema com isso? – O capitão dessa fez firmou a voz.
- Nem um pouco cara, pode baixar a guardar. – Justin esticou a mão para um aperto de paz. – pelo menos não vai ficar se masturbando olhando para a foto da minha esposa, como o último.
- Quando se pode telefonar para eles? – Jensen queria dá e saber notícias para o moreno.
- Infelizmente apenas uma vez na semana por 10 minutos, mas temos direito a um quando chegamos, mas no seu caso que é a primeira vez, somente em 15 dias. – Jensen se encolheu com essa informação. – Os superiores acham que é melhor, o soldado estará mais conformado...
- Eu nunca vou me conformar, e 15 dias eu não vou aguentar... – O capitão se sentou na cama com as mãos no rosto, em sinal de desespero.
- Calma, no inferno o tempo passa devagar, mas o diabo nos dá muito trabalho. - Justin comentou colocando a mão no ombro de Jensen.
10101010101010
O tenente Hartley tinha razão, o tempo corria devagar, mas era muito trabalho, para poucas mãos, porém quando chegava o momento de descanso Jensen sentia que iria enlouquecer de tanta saudade, por sorte seu corpo e mente estava tão cansado que logo dormia, Justin se mostrou um grande profissional e amigo, provando isso quando lhe chamou no dia do seu segundo telefonema com a esposa.
- Vem quero te apresentar para ela e tenho uma surpresa para você. – Jensen não entendeu, mas segui o novo amigo. – não vai surtar, por favor! – O capitão ficou sem entender.
- Oi, meu amor! - Era um vídeo conferência.
- Oi, minha gata. – O olhar de Justin se derretia de amor ao olhar para a esposa. – Como você pode ficar a cada dia mais linda? – Por um momento ele se esqueceu do Jensen ao seu lado.
- Para com isso. – A bela loira sorriu timidamente.
- É maravilhoso que ainda consigo te deixar corada. – Justin falava apaixonado. – Já está com saudades?
- Estou morrendo de saudades. – A voz de Allison saiu baixa e cheia de amor, ambos se encararam através do vídeo conversando em silêncio, Jensen sorriu sabia que aquilo era amor de verdade, pois tinha isso com o moreno. - E fiz o que me pediu. – Depois de ouvir uma tosse discreta ao lado dela. – Foi difícil, mas depois do olhar: será que essa mulher é louca, conseguir trazê-lo aqui de madrugada. – Allison riu divertida. – Ele é bonitão. – Justin fez um biquinho.
- Jensen, essa é minha esposa Allison. – O capitão se aproximou.
- Oi, Allison, é prazer, espero um dia conhecê-la pessoalmente. - Jensen falou estranhando ainda o fato de Justin tê-lo chamado para esse momento.
- Você deve está achando estranha essa reunião, mas tem alguém aqui que está quase para ter um troço. – Jared apareceu na tela, o coração de Jensen falhou e acelerou ao mesmo tempo, lágrimas de pura felicidade escorriam dos olhos de ambos que estenderam as mão para tocar no rosto um do outro, mas infelizmente sentiram apenas o frio da tela do computador.
- Meu gatinho. – Os lábios de Jensen tremiam.
- Meu capitão. – Jared estava na mesma situação. – Eu estou bem, não se preocupe. – Jensen sorriu, pois sabia da mentira.
- Eu também. – O capitão mentiu também. – Agora estou bem melhor. – Isso era verdade.
- Muito difícil às coisas por aí? – Jared queria saber sobre o trabalho em um hospital no campo de batalha.
- Melhor do que o pronto socorro de Nova York, onde fiz residência. – Jensen riu triste, pois não era verdade, no pronto socorro atendia estranhos, mas aqui quantos atestados de óbitos ele tinha assinado de pessoas que pela manhã estavam tomando café ao seu lado na mesa.
Eles conversaram algumas besteiras, e depois contra vontade deixaram Justin e Allison aproveitar o tempo que restava do telefonema semanal que tinham direito.
- Obrigado, Justin! – Jensen falou depois que voltaram para o quarto. – Eu não estava mais aguentando...
- Eu sei, tinha percebido isso, conversei com o comandante, mas esse cara parece que não tem ninguém, e não sabe o que é saudade. Vamos dormir. – Justin deitou na cama de cima e logo estavam dormindo ambos sonhando com amores intensos, mas distantes.
1010101010
- Ora, ora, ora, o que temos aqui? – Jensen olhava para Travis que estava ferido, com a perna quase decepada por um grande estilhaço de vidro que voo devido uma bomba.
- Onde está o outro médico? – Travis olhava desesperado para Jensen, se lembrando das inúmeras grosserias que fez para o capitão. – Quero o outro médico! – Gritou o homem cheio de dor e medo.
- Você está nas mãos do melhor. – Jensen respondeu examinando o ferimento, mas de certa forma se divertindo com o desespero do homem.
- Eu quero outro médico! – Repetiu o Travis.
- Não se preocupe, geralmente não sou vingativo. – Jensen sorriu de lado para o tenente.
- A sala está preparada Ackles. – Justin veio avisar. Além de enfermeiro, o loiro era anestesista.
- Capitão! – Travis chamou.
- Capitão? – Jensen perguntou divertido.
– Eu tenho uma filha... – Justin colocou a mascará e Travis logo estava sedado.
– Vai amputar? – O tenente perguntou.
- Vou tentar salvar. – Jensen se frustrava ali, geralmente a única opção era amputar, ele já tinha encaminhado alguns soldados para o projeto que comandava junto com Misha em Nova York. Esse era o primeiro reimplante que tentaria fazer, pois era um corte, geralmente os membros vinham estraçalhados.
Quando Travis acordou deu um grito fraco. – Tira isso daqui! – Jensen riu.
- Não se trata um amigo assim. – O capitão retirou o pote com varias sanguessugas de cima do peito do soldado, ele fez de propósito quando viu que este estava acordando.
- Eu detesto... Esses bichos... Nojentos... – Travis falou com dificuldade, a garganta estava rouca.
- Enfermeira dê um pouco de água ao tenente. – Uma morena vestida de uniforme camuflado se aproximou. – Travis, no momento sua perna está reimplantada é por isso que temos de usar essas meninas aqui, e como tenho poucas, terá de cuidar das suas, elas farão toda a diferença na sua recuperação.
- Capitão... Desculpe. Eu fui...
- Um babaca. – Jensen o interrompeu completando a frase do militar. – Agora se eu soubesse o quanto seria fácil me livrar de ti, teria usados essas meninas a muito tempo. – O Capitão colocou o vidro com os parasitas sobre o peito de Travis e riu quando este estremeceu.
1010101010101010
A vida andava devagar para Jensen e Jared, as conversas semanais eram doloridas, mas recarregava a energia de ambos, o capitão entendeu o que Justin queria dizer sobre ter alguém esperando deixa tudo mais fácil, as vezes Jensen se desesperava diante do horror da guerra, parecia que o que ele realizava era inútil diante de tanta dor e morte.
Logo o capitão ganhou o respeito dos fuzileiros navais, alguns descobriram que ele era gay, pois Jensen a muito tinha desistido de esconder, nunca fez isto e não ia começar, apesar do receio inicial. Alguns homens se aproximaram dele, porém foram repelidos com educação, porém de maneira firme.
Nos telefonemas semanais muitas vezes ele sorria para Jared quando na verdade queria se aconchegar no colo do homem amado e chorar, o moreno percebia, mas passava força que não sabia de onde tirava para o companheiro continuar firme diante da imensa provação.
Jared estudava praticamente de maneira integral, terminaria o básico do seu curso um ano antes, se Jensen permanecesse os seis meses no Oriente médio quando este voltasse, o moreno já estaria na escola de medicina á caminho da especialização em Neurocirurgia.
Jared se aproximou de Allison, esposa de Justin, o dia de Ação de Graças passaram juntos, em vídeo conferência, eles se consolavam e se compreendiam. Diferente das outras pessoas que não estavam vivendo a mesma situação.
Muitas coisas aconteceram os pais de Jared continuavam separados, mas Gerald estava movendo o céu e a terra para trazer o loiro de volta e assim tentar reconquistar sua família.
O Tenente-coronel Fuller recebeu um tiro, acertou na nuca, ninguém sabe quem atirou, desconfiaram de um soldado que ele andava aliciando, mas nada podo ser provado. A única certeza foi que se Fuller tivesse sido operado de imediato, talvez não tivesse ficado em estado vegetativo, mexendo apenas os olhos, mas infelizmente para ele na hora em que chegou ao hospital, o capitão Collins estava em cirurgia e o outro cirurgião quando chegou a bala tinha se deslocado, fazendo o estrago.
1010101010
- Mãe. – Sharon disfarçou enxugou as lágrimas, mas Jared tinha reparado o gesto. – Volte com o papai. – Era véspera de Natal.
- Ele não merece. – Sharon não conseguia perdoar o marido, mas não deixava de amá-lo.
- Eu sei, mas você não merece sofrer assim por ele. – O moreno se sentia culpado pela separação dos pais, ele sabia que era ilógico, mas realmente isso pesava em sua mente.
- Eu sofro por você... – Jared colocou o dedo na boca da mãe a calando.
- Eu sofro sem ter o meu amor ao meu lado e não quero esse sofrimento por ninguém, principalmente a minha mãe. – Jared a beijo no topo da cabeça.
- Você já o perdoou? – Sua mãe perguntou.
- Não e nem sei se vou. – O moreno apenas mordeu os lábios. – Apesar dele está tentando o trazer de volta. Ainda não consigo nem olhar em seu rosto.
- Então...
- Mãe a senhora o ama... Chega de sofrimento, angustia e mais mágoa. Quero seguir em frente e esperar a volta do Jensen. – Sharon o abraçou.
- Vou voltar com ele depois do Natal. – Jared revirou os olhos.
- Vou passar o Natal com a Allison, vamos fazer uma sessão dupla. – A mãe dele lhe olhou triste. – Sinto muito! Chame o papai, pelo vovô!
- Mas o fuso horário permite vocês passarem o Natal juntos, pelo vídeo e depois aqui com a sua família. – Sharon estava inconsolável.
- Sinto muito mãe. Não serei uma boa companhia de qualquer jeito. Te amo muito, e Feliz Natal. – Jared, quando o moreno abriu a porta para sair seu pai estava se preparando para bater.
- Filho. – Gerald olhou envergonhado para o moreno que ia desviar para sair da casa. – Espere. – O coronel o segurou pelo casaco. – Eu sei que o que fiz é imperdoável, mas estou tentando e espero que isso seja o primeiro passo. – Jared pegou a pasta que seu pai lhe deu, e começou a chorar.
- É verdade? – O moreno olha incrédulo para o seu pai.
- É. No ano novo você estará com o seu... Capitão. – Sharon abraçou o filho. Vovô Padalecki veio se aproximando devagar e se apoiou no filho.
- Pai, me perdoa. – Gerald abraçou seu velho. - Meu menino travesso. É difícil te perdoar, mas eu te amo. – E o homem grande que era o coronel, se encolheu nos braços do pai.
- Você vai ficar para o Natal agora. – Sharon perguntou esperançosa para o filho.
- Eu já marquei com a Allison. O Jensen já sabe disso? – Jared se dirigiu para o pai pela primeira vez em semanas.
- Não, essa ordem saiu hoje, chegarão às mãos dele, dia 26, mas você pode adiantar se quiser. – Jared sorriu e saiu correndo.
1010101010
- Allison! – Jared tocava a campainha e gritava o nome da amiga.
- Calma! – A loira abriu a porta. – O que aconteceu? Nunca te vi sorrindo desse jeito?
- O Jensen vai voltar no dia 27 de dezembro, no Ano Novo estaremos juntos. – Jared não parava de falar, abraçava a amiga, quando a ficha caiu. – Desculpa Allison... – O moreno tinha esquecido que a amiga continuaria longe do marido.
- Não tem que se desculpar de nada, eu estou muito feliz por você, e Justin também logo estará voltando. – Allison o abraçou mais forte.
- Eu que vou dá a notícia a ele. – Jared estava radiante.
- Será um presente de Natal maravilhoso.
- Presente de Natal só quando ele voltar... – Jared sorriu de maneira safada. Allison deu um soco em seu ombro.
- Presente repetido... – E Jared revidou assanhando o cabelo da loira. – Estou tão feliz por você. E teu sorriso é lindo, não é de admirar que o Jensen se apaixonasse. – Era a primeira vez que Allison via o moreno realmente feliz, ele sorria quando estava falando com o capitão, mas a tristeza da separação estava se presente no olhar.
Jared e Allison preparam a pequena mesa com algumas guloseimas natalinas na sala de estar, onde o computador foi ligado na TV, eles se acomodaram aguardando a chamada.
Quando o sinal de conexão tocou, o coração de ambos acelerou era sempre assim que acontecia quando falavam com os seus companheiros distantes.
- Oi, minha gata. – Justin falou primeiro.
- Oi, meu gatinho. – Jensen falou logo depois.
- Oi, meu amor. – Allison sorriu para a imagem do marido.
- Oi, meu capitão. – Jared estava eufórico, logo para contar ao Jensen a novidade.
- Adoramos os presentes. – Justin comentou da caixa cheia de lembranças que eles receberam dos EUA, coisas simples, mas cheias de significado. Como os casacos que a mãe do Jensen tricotou, o porta retrato com Allison e Jared abraçados, cada um usando uma camiseta com a foto dos maridos, um chaveiro com a mecha de cabelo, etc. Coisas bem piegas, mas que são tesouros para os que amam.
- Aqui vai os nossos. – Jensen segurou o violão. Começou a cantar Home, do Michael Bublé. Justin o acompanhava no refrão, e às vezes cantava sozinho, onde Allison batia palmas para o marido. – Logo isso será verdade.
- Mas do que você imagina capitão! – Allison exclamou entre risos e lágrimas.
- Estou sentindo o Jared muito agitado. – Jensen conhecia o companheiro.
- Eu tenho uma notícia para te dá...
- Tá grávido? – Jensen riu lembrando quando a Allison deu essa notícia para Justin.
- Palhaço! – Jared riu. – você... – Dessa vez um sirene interrompeu o moreno.
- Bombardeio aéreo. – Allison sussurrou reconhecendo o som da morte.
- Pro chão. - Gritou Justin, o barulho de uma bomba explodindo foi o terrível som escutado, antes de a tela apagar e a comunicação ser cortada.
101010101010
Reviews não logados:
Lalky
Acho que você vai ficar mais ansiosa pelo próximo! Correndo de você.
Viu que o Jensen não sofreu tanto em campo de batalha arranjou um amigo, e ficou pouco tempo, estava pronto para voltar, mas o destino soltou uma bomba, literalmente!
E o Gerald já estava arrependido, agora a coisa vai pegar e muito para o lado dele!
Que bom que é fiel! Nem demorei muito, entramos em reta final na fic.
Mil beijos.
Anaas
Espero que você não queira me torturar também. E muito menos me executar. Gostou do castigo de Fuller?
Luluzinha
Acho que as lágrimas vão continuar.
Achei poético o castigo do Fuller, se existisse os dois médicos na hora ele estaria bem, mas...
O Jensen quase volta nesse capítulo! Sem pedradas!
Mil beijos1
Cléia
Obrigada pelos elogios, sinto que não receberei nesses! Kkkkk
Quebom que conseguir emocionar, me sinto insegura quando se trata de emoção, a volta do loirão já ia acontecer, mas a menina má, vai ser adiada um pouquinho! Vamos aumentar o numero de capítulo com
Mil beijos
Lana
Acho que as lágrimas vão continuar um pouquinho! Kkkkkkk Mas pensa que logo a história acabar.
O Coronel realmente se arrependeu, e teve suas consequências, a maior é a falta de perdão dos filhos. E depois desse bombardeio acho que ele perde a Sharon de vez.
Mas vamos ver realmente o que aconteceu nesse bombardeio. Srsr
Mil beijos!
A
O Fuller foi quase trucidado, mas o loirão não conseguiu escapar!
Maria Aparecida
Espero que depois da bomba continue não querendo me apedrejar! Kkkkk
Esquece o Momoa! Kkk O Jared não vai colocar calcinha! E o loirão impôs respeito com os fuzileiros, ele é de classe.
O pai do Jared vai sofrer mais um pouco! Tudo estava caminhando tão bem!
Mas vamos ver.
Mil beijos!
