Capítulo 010 – O Amor Vence A Guerra
Sábado
Florence sumira durante toda a tarde do dia seguinte.
Pela manhã, Snape a vira no grande salão
Ele havia enviado uma carta a ela, convidando-a para irem à casa de Eileen no domingo, mas Florence não respondeu.
Era quase noite e nenhuma noticia.
Um medo estranho pousou em seu peito. E se os pais dela a tivessem levado embora do castelo e forçado-a a casar hoje mesmo com o tal Marback de quem sua mãe lhe falou?
Ele decidiu verificar o salão comunal da Sonserina.
Florence não estava lá e as duas alunas com quem falou não souberam lhe dizer nada sobre ela.
Snape saiu para o corredor, retornando para sua sala. Lá, o patrono de Florence o esperava, caminhando lentamente até ele.
- Onde você está? – sibilou ele.
"Siga ao sétimo andar. Ande três vezes em frente à tapeçaria..." – disse a bela loba. – "Pense em mim e me encontrará."
Snape sabia onde ela estava. Sala Precisa.
- Mas o que será que ela está aprontando...?
Ele tomou um banho, trocou de roupa e subiu as escadas, olhando torto para qualquer aluno que ousasse questionar aonde ele ia vestido com um traje completamente diferente do usado para dar aulas.
Após andar três vezes pelo corredor em que sabia estar a porta da Sala Precisa, ele viu esta aparecer. Entrou, parando em choque quando viu aonde estava.
Era uma floresta. Uma espécie de bosque enchia toda a sala.
- Mas o quê...?
Um canto surgiu à sua esquerda, vozes femininas entoavam uma música suave, fazendo-o pensar como aquilo tudo se encaixava no que estava esperando acontecer esta noite. Quando andou em direção às vozes e percebeu o que estava cantando, Snape sentiu-se ficar duro imediatamente. Eram ninfas da água, que cantavam e se banhavam num pequeno córrego.
- Ninfas...
Ele lembrava exatamente do brilho nos olhos verdes de Florence quando comentou o quão sexy ele a achou vestida como uma ninfa no dia do baile.
Snape retirou a capa e a camisa que usava, vapores quentes saíam do córrego. Os sapatos também ficaram no chão, com as meias. Usando nada além de uns jeans escuros, ele se aproximou do córrego, as ninfas o olharam e sorriram, travessas.
- A garota que você deseja, terá que encontrá-la. – disse uma delas, com a túnica lilás.
- Aonde?
As ninfas riram, corando.
- Deve caçá-la. Nenhuma ninfa se entrega sem uma boa caçada. – disse uma de túnica verde.
- Se a pegar, tem o direito de tê-la para si. – disse a de túnica amarela.
- Sua esposa, sua amante, toda pra você. – continuou a de túnica lilás.
- Mas se não a pegá-la... – disse a de túnica azul.
Um pequeno silêncio ocorreu, enquanto as ninfas todas o olhavam.
- Pode vir aqui que eu prometo não correr muito. – disse a de túnica verde, piscando pra ele.
E o som de risos encheu a floresta.
Snape saiu andando por entre as árvores. Então, ele teria que encontrar Florence e caçá-la, e isso lhe daria o direito de tê-la. Um rosnado surgiu de seus lábios. Sua mão desceu à virilha, acariciando o membro dolorosamente duro. Queria ser delicado na primeira vez dela, mas Florence não lhe deixava outra alternativa.
Ele ouviu um riso vindo da direita e reconheceu como sendo ela.
- Corra, pequena Flor. Porque quando eu a pegar você vai estar de costas na grama, comigo tão dentro do seu delicioso corpo... – ele grunhiu de novo, os pensamentos se voltando contra ele.
O riso aumentou e sons de rápidos passos pelas folhas e grama o indicaram em que direção Florence corria.
Ele a viu rapidamente antes dela sumir por entre as árvores.
Ela vestia o mesmo vestido salmão da noite do baile, aquele pedaço de tecido que a fazia parecer uma ninfa como as do lago. Os cabelos longos e cacheados lhe caíam pelas costas e ombros, despenteados. E ela estava de pés descalços como ele. E usava o colar que ele lhe deu.
Um sorriso cruzou seu rosto.
Concentrando-se no feitiço do colar, Snape pegou a varinha e... num piscar de olhos, estava ao lado de uma muito chocada Florence.
- O que...? – ela gritou e correu noutra direção, antes de se chocar contra ele.
Ela correu e tropeçou, Snape a segurou e caíram os dois, ela sobre ele por um momento, antes dele os girar e ficar sobre ela.
Florence arfava por ter corrido, as bochechas rosadas, um leve suor cobria sua pele de seda.
- Acho que você me pegou... – disse ela.
- Você não sabe o que despertou, Florence. – rosnou Snape, pressionando seu corpo contra o dela.
Ele a beijou, segurando um seio numa mão, enquanto com a outra ele procurava a varinha no bolso de trás da calça. Amassava e acariciava um mamilo, enquanto empurrava a língua profundamente na boca dela.
Passou a varinha sobre os dois e, num mudo Divesto, suas roupas sumiram.
Florence suspirou ao sentir a pele quente dele em contato direto com a sua.
Snape baixou os lábios pelo pescoço exposto e alcançou os seios dela, os bicos rosados duros, chamando seus lábios, ele não hesitou, baixou a boca até eles e mamou, sugando-os, mordendo-os, um após o outro. Os gemidos altos de Florence enchendo seus ouvidos, as mãos dela em seus cabelos, puxando, incentivando-o a continuar.
Ele desceu uma mão pelas curvas do delicioso corpo embaixo dele, a outra contendo ambas as mãos dela sobre sua cabeça. A beijou novamente, acariciando o interior da boca feminina com a língua. Ele levantou os olhos e a encarou, desejo e amor mesclando-se nos olhos escuros ao fitá-la.
- Linda, Flor.
- Sua. – arfou ela.
- Minha bela Flor.
Snape deslizou uma mão pelas coxas grossas, indo entre elas, um dedo passando pela virilha, acariciando a entrada encharcada de seu sexo. Florence gemeu, arqueando os quadris num pedido claro. Cada toque dos dedos dele a levava mais e mais alto. Gemidos se tornaram pequenos gritos. Ela não podia suportar mais.
Florence envolveu as pernas nas costas dele e o puxou para si, a ponta do membro grosso e duro roçando sua entrada a fez gritar por mais.
Snape soltou as mãos dela e se posicionou entre suas pernas.
Florence cravou as unhas nas costas dele e o sentiu deslizar em seu interior, ele parecia grande demais, a pressão fazendo-a se retorcer um pouco.
- Se segure em mim, Flor. Vai estar tudo bem...
Ela sentiu os lábios dele em seu pescoço e se segurou em seus ombros.
Ele continuou a entrar nela até atingir a barreira da virgindade e se retirou até quase sair para então se introduzir por completo.
Florence gritou, o prazer e a dor estalaram juntos, o prazer dominando-a em seguida.
A cada movimento dele dentro dela a fazia gemer e implorar por mais.
Ela o queria mais forte mais rápido, assim como precisava do ar para respirar e queria morrer em seus braços, justo assim, imersa para sempre em prazer.
Os profundos golpes a estavam voltando louca. Seu orgasmo estava tão perto que podia senti-lo, quase doía a espera, precisava se entregar a ele. Florence apertou as pernas ao redor dos quadris dele enquanto Snape fodia seu interior com duros golpes.
Florence explodiu com tal intensidade de êxtase que gritou o nome dele, arranhando-o nas costas e ombros, sentindo seu centro se contrair em volta do grosso membro entre suas pernas.
- Muito apertada... – rosnou Snape, metendo dentro dela, perdido.
E Florence sentiu a explosão de seu sêmen dentro dela.
Ela não apenas sentia o prazer, havia prazer líquido correndo em suas veias, dominando-a.
Um prazer viciante. Uma necessidade da que nunca escaparia. Um homem que ela amaria ate seu último fôlego.
De volta a 1997, Mansão Black.
- Depois daquela noite... Severus não demorou a pôr uma aliança em meu dedo e, logo que terminei Hogwarts, fomos falar com meus pais. - continuou Florence para Tonks, acariciando os cabelos negros da filha adormecida em seu colo.
- Remus comentou que seus pais foram contra.
Florence riu levemente.
- Dizer que eles foram contra é sutil. Eles foram inflexíveis! No terceiro dia das férias, eu comentei com minha mãe que Severus viria para jantar. Ela me olhou duramente e me avisou para esquecê-lo pois meu futuro já estava certo.
- Que absurdo. - murmurou Tonks, indignada, excitada pela história que a mulher contava, já esquecida do detalhe que o mocinho daquela bela história romântica era o assassino de Albus Dumbledore.
- Nem preciso dizer que não houve jantar nenhum naquele dia...
Jantar
Florence estava em seu quarto, nervosa, a carta que ela recebera pela manhã em suas mãos.
"Flor,
Eu estarei em sua casa, as 20hs, para falar com seus pais.
Seu servo apaixonado."
- Por Circe... como será isso? - seus olhos caíram sobre o belíssimo anel em seu dedo anelar direito, uma delicada flor, cravejada em pequenos diamantes. - Talvez se mamãe perceber o valor disto ela aceite... já que ela está tão interessada que me case com um homem de posses.
Batidas na porta.
- Filha... eu quero avisar que Devon virá jantar conosco.
- Mas, mãe, eu já havia lhe dito que Severus...
E a porta foi fechada, deixando-a falando sozinha.
20hs
Devon Marback já estava sentado no sofá ao lado de John Lupin quando Florence desceu as escadas. Remus, parado do outro lado da sala, encostado numa parede olhava àquela cena com cara de poucos amigos.
Assim que os pés dela estavam na sala, o irmão a puxou pelo braço para o corredor.
- Eu ainda não entendi direito o que está acontecendo aqui. Se importa de me explicar? – o tom de Remus indicava que ele não entendia mas já gostava do que via.
- Eles querem me forçar a casar com Devon.
- Eu achei que você queria casar com ele. Mamãe disse que você estava apaixonada...
- Não! – Florence quase gritou em revolta. – Eu estou apaixonada, sim, mas não é pelo Marback. Eu... – o toque da campainha a interrompeu.
Florence caminhou em direção a porta, olhando para a sala antes de abrir. Sua mãe secava as mãos num pano, parada à porta da cozinha, encarando-a, seu pai e Devon estavam em silêncio, a confusão refletida em seus rostos.
"Então, mamãe não disse que estaríamos esperando por mais alguém..." – pensou ela, sorrindo ao imaginar o circo pegando fogo em segundos.
Remus passou pela irmã e abriu a porta.
- Severus? Mas o que...? – ele hesitou, olhando para a irmã e segurando a vontade de gargalhar quando percebeu o que estava acontecendo ali. – Entra, cara.
- Boa noite, Lupin. – cumprimentou Snape, passando até Florence e a beijando os lábios após entregar a ela as flores que segurava.
- Mas o que significa isso? – gritou Devon, indo até o casal e puxando Florence pelo braço. – Quem é você e o que faz beijando minha noiva? – rosnou ele para Snape.
- Você deve ser o Marback. Diga-me, por acaso você pediu a mão desta jovem e ela lhe disse um sim?
Devon ficou branco e hesitou antes de responder:
- Ainda não, mas tudo já foi acertado entre nossas famílias. É óbvio que Florence se casará comigo.
- E o fato dela querer ou não se casar com o senhor não importa? – perguntou Snape, mantendo o tom tediosamente baixo.
- Quem disse que ela não quer?
- Eu digo. – disse Florence, soltando o braço das mãos de Devon. – Eu não quero me casar com você. Eu amo Severus. – ela caminhou até Snape, passando as mãos pelo braço dele.
- Mas... nós sempre fomos amigos e... – Devon olhou para a Jane parada ao lado do marido e entendeu. – Você não sabia que seus pais estavam combinando nosso casamento.
- Eu soube há pouco tempo e minha resposta foi não desde o começo. Eu nunca cogitei me casar com você, Devon. Somos amigos. Nada mais.
- Isso não tem importância. – continuou Devon, como se não tivesse ouvido Florence falar. – Em poucos meses estaremos casados e sua opinião mudará. Você vai gostar de ser minha esposa, Flor.
- A senhorita acaba de lhe dizer não, Sr. Marback. – disse Snape, a irritação começando a ser notada em sua voz.
- Não importa. O acordo já foi assinado.
- Que acordo? – perguntou Florence olhando para sua mãe.
- O que me dá direitos sobre você, como seu marido. – sorriu Devon. - Deve concordar conosco, Florence. Alguém tem que pôr você na linha.
Ela ficou vermelha de raiva e empurrou Devon, indo em direção aos pais.
- De novo essa merda de me pôr na linha! Não há nada de errado comigo! Por que vocês não podem me aceitar como eu sou?
Jane abriu a boca, mas Florence a calou.
- Pra mim chega! Se eu não sou boa o suficiente pra ser sua filha, eu não tenho o porquê ficar mais um segundo nessa casa. – ela se voltou para Snape, pegando na mão dele. – Eu estou livrando vocês do fardo de terem que me chamar de filha. – ela olhou para o irmão. – Eu amo você, Remy, sei que você nunca teve vergonha de mim. – ela olhou para Devon. – Tenho pena de você, Dev. Você não parece mais com o amigo do qual me lembro. – Florence voltou os olhos para Snape. – Vamos, Severus.
Snape apenas olhou para todos na sala, acenando para Remus e então saindo para o pátio, onde rapidamente aparatou com Florence.
De volta a 1997
- Nos casamos em segredo, dois dias depois do jantar. - Florence sorriu ao lembrar. - E, desde então, nem mesmo Remus sabia onde eu estava. Temos uma casa próxima à Hogwarts, nossos terrenos são ao lado dos terrenos do castelo, as proteções da escola se estendem até lá. Foi muito difícil pra mim viver escondida tanto tempo, mas sempre fui ciente do perigo que meu marido corria e que, se soubessem sobre mim e as crianças, nós correríamos ainda mais perigo e Severus seria assassinado pelo Lord das Trevas.
- Você chama você-sabe-quem como os Comensais. - pontuou Tonks.
- É o hábito. Sev o chama assim.
- Então, você defende seu marido, mesmo depois de ele ter matado Albus Dumbledore...
- Meu marido não tem nada de inocente, Tonks, mas ele não matou Albus por vontade própria. O diretor pediu, ordenou, que ele assim o fizesse. Eu estava junto quando essa conversa aconteceu.
Barulhos no andar de baixo fizeram ambas correr para o corredor e descer as escadas.
- Todos para o castelo! – gritou McGonagall. – A guerra estourou! Harry Potter está lá! Vamos!
- Tonks! – gritou Remus. – Fique aqui com Florence e as crianças!
- O que? Não! Eu vou com vocês!
- Não! – retrucou Remus. – Você fica! Eu não posso ter você no campo de batalha e você sabe o porquê!
Tonks ficou quieta, passando a mão discretamente sobre o ventre.
- Remy. – chamou Florence. – Não deixe ninguém matar meu marido. Por favor.
- Eu não posso te prometer isso, Flor. – ele abraçou a irmã.
- Capturem ele, mas não o matem... – ela sentia as lágrimas correrem.
- Eu tentarei... – disse Remus antes de aparatar junto com os membros da Ordem.
Tonks e Florence pararam no meio da bagunçada e silenciosa sala.
- Eles vão matar o papai, não é? – a voz de Stephen cortou o silêncio da sala.
Florence olhou para o filho, sem saber o que dizer, as lágrimas que corriam em seu rosto falavam o suficiente.
O menino correu até os braços da mãe e ambos choraram abraçados, sem poder impedir a iminente destruição de sua família.
Depois de horas limpando e arrumando a Ordem, em completo silêncio e lágrimas, sem terem qualquer tipo de informação de como estavam as coisas em Hogwarts, Tonks apareceu na porta da cozinha.
Florence a olhou e sorriu.
- Você está grávida. Por isso Remus não deixou você ir com eles.
Tonks concordou, sorrindo.
- Remus não quis espalhar a notícia porque poderia cair em mãos erradas e me usarem contra ele... coisas de guerra.
- Eu entendo... quanto tempo?
- Dois meses. Mas ele só soube há alguns dias, porque eu passei mal pela manhã, por três dias seguidos.
Florence riu.
- Eu sei como é isso...
- E você? Por que você não brigou para ir com eles, Florence? Achei que você iria querer defender seu marido...
- Eu não seria de nenhuma ajuda lá, Tonks. E eu não arriscaria a vida que trago comigo.
Tonks ficou em silêncio, sorrindo quando entendeu.
- Você também! Quando soube?
- Madame Pomfrey veio me ver e pedi que ela me examinasse há duas semanas. Eu estava dormindo demais e comendo demais e fora dos horários normais. Ela me confirmou. Estou grávida de cinco semanas. – ela sorriu, passando a mão sobre o ventre. – Ironia ou não, este bebê foi feito na noite anterior à morte de Dumbledore; Severus e eu criamos uma vida antes que ele fosse tirar a de Albus...
Um barulho na sala as fez correr, varinhas em punho.
- Remus!
- Severus!
Elas gritaram ao mesmo tempo que viram seus respectivos homens, Snape semi-consciente apoiado no ombro de um muito machucado Remus.
- Nós ganhamos... – murmurou Remus, largando Snape no sofá. – Harry conseguiu, graças a Severus...
Tonks correu para os braços de Remus enquanto Florence se ajoelhava ao lado do sofá, acariciando o rosto ensangüentado e sujo do marido.
- Papai! – gritou Stephen descendo as escadas, seguido de Eileen.
- Ele está...? – começou Eileen.
- Sim. Ele está vivo. – murmurou Florence, as lágrimas descendo sem que ela pudesse impedi-las. – Ele ajudou Harry a matar Voldemort... Remus, todos viram ele fazer isso?
- A maioria... mas aqueles que não viram já ficaram sabendo. Foi incrível, Flor. Por um momento achamos que estava tudo perdido, no próximo segundo, Harry saía debaixo da capa, jogava todas as verdades na cara de você-sabe-quem e Snape apareceu rindo e confirmando tudo o que Harry dizia, antes de pegar a espada de Griffindor e atirar para Neville para que o garoto matasse a Nagini. Voldemort partiu pra cima do Severus, gritando "traidor", quando Harry atacou, chamando a varinha anciã para ele e terminando com a guerra... Voldemort está, oficialmente, morto.
Snape demorou um tempo para se recuperar.
Enquanto ele estava de cama, sob os cuidados de três mulheres extremamente atenciosas - o que era o mesmo que dizer que Florence, Poppy e Eileen o enchiam a paciência -, o mundo lá fora o proclamava tão herói quanto Harry Potter. Alguns diziam que, se não fosse por Severus Snape, Harry jamais teria derrotado o Lord das Trevas.
Quando saiu o nome dos honrados heróis que ganhariam a Ordem de Merlin, Primeira Classe, junto ao nome de Harry, Hermione e Rony, estava o de Snape.
- Que idiotice. – reclamou Snape, fechando o Profeta Diário, e olhando para a esposa que lia um livro sentada ao lado dele na cama. – Eu não vou aparecer nessa cerimônia ridícula
- Você vai, sim, Sev. Eles estão reconhecendo que tudo o que você fez foi para a Ordem ganhar a guerra. – disse Florence, sorrindo, acariciando o ventre arredondado.
- E eles acham que me dando um pedaço redondo de ouro com meu nome gravado nele vai apagar tudo o que eu passei nesses anos todos pra que a Ordem ganhasse a maldita guerra?
- Não é assim, Sev. – ela suspirou quando o filho chutou seu estômago. – Nossa... Nick está agitado hoje.
Snape parou de resmungar e olhou para a barriga da esposa, sorrindo.
- Você devia perguntar à Pomfrey se você não está esperando gêmeos...
- Não duvido... – ela respirou fundo, acariciando o filho para ver se ele parava. - E se eu estiver... que nome daremos se for uma menina?
- Elizabeth. Eu sempre gostei desse nome.
- Era como você queria que Ís se chamasse. – Flor deitou ao lado do marido, a mão dele passando sobre seu ventre. – E se for menino?
- Você queria que Stephen se chamasse James... – murmurou Snape.
- Você não se importa? – questionou ela. – Eu lembro o fiasco que você fez quando soube que eu queria chamar seu filho com o nome daquele... qual foram as suas palavras, mesmo... ah, sim, "Potter-Pulguento"...
- Não me importo mais... se você quiser pode ser. Eu gosto até. James e Nicholas.
- Acho que se for mesmo gêmeos, nossa vida se tornará um tanto interessante, Sevy... – murmurou Florence, quase adormecendo no peito do marido.
Ela nem imaginava quão certa estava.
FIM FOFO.
Mil desculpas pela demora indesculpável.
Um beijo enorme pra quem revisou o capítulo anterior: Emily Farias (obrigada pelo elogio à minha imaginação "fértil", há quem diga que isso é "tardice" - rsrs), Rossonera (se achou hot antes, neste cap pegou fogo geral!), Tati Hopkins (saudades... alguma fic nova de vocês sobre Sev e Lene? Aguardo ansiosamente!), Yasmin Potter (filha linda! Flor perdeu a virgindade no meio duma floresta, tá bom pra vc?), Coraline D. Snape (acabou antes do 11... eu ia separar, sabe, mas aí decidi que seria crueldade fazer as leitoas esperar ainda mais pra ler o final.), Lari SL (calor antes, né? E agora?) e buuba (espero que tenha gostado do final!)
Espero que não tenham desistido de mim e que me deixem suas impressões finais, meninas!
Beijos!
REVIEWS!
