O Segredo dos Anjos

By Dama 9 e Saory-San

Nota: Os personagens de Saint Seiya não nos pertencem, apenas Diana e Aisty são criações únicas e exclusivas nossas, para essa saga.

Boa Leitura!


Capitulo 10: Perigosa Atração.

I – Um Conselho de Ultima Hora.

-O que será que está acontecendo? –Milo perguntou, enquanto ele, Shura e Saga subiam as escadarias em direção ao ultimo templo às pressas.

-Não sei, mas algo me diz que tem algo a ver com aquele cosmo de ontem à noite; Saga comentou.

-Que cosmo? –Shura perguntou surpreso.

-Vai dizer que não sentiu? –o geminiano perguntou surpreso.

-Bem...; Ele começou, a verdade que estava concentrado em outras coisas para ficar se preocupando com isso.

-Era um cosmo estranho, vindo do Coroa do Sol; Saga respondeu, vendo que ele não iria responder o porquê de não ter prestado a atenção nisso.

-Coroa do Sol, mas pensei que o Templo de Apolo estivesse desabitado; Milo comentou.

-Lugar propício para uma reunião de traidores; Kamus falou, saindo de seu templo e pegando parte da conversa.

-Kamus; os três falaram surpresos, pois não o haviam visto.

-...; O cavaleiro assentiu.

-Sabe de alguma coisa sobre isso Kamus? –Saga perguntou, tentando controlar o impulso de perguntar a ele sobre o que ele falara com Aisty sobre si.

-Apenas o que Aisty me falou; Kamus respondeu, sem notar o ar tenso do cavaleiro. –Mas é melhor irmos logo, Athena esta esperando; o aquariano falou, começando a subir as escadarias em direção a Peixes, sendo seguido pelos outros dois.

-"O que será que ele disse a Aisty?"; Saga se perguntou, ficando um pouco para trás.

-SAGA, VOCÊ NÃO VEM? –Milo chamou, já se distanciando.

Balançou a cabeça levemente para os lados, era melhor esperar a reunião para ter certeza de algo.

-o-o-o-o-

-Aisty tenha um pouco de calma, não vai resolver nada ficar impaciente assim; O Grande Mestre tentou acalmá-la, mas logo encolheu-se na cadeira ao receber um olhar envenenado da jovem no momento que ela virou-se para si e a temperatura começou a cair.

-Chegamos; Milo falou entrando com os demais no templo. –Nossa, ta frio aqui ou é impressão a minha? -ele comentou, abraçando-se, sentindo um breve estremecimento ainda mais ao ver uma fumaça branca sair de seus lábios, ao respirar.

-Agora só falta Diana e o Aioros; Saori comentou, aliviada por ver a amazona diminuir seu cosmo, fazendo a temperatura do templo voltar ao normal.

-Onde eles estão? –Shura perguntou um tanto quanto incomodado por isso.

-Já chegamos; Diana falou, entrando com Aioros, fazendo o espanhol voltar-se para ela, com um olhar imediatamente sentido pela amazona, que passou reto por ele, indo até Aisty.

Subira com Aisty até Sagitário, onde por coincidência encontrara Aioros e Kamus, a amiga subira para Aquário com Kamus e ela resolvera ficar em Sagitário colocando o amigo a par de toda a situação, antes de subirem.

-Acho que estão todos aqui, podemos começar; o Grande Mestre falou, ficando a pelo menos dois metros de distancia de Aisty, para caso dela resolver congelar alguém e que ele não se tornasse a primeira opção.

Todos acomodaram-se em seus devidos lugares, esperando ansiosamente que Athena começasse logo a reunião e lhes explicasse o que estava acontecendo.

-Athena o que esta acontecendo? –Kanon foi o primeiro a perguntar.

-Creio que alguns sentiram ontem à noite uma energia diferente no ambiente; Saori comentou, vendo alguns cavaleiros assentirem. –Pois bem, essa energia estava focada no templo central da Coroa do Sol;

-O Templo de Apolo; Shaka comentou, vendo a deusa assentir.

-Um grupo de amazonas esta se refugiando nesse templo;

-Traidoras; Kamus completou.

-Isso mesmo, pelo que Aisty nos contou, Melina é a líder do grupo; Saori continuou, mas foi interrompida.

-Melina? –Saga perguntou, arqueando a sobrancelha.

-Algum problema Saga? –a jovem de melenas lilases perguntou, voltando-se para ele.

-Bem Saori, na verdade acho que deve haver algum engano, pois se bem me lembro há alguns dias atrás a Srta Aisty fez o favor de quase deixá-la morta na arena, sejamos coerentes, ela não é capaz de liderar ninguém; ele falou, com certa ironia.

-O que esta insinuando, Saga? –Kamus perguntou, com os olhos estreitos.

-Eu...;

-Não ligue para as besteiras dele Kamus; Shaka interrompeu, vendo o olhar mortal que eles trocavam. –Voltando a Melina, é possível sim que ela seja a líder;

-Como? –Saga perguntou irritado com a interrupção do virginiano e pior ainda, o comportamento passivo da amazona, que parecia completamente alheia a tudo aquilo.

-Existem muitas formas de usar o cosmo para curar ferimentos sem chamar a atenção. Quanto à surra que Aisty deu nela, isso não é uma questão para ser discutida agora e muito menos por você Saga; o homem mais próximo de Deus falou, seco.

-Cavaleiros, por favor; Saori pediu, vendo algumas divergências de opiniões entre os guardiões.

-Saori, Aioros e eu também sentimos essa variação de cosmo vindo da Encosta de Bejunte, provavelmente elas escolheram se reunir lá por terem uma saída de escape caso fossem encontradas; Diana falou.

-Sentiram é? –Shura falou num resmungou.

-Acho que seria melhor irmos até lá; Aioros sugeriu, ignorando o olhar atravessado do capricorniano sobre si.

-Eu já fui; Aisty falou, manifestando-se.

-Quando? –Aioros perguntou surpreso.

-Ontem à noite; ela respondeu, dando a entender que não falaria mais do que isso deixando o geminiano ainda mais irritado.

-Então, sabemos que elas estão na Encosta, mas o que vamos fazer agora? –o ariano perguntou se manifestando.

-Agir; Aisty e Diana falaram ao mesmo tempo, como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

-Não; Shura e Saga falaram juntos.

Uma nuvem de tensão caiu sobre a sala e os dois cavaleiros encolheram-se com o olhar retalhador que receberam. Uma nuvem prateada começou a subir do chão, enquanto a temperatura caia ainda mais.

-Aisty, por favor; Kamus falou calmamente, colocando a mão sobre a da jovem, como se pedisse para que ela esperasse. Ato que fez o geminiano bufar irritado. –Saga e Shura, espero que os dois tenham um bom motivo para isso?

-Acho estupidez começar a agir sem ter certeza absoluta de quem estamos enfrentando; o geminiano respondeu, com falso ar passivo.

-Que parte do que já discutimos até agora você não entendeu? –Aisty perguntou a ponto de se levantar da cadeira. –Porque se é esse o caso posso explicar com mais calma e uso até ilustração de histórias em quadrinhos se quiser; ela completou, com sarcasmo.

-Creio que é você quem não está entendo, estamos no santuário, abrir guerra contra o que quer que seja que esteja no Coroa do Sol é estupidez; ele vociferou irritado com os risinhos irônicos que o comentário dela gerou, principalmente de Milo e Mascara da Morte.

-Eu discordo, estupidez é deixar um bando de traidores dançando em baixo do nosso nariz, caminhando pelo santuário como se fossem donos; Diana rebateu, notando que a amazona estava a ponto de fatiar o cavaleiro.

-Saga, Diana e Aisty estão certas, o mínimo que podemos fazer é tomar uma atitude; Mú falou, com seu típico ar passivo. –Ser passivo agora não vai ajudar em nada;

-Olha quem fala de passividade; o geminiano rebateu sarcástico.

Os cosmos começaram a se alterar, como se todos estivessem sendo afetados por aquela tensão existente entre algumas pessoas especificas.

-Saori, quem decide aqui é você; Shura falou, dando a discussão por encerrada. Sabia que as duas amazonas estavam certas, mas nunca daria o braço a torcer, deixando na mão da deusa decidir.

-Concordo com Aisty e Diana; a deusa falou, pausadamente. Era uma decisão difícil de ser tomada, embora houvesse pesado tudo em uma balança. –Mas não quero nenhuma atitude precipitada de ninguém; ela completou.

-O que? –Kamus e Aioros falaram em tom indignado.

-Vai esperar que mais alguém morra por causa dessas traidoras para agir? –Aisty rebateu ferina.

-Essa decisão já foi tomada; Saori respondeu, tentando manter-se firme.

-Pro inferno com suas decisões; a amazona de cabelos ruivos vociferou, levantando-se e deixando a sala, sob o olhar espantado dos guardiões e da própria deusa.

-Ahn! O que ela quis dizer com mais alguém morrer? –Milo perguntou, com um olhar confuso, porém extremamente surpreso com o que a jovem falara.

-Sem comentários; Diana falou, balançando a cabeça levemente para os lados e se levantando.

-Diana; Aioros murmurou surpreso, ao ver a jovem deixar a sala também, nunca um guardião havia voltado-se contra uma decisão da deusa dessa forma e vê-la ser mandada para o inferno, foi algo bastante surpreendente; ele pensou.

-Garota estressada; Shura falou num tom debochado.

-Eu morderia a ponta da língua se fosse você; Aioros falou num tom cortante de voz, deixando a sala e indo atrás de Diana. Se bem conhecia o gênio da amazona, ela deveria estar agora com uma louca vontade de matar alguém.

-Ahn! Saori; Aldebaran chamou, com certa cautela, ao ver a jovem com um olhar perdido, como se estivesse vendo a besteira que fizera ao ordenar que nada fosse feito.

-Algum problema Aldebaran? –ela perguntou, voltando-se para ele.

-Podemos ir?

-...; Ela assentiu.

Os guardiões deixaram seus templos cada um com seus próprios pensamentos sobre o que acabara de acontecer.

-Athena; Shion chamou, vendo que a Deusa ainda permanecia sentada.

-Sim; ela murmurou, voltando-se para ela.

-Acho que esta na hora de conversar com ela sobre Aaron e Cecília; o Grande Mestre comentou.

-Vamos esperar um pouco mais Shion, ela esta de cabeça quente e falar sobre isso agora só vai piorar as coisas; Saori respondeu, a prova que tivera do quanto a jovem de melenas vermelhas poderia ser perigosa quando irritada fora a poucos momentos, então, precisava ter muita cautela com ela.

Sabia que o que Diana e Aisty queriam agora era encerrar de uma vez aquela historia com Apolo, mas pelo que conhecia de cancerianos, nunca se sabe quando eles podem passar de aliados a inimigos. E aquele assunto era realmente delicado demais para ser falado num momento daqueles; ela pensou.

-Se deseja assim; Shion falou, levantando-se. –Com licença;

-...; Saori assentiu.

II – Sob o céu estrelado...

Ninguém a vista; ela pensou, caminhando pelo chão de areia em direção a arquibancada. Olhou para o céu, notando o brilho intenso das estrelas, não faria mal algum ficar um tempo ali; Aisty pensou, deitando-se em um dos bancos de concreto, mesmo porque mais do que nunca precisava esfriar a cabeça.

Passou os braços por trás da cabeça, acomodando-se melhor. Não fazia muito tempo que chegara ao santuário, mas seus planos de acabar logo com aquilo e voltar para casa, não haviam mudado e aquela passividade da deusa estava lhe irritando.

Fechou os olhos momentaneamente, lembrando-se do que Kamus lhe falara sobre o geminiano, tinha de admitir, ele não tivera uma vida muito fácil, levando ainda mais em consideração toda a readaptação depois do retorno dos guardiões, mas não podia ignorar o fato de que ele estava lhe irritando.

Tirou um dos braços que servia de apoio para a cabeça, erguendo-o na altura dos olhos. Vendo as estrelas dali, era como se pudesse tocá-las; ela pensou, dando um suspiro cansado.

Estavam para entrar em guerra contra Apolo e Saori queria manter-se passiva, era nessas horas que se perguntava se Zeus não tinha nenhum outro filho para transformar em guardião da Terra que não fosse tão passivo quando Athena, porque Céus, aquilo era um teste de paciência; a jovem pensou ainda sentindo o gosto das palavras 'Vá para o inferno' em seus lábios.

Por algum motivo sentira-se tão mais leve depois daquilo, será que estava passando por algum inferno astral novamente para ter seu lado mais 'sádico' aflorado? –ela se perguntou.

Com a ponta dos dedos traçou um caminho entre as estrelas, identificando algumas constelações.

-Não sabe que é perigoso uma garota ficar andando por ai, há essa hora? –alguém perguntou atrás de si.

Abaixou a mão, limitando-se apenas a ignorá-lo. Levantou-se, batendo as mãos nas costas para tirar a poeira, preparando-se para ir.

-Aisty, espera; Saga falou, segurando-lhe pelo pulso.

Rodara o santuário todo procurando-a após a reunião, mas quando já estava dando aquela busca por encerrada, lembrou-se que não havia ido a arena ainda, qual não foi sua surpresa ao vê-la ali.

-O que quer? –ela perguntou seca.

-Calma, só conversar; ele falou, erguendo os braços em sinal de rendição.

Aisty arqueou a sobrancelha desconfiada. Conversar? Que espécie de idiota ele achava que ela era, para cair naquele clichê estúpido de 'aproximação' com essa de 'só conversar', porém estranhamente a voz de Kamus veio a sua mente. Uhn, não seria tão ruim, dar o braço a torcer só dessa vez; ela pensou, sentando-se novamente no banco.

Saga piscou confuso, olhando curiosamente para amazona...

-Vai ficar me olhado até quando? –Aisty perguntou, impaciente.

-Uhn? –ele murmurou, piscando.

-Você disse que queria conversar, estou esperando; ela falou, gesticulando displicente.

-Ah sim; o geminiano murmurou, sentando-se.

Um silêncio constrangedor caiu sobre ambos, fazendo o cavaleiro amaldiçoar-se por não conseguir falar nada. Ouviu um murmúrio vindo da amazona, quando ela se levantou.

-Espera, aonde vai? –Saga perguntou, levantando-se atrás dela.

-Você queria conversar, mas ficou quieto, quer que eu faça o que? Fique aqui a noite toda, esperando você falar? Sinto muito, paciência não é uma virtude pra mim; Aisty falou, dando-lhe as costas e começando a descer os degraus.

-Hei; ele falou indignado, ela também não estava facilitando. –Você também não facilita;

-O que? –Aisty perguntou, virando-se pra ele com os orbes serrados perigosamente.

-Você fica ai nessa pose de superior e impede qualquer um de se aproximar, como quer que conversemos, se você também não facilita? –Saga reclamou.

-Que eu me lembre, quem disse que queria conversar era você; ela rebateu, irônica.

-Puff, não sei como ainda perco meu tempo tentando falar com você; o geminiano resmungou numa pose de superioridade.

-Sabe, penso a mesma coisa sobre você; a amazona rebateu com igual postura, porém regado a um sarcasmo incrivelmente irritante para ele.

-Aposto que se fosse o Kamus, você não diria isso, não é? –ele vociferou, descendo um degrau, ficando a dois de distancia dela.

-Não; Aisty respondeu, com uma calma assustadora.

-...; Saga serrou os orbes de maneira perigosa.

Nota mental: detestava cada vez mais essa espontaneidade da amazona; ele pensou, descendo mais um degrau.

–O que ele tem? –o geminiano perguntou.

-Do que esta falando? –Aisty perguntou, sentindo-se estranhamente acuada com o olhar do cavaleiro, desceu um degrau por segurança.

-Qual a diferença? –Saga insistiu, descendo mais um degrau.

Ah, isso já era de mais. O que ele queria afinal? –Aisty pensou, ameaçou a afastar-se, mas o cavaleiro rapidamente segurou-lhe pelo braço.

-RESPONDA; ele mandou.

-Me solta; ela falou, tentando puxar o braço.

-Não antes de me responder;

Puxou bruscamente o braço, mas isso só fez com que perdesse o equilíbrio. Sentiu o pé escorregar, na certa cairia com tudo no chão. Instintivamente agarrou-se a camisa do cavaleiro, levando-o junto consigo.

-Ai; ela gemeu de dor, quando as costas bateram contra o chão e um peso ainda maior que o seu corpo chocar-se contra si.

Respirava com dificuldade, tentando aos poucos acalmar-se, mas a idéia daquele corpo bem talhado sobre o seu, não ajudava; ela pensou.

-Você se machucou? –Saga perguntou preocupado, porém não movendo um só músculo para sair dali.

-...; Aisty negou com aceno, tentando se levantar, ergueu a cabeça deparando-se com o olhar do cavaleiro sobre si, e um meio sorriso formou-se nos lábios dele, que fê-la prender a respiração.

-Você não é tão intocável quando pensa ser; ele comentou de forma enigmática.

-Uhn? –ela murmurou confusa, precisava sair dali, aquela proximidade entre ambos era perturbadora, a ponto de não conseguir concluir seus pensamentos.

-Você pode se esconder por trás dessa mascara, mas é uma pessoa como todas as outras... Com sentimentos; o geminiano completou, num sussurro enrouquecido, ao pé do ouvido.

Engoliu em seco, sentindo um arreio correr-lhe as costas, sentiu o corpo instintivamente estremecer.

-Como dizia, é algo que você não pode controlar; ele continuou, sentindo-a colocar uma mão sobre seu peito, tentando empurrá-lo inutilmente. –É algo que não se pode fugir; Saga continuou, roçando-lhe a pele fina do pescoço com os lábios.

-Pa-re; ela falou, com a voz tremula.

-Porque deveria? –Saga perguntou, depositando um beijo demorado sobre o pescoço da jovem, aspirando profundamente, ao sentir o cheiro de lavanda emanado pela pele acetinada.

Sentiu a mão da jovem que antes tentava afastá-lo, fechar-se sobre a camisa, um sorriso maroto formou-se em seus lábios, ninguém tinha o auto-controle tão grande que não resistisse a si; ele pensou, convencido.

-Sabia que não resistiria; ele sussurrou, levando uma das mãos a cintura da jovem.

-O que? –Aisty perguntou, recobrando a consciência.

Serrou os orbes de maneira perigosa. Elevou seu cosmo perigosamente, fazendo uma nevoa prateada formar-se no meio da arena.

-Mas o q-...; Saga não pode completar a frase, quando simplesmente foi arremessado para o meio da arena sem um pingo de dó ou piedade.

Aisty levantou-se, batendo as mãos na roupa de maneira irritada, para retirar a areia.

-Ai; Saga resmungou, levantando-se com certa dificuldade.

-Quer saber a diferença? –Aisty perguntou, com um olhar mortal.

-Uhn? –ele murmurou confuso.

-O Kamus não é um idiota, ao contrario de você; ela falou, fitando-lhe com um olhar mortal que fez o cavaleiro encolher-se.

-AISTY; alguém chamou, entrando na arena.

Deu as costas ao cavaleiro, indo em direção ao chamado, deixando um Saga completamente petrificado para trás.

-Estava te procurando, aconteceu alguma coisa? –Kamus perguntou, vendo a roupa da jovem amassada e com resquícios de areia.

-Escorreguei da arquibancada, só isso; ela respondeu, passando por ele mais irritada do que estava quando chegou ali.

-Aisty, aconteceu alguma coisa? –Kamus perguntou indo atrás dela. Achando estranho o fato dela estar sozinha ali.

Devido à rápida velocidade, Saga sumiu, observando de um lugar pouco iluminado a saída dos dois.

-Escute o que digo Kamus; ela falou, num tom sombrio de voz.

-O que?

-Se o Saga chegar perto de mim de novo, Athena vai precisar do Olimpo intero para conseguir ressuscitá-lo; ela avisou.

-Uhn? –ele murmurou, sem entender o que ela queria dizer com aquilo, mas era melhor não perguntar, para a própria saúde; ele pensou, voltando-se para ela, começando a dizer o porquê de estar procurando-a.

Continua...