Fatos ocorridos na vida de Naomi enquanto Hisoka partia para Greed Island.
Foram dias agradáveis (ou não) na casa dos velhos pais. Na companhia de Don, Naomi pode se divertir um pouco naquela região de York Shin onde nasceu e cresceu. Mas Don estava duvidoso em relação a Naomi. Ainda tinha interesses nela, mas descobriu que ela pertencia ao clã que era inimigo do seu. Só faltava descobrir que a família de Naomi estava envolvida no caso em que seu pai foi assassinado.
Naomi voltou para sua casa atual, declinando-se novamente do convite de Don em passar uns dias em sua casa. Mas ele não se importou muito com isso; afinal, teria tempo livre para descobrir tudo sobre a família Mosli. Mais uma vez, ela pegou aquele velho smartphone. Sempre checava alguma coisa que pudesse levá-la a descobrir como estava Hisoka. Porém, estava a caixa de mensagens vazia. Sequer tinha o número registrado dele. Era tão curioso, para ela, como o número que ela havia ligado ter desaparecido do nada. Pois mal ela sabia que era o Nen do Hisoka que fazia essa "mágica".
Mas… curiosamente… aconteceu algo inesperado: xeretando o aparelho em sua mão, ela achou o tal número novamente, desbloqueado. Sorrindo que nem boba, Naomi ficou fitando aquele número e, de imediato, teve o impulso de ligar. Mas freou em seu impulso. Será que ele ficaria aborrecido se ela ligasse para ele? Mas aquele número estava ali, agora. Por que teve que aparecer depois de longo tempo? Não… precisaria arriscar. Hisoka deveria pensar que ela o tinha abandonado, mas não. Ela nunca o esqueceu, nunca…
Foi então que ela ligou. O toque da chamada era longo, parecia que ele não poderia atender.
– Atenda, Hisoka… – dizia Naomi, baixinho.
– Alô? – sim… aquela voz. Naomi hesitou por segundos em falar.
– ...Hisoka. – por fim, ela falou.
– ...quem fala do outro lado? ...é quem estou pensando?
Naomi sentia algo na garganta como se estivesse impedindo de falar. Ele… ele mesmo!
– ...Acho que… deve ter achado que o esqueci, não é? …pois não.
– Ahhh Naomi… – Hisoka disse, em um tom sedutor.
Mais uma vez, ele tinha feito seu número aparecer novamente para ver se ela retornaria a ligação.
– Hisoka… eu ligaria mais cedo se o número não tivesse sumido desse aparelho! Sério mesmo… não entendi por que só agora veio aparecer o registro do seu número…
– Eu sei disso.
– ...Sabe?
– Fui eu que fiz desaparecer o número.
Naomi fez uma careta de dúvida.
– Mas… por que fez isso? Como?
– Breve, eu te explico a verdade sobre como fiz desaparecer o registro do número… mas preciso te explicar o porquê dessa minha atitude… foi para protegê-la.
– De quê?
– De muitas coisas… até mesmo "deles"… te acharem.
Naomi ficou quieta. "Será que eles ainda estão me perseguindo?", Naomi pensou, antes de prosseguir a conversa.
– … e então? Está tudo bem agora?
– Também não… mas… precisava saber como estava. Que tem feito de bom?
– ...Ah… tudo segue sendo um tédio! ...não sabe como… o queria aqui… – conseguiu falar o que realmente queria dele – achei que tinha desistido de mim.
– E eu achei que já estava com outra pessoa…
– Pretendentes não faltaram! – Naomi quis provocá-lo de forma brincalhona.
– Hum?! ...sério?
– Sim. Mas nenhum deles foram dignos de substituí-lo.
– Ahhh! Ótimo ouvir isso, Naomi….
– Diga-me… quando poderei te ver novamente?
– Breve…
– Isso significa… daqui há muitos anos… não é? – disse, enfadonha.
– Não, que exagero, chérie… mas ainda preciso fazer algumas coisinhas que vão me tomar muito tempo… mas quero sim, revê-la. Quero muito revê-la…
Naomi apertou a barra da saia que vestia.
– Como é bom… ouvir isso… ao menos ouvi-lo…
O ruivo sorriu do outro lado da linha.
– Preciso lhe contar algumas coisas que fiz… espero que tenha paciência de ouvi-las.
– Tenho todo o tempo! Fala…
Hisoka contou sobre sua tentativa de lutar contra Kuroro e da falha ao lutar com ele. Também falou o que Kuroro havia lhe pedido antes de se entregar ao isolamento naquela montanha distante. Naomi se lembrou daquele homem… do casaco com a cruz invertida… não foi tão agradável em lembrar dele, mas o que valia naquele momento era poder ouvi-lo. Assim, confirmava que ele não havia esquecido.
– Terei que encerrar agora. Deixa-me ligar para você, agora. Foi arriscado em aceitar essa ligação… mas era o destino que queria nosso reencontro por aqui…
– Tudo bem, Hisoka. Cuida-se, não me esqueça…eu não o esquecerei… – ela estava flamejante em sua paixão.
– Ahh… como queria tocá-la novamente… e vou.
– Vou te esperar…
– Até…
– Eu o amo.
Hisoka engoliu meio seco ao ouvir aquelas palavras penetrarem por todo seu corpo, causando leve arrepio de desejo.
– Eu também…
E ele encerrou a conversa, não bloqueando o número novamente. Naomi desligou o aparelho, dando um grito em seguida. Tampou seguidamente a boca, temendo que algum vizinho por perto achasse que estivesse acontecendo algo errado ali. Mas era muita alegria em um fim de noite só!
…
– Está radiante hoje, Naomi! – observou Don, vendo sua colega de trabalho cantarolar pelo escritório onde trabalhavam juntos.
– E sinto que deveria estar mais radiante!
– Hmm… e posso saber o que lhe fez assim? ...Se posso?
– ...pode, claro. – ela se sentou em uma cadeira perto da cadeira giratória dele.
– E então…
– ...lembra-se do cara que falei o qual amo? Pois bem… ele me ligou ontem, falando que estava tudo bem e breve vai me encontrar!
Don ficou sério.
– Ah… desculpa. Sei que não deveria falar isso para você… me perdoa?
– Ahh, deixa de bobeira! – ele a puxou pela cadeira, fazendo ficar frente a frente com ele, que se virou com a cadeira giratória para ela – Claro que estou contente por você! Sei que estão me roubando a bonequinha, mas sabe que… o que mais me deixa feliz é vê-la assim, de fato!
Ela levantou-se da cadeira e o abraçou.
– Ah, que bom que tenho você como meu amigão! ...como um… pai, diria assim.
Ele ficou sério novamente, mas Naomi não pode ver isso por estar totalmente abraçada a ele.
– Mas… nem de longe o estou chamando de velho, hein?! – ela voltou a ficar de frente para ele, ainda sem sentar – ...você viu como são meus pais, não? Nunca teria esse apoio dele e nem de minha mãe.
– É… entendo. – disse ele, olhando-a rapidamente de cima para baixo. Aproveitou para abraçá-la pela cintura, apenas "correspondendo amistosamente" o abraço dela.
– E eu… quase nunca foi de ter amigos íntimos… praticamente nunca tive… até agora!
– Que bom que confia em mim… sabe, também sempre fui péssimo em fazer amigos… principalmente amigos íntimos. O pouco que tive foram traiçoeiros… – aproximou-se mais dela, falando-lhe em direção ao pescoço – por isso que sempre a amei… você é uma mulher completa, rara peça vista entre essas moças de hoje em dia.
Naomi sentiu uma leve sensação estranha – mas não ruim. Ele deveria ser um perfeito amante, mas não era esse que ela queria para si. Aquele jeito… lembrava um pouco Hisoka. E tudo que a fazia lembrar o ruivo lhe deixava inspirada. Levemente… sensível. Eroticamente.
Ele se aproximou mais um pouco, mas Naomi saiu aos poucos dos braços dele.
– Bom, mas e a tarefa que o chefe nos pediu? – Naomi tratou de lembrar de uma tarefa que o chefe principal havia pedido ao setor deles.
– Vamos ver isso e agora! – ele disfarçou aquele momento levemente embaraçoso – principalmente para ele.
– Mas Naomi! Esse homem é perfeito para você! – a mãe dela falava animada.
– Ele é só um amigo, mãe! Pelo amor dos céus… não vai me fazer de idiota na frente dele, hein?!
– Fazer de idiota em quê? Mas se ele me pedisse a sua mão, já teria minha bênção há séculos!
– … ai, ai…
– Aprenda a reconhecer os valores de um homem pela situação, Naomi! É isso que garante uma chefa de família! – disse ela, indo até a licoreira e servindo-se.
– Sim, mas… tem tantos outros homens ricos por aí… não precisa ser exatamente ele! – disse ela, de forma parecida ao modo de pensar da mãe, para ver se ela parava com aquelas ideias.
– Para que ficar caçando se você já tem uma caça na mão, hã?!
– Mãe! Ah, vem vindo o pai, aí.
– Ah, tenho que comentar isso com ele!
– Isso… o quê?
– Desse homem que está com você. Talvez se... seu pai conversar com você, assim possa se convencer melhor… e eu sei que você gosta mais do papai, não é? – ela se fazia de ciumenta.
Naomi deu de costas e saiu da frente dela.
– Ah, vocês jovens! ...só falta você me aparecer com um pé-rapado como namorado!
A mãe de Naomi estava querendo enfiar na cabeça da filha a ideia de fazer de Don seu marido. Trabalhou o dia todo pensando nisso. Estava tão chateada com isso que havia perdido seu bom humor de antes, enquanto estava comemorando por ter retornado a se comunicar com Hisoka.
Do final do expediente, Don convidou-a mais uma vez para uma noitada. Naomi aceitou. Naquela mesma boate erótica. Não estava tão interessada em ir naquele local novamente – se animaria se fosse com Hisoka – e encher-se de bebidas ou ficar assistindo casais e atores fazendo sexo em público, mas também não quis decepcionar Don em seu convite. Sabia que, no fundo, ele estava chateado por ter ouvido sobre o "misterioso namorado". Ela acreditava que ele a amasse realmente. Pois só amando muito para aguentar uma amizade como aquela – outros sequer continuariam a se aproximar assim. Mas o loiro… tinha seus objetivos.
E durante o caminho até a boate, Don recebeu uma mensagem pelo seu smartphone sobre sua investigação na família Mosli. O informante lhe revelou que o falecido irmão do pai de Naomi era envolvido no crime que custou o assassinato do pai e o suicídio da mãe. E que o tio de Naomi tinha sido amante de sua mãe. Ficou confuso – tanto por se lembrar do passado horroroso como pelo motivo da morte dos pais. O tio de Naomi, jovem leviano até então, organizou uma emboscada para matarem o pai de Don. O escândalo abafado pelos avós de Naomi e a depressão por causa do amor proibido levou a mãe de Don ao suicídio. Anos depois, o tio de Naomi, entregue às drogas e a depressão pelo falecimento de sua amada, teve sua saúde abalada a ponto de morrer também. Aquilo tudo o deixou atônito.
– O que houve, Don? Parece abalado.
– … nada, Naomi. Não se preocupe comigo. Estou bem.
– Hmm… de repente, ficou de cara fechada. Se está tudo bem, espero que, então vamos curtir a noite! – disse ela, batendo de leve em seu ombro.
Ele se conteve durante o tempo em que estiveram na boate. Tudo lhe causava conflitos, mais e mais. Até a felicidade de Naomi por causa desse homem que ela amava e ele sequer conhecia. Tratou de afogar aquelas angústias em bebidas.
– Ei, Don! Não vá beber demais, senão não terei como levá-lo até sua casa! – disse Naomi, sentando-se ao lado dele – Vem cá… queria te pedir uma coisa.
– … e o que é? – ele forçava sua naturalidade ao respondê-la.
– ...leva-me até aquela parte do clube? – Naomi se referia a área mais adulta que Don havia lhe apresentado antes.
– Você… quer ir lá?
– Sim… mas queria ir acompanhada de ti. Sozinha, não vai ficar bem, sabe?
Don sorriu. Deixou o copo de uísque na mesa e foi com ela.
– Achei que nem passaria mais perto daquela área privada…
– ...mas eu curti, Don.
– Sério?
– Sim, claro!
– ...viria para cá com esse seu namorado?
Naomi ficou meio sem jeito ao ouvir aquilo, mas respondeu naturalmente.
– Claro… mas ele nunca me chamou para vir até aqui… acho que ele nem conhece.
– Se ele for da ralé, obviamente não conhece. – seguiu adiante – Bom, vamos lá então!
Naomi achou aquele comentário grosseiro por parte do loiro, mas não manifestou-se, apenas seguindo-o até o local desejado. Também, ele estava meio tomado pelos efeitos do álcool, e isso fez a morena ignorar os fatos.
Mais uma vez, Naomi estava dentro da área mais quente da boate. Reconheceu o trio de atores que simulavam sexo ao vivo da outra vez – só percebendo que a única mulher do trio era uma outra. Don a levou para uma mesa perto daquela exibição erótica, junto com um copo de bebida fresca.
– Quer beber um pouco, Naomi?
– Bem… só um copo. – aceitou dividir aquela bebida com ele.
O clima ali era mais ousado que da outra vez em que esteve lá. Flagrou, em sua observação discreta, outros casais fazendo sexo ali e uns outros homens se satisfazendo enquanto assistia a exibição. Ambiente moralmente sujo. Mas aquilo lhe inspirava um pouco.
"...traria seu namorado para cá?"
Imaginou Hisoka ali, no lugar do Don. Seria totalmente maravilhoso e insano. Estava sã e consciente ali porque era Don quem estava lhe acompanhando e também porque não estava bebendo como uma típica pessoa adulta em uma boate daquele tipo. Se fosse o ruivo… talvez estivesse até tendo sexo ali enquanto assistia ao trio. Sabia que Hisoka era insano sexualmente. Desde aquele lance que envolveu até mesmo aquela mulher dos cabelos rosados, pode comprovar isso. Assistia o trio fazendo ménage e reparou no mesmo ruivo da outra vez em que esteve ali, assistindo. Imaginou Hisoka naquele ator. E ambos eram fisicamente parecidos. Os olhos, os cabelos penteados para cima, o corpo escultural… e, de repente, imaginou-se no lugar daquele trio. Ela, Hisoka e o ator ruivo que estava participando daquela exibição. Imaginava-se no lugar da atriz, do mesmo jeito que estava: nua e sustentada pelo mesmo ator ruivo. O ator lhe possuindo pela frente, e Hisoka por trás. De repente, acordou em sua fantasia quando sentiu algo lhe cheirando o cangote.
– Don! O que está… fazendo?
– Hum… nada demais, amor… – disse ele, com o hálito enfestado daquela bebida.
– Ei, você bebeu demais! – disse ela, empurrando-o gentilmente para afastar dele. – Acho que hoje serei eu a te levar para casa!
– Leva-me… – disse em um sussurro provocativo.
Naomi começou a rir discretamente daquilo.
– Eu te ajudo a me carregar, Naomi. – disse ele, levantando-se. Naomi, em seus um metro e sessenta e poucos de altura, serviu-se de apoio para um homem com mais de 1,90 cm. Ele foi andando, para facilitá-la.
– Olha, para onde vamos? Deixo você em sua casa e volto para minha, OK?
– Não… vamos para onde te levar.
– E… para onde quer me levar? – perguntou Naomi, com ar de confusa.
– Antes de irmos para a casa… quero te mostrar um lugar aqui.
– Hmm… certo. Mas não vamos ficar muito tempo… não podemos madrugar, amanhã é dia de trabalho, já esqueceu?
– Certo, certo… bom, venha logo!
…
Um hotel.
– Vamos passar a noite aqui?
– Hmm… fazendo o quê?
– Relaxar até mais um dia de trabalho que vem.
– Ah… na verdade quero é dormir! Embora… reconheço que aqui é ainda mais perto para parar e descansar que seu flat ou minha humilde casa.
– Uhum… – concordou ele.
O quarto era bem-arrumado, com estilo clássico ao estilo século XIX. Nas cores marrom, bege e branco. Tudo meio mimoso e meio grotesco ao mesmo tempo. Naomi sentia a cabeça girar um pouco, e se jogou na cama macia.
– Ah… que macio isso aqui! – ela exclamou, pouco antes de alguém subir por cima dela e começar a beijar-lhe pela cintura até em direção ao ombro, mas Naomi desviou sem sair da cama – Don! O que está fazendo? Vem, vamos tomar um pouco d'água! – ela empurrava-o, tentando sair da cama e ir até a cozinha ao lado, mas ele a forçava na cama.
– Depois, Naomi… depois.
– Não, Don… para, por favor! – pediu Naomi, sentindo-se mal ao ser forçada daquele jeito. Ela sabia que ele não fazia propositalmente – era a bebida que o fazia desinibido e irresponsável mas… não toleraria passar novamente por um estupro. Não mesmo.
Don a puxou para o meio da cama, segurando-lhe os pulsos.
– Don, solta-me!
Ela pedia, debatia-se na cama. E quando o corpo maior pôs sobre o dela, perdeu totalmente a capacidade de mover-se. Ele distribuía beijos pelo rosto e pescoço. Roçava seu corpo másculo e pesado contra o feminino e delicado dela.
– Para, Don! Chega! – ela começou a chorar. Não pelo que, de fato, acontecia ali. Era por Hisoka. Ele jamais a aceitaria se ela o traísse ou se deitasse com um outro, fosse de qualquer maneira – assim pensava ela.
Ele começou a tirar-lhe as roupas, e ela se debatia mais. Certa hora, conseguiu sair de baixo dele, mas ele a puxou pelos longos cabelos negros e a deixou de bruços, facilitando ainda mais descer o zíper do vestido dela.
– Don! Eu vou gritar!
Imediatamente, ele lhe tampou a boca, sem amarrar, com um pano que tirou do bolso. Pegou os pulsos dela e colocou os braços dela esticados para cima. Naomi chorava baixinho. Em sua mente, vinha tudo o que havia passado com Kuroro… inclusive com Hisoka.
– Minha doce e adorável Naomi… – ele estava sorrindo, enquanto ele a virava de barriga para cima. As veias saltavam na testa dele. ,
– Por favor… não me machuca… – cuspindo o pano, ela gaguejou ao tentar explicar isso para ele, mas o sorriso dele era malicioso e assustador. E ele parecia inflexível aos pedidos de súplica dela.
– Hmm.. então... ele já te tocou assim? – ele colocou as duas mãos sobre cada um de seus ombros, o que torna impossível para escapar daquele contato visual com ele ainda que estava usando seus óculos escuros, como de costume.
– ...de quem fala?
– Do seu namoradinho… – ele a encarava segurando-a pelos ombros.
– Ah… mas isso não é…
Ela se debatia, mas inutilmente. O loiro puxou boa parte das mechas dos cabelos da morena, forte o suficiente para fazê-la dar um grito curto.
– Essa noite… você vai ser minha mulher! – seu sorriso cresceu mais, lambendo os lábios, suas longas mãos começaram a explorar todo o seu corpo, enquanto ele investia nos beijos em todas as partes da cabeça dela, incluindo o pescoço fino e de pele macia. Atrevidamente, ele deixou-a de lingerie e, em seguida, levando seus lábios em direção as coxas roliças e bem-feitas da pobre moça, beijando-lhe o interior de suas coxas. Naomi sentiu algo fervendo por dentro, não sabia decifrar o que era. Algo a despertava levemente naquele abuso, ao mesmo tempo que se sentia humilhada por tal atitude daquele homem embriagado. Don roçava os lábios finos e úmidos em sua virilha, no intuito de lamber lentamente suas partes íntimas ainda cobertas pela calcinha da cor de baunilha.
– Por favor… não… – Naomi sacudia a cabeça negativamente.
Tirando os óculos e jogando para longe, ele atreveu-se a puxar a parte da calcinha que cobria a genitália e tocá-la levemente ali. Ela sentiu as carnes das pernas tremerem rapidamente naquele toque, e tentou levantar-se, mas foi empurrada por ele, caindo novamente deitada na cama, indefesa e sozinha. Na verdade, estava com ele, mas sentia-se sozinha diante daquele que julgava ser de confiança. Ele então tomou suas mãos novamente e envolveu-os em torno de seu pescoço, pressionando seu corpo contra o seu. Uma das mãos tinham os dedos ocupados e estimular o clitóris e área vizinhas de forma ágil. Um calor lhe subiu por todo o corpo, não negava para si mesmo que aquilo lhe enfraquecia aos poucos. Ele assim por um tempo até que ele aproximou-se e sussurrou em seu ouvido.
– Hehehe... não posso me segurar por mais tempo... preciso de você agora! – olhando-a cheio de luxúria, parou de estimular Naomi para, rapidamente, desabotoar seu cinto e descer suas calças, a ponto de revelar um membro duro e rijo, apontando em direção a ela.
– Don… por favor… sabe que não posso…
Ela nem terminou. Pôs-se em cima dela, e começou a tirar a parte de cima, revelando os seios. Naomi tampou imediatamente com as mãos, mas ele pegou novamente os pulsos e jogou para cima, em direção a cabeceira.
– Não me atrapalha! – ordenou o loiro, colocando os braços de sua deliciosa presa envolvidos em torno de seu musculoso torso. Beijou-a nos lábios, afundando sua língua (quase) totalmente em sua boca. Naomi sentia o ar que respirava ir embora, aos poucos. Ele tinha uma boca grande, enorme, e língua quente e pesada. Não estava acostumada com aquela forma de beijo… ou já tinha esquecido como era ser forçada a fazer aquilo.
Sem saída. Sem forças. Naomi estava perdida naquele abuso que jamais gostaria de vivenciar mais uma vez...
