Nota Da Autora:

Autora: Pokari

Rate: R

Disclaimer: Vocês sabem que isso não me pertence.

Resumo: Harry é um medi-bruxo especializado em crianças e ele agora esta trabalhando como a babá dos gêmeos de Draco

Pares: Harry/Draco, Sirius/Severo .

Tempo: Pós-Hogwarts

Avisos: Slash, levemente UA


Capítulo 10

Draco abriu os olhos devagar. Pela primeira vez em sua vida ele tinha tido uma boa noite de sono. Ele se sentia em paz, até mesmo feliz. Sua mente voltou ao acontecimento da noite passada. Draco ainda sentia a maciez dos lábios de Harry...

'E tenho que parar agora ou eu realmente precisarei de um banho gelado'.

Draco se espreguiçou, continuando deitado por um minuto. Ele concentrou-se em ouvir alguma coisa, esperando que seus filhos viessem acordá-lo. Era quase que uma tradição para ele tentar dormir um pouco mais nos sábados e seus filhos brutalmente o acordarem. Draco sorriu; hoje ele não esperaria seus filhos já que ele estava ansioso em começar o dia.

Draco fez todo o seu ritual matinal automaticamente enquanto sua mente divagava de volta a Harry. Era surpreendente que ele não tenha cortado a si mesmo ao fazer a barba. Ele decidiu usar roupas mais casuais. Ele não queria que Harry pensasse que ele fosse um pai rígido, sério e viciado em trabalho, embora ele não quisesse admitir que ele era um homem conservador.

Draco esperava encontrar seus filhos vestidos, o que ele não esperava era ver expressões tristes em seus rostinhos.

"Algo errado?"

Alex olhou com raiva o alegre mordomo atrás dele. "Tony disse que hoje é sábado".

"O que tem de errado em hoje ser sábado?", Draco franziu as sobrancelhas; às vezes ele realmente não entendia como funcionava a mente de seus filhos.

"Papai", Andy fez biquinho. "Você disse que nós não iríamos até o Harry nos sábados".

"Eu disse?", Draco sorriu. "Ah, sim. Eu disse".

"Papai...", Andy tristemente perguntou. "Por que Harry não quer ficar com a gente?"

"Hmm?", 'Eu também gostaria de saber essa resposta'.

"Tony nos disse que ...Potter foi embora ontem a noite".

Draco lançou ao seu empregado um olhar, que foi retornado com um aceno de desculpas. Draco olhou de volta para seus filhos. "Ele tinha que fazer alguns muffins. Sirius nos convidou para tomar café lá, lembram-se?"

"Então nós iremos até o Harry?", os rostos dos gêmeos se iluminaram.

"Claro que sim, a não ser que vocês não queiram tomar café da manhã".

Alex rapidamente se levantou, seus brinquedos esquecidos. "Mas papai, eu estou faminto".

"Eu também", Andy estava apenas um passo atrás de seu irmão. "Eu estou com muita, muita, muita fome".

"Verdade?", Draco franziu as sobrancelhas tentando esconder seu sorriso. "Talvez seja melhor vocês tomarem café da manhã aqui antes de sairmos".

"De jeito nenhum", Andy e Alex disseram ao mesmo tempo.

Draco concordou. "Muito bem, se vocês já estiverem prontos, nós já vamos indo". Ele se virou para seu empregado. "Nós talvez não voltaremos para o almoço, mas talvez tenhamos um convidado para o jantar".

Anthony se inclinou um pouco. "Eu vou cuidar para que tudo seja bem preparado, Senhor".

Draco acenou com a cabeça concordando, ele então se apressou para alcançar seus impacientes filhos.

Os Malfoys chegaram apenas para encontrar a loja em um estado incomum. Talvez porque fosse sábado, mas os clientes reclamavam em voz alta que seus pedidos ainda não foram entregues.

"Papai...", Andy puxou as calças de seu pai para atrair sua atenção. "Me põe para cima. Eu não consigo ver o Harry".

Draco riu enquanto levantava seu filho. "Vamos procurar um lugar vazio".

Não havia nenhum lugar vazio, mas parecia que os gêmeos tinham sua habitual mesa reservada.

Alex correu até Sirius. "Sirius...".

"Ah, vocês vieram". Sirius sorriu apesar de receber olhares raivosos de seus clientes insatisfeitos. "Vão sentar. Eu estarei de volto logo".

"Cadê o ...Potter?"

"É, cadê o Harry?", Sirius resmungou. "Ele já deveria estar de volta. Ele disse que precisava comprar alguma coisa".

"Oh". Alex com o coração partido retornou ao seu pai e irmão.

Neville sacudiu a cabeça. "Eles realmente amam o Harry, não é?"

"Você poderia dizer isso", Sirius deu de ombros. Ele logo se ocupou em encher as com café e enviá-las magicamente.

"Hey", um dos velhos clientes reclamou, "Onde está o Harry? Prefiro o serviço amigável dele ao seu".

"Se você quiser rápido, terá que ser do meu jeito", Sirius resmungou.

Naquela manhã quando Neville veio, Sirius alegremente deu-lhe o empregou. Estava feliz de não precisar colocar um anúncio. Além disso, Neville tinha ido para a mesma medi-escola que Harry, então se Harry estava OK quanto a isso, ele não questionaria sua decisão.

Desde que ele havia decidido ensinar a Neville com funciona a loja e o que ele esperava dele, Sirius deixou que Harry saísse, o que agora o deixava com muitos pedidos e clientes insatisfeitos. Neville, ainda não tinha aprendido a arte de fazer café, então só poderia o ajudar a entregar os pedidos e mandar-lhe olhares de desculpas quando algum cliente gritava com ele.

"Eu não deveria ter deixado ele sair", Sirius ainda resmungava ao encher a xícara de Draco. "Ah, vejo que Neville trouxe o café da manhã de vocês". Sirius sorriu para os gêmeos. "Vão, comam. Por que vocês não comem? Harry fez especialmente para vocês".

Alex e Andy olharam para os muffins em frente a eles. No topo dos muffins tinham creme de morango e chocolate que formavam um sorriso.

"Sirius?"

"Sim?", Sirius não tinha certeza por qual dos nomes chamá-lo já que ele não sabia quem era quem e Harry não estava lá para ajudá-lo.

"Por que Harry não está aqui?", o garotinho estava à beira das lágrimas.

Sirius sorriu confiante ao descobrir com quem estava falando. "Olha, Andy. Daqui a pouco ele estará de volta".

"Mas por que ele não levou Alex e a mim com ele?", Andy franziu as sobrancelhas. "Ele esta tomando conta de outros garotinhos?"

Sirius abaixou o bule de café e inclinou-se entre os gêmeos. "Claro que não. Vocês são os garotinhos favoritos dele". Ele olhou de um menino para o outro, vendo os mesmo olhares duvidosos. "E vocês são meus garotinho favoritos também, eu nunca deixaria ele ser babá de outros garotinhos".

"Obrigado, Sirius", Alex abraçou o 'cara legal'. Daquele momento em diante, Sirius estava na sua lista de pessoas favoritas.

Sirius o abraçou de volta e se virou para Andy. "Isso é um segredo, mas Harry saiu para comprar algo para vocês".

"Verdade?", os olhos de Andy brilharam.

"Verdade", Sirius confirmou. "Ele estará de volta logo e ficará muito triste se vocês não gostarem dos muffins", Sirius suspirou dramaticamente. Ele acenou satisfeito quando os gêmeos começaram a comer seus cafés da manhã. Se levantou e estava para ir embora quando seus ouvidos pegaram as palavras murmuradas por Draco.

"Obrigado".

"Bem, isto é o mínimo que eu posso fazer pelo amigo de Harry", Sirius enfatizando a palavra 'amigo' e dando a Draco um olhar; ele estava um pouco irritado pela interrupção na noite passada. "O que quer que tenha acontecido ontem à noite, eu espero que você trate bem ao Harry".

"Papai é bom", Alex disse.

"É", Andy sorriu. "Além disso, nós todos amamos o Harry".

Sirius sorriu; ele jurava que tinha visto Draco corar levemente. Ele queria fazer um comentário sobre isso, mas o sino da porta tocou, atraindo sua atenção. "Bem, olha quem finalmente decidiu aparecer", Sirius sorriu e fez seu caminho de volta ao balcão com a intenção de ensinar Neville mais uma vez.

Os gêmeos se mexeram impacientemente em seus assentos quando Harry parou para falar com Neville. Andy então decidiu ir até Harry e anunciar sua presença, apenas no caso de Harry ter esquecido que eles viriam. Ele cuidadosamente deslizou para fora de seu assento e correu até Harry.

Harry sentia que sorria para todo mundo. Ele queria falar com todos e compartilhar sua felicidade. Ele não tinha certeza do porquê de sua felicidade, ele apenas estava feliz. Sentia que poderia fazer tudo e não ligava para as conseqüências. Então quando Sirius lhe disse que estaria tudo bem se ele saísse já que Neville estava lá para ajudá-lo, Harry decidiu sair. E quando ele passou em frente a um salão, ele apenas seguiu seu impulso e cortou o cabelo. Foi por isso que demorou mais do que havia planejado.

Quando ele voltou para a loja de Sirius, caminhou até Neville para perguntar como as coisas estavam indo e se ele precisava de ajuda.

Neville tinha acabado de assegurar-lhe que as coisas estavam sob controle e convencê-lo a ir ver seus convidados quando Harry sentiu um par de mãozinhas em suas pernas.

Harry olhou para baixo e franziu as sobrancelhas quando o garotinho não olhou para ele. Ele gentilmente levantou o garoto e o pôs no colo. "Olá".

Andy fez beicinho. "Onde você esteve, Harry? Por que você não estava aqui quando chegamos?"

Harry sorriu. "Eu comprei algo para você e Alex", ele mostrou a ele o pacote.

"O que é?", Andy começou a sorrir.

"Milkshakes", Harry sorriu mais ainda. Ele acenou para Neville e para seu padrinho e caminhou até os Malfoys.

"Você poderia ter nos levado junto", Andy retornou ao seu estado de birra.

Harry riu. "Pensei que vocês gostariam de tomar milkshake no café da manhã, mas se vocês não quiserem, eu darei ao pai de vocês".

Andy sacudiu a cabeça. "Obrigado, Harry", ele beijou sua bochecha.

Harry sorriu e pôs a sacola na mesa antes de colocar o garoto em seu assento. Harry beijou a cabeça de Andy e se virou para abraçar Alex. "Olá, Alex".

"Olá", Alex sorriu.

"Eu comprei milkshakes para você e Andy".

"Obrigado".

Sentindo olhos sobre ele, Harry levantou o olhar e corou profundamente. "O que você está fazendo aqui, Malfoy?"

"É assim que você cumprimenta um amigo?", Draco levantou uma sobrancelha.

Harry corou mais ainda ao se lembrar dos eventos da noite passada. "Olá, Draco".

"Você não vai beijar o papai?", Alex inquiriu.

"Bem, seu papai é muito grande para um beijo", Harry evitou os olhos de Draco.

"Oh, mas eu gostaria de ganhar um beijo", Draco sorriu.

Harry sentiu três pares de olhos cinzas o observando esperançosamente, e ainda tendo sentindo estranhamente livre e audacioso, ele se inclinou para beijar Draco.

Harry queria apenas beijar a bochecha de Draco, mas Draco decidiu virar seu rosto no momento certo e Harry acabou beijando seus lábios.

Draco sorriu alegremente, "Belo corte de cabelo, Harry".

"Aaaa, Harry, você cortou o cabelo", Andy estendeu a mão para alcançar o cabelo de Harry que estava preso frouxamente por um laço preto. "Eu gostava do seu cabelo. Por que você o cortou?"

"Você não gostou dele agora?", Harry tocou no seu cabelo mais curto. Seu cabelo estava longo o suficiente para um rabo de cavalo, mas curto o suficiente para apagar qualquer traço infantil ou feminino.

"Hmm", Andy inclinou a cabeça, pensativo. "Eu continuo gostando".

"Eu quero que você corte meu cabelo", Alex disse para ele.

"Obrigado. Isso foi muito doce de sua parte", Harry riu.

"Eu também quero que você corte meu cabelo, Harry", Andy ficou de pé em seu assento. "Eu também quero".

Harry rapidamente agarrou o garotinho. "Claro, quando vocês precisarem de um corte. Agora, por que não se senta? Eu não quero que você caia".

"Ok", Andy fez beicinho; ele não gostava quando Harry o repreendia. Ele queria ser um bom garoto, então Harry o amaria para sempre.

Draco apenas assistia a cena com um silencioso sorriso. Ele era grato por ter Harry agora em suas vidas, desde que ele não fizesse apenas aos seus filhos felizes, como ele também.

Blaise assistia a cena com os olhos cheios de inveja e ciúmes. Era verdade que ele queria que Harry fosse feliz, mas a verdade era que ele estava acostumado ter Harry sorrindo só para ele, mesmo que fosse um sorriso fraterno. Ele costumava ter apenas Sirius como rival da atenção de Harry, mas agora tinha mais três pessoas, e ele sabia que não tinha como vencer. Sua raiva foi aliviada quando seus olhos caíram sobre o homem que faziam suas poções nunca darem certo.

"O que você está fazendo aqui, Longbottom?"

Neville surpreendeu-se quando alguém o saudou daquela forma, com uma voz tão desamigável e fria, mas o que mais o surpreendeu foi o dono da voz. Seu espanto foi tão grande que ele quase deixou cair o copo que tinha nas mãos.

Blaise não sabia por que ele se enervava ao ver o nervosismo e a inépcia do ex-Grifinório. Depois de fazerem dupla em poções na maior parte do sétimo ano, ele deveria ter se acostumado, mas isso não aconteceu. A vermelhidão no rosto do outro homem e algo que parecia ser medo em seus olhos o enfureciam mais ainda.

"Trabalhando para mim?", Sirius decidiu salvar seu pobre empregado.

"Você tem certeza?", Blaise estreitou seus olhos. "Ele será péssimo para seus negócios".

Sirius camuflou sua risada. "Como ele faria isso?"

Neville enrubesceu; ele não se atrevia a olhar para o Sonserino. "Talvez ele tenha razão, Sirius, eu...".

"Nem pense nisso", Sirius coou um pouco de café. "Não dê ouvidos a ele", ele disse entregando uma xícara de café a Blaise. "Vá atazanar outra pessoa".

Blaise silenciosamente aceitou seu café e foi à mesa de Harry. Ele puxou a cadeira mais próxima, ignorando os olhares raivosos de seus dois pequenos rivais, e contentemente bebeu seu café.

"Por que o mau humor?", Harry perguntou ao seu, agora, ex-namorado.

"Nada", Blaise pegou um dos muffins e casualmente o comeu.

"Hey", Alex o encarou. "Esse era meu!".

"E agora é meu", Blaise sorriu debochado enquanto dava outra grande mordida no muffin.

Draco assistia a cena divertido enquanto Harry apenas balançava sua cabeça.

"O que ele está fazendo aqui?", Blaise perguntou.

"Você está falando do Neville?", Draco perguntou inocentemente.

"Desde quando vocês estão se tratando pelo primeiro nome?", Blaise o olhou suspeito.

"Com ciúmes?", Draco sorriu com escárnio.

"Com ciúmes é meu c...", Blaise foi silenciado pelo de Harry. (Pelo OQUE do Harry?) Ele tossiu e decidiu apenas encarar seu amigo de longa data. Quando ele levantou a mão para pegar outro muffin, os gêmeos foram mais rápidos e tiraram seus pratos do alcance de sua mão.

Quando Harry riu, Blaise, mesmo sentindo uma raiva momentânea, não era imune a ele e começou a rir. "Isso não foi engraçado, Harry".

"Foi sim", Harry sorriu. "Eu sei que você não gosta dele, mas ele mudou. Ele não espirrará mais nenhuma poção em você".

"É", Draco concordou. "Apenas café".

"Você não disse nada mau para ele, não é?", Harry perguntou para seu amigo.

"Alguma coisa assim", Blaise murmurou.

"Você disse?"

"Agora que você mencionou isso, eu acho que, sem querer, eu disse algo assim".

"Blaise Zabini, é melhor você ir se desculpar com ele. Você não quer deixar o Sirius nervoso com você por fazer seu único empregado pedir demissão no seu primeiro dia de trabalho".

"Por que eu deveria pedir desculpas?", Blaise franziu as sobrancelhas.

"Por que você não quer que Sirius te proíba de vir aqui".

"Ele não faria isso", Blaise retrucou.

"Apenas faça isso, Blaise. Melhor ainda, o convide para almoçar. Eu ouvi que Neville só trabalha aqui meio período".

Blaise suspirou, terminou seu café e caminhou de volta ao balcão. Ele encarou com raiva o homem com quem devia se desculpar. "Me desculpe pelo o que eu disse, espero que você aceite almoçar comigo como forma de desculpas".

Neville estava chocado; desta vez ele realmente deixou cair o copo. "Isso... isso não... não é necessário".

"Harry te fez fazer isso?", Sirius sorriu orgulhosamente.

"Mas eu não... eu...", Neville olhava para seu novo patrão, sua expressão próxima a horror. "Eu estou ocupado, eu tenho que pedir demissão no meu antigo emprego e... você sabe, apanhar meu ultimo pagamento e... e...".

Blaise realmente odiava quando as pessoas começavam a gaguejar, ainda mais quando eles tinham cometido um erro ou queriam algo dele. Esta era a primeira vez que alguém estava realmente lhe dando um fora. O fato que Neville Longbottom estava tentando recusar seu convite era tão absurdo, que ele tinha que admitir que tinha ferido seu orgulho. 'Não é que eu queria sair com ele'.

"Você tem medo dele?", Sirius estava se divertindo com a interação dos dois.

"É claro que não", Neville negou indignado.

"Bom. Eu irei apanhá-lo ao meio-dia. Você pode terminar quaisquer que forem seus problemas depois do almoço".Em seguida, Blaise se foi.

"Errgh...", Neville encarou as costas de Blaise. "Ele é tão arrogante".

"A maioria dos Sonserinos são", Sirius riu. "Mas você aprenderá a ignorar isso e a lidar com eles".

"Eu não estou interessado em homens arrogantes", Neville corou; ele rapidamente foi limpar a bagunça que ele próprio havia feito.

Sirius apenas riu. A vida era interessante porque ela dava a você o que você menos esperava, e isso se transformava na razão de você se levantar todo o dia. E isso ele tinha aprendido por experiência própria.

"Isso foi interessante", Draco sorriu. "Eu sempre achei que ele fosse genioso".

"Ninguém consegue dizer não a ele", Harry sorriu levemente.

"Você disse, não disse?", Draco olhou para ele intensamente.

"Você vai ter certeza, não é, Harry sorriu.

"Harry...", Andy puxou a manga de Harry. "Nós terminamos".

"Então, o que vocês querem fazer hoje?".

"Ir na casa do Tio Sev", Alex sorriu; ele mostrou a seu pai o muffin que sobrou.

"Tio Severus também gosta de muffin. Eu quero dar esse a ele".

"Claro", Draco sorriu. "Você vêm conosco, Harry?".

"Diga sim, Harry", Andy implorou, "Por favoooor".

Harry suspirou. "Apenas se Sirius deixar".

Dez minutos depois, Harry estava parado na frente do mau-humorado professor de Poções. Para ele, Severus Snape sempre seria o professor rabugento. Ele nem mesmo sabia a razão pela qual o professor não gostava dele já que tinha a certeza de nunca ter feito nada para merecer isso.

"Para você, tio Severus", Alex deu a ele um pacote marrom.

"O que é isso?"

"Muffins", Andy sorriu alegre. "Quando nós dissemos que você gostava de muffin também, Sirius nos deu mais. Ele é tão legal".

"Obrigado", Severus forçou um sorriso.

Harry ficou surpreso quando Sirius o deixou ir a casa de Severus. Quando Sirius deu os muffins extra, ele realmente pensou que seu padrinho tinha enlouquecido. Mas Sirius era um cara legal.

Andy pegou na mão de Harry. Igual na casa deles, ele e seu irmão deram a Harry um tour pela casa, ignorando os olhares nada amistosos de Severus.

"Sim, sim, bem vindos", Severus desgostoso disse. "Sintam se em casa".

Harry não teve tempo para pensar em uma resposta. Não era como se ele quisesse ter vindo por vontade própria.

"...Potter", Alex impacientemente puxou até um canto com equipamentes para poções para crianças. "Nós fazemos nossas poções aqui".

"Nós?", Harry franziu as sobrancelhas.

"Eu e Alex", Andy sorriu orgulhoso.

"Como vocês fazem suas poções".

"Apenas colocamos o que nós queremos", Alex sorriu. "E então as cores mudam. É divertido, a cor nunca é a mesma, embora algumas vezes cheire mal", Alex torceu seu nariz.

"Você consegue ler? Vocês seguem alguma instrução?", Harry não conseguia acreditar no que ouvia.

Andy balançou sua cabeça. "Nós apenas colocamos o que queremos. É realmente divertido, você não quer brincar com a gente?"

Harry concordou. "Por que vocês dois não vão brincar, eu preciso falar com pai de vocês primeiro".

"Você não quer brincar com a gente?", Alex perguntou desapontado.

"É apenas um minuto", Harry sorriu assegurando aos dois. "Apenas não coloquem tudo, deixe alguma coisa para eu colocar".

"Ok", os gêmeos gritaram alegremente.

Harry queria ter certeza que os gêmeos não escutassem quando ele falasse com Draco.

"Alguma coisa errada?", Draco não esperava o olhar irritado que recebeu de Harry.

"Como você pode deixar que eles brinquem poções? Você sabe como isso é perigoso", Harry sibilou. "Eles podem se machucar".

"A primeira vez que eu ouço algo inteligente vindo de você", Severus ignorou os olhares que recebeu.

"Isso foi legal da sua parte, professor", Harry estreitou seus olhos, "E você normalmente não é cruel. Como você pôde permitir que eles brincassem com poções".

"Relaxa, Harry", Draco gesticulou para que Harry fosse até o sofá e gentilmente o empurrou até que ele sentasse. "Nós fizemos tudo para que as poções não fossem perigosas, não importando o que eles colocassem na poção. Além disso, não há fogo, então não há perigo".

Logo após Draco finalizar suas palavras, como se para provar que Harry estava certo, foi ouvido um grande boom vindo da direção dos gêmeos. Os três homens correram até os garotos.

Severus, estando mais perto deles, chegou primeiro. Ele rapidamente puxou sua varinha e limpou a fumaça. Harry rapidamente abaixou-se e puxou um dos gêmeos, checando se ele estava bem, enquanto Draco checava seu outro filho.

"Harry...", Andy escapou dos braços de seu pai e abraçou sua babá. "Eu sinto muito... eu não quis fazer isso".

"Nós queríamos deixar algo para você colocar, mas aí... boom", Alex explicou. "Nunca tinha acontecido isso antes, não é Andy?".

Andy concordou com a cabeça, havia lágrimas em seus olhos prestes a serem derramadas.

"Vocês estão bem? Não se machucaram?", Harry checou rapidamente ambos aos gêmeos.

Vendo que os gêmeos estava bem, Harry analisou criticamente os gêmeos. A fumaça deixou marcas pretas nos rostos deles. Harry balançou sua cabeça. "Acabou. Nós estamos indo para casa. Vocês dois precisam de um longo e bem dado banho. E de agora em diante, nada de poções para vocês dois, não até que vocês aprendam a ler".

Severus levantou uma sobrancelha em questionamento para Draco, mas este apenas deu de ombros. "Vamos para casa".

Mas Harry deveria saber que no momento que ele pôs o pé na casa dos Malfoys, Andy e Alex, e ainda por cima, Draco, não deixariam ele ir embora facilmente.

Com Harry na casa deles, os gêmeos veementemente se recusavam a tirar uma soneca. Eles passaram seis horas direto assistindo filmes, parando apenas quando Harry insistiu que eles almoçassem e jantassem.

Após o jantar, Harry também leu histórias por duas horas, ainda que os gêmeos, mais Andy, já que Alex havia adormecido, recusava-se deixar que Harry fosse embora.

"Fique com a gente, Harry", Andy falou com os olhos semi-cerrados, "Nós poderemos tomar café da manhã juntos".

"Mas Sirius está sozinho agora, e eu me sinto mal por te deixado ele sozinho o dia todo", Harry sorriu.

"Você virá de novo amanhã?"

"Claro", Harry beijou sua testa. "Se vocês quiserem que eu venha".

"Eu quero que você fique com a gente para sempre".

Harry não soube como responder a isso, mas Andy havia dormido após suas últimas palavras, então sua resposta não era necessária agora, ele só esperava que Draco não tivesse ouvido.

"Então, você tem mesmo que ir?", Draco perguntou quando eles voltaram à sala de estudo. "Eu também quero que você fique conosco para sempre".

Harry corou. "Eu realmente acho que eu deveria ir".

"Eu entendo", Draco concordou com a cabeça. "Sirius tem sorte de ter você para fazer companhia a ele".

"Boa noite, Draco".

"Você virá amanhã sozinho ou prefere que nós o busquemos?"

Harry rolou os olhos. "Eu virei após o almoço".

"Alex e Andy não ficarão felizes ao saber disso", Draco sorriu.

"Então vocês podem vir para o café", Harry sorriu antes de desaparecer através da rede de flú.

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"Você está bem?", Severus franziu as sobrancelhas quando Sirius espirrou pela segunda vez.

"Deve ser o Harry me chamando". Sirius franziu as sobrancelhas. "Talvez eu devesse ir para casa".

"Por favor", Severus estreitou seus braços em volta de seu amante. "Você pode fingir que estava dormindo e não ouviu".

"Eu não posso fazer isso", Sirius franziu mais ainda. "Ele pode achar que estou doente ou inconsciente, e ele ficará preocupado".

Serevus ainda estava irritado que Harry e Draco tinha ido embora, deixando que ele limpasse a bagunça. "Ele tem idade o suficiente para dormir sem dizer boa noite. Ele precisa que você o cubra..."

"Não é engraçado", Sirius bocejou. "Da próxima vez, venha você a minha casa e fique".

"Eu ainda sou o diretor da Sonserina, não posso deixar meus aposentos o tempo todo".

"Talvez você devesse pedir para Remus que tome contas de suas detenções", Sirius sorriu.

"E se eles precisarem de mim para alguma questão quanto a Sonserina?"

"Remus saberá onde te achar", Sirius continuava sorrindo.

"Talvez você tenha só que contar ao seu afilhado e não precisaremos mais nos preocupar com isso", Severus fez uma careta. "E vamos dormir agora".

Sirius fez beicinho. "Talvez eu conte". Ele riu depois de pensar qual seria a reação de Harry. "Ele talvez queira me pôr no St. Mungus. Isso depois dele mesmo checar a minha cabeça".

Severus sorriu levemente. "E depois, eu tirarei você de lá e o manterei aqui".

Sirius apenas sorriu. 'Esta é uma boa hipótese'.


Nota da Tradutora:

Eu sei que eu demorei séculos para postar esse cap, mas entendam que a autora posta um capítulo a cada três meses, então a culpa não é toda minha pela demora.

Tudo bem que esse cap já foi postado à pelo menos um mês, mas como eu já lhes contei, eu não tenho tido muito tempo ultimamente, mas como eu agora estou de FÉRIAS, eu vou traduzir o máximo que conseguir para dar uma adiantada nos caps, ok?

Quero agradecer a Dana Norram por ter betado esse cap em tempo recorde. Pode ter certeza que você betará os próximos também! Rsrsrs

Quero agradecer também a todas as pessoas que leram e deixaram reviews. Vocês não sabem como isso me incentiva a continuar meu trabalho, então MAIS reviews. Rsrssr.

Meus agradecimentos à: Patty, Nan Cookie, Ashley Potter Malfoy, Marck Evans, Ia-Chan, Bárbara G., Dana Norram, Mki, Mônica Beckman, Fabi-Chan, Gi Potter, Srta. Kinomoto e Fabi-Chan.

PS: Não deixem de ler minhas outras traduções: Ava Adore, HP e as Crianças do Futuro e The Depths of Winter.

E por hoje é só pessoal...

Até a próxima...

Beijos.