–
Autora: Lisa Plumley.
Título original: My best friend's baby.
Essa história não me pertence. Estou apenas a postando no universo de Card Captor Sakura.
CAPÍTULO X
▬ O quê? – gritou Tomoyo do outro lado da linha. – Você quer que eu a leve ao hospital?
Sakura discara automaticamente o número da amiga. Contava com ela para acompanhá-la à maternidade. Nos últimos dias tinham se tornado ainda mais íntimas. Não era toda pessoa que tinha a sorte de ter uma chefe que mais se assemelhava a uma mãe. Aquilo a confortava, mas de certa forma também a martirizava, pois se Tomoyo sondasse um pouco mais, acabaria por confessar-lhe toda a verdade. Mentir para si mesma já era terrível. Mentir para as pessoas que amava era pior ainda.
Ela apertou o fone contra o ouvido e caminhou pela sala.
▬ Não... não foi por isso que liguei. Eu posso ir dirigindo, mas...
▬ Não há mas, nem meio mas. Vou levá-la quando chegar a hora e isso não se discute. – retruco Tomoyo. – A questão não é essa. Se você ao menos me dissesse onde encontrar esse seu Yukito, eu o traria aqui nem que fosse arrastado. Ele deveria estar aqui, querida. Nada dá mais alegria a um pai do que ver o filho nascer. Isso seria como um presente de Natal.
Sakura acariciou involuntariamente o pedacinho de Syaoran que trazia em seu ventre. Com o fone sem fio preso entre o ouvido e o ombro, seguiu até a estante para colocar no aparelho de som um novo CD, tentando não pensar na frase de Syaoran, quando disse que estaria no hospital quando o bebê chegasse, mesmo que ninguém mais estivesse lá. Será que ele adivinharia a verdade? Nunca saberia, pois como uma boba, respondeu-lhe que não o queria lá.
De qualquer maneira, no ritmo alucinante que ele vinha trabalhando ultimamente no seu invento maluco, o bebê já estaria em idade escolar, quando Syaoran se desse conta de que ele havia nascido. Desde o feriado de Ação de Graças, seu contato com ele tinha se limitado a um aceno eventual quando se encontravam por acaso durante as caminhadas que fazia com Spinel ou quando Syaoran chegava esbaforido do trabalho.
▬ Alguma novidade sobre Yukito? – perguntara ele certa vez, enquanto carregava a correspondência que retirara da caixa de correio.
▬ Ainda não.
Era sempre a mesma resposta. No telefone, Tomoyo proferiu um som exasperado.
▬ Querida, é difícil criar um filho sozinha. Deixe este orgulho de lado e ligue para o cara!
Orgulho? Será que ela sem saber estava certa em chamá-la de orgulhosa? Seria esse o motivo de ter escondido a verdade do homem que amava? Não. Não era orgulho. Apenas não tinha o direito de estragar a vida de uma pessoa tão maravilhosa quanto Syaoran só por causa de um descuido seu. Ela fora culpada de ter ficado grávida. O pobre homem, além de ter aversão a filhos e à família em geral, nem sequer se lembrava do que acontecera entre eles.
Sakura caminhou pelo corredor até a cozinha.
▬ Desculpe pelo alarme falso. – disse ela a Tomoyo. E perdoe-me por contar-lhe apenas meia verdade, pensou consigo mesma. Suspirou fundo para aliviar a dor que sentia no peito. – Escute, tenho de desligar agora, pois vou preparar algo para comer. Vejo você na loja amanhã.
▬ Está bem, querida. Mas se precisar de mim chame a qualquer hora da noite ou da madrugada. Não a perdoarei se não me chamar, ouviu bem? – Tomoyo respirou fundo. Sakura podia sentir o cheiro forte do cigarro da chefe do outro lado da linha.
Preciso obter aquele empréstimo, pensou ela, e liberar Tomoyo dessa roda-viva. Já estava mais do que em tempo de Tomoyo se aposentar e levar uma vida mais calma. Além disso, ela precisava parar de fumar antes que fosse tarde demais. Syaoran poderia pensar em uma invenção antitabagista. Pare!, ordenou a si própria. Não podia basear sua vida em Syaoran. Fizera no dia anterior uma promessa a si mesma de que não dependeria de ninguém.
▬ Está bem, Tomoyo, prometo.
▬ Ah, já ia me esquecendo. Você pode abrir a loja, pois não estarei lá na parte da manhã. Vou me encontrar com mais um pretendente à compra da loja no Downtown Grill às nove horas. Talvez este não seja um daqueles doidos para derrubar as paredes e construir uma dessas ratoeiras para turistas cheias de suvenires caríssimos e botas de caubói.
Sakura fez uma careta.
▬ Tomoyo... eu tenho um par dessas botas.
▬ Estou certa de que sim. É a sua cara. – disse a amiga, dando uma gargalhada antes de desligar o telefone.
Sakura ficou pensativa. A idéia de ter o pet shop demolido provocou-lhe um aperto no peito. O que seriam de todos aqueles animaizinhos? E se não conseguisse convencer o famigerado senhor Masaki a dar-lhe o empréstimo? E se Tomoyo ficasse desesperada e a vendesse ao primeiro lunático que chegasse com o dinheiro na mão? Já era tempo de pensar no futuro e criar raízes em algum lugar de uma vez por todas. Seu bebê merecia.
•••
Quando Syaoran dobrou a esquina da Main Street deparou-se com uma pequena multidão. E pelo visto um terço da cidade estava ali. Homens, mulheres e crianças se amontoavam em frente à fachada do Banco Saguaro Vista toda decorada com enfeites natalinos. Carros de polícia bloqueavam a rua, e o fotógrafo do único jornal da cidade esgueirava-se de um lado para outro em busca da melhor foto. Mais adiante avistou uma ambulância e os paramédicos a postos.
▬ Sakura precisa de você no banco. – dissera-lhe sua irmã Fuutie por telefone, quinze minutos antes.
Syaoran não esperou mais nada. Desligou o aparelho e pegou a motocicleta, praticamente voando até a Main Street. Agora, entre uma mulher grávida e um auxiliar do xerife que tentava organizar o trânsito, desejava ter escutado mais, pois a preocupação começava a apertar-lhe o peito. O que teria acontecido? Será que Sakura tinha sido presa dentro do banco? Ou será que, finalmente, devido a um intenso ataque hormonal, ela estrangulara Masaki? O corpo de bombeiros da cidade surgia na curva, o que aumentou ainda mais sua inquietação.
O coração de Syaoran começou a bater mais forte. Estacionou a motocicleta do outro lado da calçada e caminhou até a porta do banco, abrindo passagem entre o agrupamento. Lá de dentro surgiam pessoas gritando vivas e entoando alegres canções de Natal. Aquilo aumentou ainda mais sua confusão mental.
Ao passar pela porta giratória do banco, avistou os cabelos ruivos de Sakura. Ela estava junto à mesa de mogno no centro do salão e segurava um comprovante de depósito em uma das mãos e uma caneta na outra. Ele a observou mais de perto. Usava um vestido rosa-choque de gestante e enormes brincos pendiam-lhe das orelhas. Parecia um enorme enfeite de Natal. Suas faces estavam rosadas e tinha uma expressão que jamais vira em seu rosto.
Naquele instante, Masaki surgiu balançando uma pilha de papéis em direção a Sakura como se quisesse abaná-la com um leque. Ela se inclinou sobre a mesa e sua cabeleira ruiva desapareceu de vista. Deus do Céu!, pensou Syaoran, imaginando a razão de toda aquela parafernália lá fora. Sakura estava dando à luz!
Bem em cima da mesa do banco cheia de panfletos? Por certo tinha vindo confrontar Masaki pela centésima vez em busca do famigerado empréstimo. Droga! Devia tê-la acompanhado, mas estava ocupado demais trabalhando nos últimos detalhes do acelerador de crescimento. E também depois da última discussão que tiveram, ela deixara bem claro que não o queria por perto. Aqueles hormônios enlouquecidos poderiam causar qualquer catástrofe.
▬ Sakura! – gritou.
▬ Syaoran?
Ele alcançou-a com alguns passos e segurou-lhe o rosto entre as mãos, mantendo-a cativa para ver se estava bem. À primeira vista parecia bem. Ou pelo menos o rubor das faces assim o demonstrava. Ou seria o reflexo da luz contra a cor do vestido?
▬ Oi, gênio. – disse ela. – O que está fazendo aqui?
▬ Fuutie me ligou. O ônibus escolar de Eriol estava atrasado por causa da confusão aí fora. A rua está totalmente fechada. Você é o assunto da cidade, garota.
Com uma expressão radiante no olhar, ela levantou-se.
▬ A rua está bloqueada?
▬ Exato. E uma enorme aglomeração aguarda lá fora.
▬ Isso é maravilhoso! – exclamou ela.
Era pior do que imaginara, pensou Syaoran. Ela tinha perdido temporariamente a razão. Quem poderia imaginar que a gravidez fizesse isso com as mulheres? Está certo que agora o parto era diferente da época de sua mãe. Mas será que o método de Sakura para trazer um bebê ao mundo era reunir uma multidão de pessoas.
Ele deslizou-lhe os polegares pelas faces rosadas e puxou-a para si, mantendo-a segura em seus braços.
▬ Você está bem? Não sente dores? O bebê...
▬ O bebê está ótimo, seu bobo. – ela sorriu, fazendo-o descobrir o quanto sentira sua falta nos últimos dias. Em seguida, desvencilhou-se dos braços másculos e agarrou-o pela mão. – E eu também estou ótima. Não poderia estar melhor. O que você acha? Que teria meu filho aqui mesmo dentro do banco?
Em se tratando de Sakura, tudo poderia acontecer. Mas se assim fosse, ela não parecia estar nem um pouco preocupada.
▬ E não está? Então o que os paramédicos estão fazendo lá fora, a polícia e até os bombeiros. – Naquele instante outro pensamento lhe ocorreu. – Você ainda está brava comigo pela nossa última discussão?
▬ Não. Já esqueci até o motivo pelo qual discutimos. Não estou furiosa nem estou tendo um bebê. A multidão lá fora significa um protesto pacífico.
▬ O quê? – inquiriu ele cada vez mais confuso.
▬ Você acha que tudo que tenho feito na vida é passear com meu cachorro? Claro que não. Tenho visitado todas as mulheres da cidade e combinamos uma passeata para obrigar o banco a mudar apolítica de conceder empréstimos apenas a homens ou a mulheres casadas. O que foi? Você está meio pálido, Syaoran. Não quer sentar-se um pouco?
▬ E-eu...
▬ Senhor Masaki traga, por favor, uma xícara de seu cappuccino especial para o Syaoran. – pediu ela.
Sentando-se na poltrona em frente à mesa, Sakura espremeu-se para dar-lhe lugar a seu lado. Mas ele recusou-se a sentar.
▬ Venha Sakura, vou levá-la para casa.
▬ Não seja ridículo.
Masaki materializou-se ao lado de Syaoran e parecia que havia saído de uma sauna. A testa pingava suor e a camisa xadrez estava toda ensopada. Por certo, aquela não era a rotina de uma segunda-feira de manhã no pacato Banco Saguaro Vista.
▬ Oh, senhor Masaki, meu amigo aqui parece estar precisando de uma bebida bem quente. Acho que a multidão lá fora foi demais para ele.
▬ Agora mesmo. – respondeu o homenzinho, como se estivesse louco para se ver livre deles e do resto das pessoas lá fora. – Você já assinou o contrato?
▬ Quando trouxer o cheque. – retrucou Sakura, balançando a caneta no ar.
▬ Eu não quero café nenhum! – respondeu Syaoran. Tarde demais, Masaki já havia desaparecido. Ele encarou a radiante grávida à sua frente. – Cheque? O que significa tudo isso? Ele está te pagando para dispersar as mulheres aí fora?
▬ Cheque do meu empréstimo, seu gênio tonto. – ela deslizou uma das mãos sobre a barriga proeminente e sorriu para ele. – O cheque da minha independência.
▬ Você conseguiu?
▬ Consegui. – replicou ela, batendo com a caneta na borda da mesa. – Vamos celebrar minha vitória, Syaoran?
▬ Não posso acreditar que obteve o empréstimo.
Masaki retornou com uma xícara branca com o logo do banco contendo um líquido fumegante e entregou-a a Syaoran.
▬ E meu cheque? – questionou Sakura.
▬ Aqui está. – respondeu o gerente.
Naquele instante irromperam gritos de vivas e urras por toda parte, e as mulheres começaram a gritar: Abaixo a era de Neanderthal.
▬ Porque elas estão dizendo isso? – perguntou Syaoran perplexo.
▬ O que acontece é que este banco já tinha recusado empréstimo a mais da metade das mulheres desta cidade. E grande parte delas foi forçada a tomar dinheiro emprestado em nome de seus maridos. Você há de convir que no século vinte e um isso é uma atitude machista e totalmente ultrapassada.
Syaoran não pôde deixar de imaginar que teria se casado com ela, se lhe pedisse, para que conseguisse seu tão sonhado empréstimo.
▬ Então... – continuou ela. – Hoje eu vim aqui e disse que não sairia do banco sem meu dinheiro e nem tampouco as minhas companheiras sairiam da frente do prédio. E acho que o protesto deu resultado, pois eles mudaram essa estúpida política.
▬ Você continua a mesma menina questionadora fazendo protestos. Só lhe falta o uniforme escolar.
▬ É verdade. – concordou ela sorrindo. – Mas já estou bem grandinha para isso e achei que o vestido rosa surtiria melhor efeito.
▬ Tem razão. Com essa roupa você chamaria atenção a quilômetros de distância.
▬ Mas acho que foi ele que amoleceu esses corações de pedra dos executivos. – disse Sakura passando a mão pelo abdome protuberante.
▬ Talvez. – disse ele. Syaoran sorriu e pegou a jaqueta que estava sobre o braço da poltrona, colocando-a sobre os ombros dela. – Vamos para casa comemorar. – Deus!, ela se encaixava perfeitamente em seus braços. – Eu sei exatamente o tipo de comemoração de que necessita.
Sakura o abraçou com força e ficou na ponta dos pés para beijar-lhe o rosto. A multidão rompeu em palmas e começou a dispersar-se. Masaki, enfim, suspirou aliviado. O pobre homem livrara-se daquele pesadelo.
▬ E o que será? Chá para dois?
▬ Mais ou menos isso, Sakura Kinomoto. – Gentilmente, ele retirou os braços que lhe envolviam o pescoço e segurou-a pelo punho, arrastando-a para fora do banco. – Você consegue se acomodar na garupa?
▬ Claro, nós dois ficaremos bem.
Quando chegaram em casa, Syaoran estacionou a motocicleta em frente à garagem e puxou-a em direção à porta da frente.
▬ Espere Syaoran, há algo que preciso lhe dizer! – informou ela relutante.
Quando se tornara uma mentirosa profissional?, pensou Sakura, torcendo a alça da bolsa, como se buscasse coragem para dizer a verdade. Por certo, haveria ainda um pouco de honestidade por baixo de todas aquelas camadas de invencionice. A expressão bondosa no rosto do homem amado, no entanto, tornava ainda mais difícil a tarefa de confessar tudo. Diga logo, ordenou a si mesma. Afinal você é a mesma mulher que acaba de mudar a política retrógrada de um banco!
▬O que é, Sakura?
Ela tentou outra vez.
▬ Lembra-se de quando disse que iria à maternidade quando chegasse a hora, quisesse eu ou não?
Alguma coisa na expressão dele chamou-lhe a atenção. Syaoran tinha aquele olhar analítico e a expressão de cientista. Será que estava adivinhando o que ela teria a dizer? Seria capaz de ler pensamentos?
▬ Claro, não perderia a chegada desse garotão por nada deste mundo.
Uma ternura imensa apossou-se dela. Ele já amava aquela criança, mesmo sem saber que era seu filho.
▬ E se for uma menina?
▬ Uma menina?
▬ É. Você acaba de chamá-lo de garotão. E se for uma garotinha?
Ele deu de ombros e encarou-a com o olhar inquisitivo.
▬ Eu a ensinarei a jogar futebol do mesmo jeito.
Atrás dele, uma sombra se moveu por trás das cortinas fechadas. Sakura imaginou se seu felino teria ido se esconder na sala de Syaoran.
▬ O que foi aquilo? – perguntou ela.
▬ Nada. – ele puxou-a outra vez pelo punho. – Venha, vamos entrar e conversar lá dentro.
▬ Não! Tenho que lhe dizer algo antes... – ela gaguejou e a voz saiu entrecortada. A respiração presa na garganta fazia-a procurar por ar. – ... É sobre Yukito.
Agora ouviu um barulho dentro da sala de Syaoran. De repente, ela não tinha ar suficiente para chegar aos pulmões. Talvez fosse um ataque de pânico, pensou, provocado pelo estresse de contar-lhe a verdade. Afinal, após aquela conversa poderia perder para sempre o homem que amava. Deus do céu, ele jamais a perdoaria!
▬ Eu... hã... hã... – Tentava respirar enquanto o agarrava por um braço para se apoiar.
Socorro! Acho que me tornei incapaz de ser honesta, pensou. Ele confundiu aquela atitude com algo diferente. Talvez Sakura quisesse contar-lhe outra daquelas histórias sobre seu caso com Yukito.
▬ Não temos tempo para isso agora, ruiva. – disse ele com firmeza, carregando-a até a porta da casa.
▬ Espere... eu... eu... preciso de...
Naquele momento, a porta se abriu e luzes inundaram o pátio em volta deles. E uma barulheira que parecia vir de uma centena de pessoas irrompeu na sala de estar.
▬ Surpresa! – todos gritaram.
▬ Ar! – Sakura concluiu a frase. Em seguida o mundo escureceu.
.
CONTINUA!
Hiwako notas:
Algumas semaninhas de atrasos. Perdão meninas.
Mais é que eu estou passando por alguns altos e baixos da vida e eu realmente não agüento mais viver com isso tudo. Mais o que eu posso fazer? Nada. Pois a vida é feita disso e eu tenho que continuar vivendo com isso do mesmo jeito. Apesar de eu me expressar dessa maneira; eu ando realmente um pouco tristonha, e por isso, acabo ficando desanimada para dá continuidade postando essa história para vocês. Só que eu sou uma pessoa um tanto perfeccionista e não gosto de parar as coisas pelo o meio do caminho. Continuarei atualizando essa fanfic assim que puder. Então, vocês não precisam ficar com (muita) raiva de mim.
E cá estou com mais um capítulo. Como já dá para notar... Está na reta final. Agora só faltam mais ou menos dois capítulos para encerrar essa belíssima história. Então, não me abandonem, por mais que eu demore. Agradecimentos especiais à: Nathasha, Eulalia Arantes, Naty Li, Vanessa Li, sakura-chan, Elara-chan, Vanessa S.
Muitos beijos e abraços. Um bom de final de semana para todas. Até mais. ;*
