Aniversario
Draco acordou com o cheiro delicioso a torradas. Levantou-se calmamente indo encontrar a ruiva a preparar o seu pequeno-almoço.
- Cheira bem. – Disse ele passando as mãos por trás das costas dela e beijando-lhe o pescoço.
- Feliz aniversário meu amor.
- Obrigada ruivinha.
Ela virou-se para ele passando as mãos pela cintura dele e beijando-o ao de leve primeiro. Sentiu os dentes dele trincarem suavemente seu lábio inferior, enquanto que ela tinha levado uma das mãos para o cabelo dele e fazia gestos circulares na sua nuca, passando de vez em quando com as unhas no mesmo lugar.
O beijo começou a ser mais sôfrego e necessitado e só se afastaram quando as torradas ficaram feitas.
Depois de terem comido ela levantou-se e disse:
- Eu vou comprar fruta, e para alem vou buscar tua prenda.
- Ginevra! – Chamou ele sentando-a em seguida nas suas pernas.
- Sim?
- Eu não preciso de prenda nenhuma. Minha melhor prenda és tu.
- Hum….eu acho que vais gostar da prenda.
- Nenhuma prenda é melhor que tu.
- Talvez esta consiga ser mais, ou pelo menos ficar na mesma altura que eu.
- Achas que sim ruiva?
- Tenho a certeza.
- Afinal é o quê?
- Só saberás logo. Agora tenho que ir. – Disse beijando os lábios dele rapidamente antes de sair do apartamento.
Draco levantou-se e caminhou para o quarto, indo buscar uma roupa para vestir depois de tomar banho.
Assim que saiu do quarto vestido, foi-se sentar no sofá esperando a mulher.
O loiro ouviu alguém bater á porta e pensando ser a ruiva abriu sem perguntar quem era, mas logo se arrependeu.
- O que fazes aqui?
- Como é o teu aniversario vim ver-te.
- Não percebeste ainda? Eu não te quero ver nunca mais.
- Draco querido não digas isso. – Disse a mulher aproximando-se dele.
Draco agarrou na mão dela, que se dirigia para a sua face, na tentativa de ela não o tocar. Prendeu o pulso dela com força, e atirou-a contra a parede. Aproximou-se dela e disse:
- Tu vais embora imediatamente, e nunca metes me apareces aqui ouviste bem Lincolm?
Ele viu a mulher rir, e não percebeu nada. Sentiu as mãos dela segurarem nos seus pulsos, e no momento seguinte ele sentiu-se ser puxado por ela.
Ginny estranhou o facto de a porta estar aberta, mas encolheu os ombros entrando no apartamento. No segundo seguinte sentiu tudo andar á roda. Draco estava encostado ao corpo da Lincolm e beijava-a.
Deixou que o saco de frutas caísse no chão, fazendo com que eles se virassem para ela. Viu o loiro abriu a boca para dizer algo, mas não ouviu o que era, pois aparatou no mesmo instante.
Draco sentiu os lábios da outra nos seus, e nesse momento tentou libertar-se, mas ela prendia-o pelos pulsos e tinha entrelaçado as pernas nas dele. Ouviu um barulho que fez seu coração parar, virou-se encarando o rosto magoado da ruiva.
Abriu a boca para falar mas nesse momento ela desapareceu. Sentiu os olhos ficarem húmidos, mas quando se virou para a outra estavam carregados de raiva.
- Olha o que fizeste! Vai embora agora!
- Draco.
Ele apertou o pescoço dela com as mãos e rosnou:
- Desaparece da minha vida, ou da próxima vez eu juro que te mato.
A mulher olhava para ele assustada e saiu do apartamento assim que ele a largou. Draco respirou fundo varias vezes, e olhou para o saco caído. Ela tinha ido embora, tinha ido sem o deixar explicar-se. Não podia acreditar que a perdera novamente, não agora.
Saiu do apartamento. Tinha que a encontrar, tinha que o fazer. E só uma pessoa o poderia ajudar, apenas uma.
- Ginny! – Disse Alan abrindo a porta e vendo á sua frente a ruiva com as lágrimas a escorrerem pela sua face.
A mulher abraçou-se ao amigo e este pegou-a ao colo fechando a porta. Caminhou com ela até ao sofá.
- O que se passou?
- Draco. Ele enganou-me. – Respondeu ela tentando engolir o choro.
- O que ele te fez desta vez?
- Ele faz anos hoje, e por isso eu fui ás compras e fui buscar a prenda dele, e quando cheguei ao apartamento dele ele estava a beijar outra. Ela encontrava-se prensada contra a parede e ele amansava-se no corpo dela.
O homem abraçou a amiga e disse:
- É melhor ires dormir.
- Há outra coisa.
O moreno olhou-a e viu que ela voltara a chorar.
- O que há mais?
- Eu prometo que te ajudo Malfoy. Quando Ginny for a casa dos pais, eu mando-te uma carta. Ou quando ela vier aqui.
- Prometes Luna?
- Sim Draco.
- Obrigado, muito obrigado. – Agradeceu deixando a loira abismada, antes de aparatar no seu apartamento.
Agora teria que esperar, não sabia onde a ruiva estava. Segundo a mulher do Potter ela devia de ter recorrido ao amigo, o que o deixava fulo. Mas ela estava magoada com ele, e ele queria tanto explicar-se, não ia voltar a cometer o mesmo erro, daquela vez ele iria contar-lhe tudo.
Alan olhava para a ruiva adormecida. Há muitos anos que não a via assim. Na verdade quando a vira assim foi quando a conheceu, quando ela ainda estava magoada com o Malfoy.
O moreno odiava o loiro, não por ela o amar, mas por ele a fazer sofrer, como fazia.
Viu-a a mover-se mais um pouco, e em seguida ela abriu os olhos.
- Melhor Ginny?
- Sim Alan. Obrigado por estares sempre aqui.
- Ginny eu estive a pensar e cheguei a uma conclusão.
- Qual?
- Eu acho que o melhor para ti é casar-mos.
A ruiva sentiu o coração apertado. Casar!
Ela ia casar com Draco. Já tinham pensado na data e tudo, 17 de Maio. No dia em que deram o primeiro beijo.
Ela suspirou fundo e em seguida disse:
- Tu sabes que o amo.
- Eu sei. Mas sei que posso fazer com que me ames. Casamos imediatamente e depois vamos embora, para outro pais.
- É o melhor a fazer não é?
- Sim Ginny.
- Então está bem. Eu caso contigo.
- Eu prometo tratar-te bem, e não só a ti.
- Eu sei. – Concordou ela levando a mão á barriga.
Uma semana. Ela tinha ido embora há uma semana, e ele não sabia nada dela. Ele na verdade não fazia nada. Já não ia á empresa nem nada, estava tudo ao encargo do Carl.
Todos os dias esperava por uma carta da Potter, mas ela ainda não dissera nada.
Encontrava-se sentado no sofá, e bebia uma chávena de chocolate quente, o sabor lembrava os lábios dela depois de beber uma caneca de chocolate.
Uma coruja pousou em frente dele e depressa ele retirou a carta do bicho.
Malfoy, Ginny vai hoje á Toca. Ela tem uma notícia a dar á família, uma notícia que já me deu. Draco ela vai casar daqui a dois dias, se a queres de volta vai imediatamente para a Toca. É a tua última hipótese, tens que lhe contar o que me contaste.
O loiro sentiu seu coração partir-se ao meio. Ela ia casar. Casar dali a dois dias. Casar com Alan de certeza.
- Tenho que agir. Ela não pode casar, não pode. Eu não a posso perder.
Ginny saia do carro do moreno.
- Bem vamos lá dar a notícia á tua família.
Ela concordou e ambos entraram na casa. Todos os Weasleys estavam lá.
- Bem viemos aqui para vos dizer uma coisa.
- Sério Alan? E o que é?
- Eu e Ginny vamos nos casar daqui a dois dias.
Todos olhavam chocados para eles.
- Dois dias? Porque tão depressa?
- Porque eu recebi uma proposta de trabalho nos Estados Unidos, e nos vamos daqui a 3 dias para lá, e decidimos casar antes.
- E o Malfoy? – Perguntou Hermione.
- Ele já era.
Todos desejaram felicidades a eles os dois, e a ruiva tentou ao máximo meter um sorriso no rosto, mas estava sendo difícil, o que ela mais queria na vida era casar. Mas casar com Draco.
Nessa altura ouviu-se alguém bater á porta.
- Mas estão a bater á porta. – Disse Fred.
Alan era o que estava mais perto da porta e por isso abriu. Assim que a abriu Ginny ouviu uma voz que conhecia perfeitamente.
- Eu quero falar com a Gine….
Mas o loiro não acabou a frase pois levou um soco no nariz dado por Alan. A ruiva meteu Mila no chão e correu para a porta de casa. Draco estava sentado no chão com o nariz a sangrar e olhava furiosamente para o outro.
- Deixa-o Alan, ele não vale a pena. – Disse Ginevra olhando friamente para o homem que acabava de se levantar.
Fez menção de se virar e voltar a entrar em casa quando sentiu a mão fria dele no seu pulso. Draco puxou-a e disse-lhe:
- Deixa-me explicar. Eu não a beijei, ela é que me apanhou de surpresa. Ginevra eu amo-te.
- Não, tu não amas. Lembras? Foste tu que o disseste? Eu lembro-me perfeitamente o que me disseste á oito anos, lembro-me como se fosse hoje.
- Sabes uma coisa estou farto desta fantochada!
- Fantochada Draco? – Perguntou a menina com os olhos marejados.
- Sim Weasley, o que pensavas que era? Amor? Oh pobrezinha acreditas-te mesmo no que eu te disse. Não Weasley eu não te amo, nunca te amei, e nunca te amarei. Tu foste meu brinquedo, meu melhor brinquedo, mas eu vou seguir meu caminho, vou ser um comensal, o melhor. E estou a terminar tudo Weasley, cansei de ti. Adeus!
- Tu não me amas Draco, tu NUNCA me amaste.
- Deixa-me explicar-te o que realmente se passou nessa altura. – Pediu ele.
- NÃO Draco! Eu não quero ouvir tuas explicações, eu não necessito delas, eu vou casar, eu vou casar com o Alan daqui a dois dias. Eu finalmente vou seguir com minha vida, e sem ti, eu não necessito de ti. – Disse ela soltando-se dele e entrando em casa.
Draco sem pensar duas vezes seguiu-a. Não importava se era a Toca, se ela estava cheia de Weasley que estavam prontos a arrancar-lhe a cabeça. Ele só se queria explicar.
- Pois tu vais ouvir-me, e é agora. – Disse ele segurando-a pelo braço.
Não a virou para si, falou para ela mas ela manteve de costas para ele.
- Eu já te quis contar isto há muito tempo, mas tu dizias sempre que não querias remexer no passado, mas eu tenho que me explicar.
- Eu não quero ouvir.
- Filha, ouve o que o Malfoy tem para te dizer. – Aconselhou Arthur.
- Mas pai….
- Teu pai tem razão filha, ouve-o.
A ruiva suspirou e virou-se para ele.
- Podes falar, mas isso não significa que eu mude de opinião em relação ao que penso de ti.
- Tudo bem. Eu acabei contigo daquela maneira tão dolorosa porque achei ser o melhor a fazer. Preferia ver-te a sofrer, preferia sofrer eu próprio do que vir a saber que tinhas morrido por namorares comigo. Meu pai. Ele descobriu sobre nosso namoro e ameaçou-me, ou melhor, ameaçou-te. Ele disse-me que se eu não terminasse contigo, ele acabava com a tua vida. Eu não podia meter-te em risco, por isso decidi terminar. Em seguida fui falar com Dumbledore e pedi-lhe para te proteger. Ele falou com os teus pais e assim meteram a Toca protegida. Nenhum comensal poderia aqui entrar, ninguém. Sabia que estavas protegida por isso fui para fora. Durante um ano estudei numa das melhores escolas de aurores, recomendado por Dumbledore que me mantinha informado sobre ti. Em Hogwarts foste vigiada sempre, até quando ias a Hogsmeade, nunca ficavas sozinha. Mas tu formaste-te, e eu sabia que querias ser uma auror, por isso voltei para Londres. Pedi a Dumbledore para falar com teu pais, para não te deixarem sair de casa, pois na Toca tu estavas protegida, e também lhe pedi para não te deixar fazer parte da Ordem.
O loiro suspirou fazendo uma pausa e logo depois continuou:
- Quando a guerra terminou eu tinha decidido procurar-te. Mas soube que namoravas com o Longbottom, e por isso decidi ir embora. Vivi no estrangeiro alguns anos, sabendo que tudo o que era meu seria confiscado pelo ministério. Quando isso aconteceu revolvi voltar e arranjei o emprego que tenho. Descobri que o Longbottom tinha casado e não havia sido contigo. Mais uma vez decidi procurar-te, mas nesse dia ouvi o Potter e o Weasley combinarem uma saída, e o teu irmão disse para te convidar mais ao Alan. Nessa altura desisti de te procurar. Não tinha o direito de voltar, pensava que tinhas refeito tua vida e eu não queria estragar o que tinhas conseguido. Mas quando te vi em frente da minha porta, e soube que não estavas casada, eu soube que tinha que voltar a ter-te. Tentei contar-te a verdade, e não quis o beijo dela. Tu sabes que eu a odeio, ela agarrou-me.
Ginny ouvia tudo em silêncio, sentia as lágrimas correrem pela sua face.
- Agora já sabes a verdade. Não me sinto mais culpado por te ter mentido. Tudo o que fiz foi por ti, foi por te amar de mais.
O homem olhou para ela que nada disse, e de seguida saiu porta fora deixando os ocupantes daquela casa em choque, e Ginny a chorar.
A ruiva abanou a cabeça e no momento seguinte correu para o seu quarto fechando a porta e caindo para a cama chorando descontroladamente, enquanto que Draco aparatava no seu apartamento, decidiu a sair dali, para sempre.
Fim do 10º capitulo
N/A: Pois bem, um capítulo um pouco triste, não foi? Mas ao menos ficaram a saber o que se passou com Draco no passado. Aqui estão os agradecimentos:
Kika: ai, ai….que dia fantástico….um 11….ainda não tou em mim. Bem é só….que tal comentares e tal…é isso….jinhos!
Kirina – Li: espero k tenhas gostado deste capitulo….eu sei ficou assim meio triste e tal…mas mesmo assim espero que tenhas gostado. Jinhos!
Alexa: é não continuaram assim tão felizes, afinal estava tudo feliz demais…..mas espero k tenhas gst. Jinhos!
Carol Malfoy Potter: bem afinal o segredo de Draco até era bom….viste foi tudo por amor….muito bom mesmo. Jinhos!
Mione G. Potter RJ: è o capitulo anterior até ficou querido, mas este nem por isso…..mas o que achaste? Jinhos!
Miris Malfoy: afinal o presente de Draco não foi assim tão bom, pois não? Mas ele contou para ela, mas ela não ligou né? Pois e agora? Espero k tenhas gostado. Jinhos!
Miaka: e este capitulo já teve mais alguma coisa? Jinhos!
Nathoca Malfoy: bem, se ela está grávida ou não, não sabemos, mas até não foi assim tão rápido, pois estão juntos áh uns meses. Jinhos!
Camy: ainda anão vou dizer se estás errada ou não, mas descansa tudo vai ficar esclarecido. Jinhos!
KatieRadcliffe: é claro que é diferente da outra, afinal é mais romântica e menos dramática, mas ainda bem que tb gostas. Jinhos!
Não sei bem quando virá o próximo capítulo, mas a fic está terminando, faltam apenas mais 3 capítulos.
JINHOS! FUI!!
