Capítulo 9 - Beleza Cega
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As they took your soul away
The night turned into the day
Blinded by your rays of life
Give us the strength we needed
Dark Wings Within Temptation (Altamente recomendável! xD)
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Os cabelos dela roçaram a superfície da água da banheira. Lily continuava olhando para o nada, imóvel, a água já fria, enrugando a ponta de seus dedos. Mas ela não se importava, não sentia nada. Estava presa num transe profundo, enxergando apenas o que havia além daquele lugar, e aquela visão a puxava, a tragava em meio a um turbilhão de imagens, fazendo-a ver parte da alma de uma pessoa, de alguém que a visitaria em breve.
Remus sentiu os dedos atravessarem a carne quente, as unhas rasgando parte do corpo ainda com vida, sujando-se de sangue brilhante que parecia banhar todos os seus dedos, acariciando-os com seu aspecto viscoso.
Ele puxou sua mão para fora, sentindo os ossos das costelas cederem, dando espaço para que ele pudesse ver seus dedos brilhando escarlates, exalando um cheiro de sangue fresco, ainda vivo. Tomando parte dele com a língua ávida, lambendo cada recanto da mão de forma sôfrega, ele saboreou aquele sabor metálico, delicioso para qualquer criatura das trevas.
Esquecendo-se dos próprios dedos lambuzados, finalmente inclinou-se sobre o corpo, sentindo o coração ainda bater muito devagar, quase sem forças. Sorriu de leve com o som descompassado e seus olhos viajaram pelo pescoço da vítima até seu rosto.
Num vislumbre notou que o ser sobre suas garras era Sirius. Os olhos estavam abertos, quase sem vida, as lágrimas escorriam por suas têmporas, mas ele sabia que o mago já não enxergava nada. Um risinho malvado escapou de sua boca e ele acariciou os lábios de Black com a mão suja de sangue, observando-os ficarem rubros, para logos depois aproximar sua própria boca do local, passando a língua de leve, pressionando em seguida os próprios lábios com volúpia, fechando os olhos por um instante enquanto os sugava com uma força inigualável.
A parte inferior da boca de Sirius ficou avermelhada com o gesto brusco de Remus e ele se afastou por um instante. Sirius fechara os olhos, como se não quisesse mais lutar contra aquilo, e mais uma vez ele se moveu sobre o corpo, só que agora seus dentes estavam amostra, e num movimento calculado ele mordeu o lábio inferior do mago, puxando-o de leve e abrindo uma ferida por onde escorria um grosso filete de sangue.
Ele apreciou por alguns instantes aquele sabor, fechando os olhos enquanto ouvia o último gemido de sua presa. Ela já se encontrava praticamente morta, e ele ouviu lânguido seu coração parar de bater.
Ansiava o momento em que abriria seu tórax e começaria a devorá-lo, sentia-se faminto, desejava faze-lo sangrar ainda mais, mas o prazer de ter a carne sendo rasgada entre seus dentes era maior que sua sede por sangue.
Sirius...
Retornar a realidade sempre era doloroso, e ela sentiu-se fraca quando recobrou a consciência. Já vira morte, dor, sofrimento, mas nunca se encontraram com tamanha fome e sede de sangue. O nome Remus Lupin ecoava em sua cabeça, ligando-se intimamente ao de Sirius Black. Não os conhecia pessoalmente, aquela era a primeira vez que entrava em contato com algo referente a eles, e aquilo só poderia ser um aviso de algo grandioso estava por acontecer.
Remus Lupin!, ela repetiu para si mesma, tentando saiu com algum esforço daquela banheira e enrolando-se numa toalha felpuda. Acabo de conhecer seu lado negro.
E por algum motivo estranho a palavra pecador não saía de sua mente.
E o trem continuava sua viagem, chacoalhando suavemente sobre os trilhos. Remus podia sentir com nitidez os movimentos retinindo por cada parte do seu corpo, deixando-o prazerosamente sonolento. Aquela era uma viagem que ele esperava que trouxesse alguma novidade com relação a maldição de Sirius. Após o incidente da lua cheia, ele praticamente se isolara de todos da família Black, carregado de vergonha por seus atos, e fora uma surpresa quando Sirius lhe pedira pessoalmente que acompanhasse ele e James naquela loucura.
Devon. Ele nunca saíra de Londres, aquela seria a primeira vez, e de certa forma sentia-se excitado. Tudo resplandecia como num sonho, as novidades de outras cidades e paisagens agitando seu coração, assim como a certeza de que presenciaria tudo isso ao lado de Sirius, a pessoa que vinha se tornando de pouquinho e pouquinho sua razão de viver.
Mantendo a respiração compassada, ele se viu num estado semi-adormecido, sua cabeça balançando levemente, os braços relaxados ao lado do corpo enquanto suas costas se recostavam contra a poltrona do trem. Sirius estava ao seu lado, até naquele instante resguardando tudo em silêncio, e ele se sentia em paz. James provavelmente estaria arrancando os cabelos de impaciência, e ele tinha vontade de sorrir ao lembrar de Potter, para alguém tão energético deveria ser uma tortura ficar preso sem nada para fazer em um vagão.
- É parece que ele dormiu de verdade! - Lupin ouviu a voz de Pontas soar baixinho, como que para não acordá-lo.
- Verdade - Sirius ao seu lado respondeu, e aquela voz grossa foi como uma música para seus ouvidos. - Ele deve estar cansado. Eu andei conversando com o padrinho dele, e Abel me disse que geralmente demora uma semana para que ele se restabeleça da transformação, então é mais do que natural que ele sinta muito sono.
James pareceu dar um suspiro, finalizando a conversa, e Remus apreciou o silêncio. O clima começava a esfriar e ele se encolheu um pouco no banco, cruzando os braços sobre o peito. Aquela região era conhecida por ser pantanosa, e seu senso lupino indicava que gradativamente a umidade no ar ia crescendo.
Após alguns segundos mergulhado naquela quase inconsciência, ele sentiu Sirius se mover ao seu lado, e logo supôs que ele se levantaria, mas para sua surpresa o mago simplesmente se afastou dele e inclinou-se para frente pousando as mãos com delicadeza em seus ombros, para depois puxá-lo para baixo, deitando-o com a cabeça em seu colo.
Ele sentiu o cheiro de cravo inundar seus sentidos e suspirou satisfeito. As mãos de Sirius passeavam por suas mechas loiras, e o prazer que aquele simples gesto lhe causava parecia ser sobrenatural. Se pudesse pararia o tempo só para sentir-se daquela forma eternamente. A cada dia que se passava, surpreendia-se com o quão doce Sirius poderia ser. A cada dia seu coração disparava mais e mais ao vê-lo, e já era inegável o fato de que ele se apaixonara.
Se pudesse simplesmente dizer que o amava. O mago fora para ele à demonstração de que nem todas as pessoas o veriam com asco, era a encarnação da ternura, da preocupação e proteção que sempre buscara em algum lugar, e de certa forma ele sentia que estando com Sirius ele estaria em casa. Ele era sua pessoa especial, era para ele que sempre iria querer voltar, mesmo que tivesse que transpor todas as barreiras impostas pelo mundo.
Movendo um pouco o rosto, ele sentiu os dedos cobertos pela luva deslizarem por sua bochecha fazendo um pequeno carinho, se já não estivesse tão mole teria sorrido, mas não pode deixar de arrepiar quando aquelas mesmas mãos desceram para seu pescoço, parando ao lado dele.
Queria ficar assim eternamente.
Ao contrário do que eles imaginavam, a pequena estação da vila onde a bruxa morava só podia ser descrita como deplorável. Após serem abandonados no local pelo trem, Remus ainda se recuperando da maravilhosa soneca, e James mais contrariado do que nunca, foram recepcionados por um belo temporal, que os obrigou a esperar sentados em desgastados bancos de madeira.
Observando tudo ao redor Sirius já estava a ponto de morrer, mas se esforçava por não demonstrar. Sentia falta do cheiro de fumaça dos carros, das sirenes, das vozes das pessoas, e quase teve um enfarto quando um gato, surgido do nada, grudou na sua perna, os pêlos erguidos e um pouco úmidos, provando que o bichano provavelmente estava assustado com a chuva.
- Odeio gatos! - ele comentou tentando espantá-lo e James comentou.
- Se eu soubesse que ela morava neste fim de mundo eu teria pensado duas vezes antes de me arrastar até aqui. - e Sirius apenas lançou-lhe um olhar de acusação como se dissesse claramente, Eu disse, não disse? Eu falei que isso era burrice! Mas o humor de Pontas estava negro demais para dar atenção as reclamações do amigo, e dos três, o único que parecia estar realmente apreciando cada momento era Remus, que olhava de um lado para o outro encantado com os inúmeros elementos desconhecidos.
Após ficarem ali, confinados por meia hora, a chuva finalmente resolveu dar um trégua e a trilha que levava em direção a cidade propriamente dita embora estivesse traiçoeira era o caminho mais curto para retornarem a civilização.
Sofrendo com a lama, os insetos e a distância, eles caminharam durante um bom tempo, Sirius olhando pesaroso para a barra de sua capa suja de terra e James com as mãos dentro do bolso do paletó, parecendo perdido em pensamentos pessimistas.
Remus caminhava satisfeito ao lado deles, não conseguindo conter seu leve sorriso e ainda relembrando do gesto do mago dentro do trem. Queria tanto poder abraçá-lo, tocá-lo e era por isso que aceitara participar da viagem. Se ele pudesse fazer alguma coisa que colocasse um fim na maldição, estaria mais do que disposto ao dar o máximo de si.
E foi com suspiros de alívio que os três avistaram a entrada da pequena cidadezinha. James praticamente correu na frente como se quisesse se certificar de que aquilo não era uma miragem, e em poucos minutos eles ganharam as vielas, observando o movimento do local e recebendo muitos olhares questionadores e hostis dos habitantes.
- Sinto como se fossem pular no meu pescoço. - James comentou mantendo-se muito próximo dos dois amigos, olhando com o canto dos olhos para todos os lados, temendo que a qualquer minuto alguém saísse detrás de alguma moita para lhe cortar a garganta.
- É parece que não somos bem vindos - Sirius concordou olhando feio para um garotinho que o encarava.
- Eles provavelmente estão receosos. Somos viajantes, e aqui é uma vila bem pequena, eles não devem estar acostumados com novidades. - Remus tentou explicar e compreender a situação.
- Pelo olhar desse pessoal, eu não diria que somos novidades e sim carne fresca. - James corrigiu, e Sirius foi obrigado a segurar uma risadinha com a brincadeira. sse detr dois amigos, olhando com o canto dos olhos para todos os lados, temendo que a qualquer minuto algu muitos olhares ques
- James Potter! - Sirius exclamou. - Você tem certeza que essa tal de Evans mora aqui? Você não acha que essa 'casa' não é um pouco luxuoso demais para uma simples vidente? - perguntou comprimindo os olhos na direção do amigo, duvidando das informações que os levara até aquela casa.
- Acredite-me, Sir, estou tão chocado quanto você! - Pontas comentou esticando o pescoço para olhar mais além do portão.
Remus, assim como os outros dois, estava surpreso e chocado com a casa da bruxa que haviam ido visitar. Era uma mansão esplendida, cuidadosamente pintada com tinta cor creme e com janelas marrons talhadas na madeira. Havia uma varanda extremamente arejada e com alguns bancos espalhados, e a samambaia que crescia num dos vasos pendurados no teto surpreendia por seu tamanho.
- Isso só pode significar duas coisas - Black continuou ainda suspeitando do local, olhando agora na direção da garagem em busca de mais vestígios que indicassem riqueza, quem sabe um carro de marca. - Que essa Evans é boa no que faz, ou que ela já conseguiu enganar muita gente.
E James apenas deu de ombros tocando a campainha, estranhando o fato de que numa casa tão grande não houvesse um interfone que comunicasse o portão com o lado de dentro.
Em poucos minutos uma mulher baixinha saiu pela porta da frente e caminhou na direção deles sorrindo. Ela parecia um pouco afobada vestindo um comportado uniforme preto, e lhes abriu um sorriso simpático enquanto tirava a chave de dentro do bolso de seu avental.
- Ah, que bom que vocês chegaram! Eu já estava ficando um pouco preocupada, sei que a chuva deve ter atrasado-os, mas a senhorita foi clara ao dizer que vocês estariam aqui para o chá das cinco. - ela disse abrindo o portão e sinalizando para que eles entrassem.
Os três se olharam confusos. Ela só poderia estar confundindo-os com outras pessoas. Não haviam avisado que viriam e ela mal perguntara seus nomes para simplesmente deixá-los entrar na casa.
- Ora, não fiquem aí parados. Acabei de fazer um pouco de chá de hortelã e logo, logo uma fornada de pãezinhos de batata ficaram prontos. Tenho certeza que vocês estão famintos e cansados da viagem. - ela continuou a dizer e incrédulos eles aceitaram o convite seguindo-a pela escada que dava para a varanda em direção da entrada da casa.
Já parados no hall, observaram tudo ao redor. A decoração era aconchegante, e numa sala ao lado havia uma imensa lareira com tochas de madeira queimando, aquecendo parte da casa e curando-lhes do frio que já estava atingindo seus ossos.
- Aqui, me dêem seus casacos para que eu possa guardá-los. - ela pediu parando logo a frente deles.
- Er, Lily Evans mora aqui, não é mesmo? - James perguntou incerto sem se mover. Era um absurdo simplesmente ir tirando seu casaco e ir dando-o para alguém que trabalhava numa casa onde o dono dela simplesmente era um desconhecido.
- Claro que sim, a Srta. Evans mora aqui e os esteve aguardando a tarde inteira. Ah, e como eu sou distraída. Eu me chamo Marie e enquanto estiverem aqui terei prazer em servi-los. - anunciou curvando-se de leve.
Após ouvirem essas palavras eles finalmente atenderam ao pedido da mulher e se viram retirando suas roupas de frio e entregando-as para ela, que parecia satisfeita em se mostrar útil.
De certa forma sentiam-se bem naquela casa. Havia aquela atmosfera familiar, como se uma aura pura os envolvesse, e enquanto aguardavam parados no hall, olhavam uns para os outros averiguando se não era apenas um deles que se sentia daquela forma.
Remus de sua parte sentia-se bem vindo, e aquilo o deixava feliz. Estava admirado com o luxo e os quadros pregados nas paredes, e através da sua sensibilidade sabia que até mesmo Sirius e James, acostumados aquele tipo de vida, estavam surpresos com aquela recepção.
- Marie! - de repente eles ouviram uma voz melodiosa ecoar do alto da escada e em poucos minutos avistaram pés descendo os degraus.
- Srta. Lily! - a empregada guinchou correndo até a patroa, prontamente tentando alcançá-la.
Os três ficaram apreensivos, finalmente conheceriam a tão famosa bruxa, e se eles esperavam por uma velha caquética, ficaram boquiabertos ao verem a bela jovem que emergiu diante de seus olhos.
James simplesmente não pode acreditar naquela visão e finalmente compreendeu o motivo de chamarem-na de filha dos elfos. Lily era maravilhosa. Os cabelos ruivos e longos estavam presos numa trança frouxa e ela vestia uma saia negra acompanhada de uma blusa azul-escuro de gola alta. Mas o que mais lhe chamava a atenção eram seus olhos verdes, incrivelmente brilhantes que contrastavam com sua pele pálida. Eles pareciam dois faróis tamanha luz que irradiavam, e ele podia jurar que se ela quisesse seria capaz de hipnotizar qualquer um com eles.
- Não fiquem aí olhando para mim como se eu fosse uma atração de circo. - Lily disse num único fôlego enquanto tentava fugir das mãos de Marie que insistia em tentar ajudá-la a caminhar. - Marie, por favor, eu não sou nenhuma criança inválida.
- Mas senhorita, é perigoso, você pode se machucar! - a empregada guinchou, e foi só aí que os três se deram conta, chocados, de que ela era cega.
Sirius quase engasgou com a descoberta e pensou desdenhoso se era possível que uma vidente capaz de prever o futuro mal conseguisse enxergar um simples objeto diante de seu nariz, mas seus pensamentos pareceram ter sido adivinhados, pois após muito custo para se livrar da atenção de Marie, Evans parou na frente deles, olhando-os, mas ao mesmo tempo não os vendo.
- Não julgue as habilidades das pessoas antes de comprová-las, Sr. Black. - Lily pediu com um sorriso sincero. - Pode ser um pouco chocante saber que eu não posso enxergar, mas talvez, se vocês refletirem um pouco, poderão perceber que no mundo não notamos muitas coisas ao nosso redor porque simplesmente estamos presos demais a nossa visão terrena. - e dessa vez sua expressão foi quase cínica.
- Eu não me surpreenderia se você tivesse ensaiado esse discurso - Sirius provocou irritado, e ele parecia ser o único capaz de falar, já que Remus era muito tímido e James parecia ter sido enfeitiçado.
- Ora, não comecemos com o pé esquerdo. Marie, tenha a gentileza de nos servir algo como lanche enquanto eu os acompanho até a sala de estar. Se você puder, traga também uma jarra de chocolate quente, tenho certeza que o Sr.Lupin irá apreciar. - e Remus ficou surpreso ao saber que a mulher a sua frente conhecia sua obsessão por chocolate.
Sirius não pareceu muito feliz com esse gesto, mas limitou-se a ficar em silêncio enquanto eram guiados por ela até outro cômodo. Os três ficaram contentes pelo local estar ainda mais aquecido, e ocuparam algumas cadeiras ao redor da mesa de madeira. Ainda tinham que digerir tudo o que estava acontecendo, mas o que não saía de suas cabeças era o fato de Lily Evans ser cega, mas conseguir agir como uma pessoa perfeitamente normal, se movendo com confiança pela casa e parecendo adivinhar o que pensavam sem se quer poder olhar em seus rostos.
Enquanto o chá, os pãezinhos e biscoitos eram servidos, o silêncio sobre os quatro, e Lily parecia concentrada em ouvir os sons ao seu redor, avaliando o estado físico de cada um só pela velocidade de suas respirações e a aura que emitiam.
- Me desculpem por decepcioná-los! - ela finalmente comentou com um suspiro, dando um sorriso para Marie que se retirava após ter posto a mesa. - Sei que a viagem de Londres até aqui não é nada agradável, mas de certa forma espero poder recompensá-los.
- Então você pode curar a maldição do Sirius? - James perguntou subitamente excitado, só que ao em vez do que esperava a reação de Lily foi contra seus ideais.
- Infelizmente não, Potter. Maldições só podem ser desfeitas pelas pessoas que a lançaram, e a bruxa que fez isso com o Sr. Black é a única capaz de voltar atrás com seu feitiço. - ela respondeu movendo um pouco a cabeça piscando os olhos, podendo facilmente se passar por uma pessoa normal com este hábito.
- Então viemos aqui para nada? - Sirius perguntou rude. Sabia que a culpa não era daquela mulher, mas já estava cansado de tantas desilusões. Estava agradecido por ela não tentar enganá-lo como muitos outros fizeram, mas admitir isso seria impossível.
- Não, não foi uma perda de tempo, Sirius Black! - ela retorquiu com um sorriso desafiante, desviando os olhos para Remus que até aquele instante estava mais afeiçoado a comida e ao seu chocolate quente, parecendo receoso de se intrometer na conversa. - Os pãezinhos ficaram bons, Sr.Lupin? - ela perguntou de repente e o licantropo se sentiu como uma criança sendo pega fazendo algo errado.
Imediatamente ele ficou vermelho e sem graça pela quantidade que já devorara, cinco ao todo.
- Hum, deliciosos.
- Ora, então esteja à vontade para comer quantos quiser, Marie sempre faz mais de uma porção.
E enquanto James simplesmente se derretia ao vê-la ser tão gentil, Sirius tinha que se segurar para não soltar sua frustração em cima dela. Se já não bastasse que ela fosse uma inútil, ainda tinha a audácia de ficar com aquele teatrinho para cima de Remus.
- Então acho melhor irmos embora o quanto antes, não? - Black de repente anunciou ficando de pé, sem nem ao menos tocar em sua xícara.
- Mas Sirius, já está tarde para pegarmos outro trem. - Lupin lembrou, mas quando um Black punha algo na cabeça era muito difícil fazê-lo esquecer.
- Remus tem razão, Sir. Não seja rude. A Srta. Evans nos recebeu tão bem que seria falta de educação sair assim.
Os olhos de Lily relampejaram por alguns segundos na direção de James parecendo ocultar alguma coisa.
- Eu não quero fazê-lo passar pelos mesmos rituais das outras bruxas que visitou. Sou uma vidente legítima, posso provar isso. Eu lhe disse que não posso curar a maldição, mas não disse que não poderia ajudá-lo.
- Certo! - Sirius começou aumentando o tom da voz. - Eu não nego que você tenha suas habilidades, e que você seja uma bruxa, mas como você mesma disse, é impossível que alguém quebre a maldição além de quem a lançou. Portanto não pretendo ficar aqui sem fazer nada.
Lily apenas colocou uma das mãos sobre a mesa e com a outra apanhou sua xícara de chá para tomar um gole. Remus e James pareciam preocupados com a falta de consideração do mago que não se importava em simplesmente sair gritando na casa dos outros, mas por outro lado à ruiva continuava impassiva.
- Abaixe seu tom, sou cega, mas não sou surda - ela pediu soltando um suspiro. – E você quer por um fim a tudo isso irá precisar do espelho onde Escarlate foi selada.
- Sim, eu sei disso, mas meus pais de algum modo se livraram dele e eu temo que ele tenha sido destruído.
- Não creio que Elisabeth Black se arriscasse a ser tão estúpida. Se o artefato não estiver destruído, eu posso encontrá-lo facilmente.
Os três a fitaram interessados.
- Como? - Sirius questionou com a voz tensa.
- Perguntando. - Lily respondeu com uma expressão marota.
- O que você quer dizer com perguntando? - desta foi James que se pronunciou.
- Veja bem, Potter - ela começou como se estivesse ensinando o alfabeto a uma criança. - Espelhos são como portais, eles nos ligam a diversos outros mundos com seus próprios espectros e monstros. Os Black, ao selarem bruxos nesses objetos, simplesmente manipulavam estas fronteiras e simplesmente construíam pequenas ilhas, onde prendiam quem queriam sem que esta pessoa tivesse para onde escapar. Se eu quiser encontrar o espelho que selou Escarlate, basta que eu pergunte para um outro qualquer.
- Espelhos podem ser tão poderosos assim? - Remus questionou abismado, parando de comer sua décima bolacha e pensando que nunca mais iria querer se arriscar a dar uma outra olhadela na superfície espelhada.
- Sim, Lupin. Desde tempos remotos eles foram cultuados e preservados como instrumentos poderosos. As barreiras que se podem construir com eles são simplesmente incríveis, mas nem todas as pessoas são sensíveis o suficiente para lidar com eles.
O silêncio tornou a recair sobre eles e Lily se contentou em ficar em silêncio, aguardando. Sirius queria poder não gostar dela, não confiar, mas alguma coisa lhe dizia que daquela vez era diferente, que ninguém tentaria trapaceá-lo, que ainda havia uma luz no fim do túnel, e sem pensar mais ele respondeu:
- Okay, o que você em troca para me ajudar.
E a face de Lily se moveu para formar um sorriso satisfeito, enquanto suas mãos iam à direção da cestinha de pães para apanhar o último que sobrara.
- Preciso que você me leve com você para Londres, sinto que o que você procura sempre esteve lá.
Sirius fez um gesto com a cabeça concordando e quando pensou em perguntar o que ela ganharia em troca ajudando-o, Marie surgiu no local, parecendo feliz por seus quitutes terem sido completamente devorados.
- Estavam muito bons! - Remus a elogiou quando ela se aproximou dele para apanhar sua xícara e a mulher sentiu seu ego inflar como um balão.
- Então acho que já ficou decidido que vocês irão passar a noite aqui para partirmos amanhã, certo? - Lily perguntou.
- É, acho que não temos outra escolha. - o mago concordou vendo-a se erguer da cadeira.
- Mas não será nenhum incômodo? - James perguntou preocupado, e ela se voltou para ele fazendo-o ficar sem fôlego.
- Absolutamente! - Lily exclamou. - Se assim fosse eu não os teria convidado.
E Pontas soltou um muxoxo contrariado.
- Eu só perguntei! - mas a ruiva já não podia ouvi-lo, pois ganhara os corredores e agora alcançava as escadas, saindo sem dizer nada e sendo de certa forma um pouco rude.
Sirius olhou para cima liberando a fumaça do cigarro presa em seus pulmões. A noite estava calma e tranqüila, e ali, na casa de Evans ele podia apreciar os sons vindos da natureza, sem nenhuma interferência das criações humanas.
- Você ainda irá morrer por causa disso! - ele ouviu uma voz feminina soar atrás de si e nem se deu ao trabalho de virar, observando-a se sentar ao seu lado. Ele sentira a aura dela se aproximando, portanto já estava preparado para aquilo. - Já estão todos dormindo? - ela continuou delicadamente.
- Porque pergunta se já sabe a resposta? - ele retrucou encarando-a, vendo sua pele cor de leite brilhar a luz da lua.
- Estou apenas tentando ser educada! - Lily completou e ele deu de ombros.
Alguns minutos se passaram sem que nenhum deles dissesse nada e Sirius não pode deixar de repara no roupão azul que ela usava, destacando ainda mais seus cabelos.
- Você o ama? - ela subitamente perguntou e ele olhou para o cigarro tragando-o em silêncio.
Sabia muito bem sobre quem estavam conversando e conhecia também sua resposta, era estranho se abrir com alguém que acabara de conhecer, mas ele não sentia nenhum receio quanto ao fato de estar ali falando de sua vida.
- Acho que isso é um pouco óbvio, certo? - ele disse querendo provocá-la. - Não entendendo essa sua necessidade de questionar coisas que já conhece.
E Lily riu.
- Sabe, quando você passa a vida inteira vendo coisas que irão acontecer, aprendendo a ler os sentimentos das pessoas, acaba se tornando um hábito ter sempre a delicadeza de não deixar essa habilidade desconcertar alguém.
- Deve ser difícil sempre saber o sobre o futuro!
- Sim, a vida fica basicamente entediante, sem nenhuma emoção. As pessoas costumam desprezar o desconhecido, mas quem é igual a mim sabe o quanto é terrível conhecer nos mínimos detalhes o amanhã que estar por vir.
- Hum. - ele suspirou dando a entender que estava prestando atenção, e Evans abraçou os joelhos, pensativa.
Um grilo cantou, algumas estrelas passaram a brilhar mais que as outras, e eles ficaram ali curtindo o sereno, até que Sirius resolveu perguntar o que lhe vinha incomodando durante muito tempo.
- Você se dispôs a me ajudar, mas ainda não sei o que você deseja como pagamento. - ele observou de modo um pouco frio, mas ela não se importou.
- Para uma pergunta simples há uma resposta mais simples ainda.
Ele a olhou erguendo uma sobrancelha.
- Potter! - ela complementou vendo-o ficar ainda mais confuso, e contentou-se em rir de sua expressão.
- James! O que James tem haver com isso? - Sirius perguntou, e ela virou aqueles olhos verdes e cegos na direção dele, assumindo uma postura mais séria e compenetrada.
- Tudo e nada! - respondeu de forma plácida, e quando ele franziu o cenho continuou. - Como você pode ver não há nada material que eu deseje. Tenho tudo. Casa, luxo, dinheiro, mas ainda há uma coisa que eu não possuo e que vêm povoando minhas visões desde que sou pequena, e essa coisa é James Potter.
- Bem, só posso dizer que ele irá ficar feliz ao saber que existe no mundo uma garota corajosa o suficiente para chegar perto dele. - Sirius concluiu jogando a quimba de cigarro fora e cruzando os braços atrás da nuca.
- Verdade? Ele me pareceu tão tímido - Lily acrescentou enroscando os dedos em seus cabelos soltos.
Essa foi a vez de Sirius rir do comentário da bruxa.
- Não se engane com aquela peste! - disse parecendo ter a intenção de maltratar a imagem do amigo, mas na realidade utilizando uma voz carinhosa para falar dele. - Aquela peste costuma ser traiçoeira. Fique cinco minutos a sós com ele que ele já estará convidando-a para sair.
Lily pareceu ficar um pouco desconcertada ao ouvir isso, mas meneou a cabeça em aceitação. Se James Potter, o homem ao qual estivera esperando por toda sua vida fosse assim, ela teria que aprender a conviver com isso. E com um suspiro ela voltou à cabeça para cima onde deveria ficar o céu, e numa voz baixa apenas murmurou:
- Sua estrela anda brilhando ainda mais ultimamente, não é Sirius? - e o rapaz ainda desacostumado com a falta de visão da bruxa arregalou os olhos por alguns instantes, mas concordando logo em seguida.
Sim a estrela dele andava mais radiante nestes últimos dias, tanto a que estava no céu, quanto a que estava na Terra.
Uma explicação rápida... todo capítulo, sem exceção, sempre ficam cenas escritas que eu não utilizo, muitas delas são engraçadas, ou tentativas minhas de escrever algo que cause gargalhadas. E como o natal está chegando, a partir deste capítulo em diante, eu irei postar algumas delas, todas relacionadas aos acontecimentos do capítulo passado ou com o atual. Não sei se vcs irão gostar, mas nesta data especial este será meu presente para vocês!
Extra
E agora estava entre seus braços. E sentia vergonha. Fora tudo uma maldita peça pregada pela besta dentro de si. E ele sentia vergonha, vergonha por Sirius vê-lo daquela forma, vergonha por ele conhecer seu lado mais imundo.
E num instante seus olhos se cruzaram e ele soube que aquela pessoa que o abraçava com tanta delicadeza conhecia os recantos mais obscuros de sua alma, e ele queria poder falar, dizer que quem estava preso naquele corpo era ele, Remus Lupin, não o lobo, não a fera sanguinária.
Mas de alguma forma Sirius sabia disso.
E foi num estado de êxtase que mesmo fraco ele o assistiu descalçar uma de suas luvas, o viu mover a mão para sua cabeça, e finalmente pode sentir com mais calma aquele toque suave, os dedos acariciando seus pêlos, o calor atravessando sua pele e deixando mais leve, entorpecido.
Remus sentia-se quente como a muito tempo não se sentia. Alguém o abraçava, ele podia dizer pelo cheiro, pela respiração cadenciada, e ele estava feliz. Era Sirius. Não precisava abrir os olhos para confirmar, mas estava na hora de despertar e enfrentar a conseqüência dos atos do lobo.
A mão do mago repousava displicente em seus cabelos. Os dedos enroscados nos fios claros, e a primeira coisa que o licantropo conseguiu pensar foi em cobri-la novamente com a luva para que Sirius não se machucasse. Foi só quando ergueu um pouco a cabeça é que ele finalmente notou que estava nu, e um pouco envergonhado pelo desleixo ele puxou com dificuldade o lençol da cama de Nymphadora para se cobrir.
O movimento pareceu incomodar Sirius, que murmurou algo entre o sono e o puxou pela cintura, fazendo-o se desequilibrar, tendo que se amparar com as duas mãos na cama, ao lado da cabeça do mago. Ele prendeu a respiração ao notar a proximidade dos lábios de ambos, mas seu olhar se desviou para a mão esquerda de Sirius, perigosamente posicionada perto de sua perna, na parte descoberta.
Droga!, praguejou tentando arranjar uma solução para o caso e corando por causa de sua posição. Estar semi-coberto e literalmente sentado no colo de Sirius não era algo que se vivia todo dia.
Dando um impulso para trás ele logrou se afastar de vez, mas havia se esquecido do braço do mago em sua cintura, e o que se seguiu foi um desastre. No instante em que ele se moveu o corpo de Sirius foi junto com o seu, fazendo-o despertar abruptamente. A testa de ambos se chocaram rapidamente, não sendo o suficiente para o mago sentir dor, mas com a força necessária para deixar Sirius atordoado e fazê-lo pender para frente um pouco zonzo, caindo sobre o corpo de Remus e prensando-o no chão.
O licantropo gemeu de dor ao por causa de seus inúmeros ferimentos cobertos de sangue seco, e do lado de fora do quarto, onde todos aguardavam recostados na parede do corredor, não sabendo o que esperar da cena dentro do quarto, eles ouviram o som de algo pesado caindo e a voz de Sirius soar um pouco alta, fazendo com que todos suspirassem aliviados.
- Ouch! - o mago grunhiu massageando a testa e se levantando num único impulso, só para enrolar os pés no lençol que Remus estava usando para se cobrir e tropeçar. - Ai ai ai! - ele falou mais alto dessa vez, agora amparando as costas.
Remus piscou os olhos algumas vezes ainda estendido no chão, tentando entender como uma simples tentativa de sua parte de se levantar pudesse gerar tanta bagunça.
E por um instante tudo ficou em silêncio. James, Andrômeda e o restante do pessoal da casa se aproximaram da porta de forma cuidadosa. Não vinha mais nenhum som do lado de dentro.
- O que será que está acontecendo? - Andy questionou colando o ouvido na madeira e sendo acompanhada por Pontas.
- Bem... se não fosse as circunstâncias eu teria a sugestão perfeita para esta situação! - ele respondeu com um sorriso safado e ela lhe deu um tampo no ombro, fazendo-o fingir uma careta de dor.
Do outro lado Sirius finalmente ficou de pé. Mesmo com tantas quedas, pancadas e aquele maldito torcicolo, ele continuava sonolento e apenas queria se embrenhar em algum canto para dormir até de noite. Mas olhando para o lado e vendo Remus estendido no chão, coberto por um simples lençol, sujo de sangue e mesmo assim completamente sexy, ele teve que se aproximar para averiguar a situação.
- Consegue andar? - perguntou de forma gentil, agachando-se e encarando o licantropo.
Remus sorriu de forma suave. Estava fraco, sabia que não conseguiria ficar de pé, e o corte na sua cabeça feito pela prata estava latejando furiosamente.
- Eu acho que vou ficar um bom tempo sem sair da cama. - ele murmurou em resposta, e pode sentir perfeitamente bem sua própria respiração quente. Estava febril, a cada minuto que as células de seu corpo acordavam e relembravam os ocorridos da noite passada, mais dor ele sentia.
- É melhor a gente sair daqui então. Você precisa cuidar destes ferimentos. - e para a surpresa do licantropo o mago catou sua luva caída próxima a cama, cobriu a mão e logo em seguida o envolveu no lençol, erguendo-o no colo quase sem nenhuma dificuldade.
- Ei, você está mais leve! - ele exclamou impressionado coma facilidade em carregá-lo, mas o calor dele era bom demais para que Remus conseguisse sequer pensar, e antes mesmo que ele se desse conta do que estava fazendo, simplesmente afundou o rosto no peito do mago sentindo aquele calor envolve-lo novamente, deixando-se levar completamente pelo sono.
N/A: Sim, eu sei, vocês devem estar praticamente babando em cima do teclado por causa deste capítulo paradão, mas eu precisava dele, então mil desculpas! Hehehe. O próximo eu colocarei um pouco de humor JxL, suspense, e se vocês conseguirem acertar quem é que tem o espelho onde está presa Escarlate, prometo postar dois extras ao em vez de um! ¬¬ Hahuahaua! Olha a chantagem!(mas eu eu estou falando sério! Hehehehe!
Agora as reviews...
Amy Lupin: Ah, você esperava por essa? Lily cega? Hehehe! Será que eu fiz muita gente ficar chocada? E vc viu a ceninha fluffy após o drama toda da visão de Lily? Uahhh! Espero que tenha gostado do extra tb! (E eu li Green Eyes! Simplesmente maravilhoso, já estou até preparando as armas porque sinto que irei querer matar essa tal de Mel! Gr...)
Athena Sagara: Hoje teve Sirius, Lily, Remus, visões e sem Abel, lobos malucos e tudo mais. Espero que você tenha gostado realmente do que leu. Este capítulo foi o mais difícil de se escrever até agora e o mais sem graça, mas acho que rendeu alguma coisa, certo?
Watashinomori: Imaginando Remus com mexas... Será? Hehehehe. Só falta ele usar aquela roupinha de couro da Vampira! SEXY! E infelizmente Remmie está um pouco atarefado agora sabe e não poderá apreciar sua comida(mas se vc quiser mandar um pouquito pra mim... hehehe), ele anda se enrolando em lençóis e indo parar em quartos alheios! Hauahau!
Srta. Kinomoto: Bem, dessa vez ele estava um pouco mais sonhador e guloso. Esse capítulo foi mais da Lily, portanto não teve muito R/S, mas espero que você de certa forma tenha se divertido! E desculpa por demorar novamente, eu simplesmente empaquei ake! Hauahau!
Drika: Ora mas quem é vivo sempre aparece, certo! Que bom que vc gosta da fic e talz, fico feliz por vc se divertir lendo-a. Ma continue comentando e dando sinal de fumaça... hehehe... é sempre bom ver gente nova!
Paulili: Abel é louco! Ele só pensa em poções, é um Snape versão a.C! ahauhauahau! Mas que a emoção do lobo furioso foi boa, ahhh se foi! Mas ake está um cap mais light, sem nada muito interessante, espero que você tenha conseguido chegar até aki sem cair no sono! Rs
Haruechan: Lily cega, Sirius e Remus já aceitando o que sente... é estamos progredindo, agora só falta mais umas mortes, arranhados... quem sabe explosões e tudo ficará bem. Eu tb fiquei frustrada com o final do capítulo passado, mas acho que o extra que escrevi irá de certa forma conforma-la um pouco, mas só um pouquinho.xD
Marck Evans: Alow... ultimo capítulos fantásticos, mas esse foi a decadência... uahh! Odeio ter que mudar o ritmo, mas fazer o que? A coisa tem que normalizar um pouco de vez em quando, mas prometo colocar mais ação na continuação, na realidade ela será obrigatória, portanto não desista de mim... ainda! Hihi!
Sakuya: Por enquanto estes toques estão um pouco recatados... apenas rosto, pescoço... espere só o TAFT aumentar... e só pra instigar... aguarde o capítulo 10... muiiitttoooo TAFT! Hihihi! Eu prometo.
Arashi Kaminari: É e põe problemas, pequena! Você viu a Lily, né? Cega! Num sei daonde minha mente perturbada tirou isso mas... e sim Sherlock é td de bom, se gostar leia os outros livros dele, altamente recomendados. ( principalmente quando ele tira o Dr. Watson! Ahh! Delírio!)
Mo de Aries: Caracoles, quando eu tava escrevendo a cena pensei... 'Num posso simplesmente fazer o Remus parar os ataques", ai lembrei dos machucados que ele fazia em si mesmo na casa dos gritos e a coisa rendeu! Uah! Estou tão feliz por todos terem gostado do capítulo passado, espero não receber tomatadas por causa desse!'
Anita: Ah, que bom que você gostou! Aqui está a continuação, ENJOY!
Bem... e assim é as coisa... lá pro dia vinte posto continuação... e dependendo da sorte de vocês... hehehe... com dois extras!
Bom final de semana pra tds!
Bjus!
PS: O desconfigurou umas partes aew, como as meninas disseram... uahh, mas eu já arrumei! Espero que ninguém tenha ficado louco com a primeira e última frase sem noção... hehehehe!
