Quem é vivo, sempre aparece, já dizia minha mãe. haha
Antes do cpaítulo só quero deixar claro, que apesar da Mione está indo para a Toca, haverá muita interação entre nosso casal preferido, não se preocupem, não me deixem... hahah Não desistam de mim rsrsr
Capítulo IX - Depois do Horror
- Claro que não, Severus - disse Voldemort extasiado – Já fui bastante entretido esta noite, pegue a varinha e leve a sangue-ruim.
- Milorde, se me permite – disse Severus ao ir buscar a varinha – Posso curar a sangue-ruim?! Não queremos que ninguém desconfie que ela estava em nosso poder, ou poderão suspeitar que algo esteja errado.
- Como quiser – disse Voldemort se levantando do trono onde sentava – Seja rápido e volte para as suas poções, e nenhuma palavra a ninguém.
- Sim, Milorde.
Snape se aproximou de Hermione que estava ajoelhada, o rosto permanecia voltado para o chão de pedra, ele a puxou pelo cabelo fazendo-a ficar de pé, e foi atendido prontamente. Os olhos negros foram atraídos pela mistura de uma quantidade generosa de sangue e sua própria semente escorrendo pela perna dela, sujando o chão de pedra. E ele soube que nunca haveria perdão, que sua alma já estava mais do que corrompida, e se havia um inferno, sem dúvidas no final daquela guerra ele estaria lá.
Snape a pegou pelo braço, andando rapidamente em direção à saída, tentando ignorar os óbvios tremores no corpo de Hermione provocados pelo choro. Assim que alcançaram uma distância segura da mansão, a primeira coisa que Snape fez foi brandir a varinha em direção a ela, limpando-a e efetuando o feitiço contraceptivo, tudo que ele menos precisava agora era um filho nascendo durante a guerra, ainda mais proveniente de um estupro, como se as coisas já não estivessem complicados o suficiente. Ele a pegou delicadamente e os aparatou para a orla da floresta onde ficava A Toca.
Assim que o mundo parou de girar, Hermione se desvencilhou dele bruscamente, indo em direção ao arbusto mais próximo e vomitando ruidosamente. Snape não sabia como reagir aquilo, claro que ela não deveria querer nenhum tipo de contato com o homem que a estuprara, mas ele precisava ajudá-la de alguma maneira, por isso aproximou-se calmamente, sua mão subiu para tocá-lo no ombro, enquanto ela ainda sofria com a última onda de náuseas, os espasmos se espalhando pelo corpo
- Hermione... – chamou, o pesar evidente em sua voz – Eu...
- Me dê apenas um momento, Severus – disse Hermione quase chorando – É tudo o que peço...
Snape regrediu esperando o momento em que ele teria que enfrentar os olhos castanhos, enfrentar o fato de que não havia mais a menor possibilidade de haver seja lá o que fosse entre eles, na realidade mediante a situação teria muita sorte se ela simplesmente não o atacasse. Hermione estava tentando controlar as emoções, os sentimentos de dor, raiva e humilhação eram tão tangentes que pareciam emanar do corpo dela misturando-se com sua própria magia. Enquanto ela desprezava Voldemort mais que tudo, ela agradecia aos deuses por ter sido Snape e não qualquer outro comensal, pois se com ele, o seu corpo parecia doer em lugares inimagináveis, não queria sequer supor o que teria sido se fosse com qualquer outro comensal da morte.
Ela pegou a bolsa de contas, convocando a garrafa de Ditamno que rapidamente disparou em direção a mão dela, assim como a poção para dor. Desta última tomou um gole, e para sua surpresa ele se assentou no estômago inquieto, em questões de segundos diminuindo a dor física que ela sentia. Por sua vez, duas gotas da poção de cura foi derramada sobre o ferimento nos seios, e ela silvou ao sentir a dor característica da cicatrização.
- Cure-me – disse entregando a garrafa de ditamno para Snape, enquanto deitava sobre o gramado molhado pela umidade da noite, e levantava a saia.
Snape olhava curiosamente para cada movimento dela, o que ela pensava que estava fazendo, afinal? Ele não conseguiu parar de olhar quando ela levantou o tecido do ridículo uniforme escolar, deixando a mostra as marcas que ele lhe infligira no quadril, assim como a vulva despida.
- Hermione, não acho que isso seja...
- Não posso fazer sozinha – disse logicamente – Muito menos posso pedir para alguém da Toca fazer, então faça.
Snape não tinha como discutir com aquilo, não havia nenhum repúdio na voz dela ou condenação apenas a lógica digna do apelido de sabe-tudo. Ele pegou o frasco ficando de joelho sobre ela, conjurou um lumus para a varinha, e sua mente registrou a cor dos pelos castanhos e a forma como brilhavam de encontro a luz, estes faziam um caminho descendente que o levou a se deparar com os grandes lábios da vagina de Hermione, e o fato dele ter limpado anteriormente com um feitiço ajudou-o a ver a amplitude dos danos que causara a ela. Ele derramou a poção sobre os lábios observando o líquido escorrer profusamente, enquanto começava a iniciar o processo de cura. Hermione tencionou o corpo e agradeceu pelo fato e ter tomado a poção para dor antes, já que se não fosse isso estaria se contorcendo pela cicatrização, mas ainda sim ela mordeu os lábios tentando abafar os grunhidos. A fumaça esverdeada se dissipou, e Snape se congratulou por ter conseguido cumprir a tarefa sem perder sua mente.
- Você sabe – disse Hermione, quando o viu tentando se erguer – Se os ferimentos fossem apenas externos, eu mesma teria curado.
Snape engoliu em seco, e ficou apenas olhando para o exterior curado da vulva de Hermione, vendo que ele não iria agir, ela levou a mão até os lábios e os separou, deixando a mostra um extenso ferimento. Ele não ligou para o fato dela está se abrindo na frente dele após tudo o que tinha ocorrido na sua noite, ele só podia pensar no tanto que a machucara.
- Hermione, Merlin... – balbuciou – Sinto muito... – ele pegou o vidro de poção e colocou algumas gotas na entrada dela, e mesmo que antes estivesse hesitante em tocá-la, ele suspendeu as nádegas dela, para as gotas adentrarem no canal vaginal de Hermione – Não imaginei que ele pudesse pedir algo como aquilo... Minha varinha... Se eu a tivesse talvez...
Ele mesmo tentando tocá-la o mínimo possível usou as mãos para erguer as nádegas de Hermione, facilitando a entrada do líquido no canal machucado, a terrível fumaça esverdeada subindo novamente, quase ao mesmo tempo em que Hermione colocou a mão na boca para abafar o grito que se criara em sua garganta.
- Merlin... O que eu fiz? - disse aturdido, seus olhos observando a dor perpassar os dela - Eu deveria ter dado um jeito.
- Não havia outro jeito - disse Hermione assim que conseguiu recuperar o fôlego - Você fez o seu melhor...
- Eu estuprei você - disse como se ela não houvesse estado lá - Eu a machuquei.
- Enquanto não sou grata pelo estupro - disse levantando-se, ao mesmo tempo que retirava a varinha que estava na bolsa escondida sobre a meia - Sou grata por ter sido você, Severus.
- Mas... - tentou revidar, não conseguindo continuar quando viu uma onda de carinho sair dos olhos dela em direção a ele.
- São os sacrifícios necessários - disse quase triste, sua mão subindo para tocá-lo no rosto delicadamente fazendo-o fechar os olhos por um segundo. - Preciso ir - continuou sem retirar a mão de sobre o rosto dele, vendo-o o assentir brevemente.
Os olhos dele estavam repletos de questionamentos, quem era aquela mulher que poderia perdoar o seu algoz, quem era ela que oferecia a amizade mesmo tendo recebido o terror em troca. Os olhos aumentaram, sua mente momentaneamente nublada, quando a viu umidecer os lábios, sua língua acariciando rapidamente a pele macia do lábio inferior, enquanto o próprio corpo curvilineo parecia pender para o lado dele, aproximando-se cada vez mais. Como ela conseguia tocá-lo ele não fazia idéia, mas ela parecia disposta a desafiar sua racionalidade.
Hermione chegou um pouco mais perto, os olhos focados nos finos lábios de Snape, suas bocas quase se roçando quando ela disse:
- Nunca imaginei que me entregaria a você em frente a Voldemort, não posso dizer que foi fácil - disse com um tom quase jocoso, tentando quebrar um pouco a tensão.
Snape não saberia o que dizer, o que aquilo significara, afinal. Que ela já pensava em se entregar à ele? Que ela o queria? Sem conseguir fazer seus questionamentos, as respostas continuavam suspensas.
Hermione tocou os lábios nos dele, sua boca descansando, e antes que pudesse fechar os olhos viu o olhar dele surpreso. Sua boca firme sobre a dele, seus lábios provaram a fina linha até sentì-lo receptivo aos seus intentos, as mãos de Snape foram postas firmemente em sua cintura, sem contanto movê-las. Hermione ao se separar sugou levemente o lábio inferior de Snape, seus olhos abriram apenas para se deleitar com a visão do rosto dele completamente relaxado, os olhos fechados pela entrega. Ele abriu os olhos, seus dedos formigando na cintura de Hermione, quando ela o abraçou uma única vez, tão rápido que não parecia ter sido se quer real, um toque tão intimo como o próprio beijo.
- Obrigada por tudo, Severus - disse Hermione os olhos sinceros fitando-o - Não sei o que teria sido se você não estivesse lá. Obrigada por isso.
Ela deu um sorriso para Snape, antes de virar-se e se encaminhar para A Toca, deixando um Snape completamente confuso para trás. Hermione seguiu a diante, não conseguia ver nada além de mato a sua frente, mas seu corpo quase podia sentir o aconchego da Toca, a risada dos amigos, tão diferente do seu professor sisudo... Ela agitou a cabeça, não poderia deixar sua mente vagar por aquelas águas, haveria um tempo para considerações de cunho pessoais e emocionais, no momento havia uma guerra, e os planos deveriam ser seguidos.
Seguindo em frente, lutou contra a vontade de sair de lá que provavelmente era causada pela sua parte trouxa respondendo ao feitiço de repelir trouxas. Ela agitou a varinha, e assim como Snape ensinou, procurou alguma memória feliz que tinha com a pessoa que queria se comunicar, e mentalizou a mensagem, quando a luz prateada irrompeu de sua varinha na forma de uma bonita lontra, adentrando pelo campo imaginário ao redor da casa, e indo em busca de Ronald.
Não demorou mais que um minuto e ela viu Rony, juntamente com o pai, Kim e Moody vindo em sua direção. Esse último com a varinha levantada em direção a ela. Rony fez menção de ir ao encontro dela, Hermione insconcientemente imitando o gesto dele, não imaginara que aquele mês longe a tivesse deixado com tanta saudade. Mas Moody o impediu de prosseguir, sua varinha pressionada contra a garganta de Hermione.
- Vamos garoto - disse o bruxo velho se referindo a Rony - Pergunte algo que somente a verdadeira Hermione saberia, a ultima coisa que queremos é trazer um comensal para dentro da Ordem, já bastou Snape.
Hermione sentiu o estômago revirar ao escutar o nome de Snape.
- Ou talvez seja melhor veritaserum - ofereceu o Moody irônico - Apesar de não contarmos mais com o mestre de poções particular ainda tenho meu próprio estoque.
Hermione gelou aquela sugestão, não poderia ser submetida a viretaserum, não gostaria nem de imaginar se fosse compelida a responder algo sobre sua ausência o tipo de ação que a poção teria sobre o laço feito com Voldemort. Para seu alívio Arthur se aproximou.
- Creio que a pergunta servirá, vamos Rony - apressou o filho, os olhos ainda que mais bondosos, igualmente preocupados.
- Mione - disse o menino pálido - O que aconteceu para nos tornamos amigos?
- Oh, porra - murmurou Moody - Foi a merda do trasgo, vocês alardearam isso para quem quisesse ouvir.
- Ok - disse Rony - O que você me falou na aula de feitiços antes do episódio do trasgo.
Hermione abriu um largo sorriso pela lembrança boba e feliz, naquela altura eles não poderiam imaginar o que viria pela frente, nem o alto preço a ser pago na guerra.
- Pare, Pare - falou sem desviar os olhos, como em um dejavú - É leviosa, não leviosá.
Rony se desvencilhou de do aperto de Moody e venceu a pouca distância que o separava da amiga.
- Perdi você – disse Rony, tocando o rosto dela com cautela.
- Também senti sua falta – disse, feliz por rever o amigo. - Estão todos bem?
- Sim, todos em casa, venha – disse ele puxando-a – Os outro irão querer vê-la, mamãe estava enlouqueceu quando falamos para ela sobre você ter "sumido", mas ainda feliz por você está viva.
Hermione aproximou dos demais, sendo cumprimentada efusivamente por todos, com exceção de Moody que se limitou a um aceno de cabeça. E enquanto ela andava em direção a casa, teve certeza que o ex-auror olhava diretamente para ela, quase podia vê-lo com o olho mágico girando, procurando por algo errado entre as árvores ao longe.
Quando a porta da toca se abriu todos se viraram para vê-la entrar, ela olhou ao redor e todos estavam lá, Tonks, McGonagall, Hagrid, no final parecia que ela havia atrapalhado uma reunião da ordem. Seus olhos vagaram por todos, até perceber que não encontraria o ex-professor de cabelos negros e rosto sisudo, e o sentimento de perda foi instantâneo. Porém, em um piscar de olhos, ela já estava sendo sufocada por Molly em um abraço cheio de saudade deixando de lado, ao menos, momentaneamente essa questão.
- Como nos deixa assim, sem notícia? – perguntou mole tentando falar bravamente mas sem deixar de abraçar Hermione – Não era porque você não morreu que deveria ficar calada todo esse tempo.
– Como acha que nos sentimos? – completou McGonagall.
- Pensei que confiasse em mim?! – questionou Hagrid, completando em seguida – Em nós.
- Também senti sua falta. Sra Weasley – disse ela abraçando a bruxa de volta – De todos vocês – continuou, olhando para Gina e os gêmeos que a olhavam em expectativa., assim como os demais bruxos.
- Vamos dar um tempo para ela pessoal, tenho certeza que ela irá nos explicar tudo. – disse Rony, o braço circundando-a na altura dos ombros assustando Hermione pelo "tratamento" não convencional vindo do ruivo.
- Venha querida – falou a Sra Weasley, enxugando os olhos lacrimejantes no avental – venha comer um pouco, está só pele e ossos...
- Então, Hermione? – perguntou Fred depois que ela estava saciada pela boa comida da
- O quê? – falou fazendo-se de desentendida.
- Então, onde você se meteu? – perguntaram.
- Estive tomando conta de umas coisas para Dumbledore – disse ela, rindo internamente já que de certa forma também tomara conta de Severus Snape – Ele me passou uma pequena "missão" para fazer assim que saísse da escola – continuou – Mas com a morte dele... – viu Moody bufar, e os bruxos a sua frente endurecerem o olhar.
- Você quis dizer assassinato?!
- Dumbledore, morreu – disse firmemente – Isso é um fato, o quanto antes pararmos de chorar e nos concentramos na guerra, será melhor.
Todos ficaram abismados pela dureza de Hermione, pela "falta" de emoção com o qual ela se referia a morte. Minerva se enrijeceu, na sua frente não estava mais sua aluna estudiosa, não havia o olhar doce, era apenas uma mulher forte e decidida.
- O que aconteceu com você? – perguntou a mulher mais velha quase que retoricamente.
- Aconteceu que já vimos coisas de mais nesses anos – disse Hermione, sua mente voltando a sala fria onde fora tomada em frente a Voldemort – Está na hora de entendermos que estamos em guerra, que TODOS, amigos, familiares, colegas de escola, maridos e esposas poderão morrer lutando – continuou encarando cada um deles que pareciam se encolher frente as palavras duras e reais dela – O nosso papel é fazer com que as maiores chances de sobreviver e vencer estejam do nosso lado. E se for para morrer que seja pela causa certa.
- O que você esteve fazendo?
- Me preparando – disse ela com toda a verdade que conseguia – Preparando o necessário para seguir em frente, para ganharmos essa guerra. Eu quero está lá, quando o brilho deixar os olhos de Voldemort, eu quero está lá quando estivermos verdadeiramente livres, e toda a verdade aparecer. Quero um dia poder está com meus pais sem medo de ser o que sou, uma sangue-ruim.
- Hermione, seu pais... – disse a Sra Weasley com pesar.
- Estão bem. – continuou definitiva.
- Mas a casa...
- Eu que cuidei disso, meus pais estão seguros na Austrália, e nem lembram que tem uma filha – disse, lágrimas de saudade rapidamente se juntando no canto dos olhos.
Aquela pequena demonstração de emoção acalmando as desconfianças dos presentes, fazendo-os acreditar que apesar das palavras, aquela ainda era a Hermione de sempre.
- Dumbledore deixou uma missão para Harry, teremos que sair em busca do que o diretor mandou, iremos desaparecer por um tempo, eles nunca entenderiam... - murmurou a última parte mais para si do que para os presentes.
- Ela tem razão – disse Rony apoiando a amiga.
- Mas e Hogwarts? – disse Molly desesperada – Vocês são apenas crianças, seja lá o que Dumbledore disse, ele não quis dizer...
- Sra Weasley – interrompeu Hermione – Sei exatamente o que o diretor disse. E ainda que eu a considere como uma mãe, não poderá impedir nem a mim, nem a Harry – disse ela séria – Quanto ao seu filho – falou se referindo obviamente a Rony – Será bem vindo, mas nunca obrigado.
Hermione deixou todos chocados pela atitude. Porém, estes pensavam que se devia aos fatos relacionados aos pais dela, o que de certa forma explicaria a mudança da amiga.
- Não vai dizer onde esteve todo esse tempo? – perguntou Moody apoiado na bengala – Visitamos seus pais e vocês não estavam lá.
- Como disse, estava sob ordens do diretor...
- E como você explica o fato de comensais terem mandado um corpo como o seu para a escola?!
- Bem lembrado, Prof Moody – disse Hermione – Eu iria tocar justamente nesse ponto. Obviamente os comensais souberam que eu havia sumido, já que muitos sonserinos continuaram na escola, inclusive filhos de comensais. Logo devem ter pensado em mandar um corpo transfigurado para desestruturar Harry, e induzi-lo a fazer alguma besteira...
- Você andou pensando muito sobre isso... – latiu o velho bruxo acusativo.
- Ainda não terminei – disse Hermione – Agora veja minha surpresa, quando vi no jornal que eu estava morta?! E que entre tantos aurores e ex-aurores na ordem, nenhum teve a brilhante ideia de verificar se o corpo era realmente meu.
- Todos estávamos abalados – retrucou Tonks, meio ofendida.
- Nós não imaginávamos que... – tentou Moody sendo cortado por Hermione.
- Isso mesmo, você não pensou professor – disse ela um pouco mais ríspida do que o necessário – Então coube a mim fazê-lo. Amanhã quero uma reunião com os membros de mais confiança da Ordem, preciso lhes passarem umas informações.
- Quem lhe elegeu a sucessora de Dumbledore? – debochou Moody.
- Tendo em vista que você não parece fazer nada além de acusar aliados, alguém tem que fazer o trabalho pesado – disse Hermione – Alguns de nós vivem o presente, com os olhos no futuro. E não em um passado remoto de glórias... Se me dão licença... – continuou, se levantando – Sra Weasley, há um lugar para mim?
- Sempre querida – disse a Mulher atônita – Gina, leve Hermione para o quarto.
Hermione subiu em silencio as escadas lado a lado com a amiga, ela quase podia sentir a vontade de Gina de perguntar alguma coisa.
- Mione. – chamou quando abriu a porta do quarto e a morena foi em direção ao banheiro.
- O quê, Gina? – perguntou pacientemente.
- Você está bem?
- Ainda não – disse ela com um pesar real em sua voz – mas irei ficar, só preciso de um banho e uma boa noite de sono.
- Estávamos preocupados – disse a ruiva – Você lá fora, com os comensais a solta, e Snape...
- Tudo ficará bem – disse a morena sorrindo para a amiga – Amanhã tudo estará melhor.
A ruiva sorriu para a amiga, abraçando-a rapidamente e correndo para as escadas.
Quando Hermione ligou o chuveiro, e escutou o encanamento protestar ruidosamente, e a água começou a cair sobre seu rosto, ela se permitiu chorar mais uma vez aquela noite. As evidencias físicas da violência foram apagadas, mas a sua mente continuava em um turbilhão de pensamentos de emoções, Snape matara Dumbledore, a salvara das mãos de Belatriz, a tornara prisioneira, depois uma amiga, e pelo ultimo beijo que trocaram algo além disso. Não sabia o que a havia impulsionado a fazer aquilo, não... Na realidade, ela sabia, ela se apaixonara por ele, pelo homem por trás das vestes negras, pelo altruísmo, pelo amor, pelo homem que mesmo sendo obrigado a fazer um papel horrendo de alguma maneira demonstrou que tudo não passava de uma "ilusão" que o mesmo Snape que ficava com ela horas conversando sobre poções, ainda estava lá.
Algo dentro de Hermione se agitou, sabia que mentira a Gina, nunca mais seria como antes, ela não estaria melhor pela manhã.
Snape levantou cedo na manhã seguinte, do lado da cama estava a bandeja com o café da manhã que o elfo estranhamente começara a trazer no quarto. Ele tomou um banho demorado, sua mente parecendo bloquear todos os pensamentos e lembranças referentes a noite anterior. Foi apenas quando passou em frente o quarto de Hermione que a verdade o atingiu mais uma vez, e depois do terror, não conseguiu se impedir de levar a mão aos lábios finos ainda relembrando o beijo de despedida.
Ele espalmou a mão sobre a porta do quarto, seus olhos fechados para criar o mesmo ambiente que Hermione ocupara durante o mês que ficou hospedada. Ele girou a maçaneta, e apesar de ainda ser os mesmos móveis, as mesmas cores, não era o mesmo lugar, falta a vida, o riso, a alegria, faltava Hermione. Ele fechou a porta imediatamente, se repreendendo por pensar nela daquela forma, afinal sem dúvidas aquele beijo não significara nada, ele amava Lily, não havia mais espaços para ninguém ocupar. Ele andou pela casa estranhamente perdido em seu próprio lar, e alguns detalhes lhe chamaram atenção, havia um cheiro diferente no ar, haviam flores espalhadas em vasos discretos pela casa, tudo estava limpo e fresco.
- Flink – chamou, o elfo apareceu imediatamente.
- Sim, mestre Snape – falou o elfo fazendo uma reverência.
- O que significa isso?
- O que mestre? – perguntou o elfo aturdido.
- Essas flores, essa limpeza, o cheiro...
- Mas senhor, a semanas que a casa está assim... – falou confuso – Não estou entendendo.
- Quem fez isso?
- A Srta Granger, ela pediu... – disse Flink – Para deixar a casa mais feliz para o senhor, mestre.
- Hermione? – murmurrou.
- Esteve assim durante algumas semanas – disse o elfo com os grandes olhos brilhantes– Igual o seu café, ela disse que mestre Snape não se alimentava como devia, então mandou a casa dos elfos preparar seu café e levá-lo ao quarto...
- Ela mandou fazer tudo isso?! – perguntou quase para si mesmo.
- Sim, mestre Snape.
Snape olhou ao redor, sua casa estava impregnada da presença de Hermione, o cheiro dela, os lugares que eles compartilharam uma conversa, o toque dela em pequenas coisas, Merlin, ele poderia quase escutar a risada de Hermione se se concentrasse o suficiente. Ele precisava sair dali, não conseguiria manter sua sanidade se continuasse daquele jeito, ele tinha que matar a lembrança de Hermione Granger.
- Arrume minhas coisas, estou indo para Spinner's End.
- Mas senhor...
- Obedeça.
O elfo desapareceu. O dedo de Snape passou sobre uma pétala branca delicada da orquídea mais próxima, lembrou do toque suave de Hermione...Ele não a queria, ele nunca poderia tê-la, não havia um futuro para ele, muito menos para o que quer que os dois pudessem ter.
Os raios de sol adentraram pela cortina, acordando Hermione, ela sorriu satisfeita. Mais assim que seus olhos abriram ela percebeu que nãoe estava mais na casa de Snape, que não haveria nenhuma poção a ser feita no laboratório, ou discussão sobre algum artigo interessante, nem treinamentos, não haveria a corrida matinal, não haveria acima de tudo a presença dele.
Ela levantou da cama, para tomar a ducha, teria que descer e falar com os amigos, fingir que estava bem, colocar o plano em prática. Quando escutaram os passos dela na escada, Hermione percebeu que o silencio tomou conta de todos na cozinha.
- Bom dia – disse a todos.
- Bom dia, Mione – disse Rony cumprimentando-a alegremente, e mostrando o lugar vago ao seu lado na mesa.
- Dormiu bem, querida? – perguntou Molly.
- Tão bem quanto possível – respondeu sincera.
- Então, você não vai nos dizer o por que da reunião? – dperguntou Moody que estava escorado próximo a porta, os braços firmemente cruzados sobre o peito.
- Nem todos chegaram, Moody – disse Hermione enquanto se servia de ovos e bacon – Você terá que esperar como todos...
- Ora sua... – murmurou.
- Ela está certa, Moody – disse Tonks – O melhor é esperar todos chegarem.
Hermione comeu calmamente, ignorando os olhares de Moody que parecia enlouquecido com as atitudes dela. Bem, ele teria que superar isso dentro da Ordem ninguém estava tão interada na guerra quanto ela, e Hermione usaria isso a favor deles.
Perto das dez da manhã todos já estavam lá, confusos e ansiosos para saber o que Hermione tinha a dizer a eles.
- Obrigada à todos por virem aqui. – disse Hermione para todos que estavam sentados a mesa – Prometo não demorar, sei que vocês tem suas próprias coisas para cuidar. – continuou como todos continuavam calados – Como vocês já devem saber,e estive ausente desde o dia da morte de Dumbledore, cuidando de assuntos deixados por ele sobre minha incumbência. Muitos de vocês me viram crescer como a amiga de Harry Potter, hoje quero que desfaçam essa imagem. Sou apenas Hermione Granger, mais um soldado na guerra. Quando o diretor nos deixou – disse cuidadosamente – Ele disse que Harry Potter era nossa maior esperança, talvez a única chance de vencermos definitivamente essa guerra, ou morrermos lutando. Dumbledore sempre foi um homem de admirável visão...
- Só não quando se tratava de Snape – alfinetou Moody, e todos concordaram com ele.
- ... Por isso deixou alguns planos específicos para colocarmos em prática após a sua morte.
- Ele não nos disse nada – questionou Moody.
- Ele disse a mim, e eu sendo uma sangue-ruim, o alvo principal da causa de Voldemort, dificilmente estaria aqui tentando convence-los se não acreditasse que podemos vencer essa guerra.
- O que Dumbledore disse? – perguntou Kin.
- Como eu falei ontem, ele deixou algo que somente eu, Rony e Harry podemos fazer, sairemos de circulação por um tempo para cumprir as ordens dele.
- Se vocês precisaremd e ajuda?! – ofereceu Lupim.
- Não, isso é algo apenas entre o Trio de Ouro – disse um pequeno sorriso insinuando-se entre os lábios ao lembrar de Snape. – A maior preocupação de Dumbledore, era com a saída de Harry da casa dos tios. Como vocês sabem, ele morar com a tia cria uma proteção poderosa contra Voldemort, porém essa proteção irá acabar quando ele atingir a maior idade no mundo bruxo, o que será daqui a um mês.
- Então, devemos tirá-lo apenas quando a proteção cair – disse Moody.
- ... Dumbledore, tinha medo que agíssemos apressadamente, e retirássemos Harry antes do tempo – disse Hermione – Ou ainda, que deixássemos para o último dia, o melhor será tirá-lo de lá em duas semanas, temo o suficiente para nos prepararmos.
- Mas e a proteção?! – perguntou Moody – Não deveríamos aproveitá-la ao máximo?
- Isso é o que Voldemort espera, e o que o faremos acreditar – disse Hermione – Sabemos que Voldemort tomou o Ministério, então nossos agentes infiltrados – olhou para Kin e Tonks – Irão deixar "escapar" o boato de que só iremos transportá-lo no final do prazo, isso os deixará cegos.
Todos olharam abismados em concordância com Hermione, não se podia desafiar a lógica.
- Precisamos proteger a família de Harry, porque se os tios ou o primo cair nas mãos dos comensais, Harry não deixará nada acontecer a eles, apesar de tudo, e irá em busca deles. – disse Hermione – A melhor proteção que podemos dar a Harry é tirá-lo de lá, e trazê-lo para a Toca, a Ordem tem todas as possibilidades de dar proteção a ele.
- Como você espera que o tiremos de lá, Aparatação, Flu? – chacoteou Moddy.
- Não professor – disse Hermione – Como vocês devem saber toda a área ao redor de Harry deve está sendo monitorada pelo ministério, logo por Voldemort. Mas até o ministério tem dificuldades para monitorar todo o céu.
- Você quer tirá-lo de lá, em uma vassoura? – perguntou Minerva.
- E no que mais conseguirmos – disse Hermione – Hagrid você estará encarregado do transporte.
- Deixe comigo, Hermione – disse o meio gigante feliz.
-Não ficará meio estranho um grande número de bruxos voando na mesma direção, Hermione? – perguntou Rony.
- Sim, por isso iremos fazer vários pontos de encontro em casa de diferentes membros da Ordem, e colocaremos chave de Portais para trazerem todos para cá – disse ela séria surpreendendo a todos – Isso servirá para o caso improvável deles adivinharem o dia que iremos buscá-lo. Precisamos esconder Harry, porque é claro que Voldemort irá atrás dele.
- Há a capa – ofereceu Gina.
- Creio que no ar não é uma boa opção.
- O melhor seria algo para confundi-los. – disse Hermione como se estivesse considerando a possibilidade – Pensei em alguns de nós nos transformarmos em "Harry's" para despistar, e poderíamos sair em duplas, um "Harry" para cada "guardador", mas precisaríamos de Poção Polissuco...
- Polissuco? – perguntou Moody?
- Sim, Moody - bufou Hermione – Seria a medida mais eficaz, percebe?Teríamos vários "Harrys", e caso houvesse comensais nos esperando não teriam como saber quem era o verdadeiro. Não se preocupe, se chegarmos a usá-la levarei em conta seu passado com a poção.
- Acho que você está fantasiando, garota insolente
- Não, Moody – disse Hermione, e quase imperceptivelmente fez um movimento de varinha em direção a Mundungus – Estou dando opções, a única dificuldade é que não temos tempo para preparar a poção...
- Eu tenho litros dela – disse Mundugus – Roubei das masmorras de Snape
- Isso é perfeito – disse Hermione sorrindo – Onde está?... Não importa irei com você, iremos trazê-la, e teremos sete Potter's, Voldemort não saberá o que fazer.
- Porque sete? – perguntou Moody em uma última tentativa de de irritá-la.
- Sete sempre foi meu número da sorte.
N/A: VOLTEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
Gente linda,primeiro MUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIITO OBRIGADA por todas as mensagens lindas que me deixaram,pelos pedidos de volta a ativa hahah
O que acharam do capítulo? Pensaram que haveria um Sev jr. a caminho? Agora ainda não é a hora haha
Considerações:
1º Meu povo lindo, estou em um trabalho novo então milhões de responsabilidades e desafios, nesse momento estou no plantão, e os velhinhos estão gritando pedindo viagra, e eu aqui digitando enlouquecidamente no teclado quebrado da farmácia hahaah
2º A querida Camila Lino, se despediu do mundo das fics por motivos pessoais... Então há uma vaga de beta vazia, algum candidato? hahah
3º Esse capítulo não foi betado, pq não consegui entrar em contato com a Gigi Vieira, então qualquer erro, tudo culpa minha e da minha pressa de postar.
4º Tenham paciencia comigo, prometo que o próximo capítulo será muito mais interessante.
E no próximo capítulo: Sevy disfarçado no casamento da Fleur... hahahah Ciúmes mode on husahsuah
Beijos,amores. Me deixem comentários, eles fazem o meu dia mais feliz. =*
