Capítulo dez
Caos.
Tudo que pretendia evitar foi o que acabou acontecendo. E Draco não estava nem um pouquinho feliz com isso, não mesmo. Perguntava-se onde sua mãe havia aprendido a contar, pois os cinco ou seis comensais que viriam para ver o show da morte de Dumbledore se multiplicaram por três. Maldita inocência de pensar que seria capaz de surpreender Voldemort.
O plano tinha sido executado conforme ele e a Weasley planejaram. Os professores se aglomeraram na Sala Precisa pensando que o Malfoy não sabia de sua presença, e aguardaram pela chegada dos comensais, assim como Potter e aquele bando de grifinórios e corvinais inconvenientes que Draco detestava. Todos escondidos entre as bagunças do local enquanto cabia a ele enviar o sinal de que estava tudo conforme o planejado e esperar pelos convidados.
Quando a porta do armário se abriu, uma infinidade de comensais começou a sair correndo, sendo imediatamente atacada por alunos e professores. Claro que próprio Voldemort e sua trupe não deram as caras, mas os capachos? Estavam todos ali. Saíram como um enxame de abelhas de dentro daquele maldito troço de madeira e seu plano foi por água abaixo. O número de invasores era tão superior ao que Narcisa informara que Draco começou a se questionar se fora ou não proposital, por que não era possível...
Então um terrível duelo começou, feitiços raspando de um lado para o outro quando, do nada, alguém explodiu a porta da Sala Precisa possibilitando que os comensais saíssem se espalhando pelo castelo. Foi aí que uma correria dos diabos começou, os professores tentaram ir atrás dos aliados de Voldemort e Potter se jogou no chão, todo contorcido, apertando aquela maldita cicatriz enquanto o restante das pessoas se preocupava em sobreviver.
Por fim, Dumbledore sumiu com o Potter para tentar auxiliá-lo, mas Draco tinha perfeita consciência de que o Cicatriz iria sofrer até Voldemort ficar satisfeito, pois quando aquele bicho resolvia implicar com alguma coisa, ninguém conseguia impedi-lo.
Agora, com o castelo cheio de comensais em pleno horário do jantar e um Potter desmaiado, largado na sala de Dumbledore junto com o velho, restava ainda menos ajuda para aquela situação. Draco não entendia muito bem a conexão que o Cicatriz tinha com Voldemort, mas, seja lá como fosse, estava pegando fogo aquele dia.
Draco lembrava-se de ver, uma vez, Voldemort plantar meia dúzia de memórias falsas na cabeça de Harry por pura diversão. Será que o lance ainda era o mesmo? Jamais saberia.
Só sabia que devia mesmo ter matado aquele velho inútil, pois onde estava ele quando se precisava? Exatamente, consolando o Potter. Pelo amor de Merlin, alguém chame a Madame Pomfrey que ela resolve rapidinho! Ou simplesmente deixem-no morrer! Mas não. Agora a escola toda corria, em polvorosa, e Draco tinha certeza de que aquele era apenas um alerta, um sinal para que Dumbledore ficasse bem esperto do que poderia acontecer com Hogwarts caso Voldemort ficasse entediado em uma manhã de domingo.
Porém, o Malfoy também tinha ciência de que aquela pequena surpresa que Voldemort planejara não significava absolutamente nada para ele. Neste ponto, Gina tinha acertado em cheio. Uma vida não valia porcaria nenhuma para o lorde das trevas. Nem mesmo a de algum servo.
Como não dava para simplesmente desaparatar de dentro de Hogwarts, os comensais foram obrigados a ficar e lutar mesmo sendo todos um bando de ratos medrosos. A parte legal é que Voldemort jamais saberia da traição de Draco, pois Gina conseguira mesmo que aquele monte de gente entrasse na Sala Precisa sem que ele parecesse ter ciência do que estava havendo. Ponto para a Weasley.
De forma que, mesmo que alguém (lê-se professor Snape, Crabbe, Goyle ou qualquer traidor que quisesse ferrar com Draco) contasse para Voldemort, não havia como provar que a culpa era dele. Ora bolas, podiam tê-lo visto, certo? Grifinórios estão por toda parte... e justamente esse "álibi" é o que permitiria que o Malfoy continuasse ganhando algumas informações valiosas para Gina e seus amigos insuportáveis. Iupi.
Porém, naquele momento, nada disso parecia lhe perturbar tanto quanto o fato de que não vira mais a bendita Weasley e estava começando a ficar realmente preocupado. Sabia que ela havia dado um baita trabalho para seu pai no ano anterior, pois, aparentemente, tinha um poder descomunal em estuporar os outros. Mas se perguntava se isso seria o suficiente para livrar sua pele.
Continuava descendo as escadas que guiavam até o salão quando a viu parada, no último degrau, esfregando a testa para limpar o suor. Um suspiro de alívio escapou por seus lábios, fazendo com que Draco travasse logo em seguida, sem conseguir dar mais um passo. Por que diabos estava preocupado com a Weasley? Desde quando fazia alguma diferença se ela ia viver ou morrer naquela guerra idiota, por Merlin!
Enquanto ficava a encarando, com todo aquele conflito mental, Gina pareceu notar seu olhar e girou nos calcanhares de forma que ficasse de frente para o loiro. Um sorriso tão aliviado quando o suspiro de Draco se formou nos lábios daquele rosto sardento, cheio de fuligem, que o Malfoy vira tanto nos últimos dias.
Gina começou a subir os degraus, reduzindo a distância que havia entre os dois. Ficou observando-a enquanto subia, toda apressada. Os cabelos ruivos desgrenhados, cheios de fios espetados que a deixavam parecendo mais louca do que já era. As mangas brancas da camisa do uniforme chamuscadas pela mesma fuligem de seu rosto, a saia rasgada na barra e as pernas igualmente sujas. Será que aquela maluca tinha explodido alguém?
- Acho que as coisas saíram de controle, né?
A voz de Gina o tirou de seus pensamentos. Ela dava um sorriso cansado, como se houvesse ganhado um jogo de quadribol após horas de empenho. Esfregou um pouco o rosto para limpar a fuligem e Draco quase riu, ao notar que o gesto a deixava parecendo um esquilo.
- Ah, você acha? Eu acho que minha mãe teve aprovação automática em cálculo, por que só por Merlin!
E Gina riu, lhe erguendo os olhos castanhos e tentando inutilmente limpar o rosto com a barra da camisa branca, mas seja lá o que fosse aquela coisa preta que parecia fuligem, estava impregnada na pele dela.
A verdade é que Gina estava envergonhada, pois Draco continuava tão limpo como quando o vira aquela manhã. E ela, por outro lado, parecia ter saído da lama. Não fazia ideia de como se sujara tanto, mas tinha certeza que ele iria zombar disso depois, assim que tivesse chance.
- Ah, tudo bem. Ao menos ainda estamos vivos, né? Ouvi dizer que a professora Minerva está acorrentando todos eles nas masmorras...
E Draco torceu o nariz. Ficou pensando na linha tênue que o separava dos outros comensais e o restringia de ficar pendurado pelos pés ou ser feito de petisco para o cachorro de três cabeças. Não se lembrava, porém, de ter visto sua tia em toda aquela confusão e deduziu que ou ela estava muito bem escondida, ou resolvera faltar no brilhante evento de última hora.
Reparou que Gina percebera seu incomodo com a situação quando lhe encarou com aqueles olhos castanhos grandes e repletos de compaixão. Isso o fez bufar, pois detestava aquele jeito de mártir da bondade que a Weasley carregava dentro de si.
- Se Dumbledore não estivesse tão ocupado lambendo Potter, com certeza esse fuzuê já teria...
Draco ia completar sua frase quando foi brutalmente interrompido por Ronald Weasley. Gina virou-se na direção do irmão tão surpresa quanto Draco, ao ouvi-lo gritar seu nome, como se estivesse realmente muito irritado. A expressão descontrolada de Rony fez com que a Weasley bufasse e cruzasse os braços, sem muita paciência para drama naquela altura do campeonato.
Bem que a Granger estava tentando impedir que ele fosse daquela forma para perto de Draco e Gina, mas o Weasley parecia fora de controle. Saiu arrastando a menina junto enquanto caminhava, com o rosto vermelho, na direção dos dois.
- Gina, ele está te perturbando? O que esse comensal idiota quer com você?
Gina respirou fundo e virou-se para o irmão, dizendo que o Malfoy não a estava causando qualquer mal. Hermione resmungava alguma coisa como "não seja idiota", mas, ao que tudo indicava, Rony não estava realmente ouvindo. Encarava Draco cheio de raiva, como se a culpa de tudo aquilo fosse dele.
"E é mesmo", Draco pensou enquanto encarava o ruivo com desdém. Chegou até a dar um tchauzinho cínico para Rony, que bufou.
- Você devia espioná-lo, Gina, e não ficar de papo com ele.
Assim que Rony disse isso, foi como se o tempo tivesse parado. Os olhos de Gina se fecharam automaticamente e o rosto dela assumiu uma expressão quase que de dor. Maldito irmão dos infernos que sempre aparecia nas horas erradas e falava demais!
Draco virou o rosto para ela, com os olhos cinzentos arregalados, esperando uma resposta. Qualquer uma que fosse. Sabia muito bem que Gina não ia mentir, e por isso a ruiva permanecia em silêncio. Por fim, inclinou o rosto sardento para o lado, como se pedisse por piedade.
- Malfoy, eu...
- Você devia o que?
Draco olhou para Gina muito sério, sem qualquer traço de brincadeira em sua voz. A ruiva suspirou e começou a balançar as mãos, deixando o irmão de lado por um momento. Hermione deu um puxão mais forte no ombro de Rony, que se sacudiu, tentando livrar-se dela.
- Não é nada disso, me deixa explicar...
A voz de Gina soou muito mais temerosa e apreensiva do que ela pretendia, mas precisava fazer alguma coisa. Rony não podia simplesmente chegar e destruir a convivência pacífica que ela se esforçara tanto para conseguir, era injusto. Porém, pelo pouco que conhecia o Malfoy, supôs que não havia muito que pudesse dizer para rever aquela situação.
- Você não deve satisfação a ele, Ginny! É só mais um comensal nojento!
Rony se intrometeu mais uma vez, apontando acusadoramente para Malfoy, como quem acaba de descobrir um assassino de golfinhos. Hermione bufou mais uma vez e sacou a varinha, provavelmente pensando em algum feitiço que deixasse o ruivo sem o dom da palavra. Mas Draco foi mais rápido.
E nem precisou de um feitiço.
- Será que dá para calar a boca? Estou tentando falar com a Weasley sete, você sabe contar? Exatamente, não é você.
Os lábios de Gina se contraíram em um movimento quase involuntário e ela fechou os olhos, tão nervosa e desconcertada que mal podia bolar uma frase. Foi logo colocando-se entre Draco e Rony, estendendo os braços e balançando freneticamente, como um boneco de posto, pois tinha certeza que não ia demorar para que seu irmão partisse para a violência.
- Pelo amor de Merlin, parem com isso!
Gina gritou enquanto tentava acabar com aquela discussão. Já estava vermelha e ainda mais descabelada que há cinco minutos, completamente irritada com o irmão e sem a menor coragem de olhar para o Malfoy, pois sabia que qualquer passo em falso prejudicaria todo seu plano de continuar ganhando informações privilegiadas do clubinho do Você-sabe-quem. Porém, antes que decidisse o que fazer ou com qual dos dois falar, Draco inclinou o rosto para baixo, falando num sussurro em seu ouvido a confirmação de que estava tudo acabado.
- Não se preocupe, Weasley. Nenhum comensal vai mais tomar seu tempo.
Durante um segundo, os olhos cinzentos de Draco e os castanhos de Gina se encontraram. Ele estava frio e decepcionado, de uma forma que ela nunca vira antes. E por algum motivo, sentiu um aperto no peito por tê-lo deixado ciente de suas intenções ao se aproximar e tentar fazê-lo mudar de ideia.
Abriu a boca para tentar se defender ou ao menos rebater a acusação, mas ele não pareceu nem um pouco interessado e virou-se de costas, subindo as escadarias do castelo com passos apressados, deixando uma Gina melancólica, que não acreditava no que estava acontecendo.
Foi então que, de supetão, a ruiva virou-se na direção do irmão e começou a lhe socar o braço, toda desengonçada, querendo mesmo era lhe dar um tapão bem no meio da cara. Rony se assustou e foi recuando enquanto Gina grunhia e já dava indícios de querer pular em sua garganta.
- Ei, ei, ei, é assim que me agradece por te salvar deste...
- Ah, cala a boca! Você não sabe de nada!
Gina interrompeu o irmão e começou a subir correndo atrás do Malfoy, deixando Rony totalmente confuso e sem saber o que havia feito de errado. Hermione suspirou e coçou a cabeça, pensando em como Rony conseguia ser tão desastroso, mesmo quando só queria ajudar.
Era difícil alcançar Draco, primeiro por que ele era rápido. Segundo por que com aquele corre-corre no castelo, perdeu muito tempo desviando dos outros e foi difícil até não o perder de vista. Terceiro por que estava praguejando muito, o que lhe fazia perder um pouco o folego.
Draco estava bem bravo. Furioso.
Desejava que algum dos comensais idiotas surgissem em sua frente só para poder estuporar alguma coisa. Estava farto, farto de guerra, farto de Voldemort, farto de ser enganado, farto de ser usado, farto da Weasley e sua impertinência maldita que o fizera ceder e ajuda-la, pensando que estava finalmente tomando uma atitude com a própria cabeça quando, na verdade, continuava sendo apenas um peão no meio de um jogo que ele não escolhera participar.
Sentia-se humilhado. Havia se deixado enganar por uma Weasley. Uma WEASLEY! Por Merlin, poderia haver na Terra algo pior que isso? Uma menina daquele tamanho, com tanta audácia e prepotência praticamente lhe colocara um cabresto e fizera lhe ajudar em seus planos sagrados de devoção ao Potter, e ele? O que havia sido no meio dessa história se não um lacaio?
Só de pensar que arriscara seu pescoço e a vida de sua família por causa das malditas palavras que ela plantara tão minuciosamente em seu cérebro, tinha vontade de explodir. Todo aquele papo de ser quem ele gostaria de ser, não ouvir os outros, mentira, papo furado, coisas que o Potter provavelmente a instruíra a fazer.
Quando começou a ouvir o irritante e tão conhecido "plec, plec" característico dos sapatos de segunda mão de Gina, ele não se virou. A ouviu arfar enquanto corria e chamou por ele, de uma maneira tão desesperada em ansiosa que Draco pensou em lhe dar um prêmio pela atuação. Aquela cena toda soava tão ridícula, tudo soava tão imbecil que o Malfoy queria apenas poder aparatar em qualquer lugar, bem longe daquela maldita confusão
- Malfoy!
Gina gritou bem alto, ainda correndo, completamente frustrada por estar sendo ignorada. Sabia que aquele poço de egocentrismo e arrogância estava lhe escutando muito bem, mas por orgulho não queria falar com ela. E isso a irritava, pois era injusto que não tivesse a chance de se defender e dar sua versão.
Quando conseguiu alcança-lo, deu-lhe um empurrão que o fez desequilibrar, parando logo em seguida e olhando para Gina com um ar de superioridade que já quase não existia mais. E isso a entristeceu, pois o que antes era ódio, lentamente tornava-se em apenas gracinhas e comentários irônicos. Doía ver aquela regressão e a volta de um abismo entre eles.
- Por favor, pensei que tivéssemos superado...
- Não há nada a ser superado. Você me enganou, foi descoberta, se atolou na própria bosta que você fez e espera o que? Que eu te escute? Eu não sou o Potter.
Gina suspirou e largou os ombros, baixando a vista e erguendo uma das mãos para massagear a testa suja enquanto Draco enumerava nos dedos os horríveis crimes de Ginevra Weasley. Ela cruzou os braços logo em seguida, abrindo os lábios e pronta para rebater, mas o Malfoy foi mais rápido, segurando-a pelo antebraço com força.
- O que você está tentando fazer? Ganhar pontos com o Potter por ter conseguido ser a heroína que ele procura? Aquela que enganou um Malfoy e salvou a vida de Dumbledore. Um baita título, eim, Weasley?
Gina arquejou enquanto ele a empurrava para a parede e segurava firmemente seu antebraço. Olhou assustada para a mão dele em sua pele e novamente para seu rosto, sem nenhum traço amigável ou de brincadeira, como já estava começando a se acostumar.
Aquele Malfoy, com um olhar psicopata e tempestuoso não era o mesmo que vinha lhe recebendo no quarto e elaborando planos ao seu lado sobre o ataque dos comensais e como seria depois para conseguir mais informações e prosseguir com a ideia de sempre surpreender Você-sabe-quem. Não, aquele ali definitivamente era outra pessoa. Um que Gina ainda não conhecia, outro lado de uma moeda tão familiar.
- Me solta.
Ela arquejou, puxando o braço para perto de seu corpo. Tentou esquecer o quão assustada estava com aquela reação e mostrar um pouco de fibra. Afinal, quem ele pensava que era para lhe segurar daquele jeito, prendê-la numa parede e lhe aterrorizar com aqueles olhos de tempestade.
Porém, Draco não o fez. Continuou com os dedos contornando o pulso da Weasley enquanto tentava transmitir a ela a magnitude da raiva que havia lhe causado. Não gostava nem um pouco de se sentir usado e feito de besta, e era exatamente assim que estava agora.
- Então esse era o favorzinho que estava fazendo para o Potter na Sala Precisa? Cuidando de se assegurar que o Malfoy não estava fazendo nada de errado?
Gina deu um puxão com força e conseguiu soltar seu pulso da mão gelada de Draco, apontando-lhe o dedo indicador enquanto falava, tentando voltar a ter alguma voz ativa naquele maldito monólogo que ele travara com ela.
- Eu nunca disse que queria ser sua amiga! Eu nunca disse que não estava na Sala Precisa bisbilhotando o que estava fazendo!
Um tapa, como aquele que Gina lhe dera na torre de astronomia, teria doído menos. Draco arqueou as sobrancelhas e um sorriso desesperado tomou espaço em seus lábios, fazendo com que a Weasley se irritasse ainda mais. Estava vermelha, ficando cansada mesmo de toda aquela situação. Afinal de contas, o que ele esperava que ela estivesse fazendo na Sala Precisa? Coletando móveis para a sala comunal da Grifinória?
- Eu nunca menti para você! Sempre fui muito clara com relação aos meus interesses e se você pensou que eu estava preocupada com você, a culpa não é minha!
Silêncio. Draco e Gina ficaram se encarando por um tempo, como se fossem soltar faíscas a qualquer momento. Ele ergueu a mão para segurar os ombros da ruiva, que deu um tapa forte em seu antebraço e bufou, apertando os olhos e ficando na ponta dos pés, para ficar um pouco mais próxima do Malfoy.
- Para de ser idiota! Não precisa ser assim!
Ela arfou, olhando seriamente em seus olhos cinzentos. Draco a achou audaciosa, especialmente por tentar convencê-lo de que a culpa de ter sido usado era apenas dele.
- Eu tenho que dar os parabéns, Weasley. Está aí uma coisa que nunca, em todos esses anos de Hogwarts, pensei em fazer com você: lhe usar como se fosse um maldito peão de xadrez e ainda tentar lhe culpar por isso.
Gina parou de ficar na ponta dos pés ao notar que o tom de voz dele havia diminuído. Cruzou os braços contra o peito, parecendo uma criança emburrada, apertando as sobrancelhas e torcendo os lábios em uma expressão de desagrado. Não era justo que Draco lhe acusasse de tê-lo usado, pois haviam entrado em um acordo que favorecia ambas as partes. Não era como se fosse sua culpa que o Malfoy não concordava com Você-sabe-quem desde o início.
- Isso diz mais sobre mim que sobre você. Se eu não fosse totalmente crente de que estou do lado certo da situação, talvez você tentasse. Você-sabe-quem tentou e falhou.
- O nome dele é Voldemort!
Draco gritou, irritado da petulância e do comentário de Gina, que o culpava ainda mais por nunca ter sido um assassino, como Voldemort esperava que fosse. Então olhou com desprezo para a ruiva, que o encarava de saco cheio de toda aquela briga.
Então o loiro respirou, ponderando por um momento e voltando a se acalmar. Deu um olhar frio e insensível para Gina, enquanto escolhia bem as palavras que usaria para ela soubesse que, qualquer que fosse o acordo de paz que tinham, acabava ali.
- Acabou, Weasley. De certa forma, tenho que dizer que foi uma boa jogada. Se eu fosse o Potter, estaria orgulhoso dos seus resultados.
E virou as costas para Gina, voltando a caminhar na direção da sala de Dumbledore. Gina ficou olhando para ele enquanto se afastava lentamente, andando pelo corredor como se nada houvesse acontecido. Então ela cerrou os punhos e gritou com força, para que tivesse certeza de que ele ia ouvir.
- Eu não sou a porra do Harry Potter!
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N/A: Oi gente, tudubom? Gostaram do capítulo mais dramático da fanfic (até agora)? Espero que sim, pois eu gostei muito de escrevê-lo. Adoro ver o circo pegar fogo hahahahahaha. Agora, com todos esses desentendimentos é que o negócio vai ficar interessante :P
RebecaMCP OI RÊ! Sim, inclusive, se as coisas dessem errado quem ia sair mais lascado era ele. Enfim, as coisas fugiram um pouco do controle mas não a ponto de o Draco ser escurraçado de casa (ou será que não? Hahahahaha) Pois é, agora com esse desentendimento as coisas vão ficar um pouco mais complicadas e sigo aqui, segurando o romance hahahahahah Ah, umas fanfics antigas são excelentes. O Manual de Sobrevivência era uma das minhas favoritas, pois é tão engraçado! E a autora tem uma série de outras fanfics que super valem a pena =) A Flora também continua uma grande inspiração até hoje, mas acho que da Flora você já deve ter ouvido falar. Enfim, muito obrigada por continuar acompanhando e comentando, adoro seus reviews! Um beijo e até semana que vem!
Ania Lupin Oi Ania! SIM, TOTALMENTE CALARIA A BOCA DELE COM A MINHA HAHAHAHAHAHAHAHA Entretanto eles ainda tem um meio muro ai para quebrar e agora com essa treta as coisas vão ficar mais enroladas =B Hm, queria muito poder responder se você acertou ou não, mas acho que vocês vão me matar se eu der spoilers né? hihihihihi muito obrigada por acompanhar e comentar, Ania! Te espero aqui semana que vem! Beijos
Gi Giudicelli Oi Gi! Não postei na sexta, mas postei antes da próxima, olhai hahahaha Então, é tão difícil ficar adiando as coisas, dá uma baita vontade de vê-los juntos e saltitantes... MAS NÃO hahahahahaha Vamos colocar tretas no meio da situação para ficar interessante. Sim, o período de tempo é esse mesmo, tá certinho. Foi muito difícil para mim decidir se o Dumby ia ou não vestir o paletó de madeira, mas acabei optando pelo caminho mais fácil. No próximo capítulo descobrirá! ;) Muito obrigada por acompanhar e comentar, espero que continue gostando e te espero aqui na próxima semana eim? Beijos!
