Beta: TaXXTi
Ligações Perigosas
Capítulo 10
Jared estranhou o fato de Jensen ter ligado e pedido que fosse até sua casa em plena quarta-feira, dia de trabalho, mas acabou fazendo o que o amigo pediu e foi vê-lo no final da tarde.
- Pra você me chamar assim, no meio da semana, eu presumo que não seja coisa boa. Você e o Matt brigaram de novo? – Jared falou assim que entrou na casa do loiro e se acomodou no sofá da sala.
- Não, não tem nada a ver conosco, o Matt está trabalhando. Eu te chamei agora, porque... Jay, o que eu tenho pra te dizer é algo muito delicado, e... Eu não sei nem por onde começar.
- Droga Jensen, você está me assustando. Aconteceu alguma coisa com o Thomas? - Jared sabia que por causa do seu trabalho como assistente social, Jensen fazia visitas periódicas nos lares provisórios.
- Não. Não, o Thomas está bem, eu o vi hoje pela manhã e ele está ótimo, é só que... Tem algo sobre a situação dele que eu preciso compartilhar com você. Quero dizer, eu sei que você vem lutando pra ter novamente a guarda do menino e sei o quanto isso significa pra você, mas... mas às vezes, você precisa parar e pensar no que é o melhor pra ele, e...
- Para de enrolar e fala logo o que você tem pra dizer, Jensen.
- Tem uma família interessada em adotar o Thomas – Jensen se levantou e passou a andar pela sala, tentando explicar aquilo da melhor maneira. - Eu nem estaria aqui te falando isso se não os tivesse conhecido, e... É um casal jovem, com excelente situação financeira, são pessoas incríveis e eles já tem outros dois filhos adotados, uma menina de cinco anos e um menino de quatro. Eles ficaram encantados com o Tom, e eu achei que você deveria saber, porque...
- Porque você acha que eles serão uma família melhor do que eu - Jared completou a frase, com o olhar distante.
- Eu não disse isso, Jay, eu só...
Num ato impulsivo, Jared se levantou e deu um soco no meio da cara de Jensen, derrubando o loiro contra a parede.
- Pelo menos seja homem pra dizer isso na minha cara! – Jared praticamente gritou, segurando o amigo pela gola da camisa.
- Que merda está acontecendo aqui? – Matt Bomer entrou em casa naquele momento e tirou Jared de cima de Jensen, o agarrando pelo colarinho da camisa e socando suas costas contra a parede. – Seu filho de uma puta – Matt deu um soco, atingindo o lado direito do rosto de Jared, o fazendo se desequilibrar. – Você vai voltar pra cadeia, que é o lugar de onde nunca devia ter saído.
Jared sentiu o impacto das suas costas contra a parede e deixou seu corpo escorregar por ela, se sentando no chão. Tinha ferrado com tudo mais uma vez. Sabia que tinha destruído sua vida mais uma vez quando viu Matt pegar o telefone, ligando para a polícia.
- Larga isso, Matt – A voz de Jensen surpreendeu aos dois. O loiro arrancou o telefone da mão do seu namorado e o colocou de volta no gancho.
- O que você está fazendo, Jensen? – Bomer tinha fúria na voz.
- Isso é um assunto meu e do Jared. Você não tem o direito de denunciá-lo.
- Ele acabou de te agredir dentro da nossa casa, Jensen. E você ainda quer defendê-lo?
- Eu não estou defendendo ninguém. Mas se ele for preso por sua causa, eu vou embora desta casa e você nunca mais vai me ver na sua frente, Matt. Pense bem no que você irá fazer – Jensen estava desesperado e arrependido pelo que havia provocado.
- É melhor você cair fora daqui agora mesmo, Padalecki. Ou você vai se arrepender amargamente – Matt cuspiu as palavras, tentando controlar sua raiva.
Jared se levantou, sentindo dor em suas costas e em seu rosto, e saiu da casa, sem sequer olhar para Jensen.
- Acho que ficou bem claro de que lado você está, não é mesmo? – Bomer olhou para o seu namorado, depois que Jared saiu, cheio de mágoa na voz.
- Não é essa a questão, Matt. As coisas que eu disse pro Jared, eu... Eu teria reagido da mesma maneira no lugar dele.
- Ele não tinha o direito de te agredir.
- E eu não tinha o direito de dizer aquilo, de machucá-lo ainda mais. Ele já sofre o suficiente pela falta do filho.
- Você só estava pensando no bem do garoto, Jensen. O Jared deveria entender isso.
- O Thomas é tudo o que ele tem, a sua única esperança. Se tirarem isso dele, eu temo que...
- Que ele faça outra besteira? É só o que ele tem feito a vida inteira, não é? - Matt abriu os braços.
- Ele está tentando consertar seus erros, Matt. Nós não podemos julgá-lo.
- Não. Eu só não sei se eu ainda tenho paciência pra isso. Quando a metade dos nossos problemas ou das nossas brigas são sobre ele – Matt falou e saiu, batendo a porta com força.
- x -
Jared voltou para a casa de Jeffrey, e foi direto para a academia, onde havia um saco de boxe. Nem se deu o trabalho de colocar as luvas e passou a socar o objeto, descarregando toda a sua fúria.
O que mais machucava, no fundo, era saber que Jensen estava certo. Tinha sido um irresponsável sua vida toda. Só tinha feito uma besteira atrás da outra e por isso seu filho agora estava em um lar provisório, crescendo em meio a outras pessoas. E o que mais doía era saber que provavelmente ele estava bem melhor assim.
Jared continuou socando e socando, sentindo suas mãos arderem e sangrarem, mas não importava, só queria poder rasgar seu peito ao meio e arrancar toda aquela dor que estava sentindo.
- Que caralho você pensa que está fazendo? Por que não colocou as porras das luvas? – Jeffrey segurou suas mãos, o impedindo de continuar a socar.
- O meu linguajar chulo veio do tempo em que eu fiquei na prisão. De onde veio o seu? – Jared o encarou, tentando controlar sua raiva.
- Deve ser a convivência – Morgan bufou. – Sério Jared, o que você pensa que está fazendo?
- Socando?
- Eu espero que você não esteja pensando em mim, enquanto faz isso.
- Se eu estivesse pensando em você, teria um buraquinho no saco e eu provavelmente estaria pelado – Jared brincou, sem humor.
Jeffrey o olhou de cara feia e pegou o kit de primeiro socorros na gaveta, inconformado com suas mãos machucadas.
- De onde vem tanta raiva, Jared? E por que descontá-la desse jeito? Machucando a si mesmo? – Jeffrey estava um pouco assustado.
- Você queria o quê? Que eu entrasse no seu carro e chorasse atrás do volante?
- Sabe, às vezes conversar sobre o problema ou até mesmo chorar no ombro de alguém pode resolver.
- Eu não vou chorar.
- Por que homem não chora? – Jeffrey ergueu as sobrancelhas.
- Porque a Tati acha que chorar é coisa de maricas.
- O quê? Quem é a Tati? – Morgan franziu o cenho, sem entender nada.
- Não vem ao caso. Eu não vou chorar e pronto.
- E o que é esse machucado no seu rosto? Você deu com a cara no saco de boxe também?
- Mais ou menos isso.
- Não por nada, Jared, mas você está em liberdade condicional. Não deveria ficar longe de encrencas? – Havia preocupação em sua voz.
- Você sentiria a minha falta? Se eu fosse preso? - Jared o olhou, curioso.
- Provavelmente eu lamentaria pelo dinheiro que investi em você.
- Ninguém sentiria, essa é a verdade. Provavelmente alguns até ficariam felizes. Ou até se eu morresse, quem sabe - Jared ficou pensativo por um instante. – Foda-se! Eu não vou dar esse gostinho pra ninguém.
- Não fale tanta merda, garoto – Jeffrey não entendia o motivo de toda aquela agressividade, mas sabia que de nada adiantaria perguntar. – Deixe eu cuidar direito dessas suas mãos.
Jeffrey segurou a mão do outro com carinho e passou antisséptico, limpando os ferimentos com uma gaze. Ficaram em silêncio por um tempo, cada um perdido em seus pensamentos.
- Jeff?
- Hmm?
- Você já teve que tomar alguma decisão que afetasse não só a sua vida, mas de alguém que você ama muito?
- Acho que a maioria das decisões que eu tomo no dia a dia afetam a vida de alguém.
- Eu não estou falando financeiramente, mas...
- Jared, você quer me contar o que está acontecendo? – Jeffrey parou o que fazia e o olhou nos olhos. – É, eu imaginei que não - Falou quando não obteve resposta. – Está com fome? Quer comer alguma coisa?
- Não.
- Então venha comigo – Guardou o kit de primeiros socorros e foi até o seu quarto, com Jared o seguindo.
Morgan tirou as próprias roupas, ficando apenas de cueca e camiseta e se deitou na cama, debaixo das cobertas.
- Tire esse uniforme e deite-se aqui – Falou para o seu motorista, que parecia estar com a cabeça há quilômetros de distância dali.
- O quê?
- Eu quero que você se deite comigo.
- Jeff, eu não... eu não estou com cabeça pra fazer sexo agora. Eu acho que eu nem consigo...
- Dá pra você fazer o que eu pedi e parar de reclamar? – Falou em tom autoritário.
Jared bufou, não acreditando que Jeffrey estava mesmo lhe pedindo aquilo, mas obedeceu. Tirou toda a sua roupa e se deitou junto do outro.
- Eu realmente não estou no clima, eu...
- Agora cale essa boca e durma – Jeffrey falou, autoritário.
- O quê? – Jared o olhou, confuso.
- Você vai dormir aqui comigo esta noite.
- Por que isso? Por que eu não posso ir dormir no meu quarto? – Retrucou.
- Porque você é impulsivo demais e eu não vou deixar que você saia por aí fazendo mais alguma besteira, da qual possa se arrepender amanhã - Jeffrey conhecia o histórico de Jared com as drogas, e temia que ele viesse a fazer alguma bobagem quando estava nervoso e descontrolado desse jeito. Era melhor mantê-lo por perto.
- Você é inacreditável, sabia? – Jared resmungou e se virou para o outro lado, dando as costas ao mais velho.
- Um dia você irá me agradecer por isso – Jeffrey beijou seu ombro, de leve, e envolveu a cintura do outro com seu braço.
Jared se aconchegou mais no corpo do outro, se sentindo confortável, mas não conseguiu dormir. Não conseguia parar de pensar no que Jensen lhe dissera. Seu amigo era sempre muito sensato e Jared não podia tirar sua razão. Provavelmente Thomas estaria em melhores mãos se fosse adotado por uma família. Abrir mão do seu filho talvez fosse o mais acertado a fazer.
Já era madrugada e ainda rolava na cama, os pensamentos atormentando sua mente, sem conseguir pegar no sono. Olhou para o lado e viu que Jeffrey dormia. O que era uma pena. Sexo podia fazer com que as horas passassem mais depressa, tudo o que queria era que aquela maldita noite terminasse logo. Sorriu com o pensamento, se virando de frente para o homem mais velho.
Escorregou sua mão até a virilha dele e acariciou o membro inerte por cima do tecido da cueca. Não demorou muito para que começasse a dar sinais de vida, o que o fez pensar que Jeffrey, com seus 42 anos, tinha muito mais vigor do que muito garotão com quem Jared já havia transado. Sem contar que o homem era um furacão na cama.
Morgan se remexeu, ainda dormindo, e resmungou alguma coisa ininteligível, fazendo Jared rir. Aprofundou a carícia, desta vez por dentro da cueca e, assim que o sentiu completamente duro, afastou o cobertor, retirou completamente a peça íntima do outro e caiu de boca, lambendo e chupando seu membro com vontade.
- Hummm... – Ouviu Jeffrey soltar um gemido longo e empurrar seu quadril, em busca de alívio. – Jared? – Por fim o mais velho acordou, meio atordoado. – O que diabos você está fazeeeendo?
- O que você acha? – Jared riu e voltou a chupá-lo.
- Não que eu esteja reclamando, mas... – Jeffrey falava entre os gemidos – Eu pensei que você não estivesse no clima.
Jared parou o que fazia e se deitou sobre o corpo de Jeffrey, beijando sua boca.
- Não consegui dormir – Rolou o corpo para o lado, invertendo as posições e deixando o mais velho se acomodar entre suas longas pernas. – Jeff? – Segurou o rosto do outro com as duas mãos. - Quero que você me foda. Quero que me faça esquecer que eu existo. Só você consegue fazer isso.
- Seu pedido é uma ordem, baby – Jeffrey falou com a voz rouca e voltou a beijá-lo. Jamais entenderia o que se passava na cabeça de Jared. Mas isso era o que menos importava agora. Ele estava totalmente à sua mercê e não deixaria de aproveitar...
- x -
Jared acordou pela manhã, sentindo a respiração de Jeffrey em sua nuca, o peso do braço dele sobre o seu estômago e uma das pernas entrelaçada com as suas. Não era uma sensação ruim, muito pelo contrário, mas tinha que admitir que era bastante estranho. Em todo o tempo que frequentava a cama de Morgan, nunca haviam dormido juntos, Jared sempre voltava para o seu quarto depois de transarem.
- Jeff? – Jared teve que acordá-lo, pois mal podia se mexer.
- Humm? – O outro gemeu contra o seu ombro.
- Eu preciso sair daqui. Dá pra você... – Empurrou o outro um pouco para o lado e finalmente conseguiu rolar para fora da cama. - Isso foi estranho – Jared falou enquanto se vestia.
- Não foi ruim. Você podia dormir aqui mais vezes – Jeffrey falou com a voz rouca, por ter recém acordado e Jared o olhou de cara feia.
- E agora como eu vou sair daqui sem que a Judith me veja? Gênio!
- Jared, você acha mesmo que a Judith não sabe? Não se esqueça que é ela quem lava os meus lençóis. Por que você não relaxa e se deita aqui mais um pouquinho?
- Eu tenho coisas pra resolver. Você pode ir pro trabalho sozinho? Eu preciso falar com alguém antes de ele sair para o trabalho.
- Claro. Isso tem a ver com aquela sua decisão?
- Sim.
- Só espero que você tenha tomado a decisão certa – Jeffrey o olhou, preocupado.
- É, eu também – Jared falou antes de sair do quarto.
- x -
Chegou à casa de Jensen, torcendo para que Matt já tivesse saído, mas não teve tanta sorte. Bomer foi o primeiro a vê-lo chegar, pois estava colocando algo no porta-malas do carro, estacionado na entrada da casa.
- Eu não acredito que você teve mesmo a cara de pau de voltar aqui – Matt cruzou os braços e se encostou na lateral do carro, o encarando.
- Eu preciso falar com o Jensen. É coisa rápida.
- Jensen não tem nada pra falar com você – Bomer respondeu, visivelmente aborrecido com sua presença.
- Isso é ele quem decide – Jared retrucou, já sem paciência.
- Você é mesmo petulante – Matt ia se aproximando de Jared, quando Jensen apareceu na porta da casa.
- Deixe-o, Matt. Por favor. – Jensen implorava com os olhos.
- Tudo bem – Jared se virou para Matt. – Eu não vou me aproximar do seu namorado. Eu só vim dizer que você tem toda razão, Jensen – Jared falou de onde estava, sem se aproximar do loiro.
- Jared, não... – Jensen tentou falar, mas foi interrompido.
- Com certeza o meu filho ficaria muito melhor com qualquer outra pessoa, melhor do que comigo. Mas você me conhece, Jensen. Eu não passo de um filho da puta egoísta e isso nunca vai mudar.
- Eu não quis dizer isso – Jensen queria consertar as coisas, queria pedir perdão, mas Jared não lhe dava ouvidos.
- Sim, você quis. Mas eu não estou criticando, você não está errado. E quer saber? Não me importa o quão maravilhoso e perfeito seja o casal que quer adotá-lo... Eu não vou abrir mão do meu filho – A mágoa estava evidente em sua voz.
- Eu não quero que você faça isso, Jared, eu...
- Sabe por que, Jensen? – Jared não queria ouvir o que o amigo tinha a dizer. – Ele é tudo o que me restou. É tudo o que eu tenho. É por ele que eu me levanto todos os dias pela manhã e continuo com essa merda de vida. É por ele que eu estou me mantendo sóbrio e longe das drogas. Só por ele, Jensen – Jared tinha os olhos marejados. – E se eu não tiver mais pelo que lutar, então...
- Jared, não fale assim – Jensen se aproximou, enquanto Matt apenas escutava a tudo, sem dizer nada.
- Foda-se! Eu vou conseguir o meu filho de volta e serei um bom pai pra ele. Mesmo que todo o mundo pense o contrário – Jared respirou fundo e engoliu o choro. – Pronto. Era isso o que eu tinha pra dizer – se virou novamente para Matt. – Não tirei nenhum pedaço do seu namorado, tirei?
Jared se virou e foi embora, Jensen e Matt ficaram olhando até o carro desaparecer na próxima esquina.
- Você não vai correr atrás dele e implorar o seu perdão? – Matt tentou se controlar, mas não conseguiu evitar o comentário sarcástico.
- É o que eu faria. Mas eu conheço o Jared e sei que não adianta querer falar com ele enquanto a ferida está aberta - Jensen se sentia a pior das criaturas, por ter feito seu amigo sofrer ainda mais.
- Você só estava fazendo o seu trabalho, Jensen. Ele deveria compreender.
- Você não acha que ele já foi machucado o suficiente pela vida?
- Sim, eu acho que foi. E até posso entender como ele está se sentindo, afinal, todos precisamos de um objetivo na vida, de algo pelo que lutar, não é? Mas apesar de entendê-lo, eu continuo o achando um sujeitinho muito abusado. E acho que ele está colhendo aquilo que plantou, afinal.
- Aquilo que plantou? – Jensen franziu o cenho, sem entender onde seu namorado queria chegar.
- Ele aprontou todas no passado, machucou pessoas que o amavam… E foram suas próprias escolhas.
- E você acha que ele está pagando pelos seus erros?
- Eu acredito em justiça, Jensen.
- Justiça? – Jensen forçou uma risada. – Certo. Acho que a justiça já foi feita, não é mesmo? Ele passou um ano e meio em um presídio por conta disso. Pagou pelos seus erros. Agora quanto a machucar as pessoas... Jared nunca fez mal a alguém, a não ser a si mesmo, Matt.
- Ele usou você, Jensen. Ele te magoou de todas as maneiras possíveis e você ainda afirma que ele não fez mal a ninguém? – Matt abriu os braços, indignado.
- Eu fiquei ao lado dele porque quis. Ele nunca me pediu nada e eu sabia exatamente onde estava me metendo. Eu sofri sim, sofri mais do que podia suportar, mas não é como se alguém estivesse me obrigando a isso.
- Engraçado você afirmar isso, porque até mesmo os seus amigos não aguentam olhar pra cara dele, por causa das coisas que ele fez você passar.
- O que ele me fez passar? Matt, você não sabe do que está falando. Jared sempre foi ele mesmo, ele nunca me fez promessas ou tentou me enganar. Eu sofri sim, mas por ver alguém que eu amava ir se destruindo aos poucos. Mais tarde, quando as coisas estavam realmente ruins, ele tentou me afastar, várias vezes, até que um dia ele finalmente conseguiu. Eu penso que... Se eu não o tivesse abandonado, no final, talvez nada disso tivesse acontecido. Talvez ele nunca tivesse sido preso, talvez...
- Eu não acredito, Jensen! – Matt o interrompeu, furioso. – Eu não acredito que você esteja se culpando pelas merdas que ele fez.
- Eu não estou me culpando, eu só... Eu só acho que se fosse o contrário, ele não teria me deixado – Jensen falou com pesar.
- Sabe o que eu acho? Que você deveria correr atrás e se jogar nos braços dele de uma vez.
- O quê? – Jensen o olhou, incrédulo.
- Isso mesmo que você ouviu. Eu não posso mais lidar com isso, Jensen. Não posso mais – Bomer entrou no carro e foi embora, deixando Jensen desesperado, tentando entender o que estava acontecendo.
Continua...
Nota da autora: Ok, deve ter leitor se perguntando: Quem diabos é a Tati de quem o Jared falou? (Vide nota da minha beta abaixo... rsrs.)
Foi brincadeirinha, gente... desculpa aê! Não pude resistir... Quando eu estava escrevendo aquela cena, eu pensei comigo "este" Jared não chora. Ele faz o tipo durão, já esteve na prisão, passou por muita coisa. Se for o caso ele volta lá e soca a cara do Jensen mais uma vez, mas ele não chora. Ele não é do tipo que fica com pena de si mesmo ou que se lamenta, ele vai lá e resolve. Do jeito bronco dele, mas resolve... kkk. E foi aí que eu tive que rir de mim mesma ao me lembrar de uma piada interna com minha beta...
Agora deixa eu explicar: Acho que por eu ser uma pessoa muito emotiva (sim, eu choro enquanto escrevo uma cena triste ou emocionante de fanfic), eu acabo transferindo muito disso pros meus personagens, e às vezes acabo exagerando. Pra vocês verem que beta não é apenas pra corrigir minhas vírgulas, ela também puxa minha orelha quando precisa... rsrs.
Então, desculpem a piada, mas eu não resisti. Foi um modo divertido e carinhoso de dizer "obrigada" pra essa pessoa linda que me atura e surta comigo (principalmente nesta fanfic) desde 2011. Love you TaXXTi!
Nota da beta: Olha nós aqui novamente! Dois meses depois... Sempre atrasada... É isso ai! Quero dizer algo em minha defesa! Eu não acho que chorar é coisa de maricas. Ok, eu acho sim kkkkkkk. Vou tentar explicar melhor: por diversas vezes eu vejo personagens masculinos com personalidades muito fragilizadas, sentimentais e chorosas, não que um homem não possa ser sensível e choroso, mas isso geralmente é uma excessão. Essas características são muito mais femininas e, em alguns casos, eu acho destoante em um personagem masculino, geralmente quando é exagerado. Neste caso, por exemplo, a personagem do Jared, por ser forte, ter uma personalidade marcante e já ter passado por muita coisa difícil, não consigo ver ele chorando ruidosamente, o que não quer dizer que ele não tenha sentimentos e não possa chorar, mas no seu momento, aquela lágrima fugitiva e tal... Lembrando que se trata de uma opinião e de acordo (ou não) entre nós. (Socos e pontapés são muito mais legais! Kkkkkkk). Fora que maricas é um termo muito pejorativo. E como eu digo tudo isso para a Mari? "Vamos parar de viadagem? Vamos virar homem? Parar com essa coisa de marica?" E dou muita risada depois. Em resumo, é isso ae... Chorar atrás do volante? Piada interna. Quem é a Tati? Oras, sou eu! Quem vai atrasar o próximo capítulo porque tem pendência nele? A TaXXTi. Tenham uma boa semana e até o próximo =*
Resposta às reviews sem login:
assassina182: Difícil de explicar por aqui como fazer o cadastro no site, ainda mais que eu fiz o meu há muitos anos, então... Se não tiver conseguido ainda, me manda uma mensagem privada com seu contato (twitter, e-mail ou facebook) daí posso te explicar por lá. Pois é, finalmente foi explicado a origem do contrato... rsrs. Acho que Jeffrey tem de tudo um pouco... cruel, fofo e safado ao mesmo tempo (eu incluiria mais algumas qualidades... kkk). Obrigada por comentar. Beijos!
Shindou: Respondendo por aqui, porque seu e-mail não apareceu no review. O site exclui, a não ser que você colocar espaço antes e depois do ponto (fica a dica... rsrs). Leu tudo de uma só vez? Uau! Fico feliz que tenha conseguido ler, e que esteja gostando. Eu adoro converter as pessoas... hahaha! Obrigada por ler e comentar! Abraços!
Cleia: Se te conforta, Jensen também vem em primeiro lugar pra mim (com Jared... rsrs). Mas que bom que está conseguindo ler e gostando da fanfic. Fico bem feliz! Obrigada! Beijos!
Lalky: Adoro escrever os flashbacks, que bom que gostou. Quanto à Jeffrey admitir que está apaixonado, acho que demora um pouquinho. Na verdade, acho que Jeffrey até pode admitir para si mesmo, mas tanto ele, quanto Jared, não são do tipo que fazem declarações de amor um para o outro. Obrigada por comentar!
