Capítulo 10 – Felicidade Temporária


Na véspera do Natal Nyh Jones procurou Lucy e Alice no Quartel dos Aurores para contar uma novidade.

- Grávida? – Lucy arregalou os olhos.

- Sim... – A inominável mordeu o canto dos lábios enquanto Alice a puxava para seu cubículo que ficava num canto discreto do QG.

- E você não previu isso? – A morena perguntou fazendo Nyh sorrir.

- Não é como se eu visse tudo o que está para acontecer. Mas eu já sabia que teria um filho, e que ele vai ser uma cópia perfeita do Rég.

- De quanto tempo você está? – Lucy perguntou num misto de euforia pela notícia e tristeza por saber que Régulus não estaria junto com a amiga nesse momento tão sublime.

- Três meses. – Ela respondeu faceira. – E agora eu até já tive algumas visões com o meu filho. Ele vai nascer no início de junho e vai se chamar Eros.

- E você está bem com essa novidade? – Alice perguntou.

- Estou... É claro que eu queria muito que o Rég estivesse aqui, mas... Esse filho que ele me deixou é uma maneira dele continuar vivo comigo... É assim que eu sinto e é por isso que eu estou tão feliz.

Alice e Lucy ficaram extremamente felizes em saber que a amiga estava tão bem, e se colocaram à disposição para ajudar a inominável no que quer que ela precisasse.

Depois de passadas as festas de fim de ano, Lucy conseguiu convencer Moody e Dumbledore sobre sua idéia de manter as visitas dos alunos a Hogsmead. Ela garantiu que manteria vigilância no povoado junto com Edgar sempre que houvessem passeios mesmo que isso coincidisse com seus dias de folga.

E a primeira ronda deles aconteceu no início de fevereiro. O tempo continuava frio e Edgar lançava alguns olhares rancorosos à loirinha quando um vento mais forte o deixava com as mãos roxas.

- Eu não sei por que ainda te dou ouvidos, sabia? – Ele perguntou esfregando as mãos.

- Ed, pára de choro! Olha a felicidade dessas crianças de poderem vir ao povoado! Algumas delas nem foram para casa no feriado de Natal, é a única chance de saírem um pouco de dentro do castelo e ver algumas coisas e pessoas diferentes! Estamos fazendo uma boa ação!

Ele girou os olhos.

- Já sei por que eu concordo: você é adoravelmente persuasiva.

- Obrigada. – Ela sorriu e passou um braço pelo dele. – O que a Emy vai ganhar de dia dos namorados?

- Não pensei em nada ainda... Mas talvez eu compre um balde maior pra ela poder vomitar mais a vontade... – Edgar comentou num tom amargo. Mas não por estar bravo com as náuseas da esposa e sim porque se sentia impotente quando suas poções e feitiços não minimizavam o desgaste de Emily.

A loirinha riu da idéia dele e apontou para as lojas ao longo da rua.

- Bem, essa é a sua chance, olha para essas vitrines cheias de coraçõezinhos...

- Não posso. Estamos trabalhando de babás das crianças, lembra?

- Se nossas missões fossem sempre tão sossegadas... Você devia me agradecer!

Ele não agradeceu, apenas sorriu.

Como Lucy previra, tiveram uma ronda agradável e tranqüila que acabou em poucas horas, já que os professores não demoraram em tirar os estudantes daquele tempo frio e levá-los de volta para o castelo.

McGonagall garantiu que enviaria uma coruja para Alastor Moody avisando com antecedência sobre o próximo passeio à Hogsmead.

Dias depois da ronda no povoado os dois amigos voltavam de uma missão quando Fabian os interceptou ainda no átrio do Ministério da Magia.

- Edgar, a Emily não estava passando bem e como você não estava aqui...

- O que aconteceu? – Edgar perguntou aflito já andando apressado em direção ao elevador. – Ela está no escritório?

Lucy e Fabian o acompanharam enquanto este explicava que a esposa de Edgar já tinha sido levada ao St. Mungus.

- St. Mungus? – Edgar quase gritou. – O que foi que aconteceu? Foi algum feitiço? Ela foi atacada? Comeu frutas vermelhas?

- Edgar... – Começou Fabian.

- Não, só pode ter sido aquele pudim de ameixa que ela insistiu para comprar ontem...

- Edgar... – Fabian tentou interrompe-lo mais uma vez.

- Ou pior...

Lucy ficou de frente para o amigo e lhe deu um tapa no rosto. Algumas pessoas que passavam pelo átrio naquele momento olharam a cena, curiosas.

- Mas o quê... – Falou ele passando a mão no rosto.

- Você pode fechar a boca um instante? O Fabian está tentando te contar que o seu filho está nascendo!

Edgar virou o rosto para Fabian que apenas acenou com a cabeça, confirmando.

- Meu filho?

A loirinha girou os olhos antes de falar com Fabian.

- Será que eu posso pedir que você o acompanhe até o St. Mungus? – Lucy apontou para o amigo que parecia ter entrado num estado de transe. – Não estou muito certa que ele conseguiria sozinho... Eu já encontro vocês lá, mas preciso falar com o Moody antes.

- Claro que sim Lu.

Lucy se despediu deles e rumou para o quartel dos aurores.

Estavam lá Mauren Prewet, Donald Swinton e Diliring Horton além de Alastor Moody.

- Moody, o Ed teve que ir ao St. Mungus, a Emy está tendo bebê.

Mauren vibrou discretamente com a notícia e a loirinha percebeu um leve sorriso iluminar o rosto de Alastor por alguns instantes. Mas logo em seguida ele assumiu novamente sua postura rígida.

- Como foi a missão?

Lucy apontou para seu braço ferido.

- Ganhei isso de presente hoje. Mas não havia comensal algum, apenas dementadores e gigantes fazendo bagunça.

- Gigantes?

- Sim, três deles. Dois nós matamos, claro. – Lucy admitiu a contragosto. – O terceiro era apenas uma criança.

- Um gigante.

- Uma criança gigante.

- Ainda era um gigante. E os gigantes estão do lado de Voldemort. Sabe o que devemos fazer.

- Sim, eu sei. Foi por isso matamos dois deles, mas eu não vou matar uma criança! E se pensa que Crouch vai achar ruim, peça para ele me mandar para Azkaban.

- Não é para tanto senhorita Eyelesbarrow...

- Claro que não, mas você sabe que eu não vou obedecer a esse tipo de ordem, nem que isso custe a minha liberdade.

- E o senhor Bones?

- Concorda comigo, óbvio.

- Vocês dois não dão certo como dupla... – Moody murmurou andando até o mapa de Londres. – Talvez deva colocar você com o Swinton e o senhor Bones com a Fincher, assim quando vocês acharem ruim fazer um serviço, o companheiro de vocês faz.

- Você sabe que nós dois trabalhamos muito bem juntos.

Moody virou novamente para ela e sorriu de leve.

- Está dispensada por hoje senhorita, vá ao hospital conhecer o filho do senhor Bones.

- Sério?

Lucy quase não acreditou, deu um gritinho de felicidade e, na empolgação, um beijo no rosto do auror.

- Obrigada Alastor. – Ela falou antes de sair correndo da sala.

Mas não iria ao hospital, ainda. Virou o corredor e entrou no escritório de uso impróprio da magia. Havia apenas uma pequena bruxa de óculos por lá.

- Olá Mafalda.

- Lucy. – A bruxa sorriu levemente.

- Estou procurando o Sirius...

- Ele e o James estão no Tribunal dos Bruxos, julgando um caso de...

- Ah, tudo bem. – Lucy a interrompeu. – Obrigada.

A loirinha fechou a porta, correu até o final daquele corredor e bateu duas vezes numa imensa porta de aço.

- Pode entrar. – Saudou uma voz masculina que Lucy odiava.

Abriu a porta devagar e cumprimentou Bartô Crouch sentado atrás de uma imponente mesa de carvalho.

- Pois não senhorita Eyelesbarrow? – Ele perguntou encarando Lucy com certa curiosidade.

- Gostaria de falar com Amélia Bones.

Como se tivesse escutado, uma jovem bruxa de cabelos curtos saiu por uma porta no fundo da sala. Carregava uma pilha imensa de papéis.

- Crouch, acho que isso é tudo. – Falou ela colocando os papéis em cima da mesa do chefe e só então percebendo a loirinha ali parada na porta. – Lucy? Que surpresa...

Mas de repente ela silenciou, lembrando que Lucy trabalhava com Edgar.

- Aconteceu alguma coisa com o meu irmão? – Ela perguntou assustada.

- Fica tranqüila, é uma notícia ótima! – A loirinha abriu um imenso sorriso. – O filho dele deve estar nascendo nesse instante.

Amélia deu um gritinho de felicidade e abraçou Lucy.

- Que coisa maravilhosa! – Ela falou com lágrimas nos olhos. E se virando para seu chefe pediu com a voz embargada. – Crouch, será que eu poderia...

Ele encarou a morena por um instante, avaliando a situação e assentiu sem falar nada.

- Obrigada. – Amélia agradeceu e saiu do Ministério acompanhada por Lucy.

Quando as duas aparataram no saguão de entrada do St. Mungus viram Edgar andando de um lado para o outro com um dedo na boca.

Amélia se aproximou do irmão e os dois se abraçaram durante um tempo.

- Está demorando tanto Amy... – Edgar murmurou preocupado.

- É assim mesmo. – Ela afagou levemente os cabelos do irmão.

Lucy segurou uma das mãos de Edgar reparando que ele tinha comido todas as unhas.

- Que vergonha... – Ela murmurou soltando a mão dele com um leve sorriso.

- Eu tenho que ir agora... – Falou Fabian se aproximando deles. – Parece que a minha irmã também entrou em trabalho de parto, vou até lá ver se o Arthur precisa de alguma coisa. Só não fui antes porque ele não tinha condições de ficar sozinho.

- Claro. Obrigada Fabian. – Falou Lucy dando um abraço no amigo.

- Parabéns Edgar e veja se consegue se acalmar um pouco.

Edgar sorriu nervosamente e se despediu de Fabian.

Lucy e Amélia sentaram num sofá branco perto da recepção e Edgar voltou a tentar fazer um buraco no chão perto das escadarias, andando de um lado para o outro.

Lily desceu por ali alguns minutos depois.

- Lily! – Edgar parou de comer as unhas.

- Parabéns Edgar. – A ruiva falou sorrindo de orelha a orelha. – São lindos!

- São?

- Um menino e uma menina.

Edgar escondeu o rosto com as mãos e começou a chorar e a gargalhar ao mesmo tempo. Só então Lily percebeu as duas meninas sentadas ali perto.

Cumprimentou-as e depois se virou para Edgar.

- Vamos? A Emily já está no quarto. – Lily começou a subir as escadas e reparou que apenas Edgar a seguia. – Venham vocês duas também.

Eles entraram no quarto e Edgar correu até a esposa que tinha lágrimas de felicidade nos olhos. Os dois se abraçaram por um tempo e então Lily apontou para um berço ao lado da cama de Emily.

Edgar andou até lá e pegou um dos bebês no colo. Lily tinha arrumado os dois em faixas coloridas em azul e rosa. A ruiva pegou a menina e entregou a Emily que tinha se ajeitado melhor na cama para receber a filha.

A porta do quarto abriu e Mirian Strout entrou parecendo alarmada.

- Lily, hoje é o dia! Temos mais um parto. A mãe está um tanto apavorada, vou precisar daquela sua poção calmante.

- Primeiro filho? – Lily perguntou sorrindo, isso acontecia com freqüência.

- Na verdade é o sexto. Mas pelo jeito ainda não se acostumou... Parece que é a irmã daquele seu amigo que chegou com ele. – Mirian apontou para Edgar e sorriu levemente.

- Irmã do Fabian... Ah, Molly Weasley?

- Essa mesma. O marido dela está na minha sala com dois gêmeos terríveis! Nem parece que eles têm menos de dois anos...

Lily seguiu a colega para fora do quarto e Lucy comentou o que todos estavam pensando.

- Sexto?

- Será que chegamos numa marca dessas? – Edgar perguntou divertido e Emily sorriu.

- Se você quase morreu de preocupação na primeira gravidez, imagine mais cinco? – A morena encarou a filha em seus braços e Amélia se aproximou de Edgar acariciando o pequeno nariz do menininho.

Edgar entregou o bebê para sua irmã segurar e sentou na cama ao lado da esposa.

- Você já contou? – Emily perguntou e ele acenou que não. Então ela se virou para Lucy e entregou a menina para a amiga.

A loirinha pegou o bebê um tanto desajeitadamente e sorriu para o casal.

- Ela é linda. – Falou com a voz um tanto rouca.

- Nós decidimos que se fosse uma menina daríamos o seu nome a ela. – Falou Emily.

- Afinal, você é nossa madrinha e a gente gosta um pouquinho de você. – Edgar completou sorrindo.

- Lucy? – A loirinha repetiu o próprio nome encarando a menina no seu colo.

- Não, seu segundo nome, Brigitte. – Respondeu Edgar ainda sorrindo. – Se fosse 'Lucy' você ficaria muito convencida.

Todos ali gargalharam e Amélia devolveu o menino para o irmão.

- E ele?

- Morgan Brian Bones. – Respondeu Edgar em tom solene e as três meninas riram.

Amélia sentou na cama de Emily ao lado do irmão.

- Evvie vai adorar.

- Quem é Evvie? – Perguntou Lucy percebendo que só ela não entendera.

- Everard, meu irmão. Ele queria colocar Brian, nome do nosso pai, no filho dele. Mas nasceu uma menina então ele colocou nela o nome de nossa mãe Susan.

- Porque eu nunca o conheci esse Everard?

- Ele não estudou em Hogwarts. – Amélia esclareceu. – Moramos com nossa mãe na Bulgária durante alguns anos, então ele aceitou estudar em Durmstrang. Quando Edgar e eu estávamos na idade escolar, já tínhamos voltado para a Inglaterra, mas ele não quis pedir transferência da escola que tanto gostava, por isso continuou sua vida por lá.

- Susan Bones nasceu na semana passada. – Falou Edgar.

Lucy sorriu levemente e passou o dedo indicador no narizinho de Brigitte.

- Ed, eu sei que prometi não te pedir mais nada pelos próximos vinte anos, mas... – Ela mordeu o canto dos lábios e encarou o amigo que sorriu.

- Não precisa pedir. – Ele entendeu o que ela estava querendo. – Eu não convidaria qualquer outra pessoa pra ser madrinha dela que não fosse você.

- Sério?

- Claro que sim! – Falou Emily sorrindo para a amiga.


Depois que Amélia deixou o quarto de Emily alegando que precisava voltar ao Ministério, Lucy inventou uma desculpa sobre ter que encontrar Lily para poder deixar os amigos curtirem seus bebês mais a vontade.

A loirinha descia animada para o saguão quando foi acertada no ombro esquerdo por uma das almofadas brancas do sofá de espera.

Olhou aturdida na direção do sofá e viu dois meninos rindo loucamente. E no meio deles estava alguém que parecia estar se divertindo mais do que eles.

- Mauren? – Lucy perguntou confusa quando se aproximou da amiga. – Você não estava no Ministério?

- Bem, Arthur me chamou como se fosse uma emergência. Só descobri que meu sexto sobrinho está nascendo quando cheguei aqui e conversei com uma das enfermeiras. Arthur está bem ansioso, fica repetindo palavras desconexas o tempo todo... Achei melhor tirar Fred e Jorge de perto dele...

- E porque ele chamou você para vir até aqui? – A loirinha perguntou se agachando ao lado de um dos gêmeos que puxava a barra de sua roupa.

- Bem, o Fabian precisava voltar para o Ministério, ainda mais agora que a Emily teve bebê as coisas vão ficar corridas pra ele. O Gidy não podia vir. E Aparentemente eu sou a única que consegue controlar esses dois pestinhas.

- Uau! – Lucy exclamou estupefata. – Eu vi o quanto você os controla...

Mauren pegou a almofada da mão da loirinha e sorriu marotamente.

- O Fred queria lançar a almofada em alguém usando a minha varinha. Quando reconheci você, disse a ele que não tinha problema acertar a moça bonita que estava descendo as escadas...

Lucy sorriu.

- Se ele fez aquilo usando uma varinha, foi um ótimo feitiço. – Ela comentou enquanto Fred se jogava para se sentar em seu colo.

Como ela estava agachada, não teve tempo de se equilibrar e caiu batendo a cabeça no chão.

- Ai... – A loirinha massageou a nuca e sentou no sofá, puxando Fred novamente para o seu colo. – Assim é mais seguro.

- Eu permito que eles usem a minha varinha de vez em quando. A Molly não aprova então eu tenho que fazer isso escondido...

- Posso imaginar porque ela não aprova.

- Eles são adoráveis, não são?

- São encantadores. – A loirinha bagunçou o cabelo de George que tinha sentado entre ela e Mauren. – Mas imagino o trabalho que vão dar em Hogwarts se você continuar fazendo tanto as vontades deles.

- E eu consigo resistir? – A morena perguntou parecendo alarmada. – Não tenho forças suficientes pra conseguir dizer não a eles.

Lucy gargalhou.

- Se alguém te ouve falando que não tem força pra resistir a essas duas miniaturas de gente, não acredita que você é uma de nossas melhores aurores e que é a única de nós que consegue resistir bravamente à Cruciatus...

- Cruciatus? É baba... – Ela fez um gesto com a mão. – Agora dizer não a esses dois, isso sim é sofrimento.

As duas riram juntas e continuaram ali conversando sobre os gêmeos até que a enfermeira Strout apareceu para avisar que tudo ocorrera bem durante o parto de Molly e que era mais um menino.


Alguns dias depois os gêmeos Bones foram confortavelmente instalados num quarto de duas cores da casa de Edgar e Emily.

Lucy visitava os afilhados todos os dias. Sirius aparecia de vez em quando com a loirinha, mas a maioria das vezes ela ia sozinha.

Quando no final de abril os gêmeos ficaram doentes, Edgar pegou licença no Ministério para cuidar deles durante quinze dias. A loirinha achava um absurdo, afinal Emily já estava de licença maternidade, mas Edgar não conseguia trabalhar tranqüilo sabendo que os bebês não estavam bem.

Nos três primeiros dias Lucy ficou sozinha, mas Moody logo começou a colocá-la como apoio de alguma dupla. Para ela isso já era muito melhor do que ele simplesmente determinar que ela trabalhasse junto com Donald Swinton, o único auror que não tinha dupla.

Emily estava amamentando Morgan quando o som da campainha interrompeu sua cantiga de ninar.

- Ed? – Ela chamou não muito alto.

- Eu atendo, amor. – Falou ele colocando a cabeça para dentro do quarto. – Deve ser a Lucy.

Emily sorriu levemente e voltou a cantar baixinho para o filho. Minutos depois a auror entrava silenciosamente no quarto, acompanhada de Edgar.

- Olá. – Ela cumprimentou a amiga que lhe respondeu com um sorriso enorme e apontou com o queixo para o berço com enfeites cor-de-rosa.

Lucy se aproximou do berço e ficou um tempo só observando sua afilhada. Estava cada dia mais linda e parecia dormir como um anjinho.

- Ainda levo essa fofura pra casa! – Ela sussurrou para Edgar que tinha se aproximado.

- Não pensa em ter sua própria filha não? – Edgar puxou de leve o cabelo da amiga que estava preso em um rabo de cavalo e ela sorriu.

- Para ter a minha própria eu precisaria de um pai pra ela. Tem alguma sugestão?

Edgar e Emily se encararam e a morena sorriu.

- Mas você e o Sirius não...

- Não. – Ela respondeu prontamente. – Nem consigo imaginar o Sirius assim com um filho... Ele não tem a mínima responsabilidade pra isso.

- Então você nunca vai ser mãe! – Edgar comentou, mas não deu tempo pra loirinha responder por que percebeu que ela estava prestes a contrariá-lo. – Você e o Sirius foram feitos um para o outro, se ele nunca vai poder ser pai, então você, bem... Você não vai ser mãe...

Lucy suspirou e voltou a encarar Brigitte.

- Acho que a minha idéia de levá-la pra minha casa ainda é a melhor.

Emily sorriu e passou os dedos pelos cabelos fininhos de Morgan.

- Ed, coloca ele no berço pra mim?

- Claro. – Edgar pegou o filho do colo da esposa e levou para o outro berço.

- Ah! – Lucy exclamou de repente e abriu a bolsa. – Quase me esqueço. Comprei isso pra eles hoje no Beco Diagonal.

A loirinha entregou um pacote para Emily que abriu sorrindo.

- Você mima demais essas crianças, sabia?

- Espere só pra ver o que eu vou fazer com eles quando já estiverem pelo menos andando!

- Merlin! Você já faz planos pra eles?

- Desde o momento maluco que vocês me convidaram para madrinha! – Ela gargalhou.

- Lucy, são lindos! – Emily entregou para Edgar as roupinhas rosas e azuis que Lucy trouxera.

- Minha filha não vai usar esse vestido indecente! – Edgar brincou com o comprimento do vestido.

- Vai ficar uma gracinha! – Lucy murmurou mostrando a língua para o amigo.

- Vou preparar um chá para nós. – Emily levantou da poltrona. – Já trago uns biscoitos.

- Não por mim, Emy. – Lucy falou enquanto passava de leve os dedos no rosto de Brigitte. – Já tenho que ir embora... O Sirius quer ir ao teatro hoje, ainda tenho que me aprontar.

- Sério? Não pode nem esperar meu chá? – A morena sorriu.

- Bem... – Lucy hesitou, adorava o chá da amiga. – Acho que não faz mal esperar um pouquinho.

- Dois minutinhos. – Murmurou Emily saindo do quarto.

- E como estão as coisas lá no Ministério?

- Amanhã o Moody vai me mandar para a Espanha, vou ficar uma semana fora...

- Fazer o que na Espanha?

- Sabe a Stravinska? – Ela perguntou e Edgar acenou que sim. – Parece que ela conseguiu traduzir alguns documentos seculares que estavam em runas e descobriu que Voldemort pode ter usado magia das trevas poderosa para se tornar algo entre invencível e imortal. Ela conseguiu uma pista do que pode ser isso em Madri, então nós duas vamos pra lá.

- Mas, pelo seu ar contrariado, você tinha uma idéia melhor... – Ele comentou percebendo a expressão da loirinha.

Lucy parou de acariciar a afilhada que soltou um resmungo baixo. A loirinha apenas sorriu disso e atravessou o quarto para sentar no braço da poltrona de Emily.

- Bem, na verdade eu só gostaria de perguntar a ele sobre Nárnia.

- Sobre Nárnia? O que isso...

- Não sei. Mas é uma curiosidade que eu tenho. Se ele conhecia Nárnia... Esse fato dele talvez ser 'imortal' pode ser alguma coisa que ele aprendeu em outro mundo...

Edgar a encarou pensativo.

- Sabe... Eu sempre soube que você não era 'muito certa das idéias'...

- Hei. – Ela protestou.

- Mas isso já é exagero! Perguntar a Voldemort sobre Nárnia. Acha realmente que ele falaria alguma coisa a você? E se falasse você acha mesmo que sairia viva pra contar para alguém?

- Hum...

Mas Edgar não a deixou responder. Rapidamente começou a dramatização de uma cena.

- Oh! Olá senhor Voldemort, me desculpe incomodá-lo no conforto do seu lar, mas será que você teria um ou dois minutinhos para uma conversa?

- Sim, claro minha adorável jovem. – Edgar continuou interpretando. – Venha ao meu humilde escritório. Em que posso lhe ajudar?

- Na verdade preciso saber se o fato do senhor ser meio invencível tem alguma relação com o seu conhecimento de Nárnia, é porque sabe... Eu preciso fazer algumas pesquisas e descobrir como reverter isso...

Lucy girou os olhos enquanto Emily entrava no quarto.

- Quem o Ed estava imitando?

- Estava encenando uma conversa minha com Voldemort... – Ela pegou com cuidado a xícara que Emily lhe oferecia e virou para o amigo. – Você é tão engraçadinho, sabia?

- O que o Moody falou quando ouviu sua sugestão?

Lucy ficou rígida e engrossou a voz para ficar parecida com a do chefe dos aurores.

- 'A senhorita pirou de vez? Ou não percebeu que essa é uma reunião séria?'. Eu disse que sabia que a reunião era séria e que minha sugestão também era, mas ele me ignorou completamente.

- Típico... – Edgar sorriu.

A loirinha bebeu todo o chá e devolveu a xícara para Emily.

- Emy, estava uma delícia, como sempre. Mas agora tenho que ir. Vocês sabem que por mim, ficava até o jantar, mas o Sirius me mata se perder esse teatro hoje.

- Tudo bem. Mande um abraço para ele. – Falou Edgar dando um beijo de despedida no rosto da loirinha. – E passe aqui assim que chegar da Espanha!

- Prometo.

Emily acompanhou a amiga até a porta, mas antes de sair Lucy deu mais uma olhada na sala impecável dos amigos e sorriu para Emily.

- Estou com um aperto no peito sabia?

- Você vai ficar muitos dias fora, - Emily deu de ombros. – desde que os bebês nasceram você nunca ficou um único dia sem vê-los...

- Pode ser isso. – Ela sorriu. Nesse momento Edgar entrou na sala e sentou no sofá. – Vocês dois sabem que eu amo vocês, não sabem?

Emily deu um beijo no rosto de Lucy e segurou a mão da amiga.

- Nós também amamos você completamente! – Falou Emily

- E vamos sobreviver sem você por aqui durante alguns dias. – Edgar completou.

- Vocês juram? – Ela perguntou preocupada, mas os dois amigos riram.

- Saudade não mata literalmente Lucy. – Edgar explicou. – Mas se te consola, saiba que vamos nos cuidar e cuidar muito bem dos bebês durante essa semana que você vai ficar longe. Satisfeita?

- Um pouco. – Ela deu um sorriso amarelo. – Vou trazer alguns brinquedinhos da Espanha...

Edgar e Emily se encararam sorrindo.

- Você é impossível! – Emily murmurou fazendo a auror sorrir.

E foi a última vez que a loirinha viu os amigos vivos.


Lucy aparatou numa rua deserta e sentiu suas pernas cambalearem. Mais à frente onde sabia ficar a casa de Edgar e Emily pairava imponente no céu a Marca Negra. A auror abandonou Vika sozinha na Espanha assim que recebeu o patrono de Sirius avisando sobre o ataque.

- Não pode ser... – Ela murmurou e começou a correr. Sirius, que estava ali com outros membros da Ordem, correu atrás dela assim que a viu.

Os dois pararam em frente a um portão que há algumas horas antes tinha sido magnífico e encararam a sempre tão alegre e convidativa casa dos Bones, completamente destruída, sinal de que a batalha ali tinha sido intensa.

Lucy correu em direção a casa, empurrou o portão, que caiu com o gesto, e começou a andar por entre os destroços. Não demorou a encontrar os corpos de Edgar e Emily por baixo de algumas vigas de concreto.

- NÃO! – Ela gritou ao reconhecer os amigos e desabou no chão chorando.

Alastor Moody e mais alguns membros da Ordem os seguiram para dentro da casa e encararam a cena petrificados.

Sirius agachou ao lado da namorada e a abraçou ternamente. Ela correspondeu ao abraço e começou a chorar ainda mais alto.

- Eles não podiam... Tão felizes... – Lucy falava entre soluços. – Os bebês...

A loirinha levantou num salto e começou a andar novamente entre os escombros, mas Gidean a deteve antes que ela pudesse chegar onde tinha sido o encantador quarto dos gêmeos.

- Você não precisa ver isso. – Ele falou entregando-a novamente para os braços de Sirius.

- Eles... – Ela falou num fio de voz e Gidean confirmou.

- Ninguém sobreviveu Lucy.

Ela sentou novamente entre os destroços da casa e voltou a chorar inconformada.

- Eu não entendo... – Murmurou Alastor Moody olhando para a casa ao seu redor. – Recebemos o patrono do Edgar sobre o ataque e chegamos aqui em pouquíssimos minutos... Eles não podem ter sido tão rápidos para fazer todo esse estrago.

- Com certeza eram muitos Comensais.

- Eu queria saber como, como, eles poderiam saber onde encontrá-los? – Perguntou Lucy segurando por um momento o choro. – Porque atacá-los em suas casas... Não faz sentido...

Gidean e Sirius trocaram um olhar cúmplice antes de Sirius falar.

- Nós achamos... Bem, há uma chance... De que alguém esteja nos traindo.

- Traindo como? – Perguntou Lucy em pânico.

- Desde que os comensais assassinaram a Marlene e a família dela... Bom, foi um ataque sem motivos... – Falou Gidean.

- Eles nunca precisaram de motivos para cometer as atrocidades que cometem. – Moody atestou.

- Eles atacam trouxas, e quem mais estiver no caminho deles... – Gidean continuou. – Porque atacariam a família da Lene sendo que ela simplesmente trabalhava no Departamento para a Regulação de Criaturas Mágicas? E o problema que seus aurores tiveram antes de virem para cá?

Gidean se referia ao fato da pirâmide de Moody ter dado problema mais uma vez, levando os aurores que estavam de plantão no QG para uma área diversa quando o ataque à família Bones tinha começado.

- Você acha, sinceramente, que alguém da Ordem seria capaz disso? – Moody perguntou parecendo furioso com a idéia de Gidean e de Sirius.

- Não sei... - Respondeu o ruivo. - Talvez alguém do Ministério. Mas seria alguém em condições de confundir mais uma vez seu precioso detector de ataques, e alguém que soubesse onde aurores ou membros da Ordem moram.

Moody não pareceu convencido e Lucy fez uma expressão de repulsa como se a idéia fosse tão terrível quanto a cena que presenciava.

Não conseguia acreditar que Edgar e Emily tinham sido levados... Ainda mais num momento tão sublime como o que eles estavam vivendo, apenas dois meses depois do nascimento daqueles bebês tão lindos. Edgar tinha esperado tão ansioso por esse momento, contava os dias naquele calendário ridículo dele.

Enquanto Alastor, Gidean e Sirius estavam preocupados discutindo sobre um possível traidor, Lucy voltou a andar pelo lugar. Parou onde antigamente era a impecavelmente organizada sala de estar e agachou para tirar do porta-retratos uma fotografia levemente queimada.

Ali acenavam para ela Edgar e Emily, cada um com um bebê no colo. Brigitte usava um delicado vestidinho lilás e Morgan um macacão verde água.

A loirinha voltou a chorar enquanto observava a foto e lembrando-se de sua relação com Edgar desde que estavam em Hogwarts.

- Eu queria saber se você tem algum compromisso no próximo sábado.

A grifinória engasgou com o chocolate que estava bebendo.

- Lucy! – Edgar levantou e deu algumas palmadinhas nas costas da loirinha. – Você está bem?

- Estou. Obrigada. É que estava muito quente... O chocolate.

- E então?

- Então eu me engasguei.

- Sim, mas eu falava sobre minha pergunta.

- Er... sábado agora?

- Sim.

- Na verdade não... quer dizer tenho. Mas à noite.

- À tarde você não quer me fazer companhia em Hogsmead?

(...)

- Eu acho que não precisamos mudar isso.

- Então não nos custa tentar, né?

- É um sim?

- Não.

- Não?

- Não. – Lucy deu uma gargalhada da expressão de Edgar - Você precisa perguntar direito.

- Ah. – Ele assentiu com a cabeça e levantou estendendo a mão para puxar Lucy – A senhorita aceita namorar comigo?

- É... acho que sim. – ela respondeu ainda rindo.

- Você também deveria responder direito, sabia?

- Tudo bem. Sim Edgar, eu aceito.

(...)

- Eu tenho um carinho enorme por você, mas você merece alguém que te ame. Eu juro que tentei, mas...

- Mas é com o Sirius que você vai ficar, não é?

- Não. Não agora pelo menos. – Lucy respondeu triste.

- Eu só quero a sua felicidade. – Edgar falou levantando o rosto dela.

- E eu a sua. – Ela abriu um sorriso. – Você vai querer continuar sendo meu amigo? – Perguntou receosa.

Edgar ficou sério por uns instantes, mas depois sorriu também.

- É o que tínhamos combinado, não é?

- É. Sem ressentimentos?

- Sem ressentimentos. Triste, é claro, mas vai passar.

(...)

... - Só não sei se estou pronto para seguir essas novas ordens...

- Ed você está pálido, aconteceu mais alguma coisa? – Perguntou Alice também reparando que ele poderia desmaiar a qualquer instante.

Ele não respondeu, continuou encarando as próprias mãos em cima da mesa.

- Se você quiser ir para casa eu posso cobrir seu horário sem problemas, Moody não acharia ruim, afinal ele acabou de me conceder uma meia folga pra essa noite...

Ele ergueu os olhos para loirinha sorrindo agradecido, mas negou a oferta.

- Você já teve trabalho suficiente durante a noite, não é justo... Acontece que... – Ele fez uma pausa e abriu um sorriso tímido. – Bem, a Emily está grávida.

(...)

- Deixa de ser manhoso Ed... – Lucy falou divertida para o amigo. – Quero ver quando nascer o bebê, vai ficar chorando porque não pode ir para casa ajudar a Emy a trocar as fraldas.

- Você brinca porque não sabe a angústia que é... – Ele falou jogando uma bolinha de papel na loirinha.

- Você podia sugerir ao Moody trocar de função aqui no Ministério com o Fabian... Que tal? Você trabalharia como Obliviador com a Emy e o Fabian seria um auror... Assim você sempre poderia socorrê-la a tempo se ela quisesse vomitar na cara de algum trouxa que está tendo a memória modificada.

Edgar jogou outra bolinha de papel que acertou a testa de Lucy.

- Sabe que não é uma má idéia? – Ele respondeu sorrindo abertamente. – Só que o seu dia vai ficar muito monótono sem ter ninguém pra chatear.

- Ah... O Dil pode me ajudar nisso... – Respondeu a loirinha apontando para um auror do outro lado da sala.

(...)

- Você tem cada idéia maluca sabia? – Perguntou ele. – Incentivar comensais a voltarem para o nosso lado, montar um orfanato para as crianças gigantes, ficar de babá de alunos em Hogsmead...

- Orfanato? – Dorcas perguntou antes que Lucy tivesse chance para implicar com Edgar.

- Foi só uma idéia... – Ela resmungou. – Mas o Moody quase me expulsou da reunião por causa disso...

A loirinha encarou Edgar e fez sua melhor expressão de 'pidona'.

- Lucy... É absurdo! – Ele respondeu.

- Por favor? Pela nossa amizade tão linda!

- Ela não vai desistir... – Comentou Dorcas sorrindo abertamente.

- Você é impossível, sabia?

- É um sim? – A loirinha alargou o sorriso.

- Claro que é um sim. Mas não me peça mais nada pelos próximos vinte anos!

- Você é um amor Ed! – Ela deu beijo no rosto do amigo que girou os olhos ainda levemente contrariado.

(...)

- Você já contou? – Emily perguntou e ele acenou que não. Então ela se virou para Lucy e entregou a menina para a amiga.

A loirinha pegou o bebê um tanto desajeitadamente e sorriu para o casal.

- Ela é linda. – Falou com a voz um tanto rouca.

- Nós decidimos que se fosse uma menina daríamos o seu nome a ela. – Falou Emily.

- Afinal, você é nossa madrinha e a gente gosta um pouquinho de você. – Edgar completou sorrindo.

- Lucy? – A loirinha repetiu o próprio nome encarando a menina no seu colo.

- Não, seu segundo nome, Brigitte. – Respondeu Edgar ainda sorrindo. – Se fosse 'Lucy' você ficaria muito convencida.

(...)

- Ed, eu sei que prometi não te pedir mais nada pelos próximos vinte anos, mas... – Ela mordeu o canto dos lábios e encarou o amigo que sorriu.

- Não precisa pedir. – Ele entendeu o que ela estava querendo. – Eu não convidaria qualquer outra pessoa pra ser madrinha dela que não fosse você.

- Sério?

- Claro que sim! – Falou Emily sorrindo para a amiga.

- Minha afilhadinha... – Ela sussurrou apertando a foto contra o peito.

- Lucy... – Sirius apoiou a mão no ombro da loirinha que estremeceu involuntariamente. – Acho que não temos mais nada para fazer aqui...

Lucy olhou mais uma vez para a foto em suas mãos e a guardou no bolso do casaco. Jogou o porta-retratos vazio novamente no chão, voltou para onde Moody tinha arrumado os corpos de Edgar e Emily e sussurrou um adeus para os amigos antes de sair acompanhada de Sirius.


N/a:

Atendendo o pedido da Carol: Edgar Bones!!! kkkkkkkkkkkk

Ai, eu realmente sofri com essa... Eu gostava muito do Edgar e da relação meio de irmão que ele tinha com a Lucy... Mas, guerra é guerra...

Bem... Como eu tenho interpretações super pessoais sobre algumas coisas da série, acho que eu tenho que explicar algumas coisinhas desse capítulo... XD

A Primeira coisa é que não achei nada sobre um provável irmão do Edgar além da Amélia, mas em HP a Susan Bones se refere tanto à Amélia quanto ao Edgar como 'tios', então no meu entender ela é filha de alguém que mal aparece na história... Por isso ela é só mencionada aqui...

E alguém percebeu que eu tenho certo vício com gêmeos? Rsrsrs Mas é que no quinto livro tem uma parte assim "Susan Bones, cujo tio, tia e primos foram mortos por um dos dez (comensais)..." Então por causa desse 'primos' eu tinha que dar dar mais de um filho para os Bones. Solução: Gêmeos pra eles! \o/\o/\o/

É só isso. Acho. Beijos para: 1 Lily Evans, Yuufu, Mandy BrixX, Caroline Evans Potter, Rose Anne Samartinne e Lolah Lupin (desculpa ter feito você chorar no capítulo passado... mas acho que as coisas não melhoraram muito hoje, não é? rsrsrs).

Não que o próximo capítulo seja 'felizinho', mas não tem mortes... \o/\o/\o/\o/

Tá bom, já vou... ¬¬
Beijos, Luci E. Potter.