CAPITULO X

O camarote estava escuro, e Bella levou algum tempo para acostumar-se. Ela olhou para a cama e ficou apreensiva. Como poderia fazer amor com um homem para quem mentia?

— Deixe a porta aberta, caso Susie acorde — Edward falou, colocando os copos de vinho no criado-mudo e tirando a camisa.

Sentou-se na cama e olhou para Bella, parada entre os batentes da porta.

— Está com dúvidas? — perguntou.

— Estou.

— Venha aqui.

Bella aproximou-se devagar. Edward começou a desabotoar o short dela, em seguida jogou-o no chão. Fitou-a, depois beijou-lhe o umbigo.

— Você me deseja? — perguntou.

— Sabe que sim.

— Mostre-me. — Edward afastou-se. — Tire a camiseta e o sutiã.

Bella obedeceu.

— A calcinha — ele murmurou.

Ansiosa para tê-lo dentro de si, ela praticamente arrancou a calcinha.

— Você tem um corpo maravilhoso — Edward elogiou.

— Posso ir para a cama?

— Como?

— Eu quero você.

Edward sorriu e levantou-se, tirando as roupas com rapidez. Bella queria sentir o peso do peito viril contra seus seios, as mãos másculas percorrerem seu corpo, em longas carícias. Por isso, surpreendeu-se, quando ele se deitou na cama, puxou-a pela cintura, afastou as coxas bem torneadas com o joelho e penetrou-a.

Esperava que Edward a acariciasse, mas ele começou a movimentar-se ritmadamente, e ela foi consumida por uma onda de prazer sem fim, até que entrou em êxtase, gritando o nome de Edward, sentindo que ele também chegava ao clímax.

Por um longo momentos, ficaram deitados, abraçados.

— Você é linda — Edward murmurou.

— Querido... — Bella sussurrou, então aconchegou-se contra o corpo musculoso e dormiu.

Bella abriu os olhos e sentiu-se desorientada.

— Edward?

Saiu da cama e olhou suas roupas espalhadas no chão. Fazer amor com Edward antes de contar toda verdade fora um erro.

Tinha a impressão de que o camarote estava balançando. Olhou pela janela e viu que se aproximavam da costa. Vestiu-se e saiu para o corredor, onde encontrou o carrinho de Susie, mas a menina não estava lá.

Subiu ao deque e viu Edward na cabine, com Susie a seu lado, acomodada na cadeirinha.

— Boa noite — ele cumprimentou.

— Boa noite, capitão.

— Estaremos em casa em poucos minutos. Edward voltou a atenção para o mar. Bella observou-o amorosamente.

— Dormi muito tempo? — perguntou, subindo para a cabine.

Pegou Susie no colo e sentou-se.

— Horas — respondeu Edward. — Não quis perturbá-la. Achei que estivesse cansada.

— E estava.

O sol já descera no horizonte. Edward começou a manobrar o iate para ancorá-lo na marina.

— Sabe que precisamos conversar — ela disse.

— Não esqueci.

Ele lhe lançou um olhar frio. Bella franziu a testa. Havia algo errado. Henri ajudou Edward a atracar o iate. Já estava completamente escuro, quando desembarcaram.

— Cuide de Susie — Edward falou a Bella. — Tenho umas coisas a fazer, antes de ir para casa.

Bella sentiu-se aliviada ao entrar na mansão. O cheiro que vinha da cozinha era delicioso, e ela abriu o forno para ver o que era. Fechou a porta e franziu a testa. Ou Henri tinha escondido seus dotes culinários, ou aquela caçarola de carne e a torta de maçã eram comida congelada.

Não havia tempo para pensar naquilo. Susie estava irritada, queria ser alimentada e trocada. Bella decidiu levá-la para o quarto.

Haviam se passado duas horas, quando Bella finalmente colocou a menina no berço, mas Edward ainda não chegara. Bella sentou-se na poltrona ao lado do berço, sentindo-se cansada, emocional e fisicamente.

Ouviu passos no corredor, em seguida Edward abriu a porta.

— Como Susie está? — ele perguntou.

— Está dormindo.

— Bom.

Ele fez menção de sair do aposento.

— Edward?

— O quê?

— Alguma coisa errada?

— O que poderia estar errado?

— Bem... eu...

Bella levantou-se. Sentia que ele a estava tratando com frieza, e seu arrependimento por tê-lo enganado tanto tempo tornava-se maior a cada minuto.

— Precisamos conversar — declarou.

— Eu sei, mas agora não, estou cansado. Edward atravessou o corredor e entrou em seu quarto. Bella ficou olhando para a porta, magoada. Ser tratada com tanta frieza, depois de terem feito amor, era humilhante.

Furiosa, levantou-se e foi na direção do quarto dele. Abriu a porta sem bater, encontrando-o de costas e falando ao telefone.

— Talvez eu tenha falado demais — ele dizia, irado. — Bem, ela sabe que não sou o pai de Susie, mas não sabe que você é minha meia-irmã, nem que Jasper Whitlock é o pai de Susie...

Bella ficou pasma com aquela declaração, e Edward olhou sobre o ombro naquele instante. Seguiu-se um momento de silêncio, então ele disse:

— Escute, Tania, tenho que desligar. Falamos depois.

Bella observou-o desligar o telefone.

— Susie é sua sobrinha? — perguntou.

— Isso não é da sua conta. Eu não entraria aqui agora, se fosse você.

— Por quê? Por que está se comportando desse jeito? Acho que me deve mais do que indiferença.

— Oh, acha que devo algo a você?

— Eu...

— Não me olhe assim, Isabella.

— Assim como? Como uma mulher que se sente magoada, usada? Bem, desculpe, mas é como você faz com que eu me sinta.

— Eu? — Edward deu-lhe as costas e começou a desabotoar a camisa. — Saia, vou tomar banho.

— Por que está me expulsando? Esta tarde você agiu como um homem...

— Apaixonado? Não a estou expulsando, mas se não sair, vou fazer amor com você de novo.

Bella sentiu as faces enrubescerem.

— Não compreendo você — murmurou.

— Eu também não me compreendo, neste momento. — Ele jogou a camisa numa cadeira. — Tudo o que sei é que a possuí essa tarde e quero possuí-la de novo.

— Por que está tão bravo?

— E que não quero sentir desejo por você.

— Está apaixonado por outra mulher?

— Eu estava esperando que me fizesse mais perguntas. — Edward riu. — Você é boa, muito boa.

— Não sei o que quer dizer.

— Não? Por que não toma banho comigo? Lá eu lhe contarei tudo. Direi como descobri que Tania Denali é minha irmã, mas se seu namorado aparecer na janela, não vai conseguir tirar fotos... decentes.

Bella não acreditava no que ouvia.

— Sabe quem sou? — indagou.

— Claro que sei. — Edward abriu o fecho da calça jeans. — Quer tomar banho comigo?

— Você não entende...

— Não? Acho que entendi tudo muito bem. Deixe-me ver... É para você ser sensual, conseguir toda a informação que puder, e Jacob deve tirar as fotografias.

— Ouviu Jacob conversando comigo?

— O final da conversa, mas eu sabia quem você era desde o início.

Bella estava incrédula. Edward caminhou até o criado-mudo, abriu a gaveta e colocou alguns papéis sobre a cama. Ela pegou umas folhas e ficou surpresa ao lê-las.

Era sua vida. Ali encontravam-se seu endereço, seus empregos anteriores e até mesmo suas características, dadas por um ex-patrão.

— Não ia deixar que qualquer uma cuidasse de Susie — Edward declarou.

— Como conseguiu estas informações?

— Paguei por elas. — Ele sorriu. — Pode-se ter tudo, quando se paga bem. Passaram isso para mim, via fax, uma hora depois de você ter chegado.

— Algum estúpido detetive particular?

— Ele foi bastante eficiente, mas você colaborou muito ao dar seu verdadeiro nome.

— Por que não me expulsou daqui?

— Eu me fiz a mesma pergunta. Acho que não pude resistir. Meu primeiro impulso foi expulsá-la, mas você apareceu em meu escritório, tão linda e deslumbrante, que não tive coragem.

Ela sentiu-se apreensiva.

— Sou um homem de sangue quente, e já que a farsa tinha começado, queria ver até onde você iria — prosseguiu. — E você foi até o fim.

Bella sentia-se humilhada. Queria chorar, mas não permitiu que as lágrimas caíssem.

— Não acredito que tenha sido tão calculista — murmurou.

— Como as mulheres têm facilidade em virar a situação! Você mentiu para mim, enganou-me e tentou invadir minha vida. E me acusa de ser calculista! — Edward abriu o zíper da calça e começou a baixá-la. — Vou tomar meu banho. Quer vir comigo?

— Vá para o inferno!

— Se brinca com fogo, deveria saber que pode se queimar.


E aí, gostaram?

Poxa! O Edward sempre soube de tudo... quando eu li pela 1° vez eu nem imaginava que ele sabia ¬¬

A fic tá acabando... agora só faltam 3 capítulos.

Eu posto o próximo sexta-feira.

Bjs e até lá!