Disclaimer: Bem, tal como todos devem estar fartos de saber Harry e companhia não me pertencem... oh!!!!! Alguém me quer oferecer um??? Eu aceito de bom grado o Draco, o James, o Sirius, o Remus... pode ser à vossa escolha!!!!!
Capítulo X
Meu Mundo, Teu Mundo
-Aconteceu-lhe alguma coisa! Tenho a certeza disso!
-Sirius, não tens a certeza disso! A Lily também não soube nada dela.
James estava sentado numa poltrona na Sala Precisa vendo o amigo andar de um lado para o outro.
Tentava convencer Sirius que precisava de se acalmar, mas este não parecia prestar-lhe atenção. Na sua cabeça só uma pessoa estava naquele momento: Marlene McKinnon, a bela morena que lhe conquistara o coração durante os tempos de escola.
-Sirius, vamos esperar até que o Remus regresse. Pode ser que ele saiba alguma coisa acerca da Lene.
-Achas que sim?! – Por fim Sirius decidiu sentar-se. – A culpa é minha, James! Se lhe aconteceu alguma coisa a culpa é minha.
James nada disse.
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-E eles que nunca mais chegam! – Ron olhava para o relógio pela terceira vez num curto espaço de tempo. – Mas afinal para onde é que eles foram? Eu queria saber afinal o que se passou com o Si… Samuel!
-Ron, eu também quero saber o que se passou! Mas olhar de minuto a minuto para o relógio não vai ajudar em nada! Não tarda o Harry e a Ginny estarão a chegar e então poderemos voltar para o castelo.
Como se tivessem sido chamados, Harry e Ginny apareceram naquele momento no campo de visão dos amigos. Vinham de mãos dadas e com sorrisos nos rostos.
Hermione foi a primeira a perceber isso e também ela sorriu.
-Olá! Então, só estão vocês aqui?! – Harry olhou em redor, procurando por Sirius e James.
-Sim, eles foram andando para o Castelo. – Respondeu Hermione sem querer alongar-se em explicações naquele momento.
Mas Harry não era parvo, e ela sabia disso. Ele olhou-a desconfiado.
-Passou-se alguma coisa?
-Harry… - a morena tentou acalmá-lo – Não se…
-Hermione!
-Harry, não se passou nada de grave. Não te preocupes. Vamos para o Castelo!
O moreno acabou por concordar embora a contragosto. Não podia perguntar abertamente o que se passava porque Ginny estava ali e ela não sabia de nada do plano.
Afinal o que teria acontecido para que nem o pai nem o padrinho tivessem esperado por ele?
-Está a ficar tarde. – Hermione olhou para os outros. – Vamos.
-Harry... – Ginny sussurrou ao ouvido do agora namorado – Passa-se alguma coisa?
Ele ergueu uma sobrancelha fazendo-se desentendido.
-O que… Não Ginny, não se passa nada. É só que… tínhamos combinado encontrarmo-nos todos aqui e… como eles não estavam cá eu… pensei que lhes pudesse ter acontecido alguma coisa!
Se a rapariga acreditou ou não naquela explicação, nada disse. Ele passou-lhe o braço pelo ombro puxando-a de encontro a si e deu-lhe um pequeno beijo na bochecha.
-Não se passa nada comigo! Mas nos últimos tempos parece que tudo têm andado a correr bem! Isso preocupa-me!
-Oh, Harry!
-Hey! – Ron só naquele momento pareceu notar como eles estavam próximo. – O que é…
-Ronald Weasley! – Hermione lançou a Ron um olhar ameaçador.
-O que é? Ela é a minha irmã mais nova! Aliás, única irmã!
Harry ficou ligeiramente atónito perante tão rápida mudança de assunto. Rapidamente se recompôs e disse para o amigo:
-Ron, eu e a Ginny… nós começámos a namorar!
-Namorar? O que…? Há quanto tempo é que isso dura? E… e porque é que ninguém me disse nada?
-Ron! – A ruiva estava a ficar da cor dos cabelos.
-Ok, por agora eu calo-me! Mas, Harry… -Levantou um dedo na direcção do amigo. – Nós vamos ter uma conversa quando chegarmos ao Castelo!
-Ron! – Ginny parecia a pontos de explodir. – Tu nem penses em armar-te em super protector comigo!
-Eu não vou fazer nada de mal! – Defendeu-se o rapaz. – Só preciso de ter uma pequena conversa com o Harry! Mais nada!
-Ginny, deixa! O Ron até tem razão, sabes! – Harry continuou com o braço sobre os ombros dela. – Ele só está preocupado contigo.
A ruiva suspirou mas acabou por se decidir a esquecer o assunto e aquela conversa terminou por ali.
Puseram-se então a caminho, em passo lento, aproveitando cada momento daquela saída. Afinal de contas, no dia seguinte teriam aulas e a próxima visita a Hogsmead ainda estava longe!
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Para Draco a vida havia mudado muito nos últimos meses. Saíra de casa renunciando a tudo em que acreditava e estava agora do lado dos "traidores" de sangue. Não se arrependia da decisão que tomara de abandonar aquele que sempre considerara o seu lar, com excepção dos momentos em que parecia que tudo e todos estavam contra ele.
A vida em Slytherin deixara de ser fácil! Onde outrora havia sido considerado um príncipe, agora era visto com outros olhos. Aqueles que eram, dentro da casa, abertamente a favor do Lord não tinham problemas em mostrar o seu desagrado face à decisão que ele tomara, e os outros… os que eventualmente poderiam apoiá-lo… esses estavam mais preocupados consigo próprios.
E Draco não os podia condenar por isso! Até há bem pouco tempo atrás ele próprio agia assim.
Naquele momento estava ali, sozinho, a meio do caminho que ligava Hogsmead a Hogwarts. Onde ninguém o encontraria, ou pelo menos era isso que ele julgava.
-Olha quem temos aqui! – A forma como a voz de Blaise Zabini soou aos ouvidos do loiro transmitiu-lhe tudo menos tranquilidade. – Draco!
-Blaise! – Discretamente Draco tentou levar a mão à varinha guardada num dos bolsos do manto.
No entanto, depressa o outro percebeu as suas intenções.
-Então, Draco! – Disse Blaise enquanto desarmava o oponente. – A levantares a varinha contra os amigos?
"Magia não verbal" Draco ponderou rapidamente as suas hipóteses: desarmado e contra um oponente capaz de realizar feitiços não verbais… elas não pareciam muito promissoras.
-Oh, Draco, não precisas de ficar assim! Nós só queremos ter uma pequena conversa contigo, mais nada! Queremos saber como estás, afinal o teu pai está preocupado contigo!
Por momentos o coração de Draco pareceu parar. Apenas o autocontrolo característico de um Slytherin o impedia de correr dali para fora, o que na realidade era o que mais queria fazer naquele momento. Mas o seu orgulho nunca lho permitiria!
-Pois é, Draco! Nós temos estado em contacto com o Sr. Malfoy. Ele parece preocupado contigo. Acho que lhe têm chegado aos ouvidos rumores que o inquietaram.
Pansy, Crabbe, Goyle e Theodore Nott manifestaram a sua presença naquele momento, quando o último lançou uma gargalhada sarcástica.
-Parece… - Continuou Zabini ignorando os outros – que se preocupou, ao tomar conhecimento de alguns acontecimentos que se passaram no Salão Comunal. Lembras-te Draco? Lembras-te do que se passou?
-Draco! – Pansy chamou a atenção sobre si. Ao contrário dos outros aquela situação não lhe parecia agradar muito. – Ainda vais a tempo de alterar as coisas! Pede perdão ao teu pai e ao Lord, aceita a punição e volta!
Uma gargalhada irónica escapou dos lábios do loiro face a estas palavras.
-Voltar?! Achas mesmo que eu teria permissão para voltar?
-Draco…
-Chega! Eu não quero ouvir mais nada! Se foi só por isso que vocês vieram aqui, então estão a perder o vosso tempo! Agora, se não querem mais nada de mim, devolvam-me a minha varinha que eu quero voltar para o Castelo.
Deu dois passos na direcção de Blaise que segurava a sua varinha com a mão esquerda, mas parou ao ver que tanto Crabbe como Nott ergueram as respectivas varinhas na sua direcção.
-Draco, Draco, Draco! – Disse Blaise abanando a cabeça. – Não julgaste que seria assim tão fácil, pois não? Se não te convencemos a juntares-te de novo a nós, então temos de considerar-te um inimigo.
-E tu sabes, não sabes? – Acrescentou Nott. – Tu sabes o que acontece aos inimigos do Lord?
Sem varinha, Draco não tinha muitas opções.
O primeiro feitiço que o atingiu foi lançado por Crabbe, mas graças a todo o treino que tivera durante o Verão conseguiu manter-se de pé. No entanto, quando Blaise o atingiu com um feitiço ferroada particularmente forte acabou por ir parar ao chão.
Durante alguns minutos, a chuva de feitiços atingiu o rapaz caído que se tentava esquivar como podia.
Os únicos que não participavam naquele triste espectáculo eram Pansy e Goyle, que naquele momento agarrava a rapariga, impedindo-a de fazer fosse o que fosse para o ajudar.
O último feitiço lançado por Nott acabou por deixar o loiro inconsciente, impedindo-o assim de ver quando por fim os outros se cansaram e foram embora gargalhando despreocupadamente enquanto o deixavam ali, e também de ver o olhar repleto de remorsos que Pansy lançou na sua direcção.
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-Afinal o que é que se passou com o Samuel e com o Jayden?
A caminho do castelo, Ginny fez a pergunta que ninguém queria que ela fizesse.
Após uma troca de olhares que não passou despercebida à ruiva, Ron respondeu-lhe:
-Eles estavam connosco, mas o Samuel lembrou-se que tinha de fazer alguma coisa e o Jayden foi com ele!
Estavam já a meio do caminho quando viram um grupo liderado por Zabini sair por entre um estreito caminho. Todos conversavam animadamente entre si, excepto Pansy Parkinson.
Nenhum queria um confronto naquele momento, por isso deixaram-nos passar sem dizer nada e eles pareceram nem os ver.
"Estão muito contentes! O que será que andam a tramar?" Harry pensou para si próprio. Sentiu-se observado e levantou o olhar. Pansy olhava para ele como se tivesse algo para lhe dizer mas que não o pudesse fazer. Ela parecia quase… angustiada com qualquer coisa! Mas isso foi só por breves instantes pois rapidamente ela compôs de novo a sua expressão.
-Iam muito sorridentes! – Comentou Ron recomeçando a andar. – Cá por mim andaram a tramar alguma!
Hermione e Ginny também fizeram questão de acompanhar o ruivo mas pararam ao ver que Harry não tinha saído do mesmo sítio.
-Harry! – Hermione caminhou até ao amigo – Passou-se alguma coisa?
-Vão andando para o Castelo, eu tenho de ir ver uma coisa!
-O quê? Nós não te vamos deixar aqui sozinho! – Foi o que Ginny disse.
-Eu fico bem! – O moreno olhou para Hermione. – Ouve, está mesmo em cima da hora de recolher ao Castelo. Tu e o Ron são monitores e precisam de lá estar, caso contrário vão ter problemas. Eu só preciso de ir ver uma coisa e volto logo!
-Então eu vou contigo! Também não sou monitora!
-Ginny, eu não vou deixar que tu arranjes problemas. Eu só preciso de esclarecer uma dúvida, até é provável que nem seja nada! – Ao ver a expressão dela acrescentou. – Eu prometo que te conto tudo assim que chegar ao Castelo. Agora, por favor, vai com o Ron e a Hermione.
Ela suspirou.
-Muito bem, eu vou com eles. Mas, vais ter de me contar tudo quando chegares ao Castelo. E quando eu digo tudo é mesmo tudo, Harry James Potter!
Harry olhou para a namorada. Ela estava totalmente decidida, e Harry sabia que seria muito difícil dar-lhe a volta. Acabou por decidir deixar isso para mais tarde: naquele momento tinha uma dúvida para esclarecer.
-Muito bem Ginny, quando chegar ao Castelo conversamos. Agora voltem que já deve estar na hora!
Harry esperou até que os amigos desaparecessem do seu campo de visão para seguir pelo mesmo caminho do qual o grupo de Slytherins tinha vindo.
Era apenas uma sensação estranha no seu peito que o fazia querer seguir aquele caminho. Estava a arriscar-se a apanhar uma detenção por chegar fora da hora do recolher e nem sabia se encontraria alguma coisa. Mas havia algo que o impelia a continuar naquela direcção.
Talvez fosse o olhar de Pansy, ou a necessidade de saber porque motivo eles estavam ali reunidos tão escondidos de todos mas, a verdade, é que percorreu todo o caminho sem por uma vez sequer pensar em voltar para trás.
Chegou a uma clareira. À primeira vista parecia deserta mas, após um olhar mais atento, notou alguém caído e aparentemente inconsciente. Aproximou-se cuidadosamente - a ideia de uma cilada sempre presente na sua mente.
Quando estava a menos de uma dúzia de passos da figura caída estacou. Não tinha dúvidas da identidade dele!
-Malfoy!
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Remus aparatou perto dos grandes portões de Hogwarts, poucos minutos antes da hora de recolher.
Rapidamente lançou sobre si os feitiços que alteravam não só o seu aspecto como também a sua voz e juntou-se a um grupo de alunos que regressava naquele momento.
Procurou pelos amigos mas não os conseguiu encontrar em lado nenhum. Tentou não se preocupar com isso e seguiu o seu caminho em direcção ao dormitório.
A confusão que reinava naquela manhã desaparecera, sem dúvida graças aos elfos que trabalhavam incansavelmente para que tudo em Hogwarts estive sempre limpo, e todos alimentados.
Seamus Finnigan e Dean Thomas estavam sentados, cada qual na sua cama, conversando animadamente sobre como tinha sido o seu dia: isso era perfeitamente normal!
Depois de se arranjar para o jantar desceu para a sala comum onde ficou a ler um livro ao mesmo tempo que observava quem entrava. Uns após outros, os alunos iam entrando, enquanto conversavam animadamente.
Ao fim de algum tempo acabou por notar a entrada de Ginny, Hermione e Ron, todos com expressões preocupadas.
-Passou-se alguma coisa? – Perguntou-lhes quando se aproximaram.
-Várias! – Respondeu Ron enquanto Ginny olhava para a entrada.
-Ginny, ele já vem! Anda, vamos trocar-nos para o jantar! – Hermione esticou a mão para a amiga que, suspirando, aceitou.
Quando as duas raparigas desapareceram pelas escadas, Remus olhou para Ron com uma sobrancelha erguida.
-Passou-se alguma coisa com o Samuel. Nós estávamos no 3 Vassouras e, de repente, ele disse qualquer coisa acerca de uma Lene. Parecia completamente abobado e assustado ao mesmo tempo. Então saiu a correr!
-Lene? – Remus perguntou mais para si próprio que para o ruivo a seu lado.
-O Jayden foi atrás dele, mas tendo em conta que estás aqui, eu presumo que eles não tenham vindo para aqui.
-Eles não estavam no dormitório, mas eu tenho uma ideia de onde eles podem estar. – Sim, de facto Remus sabia exactamente onde estavam os amigos.
-Como se isto não bastasse, - continuou Ron – quando vínhamos para cá, vimos um grupo de Slythrins a vir da floresta e o Harry resolveu ir ver se eles não tinham andado a tramar alguma coisa!
-Sozinho?!
Ron assentiu.
-Sim. A Ginny ainda tentou demovê-lo mas não conseguiu nada. Ele só disse que, como monitores, eu e a Hermione tínhamos de estar aqui a horas, e que não ia deixar que a Ginny se metesse em problemas.
Ron parou por uns instantes para olhar o rapaz à sua frente. Depois concluiu:
-Agora, temos o Samuel e o Jayden por aí, nalgum sítio do castelo, e o Harry lá fora na floresta à procura de sabe Merlin o quê!
Remus levantou-se e, adoptando o ar do monitor que em tempos foi, disse para o ruivo:
-Eu vou procurar o Jayden e o Samuel. Vou tentar perceber o que se passou com eles e falo-lhes do Harry. Depois veremos o que fazer.
Deixou a sala deixando para trás Ron que se esticou no sofá, sentindo-se anos mais velho.
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Harry aproximou-se de Draco que continuava caído e inconsciente. Ao aproximar-se mais pôde notar um pequeno corte que sangrava sobre a sobrancelha direita do loiro.
Abanou-o suavemente mas deteve-se quando o ouviu gemer. Observou-o melhor. A roupa estava suja de terra e apresentava alguns pequenos rasgões aqui e ali. Não parecia sangrar de lado nenhum sem ser da ferida na testa. Harry perguntou-se a si próprio o que lhe teria acontecido e lembrou-se do grupo que tinha saída daquela direcção a conversar animadamente. Teriam tido alguma coisa a ver com aquilo?
-Malfoy! – Tentou despertá-lo abanando-o um pouco mas parou ao aperceber-se do gemido que escapou do outro.
Segurou-o com um braço enquanto com a mão livre pegava na varinha e se tentava lembrar de um feitiço que o ajudasse a despertar o loiro.
-Ennervate!
Com o feitiço Draco acabou por despertar. Abrir os olhos e olhou o redor, sem noção de onde estava. Tentou levantar-se, mas isso só o levou a gemer de dor.
-Tem calma! – Disse Harry surpreendendo-se a si próprio.
Como se lhe faltassem as forças para se tentar debater, o loiro apenas se deixou ficar quieto.
-Achas que te consegues levantar? – Harry perguntou lançando um olhar preocupado na direcção do outro. Estava a ficar tarde, o frio fazia-se sentir cada vez mais forte e ele não sabia a extensão dos ferimentos de Draco.
Harry viu o loiro esforçar-se para se pôr de pé. Acabou por conseguir mas rapidamente pareceu ficar sem forças e se não fossem os rápidos reflexos do moreno certamente que teria acabado por cair de novo por terra.
Como se de um instinto se tratasse Draco encolheu-se ao toque. Depois relaxou e suspirando disse num murmúrio:
-Obrigado!
-Não, obrigado eu! – Harry falou encarando um ponto qualquer no horizonte.
Draco não entendeu e franziu a testa. Esse gesto custou-lhe mais algumas dores mas ele pareceu não se importar. Só queria ser esclarecido.
-Sim. Bem, eu nunca te agradeci por teres aceite salvar o Sirius do véu. Por isso, obrigado.
Um silêncio abateu-se sobre eles enquanto se dirigiam num passo lento para o castelo. Por fim, quando os portões já estavam bastante próximos, Draco quebrou-o.
-Eu não mereço!
Agora era Harry que não percebera o que o outro queria dizer.
-Eu não mereço que me agradeças. Eu fi-lo por que sou egoísta. Se não o fizesse seria entregue ao Ministério. Só o fiz para… salvar-me a mim próprio. – As últimas palavras foram ditas num tom de quem sente vergonha de si próprio.
Harry ponderou por alguns instantes. Depois disse:
-Mesmo assim agradeço! Agradeço por teres saído de casa e teres, mesmo que para te salvar, aceite salvar o Sirius. Agradeço também por teres aceite nunca revelar nada acerca dos meus pais e da verdadeira identidade do Jayden, do Samuel e do Ryan. Quaisquer que sejam os teus motivos, tu podias ter revelado tudo, mas não o fizeste. Por isso, obrigado!
Draco acenou com a cabeça. Não sabia o que dizer face àquilo.
Passaram pelos portões e mal tinham entrado dentro do Castelo quando a Professora McGonagall se juntou a eles aproximando-se por entre os muitos alunos que ali estavam.
Passou o seu olhar penetrante por ambos, detendo-se um pouco em Draco que, apesar de ainda estar fraco parecia já conseguir manter-se em pé por si próprio.
-Posso saber o que se passou para terem chegado tão tarde? E o que se passou com o Sr. Malfoy?
Harry lançou um olhar a Draco para saber o que ele iria dizer. O loiro limitou-se a encarar McGonagall sem dizer nada.
-Não têm nada a dizer? Muito bem, Sr. Potter acompanhe o Sr. Malfoy à enfermaria. – Fez uma pausa e depois acrescentou dirigindo-se particularmente para Draco. – Vou informar o professor Snape, afinal ele é o Director da sua casa, ele decide que medidas tomar. Depois…. – Voltou a dirigir-se a ambos – decidiremos qual o vosso castigo por chegarem fora de horas.
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Remus entrou na Sala Precisa com relativa facilidade. Conhecia os amigos suficientemente bem para saber o que teriam pensado quando entraram.
Percebeu que não se tinha enganado quando a porta se materializou na sua frente. Entrou rapidamente e viu James e Sirius voltarem-se na sua direcção.
- Demoraste. – Foi a única coisa que Sirius disse.
Remus avançou até à poltrona e disse para James:
-Passou-se alguma coisa com o Harry! Ron, Hermione e Ginny voltaram de Hogsmead mas ele ainda não chegou.
James ergueu uma sobrancelha. E Remus continuou:
-Também não sei mais nada! O Ron está na Sala Comum, pode ser que ele saiba mais alguma coisa.
James ainda lançou um olhar na direcção de Sirius, a preocupação estampada no rosto. Depois deixou a sala, deixando apenas Sirius e Remus.
-O que é que sabes da Lene? – Perguntou Sirius sem deixar de encarar as chamas que crepitavam na lareira.
Remus surpreendeu-se um pouco mas respondeu:
-Não muito! Sei que continuou a trabalhar como curandeira em St. Mungus durante algum tempo após a tua prisão. Nessa altura ainda falávamos, mas ela ficou muito mal com tudo o que se passou, com a morte do James e da Lily, e tu teres sido acusado e preso. Depois disso saiu do país e acabámos por perder o contacto.
Sirius desviou por fim o olhar na direcção do amigo. Quando falou, fê-lo em voz baixa, quase como um murmúrio:
-Aconteceu-lhe alguma coisa Remus. Tenho a certeza que sim! E se algo lhe aconteceu eu nunca me vou perdoar.
-Sirius… - Remus interrompeu o amigo – eu vou entrar em contacto com alguns dos membros da Ordem. Com certeza que eles nos ajudaram a encontrar a Lene. Vais ver que ela está bem! Agora vamos. O Harry ainda não tinha voltado, e isso deixa-me um pouco preocupado.
Sirius não parecia muito convencido pelas palavras do amigo, mas a preocupação com o afilhado falou mais alto. Deixaram a sala, lado a lado, apressando o passo na direcção da torre dos Gryffindor.
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Jayden percorria os corredores do castelo em passo muito apressado. O seu destino era a torre dos Gryffindor, mas a meio caminho mudou de ideias. Rapidamente se voltou e seguiu a direcção contrária em direcção à sala de Lily.
Não demorou muito tempo a lá chegar afinal conhecia aqueles corredores como ninguém. A porta estava apenas encostada e Lily sentada no seu interior com diversos papéis na mão.
Duas batidas na porta e entrou fazendo com que a agora morena olhasse na sua direcção.
-James… - murmurou de forma quase inaudível. – Passou-se alguma coisa?
O "rapaz" tomou o cuidado de fechar a porta depois de entrar e respondeu:
-O Harry! Ele ainda não voltou de Hogsmead. E ninguém sabe o que se passou!
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Harry e Draco percorriam os corredores em silêncio, caminhando na direcção da enfermaria. O silêncio havia-se instalado entre eles desde que momentos antes haviam deixado a presença da directora dos Gryffindor.
Uma vez chegados à enfermaria, o loiro pôde finalmente deitar-se a descansar após responder a uma série de perguntas de Madame Pomfrey que parecia saber que eles lhe estavam a tentar esconder algo.
Draco tinha preferido não revelar aquilo que lhe tinha acontecido, o que espantou Harry, mas o moreno acabou por aceitar. Afinal, ele não era sequer amigo do outro para se meter assim na vida dele.
"Se bem que…" pensou Harry para consigo próprio. "O que eles fizeram foi realmente nojento. Mais que o normal!"
Atacar pessoas da sua própria casa, Harry nunca julgara que isso pudesse acontecer. Slytherins não eram pessoas confiáveis por natureza. Eram traiçoeiros e preocupavam-se mais em garantir o seu bem-estar que com as outras pessoas. No entanto, nunca haviam mostrado problemas entre eles.
-Estás muito pensativo, Potter!
Harry ergueu o olhar para Draco. Não se tinha dado conta que se havia alheado de tudo o que o rodeava.
Vendo que o outro se esforçava por pegar num pequeno copo com água que havia sido deixado perto da cama, Harry rapidamente o pegou o lho entregou.
A enfermeira já tinha deixado a divisão, provavelmente em busca de Snape ou McGonagall para lhes pedir satisfações.
De novo o silêncio se instalou entre os dois… inimigos? Continuavam a ser inimigos? Harry já não sabia. O Draco Malfoy que tinha na sua frente era muito diferente daquele ao qual havia recusado apertar a mão no primeiro dia de aulas e que o atormentara durante tantos anos.
Talvez estivesse na altura de seguir o conselho de Dumbledore! Talvez estivesse na hora de lhe dar uma oportunidade!
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James e Lily cruzaram-se com a professora McGonagall à saída da sala da professora de poções.
A mais velha parecia saber exactamente o que os levara a sair de forma tão apressada do gabinete.
-O Harry está bem! Ele chegou há alguns momentos acompanhado por Draco Malfoy. Neste momento eles estão na enfermaria.
A troca de olhares entre os Potter fez a mulher perceber que eles a tinham entendido de forma errada.
-O Harry está bem. Quem foi ferido foi Draco Malfoy.
Eles pareceram acalmar mas mesmo assim Lily perguntou:
-E o Draco? Ele está bem?
-Vou agora informar o Severus do que se passou. Só depois poderei ir falar com eles e ver como estão.
-Podemos ir ter com eles à enfermaria? – Perguntou James. Mesmo que a resposta fosse negativa ele fazia tensões de ir ver como estava o filho.
Minerva parecia compreender isso e respondeu:
-Penso que não tem nenhum problema, mas tentem não dar muito nas vistas!
Os dois apenas assentiram. Seguiram então cada um para seu lado: Minerva em direcção às masmorras, em busca do ex-professor de poções, e Lily e James em direcção à enfermaria.
N.A.: Olá a todos!! *Morgana escondida atrás de uma parede de betão armado* Estão bons?
Pois é, eu sei que este capítulo demorou horrores para sair mas... bem, só posso pedir desculpa e a vossa compreensão!
*Morgana sai detrás da parede* Queria agradecer por todos os reviews que deixaram, e mais uma vez pedir desculpa a todos, em especial a miss potter. Três reviews no mesmo capítulo: bateu cá dentro.
Quanto a este capítulo, então... gostaram?
Se sim, tirem dois minutinhos para deixar a vossa opinião; se não não se acanhem. Deixem também a vossa opinião! Só assim eu poderei melhorar!!
Prespectivas futuras de capítulos... não faço tensão de demorar muito! Entrei de férias (finalmente) e só me falta realizar os exames finais, mas em princípio terei mais tempo para escrever.
Well, that's all
vou agora passar a palavra à minha beta!
Vamos lá ver o que ela tem a dizer!!
KissKiss
Morgana Bauer
N.B.: Helloooooooooooo!!!!!!! pois, sim, finalmente que esta menina se decidiu a escrever alguma coisita... xD Já não era sem tempo!!! caramba, kuanto eu ralhei pra tu me dares trabalho não remunerado... loooool
Uma coisinha: continuo com esperanças em relação ao suposto final desta fic (uma coisa mt boa emr elação a ser beta reader é o facto de podermos saber o final das histórias antes dos outros... huhuhu)... Morgana, ainda tenho esperança!!!!! (eu sei o k vais dizer em relação a isto, mas enfim -.-' a esperança é a última a morrer!!!)
Boas leituras!!!!!!!!!! Bjooooooooo (ah, e Morgana... um lembrete: ESTA NÃO É A ÚNICA FIC QUE TENS PRA CONTINUAR!!!!!!!! ò.ó)
2Dobys
