Disclaimer –

Inuyasha pertence a Takahashi Rumiko.


Capitulo 10 – Uma vida a lembrar I

A cabeça estava pesada, tudo ao que olhava ou estava rodando ou tinha várias bolinhas multicoloridas, ouvia alguém lhe chamar ao longe, mas não conseguia o foco da visão, não conseguia ver nada além do branco.

- Rin-chan! Oe Rin-chan!

Quando a visão voltou a se focar lentamente percebeu que uma garota a olhava, seus grandes olhos azulados e meio incomuns continham um ar preocupado e temeroso.

- Oe Rin-chan, você este bem? – Questionou novamente enquanto ajudava uma menininha a se sentar.

Rin a olhou como se a visse pela primeira vez, o uniforme que usava estava todo sujo, a garota estava um tanto quanto machucada, seus joelhos estavam ralados as mãos feridas e ainda havia machucado o rosto fazendo um corte na bochecha.

- Maa... Quantas vezes tenho que te pedir para não subir em árvores? – Se abaixou perto dela para lhe tirar a terra da roupa, enquanto passava a mão por seu cabelo tentando alinhá-lo novamente.

- Gomen Saya-chan, Rin-chan gosta dessa árvore e demo tinha um neko lá, um super neko branco – Disse Rin com os olhos marejados olhando a garota enquanto tentava gesticular com seus pequenos braços – Gomen Saya-chan, Rin-chan sente muito. _ Disse enquanto a mulher lhe abraçava.

- Está tudo bem Rin-chan, mas parece que o gatinho foi embora – Disse enquanto olhava para a enorme árvore acima da cabeça delas – Você disse um super neko né?

- Hai, hai ele tinha olhos brilhantes que nem o sol, e... E uma coisa na testa, acho que estava machucado Saya-chan – Disse a menina ponderando, estava tão concentrada no neko que não notou Saya de olhos arregalados.

- Rin-chan, é melhor nós voltarmos para dentro, parece que vai chover – Olhou para o céu que estava totalmente negro antes de voltar à atenção para a garota – E, além disso, temos que cuidar dos seus machucados.

- Mas e o neko Saya-chan, o que vai acontecer com ele? – Questionou num tom preocupado.

- Ele vai estar bem, nekos sabem se cuidar – Disse dando um sorriso – Vamos?

- Hai! – Respondeu a menina alegre, nem parecia que havia caído de costa no chão e batido a cabeça na queda de uma árvore com altura quase que igual um prédio de dois andares.

Saya apenas balançou a cabeça negativamente, com o tempo aprendera a acostumar-se com a alegria da menina.

Já estava com vinte anos, mas parecia ter uns dezessete, seu cabelo loiro era curto e meio arrepiado, seus olhos de um azul único brilhavam de emoção e carinho enquanto olhava a menina de seus sete anos.

- Saya-chan? – Chamou Rin enquanto olhava para cima procurando os olhos da mulher.

- Sim Rin-chan? – Perguntou com um sorriso.

- Quando Rin-chan poderá brincar com Tomoki-chan? – Perguntou inocente. O que a menina não notou foi que o sorriso havia congelado no rosto de Saya, e fingindo ao máximo para não assustar a menina com lágrimas que queriam vir, respondeu.

- Temo que não seja possível Rin-chan, Gomen.

- Mas a Rin queria brincar com ela, por que não pode trazer ela aqui? – Questionou com certa manha e birra.

- Eu adoraria Rin-chan, mas Tomoki-chan está em um lugar meio difícil para se tocar – Disse enquanto sentia os olhos marejarem – Agora pra cama antes que Kaede-sama venha e brigue conosco. – Disse enquanto entravam no quarto.

A menina correu para o banheiro sendo logo seguida por Saya que a ajudou em sua higiene pessoal antes de trocar de roupa e a levar para a cama e aconchegar confortavelmente por debaixo dos cobertores.

- Oyasumi Rin-chan – Disse dando um beijo na testa da menina que lhe olhava agora com olhos sonolentos.

- Saya-chan? – A chamou antes que ela se fosse.

- Sim?

- Quando falar com Tomoki-chan pode contar a ela sobre Rin-chan? E que Rin-chan gostaria muito de brincar com ela, você fala?

- Hai Rin-chan – Respondeu mais para si do que para a menina que havia adormecido.

Saya encostou a porta e seguiu por um longo corredor mal iluminado e que continha uma única porta ao final.

- "Ás vezes acho que isso aqui parece mais um mausoléu do que um orfanato". – Pensou enquanto chegava mais perto da porta a abrindo logo em seguida.

- Menina Saya boa noite – Disse uma velha senhora de cara bondosa, e meio enrugada com um tapa olhos.

- Boa noite Kaede-sama – Disse enquanto se sentava com um suspiro cansado e se servia um pouco de chá, que se encontrava na mesa ali.

A sala em que estava não era uma das melhores partes da casa, continha uma mesa bem grande onde as madres se sentavam para um pouco de descanso ou para conversar sobre qualquer coisa. Tinha também um fogão velho, que deveria ter sido da cor marrom, mas que agora era quase que coberto por ferrugem. Algumas janelas bem gastas e a enorme porta por onde Saya viera.

- Como está Rin-chan, dando muito trabalho? – Perguntou Kaede enquanto olhava a menina sorver um pouco de chá e colocar a xícara em cima da mesa.

- De modo algum, ela faz muita arte, gosta de subir em árvores – Disse enquanto levantou o rosto para ver o olhar um pouco assustado de Kaede prosseguindo rapidamente – Mas é um doce de menina.

- É Rin-chan realmente é um doce, e lembra muito...

- Tomoki.

- Hn!

O Silêncio que se formou ficou pesado como se o assunto fosse algo muito ruim, mas Kaede prosseguiu.

- Vai falar com ela? – Perguntou agora num tom sério, fazendo com que Saya a olhasse e logo em seguida desviasse os olhos para o chão de pedra meio desgastado.

- Não sei, Rin-chan me pediu para mandar um recado-

- Sabe que isso está se tornando perigoso de mais. – Disse Kaede a cortando.

- Eu sei – Disse agora encarando o chá que agora estava frio – Essa vai ser última vez prometo.

- Menina Saya, posso te fazer uma pergunta?

- Sim, Kaede-sama.

- A árvore em que a menina Rin subiu – Kaede notou como os olhos de Saya haviam se arregalado como se o que dissesse fosse algo bem pior – Hm, soka.

- Ela disse que viu um super... Neko branco... – A medida que ia falando a voz ia morrendo gradualmente.

- Saya...

- Eu lhe juro Kaede-sama é a última vez, eu lhe juro. Antes de colocar a vida da minha menininha eu prefiro-

Antes de terminar o vento que sofreu com a chuva que caia do lado de fora, foi com tamanha violência que algumas velas que estavam acessas se apagaram quando a porta de entrada se abrira bruscamente. Saya encarou Kaede aterrorizada enquanto a velha senhora lhe olhava docilmente, como que sentisse pena dela.

- Não há nada que se possa fazer agora.

Saya se levantou e começou a caminhar para fora enquanto a verdade lhe batia forte na face, e no minuto seguinte estava correndo totalmente desesperada não permitiria que acontecesse nada com Rin.

Quando chegou ao quarto totalmente ofegante pela correria, seu coração quase que parou subitamente. Sua filha Tomoki estava perto de Rin que dormia tranquilamente, Tomoki estava com o braço estendido com a intenção de encostar em Rin, mas não o fazia.

Um par de olhos brilhantes como o sol mais brilhante de uma linda manhã ensolarada a encarava como se fosse uma ameaça, não a deixando tocar em Rin.

- Okka-san – Disse Tomoki com a voz ressonante, fria e ao mesmo tempo cortante – Por que me trocou por ela Okka-san, por que se esqueceu de mim?

A menina tornou a tentar encostar em Rin mas recebeu um rosnado, fazendo com que afasta-se um pouco a mão novamente. Saya não conseguia pensar em nada, apenas em sua filha, Rin e um cachorro... É parecia com um cachorro a silhueta que via através da janela.

- Saia da minha frente – Pediu a menina – A alma dela me pertence – Continuou enquanto sua voz ia se alterando.

Tomoki vestia um grande vestido branco, e estava totalmente pálida, seus cabelos estavam meio revoltos e era castanhos parecidos com os de Rin, mas sua expressão não era Tomoki que Saya conhecia não podia ser.

- Não Tomoki-chan, eu nunca me esqueci de você, okka-san te ama. – Disse enquanto tentava se aproximar da garota.

- IIE! – A menina gritou, seus grandes olhos avelãs, assim como os de seu falecido pai, que antes estavam tranqüilos agora demonstravam histeria e desespero, os cabelos antes meios revoltos agora estavam totalmente revoltos suas roupas antes branca havia se tornado negra, espalhando assim a total escuridão pelo quarto eu antes era meio iluminado pelas luzes do lado de fora.

O animal que se encontrava ali começou a simplesmente brilhar no meio daquela escuridão toda, possibilitando assim a visualização do que estava acontecendo, de frente para ele continuava sua filha tentando pegar Rin, mas sendo impedida pelo animal.

- O que foi que eu fiz – Disse enquanto lágrimas começavam a brotar – Por egoísmo meu eu arrisquei a vida da Rin, eu me sentia tão sozinha antes da Rin-chan chegar que através de magia negra e outros artifícios eu invoquei a minha filha, e por causa disso ela se transformou em um monstro, o que foi que eu fiz – Disse enquanto derramava mais lágrimas.

"Você não quer salva-la?"

Ouviu uma voz distante e forte, era uma voz realmente boa de ser ouvida mas, não conseguia prestar muita atenção seus pensamentos estavam muito confusos.

"Não quer ajudar a sua filha?"

Saya levantou a cabeça e reparou que o cão ou seja lá o que aquele animal fosse havia conseguido 'nocautear' Tomoki e agora olhava para ela firmemente.

"Ela não vai parar até que você faça alguma coisa"

Saya desviou o olhar do cão e começou a pensar, desviara também por que encarar a ele parecia o mesmo que encarar o sol num dia quente de verão, e pensou até que viu sua filha começar a se mover novamente indo em direção de Rin, e vendo o cão começar a rosnar para ela novamente como se fosse a atacar a qualquer momento.

"Não temos muito tempo, você quer ou não?"

- Tomoki – Gritou Saya vendo sua filha para e a encarar – Leve-me no lugar dela onegai – Disse começando a chorar novamente enquanto se aproximava um pouco mais de sua filha.

- Okka-san não é a sua que quero, é a dela – Disse dando um minúsculo sorriso maligno.

"Diga: Eu te invoco para dentro de mim ó alma perdida entre os dois mundos. Vinde a mim Tomoki".

- Eu... – Disse com voz quebrada pela dor e magoada pelo que sua filha queria fazer. Respirou fundo antes de continuar – Eu te invoco para dentro de mim ó alma perdida entre os dois mundos. – Disse abrindo os braços para a sua filha que agora lhe encarava aterrorizada – Vinde a mim Tomoki.

Um enorme brilho iluminou agora completamente o quarto antes de Saya se sentir mal e se abaixar um pouco.

- NÃOOO! – Sentiu o grito de ódio sair de si própria e sentimentos, diversos dele que nunca havia sentido se manifestarem. Como em um flash momentâneo tudo fez sentido, o ódio que sentia era o de sua própria filha.

- Tomoki você está com... Ciúmes da Rin? – Disse com a voz embargada enquanto se abraçava – Eu não sabia Tomoki-chan gomen, a Okka-san apenas se sentia muito só e...

- Egoísta, Okka-san é uma egoísta, eu só queria...

- Eu sei, me perdoe.

- Não, quero que vocês duas desapareçam.

- Não Tomoki-chan foi um erro meu eu...

- AHHH, cala a boca.

- IIEEE!

E no minuto seguinte, a cor rubra do sangue cobria o chão do quarto.

As 'duas' sentiram uma dor horrível no abdome e quando olharam viram o enorme cão em cima da cama e como antes num flash se transformar em homem e o que deveria ser suas patas se transformaram em mãos de garras afiadas onde goteja o sangue de ambas.

- O que fez? – Perguntou as duas já tombando ao chão.

- Mesmo que seu sentimento seja puro, o ódio de sua própria filha a corromperá e você querendo ou não com ela dentro de você, iria tentar matar a minha Rin.

- Como ousa Rin não é...

- Seu tempo acabou Saya – Disse com um sorriso malicioso enquanto se levantava e via a garota cair morta ao chão.

Aproximou-se da janela vendo a lua imponente no céu, assim como a sua presença dentro daquele quarto. Estava completamente nu, mas não se sentia nem um pouco incomodado de estar como estava.

- Está feito – Disse sem nenhuma emoção voltando para perto de Rin que graças a um feitiço que lançara nela dormia tranquilamente, e se sentando na cama enquanto levou uma mão agora já limpa do sangue que julgava repugnante daquela garota, ao rosto da menina lhe acariciando.

- Muito bem, você cumpriu-

- A garota é minha, velha – Disse dando um sorriso malicioso, enquanto olhava Rin com total possessão.

- Não foi isso o que havíamos combinado – Disse a pessoa se alterando um pouco, antes de receber um olhar frio e zombeteiro do homem.

- Isso que dá quando se faz acordos com Youkais.

Continua...
Oieeee minna-san o/ Eu voltei com mais um capitulo... Uff esse ai foi bem grandinho de se fazer u_u confesso que cansei e olha que nem terminei ele... Vai teruma continuação é que nomp ia dar tempo, aff.
Mas e então o que acharam?
Por favor avaliem com muito cuidado coloquei todo meu esforço nesse acho que agora posso me ir pra outra vida feliz... kkk' zueira.
Se tiver algum, erro ignorem ou melhor o concertem =D É que escrevi no momento e alterei muitas coisas para o original que já havia escrito aff... Tenho um aviso semana que vem não vai rolar de postar capitulo, essa semana começa minhas provas e tenho que estudar pacas... e além de tudo tenho prova no sabado *morre* Num gosto de prova no sábado então vai ficar meio dificil... Eu fiquei tão feliz com os comentarios que recebi, realmente muito obrigado gente *.*

Vc's são o poço da minha alegria, o mouse da minha alegria... Hontoni arigato.
então um beijo pra vc's e até sem ser essa semana a outra. Kissus o/ Bye