Cap.10

Segredos do passado

Um clima pesado e ao mesmo tempo melancólico se instalou no esconderijo. Embora nenhum deles fizesse idéia do que realmente aconteceu no passado, em seu inconsciente havia uma dolorosa cicatriz. Ou várias cicatrizes de origens desconhecidas. Todos estavam reunidos esperando os irmãos Itálias e Japão saírem de dentro do banheiro. Depois que Itália acordara sem se lembrar das outras nações, Japão e Romano tiveram a idéia de levá-lo para tomar um banho, deixando os demais aguardando.

Alemanha mantinha seu olhar no infinito. Nem triste, nem feliz. Era como se algo lhe tivesse sido sugado após a pergunta do amigo.

"Quem é você?"

Tudo aconteceu rápido demais e isso assustava, inclusive, América. Havia algo que Itália não queria contar... Algo que estava além da lógica. E por algum motivo se viu, de repente, mirando de Canadá para Inglaterra, parando sua visão neste último sem que ele percebesse. Tentava ignorar as visões que tivera no porão depois de quebrar o relógio, mas um outro lado seu... Um lado mais maduro... Insistia em dar importância àquelas cenas. Conscientemente ou não, prometera a si mesmo que não deixaria nada de ruim acontecer aos amigos.

Quando Japão abriu a porta, todos se voltaram pra ele e China foi o primeiro a se aproximar do irmão.

_ Como ele está? _ Perguntou.

_ Está tomando um banho agora. Romano está tomando conta dele.

Canadá baixou a cabeça e levantou o olhar inseguro:

_ Será que ele está com... Amnésia?

_ Não, acho que é um pouco diferente _ discordou Inglaterra, cruzando os braços e suspirando exausto.

Os presentes mergulharam nos próprios pensamentos por um instante.

_ Talvez... Foi a mesma coisa que eu passei... Que nós passamos... _ Japão murmurou, e ao se ver como o centro das atenções, virou o rosto _ Quero dizer... Quando quebramos um relógio, temos um monte de lembranças estranhas e fica tudo misturado na nossa cabeça. Talvez Itália tenha tantas lembranças que chegou ao seu limite, tanto física quanto mentalmente. Está saturado, então a tendência é rejeitar.

_ Rejeitar? _ China inquiriu _ Rejeitar o que?

No entanto, foi América que respondeu, deixando claro que entendia a linha de raciocínio de Japão:

_ As dele mesmo. Acho que Itália anda se esforçando, então... As linhas andam se transformando em pontos. As memórias estão todas espalhadas.

_ Hai. _ Japão murmurou _ A prova disso é que ele... Meio que... Disse meu nome.

_ "Meio"? _ Espanha ergueu as sobrancelhas _ Como assim "meio"?

_ Bem... Er...

De repente a porta do banheiro se abriu e de la saiu Itália Veneziano, já com os cabelos molhados e o corpo úmido. Ao lado dele estava um acanhado Romano.

_ Desculpem por fazê-los esperar _ Pediu o mais velho.

_ Huh? _ América abriu um largo sorriso _ Ah, não esquenta! E então, Itália? Está melhor?

Veneziano assentiu receoso.

_ Sim, senhor. Desculpe por tudo... Estou melhor agora.

_ Que? _ Prússia engasgou _ Senhor? Peraí. Hm... Itália, você sabe quem sou eu... Não sabe?

_ Sim... Você é o senhor Prussia, aquele é o Senhor Japão e esse é... _ Apontou para Alemanha e logo seu braço amoleceu.

Alemanha limitou-se a mirar os olhos ambarinos que o contemplavam por um curto intervalo de tempo.

_ ... Sacr...

_ Hn?

Veneziano sacodiu a cabeça e piscou várias vezes antes de voltar à realidade. Falava cabisbaixo, constrangido e de um modo bem infantil:

_ Er... Senhor... Alemanha...

_ Itália, o que aconteceu com você? _ O loiro indagou.

_ Ahn... Bem... Senhor... Alemanha... Eu...

_ Ele... _ Espanha balançava a cabeça incrédulo _ Está falando que nem quando era uma criança.

Romano cruzou os braços mal humorado:

_ Dêem um tempo, ta legal? As memórias dele ainda estão atrapalhadas e ele está meio confuso.

_ Claro, daremos um tempo. _ Rússia sorria superficialmente. _ Certo, Itália?

_ Ah... S... Sim, senhor.

_ Fique com ele, Romano. _Pediu Japão.

_ Que? E... Espere, eu estive pensando... E eu acho que talvez eu devesse dizer a verdade, afinal de contas ...

Todos, exceto Veneziano, arregalaram os olhos, tentados a ouvir a história. No entanto, Inglaterra mordeu o lábio inferior e balançou vagamente as mãos:

_ Er, espere, Romano. Agradeço a consideração, mas eu acho nós realmente não deviamos ter lhe dito pra contar sem considerar os sentimentos de Itália.

_ Só cuide do seu irmão, petit. _ França falou com carinho _ Se não houver outro jeito, vamos pedir pra nos contar, certo?

_ Ta... Veneziano, va dormir! Você está cansado. _ puxou-o pela mão _Vamos!

_ M... Mas...

_ Está tudo bem_ Alemanha o tranquilizou _ Qualquer coisa chamamos vocês.

_ T... Ta.

Quando os irmãos se afastaram para o compartimento das camas, França suspirou preocupado:

_ Ele está tão... Desgastado.

_ Da _ Rússia concordou _ Provavelmente já se esforçou muito. Deve estar sempre achando que poderia se esforçar mais e está mais difícil de nos proteger.

_ Vamos pensar no que faremos. _ Decidiu Japão.

Todos miraram o asiático e assentiram.

_ Ahn... Sabem... _ América coçou a cabeça e ergueu uma das sobrancelhas _ Tem uma coisa que eu queria saber... Ahn... Alemanha, o que foi aquela coisa que você deu pro Itália?

_ Hn?

_ Sabe, antes dele empurrar você pra dentro da cela.

_ Ah. _ Alemanha tirou o pedaço de metal de dentro do bolso _ Isso aqui. Ele deixou cair quando foi acertado, então eu peguei de volta.

Ao olhar para a peça, Estados Unidos abriu a boca, mas fechou-a imediatamente. Canadá, por sua vez, ajeitou os óculos para examinar melhor o objeto:

_ Parece comum, mas deve nos ajudar a escapar. Pelo menos pela forma como Itália agiu... Quem sabe.

_ Será que é uma espécie de chave? _ Arriscou Espanha.

_ Chave? _ França riu sem querer _ Chaves não costumam ter esse formato.

_ E daí? Ah! E se a fechadura também for incomum?

_ Heim?

_ Mas a gente não encontrou nenhum buraco onde isso possa caber. _ Prússia bateu nas próprias coxas.

China se pôs a pensar... Massageou o fino queixo e mirou Inglaterra.

_ Teve um lugar que lhe fez se sentir desconfortável, não?

O europeu corou:

_ Bem... Havia... E não havia... Digo, havia tantos lugares que me inquietaram que posso ter esquecido de algum deles.

_ Em todo caso _ América chamou a atenção _ Vamos procurar na mansão mais uma vez. Só alguns, claro. Os outros ficam aqui. Muito bem, quem vem comigo? Iggy?

_ Tanto faz. Se bem que... Itália deve estar com fome. Posso preparar alguma coisa...

De repente todos esqueceram a melancolia e arregalaram os olhos e a boca ao cogitar a possibilidade de Inglaterra ficar na cozinha. Movido pelo desespero latente, Japão foi o primeiro a interceder (quase implorar) pelo pobre amigo:

_ Não! Temos que ir juntos, Inglaterra-san! Juntos!

_ Huh? Mas a comida...

_ Eu ficarei! _ China praticamente gritava desesperado _ França também vai ficar! _ E puxou o braço de França com tanta força que quase fez o loiro cair de cara no chão.

_ Heim? Oh! Oui? Oui! _ França concordou freneticamente abrindo um sorriso muito forçado e dando um meio abraço em China _ A gente cuida da comida, mon ami! Agora que já tem muita gente na cozinha, pode procurar com os outros! Va! Va!

Enquanto Inglaterra piscava confuso, América fracassava em conter a própria gargalhada e Rússia enxugava o suor da testa com a mão aliviado. A situação já estava bem complicada pra ainda ter que comer algo preparado pelo Reino Unido.

_ Eu também vou ficar. _ Prússia encolheu os ombros _ Não to legal.

_ Ok, então, Rússia, Canadá, Japão e Inglaterra vem comigo _ América ergueu o polegar _ Alguém discorda? _ Sem objeções _ Ótimo, então vamos.


Claro que para procurar uma fechadura que sequer sabiam se realmente existia exigia um pouco de coragem. Ou melhor, muita coragem. Aliais, América estava realmente surpreso consigo mesmo, afinal perambulava por uma mansão cheia de salas e com um monstro a solta. Morria de medo de filmes de terror e o fato de ainda continuar de pé era uma proeza! Orgulhou-se. Era mais herói do que imaginava, pensou.

Ao chegarem ao último andar, entraram no quarto onde o mocchi estava preso... Uma das que Inglaterra havia sentido um mal pressentimento. O Reino Unido parou na entrada. Sentiu um estranho mal estar naquela sala. Aliais, desde que entrara naquela maldita mansão seu humor vinha sofrendo uma constante depressão. Os demais entraram e quando isso aconteceu, Japão arregalou os olhos e correu até mocchi, que ainda estava atrelado à parede.

_ Essa não! Eu tinha me esquecido dele!

As outras nações se surpreenderam e aproximaram-se do local onde estava o asiático. De fato ninguém mais havia visto o mocchi antes. Olhando bem de perto, puderam ver que o bicho tinha os olhos bem azuis, uma mechinha de cabelo claro apontando pra cima e marcas em torno dos olhos que se assemelhavam a um óculos. Se América fosse um mocchi, certamente seria assim.

Russia riu descontraídamente:

_ O que é essa bolota?

_ Que criatura revolucionária é essa? _ Os olhos de América brilharam _ Isso é fantástico!

_ É um mocchi e ele está preso _ Japão tentou puxá-lo, mas era inútil.

_ Tadinho... _ Lamentou Canadá _ ... Ele está olhando pra nós com brilho nos olhos...

_ Eu tinha me esquecido completamente dele! Não se preocupe, mocchi, vamos ajudá-lo em breve. Só espere um pouco mais, sim?

_ É... _ Russia deu uma olhada em volta _ Parece que não há nada mais aqui. Melhor irmos.

_ Sei. Voltamos outra hora.

E com um imenso sentimento de culpa, Japão deixou a sala.

O próximo ponto foi o porão. Canadá, de vez enquanto, aproximava-se do irmão ao sentir todos os pêlos se arrepiarem com a atmosfera local. Nem mesmo Rússia, que estava sempre aquecido, continha os calafrios, já Inglaterra... A sensação que tinha é a de que ficava gradativamente mais mal humorado que de costume. Aquele lugar o afetava de uma forma bem peculiar.

Finalmente chegaram ao ponto onde estava a cela que Itália os prendeu. Foi quando Rússia parou de andar e mirou a caixa.

_ Rússia-san? _ Japão suspeitou.

_ Ahn... Itália disse que tinha esperança na caixa. O que será que quis dizer?

Após a pergunta retórica, Rússia entrou na cela para carregar o pacote para fora. Enquanto isso, Canadá mirava os outros três.

_ Ele poderia estar falando em "esperança de escapar", não?

_ É? _ América mostrou-se descrente enquanto Rússia colocava a caixa no chão _ Achei que era só um truque pra nos prender.

_ Será que faz barulho se a gente mexer? _ Inquiriu Japão agachando-se perto da caixa.

Quando o asiático sacudiu o objeto, ouviu algo balançar la dentro. Enquanto isso, os olhos verdes de Inglaterra recaíram rapidamente num símbolo de lacre desenhado na caixa.

_ Não acredito.

_ Inglaterra-san?

_ Er... Esperem, esperem um minuto. Isso é um pouco incomum. Ahn... Oh, sorry. Vocês provavelmente não vão conseguir abrir. Isso... Bem, tem magia minha aí.

Todos mostraram-se surpreso.

_ Que diabos está acontecendo? _ O próprio Reino Unido se questionava enquanto analisava o selo.

_ Magia sua? _ Canadá abriu a boca confuso _ Então isso é seu?

_ Não! Bem... Ahn... Certo, me dêem um minuto. Acho que posso remover isso.

Uma áurea de magia envolveu Inglaterra, que ao estender a mão em direção ao selo, rompeu um lacre invisível, mas de forma bem audível.

_ Pronto. Tentem agora.

_ O que será que tem aí? _América sorriu esperançoso _ Espero que seja sorvete!

Inglaterra respirou fundo e contou até cinco para não dizer algo como "o que sorvete estaria fazendo dentro de uma caixa no porão, idiota?". O pior é que América certamente lhe daria uma resposta bem mal educada e, provavelmente, o insultaria.

Contudo, qualquer pensamento foi cortado quando Rússia abriu o pacote e um repentino holograma imediatamente surgiu ao lado deles, emitindo um barulho que mais parecia um rádio fora de sintonia.

"... O... Voc..."

_ Hn? _ Quando o risonho América distraidamente moveu a cabeça para o holograma, seu sorriso instantaneamente se desfez, sendo substituído bruscamente por uma expressão de pânico. Era a imagem de Inglaterra com o ombro ferido e o uniforme manchado de sangue _ Ahh...!

O susto foi tão grande que todos miraram o verdadeiro Reino Unido (alarmado diante da própria figura) só para se certificarem que tudo estava bem com ele.

_ Que? _ Rússia quase caiu pra trás.

_ In... Inglaterra! _ Exclamou Canadá.

"... E... Isso..." o holograma transmitia a mensagem de forma precária.

_ O... O que é isso? _ Inglaterra questionava nervosamente _ Por que eu...?

_ Psiu! Ele que dizer algo! _ Japão interrompeu.

"Meu... Meu eu-futuro está vendo isso! Não há muito tempo para falar. Se houver alguma chance de Itália morrer, procure o 'diário'!"

"Em troca, você terá as memórias dele, assim como a minha vida! Volte sem falhar! Volte no tempo!"

"Salv... Itáli..."

Em seguida, a imagem desapareceu.

Ninguém sabia o que dizer.

_ Er... _ Rússia sibilou _ Hm... Inglaterra? Você tava bem acabado. O que aconteceu?

Não houve resposta. Inglaterra estava perplexo demais.

_ Então essa mensagem é pro Inglaterra no futuro? _ América arriscou _ E ele disse alguma coisa sobre voltar no tempo ou algo assim, certo?

_ Também falou "encontrem o diário". _ Complementou Canadá.

Finalmente Inglaterra acordou, ainda que sua voz fosse quase inaudível:

_ Ele disse "meu futuro-eu"...? Estava falando de... Mim?

_ Mas Itália está vivo... _ Japão lembrou _ E "o diário"... Aquilo não foi específico, foi?

Ao mirar Inglaterra, América sentiu seu coração dar um inexplicável salto, mas balançou a cabeça freneticamente e passou a vasculhar dentro da caixa. Queria agir de modo racional e, para sua surpresa, havia algo la dentro.

_ Huh? Um relógio!

_ Não só isso... _ Ao seu lado, Rússia também se agachava para pegar algo _ Um carta... Mas não tem endereço.

_ Carta? _ Japão olhou para o papel e ao ver o destinatário, suspirou _ Sei... Vou entregar a ele mais tarde _ Falou guardando o papel no bolso. _ Bem... É só uma sugestão, mas... E se quebrássemos o relógio?

_ Que? _ América protestou. _ Por que?

_ Tenho um pressentimento de que isso esconde alguma coisa haver com a mensagem que Inglaterra nos deu. Além disso, sempre que quebramos um relógio, eu posso ter uma idéia do que vai acontecer... E ainda temos que consertar o tempo.

_ M... Mas... Eu não...

Era impossível explicar. América ainda não se recuperara da última vez que quebrou o relógio e, ao mesmo tempo, seu orgulho o impedia de confessar. Mesmo porque Inglaterra certamente lhe lançaria um "eu não disse?" nada acolhedor. Sem querer, percebeu Inglaterra fitando-o de relance e ligeiramente preocupado, mas o europeu virou o rosto nervosamente.

_ Está tudo bem. Eu vou quebrar esse relógio.

E, com mágica, o destruiu.

Japão sentiu o ar faltar e a visão novamente ser envolvida por uma núvem negra.


Quando abriu novamente os olhos, o asiático se viu dentro da sala a qual o monstro anormalmente grande atacara Itália anteriormente. Estava invisível e no cenário de batalha haviam sete pessoas feridas pelo oponente. Dessa vez a cena era bem pior. A criatura pretendera atacar Prussia, cuja perna direita estava quebradas, e Inglaterra tentou socorrê-lo. Todavia, América foi mais rápido e atirou no inimigo, sem conseguir ferí-lo tanto. O resultado disso foi um herói gravemente ferido, e antes que Alemanha, Japão e França, todos seriamente lesionados, pudessem fazer qualquer coisa, Itália se levantou e fechou os punhos.

_ É A MIM QUE VOCÊ QUER! _ Gritou.

O monstro olhou para Veneziano e avançou nele.

_ Shit! _ Inglaterra fez força pra se levantar _ Corra, Itália!

_ Não... Se eu me mover... América vai...

Alemanha correu para protegê-lo, mas o monstro foi mais rápido e atravessou o coração de Veneziano, que vomitou uma grande quantidade de sangue subitamente.

_ ITÁLIA! _ Alemanha gritou.

O Japão que testemunhava a lembrança abriu a boca e engoliu ar horrorizado. Não foi o único. Foi de repente que o América de seu tempo surgiu ao seu lado, também invisível perante os demais, e, ao se ver diante daquele cenário, segurou a própria cabeça aflito.

"Não! Não de novo!" Aquele América contraía os punhos e apertava os olhos e os dentes, como se travasse uma luta interior. "Pare, por favor! Dessa vez é Itália!"

_ América?

_ Japão? Você também está aqui?

Enquanto isso, Itália caía sobre os próprio joelhos e depois no chão, deixando um lago de sangue se formar ao redor de seu corpo. Apesar disso, sorria. Um sorriso sem vontade, sem brilho, sem vida...

_ Eu... Consegui... _ Murmurou rouco enquanto o monstro desaparecia lentamente _ ... Protegi todos... Fiz sem erros...

Alemanha caiu de joelhos perto do corpo de Itália e o acolheu.

_ Idiota! Por que fez isso? Itália!

_ Vocês... Não sabem, mas ... Essa é a segunda vez que viemos pra ca... A primeira vez, eu não fui útil ... E todos... _ Itália fez uma pausa e desfez o sorriso. Recordar as mortes de cada um era realmente doloroso _ Eu poderia finalmente ter vocês de volta... Graças a Deus... Mas me desculpe ... Agora é minha vez de ir...

_ Pare de brincadeiras! Segunda vez... Do que está falando?

_ Eu... Voltei... No tempo...

América e Japão, invisíveis, arregalaram os olhos. Tempo! Itália voltou no tempo! Então todas aquelas lembranças "falsas" eram reais.

_ Eu consegui escapar daqui. _ Itália confessava _ Mas eu fui único... Eu não queria isso... Então tive que libertar... Vocês...

_ I... Idiota... _ França protestou _ Você tinha que sair conosco, não nos libertar!

Japão tentava conter a hemorragia, amarrando fortemente as bandagens em Itália, mas Veneziano não dava importância. Sentia a vida ir aos poucos.

_ Aguente firme, Itália! _ O asiático pedia com aflição.

_ Hei, Alemanha...

_ E... Espere! Não se esforce! _ Pediu Alemanha com a voz sufocada pelo desespero _ Já sei! Vou fazer um lugar pra você! O melhor lugar pra você descansar! Aguente um pouco!

_ Sério? _ Sorriu sem forças _ Então, você vai fazer muita camas ... Onde todos possam descansar... E eu vou dormir... Entre você e ... Japão...

_ Sim...

_ E uma mesa beeem grande... E... Um lugar onde todos possam cozinhar...

_ Definitivamente!

_ Ale... Manha...

_ Sim?

_ Eu... _ Itália fechou novamente os olhos e aninhou-se no loiro _ Eu queria escapar com vocês...

Sua voz foi sumindo, até um de seus braços ser esquecido ao lado do corpo. Japão foi o primeiro a arregalar os olhos e parou de fazer os curativos. Itália estava morto.

_ Itália?_ Alemanha sentiu o corpo do amigo perder gradativamente o calor _ ...! Itália! ITÁLIA! _ Sacodia-o como se aquilo fosse revivê-lo _ ITÁLIA! ACORDE, ITÁLIA!

_ Não... _ Inglaterra murmurou perplexo.

_ ITÁLIA! PARE DE BRINCADEIRAS! VOCÊ PODE ABRIR OS OLHOS! ITÁLIA! ITÁLIAAAAA!

_ Alemanha está... _ América sentia o coração bater mais rápido, talvez por se imaginar na situação de Alemanha.

Já Prússia, mesmo com uma das pernas quebradas, tentava acalmar o irmão, cujas lágrimas de fúria estavam tão intensas quanto os gritos:

_ Acalme-se, West! Arg! França, me ajude aqui!

_ Itália está... _ França sibilava enquanto agarrava um dos braços de Alemanha, ainda que não fizesse força alguma _ Não... Impossível... Por que?

Inglaterra passou a mão pelo cabelo e olhou para o chão transtornado. Itália morrera? Essa perda deprimiu França e desestabilizou Alemanha, que até então nunca havia perdido o controle. O germânico gritava o nome do amigo e chegava a pressionar o cadáver com mais força, como se aquilo fosse acordá-lo. Provavelmente Prússia também estava sofrendo, mas estava ocupado demais tentando conter o irmão.

Mais alguém? Sim, Japão. Inglaterra olhou para o asiático, que estava de pé, parado e com os olhos bem abertos enquanto as lágrimas escorregavam involuntariamente.

_ Essa não...

Japão assustou-se quando Inglaterra pressionou seu ombro esquerdo. Quieto, olhou para ele como se não o reconhecesse, apenas esperando uma resposta.

_ Japão, vamos embora daqui. Isso não vai ser bom pra... Japão?

_ ...Gomen... _ Murmurava com voz trêmula _ ...Faz tanto tempo desde que perdi um amigo que não sei... Como reagir...

Suas lágrimas foram ficando cada vez mais intensas até que tudo que lhe restou foi olhar para o chão e se afogar nos próprios soluços.

_ Eu sinto tristeza... E raiva... E impotência... E vazio... Eu não sei como deveria me sentir, mas não consigo parar de chorar...

Foi com ternura que Inglaterra lhe abraçou e lhe deixou molhar seu ombro com as lágrimas. Japão segurou-se no amigo e deixou-se levar pelos efeitos da dor. América aproximou-se deles e afagou os cabelos do asiático. Estava doendo em si ver Itália daquela maneira, mas certamente doía muito mais em Alemanha e Japão.

_ Japão, vamos... _ Estados Unidos falava pesaroso _ Se ficar aqui, só vai piorar.

_ ...Ta...

A imagem se desfez qual tinta de aquarela a ser dissolvida, e o cenário mudou novamente. Os viajantes do futuro sentiam-se fracos. Pelo visto o tempo que permaneciam vendo aquela lembrança lhes sugava as forças. O americano mirou o exausto amigo e descansou uma das mãos em seu ombro.

_ Está tudo bem, Japão? Se quiser, pode se apoiar em mim.

_ Não... Eu estou bem... E você? Apertou tanto sua mão que está sangrando.

_ É porque não quis quebrar o relógio... Não posso fazer nada aqui.

América novamente contraiu o punho, só que sem a mesma força.

_ Que diabos! Alguma coisa sempre... Sempre... Acontece...

O cenário de agora era o do corredor do lado de fora a da sala onde Itália acabara de morrer. O América do passado havia levado Japão dali, juntamente com Inglaterra. La fora, China, Canadá e Russia os esperavam.

_ Então? _ Canadá perguntou inseguro, olhando para os três.

_ Itália está...

Japão não conseguiu terminar de falar. Era como se o vazio dentro de si o sufocasse cada vez mais. Antes que China e Canadá pudessem falar qualquer coisa, América trouxe o amigo para aninhar-se em seu ombro e balançou a cabeça num silencioso pedido para que evitassem perguntas. Aquilo dizia tudo.

De dentro do quarto, ainda se ouvia os gritos de Alemanha, juntamente com Prússia tentando acalmá-lo. Não se ouvia a voz de França, mas sabiam que ele também ajudava Prússia a controlar o europeu.

_ Se eu tivesse... _ China murmurava desolado _ Chegado aqui mais cedo...

_ Não! _ América exclamou sentindo o peso da culpa enquanto afastava-se de Japão e se aproximava de China _ Fui eu que disse pra nos dividirmos!

Calaram-se. Não adiantava se culpar. Tudo já tinha acontecido. América respirou fundo e olhou para frente. Por coincidência seu olhar caiu em Canadá, o qual não carregava nos braços o seu urso, mas tão somente um livro de capa surrada.

_ O que é isso?

_ Achei na biblioteca. Parece ser um... Diário...

Ao ouvir isso, o Japão do futuro arregalou os olhos de repente.

_ América! Aquele livro! Será que é o diário do qual Inglaterra falou?

_ Parece um livro que Itália anda usando. Achei que era um bíblia, mas... É isso?

Rússia tomou sem grosseria o objeto das mãos de Canadá e abriu na primeira página:

_ Achamos algo nesse livro. Vejam o usuário.

Inglaterra pegou o livro oferecido pelo euroasiático e franziu o cenho ao ler o nome:

_ Itália Veneziano? _ Concluiu folheando-o _ Não, isso não quer dizer que ele seja o dono do diário... É como se fosse uma... Inscrição pra um contrato. _ De repente parou em uma página específica _ Hn? Aqui diz...

De repente, o Japão do futuro sentiu uma força lhe sugar dali. Quando deu por si, América já havia desaparecido.

"Não... Eu tenho que aguentar... Nem que seja por mais alguns segundos...!"

Mas logo foi tragado dali.


_ Japão? América? _ A voz era de Rússia.

Quando deu por si, Japão estava de volta ao presente. Novamente no porão, perto de Russia, Inglaterra, Canadá e América. Este último levemente atordoado.

_ V... Voltamos? _ Estados Unidos inquiria fracamente _ Oh... Se eu tivesse aguentado mais um pouco...

Antes que se desequilibrasse, Canadá apoiou o irmão.

_ Apenas se sentem um pouco, por favor... Vocês dois estão muito pálido.

América e Japão sentaram-se lado a lado e encostados na cela. O asiático passou a mão nos cabelos ainda aturdido.

_ Aquilo foi... A segunda vez...

_ Hn? _ Inglaterra os mirou confuso _ Do que está falando?

_ São somente hipóteses... Tudo o que eu vi... Foram experiências do passado... Ou futuro?

Futuro... Podia "prever" o futuro tão somente porque os eventos do passado estavam se repetindo, ainda que com algumas variações. Pelo que deu pra entender, da primeira vez que visitaram a mansão, todos morreram, exceto Itália, que voltou no tempo. Da segunda vez, Itália foi quem morreu...

_ Espere. _ América olhou para Japão _ Então em que rodada nós estamos? Quantas vezes nós... Perdemos nossos amigos?

Russia, Inglaterra e Canadá o fitaram surpresos.

_ Rodada...? _ Este último tentava formular a questão _ Como assim?

_ Você quer dizer... _ Russia arriscou _ Quantas vezes nós já estivemos aqui?

Japão fechou os olhos tão enfraquecido que quase deixou seu corpo tombar para o lado. Só não o fez porque Inglaterra agachou-se perto dele e sacudiu-lhe o ombro:

_ H... Hei! Você está bem? Que inferno vocês viram? Conseguem voltar mais uma vez?

América baixou a cabeça:

_ Você poderia... Fazer isso por mim? Eu não to legal também...

América ainda se recuperava dos efeitos da "viagem". Não foi mais doloroso que da última vez, exceto pelo fato de agora saber que nada do que viu era falso. Tudo realmente aconteceu.

Inglaterra massageou a própria nuca tenso com o estado de América e Japão.

_ Sumimasen... _ O asiático murmurou _ Mesmo sabendo que ele está bem... Quero ver Itália.

_ Da. _ Russia agachou-se perto dele _ Mas já que não se aguenta em pé, suba nas minhas costas. Melhor irmos embora.

Russia ficou de pé assim que o asiático subiu em suas costas, e sentiu os braços de um quase adormecido Japão contornarem seu pescoço. América se recompôs, com a ajuda de Canadá, e assim seguiram o caminho de volta. Inglaterra caminhava bem atrás, com os olhos fixos no chão.

Havia algo que lhe incomodava muito. Algo haver com o seu holograma.

O que ele fizera no passado para terminar naquele estado?


Quando voltaram ao esconderijo, Russia colocou Japão no chão e logo China veio ao encontro dos dois.

_ Ah, vocês voltaram! _ Veneziano abriu um sorriso e correu até os recém-chegados _ Ola, er... Japão!

_ Ainda bem... _ Japão sorriu _ Você parece melhor. Como está sua memória?

_ Bem... Desculpem-me pelo trabalho. Eu ainda não me lembro de tudo, mas ... As coisas estão se encaixando. Conversei muito com meu irmão, então estou lembrando de algumas coisas.

_ Que bom. _ Tirou a carta do bolso e a entregou para Itália _ Achamos isso no porão. Está endereçada a você.

_ A mim?

_ Eu não abri, mas... Leia em voz alta, onegai.

Inseguro, Itália abriu o papel enquanto todos os outros se reuniam perto de si. De repente arregalou os olhos perplexo.

_ É a minha... Letra...

_ ...

_ Bem... Está escrito... "Para mim mesmo, que vive em algum ponto no tempo e que não está sozinho"

Mais uma vez, cometi alguns erros e tive alguns progressos. Mas finalmente comecei a aprender, ainda que lentamente a acreditar nos meus amigos.

Eu vivia com medo que todos me culpassem por trazê-los pra ca. Pensei que iam me odia ou ficarem com raiva de mim, e me abandonarem, mas depois eles me disseram que eu estava errado

Eles ficaram bravos comigo.

Doeu muito.

Não que eles fossem me bater, mas doeu mesmo.

Finalmente descobri, mas sei que essa memória não ficará comigo quando eu viajar mais uma vez no tempo. Infelizmente, vou perder a minha vida novamente.

É por isso que eu estou escrevendo essa carta.

Por favor, agradeça ao Inglaterra.

E diga a todos a verdade. Tenho certeza que vão ficar loucos, mas não é que eles odeiem você.

Por que você não confiou em seus amigos mais cedo? Quem são os seus amigos?

Isso foi o que me disseram, e é isso que eles vão lhe dizer também.

Eu tenho certeza que vai chorar. Então, quando isso acontecer...

As últimas palavras, Itália leu em silêncio enquanto se emocionava. Uma longa pausa foi suficiente para o encadeamento de idéias. Aquela era a verdade. Não era a primeira vez que estavam ali e Itália estava fraco de tanto tentar.

_ Itália. _ Japão o chamou.

_ Hn?

Para a surpresa dos demais, Japão sorria com carinho:

_ Estou pensando no que vamos fazer. Hm... O que você quer fazer?

_ Er... Investigar algum lugar ou...

_ Não, não. Quero dizer quando sairmos daqui. Falei com a Rússia sobre uma festa na minha casa ou algo parecido.

Todos o miraram impressionados.

_ Na sua casa! _ Itália sorriu esperançoso _ Seria muito divertido!

_ Pois é. Eu vou ter que trabalhar até a noite, então acho que vamos ter que dormir na minha casa também. _ Falou olhando para um surpreso Russia por cima do ombro, antes de voltar sua atenção para o amigo _ Tenho uma horta. Poderia começar a trabalhar mais cedo que o habitual no dia seguinte pra pegar alguns vegetais.

_ Hei, que boa idéia! _ América aproximou-se instantaneamente eufórico _ Vou tentar acordar mais cedo pra lhe ajudar também!

_ Obrigado. Quando voltarmos do jardim, tomaremos o café da manhã.

O restante trocou olhares confusos, exceto China, que sorriu radiante e fechou os punhos com empolgação:

_ Eu tenho uma idéia melhor. América pode acordar os que estão dormindo!

_ Sim _ Japão mirou o irmão _ E então... Poderíamos todos ir a algum lugar.

_ Beleza! _ Foi a vez de Prussia se deixar contagiar _ Vamos ao parque de diversões ou algo do tipo, que tal?

_ Bem, eu acho que posso deixar de enfrentar todo mundo nessa ocasião. _ França acabou piscando e jogando beijos.

_ Também podemos ir às compras. _ Japão continuou.

Inglaterra sorriu e cruzou os braços:

_ Vou aproveitar e dar uma olhada nas roupas.

_ Eu quero alguma roupa para vestir enquanto estiver na casa do Japão. _ Russia sorriu feito uma criança _ Como se chama mesmo? Ah! Yukata! Vamos todos comprar um!

_ Sim. Mal posso esperar _ Japão prosseguiu _ Quando voltarmos pra casa, faremos um banquete.

_ Que legal! _ Canadá se curvou na direção do asiático, quase deixando seu mascote escorregar de suas mãos _ Uma banquete com os pratos de cada um! Vamos ver, o que posso fazer...?

_ Hm... _ Itália pensava sonhador _ Eu farei pasta! E pizza!

_ Vou contribuir com a cerveja _ Informou Alemanha _ E salsishas

_ Ei, vamos dormir juntos! _ Espanha ergueu o braço animado! _ O que acha, Japão?

_ Claro. Então eu vou colocar para fora os futons do outro quarto. Vocês podem dormir quando quiserem.

_ Parece interessante _ Dessa vez o sorriso de Russia veio acompanhado de uma adorável coloração rosada em suas bochechas _ Hmm... O que devemos levar como contrinuição? Talvez a gente devesse mandar com antecedência. Certo, Veneziano?

_ Sim! Vamos levar os melhores ingredientes! Vários deles!

_ Deixem a cerveja por minha conta. _ Alemanha ratificou.

Japão pontuou a colocação do amigo com uma curta gargalhada:

_ Certo! Isso será divertido! Muito divertido! Sabe por que, Itália?

_ Huh?

_ Porque todos nós vamos escapar. Não vamos perder uma única pessoa.

O sorriso de Itália deu lugar à reflexão ao processar as palavras do amigo.

Eu tenho certeza que vai chorar. Então quando isso acontecer...

...Olhe ao redor

Olhou em volta, já com os olhos cheios de lágrimas, e analisou um por um, esperançoso, prontos para se ajudarem e festejarem na casa de Japão, vestindo yukatas e dormindo em fuutons quando tudo acabasse. Ajudariam Japão na horta, fariam o café da manhã, sairiam para as compras e fariam um baquete. Sim... Seria muito divertido...

No final das contas eram todos nações. Sem batalhas, sem conflitos...

"Eu... Tenho muitos amigos..." concluiu em pensamento "Que estavam comigo esse tempo todo..."

Continua


Vixi! Ta imenso! Não foi a toa que demorou pra ser postado. E olha que esse ainda não é todo o hetaoni 10. O comecinho ficou la no final do cap.9 e o finzinho vai pro cap.11. Queria cortar antes, mas achei tããããão legal imaginar a festa na casa do Japão!

E falando em fic de Hetaoni, digitem hetaoni no f.f-net. É muito legal, pq aparece diferentes maneiras de se escrever a história. Alguns até fazem histórias a parte, como relatar os sentimentos de Itália ou então uma espécie de continuação, em que os protagonistas já saíram da casa, mas outros países entraram la. E aí começa tudo de novo. ^^' Eu queria ler bem mais dessas histórias, principalmente a da festa! Hehehe!

ATENÇÃO! SOTEAG ESTÁ POSTANDO AS LEGENDAS EM PORTUGUÊS NO YOUTUBE!

Para acharem o jogo, vão na conta de SoteAG no youtube. Ela é a tradutora do japonês para o inglês e adivinhem só, ela é brasileira! XD

Assistam ao jogo que é muito firme!

Akemichan015 - Viu a notícia, né? ^^ Hehe! Hetaoni em português, moça! É, a lembrança do Itália acerca da morte deles é emocionante. Até eu senti vontade de chorar. O peso em cima dele era muitogrande mesmo. Mas agora ele não está mais bom, né? ^^ Obrigada pelos comentários e divirta-se acompanhando o jogo em português. Tenho certeza que vai gostar! Abraços!

Karen - Que bom que está gostando! Continuação a demora ^^

Holly Everitt - Que honra! Obrigada! ^^ É verdade. Por isso quis fazer uma fic. Toda vez que assistia ao jogo, ficava imaginando as cenas descritas. Que bom que está gostando, mesmo sendo em português (se eu dominasse os idiomas, eu postaria em espanhol ou inglês).

Megumi-chan-95 - Apaixonou-sepor HetaOni também? Bem vinda ao grupo! E agora que SoteAG passou a traduzir o jogo em português ficou melhor ainda! Own... E obrigada ^^ Só lamento pela demora. Esse nos deu trabalho no quesito tirar a história do modo RPG (lê-se "a parte em que Japão e América vêem Itália sendo atacado"), mas ca estamos firmes e fortes! :D Ah, e... Er... Hetaoni ainda não acabou. Eu sei, isso é muito tenso. To rezando pra que a autora não entre em hiatus.

Gemini Artemis - Claaaro que vamos continuar, moça ^^ Só estivemos um pouco ocupadas e dá um pouco de trabalho tirar do modo RPG. Obrigada por traduzir o jogo pro português! Hetaoni TEM que dominar o Brasil! *-* Ah, fui no seu journal e vi uma coisa... A autora ta em hiatus? Oo Espero que não.