Se você chegou até aqui é porque já leu meu blablabla, né?
Sem querer dar spoiler, vai ter menção a uma cena lá pra baixo que vocês vão reconhecer mais ou menos. É de um episódio tá, não vou falar qual é para não dar pista e não quebrar o clima, mas todo mundo já sabe que é baseado na série mesmo, e blablablabla...
Vale mais um lembrete só pra reforçar: é macho fodendo macho, ok! Não é o casalzinho da malhação fazendo amorzinho...então...
Ah, posso fazer um aparte para corrigir uma injustiça?
Eu respondo a todas as reviews, e só hoje percebi que algumas pessoas mandam reviews off-line (não sei como fala: "deslogadas"? ) e eu não tenho respondido, peço que me desculpem, foi pura cabaçice minha.
Então de agora em diante, prometo que não faço mais isso.
Respostas aos "deslogados" lá embaixo, tá bom?
Tem também uns agradecimentos especiais que eu acho que tava devendo!
Tá curtindo? Então não esqueça de comentar, beleza?
Capítulo X
-W-
Ao final das contas a banheira se mostrou de muita utilidade, porque Dean estava simplesmente moído depois da transa. No calor do momento nem deu muita bola pros seus ferimentos, mas quando tentou se levantar da cama foi acometido por uma dor intensa.
A situação era até meio cômica porque Dean gemia de um lado com as costelas doendo e Sam, bem, Sam estava tomando conhecimento de uma parte do seu corpo sobre a qual ele não pensava muito, ou pelo menos não pensava muito até agora, sentado na cama fazendo careta e tentando desesperadamente não gemer.
Porque, de fato ...estava mesmo sentindo aquele lugar.
_Cara, não vou poder sentar direito tão cedo.
_Ah, não fala isso que eu fico triste. Tô ajeitando um lugarzinho aqui, bem gostosinho pra você sentar.
_Nossa Dean, como você é cavalheiro. – Sam respondeu azedo.
_Ah Sammy, qual é. Eu tô brincando, vai ficar cheio de frescura agora? –Dean devolveu rindo e segurando as costelas.
_É, vou. Vou começar a falar gemendo e a rebolar, e só vou usar rosa... engraçadinho!
_Sam, só falta o rosa então, porque gemer e rebolar, cara...você geme e rebola que é uma beleza!
Sam se enfezou, saiu da cama pisando duro e bufando, se enfiou no banheiro xingando Dean, batendo a porta com força.
_Imbecil!
_Eita porra, virou mocinha... – Dean sussurrou consigo mesmo pensando que era melhor pegar leve com as brincadeiras
Levantou da cama e bateu na porta do banheiro.
_Sammy, abre...
Nem resposta.
"Puta merda, e agora?"
_Sam, eu tava brincando!
Mudou o tom de voz, voltou a falar dengoso com ele, tentando acalmá-lo, se sentindo meio inseguro em usar esse tom de voz assim, tão íntimo, fora da cama. Era esquisito, mas não queria briga, então o negócio era apelar e agradar Sam. Nem bem se entenderam direito e ele já tinha deixado Sam chateado.
Não era possível que por sua falta de tato e bom senso já iam ter sua primeira briga.
_Desculpa, vai. Abre. Eu sou um idiota, desculpa Sammy...
"Mas que merda..." – Praguejou consigo mesmo, encostou a testa na porta batendo de leve.
_Sam...abre vai... Sammy...por favor...desculpa amor...
Sam derreteu do outro lado, sorrindo feito besta.
Abriu a porta e passou por ele ainda meio bicudo, pelado e com o nariz empinado, cheio de dignidade.
Tinha que impor algum respeito afinal.
Pegou a tesoura no kit de primeiros socorros e Dean se espantou.
_Ei, o que você vai...
_Vem aqui idiota, tem que tirar essas faixas, eu vou cortar.
_Ah bom!
Sam riu.
_O que achou que eu ia fazer? Cortar seu pinto fora?
_Nem brinca com isso, pelo amor de Deus!
Sam se enroscou nele, beijou seu pescoço ainda com a tesoura perigosamente próxima da sua barriga.
_E acabar com a brincadeira? De jeito nenhum.
Dean relaxou, Sam já tinha se acalmado.
_Cuidado com isso aí, hein?
_Se eu for cortar alguma coisa sua Dean, vai ser sua língua, seu grosso!
_Ah Sammy, desculpa! Era só brincadeira.
_É, tô sabendo!
Sam se afastou de Dean, lançou um olhar safado por cima do ombro enquanto entrava no banheiro.
_Você pode elogiar meu rebolado quanto quiser, só tem que ser mais...romântico.
_Eu sou romântico, Sam! Eu sou romântico pra caralho! Vem cá que eu vou te encher de romance!
-W-
Entre abraços e beijos acabaram se amassando dentro da banheira.
Sam sentado recostado contra a banheira e Dean aconchegado entre suas pernas, as costas repousadas contra o peito dele. Sam distribuía beijos e chupões pelo seus ombros e pescoço, uma mão acariciando seu peito, seu ventre, a lateral do seu corpo e a outra metida entre suas pernas masturbando seu pênis vagarosamente.
Dean acariciava as coxas de Sam com a cabeça jogada contra seu ombro gemendo todo manhoso.
_Assim Sammy, bem gostoso...isso. Aqui, ... faz carinho...assim...que gostoso.
_Tá gostoso Dee...? ...assim que você gosta, aqui nas bolas também? Hum, é gostoso aqui?
_Hu-humm...tão bommm...
Sam chupava o lóbulo da sua orelha e acariciava suas bolas com uma mão e seu ventre com a outra, se remexendo devagar com o pênis rijo roçando nas costas dele. Empurrou-o suavemente pra frente fazendo-o desencostar do seu peito.
_Vira pra mim Dee, assim você faz pra mim também, tá?
Dean se virou na banheira, Sam passou as pernas sobre as coxas dele e puxou sua mão para o seu pau, sorrindo e voltando a masturbá-lo. Se inclinou sobre ele e encostou a boca no seu ouvido.
_Faz pra mim, faz Dean! Aqui...dá sua mão...põe aqui...isso...me faz gozar.
Ficaram se beijando e acariciando numa masturbação mútua que foi crescendo de ritmo até gozarem quase ao mesmo tempo. Dean voltou a sua posição recostado contra o peito de Sam, todo mole e trêmulo do orgasmo, recebendo agrados e carinhos. Suavemente embalados pelos jatos quentes de água da banheira.
Depois de algum tempo, muito a contra gosto Sam convenceu Dean a sair da água, já que estavam quase dormindo.
_Eu tô quase derretendo nesse banho de porra, Dean!
_Tá com medo de ficar grávido, Sammy?
_Ha-há! Que engraçado!
_Não esquenta, se isso acontecer eu caso com você!
_Hilário! Ó como eu tô rindo! Vamos sair, vai! Eu tô com sono.
Sam aplicou o spray para luxações em Dean fazendo massagem para aliviar a dor e o arroxeado, com os carinhos Dean se entusiasmou de novo, acabaram se agarrando em cima da cama em outra sessão de masturbação mútua, já que Sam afirmou que achava que precisa de pelo menos mais algumas horas de descanso lá atrás.
_Quanto tempo?
_Sei lá, como é que eu vou saber?
_Sammy, não me faz esperar muito não, pelo amor de Deus!
_Pelo amor de Deus digo eu, eu já tô até meio desidratado! Você não cansa, não?
_De você? Não, de jeito nenhum! Vem cá, toma um copinho de água, toma!
_Vê se dorme, seu safado!
-W-
Deitado no escuro, ouvindo a respiração pesada de Sam batendo contra seu pescoço, sentindo o peso do braço dele envolvendo seu peito, Dean pensava.
Se aquilo era errado, então ele não sabia mais o que era certo na vida.
Porque estar deitado numa cama qualquer com Sam enroscado nele, se sentindo todo dolorido, cansado e feliz compensava de longe tudo de ruim que já tinha um dia acontecido naquela vida torta dele.
Sam deitado no seu peito, enroscado nele de um jeito tão relaxado e tranquilo, como se seu peito fosse o abrigo mais seguro do mundo pra ele.
Dean se sentiu completo e digno pela primeira vez na vida.
Se sentiu alguém.
Acariciou seu cabelo, pegou uma mexa entre os dedos e cheirou, depois beijou, segurou sua mão e trouxe até a boca, beijou delicadamente cada um dos seus dedos. Sam se remexeu e se aconchegou mais jogando a perna enorme e pesada em cima dele.
Dean riu de felicidade, sozinho no silêncio do quarto.
Pensou em Deus.
Será que Deus estava condenando os dois agora? Se Ele se importasse, e Dean sabia que não, mas se Ele se importasse realmente, o condenaria por amar tanto? Depois de tudo que eles passaram? Que ele passou, que Sam ainda estava passando por conta das lembranças do inferno que vira e mexe cruzavam sua mente. Depois de tudo isso, era errado querer ser feliz? Era errado querer Sam assim, com ele, aninhado no seu peito, protegido entre seus braços?
Ele não escolheu amar Sam, ele não buscou isso.
Ele só amava!
E se pudesse escolher, ainda assim escolheria amá-lo porque aquele sentimento que ele trazia no peito desde sempre, apesar de todo sofrimento e todos os conflitos internos, era o seu bem mais precioso.
Será mesmo que isso era assim tão errado a ponto de terem de esconder do mundo.
Esconder de Bobby?
O mundo deles era um mundo rude, machista, de caçadores cheios de pré-conceitos e preconceitos. Ele sabia, ele mesmo, que sentiu na pele como era a dor de amar alguém, que passou a vida inteira apaixonado por outro homem, tinha lá sua dose de machismo e preconceito.
Como, em nome de tudo que é sagrado, Bobby poderia aceitar isso?
Primeiro pelo óbvio, eram irmãos, depois, também bastante óbvio, eram dois homens.
Isso ia ser demais pra cabeça do velho caçador.
Seus rapazes, dois viados! Incesto e homossexualismo, numa tacada só. Se imaginou dando a notícia pra ele, daquele seu jeito cheio de tato. "Hei Bobby, Sabe o Sam? Virou viado. Ah, eu também! E advinha...? Eu que tô comendo ele! Ta-rammmm!"
Era bem capaz de Bobby puxar suas calças e gritar Christo na cabeça do seu pau! Bobby ia dar um banho de água benta neles, ia encher eles de sal e tacar fogo. Depois ia ter um enfarte.
Dean amava e respeitava Bobby, depois de Sam, Bobby era a pessoa mais importante para ele na face da terra, não queria nem pensar nisso, mas se tivesse que escolher, nem piscaria.
Sam em primeiro lugar. E em segundo e em terceiro.
Todos esses pensamentos pesados passavam por sua mente numa confusão total.
Não se sentia menos homem por ter feito amor com Sam.
Ao contrário, se sentia melhor, mais digno, mais forte, e seu amor e admiração por ele só aumentaram, se é que era possível amá-lo mais.
Sam era incrível, decidido, corajoso, dono do seu próprio nariz. Foi ele quem tomou todas as iniciativas. Enquanto Dean se escondia apavorado ele que foi atrás, ele gritou, exigiu, sapateou, obrigou Dean a encará-lo, encarar os sentimentos, assumir os riscos.
Se não fosse por ele, Dean ainda estaria com a cabeça enfiada na areia igual a um avestruz, passando pela vida, fingindo que não queria nada, que não precisava de nada.
Fingindo que não queria ser feliz porque achava que não tinha esse direito.
Sam era a pessoa mais incrível, inteligente, doce e corajosa da face da terra e se ele amava Dean, então Dean também devia valer alguma coisa.
Nada neste mundo, nem fora dele ia lhe tirar Sam. Preferia morrer a ficar sem ele, e se Bobby não pudesse suportar os dois juntos, ele sentia muito, mas não tinha nem o que pensar.
Com esse pensamento Dean ajeitou mais Sam sobre seu peito, estreitando o abraço e se deliciando com o suspiro satisfeito dele, finalmente caiu no sono.
-W-
_Hei, Bela Adormecida! Acorda!
_Hum?
_Acorda, Dean! Chegamos!
Dean se endireitou no assento coçando os olhos e bocejando.
_Já chegamos?
_Já. Vem!
Sam desceu do carro esticando as costas e fazendo uma careta, ainda estava dolorido nas partes, Dean viu e deu risada.
_Tudo bem aí, Sammy boy?
_Não começa Dean! – abriu o porta malas resmungando – Idiota...a hora que eu te pegar você vai ver...vou te rasgar no meio, seu puto engraçadinho...
-W-
O chalé era pequeno, mas confortável. Uma cozinha pequena porém bem equipada, uma sala comprida com TV, um sofá grande e uma poltrona, um banheiro, um quarto espaçoso com cama de casal e um quarto menor com duas camas de solteiro.
Dean abriu a porta do quarto olhando para as duas camas de solteiro, Sam fez uma careta balançando a cabeça. Sorrindo pra ele Dean falou.
_Nem pensar, fecha essa bosta!
Foram se abraçando e beijando até caírem na grande cama de casal do quarto principal.
_Você acha que já tá assim...melhorzinho Sam?
_Melhorzinho? Eu não tô doente pra ficar melhorzinho.
_Ah Sam, você sabe...melhorzinho!
Dean falou erguendo a camisa dele, enfiando a mão por baixo.
Sam gemeu.
_Hum...é...acho que eu tô melhorzinho.
_Oba!
Sam virou Dean com tudo na cama, subindo em cima dele, prendeu seus braços pra cima.
_E você Dee? Tá melhorzinho ou ainda tá dodói, hein?
_Nossa Sammy, fiquei até com medo agora!
_É! Pode ficar mesmo...nem te conto o que eu tô guardando pra você!
Sam se deitou sobre ele, forçando suas pernas com os joelhos se encaixou entre elas, desceu a boca pro seu pescoço e beijou-o, se esfregando nele. Dean gemeu. Era incrível, mas bastava Sam se encostar nele e ele já se esquentava todo.
_Mas agora, eu vou arrumar as nossas coisas e você faz alguma coisa pra gente comer!
Sam disse se levantando da cama, deixando Dean largado lá, sozinho, naquele estado.
_Sam...volta aqui seu filho da puta!
_Comida Dean, sem comida nada feito!
_Você me paga seu cretino!
_Comida, sem comida sem...você sabe! Você escolhe!
-W-
O dia correu tranquilo, acabaram arrumando as coisas juntos e fizerem o almoço também juntos. De comum acordo, optaram por um sofisticadíssimo prato no qual, por acaso Dean era especialista e Sam, um fã ardoroso, macarrão com queijo.
Depois de comerem Sam insistiu com Dean que precisavam cuidar da segurança.
Dean se encarregou de desenhar as armadilhas contra demônios embaixo dos tapetes das portas de entrada da sala e da cozinha, Sam subiu no forro do pequeno chalé para benzer a água da caixa d'água e jogar um crucifixo lá dentro, assim teriam água benta pela casa toda no caso de alguma emergência. Espalharam também patuás e saquinhos com sal pelos cantos. Enfim, eram caçadores, e a despeito de estarem ali justamente para se afastarem um pouco dos perigos e riscos da vida que levavam, o instinto de preservação continuava falando alto.
Trabalhavam rápido e em silêncio, em perfeita sintonia totalmente focados na tarefa de transformar o pequeno chalé numa fortaleza ante-coisas sobrenaturais.
Saquinhos de sal foram colocados pelos dois em lugares estratégicos, entre as almofadas do sofá, atrás da TV, embaixo do colchão, embaixo da cama.
_Sammy, vem cá! Olha, tem sal aqui, aqui, lá embaixo também e lá. – Dean falava apontando pra Sam onde estavam, caso fossem surpreendidos Sam também deveria saber rapidamente onde achar munição pra combate.
_Ótimo, tem água benta em toda casa, só precisa abrir uma torneira.
_Beleza, acho que tá seguro, hein?
_É. Tá sim, só falta o lago.
_Hein?
Sam balançou um terço com um grande crucifixo preso.
_Píer. Vou amarrar isso na pilastra lá no píer. Vou benzer a água do lago também.
Sam já foi saindo com Dean nos seus calcanhares.
-W-
_Não tá exagerando não, Sam? Um lago de água benta? – Dean perguntou olhando o lago refletindo os últimos raios de sol.
Sam estava sentado na poltrona vendo Dean com o rosto colado no vidro da janela olhando o mundo lá fora, parecendo um garotinho.
_É? E se a gente for atacado lá fora, imagina você nadando pelado e um bando de demônios aparece?
_É, tem razão. Melhor você nadar pelado, eu fico vigiando pra você, tá Sammy? – Dean respondeu com cara de segundas intenções.
_Eu hein? Tô fora de nadar pelado, me dá aflição até de pensar.
Dean se levantou todo faceiro e veio andando até Sam, se sentou no colo dele com as pernas dobradas de cada lado do seu corpo, envolveu seu pescoço com os braços e lhe deu um beijo quente.
_Tá com medo do peixinho beliscar sua minhoquinha, é Sammy?
_Minhoquinha, Dean? Sério?
Sam se levantou empurrando Dean e depois puxando-o pela cintura em direção ao quarto.
_Acho que tá na hora de te apresentar pra minhoquinha, viu?
-W-
Sam empurrou Dean jogando-o na cama, Dean já tinha perdido todo o ar de riso, estava sério e arfante. Se arrastou deitando reclinado contra os travesseiros, observando Sam se despir lentamente, abrindo botão por botão da camisa, depois puxando a camiseta, se despiu dos sapatos e das calças, subiu na cama e desabotoou a calça e puxou o zíper do jeans que Dean usava.
Dean se levantou sentando na cama e se desfez rápido da camisa e da camiseta que usava, depois de deitou de novo e elevou os quadris ajudando Sam a despi-lo da calça.
O clima não era mais de sorrisinhos e piadinhas, os dois estavam sérios e mergulhados nos olhos um do outro.
Sam se deitou sobre Dean, aninhado entre suas pernas, mantendo o tronco erguido apoiado nos antebraços.
_Eu te amo, Dean!
Dean sorriu pra ele e acariciou seu rosto, afastando os cabelos, Sam beijou a palma da sua mão.
_Eu te amo demais!
_Vem cá, Sammy. – Dean o beijou – Também te amo, você é minha vida!
Sam se abraçou a ele soltando o peso, correu a mão pela lateral do seu corpo acariciando seu quadril e sua coxa, sentindo os pelos sedosos contra a palma da mão.
Beijou seu pescoço gemendo de prazer, se atritando nele devagar, sentindo o pênis endurecendo.
Dean correu as mãos pelas costas musculosas dele, parou na barra da cueca, enfiou a mão por dentro e apertou sua bunda.
Sam gemeu de novo. Dean escorregou a outra mão pela lateral e puxou a peça pra baixo, Sam ajudou-o a se desfazer da cueca, se deitou de lado na cama e estendeu a mão pra sua barriga, acariciando seus pelos com as pontas dos dedos, sentindo os músculos ondularem de prazer com o toque.
Riu pra ele.
_Eu sou mesmo doido nos seus pelos, cara!
Se curvou o beijou seu estômago, depois suas costelas, beijou todo o lado do corpo dele que estava machucado, depois beijou o outro lado. Chupou o osso do quadril fazendo Dean se contorcer de tesão, beijou seu umbigo e seu baixo ventre lambendo seus pelos e deixando-o todo molhado de saliva. Dean gemia de olhos fechados, Sam escorregou o corpo um pouco na cama sentindo o próprio pênis atritar contra o colchão de maneira prazerosa.
Colocou a boca sobre o pênis dele, os lábios envolvendo por cima do tecido da cueca e respirou forte, soprando ar quente nele. Dean gemeu e elevou um pouco o quadril forçando contra sua boca.
_Dean...-Sam chamou, Dean olhou pra ele com a boca entreaberta e as bochechas vermelhas. – Eu vou chupar você, você quer?
_E-eu que-quero, eu quero, cara!
Sam desceu a boca novamente, fechando os lábios envolta e raspando a língua por sobre o tecido, Dean levou as mãos aos cabelos se jogando de novo na cama.
Sam estava meio nervoso, mas estava com tesão demais pra resistir e sentia mesmo vontade de encher a boca com ele. Sentia desejo de por o pênis dentro da boca, sentir o gosto, esfregar a língua, chupar e saborear.
Era incrível como tinha desejo pela carne dele. Queria morder o corpo dele inteiro, seus músculos, suas coxas, sua bunda, seu peito.
Puxou a cueca e a atirou longe, voltou a o rosto sobre ele. Esticou a língua pra fora e lhe deu uma lambida da base do pau até a cabeça rosada. Como é que era possível achar que o pau de um cara era lindo? Mas ele achava, o pau de Dean era lindo, grande, embora não tão grande quanto o dele, era um pouco mais grosso, mais rombudo, com uma cabeçona rosada e um pouco maior que a circunferência do resto do membro.
E tinha um gosto, ah...o gosto era muito bom.
Sam lambeu de novo toda a extensão, depois passou a língua na glande, lambeu uma gota de líquido seminal que já começava a escorrer. Saboreou na ponta da língua. Colheu outra, saboreou de novo.
_Hum...gostoso!
Enfiou o nariz entre seus pelos e cheirou ali, cheirou ele todo, querendo decorar o cheiro secreto do seu sexo, lambeu sua virilha e depois chupou.
Ergueu o pênis com a mão e colocou a glande inteira dentro da boca. Dean se torceu na cama e agarrou os lençóis com as duas mãos.
Sam abriu mais a boca e deslizou o pau pra dentro, fazendo força nas bochechas ajudando na sucção. Era assim que ele gostava. Gostava de beijos pelo pau todo, gostava que chupasse a cabeça, e depois engolisse. Foi assim que ele fez. Beijou e lambeu, chupou a cabeça enquanto masturbava o resto dele com a mão, enfiou de novo dentro da boca tentando engolir inteiro, se engasgou, tentou de novo, distribuiu beijos e chupões na glande, lambendo a borda, contornando a parte mais larga com a língua, beijando, chupando e fazendo uma babeira deliciosa nele. De vez enquanto enroscava a mão livre nos pelos pubianos e ficava acariciando ali, se deliciando nos pelos grossos, sedosos, louro-escuro.
Chupou a cabeça de novo com vontade bebendo do líquido dele, segurou o pênis na mão e massageou até fazer brotar mais uma gota que ele colheu com a língua, depois envolveu de novo o pênis todo com os lábios, a língua, as bochechas e chupou forte, fazendo o pré gozo brotar abundante.
Dean gemia e se retorcia, não estava mais aguentando, puxou Sam pelos cabelos, implorando para ele parar ou continuar e foder de uma vez porque estava ficando louco.
-Sammy, porra cara...,eu não aguento, faz logo!
Dean beijou Sam com desespero, lambendo sua boca cheia do gosto do seu sexo, mordendo seus lábios e lambendo sua saliva. Sam esfregou a boca na boca dele, esfregou os lábios, mordeu seu queixo, mordeu toda a linha do seu maxilar, mordiscou sua orelha, sem parar de correr as mãos pelo seu corpo apertando a carne com força. Beijou seu ombro depois mordeu o músculo redondo da junção do ombro com o braço
_Dean, Dean...eu quero você inteiro Dean, eu quero te morder, eu quero grudar você na minha pele...
Se ergueu sobre ele, escorregou a mão pelo seu ombro, pelo seu braço, enlaçou sua mão na dele, colou seu braço no dele, sorrindo meio desesperado.
_Eu quero me fundir com você Dean, quero sua carne grudada em mim, meu Deus...eu quero você.
_Sam, vem...vem pra mim Sam.
Sam o abraçou de novo e o beijou com força, bruto, alucinado, apertando seu rosto entre as mãos. Se esticou na cama e abriu a gaveta do criado, tirando o frasquinho já conhecido de lá de dentro.
Sorriu pra Dean e recebeu seu sorriso de volta.
_Eu não vou te machucar, Dean!
Beijou-o novamente tentando se acalmar, do jeito que estava alucinado podia até perder o controle e acabar machucando Dean.
_Dee, eu li que de costas dói menos, quer tentar?
Dean balançou a cabeça dizendo que não.
_Vai doer menos!
Dean acariciou seu rosto.
_Eu quero olhar pra você, Sam! Eu quero te olhar e te sentir dentro de mim.
Sam escondeu o rosto na curva do seu pescoço, sentindo o corpo dele tremendo todo em expectativa.
Se levantou correndo beijos pelo seu pescoço, pelo seu peito, mordeu seu mamilo de leve, desceu a boca e mordeu sua cintura, sorrindo quando ele se arrepiou e se torceu num espasmo que correu seu corpo Se sentou sobre os calcanhares entre as pernas dele, tocando suas coxas de leve, pediu.
_Abre para mim Dean.
Dean dobrou os joelhos devagar enquanto separava mais as pernas, mas ficou com os pés plantados no colchão. Sam beijou seus joelhos acariciando as suas coxas de cima até embaixo, até a virilha.
Subiu as mãos de novo e desceu em nova caricia, massageou seus testículos de leve, pontuando beijos na carne macia por dentro das coxas, entre suas pernas beijando sem deixar de acariciá-lo, se acalmando e acalmando Dean.
Dean gemia totalmente entregue.
Sam pôs as mãos nos seus joelhos empurrando pra trás, pra junto do peito e elevando suas pernas e expondo mais seu ânus.
_Abre assim, neném.
Dean quase sufocou de tanta emoção, se abriu para ele o mais que pode, elevando a cabeça do travesseiro pregou os olhos nas mãos dele que manuseavam o frasquinho com o líquido transparente. Sam derramou um pouco de líquido na mão e envolveu o próprio pênis se lubrificando bem.
A respiração de Dean voltou a falhar quando Sam derramou de novo o líquido na mão e tocou Dean delicadamente, como se estivesse lhe fazendo uma carícia.
Sentiu os dedos correndo lisos e escorregadios sobre sua pele. Sobre o vão das suas nádegas, acariciando seu ânus num movimento suave de vai e vem com os dedos, só tocando por fora, acarinhando sem forçar, espalhando o lubrificante.
Sam voltou a derramar mais líquido e a acariciá-lo bem no centro, num movimento pra cima e pra baixo e depois em circulo com as pontas dos dedos, bem suave. Um dedo bem no meinho apertando bem de leve sem parar de acariciá-lo.
Pra cima e pra baixo forçando só um pouco contra ele, para em seguida voltar a circulá-lo.
Dean sentia pulsar lá onde ele o tocava, sentiu prazer pelo toque delicado naquela zona erógena recentemente desperta. A sensação que tinha era de que estava assim, meio que inchadinho ali, bem quente e pulsando.
Sam pressionou um pouco mais e Dean sentiu que o dedo escorregou pra dentro dele, não era ruim, era só diferente. Continuava a sentir tesão, continuava duro feito pedra.
Sam não despregava os olhos dele, beijando seus joelhos e suas coxas e usando a outra mão para acariciá-lo.
Calmamente, contra todo seu corpo que gritava de necessidade, Sam continuou penetrando Dean suavemente, primeiro com um dedo inteiro e depois no mesmo processo lento, com dois dedos. Dean franziu as sobrancelhas porque dois dedos já era um pouco mais que estranho, a sensação era esquisita, não exatamente ruim, mas bem estranho.
Sam continuou entrando e saindo dele e voltou a manipular seu pênis suavemente, a sensação de atrito contra seu ânus aumentava e junto aumentava o prazer. Dean já se mexia tentando trazer Sam mais pra dentro dele.
_Sammy...ai Sammy...
Sam se retirou dele, buscou sua boca e o beijou, Dean se abraçou a ele, envolvendo sua cintura com as pernas, pediu.
_Sammy...põe, pode por...
-W-
_Ah meu Deus...Sam...
_Relaxa Dean...
Sam movimentava os quadris suavemente forçando um pouco de cada vez, Dean se agarrava a ele com o rosto enfiado no seu pescoço, Sam tinha os braços passados sob suas costas e o estreitava contra o peito se controlando para não meter nele de uma vez.
Dean respirava aos trancos com os olhos fechados, Sam se elevou para vê-lo, ver seu rosto.
_Dean...vai passar...vai passar logo...relaxa que fica gostoso.
Dean abriu os olhos e olhou pra ele, pra expressão agoniada dele, preocupado. Sam parou de se mexer.
Dean enfiou a mão no seu cabelo.
_Me beija ...me beija.
Sam o beijou com paixão, com desespero, beijou sua boca, seu queixo, seu pescoço, mordiscou sua orelha, Dean escorregou as mãos pelo seu corpo, pela sua bunda, suas coxas, voltando para bunda apertando de leve, sussurrou no seu ouvido.
_Pode por tudo Sam...pode se mexer...
_Dean, ainda tá doendo muito?
_Só um pouco, pode por...
Sam continuou parado sem se movimentar, com medo de estar machucando, afinal ele era mesmo bem grande.
_Dean...
_Ah Sammy...mexe vai...eu quero...
Sam se puxou suavemente pra fora sem despregar os olhos de Dean, que gemeu e mordeu a boca, mas sem aquela expressão de dor contida, parecia que ele estava mesmo começando a gostar.
Sam se empurrou de novo, beijando seu ombro, entrou inteiro dentro dele, Dean apertou a carne dura e musculosa de Sam com as mãos.
_Assim Sammy...assim...
Dean estava sem ar com a sensação da penetração, somado com os beijos que Sam distribuía em seus ombros, seu pescoço. Dean apertava os músculos das suas costas, sentindo as mãos escorregarem na pele suada.
Sam se elevou nos antebraços, admirando Dean do alto com os olhos embaçados de prazer, Dean envolveu seus antebraços com as mãos sentindo o trabalho dos músculos tensos na força de se sustentar sobre ele, o suor escorrendo pelo peito, correu as mãos para os seus ombros, para os músculos saltados e tremendo, se perdeu na sua boca e nos sons que ele fazia gemendo no impulso forte da penetração.
Se perdeu no bater dos quadris contra sua carne, no pênis enorme entrando e saindo, provocando ondas de dor, de calor, de pressão, de prazer, um prazer novo, desconhecido.
A sensação incrível de tê-lo entre seus braços, dentro de si, dentro do seu corpo. Os cabelos grudados no rosto, as covinhas aparecendo conforme ele mordia a boca e retesava o rosto na ânsia de se enfiar dentro dele de uma vez.
Lindo, forte, másculo.
A sensação absurdamente nova de pertencer a alguém. De ser tomado e amado com desespero.
Puxou Sam sobre o seu peito, envolvendo seu corpo num abraço apertado, enfiou a mão na sua nuca, entre os seus cabelos, ergueu mais as pernas no ar, sentiu ele entrar mais apertando seu quadril com as mãos enormes.
_Sam...meu Deus...assim...mais Sammm...
Sam enfiava os pés no colchão buscando apoio. Queria entrar inteiro dentro dele, queria morder, beijar. Queria morrer de tanto prazer.
Não se segurava mais, enfiou a mão por baixo da cabeça dele e levantou seu rosto, buscando sua boca, beijou-o com força tirando-lhe o ar.
Juntou a outra mão na sua coxa e puxou pra cima, se enfiando nele com força, se apertando nele, se grudando nele.
_Meu! Meu Dean...meu!
_Ah Sammy...
Sam mordeu seu ombro, mordeu seu pescoço, puxou seus braços pra cima e o prendeu, Mordeu a carne branca da parte de dentro dos seus braços, primeiro um depois o outro, arremetendo com força arrancando choramingos de prazer de Dean. Se ergueu sentando nos calcanhares, puxou Dean com força pelos quadris, agarrou-pelos tornozelos encaixando seus pés sobre seus ombros, se curvou sobre ele de novo, se forçou nos próprios joelhos metendo forte, rápido, tocando Dean por dentro de uma maneira insuportável, fazendo ele gritar.
Dean sentia o corpo pegar fogo, todo calor e prazer.
Sam colou a testa na dele, gemendo e suando, falando besteira com aquele cara de anjo e aquele boca suja.
_É gostoso né? Hein, Dee? É gostoso dar assim, né? Sentir entrando! é gostoso, hum...?
_É...é gostoso...é gostoso Sam ...puta merda... é bom pra caralho isso!
_Assim...você gosta assim...? ...dá um tesão, não dá?
_Dá meu, dá... porra é muito bom, cara! ...com força...mete com força...eu gosto cara...
_É grande Dean? ...Hein, meu pau é grande?
_Grande, cara..é muito grande...
_Você é um tesão, Dean! Cara que delícia...delícia assim... apertadinho...
Sam tinha o rosto sobre o rosto de Dean, olhando-o nos olhos e roubando beijos e lambidas da boca dele, subindo e descendo no ritmo do vai e vem de seus corpos, falando com ele.
_Você é meu Dean! Meu...meu...eu vou te marcar...você é meu...
_Ai Sammy... ai...vou morrer...
Sam pregou os dentes nele de novo arrancando sangue.
Dean começou a choramingar e se torcer de prazer, sentindo Sam entrando e saindo dele, esfregando e atritando tocando ele por dentro de um jeito que parecia que ele ia desmaiar, enfiou a mão entre as pernas agarrando o pau e se masturbando forte, puxando Sam pra dentro dele com a mão na sua coxa, implorando por ele.
_Sammy...mais...assim com força...Deus meu...Sammmmm...ahnnnnSammmm...
Sam escorregou as pernas de Dean dos seus ombros, segurou-o pela junção das coxas com os quadris, impedindo-o de se retorcer e escapar dele na convulsão do orgasmo, e continuou enfiando com força nele, sentindo o esfíncter se fechando em volta do seu pênis com as contrações dos músculos.
_Ahnnn porra Dean...tá gozando no meu pau cara...tá me engolindo... ahnnnn que delicia!
Puxou Dean para cima do seu colo, uma mão nas suas costas segurando-o com força no seu colo e outra na sua nuca puxando ele pra baixo, tendo as pernas de Dean enlaçadas na sua cintura, Sam se ergueu ondulando os quadris com força penetrando mais rápido e errático gozando dentro dele enquanto ele ainda se empinava e se requebrava todo estremecendo e ejaculando entre seus corpos.
Gritando, mordendo e arranhando!
-W-
Ficaram agarrados na cama respirando rápido com os rostos colados, os olhos presos um no outro, se beijando e acariciando entre juras de amor e safadezas.
_Eu te enchi de mordida. – Sam disse beijando Dean no ombro onde a marca dos seus dentes já começava a arroxear – Vai ficar cheio de marca, você é tão branquinho!
_Eu gosto do jeito que você transa, eu gosto do jeito que você me pega e me morde! Me dá tesão.
_Masoquista! E eu gosto do jeito que você geme, me dá tesão também! – Sam falou pra ele todo safado - Sabe que você rebola que é uma beleza também, Dean?
_Sammy, tudo que eu faço é com perfeição. Você devia saber disso!
_Você é uma peste! Não entrega mesmo, tem que sair por cima, né?
_O que? Era pra eu ficar bravinho que nem você?
_Dean...
_Ah Sammy, você sabe que eu sou doido por você, tava doido pra fazer também, vou ficar de frescura agora porque?
_É neném? Tava doido para fazer comigo desse jeito?
_Ai Sam, não me chama assim que me dá até frio na barriga!
_Assim como, neném!
_Ai meu pai, deixa eu sair daqui antes que eu comece a suspirar! Vou tomar banho, você vem?
Antes que Sam pudesse se levantar da cama, Dean parou estático no meio do quarto, franziu as sobrancelhas numa careta.
Sam caiu na gargalhada, rindo da cara assustada dele.
_Pois é, Dean! É assim mesmo, logo passa.
_Não tem graça! –respondeu todo bravo.
_Vem, Dee. Deixa que eu dou banho em você.
Resmungando e xingando Dean acabou se deixando conduzir pro banheiro.
-W-
Aquela foi uma semana no paraíso.
Ás vezes no meio da noite Dean acordava assustado, com o coração batendo forte no peito, procurando por Sam na cama, temendo que fosse tudo um sonho, uma ilusão.
Puxava Sam contra seu peito suspirando de alívio e voltava a dormir.
Passavam o tempo sem muito horário ou compromisso, as vezes Dean tirava longos cochilos, ou ia pescar ou nadar no lago. De sunga, sempre, porque Sam tinha de verdade uma neura quanto a nadar nu, e acabou botando medo em Dean dizendo que ele não sabia que tipo de bicho tinha ali.
_Vai que um peixe se encanta pelo seu amiguinho ai, quero ver só você tentando pescar seu pinto de volta!
Sam dava longos passeios pelo bosque atrás da cabana, lia bastante e dormia muito também, esse era um luxo ao qual eles pouco podiam se dar no dia a dia.
As vezes ficavam de agarramento no sofá até cair no sono, de madrugada se arrastavam pra cama e capotavam até altas horas do dia seguinte.
E transavam, transavam muito. No sofá, na cama, no banheiro. Só não transaram no lago por que Sam não ia por o pinto pra fora dentro da água nem fodendo, literalmente.
-W-
Dean estava recostado na cadeira de praia cochilando ao sol da tarde, só mais um dia e teriam que deixar a ilha da fantasia pra trás.
O clima estava meio tenso por conta de uma discussão sobre contar ou não pra Bobby sobre eles. Dean queria deixar quieto, não queria ter que falar nada, a amenos que fosse estritamente necessário, já Sam não achava prudente esconder, tudo bem que não precisavam ficar berrando aos quatro ventos, mas achava que uma hora a coisa ia vazar e ia ser pior. Alguém em algum lugar sempre acabava vendo alguma coisa. Como ele podia garantir que um espírito, um demônio, até mesmo alguém que tivesse visto eles juntos não ia acabar falando e a história indo parar nos ouvidos de Bobby?
E além do mais tinha Castiel, ele andava meio sumido, mas uma hora ia dar as caras de novo. Já pensou que lindo se ele aparecesse bem na hora que um estivesse montado em cima do outro. Era capaz dele abrir as asas só de susto e se mostrar pra eles, sapecando tudo ao redor, inclusive o rabo deles.
Sam tinha razão, mas Dean estava nervoso com a perspectiva, uma sensação ruim comichando por dentro.
-W-
Estava sonhando com Sam chorando e gritando, chamando por ele.
Acordou sobressaltado, assustado com o sonho, ouvindo os ecos do choro e dos gritos de Sam dentro da cabeça.
Olhou em volta procurando por ele, percebendo que ainda podia ouvi-lo gritando.
Saiu correndo disparado em direção ao chalé com o coração na mão, Sam chorava e berrava seu nome.
A sensação de alguma coisa ruim transformada em realidade.
Sam estava encolhido num canto da cozinha, olhando as próprias mãos e gritando com lágrimas escorrendo pelo rosto. Dean se jogou em cima dele, o abraçando e falando com ele, segurando suas mãos aflito.
_Sammy, o que foi Sammy? Fala comigo?
_Minhas mãos Dean! Minhas mãos!
Dean pegou suas mãos e olhou bem, virou de um lado, olhou o dorso, virou de novo, olhou a palma.
_O que Sammy, o que? Não tem nada, amor, não tem nada! O que foi?
_Estavam pegando fogo, Dee! Minhas mãos estavam pegando fogo!
-W-
_Bobby!
_Oi garoto, resolveu abanar o rabo?
_É!
_O que foi Dean?
Dean ficou em silêncio no telefone.
_Dean, fala comigo filho. O que foi?
_É o Sammy, Bobby! Acho que a gente precisa de ajuda.
Dean chorou no telefone enquanto contava pra Bobby sobre as alucinações de Sam, sobre o fogo e sobre o homem que Sam disse que viu em pé rindo dele, enquanto ele queimava.
_Ele tá alucinando com o diabo. Lúcifer tá dizendo pra ele que ele ainda está na jaula, Bobby, que ele não saiu!
-W-
Dean dirigiu feito doido com Sam cabisbaixo ao seu lado, as vezes cochilando, as vezes olhando perdido pela janela. Só pensava em chegar até o ferro velho, como se o velho Bobby tivesse a solução mágica na palma da mão. Não tinha a quem recorrer, só ele mesmo. Bobby era o único em quem confiava, o ferro velho era seu único refúgio, foi pra lá que ele correu rezando pra Bobby poder ajudá-los, pelo menos pra acolhe-los.
Dean se sentiu desamparado, abandonado, impotente. Tudo que Sammy tinha era ele e ele não sabia o que fazer.
-W-
Sam contou para Bobby exatamente como tinham começado as alucinações, apenas alguns fleches , como a corrente descendo pelo teto da cabana e se enroscando no seu pescoço, ou a coisa que era ele mesmo, saindo em chamas de dentro do lago. Rápidos fleches que pareciam sonhos despertos até o dia na cozinha em que viu suas mãos se incendiando.
Dean brigou com ele por não ter contado antes, Sam disse que ficou com medo. Eram só fleches, ele achou que conseguia controlar, que se não falasse aquilo ia acabar passando.
-W-
Bobby e Dean estavam na cozinha conversando e trocando ideias sobre o que fazer, a quem recorrer quando ouviram Sam gemendo na sala.
_Vai embora, vai embora!
Dean disparou pra ele o abraçando.
_Sammy, eu tô aqui, olha pra mim!
Sam levantou os olhos para ele e Dean viu com o coração apertado que o quanto ele estava apavorado e perdido.
_Ele disse que é mentira, Dean, disse que você não tá comigo, ele disse que eu ainda tô preso com ele.
_Ele não existe Sammy! Eu existo. - Prendeu seu rosto entre as mãos, falando próximo e intensamente com ele – eu tô aqui com você e não vou te deixar nunca, eu tô aqui e eu sou real. Ele não é! – Puxou-o contra seu peito abraçando-o forte enquanto os tremores de seu corpo se acalmavam.
Levantou-se e puxou-o delicadamente pela mão, levou-a até a cama improvisada no escritório de Bobby e deitou-o lá, sentou-se no chão, o rosto próximo a ele, apoiando o queixo no colchão, retribuindo seu olhar assustado com expressão preocupada e amorosa, uma mão nos seus cabelos acarinhando e acalmando e a outra segurando firme as mãos trêmulas dele.
Ficou assim por muito tempo até ele ser levado pelo cansaço e cair no sono.
Levantou-se estalando as costas doloridas pela posição forçada, Bobby permanecia parado no meio da sala olhando a cena com expressão fechada.
_Bobby...
_Escuta aqui garoto, eu não sei o que está acontecendo, mas eu sou um homem vivido. Eu acho que eu sou até bem esperto! Eu conheço essa expressão aí no seu olho e no dele. Já vi isso antes, sei reconhecer. E não precisa ter muito miolo na cabeça para conseguir saber quando duas pessoas são um casal, então pensa bem no que você vai me dizer, Dean. Eu não tô entendendo muito bem, mas você tá embaixo do meu teto, então no mínimo o que você pode fazer e me dar a verdade. Eu quero a verdade!
_Tudo bem, Bobby, eu não tenho como mentir para você sobre o que você viu aqui.
-Ótimo. Acho que vou precisar de uma bebida pra ouvir isso!
Serviu duas doses generosas de whisky, uma para si e outra para Dean, caminhou em direção à cozinha afastando-se do escritório.
_Isso tem a ver com a briga de vocês?
_É, tem sim...
_De que jeito?
_Eu sou apaixonado por ele, Bobby. Sempre fui, desde garoto!
_O que? Mas que diabos...
_Olha Bobby, só escuta tá? Eu vou te contar tudo. Só te peço para deixar ele descansar um pouco, depois se quiser que a gente vá embora a gente vai! Te prometo que você nunca mais vai precisar olhar na nossa cara se não quiser.
-W-
Respostas para os "deslogados".
Luluzinha:
Meu doce, só você mesmo pra ler e comentar todos os capítulos de uma tacada só. Poxa, se você conseguir ler emendando um capítulo no outro sem se cansar, é porque você tá gostando mesmo! Uau! E os comentários então?
"Cê" sabe que eu também acho que essa relação deles é um tantinho mais que fraterna mesmo? Tudo bem que eles não andam se pegando por aí na série, mas meu, ô dedicação do capeta essa deles um pro outro, hein? Já vi irmãos não se olharem mais na cara por muito menos, e o Sam quase caga na boca do Dean e ele continua firme? Hum! Sei...
Querida, muito obrigada mesmo por ler, acompanhar, torcer e comentar.
:}
Luckaz: Oi meu querido! Eu fico rindo cada vez que vejo uma review sua dizendo que tá até suando. Espero que você não esteja sofrendo mais, mas continue amando. Ah, a propósito, me diz: tá suando?
Obrigada lindo, por ler, comentar e suar comigo nessa!
:}
A.B.: Oi querida!
Pois é! Nem parece que esse machão sarrista e meio folgado é assim tão doce e capaz de sentimentos tão profundos, né?
Obrigada por comentar.
K-chan: Oi meu bem! Também acho lindo o jeito como eles se amam, e você tem razão. Toda aquela cafajestagem do Dean é só pra esconder como ele é apaixonado, isso sim.
Obrigada por comentar.
Temaringan: Oie! E aí, teve aquele sonho? Me conta vai!
EM ESPECIAL
Jen: Princesinha, sabe que o romance foi feito pensando em você, né? Não esqueço do seu "coment" dizendo que queria "declaração bem romântica, cheia de fofuras e açúcar", espero que eu tenha conseguido elevar sua glicemia lá por céu.
Sério meu bem, suas reviews me deixam feliz demais.
Totosay de Cueca: Minha querida! Minha leitora mais sem juízo! Você fica me incentivando a escrever essas coisas. Você devia era me botar um freio, ao invés disso você fica me mandando escrever e põe pimenta nisso, e mete linguiça calabresa pra cá e limão pra lá!
Acaba que você tem razão; como é que você disse mesmo?
Que gostava porque naquela parte em que a maioria dos autores diz "falavam coisas obscenas, você escreve as coisas obscenas!"
Wow, é isso aí! Eu fico puta quando isso acontece. Fico pensando, caralho, falaram o que, merda? Eu quero saber! O que quê o Dean disse aqui? E o Sam? Mas eu pensei que fosse só eu que queria ouvir as obscenidades de cama dos dois!
Você é doida e eu vou contar pra polícia que a culpa é toda sua! Foi você que me incentivou a soltar a perva que existe em mim, viu!
Por isso obrigada!
Ei, doidinha, aquilo que eu te falei no comentário por MP tá valendo viu? Só que vai entrar depois, era pra ter entrado nesse mas o capítulo ficou muito grande, achei melhor dividir.
:}
Emptyspaces: Foi você que me disse que escrever se aprende escrevendo! Num momento que eu me sentia uma analfabeta em matéria de passar pro papel o que eu tava vendo na minha cabeça, você se dispôs a ler e comentar uma história minha!
E que comentário! Você disse que conseguiu ver a cena que eu escrevi! Isso é tudo que alguém que escreve quer. Que suas palavras se transformem em imagem na cabeça de quem lê. Não sei se você tem noção da diferença que isso fez pra mim, eu me entreguei ao prazer de escrever sem medo por causa disso. Eu não sei se eu sou boa nisso de verdade, mas eu me sinto bem escrevendo. E se alguém com o seu talento diz que conseguiu ver o que eu escrevi, bom, acho que eu tenho o direito de me achar um pouquinho. Por isso essa fic foi e continua sendo dedicada à você.
Então, é isso!
Muito obrigada.
Bjs
