As personagens não me pertencem, mas sim a Stephenie Meyer. No entanto, se alguem me quiser mandar por correio um Edward ficaria agradecida.

A história não me pertence é uma adaptação de um livro de Barbara McMahon.


Nono Capítulo

Ela divertiu-se, porém não tinha tanta certeza quanto a Edward. Depois de um almoço rápido, foram para o rio, e parecia que metade da população da cidade tivera a mesma idéia. As passarelas e os gramados estavam lotados de gente, crianças corriam para um lado e para outro, em algazarra; os bancos localizados estrategicamente a cada poucos metros estavam ocupados pelos visitantes mais idosos, que se sentavam para descansar, e mesmo nas áreas mais reclusas viam-se grupos de adolescentes, rindo e ouvindo música.

Anthony segurou a mão de Bella, quando saíram do carro e conduziu-a até a passarela. Em alguns trechos tinham de ca minhar um à frente do outro, devido ao fluxo de pessoas que vinha em sentido contrário, mas em nenhum momento ele a soltou, conduzindo-a com uma mão em seu ombro. Depois de algum tempo, Isabella começou a relaxar e nem a incomodava mais o silêncio entre ambos, que só faziam um ou outro comentário ocasional. Estava contente com o que a prefeitura fizera na área ribeirinha, transformando-a em ponto turístico e valorizando a cidade.

No fim da tarde, Edward levou-a à área de natação, onde crianças brincavam na parte rasa, e garotos mais velhos se penduravam em cordas amarradas aos galhos que se projetavam sobre a água, para balançar e deixar-se cair. Os adultos observavam da grama, sentados em espreguiçadeiras.

Lembranças de verões passados vieram à mente de Bella. Ela, Alice e as amigas haviam nadado e brincado ali, quando crianças e adolescentes. Lembrou-se então, que mesmo dando graças pelo calor que se sentia em Forks, ela nunca antes tivera problemas com isso. Phoenix a havia habituado mal.

Era tão cheio assim, quando costumávamos vir aqui? — ela perguntou a Edward.

As vezes. É que naquela época nós é que estávamos dentro da água, por isso não notávamos. Devíamos ter ido a outro lugar, hoje.

"Deixe que ele a persiga, mas não corra tanto que ele não possa alcançá-la."

Bella aproximou-se mais de Edward e apoiou uma mão em seu ombro, sentindo o calor do corpo dele sob a camisa.

Não sei por quê. — retrucou, baixinho. — Gostei de vir aqui, de ver as mudanças, relembrar a infância. Foi uma tarde agradável.

Edward não deixou passar a oportunidade. Enlaçando-a pela cintura, puxou-a para si.

Se não estivéssemos rodeados por esta multidão, eu continuaria a partir do ponto onde paramos, no outro dia.

Uma onda de calor tomou conta de todo o corpo de Bella, colorindo-lhe as faces. Valentemente, ela sustentou o olhar de Edward, embora baixasse ligeiramente o rosto, mordendo o lábio inferior.

Ele sorriu e estreitou os olhos, antes de passar a mão pelos cabelos sedosos e pousá-la no ombro de Swan, apertando-o gentilmente.

Ela prendeu a respiração. O brilho nos olhos verdes de Edward denotavam interesse. Atração, pelo menos... Ou ela estaria interpretando tudo errado? Até que ponto estava certa e até que ponto estava se deixando influenciar pelo que lera no diário de Bree?


"Incentive o rapaz a falar sobre seu trabalho e seus planos para o futuro. "

Diário de Bree Tarner, Primavera de 1923.

A tarde pareceu voar. Assim que o sol começou a abaixar no horizonte, Edward sugeriu que fossem para o clube que era ali perto. Como Forks não passava de uma pequena cidade, contava com poucos restaurantes. A cidade de Port Angeles ficava a poucos quilômetros de distância e oferecia uma variedade de opções para quem gostava de sair à noite. A maioria dos habitantes de Forks freqüentava o clube do rio, que era a apenas a 4 km da cidade, portanto este se empenhava em aprimorar seus eventos para atrair os sócios.

E aquela noite não foi exceção. O clube estava lotado.

Edward tinha razão, o bufe de domingo era excepcional. Eles sentaram-se a uma mesa no terraço, próxima à pista de dança. O sol do entardecer era bloqueado pela elegante construção de tijolo aparente que abrigava a sede do clube. Os guarda-sóis brancos continuavam abertos sobre as mesas, embora sua utilidade diminuísse rapidamente, com o cair da noite.

As quadras de tênis estavam desertas, embora os potentes holofotes instalados algum tempo atrás proporcionassem aos aficcionados incansáveis algumas horas a mais após o anoitecer. Naquela tarde em particular não havia ninguém, mas o lugar era bastante procurado à noite, quando a temperatura se tornava propícia ao esforço físico.

Me diga, Bella, que planos importantes você finalmente desfez para poder sair comigo hoje? — perguntou Edward, depois que o garçom lhes entregou os cardápios.

Estou fazendo meu curriculum vitae. — explicou ela, tirando um pãozinho quente da cestinha e estendendo-a para o homem à sua frente.

Fazendo seu curriculum. — Edward ignorou totalmente os pãezinhos. — Você ia deixar de passar uma tarde comigo para fazer seu curriculum!

Isabella olhou para ele, surpresa com tamanha incredulidade.

Estou procurando emprego, não sabia? Daqui a pouco meu dinheiro vai acabar. Preciso encontrar alguma coisa logo, e quanto mais cedo eu enviar meu curriculum, maiores chances terei de ser chamada.

Mas pelo menos aproveite o verão, antes de começar.

Não sou mais criança, Edward. Preciso trabalhar.

Mas você pode fazer seu curriculum enquanto estou trabalhando e me fazer companhia nas horas vagas.

Ela riu, divertida.

Você está parecendo um menino mimado. Considere-se sortudo porque concordei em sair com você hoje. Por mais agradável que seja, não repetiremos isso muitas vezes.

Sortudo? Acha que sou sortudo por ter passado a manhã na igreja com Alice e Jasper grudados em nós, a tarde rodeados por metade da cidade e agora com a outra metade a nossa volta?

Bella arqueou as sobrancelhas.

Não está contente por ter se livrado da garota tola e apaixonada que não lhe dava sossego?— indagou Swan, passando manteiga no pãozinho.

Em vez de me dar sossego, ela está fazendo o possível para me evitar e me aborrecer. — Edward largou o cardápio sobre a mesa. — Já escolheu?

Eu, evitando você? — Isabella arregalou os olhos.

Não vai me dizer que ainda é a mesma menina que se julgava apaixonada por mim!

Claro que não, mas você se arriscou, convidando-me para sair, não acha? E se eu ainda estivesse apaixonadíssima?

Não me arrisquei. Desde que você chegou, faz questão de deixar claro que não está nem um pouco interessada em mim.

Então, por que insistiu para que eu saísse com você? — Bella desafiou-o.

Ele deu de ombros.

Entre outras coisas, para recordar os velhos tempos.

E que outras coisas são essas? - Edward pareceu ficar impaciente.

Ver você... Afinal, fazia tempo que eu não a via. Queria saber o que você tem feito, conhecer você melhor... antes de ir embora de novo.

Bella desviou o olhar e suprimiu um suspiro. O vizinho não queria ter um relacionamento sério. Convidara-a para sair por que sabia que em breve ela iria embora. Não devia se sentir tão desapontada, mas sentia-se.

O devaneio de Isabella foi interrompido quando ela avistou um casal idoso que se sentava a uma mesa próxima a eles.

Olhe! Não são o Sr. e a Sra. Miller? — ela perguntou a Edward.

Sim.

Tia Esme me contou que eles fizeram bodas de ouro. Está vendo? Há casamentos que duram.

Por enquanto.

Ela riu e Edward imitou-a.

Você é um cínico, mesmo! Isso deve ajudar muito na sua profissão. — Subitamente ela lembrou-se do último conselho que lera no diário. — Fale-me mais do seu trabalho.

Ele estudou-a por um momento.

O que quer saber?

Tudo. O que você gosta mais de fazer, o que não gosta... Casos interessantes em que você trabalhou. Você tem um sócio?

Edward hesitou por um instante, depois começou a falar, com um entusiasmo crescente. Bella ouvia fascinada enquanto ele lhe relatava as dificuldades em ser um profissional autônomo, sobre a frustração em ter de obedecer regras e leis que protegiam mais os criminosos do que as vítimas.

Ele contou a Isabella como batalhara no início da carreira e como fora convidado, depois de algum tempo, para trabalhar na firma de advocacia da qual se tornara sócio, discutindo as vantagens e desvantagens de trabalhar sozinho e em equipe. Ela deixou-se contagiar pelo entusiasmo dele, pela auto confiança e orgulho com que descrevia seus sucessos e pela espirituosidade com que narrava um ou outro fracasso ou deslize. Os músicos começaram a tocar enquanto eles jantavam, e quando Bella terminou de comer, vários casais já rodo piavam no tablado colocado no terraço, O tempo passava rapidamente, enquanto ela ouvia ele contar casos incomuns com os quais se deparara.

Não estou aborrecendo você? — Edward perguntou, durante uma pausa.

De jeito nenhum. Estou fascinada. Se eu tiver algum tempo livre, esta semana, irei vê-lo no tribunal. Você disse que estará lá todos os dias, não é?

Isso mesmo. Quer dizer que vai me ver, como fez tempos atrás?

Bem... Estou mais crescidinha, agora. Prometo que não vou rir.

Edward fitou-a por um momento.

Já falei demais. Agora é a sua vez.

Minha?

Sim. Fale-me de você.

Bella passou a ponta do dedo na borda do copo, sem saber o que dizer. O que poderia contar a Edward de interessante?

Não sei... estou numa fase de transição, no momento. Todos os meus planos de um mês atrás mudaram completa-mente. Agora, preciso definir o meu futuro.

Não deve ter sido fácil para você perder o emprego. Alice sempre dizia que você adorava seu trabalho.

Não foi mesmo. Mas não quero falar sobre isso, agora.

Quer dançar?

Sim, se você quiser ficar sem pés no final da noite. – Riu-se sem humor.

Tudo depende de quem conduze. – Edward sorriu e tomou-lhe a mão.

A melodia era lenta, a iluminação indireta, o ar cálido. Edward enlaçou-a pela cintura com os dois braços, puxando-a para si. Bella abraçou-o e começaram a mover-se ao ritmo da música. O perfume dele a inebriava, despertava-lhe todos os sen tidos. Ela se sentia feminina e jovem, quase uma adolescente de novo. Quantas vezes imaginara-se nos braços de Edward, o corpo colado ao dele?

Agora, no entanto, que os antigos sonhos haviam se tornado realidade, era tarde demais. Ela sabia que o seu vizinho não era o homem certo para ela. Estava na hora de deixar as ilusões de lado e começar a pensar seriamente no futuro.

Ela suspirou baixinho, tentando ignorar o clamor de seu corpo, o impulso de aninhar-se mais a ele, as sensações que a acometiam.

Por algum tempo eles dançaram em silêncio, simplesmente desfrutando a música e a companhia um do outro. A música acabou e começou outra, e eles continuaram a rodopiar ao redor do tablado, os passos perfeitamente coordenados Como se tivessem dançado juntos a vida inteira. Bella sabia que, enquanto vivesse, não se esqueceria daquela noite, daquelas poucas horas mágicas que pareciam não pertencer a nenhum tempo e lugar.

Uma sensação de melancolia tomou conta do coração de Isabella. Teria dado tudo para dançar assim com Edward, anos atrás... Agora, não passavam de dois estranhos compartilhando alguns momentos agradáveis.

Quando o conjunto fez um pequeno intervalo, ela pediu licença e foi ao toalete. Olhou-se no espelho enquanto procurava a pequena escova de cabelos que trazia na bolsa. Seus olhos brilhavam com uma emoção contida e as faces coradas não eram resultado apenas da exposição ao sol durante o dia.

Edward parecia estar apreciando sua companhia. Seria sua atitude diferente com relação a ele que lhe des pertara aquele súbito interesse? A roupa mais femenina? Vovó Bree estava certa?...

Pensativa, ela voltou para a mesa e Edward perguntou-lhe se queria sobremesa.

Não, só um café. – Apreciou a beleza em redor.- A noite está linda, não acha?

Um pouco quente demais.

Ela riu.

- Em Phoenix está muito sempre mais calor. Vocês em Forks estão mal habituados.

Depois que tomaram o café, Edward inclinou-se para ela.

— Vamos dançar?

Mais um pouco, depois vamos embora. Não quero chegar muito tarde em casa.

Claro. Precisa dormir cedo, se vai fazer seu curriculum vitae, amanhã.

E você, não vai trabalhar?

Sim, mas algumas horas de sono a menos uma noite não vão fazer diferença.

Mesmo tendo de ir ao tribunal? - Edward deu de ombros.

Se for a Seattle um dia desses, podemos almoçar juntos.

Hum... talvez.

De volta à pista de dança, Isabella cedeu à tentação e dei xou-se aconchegar mais intimamente ao corpo dele. Pro vavelmente, nunca mais teria uma chance como aquela. Sentia o coração bater acelerado e esperava que Edward não percebesse, mas não queria perder um só segundo daqueles momentos maravilhosos.

Atrevidamente, ela enterrou os dedos nos cabelos dele. Naqueles lindos, desalinhados e sedosos cabelos. Esperou por faze-lo tanto tempo. Edward apertou-a com mais força e conforme se moviam ao som da música, ela podia sentir as formas masculinas rijas pressionando-a.

Está quente, aqui. — Edward murmurou, quando estavam no centro do tablado, em meio a uma multidão de casais.

A brisa que começara a soprar mais cedo cessara e o ar tornara-se abafado, impregnado da fragrância adocicada dos jasmineiros.

Por uns poucos segundos, apenas, Bella deixou-se levar pela fantasia, imaginando se existiria uma possibilidade de que Edward se apaixonasse por ela. Se a receita de Bree funcionasse...


Peço, tantas, tantas desculpas por não ter vindo postar o capítulo no dia em que disse que viria, mas algo horrivel apareceu-me (algo que todas nós do sexo feminino temos) e deu-me imensas dores durante 2 dias, nem conseguindo sair da cama maior parte do tempo, por isso não pude vir, desculpem...E depois mais outros contratempos que me impediram de vir mais cedo, peço perdão.

Hoje deixo uma dica, oiçam 30 Seconds To Mars, faz bem a alma. Hehehe

Bem, OBRIGADA pelas visitas, os comentários, alertas e fav.

Beijão, Alexandra.