Capítulo 10: Feliz Natal, Hogwarts

Scorpius' POV

Eu acordei com uma dor de cabeça horrível. Ressaca, fazer o que. Consultei o relógio: seis horas da manhã. Eu tinha dormido apenas duas horas. Cobri meu rosto com o travesseiro, tentando me lembrar de coisas boas da festa. A única coisa que eu via era Rose saindo no meio da dança para ir flertar com um outro rapaz. Depois disso, a festa ficou bem mais chata.

Eu sorri, me lembrando da minha dança com Rose. Eu estava me divertindo com ela. Por que ela tinha de ter ido embora cedo da minha festa?

Peguei uma poção para ressaca e bebi de um gole só. Minha dor de cabeça diminuiu muito, e eu já lembrava mais coisas da festa. Ashley. Esse nome voava pela minha cabeça, como se fosse muito importante. Eu sabia que tinha dançado com ela e que a garota tinha me chutado, mas não sabia qual a grande importância disso.

Resolvi esquecer um pouco a festa. Assim que me levantei desistindo de dormir mais, percebi que era Natal. Presentes!

Peguei o primeiro embrulho, que era uma vassoura nova dos meus pais. Yeeah. Tinha um pacote do Albus, que era um boné dos Chudley Cannons, uma caixa de bombons provavelmente com Poção do Amor da Susie, e... Um pacote da Weasley.

Eu segurei o presente por um tempo. O embrulho estava perfeitamente arrumado, era vermelho com dourado. Uma fita dourada prendia um pequeno cartão. Retirei-o com cuidado e reconheci a letra redonda da Rose, escrita com uma caneta prateada com bordas azuis. Eu li atentamente.

"Malfoy,

Sei que estou te devendo uma pelo péssimo presente de aniversário, mas eu realmente não sabia o que te dar. O Albus tentou me ajudar, mas não quis considerar nada do que ele falou. Sei que você pensa que saí da sua festa cedo, mas está enganado. Acredite, se eu te contasse você não acreditaria. Enfim, feliz natal. Espero que meu presente seja útil.

Rose"

Retirei o papel cuidadosamente e abri uma caixinha, onde tinha um álbum de fotos. Ele tinha a capa vermelha de veludo, e "Minhas Recordações" escrito em dourado (às vezes acho que ela é fissurada pela sua casa). Retirei o laço e abri o álbum, e me surpreendi ao ver que já tinham algumas fotos. A primeira datava o ano passado, e nela estávamos eu, Al e Rose sorrindo e acenando para a câmera. A segunda era eu, pegando o pomo de ouro e ganhando um jogo contra a Corvinal, de dois anos atrás. Pena que saí do time. A terceira (e última) foto era minha dançando com Rose na minha festa de aniversário. Sorri ao reparar como ela estava feliz ao meu lado. Fechei o álbum e o guardei debaixo da minha cama, pensando que eu não tinha dado um meu presente pra ela. Será que ela ficaria decepcionada?

Troquei de roupa e desci para a Sala Comunal, banhada em verde e prateado. Susie acenou esperançosamente para mim, e eu só dei um aceno de cabeça. Sentei-me ao lado dela e de Joseph.

-Bons presentes, Jo? – perguntei, indiferente.

-Ah, sim, ótimos. A Susie não quis me contar o que ela ganhou. Talvez você a convença...?

-Su, o que você ganhou? – perguntei, agora curioso.

Susie corou – Não é nada gente, é sério. Coisa de garota.

Eu e Joseph nos entreolhamos e corremos até o dormitório das garotas. Su abafou um gritinho e correu atrás de nós.

-Ora, ora, ora! – disse Joseph, rindo ao abrir uma caixa escondida em baixo do cobertor da cama de Susie – Parece que alguém aqui ganhou roupas íntimas novas!

A caixa que Joseph segurava estava repleta de lingerie caras, inclusive fios-dentais. Eu ri.

Susie corou furiosamente – Isso é pessoal, seus babacas! Vão embora agora, não quero que fiquem mexendo nas minhas coisas!

-Por quê? Tem mais? – perguntei, rindo.

Jo pegou um livro aparentemente novo do malão de Susie, intitulado "Como conquistar seu bruxo". Nós rimos e Susie nos atirou para fora do dormitório.

-Hey, o que eu perdi? – disse Kendall, que chegava por trás arrumando a gravata.

-A Susie ganhou calcinhas de Natal dos pais – riu Joseph

Eu deixei os dois discutindo se ela ficaria ou não gostosa com as roupas novas e saí da sala para tomar meu café. Quando cheguei lá, os poucos alunos que tinham ficado em Hogwarts já comiam, muito alegres. Sentei-me na mesa quase vazia da Sonserina e olhei para o prato. Várias das minhas comidas preferidas estavam pela mesa, e eu não conseguia pensar em comer. Eu observava a mesa da frente, onde uma ruiva muito pálida estava. Ela não parecia muito feliz, ao contrário dos seus primos. Uma outra ruiva... Lola? Não, Lily Luna. Ela tentava consolar a prima. Inútil, pensei. Pelo estado da garota, parecia que ninguém poderia consolá-la.

Rose Weasley. Ela estava muito cansada, e mesmo com a distância eu percebi suas enormes olheiras. Então, ela realmente tinha ido dormir tarde? Por que eu não tinha visto ela na festa depois da nossa dança, no dia anterior?

Um garoto loiro, musculoso e muito bonito andou até Rose com um sorriso. Jake deu um beijo na bochecha dela, o que fez a garota se levantar em um pulo. Ela parecia furiosa. Franzi a testa, tentando entender o que eles falavam. Rose dizia algo sobre mentir, e Jake de que eles não tinham um compromisso. Então Rose sacou a varinha e lançou um feitiço Furunculos nele, o que o irritou. Ele segurou firmemente Rose pelos braços e ergueu a mão para dar-lhe um tapa. Eu me levantei imediatamente e lancei nele um estupefaça. Bem ali, diante dos estupefatos professores e da diretora, que não parecia nada feliz. Eu corri até Rose, que me lançou um olhar furioso.

-Eu sei me cuidar sozinha Malfoy! – disse ela rispidamente – Por que enfeitiçou o Jake? Hein?

-Ele ia te bater, Weasley – disse friamente – Eu a salvei, se não percebeu. Um "obrigada" já seria suficiente.

-Vá embora!

-Não vá, não – disse a Profª Minerva – Malfoy e Weasley, para a minha sala, os dois. Prof. Neville, eu ficaria muito agradecida se pudesse levar o Sr. Light para ala hospitalar.

A Weasley me olhou feio e nós seguimos a diretora. Ela nos levou até uma estátua em forma de gárgula, e para a minha surpresa, assim que a professora disse "Torrão de Açúcar", a gárgula saltou para o lado e revelou uma escada. Isso não parecia ser novidade para a Weasley, que continuou com um bico irritado na boca. Eu dei de ombros e segui a diretora.

Assim que as escadas acabaram, vimos uma sala enorme, com uma variedade impressionante de coisas. Uma gaiola vazia, um bebedouro de pássaros estranho... Vi que as paredes eram cobertas de quadros de diretores antigos de Hogwarts. Eu localizei Albus Dumbledore, comendo alegremente sapos de chocolate. Ele acenou para a diretora.

-Alô, Minerva – ele disse suavemente – Tudo bem com você, suponho – ele olhou para nós e deu um sorrisinho – Sr. Malfoy, Srta. Weasley... Vocês são muito parecidos com os pais, sabem. O que os trazem aqui em uma alegre manhã de Natal?

-Pode deixar comigo, Albus – disse McGonagall – Então, sentem-se vocês dois. Eu quero muito saber o que leva dois jovens a atirar em um colega.

-Ahn, se você não se importa, diretora – disse Weasley, corando – É um assunto meio pessoal. O Malfoy não tinha nada a ver com a briga, se intrometeu porque quis.

-Porque quis? – disse, indignado – Eu não podia ficar sentado vendo você apanhar de um covarde daqueles! Eu te disse desde o início que ele não prestava, mas você não me ouviu, ao invés disso...

-Basta! – disse a diretora – Sinto muito que tenha que fazer isso em uma manhã bonita de natal, mas vocês dois vão cumprir detenção amanhã comigo. Dispensados!

-Weasley se levantou rapidamente, mas eu demorei-me, encarando a professora incredulamente.

-Eu a salvei, diretora! – disse – Não devia ficar de detenção!

-Nada lhe dá o direto de azarar um colega, Sr. Malfoy. Agora vão! Estou certa de que seus colegas irão querer saber o motivo do tumulto. Feliz natal.

Eu me levantei e saí da sala, com Weasley ao meu encalço.

-O que você fez! – dizia ela, nervosa – Essa sua gracinha podia ter nos rendido uma detenção dupla!

-Mas não aconteceu nada – disse, com as mãos nos bolsos – Dá pra relaxar?

-Relaxar? Essa é a minha primeira detenção! Você fez isso, Malfoy!

-Você quem quis azarar o Jake. Eu não tenho culpa se você deu um piti na frente dos professores e da diretora. O que leva a perfeitinha Weasley fazer isso, hein?

Rose parou e abaixou a cabeça. Eu olhei curiosamente para ela, e percebi que soluçava. Não, pensei, Não chore, tudo menos isso, por favor não chore...

-Ele me prometeu! – ela se jogou em cima de mim, aos prantos – Ele disse pra mim que não era de ficar com qualquer uma, ele disse... Por que diabos ele mentiu? Oh, Scorpius, eu não posso acreditar... Eu realmente confiei nele! Agora olhe pra mim, chorando em um corredor qualquer, com a sua companhia...

Eu a abracei forte, e ela continuou chorando no meu ombro. Instintivamente eu levantei a mão e comecei a fazer carinho no cabelo dela. Depois de um tempo, eu a empurrei. O que eu estava fazendo? Nós só falávamos um com o outro porque Albus era meu melhor amigo e primo dela. Não tínhamos sequer uma amizade, não é mesmo?

"Você pensou nela enquanto estava sendo torturado", uma voz na minha cabeça disse. "Você saiu para salvá-la. Isso tem que ser alguma coisa".

Eu me afastei um pouco da Weasley, que estava me encarando, rubra.

-Não fale uma palavra do que aconteceu aqui, Malfoy – disse ela – Ou eu te mato.

-Ok, nenhuma palavra – disse, levantando os braços – Como se eu quisesse que alguém soubesse do que aconteceu aqui.

Com isso, virei de costas pra ela e segui meu caminho para as masmorras.

Rose's POV

Eu fiquei encarando onde Malfoy estava um minuto atrás. Eu me debrucei sobre ele, o chamei de Scorpius, como de fossemos amigos! Mordi o lábio inferior e decidi que seria melhor voltar para a Sala Comunal. Subi cuidadosamente até o terceiro andar, ainda pensativa. Eu não sabia o que tinha acontecido, só sei que ainda sentia os braços fortes de Scorpius me apertando, e meu cabelo estava levemente arrepiado aonde ele fez carinho. Eu também estava impregnada pelo seu cheiro. Respirei fundo, sorrindo. Ele tinha cheiro de biscoitos deliciosos que acabaram de sair do forno, com uma pitada de creme. Biscoitos de chocolate e sorvete de creme eram os meus doces favoritos.

Mal reparei que eu já havia chegado ao quadro da mulher gorda. Disse a senha e entrei, meio assustada por ter percorrido todo o caminho sem perceber. Encontrei Lily lá dentro do meu dormitório.

-Finalmente! – disse ela, sentada na minha cama – Vamos, temos uma pilha enorme de presentes para abrir!

-A Dom e a Rox estão aqui? – perguntei

-Claro, querida – disse Dominique, aparecendo do banheiro – Eu só estava agradecendo a Merlin mais uma vez por ser tão magnífica. Vamos lá, hora das garotas! Eu e a Rox já descemos com nossos presentes lá pra baixo, e a Lily quis te esperar para abrirmos todas juntas. Levanta essa bunda da cama, Lils, presentes!

-EEEEEEEEH! – gritou Lily feliz – PRE-SEN-TES!

-Cala a boca Lilunática – disse Roxanne, revirando os olhos – Depois você ainda se pergunta por que eu te dei esse apelido.

Eu ri e desci as escadas correndo. Tive que dar duas viagens para carregar todos os presentes para a sala. Sentamos-nos em volta da lareira, onde estava mais aquecido.

Lily começou a abrir primeiro, mal dando tempo para admirar todos os presentes que os pais tinham mandado. Eu revirei os olhos e comecei a abrir os meus.

Tinha um peep toe novo que a Dom me deu, um kit mata aula Gemialidades Weasley do Tio Jorge e da Tia Angelina, um pacote de biscoitos feitos em casa do Hagrid, um livro Poções ardentes da minha mãe, uma blusa dos Chudley Cannons do meu pai, uma caixa de sapos de chocolate do Albus, uma caixa de lencinhos do Hugo (Ah, Rosie, fala sério, o presente do Hugo foi o mais útil! CALA A BOCA, DOMINIQUE!), um kit de maquiagem novo da Dominique, uma pedra estranha da Tia Luna e dos gêmeos, uma bota de couro linda da Tia Ginny e do Tio Harry (não consigo chamá-lo de Prof. Potter), uma pena importada do James e eu encontrei um envelope, que deveria ser o presente da Lily. Eu abri e tinha uma carta.

Rosie do meu coração,

Lembra de quando eu passei o natal na sua casa ano passado? Então querida, você não sabe o que eu descobri. Por favor não me mate, eu só estava esperando a hora certa pra te contar. Então, o Scorpius foi te visitar. Eu seei *-* É demais, não é? Ele estava te levando um presente, mas quem abriu a porta pra ele foi o seu pai :T Então é óbvio que ele foi chutado da sua casa na hora. Mas eu estou te enviando o presente, ok? Considere isso como meu presente de natal

OBS: Foi mal. Tava sem grana :S

Lily Luna

Eu coloquei a carta de lado e revirei o envelope, ansiosa. Eu encontrei um livro, o mesmo que eu tinha contado para Albus no quarto ano que era o que eu mais queria: Curandeira mirim. A verdade é que ser Curandeira no Hospital St. Mungus é o meu grande sonho. Guardei cautelosamente dentro do envelope e escondi debaixo do sofá para que minhas primas não vissem. Sabem como é, a Dominique e o resto da família me matariam porque Scorpius quem me deu o livro.

-O que a Lily te deu, Rosie? – perguntou Rox.

-A bota, ué – respondi, torcendo para que não tenha corado. Dominique me lançou um olhar desconfiado e depois voltou sua atenção para o último presente, que era um vestido MA-RA-VI-LHO-SO. Quando eu comentei isso, ela jogou o cabelo para trás e disse que a única coisa maravilhosa naquela sala era ela. Dominique e seu enorme ego.

Guardei todos os presentes em seu devido lugar e só quando todos tinham saído, voltei lá embaixo para pegar o meu livro. Minha grande surpresa: ele tinha desaparecido. Revirei o lugar todo, mas não consegui encontrar. Alguém tinha pego.

Saí de lá muito desanimada. Eles só tinham publicado um exemplar desse livro, para a filha do ministro. Mas ela resolveu doar para a biblioteca. Pena que ele nunca chegou lá: alguém muito rico o comprou antes. Mas aquele eu sabia que era o original, autografado pela melhor Curandeira do mundo. No meio do caminho, trombei com Malfoy.

-Olha por onde passa! – disse rispidamente – Não quem nos render mais detenções, né? Então, por favor, mantenha distância!

-Eu só estava passeando pelo castelo, Weasley – disse ele, revirando os olhos – Por Merlin, qual o seu problema, hein?

-Você não se esqueceu de nada nesse Natal, Malfoy? De mandar um presente pra alguém?

-Então é isso? Você aprontou essa cena toda porque não te entreguei seu presente?

Eu bufei e tentei seguir meu caminho, mas Malfoy me segurou.

-Você é tão dramática! – disse ele, rindo – Você está assim por causa de um presente? Se quiser, posso dar agora mesmo... Mas só se me responder uma pergunta. Quem é Ashley Mason?

Eu senti minhas bochechas esquentarem – Nunca ouvi falar.

-Ela apareceu assim que você saiu – disse Scorpius lentamente – E não me lembro de ter visto ninguém igual a ela em Hogwarts, e os alunos da Corvinal só conhecem ela da festa. Pensando bem, ela parece muito com você, tem as mesmas sardas, e o mesmo olhar decidido... – quase pude ouvir o barulhinho da ficha caindo – Weasley! Você é a Ashley?

-Não! – disse rápido demais – Er... Eu sou ruiva, né? E ela é loira. E eu não sou largada como ela.

-Você disse que não a conhecia – disse ele, erguendo uma sobrancelha – Como pode saber que ela é loira e festeira? Eu sabia, é você! Admita, Weasley!

Eu tentei me soltar, mas Scorpius ficou me segurando. Ele estava corado agora.

-Me desculpe por... Ah, pela dança na minha festa. Eu não sabia que era você. E desculpe-me pelo seu presente, também.

Eu senti meu pescoço esquentar bem aonde Scorpius tinha me beijado. Eu corei também. Na verdade, eu tinha até gostado daquele beijo, mesmo que tenha sido muito ousado.

-Você estava falando do meu presente... – disse, muito vermelha.

-Ah, é... – agora Scorpius, normalmente muito pálido, estava completamente vermelho – Eu... Bem, é que... Tá bom, se você insiste...

Ele se aproximou, hesitante, e me deu um beijo na bochecha.

-Feliz natal, Weasley – sussurrou ele no meu ouvido, ainda muito próximo. Ele segurou a minha mão e pôs meu braço esquerdo no ao redor do seu ombro, postando logo depois sua mão na minha cintura. Ele me conduziu pelo corredor, e nós ficamos dançando sem música. Ele tinha um leve sorriso nos lábios, como se ansiasse isso já fazia muito tempo. Então seus olhos pareceram cheios de culpa e ele se afastou.

-Tchau, Rose – disse ele, antes de sair correndo.

Rose, foi o que ele me chamou. Ele quase nunca me chamava pelo meu primeiro nome.

Será que esse era o início de alguma coisa?

XxxxOxxxX

N/A: Fala sério, às vezes sinto como se estivesse postando para o fantasma -' Eu não recebi nenhuma review pelo último capítulo! É sério, eu amo escrever essa fic, mas se continuar assim eu vou parar de postar. Ela não está rendendo nada!

Anyway, eu prometi um cap rápido, aí está. Tenho alguns spoilers do próximo capítulo (lembrando, é claro, da condição de que só posto com reviews u,u):

-Quer saber? Não me importa o que os outros dizem, eu prefiro muito mais você como Rose do que como Ashley.

-Você me beijou! – disse, horrorizada.

-Agora, você vai pagar – disse Katherine, me dando arrepios..

Beijinhos à distância,

Gigi Potter