Ei pessoas lindas, I'm back!
Sumi do mapa, eu sei, mas tudo por culpa dos vestibulares. Agora o pior já passou e eu sobrevivi o/. Trouxe mais um capítulo suuuuuuper atrasado, porém feito com todo amor e carinho que alguém possa ter a capacidade de possuir :')
Infelizmente fiz algumas mudanças e o casal KagXInu foram deixados para o próximo cap (já em andamento) para explorar um pouco mais a história das duas irmãs... Vocês verão que valeu a pena essa transformação T.T Boa leitura!
Resposta para a Pri: O único review do cap 9, fique triste, mas especialmente feliz por ter sido você a pessoa que escreveu! Então, muito obrigado por ter desejado sorte no vest, eu acho até que passei... O resultado sai dia 27 agora, continue torcendo por mim x.x
Cap X
Quando a olhou. Notou que era uma linda youkai. Tinha cabelos brancos e uma flor em cada lado o enfeitando. Vestia um kimono branco simples que era o contraste de seus grandes olhos, negros como aquela noite. Carregava consigo um espelho, que não foi de suma importância na observação do homem. – Do que está falando?
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A youkai lançou seu olhar vazio em direção ao do jovem. – Não é óbvio? Falo de Rin e Sesshomaru.
- O quê? Como você...? – A cada tentativa de expressar sua confusão Kohaku parecia mais horrorizado com tudo que a menina aparentava saber.
- Esse espelho qual olhou com desdém é a porta de entrada para todas as almas que me interesso em vasculhar. – Sorriu sem nenhum sentimento para mostrar, parecia um ato mecânico. – Como o vi chegar desolado aqui, resolvi investigar sobre sua história. – pausou - É lamentável, mas ainda assim não deves interferir nesse casal.
- Minha vida está em pedaços... A dela ficará em breve por causa de um maldito youkai! – desabafou erradamente, já que a ofensa a serviu por também ser de tal espécie. – Oh, perdoe-me, não quis atingir você... Mas é que ele...
- Eu sei. – Apoiou uma de suas mãos gélidas no ombro do humano.
- Você também sabe do incêndio?
- Sim.
Como algo automático, o jovem cobriu o rosto com as mãos e as apertou sobre os olhos, na tentativa inútil de apagar as memórias passadas.
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- Rin! Saia daí já! – Kagome dava seu último grito agonizante antes de cair aos prantos assistindo a casa de seus falecidos pais em chamas com sua irmã dentro.
Kohaku estava ao lado de sua prima, assim como todos os familiares. Apesar da aflição, fora ordem do corpo de bombeiros a estadia destes longe da casa. O menino estava estático, pois a ideia de brincar de pique na casa junto com as primas fora dele. – Por que quis ficar aí dentro, Rin-chan?
Um vulto o atraiu para longe de seus pais, que mal o viram saindo de perto. O menino foi até uma parte mais baixa do muro de trás do local e viu o mesmo youkai que o ameaçou. Este estava exalando um estranho gás de suas garras que corroía todos os objetos sujos de sangue da casa. Obviamente apagando os vestígios deixados ali por seu pai. O choro de Rin era alto, então ele sabia que ela estava lá, mas nem sequer tentou desprovê-la de todo aquele terror que um simples extermínio de provas estava causando.
Mesmo tendo apenas 8 anos, Kohaku era esperto o bastante para concluir que o incêndio era uma faixada para que ninguém soubesse que ele esteve ali para apagar as digitais da fera que matara seus tios. Mas e Rin? Por que ele não tira a Rin dali?
O menino pulou ferozmente o muro e correu por entre as chamas, ignorando o olhar surpreso do youkai, o mesmo que gargalhou e disse em alto som – Você quer morrer tostado também, garoto imbecil?
O misto de adrenalina, pavor e heroísmo resultou num grito em meio a lágrimas – Eu vou salvar a minha prima! – Tudo o que o menino conseguira ouvir fora uma nova gargalhada e por fim os passos da criatura para fora da casa.
Agora só restava ele e sua Rin. A procurou seguindo seu choro, até a enxergar dentro de um armário do porão, que já estava rodeado pelas chamas. Decidiu então correr o máximo até a menina tentando amenizar o fogo de seu caminho com um pedaço da cadeira que lá estava. Ao chegar até a pobre menininha, ele a envolveu com seu casaco e a puxou pelo braço, fazendo-a correr pelas chamas com ele.
Assim que chegaram ao quintal por onde entrara, Kohaku arrancou o casaco da menina qual estava tomado pelo fogo. Por ser um casaco de boa qualidade, a garotinha não se feriu, mas ele estava coberto de queimaduras em seus braços, rosto e mãos. Um bombeiro os viu ali e finalmente foram tirados da zona de perigo. Poucos segundos antes de serem retirados, a casa desabou por completo, sem nenhum vestígio de que ali vivera uma família feliz. A família de Rin e Kagome.
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- O destino está sendo muito cruel. – Kohaku já não continha mais as lágrimas. – A mulher que eu amo prefere ficar com uma criatura que tentou matá-la a que ficar comigo.
- Eu perdi meus pais porque humanos os achavam ameaçadores. Eu só escapei do sacrifício porque era muito pequena e então me deixaram nessa cidade, vagando sozinha. Você é o primeiro humano com quem falo depois daquele dia.
O rapaz surpreendeu-se com a história da bela youkai e sentiu-se mal por ela. – Eu... Lamento...
- Não é de se lamentar. Eu aprendi muito com isso. – Repentinamente um brilho surgiu em seu olhar, pela primeira vez desde que estava se falando, ela parecia estar viva. – Achava que todos os humanos eram cruéis e incompreensíveis, assim como você generaliza os youkais. Só que você despertou uma questão em minha mente: por que generalizar um fato por culpa de um indivíduo?
Ele agora a olhava nos olhos, parecendo compreender toda a mensagem que lhe era passada. Porém este encontro de olhares travou ambos e aquele pequeno gesto gerou grandes consequências em seus sentimentos.
- Você... Tem razão... Você me parece muito boa. Assim como eu pareço inofensivo para você. – Ele quebrou o gelo.
- Eu não sou de toda bondade, mas não espalho a maldade por opção. Às vezes sou obrigada, apenas para sobreviver. Pense que ele devia ter seus motivos também... – Olhava vagamente para o céu. – Quando se vive por si só, sem ter nada a perder, todos os atos ilícitos são convidativos.
- Quer dizer que já cometeu algo inusitado, assim como ele?
- Depende do que você considera inusitado. Você quer saber se eu já tentei matar humanos? – Ela deu uma risada descontraída ao ver a face do jovem humano. – Fique calmo, eu ainda não fiz isso... Mas se um dia for preciso, não tenho escolha...
A risada dela parece ter roubado sua sanidade. Kohaku nem prestou atenção na resposta que de fato ele queria saber. Deduziu um "nunca matei humanos" pela última frase dita. – Mesmo não culpando os humanos em geral, você não tem ódio dos que te causaram mal?
- Eu tive, mas aprendi a relevar, porque de uma forma ou de outra não continuei viva para alimentar uma vingança. – Ela voltou a olhar para a face ingênua do homem. – E você também não precisa se preocupar com Rin. Ela vai saber lidar com tudo, e Sesshomaru vai pagar pelo que fez quando começar a sentir remorso por quase ter matado sua amada.
- Eu não quero que ele sinta só remorso.
- Não seja assim, ou você estará cedendo sua vida para um fato que não te representa. – Ela pousou as mãos delicadas sob o rosto de Kohaku, que ficou escarlate com tal ato. – Você será feliz e independente da Rin.
Depois disso a jovem youkai levantou-se, seus passos eram tão leves que parecia estar flutuando. Seria, ela, um anjo? Kohaku resolveu parar de sonhar acordado e ir ao que o interessava no momento. – Ei! Pode me dizer seu nome?
Ainda caminhando ela respondeu. – Estou aqui durante todas as noites estreladas, como esta.
- Mas eu não perguntei exatamente isso. – Ele levantou e começou a segui-la.
Ela virou-se com um belo sorriso para ele. – Mas se está perguntando o meu nome é porque quer lembrar-se de mim, e consequentemente me ver mais vezes.
A resposta dela o surpreendeu novamente. – É... – ficou encabulado.
A pedido de uma força interior maior, ela o beijou nos lábios e sussurrou. – Kanna.
Antes mesmo de reabrir os olhos, Kohaku apenas a viu longe demais, ela se movera muito rápido. Sorriu. Não estava conciliando a força da dor e da esperança que lutavam em seu coração naquele momento, mas sabia que era melhor ter tal luta do que apenas a dor para consumir. Kanna despertou nele o que era preciso. – Kanna... Você não pode sumir.
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- Viu! Eu não disse que um dia com todos juntos não seria muito legal? – Dizia Kentaro jogado na grama com seu pai. O menino parecia mais contente que nunca.
- É, filho... – O hanyou fingiu um sorriso para não desanimar o filho, mas estava muito aflito por saber que Kagome estava caminhando por ai com Kikyou apenas para a felicidade de Ken. Imaginava que sua amada precisava de sua ajuda para sair de perto daquela mulher tão falsa.
-Então... Ken me disse que está gostando de você... – Kagome puxou assunto com o pingo de educação que não havia se esgotado ainda.
- Sim, eu e meu neném estamos muito unidos! – Kikyou dizia cheia de si. – Eu até perguntei se ficaria feliz se eu e o pai dele voltássemos a viver juntos.
Aquilo instigou o ego de Kagome, que respondeu ironicamente. – Pena que isso é um desejo só seu né? – Riu com o intuito de provocá-la.
A mulher fechou a cara. – Você é quem acha que ele não quer, garota. O amor que o Inuyasha sente por mim é maior que qualquer paixãozinha tola... Logo ele acordará para a vida e perceberá que eu sou mulher de verdade para ele.
- Você é intragável, Kikyou! – A jovem tentou conter a fúria enquanto revelava. – Acho melhor você não me atrap... – Kagome foi interrompida por um sussurro ameaçador de sua rival
- Eu acho melhor você não nos atrapalhar! – A mulher enfatizou e aprimorou a fala antes dita. - Você não sabe do que eu sou capaz, intrometida ridícula!
- Eu não tenho medo de você! – Defendeu-se.
- Veremos! – A mulher mais velha saiu de perto e correu até seu ex e filho, abraçando-os forçadamente.
- Mamãe! – O menino retribuiu o abraço.
Inuyasha viu a cara de poucos amigos de sua namorada e saiu rapidamente dos braços de Kikyou indo até ela. Envolveu os braços em sua cintura e beijou-lhe o rosto. – Perdoe-me por ter que aturar essa mulher, meu amor.
Ela amansou depois do beijo, mas continuou séria. – Tudo bem, amor, a culpa não é sua.
Enquanto o casal se entendia um pouco mais longe de Ken e sua mãe, está sussurrava para o filho- Essa menina não gosta de mim e vive tentando afastar você e seu pai de mim, filho... Não sei como gosta dela... Ela me deixa tão triste. – Simulou um suspiro triste.
- Não fica assim, mamãe... Eu não vou sair de perto de você nem se a Ka-chan pedir, porque ela só é a namorada do papai... Você que é minha mãe de verdade! – O menino envolveu os braços no pescoço da mãe. Já estava totalmente influenciado pelas mentiras de Kikyou que se esquecera do quanto amava e era amado por Kagome.
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Alguns dias passaram-se desde o ocorrido no parque com Kikyou, mas Kagome estava notando que Kentaro estava mais frio que o normal. Queria que não fosse algo errado que sua mãe tivesse dito a ele, mas era claro e evidente de que não poderia ser outra coisa. Mesmo assim a jovem o tratava como sempre, pois o amor daquele pequeno humano era de suma importância em sua vida.
- Ei, meu príncipe, olha o que eu trouxe para você. – Bateu delicadamente na porta do quarto do menino, que estava jogando videogame. Ela estava com uma apetitiva tigela de sorvete de frutas.
- Oba! – O menino pausou seu jogo sem pensar duas vezes e pegou o sorvete da mão dela.
- Não está esquecendo nada? – Fez um bico manhoso para o menino.
- Obrigado, Kagome. – Ele respondeu já sentado no chão se deliciando.
Não satisfeita com a fria reação do menino, a mulher sentou-se ao lado dele e suspirou. Parecia pesado o assunto que iria começar, mas era necessário.
- Ken, por que está assim? Eu fiz alguma coisa que te magoou?
O menino apenas balançou a cabeça em negação, continuando a comer.
- Tem certeza? – Pausou a espera de uma resposta que não chegou, então continuou. – É que você não me chama mais de Ka-chan, não me dá mais abraços e nem beijos... Olha, eu não quero substituir a sua mãe, nunca pense isso de mim, eu só quero ser sua amiga...
- Mas você deixa a minha mãe triste, e isso é muito mal... Se ela fica triste eu também fico, se ela não gosta de você eu também não gosto. – Ele relutou em olhar para a fisionomia triste de sua madrasta.
- Eu amo muito você, e você nem liga mais...
- Eu amo a minha mamãe.
- E eu? Nós costumávamos ser muito unidos...
O menino parecia triste por esconder algo, talvez uma ameaça de sua mãe caso ele ficasse de mil amores com sua arquirrival, segurou o choro e respondeu frio. – Mas já acabou, agora você é a namorada do meu pai e só.
Como uma criança tão doce e amável estava tendo uma resposta dessas? A mulher ficou sem reação por diversos motivos, um deles era por estar desapontada. Seu pequeno príncipe a descartara sem mais nem menos. Não quis chorar perto dele, mas, assim que saiu do quarto, as lágrimas escorreram. Sentou no sofá para esperar seu namorado que estava resolvendo algo pela rua. Antes, ficar sozinha com o Kentaro era uma diversão para ambos, e agora nada mais era que uma obrigação relutante, algo dolorido. Culpa daquela mulher inescrupulosa que resolvera voltar.
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Faltavam 2 dias para a viagem de volta ao Japão, e mesmo com o grande conselho de Kanna, Kohaku não poderia voltar a sua terra sem antes causar em Sesshomaru a dor do remorso. Em seu instante de fraqueza, resolveu ir atrás do youkai na universidade. Perguntou de corredor a corredor onde a sala do professor ficava até finalmente encontrar.
Por ironia do destino Rin havia estado ali alguns minutos atrás, mas não teve o descontentamento de encontrar seu primo, pois este encontrou um Sesshomaru focado em alguns papéis.
- Demorou para chegar por aqui. Já estava sentindo seu cheiro desde o portão. – A bela criatura nem sequer tirou os olhos da papelada.
- O que importa é que cheguei, e você vai ouvir tudo o que tenho para dizer! – Ele fechou a porta e manteve-se de pé. – Seu aproveitador!
Agora o youkai lançou seu olhar frio para o humano, mas com um sorriso desafiador nos lábios. – Do que está falando?
- De Rin, claro! – Kohaku pegou ar para começar a história. – Você teria matado Rin sem nenhum pudor caso eu não a tirasse daquela casa em chamas!
- O q... – Sesshomaru tinha os olhos arregalados no momento. O fio de memória que puxara fora o suficiente para lembrar-se de Kohaku, seus pais e principalmente daquela menininha chorando em algum canto da casa. Pôs as mãos na cabeça e pareceu mais arrependido do que nunca. – Não pode ser...
- Ah! Não se faça de vítima agora! Você é o filho do youkai que matou os pais de Rin!
A criatura pouco ligava para a fúria nos olhos do humano, estava escarlate por quase ter matado sua amada na infância, ter incendiado o único bem de valor significativo que a pertencia e ainda encobrir o assassinato de seu pai. Antes ele já se dizia vítima dos erros do senhor Taisho, agora ele tinha certeza, seu pai era o maior problema de sua vida, até depois de falecido.
- Eu não tive culpa... Foi o infeliz do meu pai, que resolveu estragar a vida dele por causa de um filho que teve com uma humana! Se o Inuyasha não tivesse nascido, nada disso teria acontecido! – Ele bateu forte na mesa. – Hanyou maldito!
Como um flash, as palavras de Kanna soaram nos ouvidos de Kohaku: "Pense que ele devia ter seus motivos também..."
- Saia daqui, Kohaku! – Ele apertou o pescoço do humano apenas para assustá-lo. – E nem pense em contar isto para a Rin! Some!
O rapaz não pensou duas vezes e saiu dali correndo. Tinha a sensação de que fizera tudo errado, não só a sensação, pois estava lembrando-se dos conselhos de Kanna e de como os jogou fora no primeiro momento de recaída.
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Kouga não teve tempo de sair de perto da sala antes do rapaz ser expulso, mas este estava tão atordoado que nem o viu por ali. O youkai sorriu vitorioso, agora tinha em suas mãos uma história arrebatadora. Sua aliada adoraria saber de tudo isto, principalmente se fosse para contar para Kagome.
- Eu estarei pronto para te amparar, minha Kagome... E nós voltaremos a ficar juntos. – Gargalhou maléfico.
Notas:
Mil e uma coisas estão vindo a minha cabeça para incrementar essa fic, mas vou procurar focar em apenas uma, porque muita crueldade acaba ofuscando o romance da história u.u kkkkk. No próximo capítulo eu resolvi "kawaiizar" Kag&Inu porque eles precisam aparecer mais na história ao meu ver... Mostrar que estão juntos pro que der e vier... Enfim, nada mais falarei, beijos S2
P.S: Não faço ideia se a fic está no meio ou no final, eu vou escrevendo e vamos ver no que dá! O.o
