Leon permaneceu parado em meio a sala de estar, apenas observando o resultado final de seu trabalho doméstico. Não sabia quando Ada iria aparecer, portanto teve que ser rápido. Socou os jornais velhos, correspondência antiga e revistas dentro das gavetas de qualquer maneira, arrumou as almofadas que estavam espalhadas em cima do sofá, catou os copos, pratos e canecas de café espalhados e jogou-os dentro na maquina de lavar. Quanto ao carpete, ele teve que contratar uma empresa de lavagem a seco três semanas atrás devido ao "acidente estomacal" por causa do uísque, estava portanto bem limpo. No quarto não tinha muita coisa, apenas algumas roupas espalhadas e que ele escondeu no guarda-roupa e quanto a cama... levando em conta o que tinha em mente, talvez nem valesse a pena arrumar...
Não teve tempo de passar no mercado ou comprar algo para comer, tinha até medo se a mulher resolver abrir a geladeira ou os armários para procurar algo e encontrar um zumbi ou a Ashley morando lá dentro. Bem, Washington DC tem uma ótima oferta de delivery, alguns, vinte e quatro horas, não iriam passar fome. No final, só precisou esvaziar as lixeiras que já estavam transbordando, e pronto, tudo limpo.
Olhou para sí mesmo, da roupa que foi ao enterro só tirou o terno e a gravata, além de ter suado um pouco com a limpeza mal feita, porém desesperada em seu apartamento. Precisava de um banho, começou a desabotoar a camisa enquanto caminhava rumo ao banheiro.
Ada caiu silenciosamente na varanda daquele apartamento no nono andar, a porta de correr envidraçada que dava para a sala estava aberta, luzes apagadas, era como se Leon soubesse que ela não chegaria pela porta como uma visita normal. Viu o terno preto pendurado na cadeira de uma pequena mesa de quatro lugares, passou as mãos suavemente pelo tecido como se estivesse passando as mãos no próprio Leon. Identificou nos bolsos uma carteira de couro, um telefone celular, uma cartela de aspirina.. e um cantil prateado. A espiã fez alguma nota mental sobre não saber se ele tinha esse hábito de antes, ou se o adquiriu nesse tempo em que ela desapareceu. Seus ouvidos apurados escutaram o barulho do chuveiro ligado. Um sorriso surgiu em seus lábios.
" - Hmm, faz tempo que eu não tomo um longo banho quente." - Disse enquanto se livrava das botas de couro e meias de seda, caminhando em direção ao banheiro, silenciosamente, se esgueirando como uma gata. Se livrou do lenço vermelho abandonando-o pelo chão, fez o mesmo com o cinto, a blusa branca e quase transparente de seda, a saia de giz riscado e por ultimo cada peça de sua lingerie. Olhou para trás durante alguns segundos, satisfeita com o rastro que deixou.
Leon enxaguava a espuma de seus cabelos com a água abundante e fria quando escutou o barulho da porta se abrir, imediatamente viu a figura feminina surgir do outro lado do blindex, caminhando em direção a ele com passos lentos, se espreguiçando lindamente. Essa era uma das muitas características que o fez se apaixonar quase que a primeira vista por aquela mulher, ela era naturalmente felina, em cada simples gesto, era uma gatinha até para sentar e respirar, e esperta como uma, ele não sabia o que o encantava mais, quando ela era só a gatinha frágil, ou quando ele a via se transformar em pantera, forte, ágil, independente.
" - Ui." - Ela gemeu baixinho quando entrou no box e sentiu a água fria. - " - Leon, como você consegue?" - disse enquanto aumentava a temperatura da água, molhou primeiro as mãos, depois os pés, por fim molhou o rosto entrando completamente em baixo d'água e puxando o agente para um beijo, o vapor já embaçava completamente o blindex - " - Ah, agora está bem melhor."
" - Sinta-se a vontade. Mi casa, su casa". - Ele não podia dizer que estava surpreso por ela simplesmente invadir a casa, no fundo era como se adivinhasse que era exatamente isso que ela faria. Mas gostou de ser surpreendido no banho, diria que teve algumas surpresas boas na vida, mas ter a espiã invadindo o seu banho completamente nua, foi sem dúvida uma das melhores. Leon a envolveu em seus braços não se importando o quão obvio já estava a reação do seu corpo a presença dela alí. O sabor de suas salivas se misturava ao da água e ao do gloss que Ada usava, o agente reparou na diferença, hoje ela não estava usando um batom vermelho, mas tinha os lábios num tom de rosa, com gostinho de frutinha que ele até tentou, mas não conseguiu identificar que diabos era.
Ada interrompeu o beijo apanhando o sabonete da saboneteira e começando a lavar o peito do amante, o pescoço, os braços, admirando a força daquele corpo pálido diante de si, gostava de cada mudança sofrida por aquele corpo, do jovem policial com cara de menino até o quase deus viking que tinha alí a sua frente hoje, e ela amou cada um deles. Aproveitou quando ele a beijou de novo para ensaboar as costas do loiro, as nádegas, ele saiu do beijo e jogou a cabeça para trás quando ela apanhou seu sexo com as mãos, ensaboando e massageando.
Leon tomou o sabonete para sí, lavando o corpo da espiã também, e aproveitando o ato para tocá-la inteira, até nas partes mais intimas, fazendo a espuma e deixando que a água quente a levasse embora. Deixou que o sabonete fosse ao chão ficando com ambas as mãos livres só para toca-la, guiou a morena contra a parede, usando o próprio corpo para prendê-la ali. - " - Você tem razão, é bem melhor assim.". Ele abocanhou o pescoço molhado, beijando, chupando e mordiscando, dalí pulou para o seio esquerdo fazendo a mesma coisa depois prendendo o mamilo entres os dentes, soltou-o quando ouviu Ada soltar um gemido de dor. - " - Desculpa." .
A espiã apenas sorriu e fez um sinal negativo com a cabeça, não machucou, era uma dor boa. Ela o puxou para mais um beijo e o corpo do agente para mais junto ao seu. Ele já podia perceber o quanto ela estava receptiva a ele, como ela movia os quadris e o convidava para um contato ainda mais íntimo. Ele sabia que ela já estava pronta, que ele já poderia fazê-la sua outra vez ali mesmo se quisesse, mesmo assim não o faria agora. Leon a ergueu pelos quadris fazendo com que ela o envolvesse com as pernas, sem sair do beijo, fechou o chuveiro e a carregou para fora do box... do banheiro... cruzaram o corredor e chegaram no quarto.
A cabeceira da cama bateu contra a parede quando deu-se a queda dos dois corpos, unidos e molhados, Ada sentiu as gotas d'água do cabelo molhado de Leon respingarem em seu rosto quando ele se afastou um pouco para se posicionar melhor sobre ela, usou os dedos para penteá-los para trás e assim fitar os profundos olhos azuis dele. Ela fechou os olhos e o envolveu com os braços quando ele afundou o rosto contra o seu pescoço e a penetrou a primeira vez, gemeu e mordicou-lhe a orelha quando ele se retirou para arremeter-se a segunda vez...
Leon ergueu o rosto mais uma vez, só para assistir, extasiado, a expressão de Ada enquanto eles se amavam depois de tanto tempo, ela o tocou no rosto... - " - Não importa o que aconteça, Bonitão, você sabe... Eu te amo." - o agente sorriu aliviado, ele sabia, ou sentia isso, mas eram tão raras as vezes que ela confessava isso verbalmente, que acabava tornando momentos como esses simplesmente os mais preciosos. Beijou novamente a boca rosada, agora inchada depois de tantos beijos quando se afundou inteiro dentro dela.
Era hábito, não podia evitar, embora Ada normalmente tivesse um sono bem tranquilo, não conseguia dormir além das cinco da manha. Era automático simplesmente acordar quando batia esse horário. Abriu os olhos lentamente encontrando um Leon Kennedy completamente acordado diante de sí, olhando-a fixamente.
" - Bom dia, Ada Wong"
Ela apenas sorriu preguiçosamente. - " - Bom dia, Agente Kennedy... Seu sono fugiu outra vez?"
" - Não sei, talvez eu só quisesse garantir que a senhorita não ia sumir sem dizer adeus outra vez."
" - Você confia tanto assim na sua insônia?"
" - Não. Por isso te algemei."
" - Hn!?" - Agora sim estava acordada, e percebeu a algema que unia seu pulso esquerdo ao pulso direito de Leon, ergueu uma sobrancelha, incrédula - " - Oh céus."
Leon abriu um largo sorriso de vitória. - " - Você tem o direito de permanecer calada."
" - Oh, que bonitinho. Aposto que ensaia esse discurso desde de Raccon City, mas nunca teve a oportunidade de usá-lo. "
" - Psss! Tudo o que disser poderá ser usado contra você." - Disse se inclinando sobre ela e a beijando. - " - Hum... eu poderia ficar assim para sempre. Você nunca mais fugiria de mim outra vez. Você iria comigo onde quer que eu fosse."
" - Jura que é isso o que você tem em mente? Pois quando se trata de nós dois e um par de algemas eu penso tanta coisa, menos em sair dessa cama."
" - Não me provoca..." - Ele virou de costas puxando-a para cima de sí.
" - Não vou. Mas você tem que me soltar. Eu preciso mesmo ir daqui a pouco."
Leon lembrou do combinado entre os dois. - " - E... eu posso te perguntar aonde você precisa ir?"
" - Trabalhar."
Okay, então eu não posso.- Pegou uma chave de dentro do móvel de cabeceira e abriu as algemas. - " - O que você come no café?"
Ada arqueou uma sobrancelha. " - Você tem comida aqui?"
" - Hum... depende da sua definição de comida." - sorriu - " - To brincando. Mas pode pedir o que quiser, no máximo em trinta minutos chega, é melhor do que qualquer coisa que eu cozinhe."
" - Okay, então ovos, cozidos por favor, não fritos e sem sal. Uma salada de frutas sem açúcar e um copo de iogurte desnatado." - disse enquanto caminhava em direção ao banheiro - " - Você importa se eu usar a sua escova de dentes?"
" - Claro que não..." - Ele saltou da cama desesperadamente, vestiu um roupão com toda a pressa, saiu do quarto com o celular em mãos tentando ser rápido porém silencioso para chegar até o banheiro. Reconhecia que era algo idiota, mas não queria perder a oportunidade de espiá-la escovando os dentes – com a sua escova – por nada nesse mundo. Soltou um suspiro de decepção quando encontrou a porta trancada.
" - Oi?"
" - N..nada." - Resignado caminhou até o sofá discando alguns números no telefone. - " - Ham... Alô, eu gostaria de fazer um pedido." - escutou a porta do banheiro se abrir – São dois cafés da manha. Um iogurte desnatado, ovos cozidos e sem sal por favor, uma salada de frutas sem açúcar..." - Olhou para Ada quando ela surgiu na sala de estar, só de calcinha e sutiã distraída enquanto desdobrava uma muda de roupas. - Senhor?! - " - Sim, Sim. Estou aqui... Hm... Um café preto, tamanho grande, sem açúcar. Torradas, manteiga, pasta de amendoim, geleia de amora, ovos mexidos, bacon, salsichas... - Sem sal também? - Com sal, pode por sal... e duas fatias de torta de maçã... e waffles"
" - Leon. Para onde vai isso tudo?" - Ela fingiu estar chocada enquanto vestia a saia devagar.
O agente fixou os olhos em cada movimento da mulher que estava do outro lado da sala, como a saia ficava justa no traseiro, como o zíper fechava perfeitamente na cintura fina, como ela abotoava sua blusa devagar e depois a colocava para dentro da saia...
Senhor? Ainda está aí? - " - Oi! Eu tô aqui!" - troco senhor, vai precisar de troco? - " - Traz pra cinquenta." - Mas eu disse que são cinquenta e quatro e noventa... - " - Tá amigo, então traz pra sessenta.". Já aflito, desligou o telefone para poder prestar atenção somente na espiã que calçava suas botas.
" - Agradeça ao governo Norte Americano por te obrigar a treinar tanto... já vi que você seria um policial barrigudinho." - disse Ada sentando no colo do agente. Na verdade estava fingindo que não sabia que tudo aquilo era felicidade, ela já percebeu que faz um bom tempo que ele não come direito.
" - E você ainda ia me amar?" ´Provocou.
" - Eu já disse... Eu adoro policiais." - Ela beijou-o na testa - " - Hn... mas diga. Hoje você tem um jantar, não é?"
" - Tenho. Por quê? Quer ir comigo?"
Ada soltou um gargalhada alta, Leon não entendeu por que o convite – que ele já sabia que seria prontamente recusado – foi tão engraçado.
" - Por nada. Você vai entender depois. Psss, sem perguntas."
Leon se tornou sério de repente. - " - Eu tenho coisas muito mais importantes para perguntar, Ada. Eu queria saber como você esteve durante todos esses meses, se algo ruim aconteceu com você... se está mesmo tudo bem agora, mas eu sei que todas essas perguntas vão acabar nos levando aos assuntos que você não pode me falar."
" - Eu até posso te responder duas coisas. Uma é que durante todos esses meses eu estive sentindo a sua falta, outra, é que dizer que tudo está bem agora é um pouco de exagero... mas eu já estou cuidando disso."
O agente ficou preocupado, se Wesker estava morto, por quê não estaria tudo bem? As vezes essa situação o fazia sentir horrível, ele era um agente competente, já realizou mais de uma missão impossível, já salvou sozinho a filha do presidente, já matou monstros inimagináveis, já se contorceu milagrosamente em um corredor cheio de lasers, mas não conseguia proteger a mulher que amava. Não porque não era bom o suficiente para isso, mas simplesmente porque ela dispensava a sua proteção. Era uma frustração enorme porque a vontade de protegê-la de qualquer coisa, não importando a que preço era algo presente nele, assim como o sangue em suas veias. Não podia evitar, foi assim desde a primeira vez.
" - Você sabe que pode me pedir ajuda, não sabe? Não importa o que aconteça, ou em quais circunstâncias, você sabe que pode me chamar."
" - E você sabe que eu trabalho muito bem sozinha."
" - Eu já te salvei algumas vezes..."
" - E eu já perdi a conta de quantas vezes eu precisei te salvar, Bonitão."
" - Aí que está, nós nos salvamos, Ada. Por varias vezes nós só sobrevivemos porque tínhamos um ao outro. Custa admitir que as vezes eu te sirvo para alguma coisa?"
A campainha toca, e era a deixa que Ada precisava. - " - Você é lindo quando é protetor, Leon. Mas toda essa preocupação agora é desnecessária, okay?' - ela encerrou o assunto selando um breve beijo nos lábios do loiro e saindo para atender a porta, Leon não teve nem tempo de pegar a carteira, pois Ada rapidamente pagou a conta.
"Essa é a primeira vez que comemos juntos, e ela nem me deixa pagar a conta."
Conformado, foi somente ajudá-la com as sacolas e botar a mesa para ela. Mais conformado ainda com a hipótese de que se por acaso eles tivessem uma vida normal, empregos "normais"... Ela nunca seria uma "Senhora Kennedy", mas ele sim, um "Senhor Wong".
Olhou-se no espelho pela ultima vez. - " - Pinguim o suficiente pra você?". - Apertou a gravata borboleta mais um pouco.
Do outro lado estava Claire. - " - Está ótimo. Agora só falta um ultimo detalhe." - Disse a ruiva estendendo a mão para o agente, insinuando que ele teria algo a entregar. - " - Anda, passa pra cá!"
" - Eu deixei o meu cantil em casa Claire!" - Respondeu divertido abrindo o paletó - " - Para com essa paranoia!"
" - Hn... o seu humor melhorou consideravelmente. Ada te deu um trato."
Ele respondeu somente com um sorriso de canto.
" - Tá certo... nem precisa dizer nada. Agora vai lá no quarto e pega aquela mocinha que pode não ser a femme fatale que você gosta, mas está muito linda, e a leva para jantar. Sr. Bond."
" - James Bond." - Abotoou o terno e saiu.
Era um apart-hotel, confortável, mas não muito grande. Bateu três vezes ma porta do quarto.
" - Pode entrar." - A voz delicada de Sherry cruzou a porta.
Leon abriu a porta devagar avisando que era ele. Sherry já estava vestida, quase pronta, montando em cima dos sapatos de salto.
" - Como estou?" - Perguntou a jovem.
" - Sherry, você está linda." - Tudo bem que Claire o advertiu umas cinquenta vezes sobre a importância dos elogios, e sobre não fazer nenhuma critica. Mas não foi por isso que a elogiou. Ela estava deslumbrante. Talvez fosse mesmo necessário tanta produção para que ele finalmente acordasse e percebesse que Sherry, agora era uma mulher. Ofereceu a ela o braço esquerdo. - " - Vamos?"
" - Vamos." - Ela tinha um sorriso radiante nos lábios.
Saíram do quarto de braços dados.- " - Veja como eu estou bem acompanhado hoje, Claire. É melhor eu segurar bem a Dona Sherry, porque hoje não vai faltar malandro querendo levá-la de mim."
" - Vocês estão ótimos. Estou até com inveja, queria muito ir mas... enfim, Chris está aqui."
" - Passa lá amanha de manha, depois que ele for embora. Aí eu te conto como foi." - Disse Sherry.
Claire abriu a porta do apart-hotel para que os dois saíssem. - " - Bom apetite, e divirtam-se."
Como já era de se esperar, um jantar de gala na casa de qualquer membro da família Simmons, os presentes eram todos políticos importantes, grandes empresários e pessoas de alta representação na sociedade norte-americana. Alguns magnatas do petróleo e da industria bélica, quase todos texanos, alguns com suas roupas e as vezes até chapéus característicos.
Os garçons desfilavam oferecendo da mais cara champagne, os mais finos canapés. Leon e Sherry permaneciam reclusos conversando na varanda. Sherry contava uma pouco sobre como era a sua vida tendo os Simmons como seus tutores legais até os dezoito anos, e como agora eles ainda custeavam a sua educação. Ela só chegou a conhecer três dos cinco irmãos, Willian, Richard e Derek, os dois primeiros eram casados e só apareciam de vez em quando, Derek era o único que morava lá oficialmente, mas passava mais tempo viajando do que em casa. Que ela estava frequentando a faculdade de direito, mas sua intenção futura era se preparar para também ser uma agente.
Leon precisou se controlar para não expressar todos os seus pensamentos de reprovação. Para ele isso era perigoso, insano. Ela era frágil, não tinha qualquer treinamento, além do seu sangue ser um chamariz para bioterroristas. Não o fez pois estava até agora com a voz de Claire buzinando no seu ouvido sobre tudo que deveria fazer, e principalmente não fazer essa noite com a Sherry.
" - Leon, se você me der licença, eu vou ao toalete retocar a maquiagem antes do jantar. Você me espera aqui?"
" - Claro." - Os olhos de Leon a seguiram até que ela sumisse no meio dos convidados. Era uma noite agradável, céu limpo. Apesar de não gostar da maioria daquelas pessoas, era uma festa bonita. A banda era afinada, lindos arranjos de flores num salão muito bem decorado... pensou em como gostaria de ir com Ada em um jantar assim. Não necessariamente uma festa grande ou um jantar de gala, mas apenas sair com ela para jantar. Marcar uma noite, esperar ela se arrumar para ele, abrir a porta do carro para ela entrar, jantariam juntos, ele a levaria em casa, fariam amor e ele mandaria flores no dia seguinte... Isso e tudo mais que ela considere uma cafonice. - Percebeu que estava rindo sozinho.
Não sabia se era porque estava pensando justamente nela, mas em uma fração de segundos seu foco foi para uma das convidadas, justamente uma mulher morena, magra, alta, de cabelos curtos e escuros como um corvo, que estava de costas para ele. Suas pálpebras se apertaram mais, analisando cada centímetro daquele corpo que era lindo. Se repreendeu por estar fazendo isso, mas ela era tão parecida com...
Como se ela adivinhasse que alguém a observava, a mulher virou-se de frente, revelando o belo rosto, elegantemente vestida com um vestido oriental branco e dourado.
" - Não pode ser... Ada?!"
Continua...
