CAPITULO IX - Show Me What I'm Looking For (Mostre-me O Que Estou Procurando)
Alice acordou com a luz do sol penetrando no quarto de Jasper. Seu quarto. Agora estavam casados, comprometidos pelas palavras que haviam dito e pelo laço físico que forjaram. Levantando-se devagar, foi abrir a mala que levara na noite anterior e retirou dela uma camisola de renda e algodão, um surpreendente compromisso entre suas preferências pessoais e o gosto refinado do marido. Depois de vesti-la, pegou um bloco de anotações, uma caneta e os óculos, e voltou para cama a fim de organizar os pensamentos. Queria redigi algumas notas antes que Jasper acordasse, apenas algumas diretrizes sobre como esperava conduzir o casamento, por que, de uma coisa estava certa; não podia permitir que a união prosseguisse como havia começado. Posto isso, começou a relação que logo ganhou corpo.
- O item número três é aceitável, mas recuso-me a concordar com o primeiro.
A voz dele a assustou.
- Não percebi que estava acordado. – Alice disse constrangida.
- É evidente que não. Ou não teria se vestido. Agora vou ter que me empenhar para reparar seu erro. – Aquele sorriso que deixava Alice tonta estava ali, mas ela tinha que se concentrar nos negócios.
- Por favor, prefiro continuar vestida.
- Não foi o que disse ontem à noite.
- Ontem a noite foi uma aberração.
- Não se refira a nossa noite de núpcias como uma aberração, por favor. Por que quer mudar o rumo do nosso casamento?
- Não creio que este seja o momento apropriado para discutirmos...
- Número um da lista – ele a interrompeu. – Quer mudar o rumo de nosso casamento. Por quê? Por que perdeu o controle e se deixou levar pelas emoções?
- Não sei do que está falando.
- Por que faz tanta questão de separar o que sente de suas decisões profissionais?
- Porque este é o caminho mais sensato.
- Não sou nenhum idiota. É claro que existe um motivo por trás dessa sua obsessão pela razão e pela lógica. Que segredo insiste em manter escondido de mim?
- Não é nenhum segredo. É apenas uma decisão razoável baseada na...
- Chega!
Assustada, ela se levantou e correu para o centro do quarto, derrubando o bloco de anotações e a caneta.
- Quer saber o que está por trás da minha obsessão pela lógica? Pois bem, eu vou dizer! – explodiu. – Não permito que as emoções influenciem minhas decisões porque já cometi esse erro há anos.
- E pagou por ele?
- Não. Os empregados da Future Corporation pagaram por mim.
- Como? O que está dizendo?
- Não imagina como eu era aos vinte e um anos de idade, Jasper. Ambiciosa, sempre segura das minhas habilidades... Afinal vivia no mundo das grandes corporações desde os dez anos e tinha certeza de saber de tudo.
- Certamente sabia mais do que as pessoas de sua idade.
- Mas não o bastante! Era arrogante, entende? Exigi o comando da minha companhia para que pudesse provar ao mundo meu brilhantismo. Tio Aro não aprovava a idéia de entregar-me a Future. Tivemos discussões horríveis, mas eu consegui convencê-lo, afinal. Assumi o controle, mas havia algo que eu não sabia.
- O que?
- A Future era uma pequena empresa de comércio exterior, insignificante se comparada ao porte da Cullen ou da de Volturi, mas com grande potencial. Um mês depois de me sentar na cadeira da presidência, descobri que alguém estava usando a companhia como cenário para negociações ilegais. Havia um mercado negro instalado na empresa, cópias piratas de filmes famosos eram enviados ao exterior através da Future, bem como programas de computadores, chips e vídeo games. A lista era impressionante.
- O que você fez?
- Eu... – ela hesitou. – O que você teria feito?
A reposta foi rápida e precisa.
- Teria descoberto o responsável e chamado a polícia para entregá-lo junto com todas as provas.
- Uma solução excelente. Mas eu escolhi outro caminho. Estava tão furiosa, que resolvi mostrar quem mandava naquela companhia. Demiti várias pessoas.
- Os culpados?
- Não. Demiti todo o escalão superior da hierarquia da Future. E os denunciei publicamente, afirmando que eram cúmplices por estarem no comando. Em minha opinião, eles deviam ter descoberto o esquema de contrabando. Eram culpados.
Jasper levantou-se e foi abraçá-la perto da janela, de onde ela olhava a cidade.
- Conseguiu encontrar quem estava por trás das remessas ilegais?
- Sim. Era... Um funcionário administrativo que cuidava do embarque de mercadorias. Um simples auxiliar de despacho. E eu destruí a reputação de todos aqueles executivos por conta de uma decisão impulsiva. Reagi no calor da ira, em vez de analisar a situação com calma e usar a lógica. Se houvesse esperado...
- O que Aro fez?
- Nada. Implorei a ele para que consertasse tudo, mas meu tio se negou a interferir. Disse que eu queria a responsabilidade, e que teria que aprender a lidar com as conseqüências que eram inerentes ao poder.
- Imagino que tenha reparado seu erro.
- Pedi desculpas publicamente e ajudei a maioria dos ex-funcionários da Future a encontrarem novas colocações. Mas não foi o bastante. Jamais poderei compensá-los por todo o mal que causei. – e girou em seus braços. – Agora entende porque compreendo que está sofrendo? Por que tenho tanta certeza da sua inocência? Desde o início, analisei a situação do ponto de vista lógico. Pesquisei, investiguei, refleti, e em nenhum momento julguei ou tirei conclusões. Não permiti que minha decisão sofresse influências da emoção ou do instinto. E nunca mais permitirei que isso aconteça.
- Está brincando, Allie? Todas as suas decisões foram baseadas na emoção e no instinto! Pelo menos aquelas relacionadas ao meu caso.
- Não seja ridículo!
- Você descartou as provas contra mim sem nenhum argumento concreto.
- De onde tirou essa idéia?
- Colocou-se a meu favor desde o início sem nenhuma evidência que comprovasse minha inocência. Não me leve a mal. Aprecio sua confiança, mas...
- Não se incomode com demonstrações de gratidão!
- Não precisa ser sarcástica. Só estou discutindo esse assunto por causa daquela lista absurda. Quer mudar as condições do nosso casamento, e não vou aceitar imposições dessa natureza.
- Não quero mudar nada. Só estou tentando retomar nosso acordo original. Ontem à noite...
- Você ficou apavorada. Por isso quer mudar tudo.
- Você ficou maluco? Não é nada disso!
- Sabe que estou dizendo a verdade. Ontem à noite você perdeu o controle, e hoje entrou em pânico porque percebeu que não pode dominar os sentimentos. Não esperava sentir nada por mim, e isso a assusta. Tem medo porque é tarde demais. Por mais que lute e relacione argumentos ridículos, existe um laço emocional entre nós. Fez escolhas e tomou decisões desprovidas de lógica, e agora está tentando ocultar a verdade. Negar o que sente.
- Não!
- Não se casou comigo só para salvar sua empresa. Se fosse só isso, teria escolhido um individuo comum e simples, alguém que pudesse manipular. Mas não foi o que fez. Você me escolheu, mesmo sabendo que não seria capaz de manter-se indiferente.
- Eu sou capaz de tudo que quiser fazer!
- Seja honesta, Allie. Sentiu o laço entre nós desde o início. Sabe que enlouquecemos de desejo cada vez que nos tocamos. Está tremendo em meus braços! E cada beijo, cada carícia, cada noite de amor servirá para fortalecer essa ligação.
- Não! É só... Luxúria. Química.
- É amor.
- Não! Nunca mais pronuncie essa palavra! – gritou desesperada, livrando-se do abraço com um gesto apavorado.
- Por quê? – ele a alcançou e segurou-a gentilmente pelos cabelos, obrigando-a a encará-lo. – Por que tem medo dela? Porque seus pais morreram, levando com eles o amor que sentia? Porque seu tio, apesar de toda a devoção, nunca entendeu o que era amar uma criança? Porque aprendeu a evitar as emoções que poderiam destruí-la?
- Pare! – Alice tampou os ouvidos. – Não consigo pensar.
Ele segurou as mãos dela.
- E os presentes que me deu? Foram escolhas do coração, Allie. Objetos mediante os quais ia aos poucos colocando em minhas mãos pequenas parcelas de você mesma. São tesouros que guardarei com carinho até o fim de meus dias.
Alice chorava como uma criança assustada.
- Não posso amar você. Senão...
- O que? O que pode acontecer de tão terrível, pequena?
- Cometerei um engano! Outro erro grave como o que cometi com a Future!
- Ou passará a tomar decisões usando o coração, além do cérebro. Sem raiva, sem análises complexas e frias, mas com amor e generosidade, com os sentimentos que fazem parte de sua personalidade.
- Esta enganado! Quer transformar nosso relacionamento em algo romântico. Dormi com você, Jasper, mas não foi por amor. Foi apenas luxúria. Sexo entendeu? Puro e simples.
- Não há nada de puro ou simples na luxúria. Não jogue fora algo que é tão importante para nós.
Ela recuou com passos lentos, temendo sucumbir.
- Não amo você Jasper. Lamento se deu mais importância ao nosso relacionamento do que ele realmente tem, mas...
- Eu não me enganei. – ele afirmou com tom neutro enquanto se dirigia ao banheiro. - E vou lhe dizer uma coisa. – continuou ao alcançar a porta. – Quando manchamos algo puro e belo, é preciso mais do que um removedor para reparar o dano. Não manche o que existe entre nós, porque está correndo o risco de apagar o brilho para sempre.
Uma hora mais tarde, Alice entrou no elevador vazio e pressionou o botão que a levaria ao andar do escritório de Jasper. Precisava encontrá-lo o mais depressa possível. Limpando as lágrimas, decidiu que não continuaria chorando. Era irracional, uma explosão tola e sem sentido cujo único propósito era promover o alívio de emoções tipicamente femininas. Era melhor enfrentar o problema do que sucumbir sob o peso de tal pressão.
No instante em que as portas se abriram, ela saiu correndo. Uma legião de Cullens ocupava o corredor silencioso. Esperava que ainda não soubessem de nada. Precisava falar com Jasper antes que a notícia fosse divulgada. Correndo, passou pelo meio dos cunhados e empurrou Peter antes de atirar-se nos braços do marido. As sentir-se protegida e amparada, deu vazão ao pranto.
- O que esta acontecendo? – Edward perguntou.
- Jasper fez Alice chorar. – disse Seth, aparentando ser o único divertido lá.
- O que fez com ela? – Indagou Emmett.
- Talvez ela não queira Jasper, afinal. Talvez prefira chorar no ombro de Peter. – Seth novamente engraçado.
Peter sorriu.
- Creio que nossa querida cunhada finalmente aprendeu a diferenciar o marido de mim.
- Cretinos! – Jasper explodiu. – Não percebem que ela está nervosa? – encarou-a – O que aconteceu, Allie? Porque está chorando?
- Oh, Jasper! O segredo foi descoberto. E você está sendo caluniado mais uma vez.
- Acalme-se e explique o que está havendo, por favor.
- O repórter disse que você havia dado a informação.
- Que informação?
- Sobre Aro. Alguém revelou os detalhes de seu prontuário mádico, e todos afirmam que foi você.
Jasper olhou os irmãos.
- Edward, verifique e descubra o que está acontecendo. Emmett, veja se consegue descobrir quem revelou toda história.
- Não consegue imaginar? – Emmett, como todos na sala, sabia bem quem havia feito tal coisa.
- Não quero suposições. Quero provas.
- Não vai ser fácil.
- Encontre um jeito! – e levou a esposa para o escritório. Assim que fechou a porta, colocou-a sentada no sofá e foi buscar uma dose de conhaque no bar instalado em um canto da sala. – Vamos, beba isto e conte-me o que sabe.
Alice provou a bebida e respirou fundo antes de começar o relato.
- Um repórter do Financial Times telefonou tentando confirmar informações que havia recebido sobre a saúde de Aro.
- Você negou tudo, não?
- Sim, é claro, mas ele não acreditou em mim. Disse está verificando informações confidenciais obtidas a partir de uma conversa telefônica com meu marido.
- Não falo com a imprensa, há mais de um ano, Allie.
- Eu sei que não foi você. Tenho certeza de que Volturi está por trás disso. Não imaginou como consegui tomar conhecimento do prontuário médico de Aro, mas só pode ter sido isso.
- Lamento ser indelicado, minha pequena. Mas seu tio piorou muito nos últimos meses. Um bom detetive não precisaria se esforçar muito para descobrir toda a verdade. – ele foi se servir de uma dose de uísque que bebeu de um só gole. – Sem dúvida, este era o presente de casamento que o canalha prometeu.
Alice arregalou os olhos.
- É claro! Ele disse que o enviaria logo que nos casássemos!
- Acalme-se, está bem? Vamos encontrar uma saída.
- Esperei muito para me casar, não é? O valor da Crabbe está despencando no mercado, e tudo por minha culpa!
- Não. A culpa é minha. Devia ter enfrentado Volturi.
- Não seja tolo! Você não tem culpa nenhuma, e juro que vou provar sua inocência.
- Esta é minha esposa racional e lógica. – ele sorriu com tristeza, sentando-se no sofá para abraçá-la. – Não se preocupe pequena. Os Cullens estão do seu lado. E vai descobrir que somos muito determinados.
- Pelo menos há um ponto favorável em tudo isso.
- Qual?
- Ontem à noite meu advogado recebeu uma proposta pela Crabbe. E mesmo depois do escândalo, a proposta foi mantida.
- Por um valor muito baixo, suponho?
- Como adivinhou?
- Intuição.
- Se consegui-los convencê-los de garantir os direitos dos funcionários, talvez eu venda.
- Quem fez a oferta?
- Uma empresa chamada Obit. Já ouviu falar?
- Não que eu me lembre.
- O valor proposto seria ridículo em circunstâncias normais, mas combinado com o que recebi de sua família pela Future, deve ser o bastante para o tratamento de Aro.
- E você?
- Estou acostumada a trabalhar para viver. Não sei se alguém vai querer contratar uma executiva que arruinou a empresa da família no momento em que pôs as mãos nela, mas...
- Já disse que você não teve culpa.
- Talvez não. Mas a responsabilidade é minha.
Jasper suspirou.
- Perdoe-me, Allie. Prometi protegê-la e não cumpri minha palavra. Sabia que Volturi tinha algo em mente, mas em vez de ir atrás dele e descobrir seu plano, fiquei esperando.
- Não podia saber que ele agiria dessa maneira.
- Talvez não. Mas ele cometeu um erro. Um grave erro.
- Qual?
- Ninguém prejudica o que é meu. Volturi vai pagar o que fez. Juro.
- Não sou propriedade sua.
- Não? Depois do que aconteceu ontem à noite? Depois de tudo que foi dito essa manhã? Por acaso percebeu que quase derrubou Peter para chegar até mim há alguns minutos? Você sentiu uma diferença, e só há uma explicação para isso. Existe uma ligação muito forte entre nós.
O pavor invadiu novamente, como havia acontecido naquela manhã.
- Quantas vezes vou ter que lhe dizer? Nosso casamento não é real! Se a venda da Crabbe concretizar-se, não teremos mais de manter a ficção.
- Nosso casamento não é ficção. Trocamos votos sagrados. – Jasper lembrou em tom furioso.
Ela se levantou, disposta a manter uma certa distancia do marido.
- Votos que, de acordo com o que combinamos, seriam temporários.
- E quanto à outra promessa que fez? Vai quebrá-la também?
- Se está se referindo a sua reputação, não precisamos continuar casados para restaurá-la.
Jasper abaixou a cabeça e respirou fundo. Depois de alguns instantes voltou a encará-la.
- É evidente que já pensou em tudo. Quais são seus planos, Alice?
Ele a chamara de Alice novamente. Era a segunda vez que usava seu nome de batismo. O pavor a invadia. Por que tinha de se preocupar? Não estava ligada a Jasper. Não realmente. Tinham um agradável relacionamento físico, mas era só. Se optassem pela separação, lamentaria, mas a vida seguiria em frente.
- Vou marcar uma reunião com os representantes da Obit para discutirmos a proposta. – disse ao marido.
- E depois? O que pretende fazer depois de vender a empresa?
- Bem, então me empenharei em provar sua inocência.
- E nós?
- Nós... Faremos o que é mais sensato. Vamos nos separar.
- Muito lógico.
- Eu o preveni. – lembrou desesperada – Não pode dizer que foi enganado
- Escolheu um mau momento para assumir esse seu lado lógico, meu amor. Espero que não se arrependa mais tarde. – Jasper foi abrir a porta do escritório, indicando que a conversa chegara ao fim. – Avise-me quando marcar a reunião.
- Por quê? Quer participar dela?
- É claro que sim. Espero que não tente conduzir essa discussão sem minha presença. Faça isso por mim e juro que não pedirei mais nada.
- Está bem, você será informado.
A porta aberta era como um túnel sem fim diante dela. Jasper sempre a beijara no momento da despedida. Parte dela ansiava por esse beijo, mas sabia que ele não aconteceria. De cabeça erguida, passou pela porta.
- Só mais uma coisa, Sra. Cullen.
Ela se virou ansiosa.
- Sim?
- Sobre aquela outra promessa... À que fez ontem á noite... Saiba que pretendo cobrá-la.
Jasper estava parado ao lado da janela, olhando para o prédio da Crabbe e Associados do outro lado da rua. Maldição! Exercera uma pressão prematura e exagerada, forçando-a a confrontar emoções para as quais ainda não estava preparada. Também a obrigara a examinar os próprios sentimentos, algo que a assustara ainda mais. Como conseqüência, sua querida esposa entrara em pânico. E fugira.
Esperava que ela encarasse a realidade depois que fizessem amor, porque imaginara que o laço entre eles seria forte o bastante para superar o medo. Por um momento, Allie estivera próxima das emoções. Mas a manhã chegara, e ela havia fugido.
A ironia era de enlouquecer. Tudo que ela fazia, cada decisão que tomava brotava de sua essência apaixonada. Mas Alice não compreendia. Passara anos acreditando ser fria, analítica e lógica, mas era uma mulher feita para o amor. Seu amor. Tudo que tinha a fazer era convencê-la disso.
Jasper pousou as mãos e a testa no vidro gelado da janela.
Volte para mim, Allie. Amo você
Alice estava parada ao lado da janela, olhando para o prédio da Cullen do outro lado da rua. Maldição! Jasper exercera uma pressão prematura e exagerada, forçando-a a confrontar emoções para as quais ainda não estava preparada. Por isso entrara em pânico. E fugira. E tudo porque ele havia criado uma enorme confusão em torno de um fato simples. Conseguira distingui-lo de Peter.
Haviam feito amor. E depois disso soubera qual dos dois gêmeos era seu marido. Bem, e o que Jasper esperava? Eventualmente aconteceria. Mas isso não significava que haviam forjado um elo místico, uma ligação emocional. O incidente era perfeitamente lógico, resultado de sua capacidade analítica e de seu raciocínio dedutivo.
E do amor que sentia por ele.
Alice tentava respirar, pensar, reconhecer qualquer tipo de estímulo sensorial que não fosse a assustadora descoberta. Incrédula, recuou alguns passos para afastar-se da janela. Depois de toda negação, depois de toda aquela conversa sobre desejo e luxúria, cometera o pior de todos os erros. Permitira que o coração sobrepujasse o cérebro.
Amava-o!
Quanto mais pensava nisso, mais positiva se tornava a idéia. Repetir as palavras era o bastante para tirar delas a certeza conferida pela correção, como quando avaliava um problema e deduzia a solução perfeita. Ou quando negociava um contrato, e todas as peças se encaixavam num todo coerente. Como pudera ser tão cega? Era obvio! Lógico e racional. Considerando todas as qualidades de Jasper, estranho teria sido não amá-lo. E não teria entregue seu corpo a um homem por quem não estivesse apaixonada.
O alívio a invadiu. Não precisava ter medo ou envergonhar-se de sentimentos to razoáveis. Jasper era um homem honrado. Jamais a magoaria. Prometera protegê-la e cumpriria a promessa. Se algum dia dissesse que a amava, teria certeza desse amor até o ultimo dia de sua vida. Só havia um pequeno problema. Como poderia reparar todos os erros que cometera? Depois da última conversa que tiveram, como poderia dizer que de repente descobrira que o amava?
Então lembrou-se da promessa da noite de núpcias.. E da ameaça de Jasper sobre cobrar essa promessa. Um sorriso iluminou seu rosto, e ela olhou para a janela com determinação renovada. Havia uma coisa que podia fazer. Podia livrar-se da Crabbe. E talvez pudesse até obter os fatos necessários para limpar o nome de Jasper Cullen. Quando alcançasse os objetivos, não haveria mais nada entre eles. Nenhuma razão comercial que obrigasse a continuidade do casamento. Então teria uma chance de convencê-lo de seu amor.
Alice posou as mãos e a testa no vidro gelado da janela.
Espere por mim, amor. Já estou indo...
(/NA: Show Me What I'm Looking For - Carolina Liar)
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Desculpe a demora...
Final de bimestre na escola... e eu passei gente!!! \o/ [felicidade de pobre dura pouco, pois eu acho que fiquei pendurada em matemática... mas tudo bem.. xD']
Eu ia postar esse capítulo antes, mas lembrei que tinha ENEM essa semana, por isso só estou postado hoje...
Espero que tenham gostado do capítulo...
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A fic já está na reta final... Mas eu estou preparando um epílogo muito gostosinho... Por isso terá um enquete aqui...
* "Quem vocês querem que narre o epílogo?"
1. Alice?
2. Jasper?
3. Os dois (alternando é mais gostoso)?
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Farei uma apuração dos votos daqui e do outro site onde posto a fic, ok... Assim que tiver o resultado eu posto pra vocês saberem...
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Obrigada pelas reviews:::
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Rodrigo Reis
MahRathbone
Thamy88
Bunny93
Alice Elfa Cullen
Raquel Cullen
tatianne beward
Allie B. Malfoy
Loo Lupin
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Que bom que vocês estão gostando da fic... É muito bom saber... XD'
Loo Lupin - adorei a sua review.. [eurialtocomela... xD'
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Bjos!!
