Chapter IX
- Que tipo de pessoa se alimenta quatro vezes ao dia? - Karl perguntou, fingindo estar chateado, enquanto lava a louça... Obrigado.
- Um tipo de pessoa completamente saudável e feliz? - Tentei subindo em cima da bancada e pegando uma maça, meu café da manhã. Desde que Dan ficou me dizendo que eu iria acabar ficando gorda, eu estava tentando maneirar nas besteiras.
- Ou uma pessoa que adora escravizar seu namorado. - Ele rebateu, rindo deliciosamente. Ele estava de costas para mim, sem camisa, não pude deixar de me perder nos musculos de suas costas, seus braços... Desisti de tentar comer a maça educadamente, joguei a faca para o lado e a mordi de uma vez.
- Pare de reclamar, não tem quase nada aí. - Me esforçei para conseguir falar as palavras, eu estava literalmente babando nele. Ele se virou e espirrou agua em meu rosto, seu sorriso. A maça escapou de minhas mãos e rolou no chão. - Você ainda não me beijou hoje. - O lembrei.
- Como pude? - Ele fingiu estar terrivelmente chocado. - Está muito tarde para ainda ser considerado um beijo de bom dia?
- Acho que irá depender de sua performance. - Eu já estava o entrelaçando em minhas pernas, o puxando para mim. Ele não precisou de muito mais para tomar meus lábios aos seus.
- Que pouca de verrgonha é essa no meio da cozinha? E à essa hora da manhã, vocês não tem nada melhor para fazer não? Ou um lugar melhor pelo menos?- Dan invadiu a cozinha. Mais que belo timing.
- A mesma pouca vergonha que você e a Jane estavam fazendo no sofá da sala esses dias. - Disse ainda tentando continuar o beijo, mas Karl pareceu levar um susto, seus lábios abandonaram os meus e ele se enconstou na pia. – Dan, por Deus, some daqui.
- Por quê? Sou uma compania tão agradável. – Mais que falsa modéstia. - Eu também moro aqui e eu queria poder ficar mais tempo com a minha irmã. Ela mal me conhece, coitada, aposto que nem a minha cor favorita ela sabe, eu não posso continuar privando-a do privilégio de me conhecer.
- Outra hora Dan, eu estou meio ocupada agora. - Desci da bancada e segui na direção de Karl.
- Ele está certo, vocês deviam passar mais tempo juntos. - Karl disse me pegando completamente de surpresa.
Não era ele quem sempre me ocupava demais para eu acabar não passando muito tempo com Dan? Era como se ele tivesse ciúmes dele e agora, ele disse aquilo olhando para Dan não para mim, e em seus olhos, eu não consegui definir o olhar que fora transmitido entre os dois, era muito forte para ser entendido por leigos... Isso sim era uma situação estranha.
- Elle, por favor, nós não tivemos nem ao menos 5 minutos sozinhos desde o dia em que nos conhecemos, eu queria poder passar o dia com você. E se a fossemos ao centro? Só nós dois, poderíamos fazer todo o tipo de coisa divertida. – Dan começou a choramingar, com aquela sua carinha de "cachorro-perdido".
- É uma boa idéia, eu sequer sei sua data de aniversário Dan. - Respondi rindo. - Mas Karl, você vai ficar aqui sozinho? - A sensação que eu tive, foi como se ele quisesse se livrar de mim por hoje.
- Jane vai caçar hoje, acho que vou com ela. Quem sabe não conseguimos trazer Alec para o lado negro da força novamente. – Bem, ele iria estar com Alec, não podia ser nada de ruim.
- Então Dan, quando saímos? - Cantarolei, já indo a sua direção.
- Que tal ás 11?- Ele ponderou.
- Perfeito, eu vou subir para tomar um banho... Daqui a pouco volto já pronta, okey? - Disse depois de bagunçar seu cabelo, fui seguindo para as escadas. Seguindo para meu quarto.
O tempo estava meio frio, então seria estranho se eu saísse de shorts e camiseta, procurei uma calça, botas de couro e uma jaqueta de frio e fui para o banheiro. Tomei uma ducha demorada, sentindo cada gota de água em meu corpo, decidi lavar meu cabelo, daria tempo de secá-lo.
Eu já havia me vestido e estava acabando de secar meu cabelo com o secador quando a porta do quarto se abriu. Era Karl. Sai do banheiro e fui para o nosso quarto, ele estava encarando a paisagem da janela.
- Como estou? - Será que eu exagerei? Podia estar não tão frio assim quanto calculei.
- Você está linda. - Ele se virou e sentenciou, seus olhos sérios, no fundo eu podia dizer um pouco amedrontado.
- Obrigada, mas eu só queria saber se não está muito calor lá fora para essas roupas. - Expliquei indo em sua direção, tentando saber o porquê dele estar assim. - Qual o problema Karl? O que está acontecendo? - Perguntei de uma vez, todas as últimas semanas de duvidas tingindo meu tom.
- Nada Elle, nada está acontecendo. - Ele respondeu automaticamente. - Você está começando a ficar paranóica. - Talvez fosse isso, era estranho não ter nenhum problema em nosso caminho.
Sem sequer pensar muito na ação eu o abracei e tudo foi embora, as dúvidas, os medos, todos voltaram para o fundo de meu subconsciente, seu perfume apagava qualquer receio.
- Você me ama não é Elle? - Sua voz doce e inocente me pegou se surpresa.
- Claro que eu te amo. - Assegurei com o rosto afundado em seu peito.
- Isso… Esse sentimento… Ele um dia pode morrer? Alguma coisa poderia destruir tudo isso, tudo o que vivemos? - Ele continuou. Devia estar adquirindo minha pior qualidade, a curiosidade mórbida.
- Nada poderia matar ou mudar o amor que eu sinto por você. Isso somos nós. - Levantei meu rosto e encarei seus olhos, o medo já não podia mais ser controlado em sua íris.
- Eu te amo. Nunca, jamais se esqueça disso Electra Cavallieri Volturi Wherlocke, jamais. - A segurança em sua voz provocou um tremor em minha espinha.
Eu odiava quando ele fazia isso, dizia tão sinceramente que me amava, por que uma força gravitacional me jogava em rota de colisão a ele. E eu amava essa sensação, esse desejo, essa paixão que sempre renascia entre nós, esse amor que nos tornava tão fortes. Ele precisou me afastar de seus lábios, ele precisou me lembrar como era respirar.
- Dan está te esperando lá embaixo. - Ele me lembrou. Descemos as escadas e encontramos Dan na sala, assistindo tv, folgado.
- Caramba maninha, eu disse 11 e você chegou aqui às 11h01min eu podia jurar que eu iria ter que assistir a esse programa até o final antes de você chegar. – Ele comentou já desligando a tv.
- Eu disse que desceria pronta. - Dei de ombros. - Vamos no meu Jeep?
- Só se for eu a dirigir. – Ele advertiu.
- O carro é meu, se você quer dirigir um, compre um para você. - Bati o pé.
- Então nós vamos com o carro do Alec, eu já pedi para e ele deixou. – Mais como ele um chato de galochas.
- Você é muito chato, o que você ganha implicando comigo? - Estorei jogando uma almofada na cara dele.
- Uma sensação maravilhosa, eu amo ver a expressão no seu rosto quando você fica brava, você parece ter 10 anos, é muito engraçado. E também, eu sou seu irmão mais velho, é isso o que eu faço. – Ele deu de ombros, o meu sorriso diabólico em seu rosto, ele era assim tão prepotente mesmo, ou era só impressão minha?
- Tecnicamente, eu tenho 11. - Cruzei os braços e dei as costas para ele. Beijei rapidamente Karl, um leve beijo de despedida, mas ele me prendeu em seus braços e prolongou o beijo, eu corei, Dan estava assistindo aquilo. Ele finalizou depositando um beijo em minha testa. Me despedi um pouco envergonhada. – Dan, vamos logo antes que eu desista.
- Tá bom, tá bom, eu estou indo. Mas fique sabendo, que mesmo com 11 você ainda parece ter 10. – Aff, como ele era chato. Entramos no carro, o carro do Alec, e em poucos minutos já estávamos na auto-estrada.
-Elle você está esperando uma tempestade de neve por acaso? – Fechei a cara, agora ele iria implicar com a minha roupa.
- não, imagina, só estou esperando o sol congelar. - Respondi mal humorada. Ele fechou os olhos e se encolheu todo, como se tivesse levado um tiro no estômago. Virei meu rosto para a janela.
- Eu mereci essa. Elle que tal se eu te prometesse que, só por hoje, eu vou ser legal e não vou implicar com você? – Ele pediu inocentemente.
- Dan, eu não vou comprar um carro para você. - Sentenciei semicerrando os olhos, ele devia estar querendo dinheiro emprestado.
- Nossa, assim você me ofende. Eu não quero um carro, não vejo graça, nós somos vampiros não somos? Então por que eu vou querer um carro? Para poluir o ar que eu não respiro, mas você sim? Não obrigado. - Mas que dramático. - Mas voltando à minha proposta, eu quero que hoje seja legal, é nosso primeiro dia de verdade, como irmãos e eu não quero implicar com você. Eu quero conhecer você e quero que você me conheça, quero poder falar da nossa mãe com você.
- Não sabia que você era tão politicamente correto, mas tudo bem, eu aceito a proposta. O que você quer saber sobre mim? Eu não sou assim tão interessante. - Dei de ombros. – Se bem que… Na verdade sou sim.
- Nota mental "Humildade é uma benção". – Ele me advertiu com sua voz sarcástica. - Quando você era um bebê, quem cuidava de você?
- Era a Cecília, ela cuidou de mim até eu ter três anos, mas Aro não a deixou ficar comigo por mais tempo, ela sumiu. Pensei que tinha sido demitida na época, mas agora acredito que acabou matando a sede de alguém da guarda. - Cecília, eu gostava dela, gostava de verdade, mas um dia ela simplesmente nunca mais voltou, eu já aparentava ter uns 11 anos, depois disso era só eu.
- Sua cor favorita?- Ele prosseguiu.
- Você me vê usando muitas cores Dan? Eu cresci na sociedade Volturi, é claro que tenho tendência para o preto. - Respondi rindo, ele riu comigo.
- Sua música favorita? No mundo inteiro, de todas as que você já escutou, qual é a que você mais gosta?- Continuou.
- Minha música preferida? Eu me lembro de uma... Uma que minha mãe cantava para mim, uma musica de ninar, a voz dela ainda está gravada aqui, dentro de mim. Era uma musica linda. Você... Ela já cantou para você? "Safe and sound". - Meus olhos estavam fechados enquanto me lembrava de sua voz, me acalentando enquanto eu sequer havia aberto meus olhos pela primeira vez. Obrigada memória de vampiro, é a mais linda lembrança que tenho dela.
- Cantou sim, mas eu não me lembro muito, foi uma memória humana e eu era pequeno – Ele disse tristonho. - Mas eu sei que essa música foi à música que a mãe dela, nossa avó, cantava para ela. As duas quem compuseram.
- Eu sei como tocá-la no piano, eu posso te ajudar a lembrar se você quiser. - Me ofereci, eu sabia o quanto isso de memórias perdidas era chato, quer dizer, Alec me reclamava muito sobre isso. - Talvez se eu cantar para você, você se lembre melhor.
- Eu gostaria muito que você fizesse isso. – Ele me respondeu, seus olhos brilhando. Eu podia entender porque Jane estava com ele, ele era lindo.
O dia passou da forma mais leve e divertida possível. Ele me levou para um fliperama no centro, ele era muito bom em corrida de Kart, me derrotou três vezes, mas eu era boa no Guitar Hero, não era a toá que Emmet e Jasper me deram um. Tivemos que parar em uma lanchonete para eu poder comer um sanduiche, até eu havia me esquecido que comia. Quando acabamos passando em frente a um cinema eu pedi sem graça para que assistíssemos alguma coisa, eu nunca tinha ido ao cinema, não tinha nenhum em Volterra para Alec me levar.
- Se você me prometer que não vamos ver nenhum filme de zumbi. - Ele deu um sorriso enorme, reparando meu embaraço, mas deixando passar.
Eu sorri feito uma boba para ele... A família Addams estava em cartaz na matinê, cerca de dois terços da sala de cinema era composta por crianças, mas o filme era ótimo... Pipoca jogada para cima, sermão por rir alto demais e momentos de total hipnotismo pelo grande telão branco, resumindo cinema era uma delicia. Era realmente uma pena eu nunca poder ter ido antes.
- Eu posso usar umas técnicas da Wandinha... - Já estávamos subindo a colina da nossa casa, eu ainda estava bebendo a garrafa de coca.
- Por quê? Você já não é diabólica o suficiente sozinha? - Ele riu. - Tá bom eu prometi, mas eu não vejo no que você poderia usar as técnicas dela.
- Em você "Feioso". - Eu ri comigo mesma.
- Os truques dela não funcionam com um irmão mais velho vampiro. – Ele rebateu.
- Mais que infortúnio. - O carro parou na garagem. Abri a porta e desci rápido demais, quase fiquei tonta. - Dan a nossa mãe, você acha que ela se daria bem comigo? - Minha curiosidade dominou minha boca e disse por própria vontade. - Ou seriamos aquele tipo de mãe e filha que trocam farpas todo o tempo? - Um pouco de medo escapou por meus lábios, essa era uma boa pergunta. Se meu próprio pai não me quis devia ter um bom motivo.
- Claro que ela iria se dar bem com você, vocês seriam melhores amigas, eu vejo muito dela em você. Posso dizer que vocês seriam mais próximas que a Nez e a Bella. - Ele me respondeu sinceramente.
- Você acha? - Eu fiquei automaticamente triste com a resposta, porque eu nunca saberia de verdade como seriamos, porque nós nunca poderíamos ser próximas, nós nunca poderíamos nos falar, se ela está morta.
- Elle tem uma coisa que eu queria te contar a muito tempo.
- Bem, conta... É o que? Você não vai muito com a cara do Karl não é? - Só podia ser esse o problema dos dois.
- Não é isso, eu gosto dele, é só que eu... Ele me proibiu de te contar isso, Elle a nossa mãe... Ela não morreu dando a luz à você, ela está viva... Como uma vampira. – Ele disse com um esforço tremendo, seus olhos cautelosos.
- Dan isso não é coisa para se brincar. - Fechei meu rosto, ele não podia brincar com ela, não com ela.
- Elle eu não estou brincando, isso é verdade! Jane e eu investigamos e descobrimos que ela está viva e está em Volterra. Eu só não te contei isso no momento em que descobri porque Karl me proibiu. Ele queria te proteger, deixar que você fosse feliz pelo menos uma vez. – Ele disse, vergonha estampada em sua face.
- Karl não me esconderia isso. - Sussurrei. Isso não podia ser verdade, era demais, era pesado. - Ele não me esconderia isso. - O rosto de Dan continuou com a mesma expressão. Era verdade.
Eu senti aquela agonia subindo pela minha garganta, esquentando meu peito, meus lábios se comprimiram e o choro já estava ali. Minha mãe estava viva, vampira. Dan me abraçou rapidamente, tentando em consolar, acariciando meu cabelo.
- Ele fez isso porque ele te ama, você sabe disso, ele queria que você fosse feliz, não queria te dar falsas esperanças, o que ele havia mostrado a Edward podia ser só mais um truque. Nós precisávamos ter certeza. – Dan começou a dizer tudo em forma de desculpa, mas meu cérebro captou uma informação.
- Edward? Quem mostrou a Edward, Dan? – Então foi assim que eles ficaram sabendo?
- Aro.
- Aro? Então desde aquele dia você sabe disso? - Era como se eu tivesse levado uma facada no estômago, minhas pernas perderam as forças, se ele não estivesse me abraçando eu já teria ido ao chão. - Quem mais além de você, Jane, Edward e Karl sabe disso?
- Acredito que a Bella, o Alec e a Nez. – Ele me respondeu ainda afagando meu cabelo.
Eu não consegui abrir a boca para dizer mais nada, todos sabiam, menos eu. Tudo isso por Karl. Aquilo era tão grande, era como se os pólos magnéticos de meu mundo tivessem se invertido... Como se um cometa tivesse o tirado de sua rota gravitacional... E o jogado para longe... Para o frio do universo exterior. Respirar doía ali, era como farpas perfurando meu pulmão, mas eu não podia ficar ali, me desmanchando nos braços de meu irmão, isso não era eu, eu precisava agir.
- O que Aro mostrou exatamente Dan? - Disse me soltando de seus braços e dando as costas para ele, seu rosto expressava culpa, dor, remorso, eu não podia chorar mais na frente dele, não era sua culpa.
- Edward disse que apenas nossa mãe, em um lugar escuro, um lugar que ninguém sabe onde é, como o lugar no castelo em que ele me mantinha. Mas nós investigamos Elle e o que descobrimos... É repugnante. – Ele fingiu se estremecer.
Me virei e segurei seu olhar... Bem, o que podia ser pior que descobrir que sua mãe, que você pensava ter matado no parto está viva, vampira, em algum buraco de Volterra e que seu próprio namorado providenciou para que você não descobrisse esse fato?
- Aro a tomou como sua... Nova esposa. - Dan suspirou e resolveu falar. Meu estômago revirou automaticamente, aquilo era realmente repugnante... Aro... Nova esposa... Os dois, juntos.
- Porque ela aceitaria isso? Ela não pode amá-lo, ele nos machucou, brincou com nós dois... Ela não pode desejá-lo. - Só de pensar na situação em pude sentir o gosto da bile subindo em minha garganta, precisei encostar no carro e me controlar para não acabar vomitando.
- Elle, não pense que ela fez isso pela própria vontade, Aro a obrigou, ele disse que ela tinha uma dívida com ele, afinal ele criou os dois filhos dela. – Dan explicou passando a mão pelas minhas costas, me dando o suporte que eu precisava para agüentar o baque daquela novidade.
De uma maneira torta e distorcida aquilo era nossa culpa, de nós dois. Encarei o chão, ela estava passando Deus sabe o que, presa todos esses anos e tinha que se sentir agradecida a Aro pelo péssimo trabalho que ele fez?
- Nós precisamos ir. – Sentenciei, me levantando do capô do carro e prendendo meu cabelo em um rabo de cavalo. - Nós precisamos ir agora.
Me virei e entrei na casa, meus passos decididos. Eu tinha uma meta, um objetivo, estar em movimento era muito mais reconfortante do que ficar chorando pelo leite derramado. Se ela estava fazendo isso por nós, nós precisávamos tirá-la dessa, nós precisávamos salva-lá... Não é isso que família significa?
Eu iria ao inferno se fosse necessário. Minha mãe está viva. Não pude deixar de ficar feliz com o fato... Mas o resto da trama esmagava ... Engolia toda minha felicidade... E ela parecia nada comparado a essa necessidade de ajudá-la.
Nós precisávamos ir, de volta para o nosso pequeno inferno na terra. Volterra.
