And I Know What I Need
Não era o cheiro adocicado da maioria das meninas que ele lembrava tão bem, mas o cheiro quase selvagemente puro de Luna. Os olhos que ele procurava apoio não eram castanhos e confortáveis, mas azuis e arregalados. A risada não era baixa, ou melodiosa, mas capaz de estourar seu tímpano.
Luna era absolutamente fora do comum, completamente desligada de todas as expectativas, e talvez fosse por isso que naquele momento, tudo que quisesse, fosse estar com ela. Ela podia fazê-lo sorrir mesmo no meio de toda depressão, e ter forças mesmo quando ficava claro que, apesar da guerra ter acabado, a verdadeira luta estava apenas começando.
E ela sorria também, abertamente, para ele. Dava forças, e não pedia nada. Abraçava, às vezes, não da forma rápida ou educada da maioria, mas intensamente, por longos minutos, o que deixava a roupa dele impregnada com o perfume que era tão característico de dela.
Quando ela visitava Grimmauld Place, a deixava deitar em sua cama para conversarem, apenas para que, de noite, ao acordar dos pesadelos, pudesse abraçar o travesseiro e sentir o cheiro que o acalmaria e o permitiria voltar a dormir. O aroma que lembrava girassóis, grama pisada, verdades inconvenientes e sorrisos sinceros.
Sabia que, quando o mundo parecia prestes a cair, era dela que precisava.
Só não sabia que aquilo que era amor.
