Disclaimer um: Os personagens não são meus, mas sim da Jk eu só me divirto com eles.
Disclaimer dois: Esta fic também não é minha é uma tradução da maravilha autora Utena Puchico que gentilmente me cedeu a autorização para traduzi-la. Se alguém quiser ler esta historia no original é só acessar o site Slashheaven onde ela foi postada.
Aviso: Esta é uma historia slash (homem/homem/ homem/elfo), que contém Mpreg, cenas de sexo explicito é também um AU
Esclarecimentos: palavras entre // estão em idioma elfico.
Personagens: Ah gente tem um monte, eu não vou ficar escrevendo todos, o melhor é vocês lerem pra descobrir.
Resumo: Quando Lily Potter convocou a magia de proteção para seu filho, antes de morrer nas mãos de Voldemort, conseguiu não só salva-lo, mas também o enviou para outra dimensão. Esta dimensão não é outra senão a Terra Media, neste lugar dois elfos, os gêmeos Elladan e Elrohir serão os encarregados de converter o chibi Harry em um perfeito elfo humano.
Beta: Gi black que faz um excelente trabalho, como sempre é claro...
Acho que é só por enquanto...O que esperam...? Vão ler...
Capitulo dez: Decisões e acontecimentos importantes
Harry olhava seriamente sua Mokona e ela tinha o rostinho serio enquanto parecia se concentrar. De repente, seus olhos se abriram juntamente com sua boca.
//Estou aqui Eze o que houve?...?// – se escutou a voz proviniente do interior da mascote branca do menino.
//Oi Elda. Não é nada de muito importante só que...//
- Tancave?
//Eu acho que meu pai e meu professor vão se casar..//
- Ah...
Normalmente isto podia assustar uma pessoa, mas Morë, depois do susto inicial, há uns quatro anos, tinha aprendido que os mascotes de seu pupilo e a do filho do rei de Gondor, Eldarion, estavam conectadas por um tipo de magia que permitia que se comunicassem entre seus donos. Quase como um telefone trouxa.
O professor sorriu e fechou a porta do quarto do príncipe para deixá-lo conversando com seu amigo em paz. Olhou seu anel que há apenas três meses tinha recebido de seu namorado... para ficarem comprometidos em casamento. Não sabia como ele tinha descoberto, suspeitava que a Mokona tivesse muito a ver com que seu dono soubesse do compromisso, antes que qualquer outro membro da família, já que pensavam em anunciar hoje durante o jantar.
Suspirou e se recostou em uns dos pilares que separavam o jardim do castelo, maravilhado mais uma vez pela maravilhosa vegetação que rodeava a Casa de Valfenda. Flores de todo o tipo e cores estavam presentes em seu grande esplendor nesta época do ano uma primavera cheia de paz. Seus olhos vagaram até a fonte de água que estava localizada no centro e não pode evitar recordar.
*Flash Back inicio ...*
Regulus acabara de dar sua primeira aula a seu aluno, depois de quatro dias em Valfenda. Seu mentor tinha partido, o deixando rodeado de elfos e, sobretudo "desse elfo". Desde então eles tinham tornado a se ver umas três vezes e a tensão da primeira vez em que conectaram seus olhares estava presente. O mago não sabia bem o que pensar disso.
Caminhou pelo belo jardim, do qual tinha ficado enamorado desde a primeira vez que o viu. Sua mãe foi uma louca sem piedade, mas isso sim... tinha amor pela natureza e sua mania era cultivar todas as flores preciosas do Mundo Mágico, prazer que compartilhava com seu filho caçula. Desde pequeno a ajudava na estufa. Não era o mesmo que sua casa em Grimmauld, pois a vegetação de Valfenda era muito mais linda... e não trazia más recordações. Porque foi nesse mesmo jardim onde sua propria familia o atacou por traição, e onde ele convocou o feitiço que o trouxe a este mundo.
Chegou até a fonte e se sentou, olhando seu reflexo na água. Estava alegre, pois o único traço que o fazia parecer com os Black eram os olhos e o cabelo negro azulado liso, esperava que seu irmão tivesse os mesmos traços... pois ambos repudiavam sua familia. Seria um grande castigo para eles ver a cada manhã em seus rostos aqueles que aprenderam a odiar.
Seu corpo ficou tenso ao sentir que já não estava sozinho no jardim, sua inquietude cresceu ao reconhecer quem se aproximava. É como se estivessem conectados, algo em seus corpos os faziam reconhecer a aura um do outro.
- Este jardim sempre me pareceu belo... e você estando aqui só aumenta essa beleza.
Regulus se ruborizou furiosamente e abaixou a cabeça, sentindo-se absolutamente tímido. Estando no colégio havia tido um par de namoradas e um namorado, mas nada mais que beijos e caricias, por que ele sabia que sua familia ia comprometê-lo com alguém de sua classe social e estaria casado sem poder dar sua opinião a respeito. Então era inútil se apaixonar de qualquer pessoa que gostasse em Hogwarts... que não eram alguém que sua família aprovaria. A isso somavasse suas aulas de magia negra, que não deixavam com tempo nem com vontade de romance.
E estando nesse mundo, confinado naquele bosque, ele tampouco tivera nenhum contato romantico com ninguém e isso já tinha quase sete anos. Muito a seu pesar, não sabia como reagir a esse tipo de paquera, muito menos com alguém do porte e caracter do princípe Elladan.
O gêmeo se aproximou e se sentou em frente ao mago, obrigou o homem a olhá-lo levantando seu queixo com delicadeza.
- Eu adoro seus olhos. Nunca vi essa cor antes em ninguém e penso que em você ficou maravilhoso – sussurrou sensual – Por que você foge do meu olhar?
- Eu... – seu rubor cresceu ainda mais e a respiração começou a ficar dificil. Até parecia um adolescente! – não sei como reagir... – murmurou afinal, nunca olhando o elfo nos olhos.
Elladan sorrriu.
- Vou te dizer como, vem comigo jantar essa noite e nos conheceremos melhor para aplacar sua timidez. Aceita...?
Desta vez ele levantou os olhos para o olhar com suspeita.
- Aonde a gente vai...?
- Tenho o lugar perfeito... – sorriu galante – vou te buscar as oito em seu quarto – se aproximou do mago que abriu seus olhos como pratos – eu prometo que você não vai se arrepender. – beijou sua bochecha direita – até de noite.
*Fim do flash Back*
Morë sorriu, recordando que seu amor se comportou como um cavaleiro essa noite, como deveria se esperar de um membro da realeza. Claro, não foi tudo perfeito, conversaram, se conheceram e sentiram que não era mera atração o que sentiam um pelo outro, era muito mais. O garoto Black podia jurar que se sua estimada familia tivesse conhecido Elladan pensaria que era perfeito para ele, um principe com sangue elfico (algo muito valioso no Mundo Mágico, pois se pensava que os Altos Elfos eram somente um mito), com modos perfeitos e muito rico.
Tudo perfeito até que... bom... quando seu noivo o acompanhou até a porta de seu quarto, ambos cometeram o erro de se olhar nos olhos. Ele nunca soube quem o fez primeiro, terminaram imprensados contra a parede, compartilhando de um beijo voraz. Não passou disso, mas Regulus sabia que este era o melhor beijo que tinha experimentado em toda a sua vida e que queria repetir.
Remus bocejou e afastou os pergaminhos que estava lendo enquanto esfregava seus olhos. Últimamente estava se sentindo mais cansado do que o normal. Acreditava saber do que se tratava, talvez fosse porque estava pondo todo seu empenho na tradução dos estranhos manuscristos e por isso não dormia corretamente, somado a isso o estresse pela estranha relação que ainda tinha com o loiro sonserino, um romance que claramente lhe trazia mais tristezas que alegria. No entanto, tudo isso não poderia ser suficiente para cançar o lobo que vivia dentro dele.
Encolheu os ombros e voltou seu olhar para os pergaminhos. Não pode evitar rir baixinho ao imaginar a cara de seus amigos quando souberem dos segredos que guardam esses papéis. Ainda se lembrava do choque ao ler certa parte interessante...
*Flash Back inicio...*
Até que enfim havia terminado o total de dez pergaminhos que descreviam o importante feitiço no qual Godric estava trabalhando. Então relaxou em seu assento e começou a ler:
"Eu estou em meu estudio sozinho e tenho todo o nescesario para começar o feitiçoe tudo sair como previsto conseguirei criar um portal para outra dimensão. Segundo os manuscritos muito antigos de tempos atrás os dois mundos estavam conectados e agora graças a mim, o grande mago e explorador Godric Gryffindor estes mundos serão reconectados.
Bom acho que minha bela serpente me contaminou com sua vaidade. Claro que os niveis de vaidade de Sal são gigantescos e ás vezes ele é egoista e infantil... ciumento, possessivo, odioso, pervertido... Disso eu gosto um pouco, enfim... apesar de tudo. Eu amo Salazar Slytherin!"
//Remus leu e releu várias vezes até sse convencer do que lia. Por Merlin Godric Gryffindor e Salazar Slytherin... Foram namorados! Depois de se acalmar continuou lendo//
O feitiço nescessita de grande concentração, tenho me preparado muito para isso. Inclusive pedi ao meu namorado que me deixasse sozinho, embora ele insistisse em permanecera meu lado.
Nota: A parte entre parentesis não esta dentro do relato de Godric-
(O jovem fechou os olhos por um momento e aspirou o ar lentamente, seu rosto se transformou em uma máscara de seriedade. Logo sua magia começou a rodeá-lo e sua voz começou a murmurar frases em um idioma desconhecido.
O rapaz começou a levitar do solo sem perceber e subitamente uma luz o envolveu. Godric sentia como se suas energias eram consumidas, mas não era o momento de desistir, abrindo os olhos murmurou a última parte do feitiço e repentinamente a luz tornou-se mais intensa e em um piscar de olhos... Godric desapareceu.
Minutos depois e alertado pelo grande esplendor que saia detrás da porta um preocupado mago entrou no lugal encontrando uma habitação vazia)
"Depois disso despertei em um lugar completamenter desconhecido, me encontrava em um bosque muito exuberante e ao meu lado estava a mais bela dama que eu já vi em minha vida.
A bela jovem sorriu e disse que estava me esperando. Eu, um pouco confuso e ainda sentado no chão, somente pude sorrir de volta, bastante boba, diga-se de passagem, antes de perguntar seu nome... Galadriel disse ela com uma bela voz melodiosa.
A dama Galadriel me disse que a seguisse, que não era só ela que me esperava. Ansioso por respostas me levantei e a segui sem temor.
Adentramos no bosque, depois de caminhar uns cinco minutos, chegamos a um lugar maravilhoso.
Um homem tão belo quanto à dama, se aproximou dela e beijou sua mão com delicadeza. Nesse momento notei uma coisa que tinha deixado passar, ofuscado pela beleza da jovem. Ela e ele tinham as orelhas pontiagudas! Eles deviam ser elfos, as criaturas misticas das antigas escrituras!
A dama me confirmou depois me apresentou seu marido Celeborn. Além do mais me falou que eu tinha chegado a Terra Média.
Realmente estou em outra dimenssão!
Eu queria fazer muitas perguntas mais, mas Galadriel me disse para descansar antes que todas as minhas perguntas fossem respondidas. A dama me disse que deveriamos esperar a chegada de "Mithrandir".
Imediatamente quis saber quem era ele, mas com um simples "Você vai saber tudo em seu devido tempo." A dama me deixou sozinho na habitação que me fora dada."
*Fim do Flash Back*
Se suas deduções eram corretas, esse era o mesmo feitiço que Lily tinha usado para "proteger" Harry. Sem duvida nenhuma era uma magia antiga os residuos que encontraram no quarto do bebê, uma parte era magia obscura usada por Voldemort naquele dia de Hallowen. E Remus já tinha traduzido todo o feitiço, só faltava decidir quem ia buscar Harry nesse lugar chamado Terra Média.
. dias depois.:.
Remus Lupin suspirou enquanto a carruagem transpassava os amplos portões que protegiam a exuberante Mansão Malfoy. Tinha se concentrado tanto em seu trabalho que esqueceu de seu encontro com Lucius e por isso recebeu uma menssagem onde, com todo o recato do mundo, o loiro lhe fazia saber o quanto estava furioso. Então teve que deixar toda sua investigação de lado para vir ver seu namorado.
O elfo doméstico de sempre o recebeu na entrada e lhe indicou que o seguisse, mas um flash verde o impediu.
- Oi Remus!
O castanho sorriu e atraiu o pequeno Draco Malfoy, que estava vestindo uma impecavél túnica verde da Sonserina. Não fazia mais de um ano, que Lucius decidiu que estava farto do motel onde se encontravam e tinha transladado seus encontros para a casa do mais velho. Foi inevitável que em um desses encontros, Remus encontrasse com Draco. O menino ao vê-lo franziu o cenho e exigiu saber quem era ele, o grifinório não teve alternativa senão contar a verdade para o menino. Passado o choque inicial, eles estavam se dando muito bem, tendo agora uma amizade profunda. Draco inclusive tinha lhe confessado que não se importaria de chamá-lo de papi no futuro, depois de tudo sua própria mãe o tinha abandonado para ir numa viagem "rejuvenecedora" depois do divórcio com seu pai.
Claro que quando Lucius descobriu tiveram uma briga muito feia. Mas não era bom se lembra disso agora...
- Oi pequeno! Como você tem passado?
- Eu estou muito bem Remus. Senti saudades de você e papai estava muito irritado por que você não vinha.
- Seu papi sempe está com esse humor em particular – sorriu – Mas como não queremos que ele fique pior, melhor eu ir vê-lo. A gente se vê mais tarde?
- Awww... faz tanto tempo que não te vejo – gemeu – Meu pai pode esperar uns minutinhos. Vem ver meus desenhos primeiro!
- Draco – uma voz fria chamou e Remus fez uma careta ao ver a mudança no menino. Desde que se conheceram, o castanho pode tirar um pouco essa máscara séria e distante. No entanto, quando Lucius estava perto, Draco voltava a por sua máscara de indiferença e se comportava como todo Malfoy. Algo que era muito triste tendo em conta que ele só tinha nove anos.
- Sim pai?
- Volta para seu quarto, Remus e eu temos coisas para fazer.
- Eu estou indo pai – resmungou soltantdo a contra gosto o braço que ainda mantinha no licantropo – A gente se vê depois Remus.
- Claro pequeno. Eu mesmo vou te buscar para conversar.
- De acordo! Vou te esperar! – disse com um sorriso fantasma antes de voltar para o quarto de onde tinha saído.
Remus suspirou e se girou para ver o rosto que o destino tinha decidido que fosse o companheiro do lobo. Lucius se mostrava frio como sempre, um leve flash de aborrecimento e felicidade ao voltar a ver seu lobo depois de três dias podia-se notar nos olhos prateados.
- Vamos ao meu escritorio – disse antes de caminhar a passos apressados até o lugar.
O menor o seguiu, sem saber o que sentir diante da atitude de Lucius. Algumas vezes tinha chegado tarde em seus encontros e isso tinha significado um olhar gelado e ser ignorado completamente, ele tinha que praticamente se arrastar para obter o perdão do loiro e conseguir que este voltasse a lhe falar. Agora que tinha esquecido completamente do encontro, não sabia o que fazer.
Todas as suas dúvidas se dissiparam quando, ao entrar no escritorio, Lucius o tomou fortemente pela cintura e obrigou seus lábios a se unir. Os dois gemeram com o contato e não tardaram em abrir suas bocas para que suas linguas se unissem em uma batalha sem ganhadores. Remus sentiu como era desnudado com ferocidade e como era guiado até o sofá mais forte do lugar. Um de couro negro que poderia sustentar perfeitamente os dois corpos durante a sessão de sexo.
- Ah Remus, eu te desejo tanto – o loiro murmurou apoiando o corpo menor sobre o sofá, não deixando suas mão quietas por mais de dois segundos.
- Eu também meu amor. Lamento ter-me esque...
- Ssshhh... não fale. Só me beija e me deixa te fazer meu – Malfoy grunhiu, terminando de tirar toda a roupa do corpo de seu amante.
Apesar da atitude rude, Remus não pode fazer nada mais do que sorrir e tal como Lucius tinha pedido, começou a beijá-lo. Enquanto o outro homem começou a lhe masturbar com uma mão e com a outra tentava desesperadamente se desfazer de suas roupas. Ambos gemeram quando tiveram que se separar para que o loiro se desnudasse. Lupin, não pode evitar se maravilhar e sentir um pouco de inveja ao ver a pele branca, suave e perfeita, muito diferente da sua que estava cheia de cicatrizes. O maior dizia que não tinha importancia para ele, pois quando tinham sexo, gostava de beijar cada uma delas, esse era um dos poucos gestos bonitos que tinha com seu amante.
Uma vez em igualdades de condições, Lucius voltou a atacar a boca inchada de seu amante e levantou as pernas do licantropo até colocá-las em seus ombros. Sua urgênia era muita, Malfoy não estava seguro se acontecia o mesmo com seu amante, mas ele não conseguia ficar mais do que vinte quatro horas sem o possuir... nem precisa dizer que estes três dias sem seu lobo não havia passado muito bem. Pois Remus Lupin tinha algo que depois que o provou ninguém conseguia satisfazê-lo da mesma forma.
Apertando suas mãos no quadril do menor, Lucius o penetrou lentamente. Só um pouco preocupado com a dor que podeiria estar causando, pois não tinha o preparado devidamente.
- Ai! Lucius! Mais devagar... – Remus gemeu de dor, respirando entrecortadamente.
- Isso é culpa sua – grunhiu o outro como resposta.
Sem esperar mais, saiu da entrada do grifinório e voltou a investir. Com força, o castigando por deixá-lo abandonado estes dias, por fazê-lo sentir o que nunca ninguém tinha feito, por entrar em seu coração e no do seu filho como não tinha planejado que ninguém fizesse... por ser tudo o que ele desejou e nunca acreditou que poderia conhecer.
De sua parte Remus se resignou e somente abraçou com força o pescoço de seu amante e deixou que este o tomasse, sem que ele sentisse prazer algum. A dor era muita para que pudesse sentir paixão. No entanto, se arranjou como pode para ejacular junto com Lucius, não querendo chatear, mais do que já estava, seu amante.
Malfoy chegou ao climax com um gemido rouco e satisfeito caiu sobre o corpo menor que estava em baixo de si. Esteve uns minutos assim, recuperando sua respiração, até que se levantou lentamente. Algo dentro dele se moveu inquieto ao ver as lágrimas no rosto de seu amante.
- Eu sinto muito – resmungou desviando o olhar.
- Tudo bem não importa.
- Você não teve prazer.
- Não importa Lucius esquece isto – disse com a voz fria. Lucius fanziu o cenho e deixou que Remus se levantasse do sofá – Eu vou até o banheiro me limpar.
O loiro fez o possivel para ignora o gesto de dor que seu lobo fez ao se levantar e para não ver o sangue em seu anús e pernas e seu andar titubeante.
.:Uma semana depois:.
- Tudo bem Moony? Você está um pouco pálido.
- Eu não tenho me sentido bem há pelo menos um mês Frank – disse massageando seu estomago, pois sentia que suas tripas estavam torcidas dentro de si.
- Eu vou até Hogwarts agora, para o exame anual de Neville. Se você quiser vir comigo e pedir para que Madame Pmfrey te examine também.
Lupin franziu o cenho e depois de um tempo assentiu.
- Acho que é uma boa ideia, me espera. Vou me trocar e os acompanharei.
*Hogwarts*
- Você está perfeito Neville como sempre – a enfermeira sorriu enquanto dava um pirulito ao pequeno castanho de nove anos.
- Obrigado Madame – disse o menino alegremente aceitando o doce. Apesar de ser criado por homnes, que foram a dor de cabeça de todos os professores em sua época, o pequeno Neville era um menino muito educado, com modos perfeitos. Claro ele tinha seus momentos de travesura, mas suas travessuras nunca eram tão grave para merecer um castigo.
- Agora... – olhou para Remus – Pode me dizer o que está acontecendo?
- Ah... – fez um gesto de apreesão olhando para Frank.
- Oh claro – disse ele captando a menssagem – a gente vai dar um passeio pelo colégio enquanto te esperamos. Obrigado por tudo madame Pmfrey.
- Não foi nada rapaz. É sempre um prazer – ela sorriu maternalmente enquanto via pai e filho sairem. Depois franziu a testa olhando para o licantropo, todo mundo sabia que ela tinha um carinho especial por ele – O que você tem Remus?
- Eu não tenho me sentido muito bem – suspirou – tenho tido vomitos e estranhos comportamentos durante a lua cheia – desviou o olhar – meu lobo interno já escolheu um companheiro para ele e nós estamos tendo sexo há pelo menos dois anos – sussurrou com um leve rubor nas bochechas.
- Oh... – ela levantou uma sobrancelha divertida – você acha que...?
- Eu gostaria de ter certeza – gaguejou mais ruborizado do que antes.
- Perfeito, há um encanto simples para isso. Preciso que levante sua blusa e deite nessa cama.
Depois da consulta Remus se dirigiu ao complexo de edificios onde estavam os escritorios de onde Lucius manejava seus negócios.
- Senhor Malfoy – disse a voz da secretária no interfone – O senhor Remus Lupin está aqui para vê-lo. Ele não tem hora marcada, mas disse que é importante. Posso deixá-lo entrar?
Lucius fechou a cara, Remus estava expressamente proibido de vir a seu escritório, a não ser que se tratasse de uma emergência com Draco, quando o licantropo ficava na Mansão para cuidar dele. Mas hoje não era um desses dias.
- Tudo bem manda ele entrar.
- Sim senhor.
A porta não demorou em se abrir e Lucius levantou uma sobrancelha vendo o radiante sorriso de seu amante.
- Remus o que faz aqui?
O castanho nem se incomodou diante da pergunta feita de modo rude e caminhou até abraçar e beijar o surpreendido sonserino.
- Ah Lucius!...Lucius...! – balbuceava Remus apertando o maior num abraço quase asfixiante.
- Você vai me dizer o que demonios está acontecendo? – Lucius disse se soltando do abraço bruscamente, seu rosto aristocrático tinha uma expressão terrivel.
- Ah Lucius... – Remus não perdeu seu sorriso, enquanto pegava as mãos do loiro – eu estou grávido, vamos ter um bebê.
O rosto de Lucius disse para Remus que esa noticia era maravilhosa somente para ele. Um tenso silêncio reinou no lugar até que o loiro sussrrou um perigoso...
-... que?
- Estou grávido – exclamou com seus olhos dourados brilhando de felicidade – eu tenho estado me sentindo mal todo o mês... pensei que era só cansaço... nunca imaginei... bom os sintomas me diziam algo, mas...
- Cala a boca Lupin!
Lupin se calou de imediato abrindo os olhos surpresos ao ouvir seu amante lhe chamar pelo sobrenome. Somente agora pode perceber a fúria nos olhos prateados e o corpo tenso de Malfoy.
- Lucius...? – chamou temeroso – Tem algo errado...?
- Claro que tem! Tudo está errado! – gritou o outro. Por sorte os escritorios tinham o feitiço de "Silencio" – você acaba de me dizer que está esperando um filho meu! Você...! Um maldito homem-lobo!
A dor pode se refletir no rosto de Remus, seu coração ia se rompendo pouco a pouco. No entanto Lucius não percebeu estes sinais alarmantes e continuou gritando.
- Eu não posso ter um filho com sua maldição! Pensei que tinha ficado claro! – o olhou com os olhos entrecerrados – o que você quer com isto? Me apanhar com um filho para se apoderar do meu dinheiro sem se importar que o moleque possa se tornar uma criatura obscura...?
Remus ofegou, as lágrimas já banhavam seu rosto. Mas Lucius continuoou.
- Pois você está muito enganado! Eu já estive em um casamento não desejado e não penso em repetir a dose! Você vai se desfazer dessa criança e eu vou esquecer sua falta!
A expressão sempre amavel do castanho se endureceram e seus olhos dourados se entrecerraram.
- Não vou me desfazer de meu filho – grunhiu o lobo tomando frente da situação ao ver seu filhote ameaçado.
- Então a gente termina agora! Não serei pai de uma aberração – gritou.
- Perfeito – Remus murmurou antes de sair apressado do escritório.
O loiro o olhou ir embora incrédulo. O seguiu até fora do escritório, tentando entender porque Remus o deixava dessa maneira.
- Remus volta aqui! A gente ainda não terminou de conversar!
-Eu não tenho nada para falar com você Lucius Malfoy. Te odeio.
- Remus...! – exclamou surpreso.
Lupin desapareceu nas portas do elevador. A secretária de Lucius o olhava com os olhos muito abertos, não acreditando no espetáculo que seu impássivel chefe estava dando.
- Maldito seja! – o loiro grunhiu esmurrando a porta do elevador, conseguindo afundá-la um pouco. Não fazendo caso do sangue que corria por seus dedos, voltou para seu escritorio a passos furiosos.
- Senhor...?
- Não fale comigo! – gritou fazendo com que a mulher retrocedesse assustada – Cancele todos meus compromisso para esse dia!
- Sim senhor! – disse ela.
Remus se apressou em chegar a sua casa. As lágrimas já não corriam por seu rosto, seus olhos dourados brilhavam com decisão. Não queria estar no mesmo lugar que estava o homem que só brincou com ele, que chamou seu filho de aberração, que ao menos por ele, tinha sido concebido com amor, e sobre tudo, que sugeriu que ele se desfizesse do bebê. Só tinha um lugar onde podia ir e de quebra estaria fazendo um enorme favor a seu irmão.
Continuará...
Nota da tradutora: Desculpem o atraso, eu estava escrevendo minha fic e esqueci de postar (que vergonha!). Bom ai tem mais um capitulo, este foi o que mais me custou a traduzir. Eu simplesmente detesto fazer o Remus sofrer...vai entender.
Espero que tenham gostado e se não gostarem podem me dizer, eu gosto de saber se estou fazendo algo de errado.
Mandem seus comentarios.
Besitos.
A gente se vê em uma semana.
