Os personagens pertencem à ponderosa S. Meyer e a fic a Nihal Riddle, que gentilmente me cedeu à tradução.


Capítulo 10 – Aprendiz.

POV Libel

Senti quando soltou meu pescoço pelo calor que havia coberto a maior parte de seus braços, ficando da cor preto carvão. Apenas caí no chão, sentada e segurava minha cabeça com as mãos; era uma dor insuportável e prazerosa também como se algo cozinhasse minha cabeça intensificando sua força com cada pensamento de ódio que aparecia nela. Abri os olhos e pude vero que meu descontrole tinha causado; minha família estava livre de novo, mas vários tinham sido alcançados pelas chamas, exceto minha mãe, o salão ardia em chamas intensas e brilhantes e estas rodeavam o local onde estava sentada, meu pai e Paul lutavam contra Demetri e Felix, Anya defendia a mamãe e Edward também, destas mulheres. Aro tentava apagar as chamas de seu cabelo com dificuldade, pois estas pareciam esquivar-se da água. Comecei a sentiu um cheiro insuportável e por um momento deixei de ver e ouvir. Gritei assustada e tremendo, aumentando mais meu poder, podia sentir as chamas ao meu redor aumentarem com a dor; sem mais ativei minha barreira bloqueando a dor e o que me causava a cegueira e me deixava surda também. Escutei os gritos dessa mulher sombria e cruel, quando levantei o olhar vi o outro cara que a estava tentando ajudar.

Logo senti uns braços me rodearem e me colocarem junto a seu peito nu, pelo susto me remexia de um lado para o outro.

-Calma Libel- escutava a voz de Paul perto de mim, tentando me acalmar. - já passou, se acalme. Não quer machucar ninguém, só está assustada- pouco a pouco sua voz diminuía minha dor e fúria, apagando as chamas de todo o salão- boa menina- acariciando minha cabeça com suavidade.

-Veja que dom insólito- disse esse tal de Aro que agora estava com o cabelo parecendo uma escova queimada. Caio parecia um dálmata todo queimado no rosto e o outro só tinha uma parte da roupa queimada e meia cadeira feita em cinzas- uma menina com a capacidade de manipular e criar o fogo, manipulados por suas emoções. - Esse porco estava falando de que agora?

- Não só isso, - disse a moça cruel que estava se retorcendo no chão agora há pouco. - Bloqueou minha tortura como se a apagasse e depois a usou contra mim.

- Como um espelho?- disse minha mãe, desta vez perto do lobo vermelho do meu pai.

- Ela fez o mesmo com o meu, -disse o rapaz moreno- mas não o usou contra mim.

- Libel pode bloquear alguns dons- disse Alice desta vez- Aconteceu antes de ela nascer quando soubemos pela primeira vez disso. - Aro estendeu sua mão para que ela a apertasse e ela o fez. Naquela cara pálida como o mármore apareceu um sorriso estranho.

-Interessante- olhou para mim e depois para minha mãe, especificamente para seu ventre- Uma pequena família com dons extraordinários. Fiquem por um tempo- escutei meu pai rosnar e os músculos de Paul tremerem comigo nos braços.

- Nem em sonho- respondeu Lupo pelo meu pai que se aproximou perigosamente de Aro como em ameaça de que não se aproximasse de mim. - Não viveríamos com vampiros nem que fossem os últimos seres vivos na Terra. Bem tecnicamente falando- isso me fez rir, mas o fiz em silêncio.

- Não foi uma pergunta- sorriu para mim, mostrando suas presas- que pena que seja uma lobinha ainda. Seria uma excelente vampira com esses dons, mais um tesouro na guarda,

- Continuam sendo só uns cachorros. - e fala logo o que parece um dálmata?

- Não seja assim com eles Caius. Bem espero que entendam que não estou dando uma opção ou poderia me arriscar a morder a pequena. - senti um arrepio percorrer meu corpo como uma corrente elétrica, só de pensar nestes dentes se chocarem no meu pescoço e o rasgar.- Ah, que lindo o namorado protegendo sua lobinha- escutei uma risada fria e macabra.- Eu só abracei Paul tentando acalmá- lo sem muito êxito.

-Esperem! – disse Anya se aproximando de mim- sei como descobrir se Libel será lobisomem ou não.

-Escuto.

- Eu posso ver o passado, presente e futuro de uma pessoa só a tocando. Se tocar a Libel poderia saber o que acontecerá.

- Vá adiante- Alice me pegou pela mão e começou a usar seu dom em mim.

POV Narrador.

Um lindo bosque se estendia por todo o lugar, abaixo de um céu nublado de inverno e o chão coberto de neve. Uma vampira de cabelo vermelho estava olhando um grupo de caçadores, de uma árvore quando uma loba negra a golpeou fazendo com que caísse.. Essa era completamente negra com um olho azul elétrico e outro vermelho alaranjado brilhante que olhou para a vampira mostrando os dentes bem na sua frente. Pouco depois aparecia um lobo de pelagem vermelha, pouco maior que a negra, um cinza escuro prateado junto à negra, um lobo completamente branco como a mesma neve e os olhos caramelados atrás do vermelho, e dois lobos cinza esbranquiçado, praticamente idênticos. Ainda que atrás deles apareceram correndo dois vampiros.

A negra saiu perseguindo a vampira deixando marcas de queimado na neve começando a derreter com suas patas.

Fim do POV Narrador.

POV Libel

Alice soltou minha mão e a deu a Aro, esse não demorou a soltar uma risada de satisfação ao ver a imagem da visão. - Virou para me olhar e despois ao garotos do outro lado.

- Interessante, reconheci aos dois cachorrinhos e a pequena pelos olhos- olhou para mim com um sorriso desfigurado- mas seus poderes e sua visão me criaram uma ideia confusa. Irei lhe atribuir um professor para que possa controlar seus dons.

- Um professor?- perguntamos minha mãe e eu.

- Eu me ofereço mestre. – disse um garoto moreno se aproximando de nós, meu pai começou a rosnar, desgostoso. - vamos cachorro, sou o mais indicado para fazê- lo, é isso ou você irá sem sua menina querida.

- Chega Alec, suficiente. - voltou a dizer o cabelo de escova- Você e Jane irão com eles, será só por um tempo.- sorriu para meu pai- Calma que estou te fazendo um favor.- se aproximou de uma das vampiras que ainda não conhecia.- Heidi preparem o avião particular para eles, não tem por que viajar com tanta gente.- a tal Heidi nos fez sinal para que a seguíssemos. Esperei Lupo que voltava a ser humano e se vestia enquanto observava de rabo de olho a Aro falar com eles.

- Vamos pequena. - me chamou Lupo mas antes que pudesse segui-lo, Aro voltou a me agarrar a mão me detendo por um minuto.

- Nos veremos logo pequena lobinha.- sorriu para mim antes de soltar minha mão deixando um anel com o escudo dos Volturi nela. Se despediu com a mão antes de me ver partir com os demais.

Passaram os meses seguintes, tranquilamente os gêmeos Volturi ficavam na casa dos Cullen, a contra gosto tiveram que se submeterem à dieta deles mas ainda não tinham começado a me treinar. Logo se aproximava a hora de eu ir para a pré-escola e começar as aulas, também a chegada de meu irmão que me deixava cada vez mais emocionada. Agora Edward e Anya estavam em uma relação muito unida por assim dizer, agora tinha ido fazer uma viagem romântica à Índia para passar um tempo sozinhos. Como se já não passassem tempo suficiente.

Na verdade ainda tinha uma pergunta de como se faziam os bebês. Voltava a ter uma vida que poderia dizer normal, com uma enorme família ela nunca têm uma vida normal e corrente, mas não me importo, praticamente não poderia viver sem ela. Pertencer à alcateia de certo modo me fazia sentir a vida de modo selvagem; fazendo salto de penhascos com os garotos, correr no lombo de Paul com os outros. Era algo que não trocaria por nada no mundo.

Fazia um dia de sol como poucos em Forks, em uma manhã no início do outono. Desci até a cozinha para tomar o café da manhã onde estava Emily e Lilen com seis meses com mamãe preparando a comida para a manada. Cumprimentei ambas e fiz caretas para a pequena, para ser sincera essa pequena me encantava e esperava me dar tão bem com meu irmão quando nascesse.

-Ontem sim foi trabalho duro para os garotos.- escutei Emily dizer enquanto deixava Lilen em uma cadeira para bebês com sua chupeta.

- Ultimamente têm visto mais a Victória no bosque- respondeu minha mãe.

- Quem é Victória?

- Uma vampira que bebe sangue humano. É muito perigosa.

-E não descansará até te pegar.- sussurrou Emily para minha mãe, mas as escutei perfeitamente. Na mesma hora minha mãe soltou um gemido audível. Bella?/ Está bem?

-Sim só me chutou- mas voltei a ouvi-la se queixar e desta vez com mais força.

- Mãe!- corri até ela- O que está acontecendo?-vi Emily ligar para Carlisle e pedir para que ele viesse o mais rápido que pudesse- Está doente?

-Não querida. Seu irmãozinho decidiu te conhecer e agora irá nascer.

Emily a ajudou a subir até o quarto principal quando escutei a vos da alcateia entrando na cozinha. Papi subiu para ajudar a mamãe mas não me deixaram subir, Paul me obrigou a ouvir música para não escutar, segundo ele, os gritos de minha mãe ao trazer Scott ao mundo.

Desde este momento entendi que minha vida agora era uma aventura ou um inferno que ainda não tinha começado, mas tudo aquilo me enchia de felicidade e seria o começo de uma vida longa que teria pela frente. Sobre tudo pensava algum dia descobrir os planos de Aro para mim; olhei o anel que ainda tinha. Tinha um monte de perguntas mas poucas respostas. Segundo meus pais, quanto menos soubesse, melhor.

Me encostei no sofá com o Ipod de minha mãe escutando a música que Edward compôs para ela, tinha me apaixonado pela música, definitivamente. Com a cabeça apoiada nas pernas de Lupo, fechei os olhos, para me esquecer do que acontecia lá em cima e viver aquele sonho que cada vez estava mais comum que da tribo. Eu na forma de um lobo negro quase do mesmo tamanho que Paul correndo pelo bosque junto da alcateia.


N/T: Bom , estamos chegando ao final. O próximo já é o último capítulo e se vocês estiverem lendo e gostando, recomentem. Bjs, Lu.