Eu via a estrada e as arvores de Grayville passando pela janela aberta do grande Jipe de Emmett. E põe grande nisso. Eu praticamente chorei de emoção quando vi a máquina na esquina da minha casa.

Logo depois de seus dizeres eu simplesmente havia pensado: "Mais que porra é essa? É o dia das visitas surpresas ou algo do tipo?" Mas não precisei de tanto tempo para me recompor. Cara, porque diabos eu recusaria um convite DELE?

Isso era terminantemente impossível, entende? Se eu negasse, provavelmente estaria agora me auto-flagelando dentro do meu quarto e batendo com tacos de baseball na minha própria cabeça. Então, creio que tenha feito uma boa escolha.

E tinha outra coisa em Emmett que eu gostava. Ele me colocava em perigo e não estava nem aí para isso. Bem, talvez ele não pensasse realmente que eu estava em perigo com ele, mas ainda assim ele era o caramba de um vampiro, sacou? Quem é que está SEGURO com um desses?

Mas essa é a raiz da questão. Eu gosto dessa adrenalina. A de me sentir em perigo e ainda assim tirar algum prazer disso. É, eu disse que era masoquista! E sabia que Edward não gostaria nada de me ver ali, mas de alguma forma era bem provável – ou totalmente verdade – que Edward sabia que seu irmão estava em minha casa. Até porque Edward é DEUS, - O onipresente e onisciente, salve salve! – e sabe de tudo. Amém.

Estávamos a cerca de 120km/h. Fechei os olhos por um momento e só apreciei o vento forte que fazia meus cabelos se esvoaçarem. Aquilo, muito provavelmente, já havia feito trezentos nós no meu cabelo, mas a sensação de velocidade era extremamente deliciosa.

- As perguntas acabaram? – O motorista gostoso perguntou. Naquele momento eu me senti bem por ele não ler a minha mente. Assim eu poderia imaginar o que eu quisesse sem correr o risco de ser pega no flagra por ter pensado em alguma coisa. Mas o caso é que eu viera fazendo as perguntas mais absurdas possíveis para Emmett desde que ele havia me ajudado a fugir de casa há meia hora atrás.

- Nem de longe. – eu falei. – Vocês voam? Se teletransportam ou algo do tipo? Venho me perguntando isso desde ontem.

- Não, Jaz. Nós corremos. Corremos rápido. E é tão rápido que, dependendo da velocidade, os olhos humanos nem conseguem notar.

- Uau. – falei. Mas ainda faltavam perguntas demais e eu não queria perder tempo. – E os Van's Helsing's? Se existem vampiros, existem os caçadores, certo?

- Não é como se todo mundo soubesse da nossa existência, tolinha. – A voz dele era brincalhona. Eu gostava disso. – E creio que nossos Van's Helsing's sejam um pouco diferentes do original.

- Então existem?

- O quê?

- Van's Helsings caçadores de vampiros!

- O que você acha?

- Eu acho que essa foi uma pergunta estúpida.

- É, foi sim. – e ele deu uma daquelas gargalhadas meio maníacas que eu já adorava.

- Mas mesmo sendo estúpida, é verdadeira?

- Não exatamente, Jaz.

- Alimentação?

- Animais.

- F-a-la s-é-r-i-o.

- Não falei nada mais que a verdade. Mas depois entramos em detalhes sobre isso. – O tom dele finalizou o assunto e eu logo pulei. Digo, de assunto. Além do mais, o outro era um pouco opressivo e fazia minha cabeça doer.

- E como vocês morrem? Tipo, deve haver um jeito.

- Sim. Não é nada fácil, mas é possível. – Ele fez uma pausa dramática e depois continuou - Porquê? Está planejando me matar? – Perguntou com um sorriso estupidamente malicioso nos lábios.

- Quem sabe? – fui mais estupidamente maliciosa ainda.

- Bem, primeiro você terá que me cortar em pedaços. O que não é uma tarefa para qualquer um já que eu sou quase literalmente uma pedra. – Mais uma gargalhada. Eu não ri. – E depois deve me carbonizar por inteiro. Do contrario, eu vou me juntar novamente e... Te assombrar de noite! – Nessa hora ele tirou as duas mãos do volante e veio na minha direção, imitando um daqueles monstrengos idiotas dos filmes infantis da Disney Chanel.

- Isso foi idiota. E macabro, Emmett. – eu falei, rolando os olhos pra ele. Havia me sobressaltado um pouco quando, naquela velocidade estupenda, ele havia soltado as mãos do volante. Se batêssemos algum lugar, aí sim viraríamos pedacinhos diminutos e nojentos. Mas ele não parecia fazer esforço algum para dirigir com precisão, eu notei.

- Eu sei. Esse sou eu. – E isso me fez gostar ainda mais dele.

Em um gesto impulsivo, eu me ajeitei no banco e logo depois me aproximei dele. Emmett, por outro lado, não pareceu se incomodar nada com o que seria o meu cheiro de humana. Com o meu sangue. Sem me importar muito eu dei um beijo no rosto dele. Apesar de isso não ter surpreendido-o, ele olhou rapidamente para mim e depois sorriu.

- Gosto de você, babaca alegre. – Eu brinquei.

- E você me faz se sentir humano. – Eu quase esperei outra gargalhada depois das palavras, mas ela não veio. Olhei para ele e percebi que seu rosto estava sério, mas o olhar tinha um brilho extasiado que me deixou mais a vontade.

- Isso é bom? – Perguntei, realmente curiosa.

- Eu adoro. E para mim é sim. Para você, não tenho certeza.

- Oh.

Fiquei um momento em silencio, apenas sentindo o vento forte cortando o ar e batendo com força em mim. E foi então que me ocorreu algo.

- Hey, para onde você está me levando, grandão? – Perguntei com o cenho franzido.

- Você já vai ver. – O sorriso dele era enigmático e, como sempre, malicioso.

Nós já havíamos saído da cidade. Digo, não tanto a ponto de eu não poder ver a torre de sinal, mas longe o bastante para eu poder ver uma pequena ponta do Lago Raffle. O Lago Raflle fica há cerca de três quilômetros fora da cidade. Não dos limites condado, mas fora da cidade. O lago era grande e traçava uma circunferência completa. Era rodeado por várias elevações cobertas de grama, onde, em geral, eram criados animais como ovelhas e bichos estranhos do gênero que eu nunca me dei o trabalho de saber de que espécie eram. Era uma vista bonita e no inverno – quando neva – as pessoas vem aqui ralar os joelhos com seus patins de patinar no gelo.

E foi então que, olhando para um dos pequenos morros, eu distingui um lugar em especial.

- Chegamos. – ele anunciou. Mas eu já sabia, em todo caso.

Nós estávamos na pequena montanha para onde Emmett me levara na noite anterior. Como em um clique de controle remoto, a minha mente, involuntariamente, recordou de todos os acontecimentos absurdamente irregulares dos quais presenciei. O que ele pretendia me levando até ali?

Me dei conta de que ainda estava dentro do carro. Quando meus olhos voltaram a ter foco, eu percebi que ele havia aberto a porta e me esperava com ela aberta, em um convite para descer. Afastando quaisquer pensamentos alheios ao momento para longe, eu aceitei a ajuda. Emmett me pegava no colo com uma mão só como se eu fosse uma pluma. Ele me segurou por um momento com seus dedos grandes e absurdamente frios enquanto fechava a porta e depois me depositou delicadamente no chão.

Eu estava embasbacada demais para fazer qualquer comentário sobre como ele era forte e toda essa baboseira.

Cruzeis os braços e simplesmente o olhei, exigindo taciturnamente uma explicação para estarmos ali.

- Eu só quero terminar o que começamos na noite passada. – ele disse, displicentemente como se aquilo fosse maneirar o meus repentino nervosismo.

- Emmett, você estava praticamente me assassinando quando o assunto foi cortado ontem, lembra? – eu fui sarcástica.

- Não eu não estava.

- Sim, estava sim.

- Absolutamente não. Eu estava totalmente sob controle.

- A é? Então deixe-me lembrar as ultimas palavras que você disse. – limpei a garganta, me preparando para fazer uma imitação, que eu sabia que seria péssima, da voz

dele. – "Toda a porra que aconteceu foi que a porra do seu melhor amiguinho invadiu a porra da minha casa e roubou a minha namorada. E depois, a porra do seu outro amigo que estava na moto deu com a porra de um tijolo maldito na porra da sua cabeça." – terminei de falar e enviei um olhar mortalmente irônico para ele. – Está vendo? Depois de tantas porras, vem me dizer que não estava querendo me atacar.

Eu continuava com os braços cruzados em uma posição convicta. Ele soltou uma risada nasalada que eu sabia ser genuína. Abaixou levemente a cabeça e colocou as mãos no bolso do seu casaco. Ele vestia uma calça caqui – é isso aí. C-a-q-u-i. E Deus me perdoe por notar o quando era apertada estava aquela calça – sapatos sport e casaco. Pode ser uma combinação extremamente normal, mas não ficava normal nele. Ficava estupendo.

Ele me olhou e depois deu uma risadela, erguendo as mãos para o alto como em sinal de paz.

- Bem, talvez eu estivesse um pouco fora de mim ontem.

- Sim, talvez sim.

Mais um pequeno silencio. O vento soprou forte e uma onda fria fez meu corpo tremer ligeiramente. Cruzei os braços com mais força e o olhei. Ele parecia ter um olhar meio perdido.

- E...? – o encorajei a falar. Porque é claro que tinha algo mais nessa historia. Algo eu envolvia Adam.

- Nós estávamos conversando normalmente em casa. Eu assistia o jogo dos lakers e enchia o saco de Edward e Alice. Rose estava sentada no sofá, perto de mim. – Ele começou. Prestei atenção nele como se minha vida dependesse disso. E nem era tão difícil, já que ele era tão gostoso que era praticamente um prazer a mais observa-lo. – Só que... de repente ela ficou rígida, como se estivesse sentido alguma coisa anormal. Edward foi o primeiro a notar, claro, já que ele pode ler a nossa mente, mesmo que geralmente ignore nossos pensamentos. – Continuei observando-o. – Quando ele se levantou com uma expressão afetada no rosto, eu percebi que havia algo errado. Senti uma dor forte no pé e olhei Rose. Ela estava praticamente esmagando o meu pé com aquelas unhas grandes. E sua expressão era... aterradora.

Seu olhar se perdeu novamente para algum lugar do lago Raffle. A essa altura do campeonato eu estava praticamente tendo uma crise se curiosidade. Felizmente não tive de esperar muito. Ele logo continuou.

- Eu me levantei rápido e perguntei a ela o que estava acontecendo. Como ela parecia completamente fora de órbita, eu apelei para Edward. Ele também parecia perturbado demais, mas ainda assim murmurou as palavras "um humano" para mim. Eu continuava sem entender. Nós somos bastante resistentes a humanos. Além do mais, eu nem ao menos estava sentindo cheiro algum. A essa altura o resto da família já estava na sala, alertas. Rosalie continuava assombrada e estava furando a madeira do sofá agora. Suas pupilas estavam contraídas, aquela expressão descontrolada que normalmente apresentamos quando estamos caçando. Alice gritou, perguntando a Edward o que estava acontecendo e Carlisle tentou falar com Rose. Mas ela estava piorando a cada milésimo de segundo. Edward murmurou de novo: "Um humano. Rose vai mata-lo.", e então tudo aconteceu em segundos.

Ele fez outra pausa e eu me perguntei se ele continuaria. Não precisei.

- O Humano apareceu na janela. – A voz dele era embargada. E nesse momento eu soube que o humano em questão era o meu melhor amigo. - Rosalie, nesse momento, perdeu todo o controle e pulou em direção ao humano. Edward, o mais rápido, voou pela janela, capturando o humano poucos milésimos antes que Rose o alcançasse. Aproveitando a deixa, eu corri e a segurei. Eu nunca a havia visto tão desgovernada e forte como antes. Jasper veio me ajudar a segurara-la, mesmo que não precisasse muito. Por mais incrível que pareça, nem ele, que normalmente é o mais sensível ao sangue humano, havia se sentido tentado pelo cheiro. – Outra pequena pausa. – Ela não demorou muito a voltar ao normal. Só bastou que o humano ficasse suficientemente longe para que ela recuperasse todo o controle. Eu a deixei sob os cuidados e fui saí. Eu sabia que você estava lá fora. Pude sentir você de longe. E para aliviar as tuas duvidas, descobri seu nome do mostruário da escola.

- Oh Deus... – eu sussurrei, afetada.

- Naquela hora eu ainda não sabia o que havia realmente acontecido. Depois que o louco te bateu com um tijolo, eu apanhei você e levei para dentro, sem medir as conseqüências. Ainda era perigoso, devido ao estado de Rose. Mas o seu sangue não despertou absolutamente nada nela. Era só o sangue dele. E foi então que nós entendemos tudo. Ele é "cantante" para ela.

Apesar de estar sem fala, tentei reunir as palavras e as balbuciei fracamente.

- O que quer dizer isso? "Cantante"?

- Há cheiros particulares que são extremamente apelativos e... especiais para nós. Isso varia de pessoa para pessoa. Quando encontramos algum humano assim para nós, quando não caímos na tentação e o... matamos, ele se torna a nossa vida. O seu amigo, não só o sangue dele, é apelativo para Rosalie. Tudo, absolutamente tudo, nele a agrada. Mas naquele momento o que mais lhe chamou a atenção foi o sangue. E como ela não estava preparada para sentir aquilo, atribuiu como sede. – Nesse momento ele falou exatamente como Edward falaria. Explicativo.

- Ela ia... ela ia mata-lo, não ia? – eu perguntei, já sabendo a resposta.

- Sim. Mas Edward o capturou a tempo e o levou para um lugar seguro. Mas depois Rosalie só pensava nisso. Queria vê-lo a qualquer custo, alegando que o choque inicial já havia passado e ela já se recuperara. E foi o que aconteceu. Ela foi até o humano e...

Ofeguei. O quê? O que ela fez?

- E agora está completa e irrevogavelmente apaixonada por ele.

Ai. Meu. Deus.

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Hello, queridos e queridas!

Viram como eu não demorei? Viram? Viram? Huhahahah, não liguem, estou particularmente animada hoje. Mas isto é outro assunto, vamos aos costumeiros comentários sobre o caótulo;

Siiiiiiiiiiiiim, Rose está apaixonada! Está tudo explicado o que aconteceu, finalmente! É basicamente isso. O mistério maior era este. Ou mais ou menos. E quero saber o que acharam. Porque isso definitivamente muda o rumo das coisas, é claro. *assovia*

Vou responder uns comentários aqui, já que não respondi pelo site. =)

Kyhetha: Baby, eu até me cadastrei lá no Nyah, mas confeço que não conheço bem e, consequentemente, mal sei como postar algo. Huhaha. Olha, se tu quiseres postar a Red's lá, eu te dou permissão com prazer. Podemos combinar se você quiser. E obrigada por mais um comentário. Você está sempre ali na pagina de rewies e eu amo issso! Beijos!

Raquel B.: Sentiu mesmo falta? Own, adoro isso! Huhahah. E bem, quanto a tua pergunta, se eu responder vai acabar a graça! Portanto, vou deixar o mistério no ar. Só te digo que a Jaz é super diferente da Bella. Ela pode querer um, ou pode querer mais de um... quem sabe? Huhaha beijos!

Chantal: Adoro leitoras novas! *-* Obrigada por ler, minha flor. Pode deixar que continuarei. :) Beijos!

Deb.M: Adoro os teus comentários. Hahahah eu confesso que também adorei escrever esses trechos que você 'grifou'. E sim, a Jaz é TÃO sortuda! E a sorte dela vai ficar ainda mais eminente! Acho que foi por isso que escrevi essa fanfic. Já que eu não posso ficar com nenhum dos dois, faço com que a Red possa ficar! Huhahahah Tá, e agora nem vem encher meu saco porque eu já postei. T.T Huhah te adoro! Espero que tenha gostado!

Karla Priscylla: Minha leitora VIP! Huhauhaha baby, e eu fico animada com os teus comentários! *o*

Huhauahauh nem me fale na historia do DVD. Foi um clique insano da minha mente. Mas sempre faço questão de mostrar que a Jaz é muito oposta à Bella. Então faz bem esses pequenos ataques e chiliques dela! E sim, fim de ano é fogo. Feeelizmente eu já estou muito mais tranqüila. Só creio que esse meu descanso não dure muito, já que eu vou me mudar de cidade e isso implica em muuitas coisas [até uns dias sem net!].

Ah, sim, sobre a tua teoria.. você também quase acertou. Na realidade eu faço questão de não traçar detalhadamente todo o fim da fanfic. Porquê aí os leitores vão ficar naquela duvida até o ultimo momento: "Quem vai ficar com quem?". Hahah

Sobre as outras fanfics para te indicar... Nossa, no momento eu não ando lendo tantas fanfics, confesso! Mas ler coisas diferentes e é sempre bom. Fiquei curiosa quando a da Bella/Carlisle. o_o qual o nome? Huhahaha

Meu msn é: dlindamattos

:) E acho que consegui desbloquear sim. De todo modo, quando me adicionares você me fala. Aloha. =*

--x•x---

Bem, vou me despedindo, amores. Espero que tenham curtido o capitulo. Depois vem mais.

Love,

Dahi.