Capítulo 10 – O amor vale a pena

Depois que todos saíram, Saori se sentiu muito só. Decidiu ir ao seu planetário para ver as estrelas, como fazia durante sua infância solitária. Aquele sempre foi um lugar especial para ela e foi lá onde Seiya a havia beijado pela primeira vez. Ao se aproximar, ela percebeu que a porta estava um pouco aberta e havia uma rosa vermelha no chão. Ela apanhou a flor do chão e sentiu o seu perfume. Se coração batia mais forte a medida que ela empurrava a porta para que pudesse entrar no lugar. Debaixo das estrelas, que brilhavam como nunca, estava Seiya no centro do planetário repleto de rosas. Os olhos de Saori se encheram de lágrimas. Durante alguns segundos os dois se olharam calados, até que ela se virou como se fosse deixar o local.

- Saori, espera! – ele pediu

Ela parou na porta de costas para ele. Algumas lágrimas caíram sobre o seu rosto.

- Saori, por favor... – ele se aproximou dela

Ela enxugou as lágrimas e virou-se para encará-lo.

- O que é que você quer aqui?

- Quero que você acredite em mim! Saori, eu te amo, eu não sei viver sem você...

- Eu queria poder acreditar em você, Seiya, queria muito...

- Acredite, por favor. Só existe você pra mim, Saori. Eu não tenho a intenção de ficar com você como se fosse uma mulher qualquer, eu quero ficar do seu lado pra sempre...

- Eu não posso esquecer o que eu vi, Seiya!

Saori não conteve as lágrimas. Cada palavra que ela acabara de dizer doía em seu coração. No fundo, ela também deseja ficar com ele pra sempre...

- Então talvez seja melhor assim... – Seiya também chorava – Se você não confia em mim depois de tudo o que passamos, então não vale a pena.

Saori balançou com as palavras de Seiya. Quantas vezes já não tinha confiado a ele sua vida sem temer? Tinham mesmo sofrido tanto pra deixar que alguém os separasse tão facilmente? Seiya passava por ela para sair dali, quando ela tocou o seu braço, fazendo-o parar.

- Espere Seiya, não vai embora, por favor...

Mesmo magoado com a desconfiança de Saori, ele parou. Saori era mais importante para ele.

- Eu acredito em você, Seiya...

- Saori...

- Eu te amo, Seiya...

Ele sorriu para ela e ela também sorriu. Ele, carinhosamente, a puxou para junto dele, pela cintura.

- Eu te amo, Saori, não existe outra pessoa pra mim... Eu só não quis...

Ela tocou os lábios dele com os dedos para que ele parasse de falar.

- Não vamos mais falar sobre isso... Ninguém vai conseguir nos separar de novo...

Ela aproximou o seu rosto do dele e os dois se entregaram a um beijo apaixonado...

Longe dali, no parque de diversões, Hyoga, Fleur, Hilda, Shun, June e Shiryu se divertiam muito. As grandes responsabilidades que tiveram tão cedo na vida quase os havia feito esquecer como era se divertir sem preocupações, como jovens comuns. Mas, naquela noite, quem os olhasse, veria apenas um grupo de amigos felizes. Eles riam, comiam algodão-doce, aproveitavam bem o passeio. Hyoga ganhou para Fleur um ursinho no tiro ao alvo, enquanto June tentava convencer Shun a ir com ela na montanha-russa.

- Vamos, Shun, não acredito que você está com medo! – disse June sorrindo

- Eu não estou com medo! Só acho que pode não ser seguro o suficiente. – disse Shun, tentando parecer sério

- Ah, Shun! Vai ser divertido, prometo! – insistia June

- Hummmm... Ta, eu vou só checar as travas de segurança e fazer umas perguntinhas pro técnico do parque...

- Shun!

Shun sorriu:

- Calma, to só brincando! Sobre as perguntinhas...

June o abraçou sorrindo e virou-se para os outros:

- Vocês vêm com a gente?

Fleur olhou para Hyoga e ambos sorriram.

- Nós vamos na roda gigante, ver a cidade lá do alto. – disse Fleur

- E você, Hilda?

- Estou um pouco cansada, acho que vou na roda gigante também.

- Ah! Então o Shiryu vai ter que te acompanhar! – disse Fleur animada – Se você for sozinha, vão te chamar de solteira!

Todos riram de Fleur.

- Posso acompanha-la, Hilda? – perguntou Shiryu

- Claro que sim. – a garota sorriu

Do alto da alta roda-gigante era possível ver a cidade toda iluminada e a música que vinha do parque diminuía. Hyoga e Fleur estavam um pouco distantes de Shiryu e Hilda e, com certeza, não estavam observando a cidade. Já Hilda olhava maravilhada para as luzes.

- Bem diferente de Asgard, não é? – Shiryu puxou conversa timidamente

- É sim... - ela respondeu sorrindo e voltando a observar a cidade.

Shiryu se surpreendeu observando-a com um sorriso nos lábios. O pouco tempo que passara com seus amigos em Asgard e o objetivo de sua missão lá tinham feito com que ele deixasse de perceber o quanto Hilda, na verdade, era bonita e meiga.

- Eu também não sou daqui, do Japão. Sou da China.

- Mas você pretende morar aqui, não?

- Sim. Não me imagino longe dos meus amigos.

Ela virou para ele e sorriu mais uma vez. Shiryu sentiu algo diferente naquele sorriso. Os dois se olhavam sorrindo... O que ela aquilo que começava a crescer nos corações deles?

- Foi um belo passeio, não foi? – perguntou Hyoga rindo

A roda-gigante parara e era vez de Shiryu e Hilda descerem.

Na manhã seguinte, Hyoga, Shiryu, Shun e Ikki já estavam tomando café quando Seiya apareceu com cara de sono.

- Bom dia, pessoal! – disse Seiya muito bem humorado, apesar de sonolento.

- Hummm... Que sorriso! To vendo que alguém se deu bem ontem à noite... – Hyoga disse enquanto sorria maliciosamente

- Isso não é da sua conta! – disse Seiya enquanto sorria desconcertado e arrumava uma bandeja de café-da-manh

- E isso aí, pra quem será?... – perguntou Ikki rindo do amigo

- Ah, corta essa, gente! Vocês não são mais crianças não! – disse Seiya sorrindo – Vocês estão sabendo que a final do Campeonato Japonês é hoje?

- Só estávamos esperando você tocar no assunto! – disse Shiryu

- Quem é que vai levar as bebidas dessa vez? – perguntou Hyoga

- Que tal você, Ikki? – sugeriu Seiya

- Não vai dar, tenho outro compromisso.

- Outro compromisso??? No dia da final??? – Seiya pareceu não acreditar no amigo

- É. Você esqueceu que o meu time já foi eliminado?

- Ah, é mesmo. – Seiya voltou-se para os outros – Pois quem vai levar então?

- Pode deixar comigo. – disse Shiryu rindo

- Ta certo. Nos vemos na hora do jogo lá na minha casa, então?

- Pode contar comigo. – disse Hyoga

- Dessa vez eu vou também. – disse Shun

- Pois eu já vou indo... – Seiya pegou a bandeja e saiu

Seiya carregou cuidadosamente a bandeja até o quarto de Saori. Ela ainda dormia tranqüilamente. Ele abriu as cortinas das janelas um pouco e a acordou chamando-a carinhosamente. Ela abriu os olhos e sorriu para ele.

- Bom dia, minha linda...

- Bom dia, amor...

- Eu trouxe o nosso café.

Saori olhou para a bandeja e sorriu.

- Não se preocupe, não fui eu que fiz! – disse ele sorrindo

- Você é muito mais do que eu mereço, sabia?

- Engraçado... Eu já ia dizendo a mesma coisa! – ele sorriu e beijou a mão da garota

- Eu convidei os outros para assistirem o jogo na minha casa hoje... Tudo bem por você?

- Claro que sim, Seiya... Eu fico muito feliz de ver o quanto vocês são amigos.

Ele sorriu e ela continuou:

- Queria só que você dissesse que depois eu preciso falar com vocês todos.

- Falar com a gente? Sobre o quê, amor?

- Eu não queria falar sobre isso agora, é só uma idéia que eu tive, vocês podem dizer não se quiserem, claro...

- Pode falar, Saori.

- Eu sei que vocês se sentem um pouco incomodados por eu estar pagando as suas despesas, então pensei que talvez vocês quisessem trabalhar na Fundação comigo... O que você acha?

- É uma ótima idéia, Saori! Tenho certeza de que os outros também vão gostar. – disse ele sorrindo

- Depois conversamos sobre isso, vamos só aproveitar o nosso café juntos...

Ele sorriu e a abraçou carinhosamente.

Obs: Pessoal, mais uma vez, muito obrigada! Estou muito feliz de publicar a minha fic aqui! Vou viajar de férias por algumas semanas, por isso vai ser muito difícil publicar os próximos capítulos, mas vou tentar ao máximo fazer isso. Bjinhus, Mary