Nossos Sentimentos…
Nota: iCarly é obra original de Dan Schneider... ainda!
A vida é uma caixinha de surpresas… Às vezes ela nos proporciona momentos maravilhosos, como estar junto das pessoas que amamos. Porém, ela também ferra com a gente quando menos esperamos. Minha vida é assim! A vida dos outros também. Mas eu passei por momentos muito difíceis… principalmente quando era criança. Hoje, já com meus 16 anos, vejo que a minha vida só tende a melhorar, já que não dá pra piorá-la, né?
Capítulo 10: Memórias (Parte 2 –Um bom momento, um gesto e um coração aquecido)
(Ponto de vista da Sam)
- "Vem Fredderico! Quero ver se consegue me alcançar!", eu disse, subindo as escadas do Bushwell, correndo. Hehehhe… eu peguei uma foto do Freddie neném que ele tá muito fofinho.
- "Se ficar falando muito ao invés de correr, eu alcanço você numa boa!", ele berrou. Não estava muito longe de mim. Já tínhamos subido cinco andares de escada. Resolvi dar uma parada e esperar por ele. Tadinho, deixei todas coisas com ele, ehehe.
Não demorou nem dois minutos e o Freddie apareceu cansado. Tava com três sacolas enormes, que tinham todas as coisas que compramos para fazer o centésimo iCarly. Ele chegou ofegante até mim…
- "Você… vai perder… na próxima!", disse ele, se sentando na escada. O coitado tava recobrando a respiração. Dei um sorriso.
- "Tá legal! Se exercita mais que você ganha de mim um dia…", comentei, enquanto lhe dava um selinho. Ele retribuiu da mesma forma.
- "Aposto que o centésimo iCarly vai bombar!", disse ele, fuçando na sacola. Dentre as inúmeras coisas que compramos, tinha serpentina, confetes, cornetas, espuma enlatada… Dava pra fazer uma folia só com tudo isso.
- "Temos que superar a audiência daquele imbecil do Nevel! Você acredita que ele mandou outro e-mail pra Carly, ofendendo ela?", comentei.
- "Ele é doente! O sonho dele é nos derrubar por termos superado ele!", disse meu namorado.
- "Ainda vou cobrir aquele bocó de pancada!", eu disse, estralando os dedos. Freddie sorriu.
- "Não gasta muito a sua mão com aquele cretino!", disse ele, pegando em minhas mãos. Eu corei. "Sua mãos são muito lindas (e um pouquinho pesadas) para tocar aquele retardado!".
- "Minhas mãos podem fazer outra coisa com você…", eu disse, sorrindo maliciosamente. Hehehe, o Freddie ficou vermelho.
- "O-o que seria?", ele perguntou. Levei minhas mãos até seu rosto…
- "Que tal… acariciar seu rosto… e…". Lhe dei um beijo. Um beijo bem demorado.
Senti suas mãos se entrelaçando com as minhas. Era uma, das muitas sensações maravilhosas que eu podia sentir estando com o Freddie. Sua mão é bem quentinha e macia, diferente da mão de um menino comum. Depois de beijá-lo, ele olhou nos meus olhos. "Quer continuar a nossa corridinha até o oitavo andar?", ele perguntou. Ele estava disposto a ganhar de mim… Então… "Se ficar aí parado, você não vai ganhar nada!", eu disse, saindo correndo na frente dele. Ele deu aquele belo sorriso e saiu correndo atrás de mim.
----------------------------------------------------------------------------(Apartamento da Carly)--------------------------------------------------------------------------------
(Ponto de vista do Freddie)
Cara, acho que a Sam tem razão… Eu preciso me exercitar mais! Tá certo que faço um pouco de exercícios para ficar em forma, mas correr nunca foi meu forte. Quando chegamos no oitavo andar, parecia que eu tinha corrido uma maratona, enquanto a Sam parecia ter dado apenas uns passos. É, preciso me cuidar. Não quero que a minha namorada pense que sou um molenga.
"Ah, vocês chegaram com as coisas! Entrem!", disse uma voz muito conhecida por mim e pela Sam… Era a Carly. Acho que ela ouviu o barulho de gente correndo pelas escadas. Cumprimentamos ela e entramos no apartamento. Carly estava vestida da mesma maneira que a vimos ante de sair. Ela estava um pouco chateada, mas se mostrava feliz ao mesmo tempo… Sam não hesitou: deixou uma das sacolas no sofá e atacou a geladeira.
- "Ué Carly… seu namorado não ia vir pra cá?", perguntei.
- "Ia… Mas ele precisou fazer uma viagem com sua família!", disse minha amiga. Mas ela não demonstrava nem um pouco de chateação.
- "Foi mal…", disse, me desculpando. Carly sorriu.
- "Relaxa! Além do mais… talvez ele me busque até sexta feira para ir passar o fim de semana com ele!", disse ela.
- "Ui, programa a dois? Vai ser a sós é?", perguntou Sam, brincando com a amiga, enquanto cortava um pedaço de melancia.
- "Claaaaaaaaro!!!" disse ela. "Vai me dizer que vocês dois nunca fizeram um programa assim?", perguntou minha amiga.
- "A gente não completou nem um mês de namoro… Mas até que seria uma boa idéia, o que acha Freddie?", perguntou minha namorada. Pensei um pouco…
- "Se você não se importar, eu topo!". Sam sorriu.
- "E pra onde iremos? França? Alemanha? Brasil? Ouvi dizer que lá eles tem uma variedade de comidas exóticas e…", disse Sam. Mas Carly interrompeu, dando risada…
- "Esses lugares não são um pouco longe… tipo… Em outro continente?".
- "Ah é…", lamentou a loira.
- "Bom, qualquer lugar que dê para eu e a Sam ir já está ótimo! Até se for numa lanchonete!", disse, abraçando a Sam.
- "Own, que bonitinho!", disse Carly. "Mas pretendem fazer algo nesse fim de semana? A dois?", perguntou. Eu e Sam nos encaramos.
- "Bem… acho que vou preferir ficar por aqui mesmo. O que acha, Freddie?", perguntou Sam, toda sem graça.
- "Também vou ficar!", respondi.
Bom, na verdade queria levar a Sam para um passeio, mas nem eu e nem ela estamos em condições financeiras para fazer uma viagem. A Carly tem a vantagem do Griffin ter um carro. Falando nisso, logo tirarei a minha habilitação. Comecei as aulas há 4 meses e já to ficando bom em dirigir.
-----------------------------------------------------------------------------------(No estúdio)---------------------------------------------------------------------------------------
Deixamos o bate papo pra lá e resolvemos levar as coisas para o estúdio. Lá, eu, Sam e Carly começamos a ver quem estava ganhando na enquete que fiz, escolhendo o lugar onde seria rodado o iCarly de nº100. Dentre as opções, a que estava ganhando era a do Space Needle. Uau, um programa no meio da multidão? As expectativas não poderiam ser outras, senão as melhores! Carly e Sam ficaram super felizes. Para elas, seria uma ótima oportunidade de virarem super-estrelas! Bem, pra mim tanto faz… sou apenas o produtor técnico…
Depois de muita conversa, eu, Carly e Sam decidimos ficar de papo pro ar. Tinha começado a chover lá fora e sugeri vermos um filme. Elas concordaram e foram preparar as coisas. Depois de tudo pronto, eu botei um DVD no meu laptop e deixei ele rodando um filme de terror. Já estávamos preparados! Pipoca e refrigerante eram obrigatoriedade! Carly se sentou num puff verde, Sam num puff rosa e eu num puff azul... Sam e eu ficamos coladinhos vendo aquele filme de terror, que não era tão assustador… Bem, pra mim não, mas para a Carly e para a Sam… parecia um pesadelo…
"Não entra aí!!!", dizia Carly, amedrontada, vendo a cena em que a garota entra num comodo de uma casa abandonada. Carly já estava mordendo as suas mãos de medo, enquanto Sam já estava me deixando com hematomas no braço, de tanto me apertar. De repente, um barulho de trovão caindo… e a Sam deu um grito e me agarrou! Claro que aquilo nos assustou! Até eu gritei! "Melhor parar o vídeo…", eu disse, ofegante. Fez se um silêncio momentâneo… Logo, ouvimos o barulho do telefone tocando…
- "Carlyyyy, telefone pra você!!!" berrou Spencer!
- "Ufa, salva pelo telefone!!" disse Carly suspirando. "Quem é, Spencer?", perguntou ela.
- "É o Griffado!", disse Spencer... Nossa, essa foi a pior hein!
- "Seu irmão adora ele, pelo jeito!", disse Sam, rindo.
- "Ô!", disse Carly, que resolveu sair e ir atender o telefone. "É Griffin, Spencer… Ou vai querer que eu chame a Sasha de Sachê?", disse Carly, irritada.
- "Isso porque são irmãos…", comentei. Sam sorriu e voltou a me agarrar.
- "Deixa ela pra lá… e deixa esse filme bobo de lado também e vamos curtir!". Sam me deu um beijo. Mas fiquei surpreso com o grito de medo da Sam… Sam com medo? Coisa rara de se ver…
- "Sam… você não gritou de medo naquela hora, né?", perguntei. Minha namorada me encarou, arqueando a sobrancelha.
- "Freddie… eu não tenho medo de nada!". Disse ela. Mas o barulho de um raio caindo lhe deu um susto, e ela grudou em mim. Sorri maliciosamente pra ela.
- "Exceto raios, né?". Ela pegou eu pela gola da camisa.
- "Se contar isso para alguém, eu te esgano!", disse ela, bem brava.
- "Tranquilo… É que…", eu disse.
- "Fala…"
- "Nunca te vi assim... com medo…" eu falei. Ela suspirou.
- "Bem… não é que eu tenha medo. Mas esses raios me trazem uma lembrança ruim sabe…", comentou Sam, sentando-se no puff.
- "Eu não sabia… me desculpe!". Ela acariciou meu rosto.
- "Bobo… Não se preocupe… Tá tudo bem!", disse ela, sorrindo. "Aliás, mês que vêm é natal, né?", ela comentou. É verdade!
- "Uhum… E vai passar o natal aonde?", perguntei.
- "Bem… minha mãe vai para a casa dos meus tios… Mas não to afim de ir! Sabe como é lá… parece que aquele povo me detesta!", disse Sam, chateada. Não era pra menos também. Da família dela, só a parte de pai parecia se importar com Sam. A parte de mãe não ligava muito.
- "Hmmm… entendo…", eu disse. "Se quiser, podemos passar juntos! O que acha?", perguntei. Sam eu uma risadinha e sorriu.
- "Não terá problemas se me levar pra passar o natal contigo, na sua casa?", ela perguntou, temendo que minha mãe arrumasse confusão.
- "Nenhum! Se minha mãe chiar, a gente janta fora!", eu disse. Sam me abraço.
- "Não sei o que faria sem você…" disse minha namorada, olhando em meus olhos. Boas sensações…
- "Você iria para aquele parque? Aquele em que eu encontrei você uma vez, na véspera de natal, sabe?". Sam sorriu…
- "Sei sim… Apesar de que, veio-me aqui outra lembrança…". A expressão no rosto de Sam mostrava um pouco de tristeza…
------------------------------------------------------------------------------------(FLASHBACK)-------------------------------------------------------------------------------------
(Narrativa)
24 de Dezembro de 2004 – Parque Central de Seattle, 17:45h
A tarde começava a dar sinais de que iria se dissipar, dando início a mais uma noite gelada em Seattle. Os ponteiros já indicavam -5ºC. Havia muita neve no parque, mas isso não impedia nenhum vistante de freqüentá-lo. Um pequeno lago no centro estava congelado, e algumas pessoas usavam ele como uma pista de patinação. Outras pessoas apenas curtiam a vida. Muitas crianças freqüentavam o parque também, brincando com bolas de neve, fazendo bonecos… Todas, exceto uma...
Era uma garotinha loira, magrinha, aparentando ter 10 anos de idade. Vestia um grande e velho casaco cinza que ia até os joelhos, botas surradas, meias longas com detalhes em vermelho e preto, um gorro das mesmas cores que a meia e uma saia jeans não muito comprida. Estava sentada, sozinha… Parecia irritada, mas ao mesmo tempo, triste. "Droga de vida!", dizia ela, enxugando de seus belos olhos azuis, pequenas lágrimas que escorriam pelo seu rosto. Mesmo coberta de roupa, sentia um pouco de frio. Estava encolhida.
Uma senhora passou diante dela e lhe perguntou o que havia acontecido para que ela ficasse tão triste em uma véspera de natal. "Vê se não enche!", disse a pequena garota, olhando furiosamente para a senhora, que saiu esbravejando e falando que a menina era sem educação. A garotinha loira não queria companhia naquela hora. Queria apenas ficar sozinha.
E chorou. Chorou muito. Ela via muitas pessoas felizes no parque. Observava famílias, unidas. "Por que teve de ser assim? Drogaaaaaaaaaaa! Eu quero meu paaaaaaaaiiiiiii! Quero a minha irmããããããã!", berrou a garota. Se debulhou em lágrimas novamente. Mas a garota ouviu uma voz familiar… "Sam? É você?".
Quando se virou para trás, a garotinha loira viu a figura de um menino da mesma idade e altura dela. Tinha cabelos e olhos castanhos, estava com um casacão preto, calça jeans, tênis avermelhado, luvas e cachecol da mesma cor do tênis. Tudo muito bonito. "Vai embora Freddie… eu não to bem!", disse a garotinha. Mas o garoto ignorou o pedido dela e se sentou ao seu lado.
- "O que aconteceu Sam?", perguntou o garoto à sua amiguinha.
- "Nada que lhe interesse, Freddie!", disse ela, irritada. O pequeno menino não se intimidou.
- "Fala vai… Quero saber por que você tava chorando?", perguntou Freddie.
- "EU NÃO TAVA CHORANDO!!!", berrou Sam. O menino deu um pulo.
- "Tá bom, tá bom!", disse ele, tentando acalmá-la. "Mas… por que está aqui sozinha… e tão triste?". Sam fechou o punho. Olhou com raiva para o garoto, mas este a fez desistir de socá-lo. Sua cara era de muita preocupação com sua amiguinha.
- "Vamos andar? Ai eu te falo o que tá rolando!", disse a pequenina, se levantando.
- "Tudo bem…", disse ele.
Assim, Sam, a garotinha loira que estava sentada sozinha, se juntou ao seu amiguinho, Freddie e juntos saíram para andar pelo parque. Freddie carregava consigo duas sacolas. Uma dela tinha um monte de comidinhas, dentre elas, bolo-gordo, o favorito da Sam. Logo, um som de estômago roncando foi notado: "Pega um, Sam!", disse o menino, oferecendo o bolo-gordo a ela. Sam não hesitou e pegou. Estava faminta.
- "Obrigado Freddie!", disse Sam, enquanto mastigava o seu bolo. Freddie sorriu.
- "Se quiser mais, é só pedir!", disse o menino.
- "Queria que as pessoas fossem mais gentís, que nem você!", disse Sam.
- "Poxa… obrigado. Mas… Por que diz isso?", perguntou Freddie. Sam parou de caminhar. Eles se encararam e Sam tirou sua touca e ergueu sua franja. Freddie se espantou ao ver que na testa dela, haviam hematomas e um corte.
- "Minha mãe… bêbada! Culpou a mim pelas brigas com meu pai…", disse a garotinha, deixando escapar uma lágrima. Freddie se indignou.
- "Me desculpa falar isso… mas que tipo de monstro é tua mãe?", ele perguntou, irritado.
- "É um monstro sem coração! Que não dá valor à própria filha! Não dá valor a nada que não seja bebida!", respondeu Sam, mais irritada que o menino.
- "E por isso, fugiu para cá em plena véspera de natal? Eu não teria feito nada diferente se me acontecesse algo assim…", disse Freddie. Mas Sam se irritou mais ainda e segurou suas lágrimas. "Mas ela não deveria ter te agredido! O seu pai não fez nada a respeito?"
- "Ele se separou da minha mãe!! Foi embora!! E aquela desgraçada não me deixou ir com ele!!", berrou a menina. Freddie fez uma cara de espanto, que logo, somou-se a tristeza de Sam.
- "Nossa… eu não… eu não sabia disso. Sinto muito Sam.", disse ele.
A garotinha preferiu ficar calada. Os dois amigos voltaram a caminhar e se sentaram em frente ao lago congelado. Ficaram observando as pessoas que patinavam no local. Sam fez cara de reprovação. Estava ainda muito chateada e triste. Freddie tentou animá-la algumas vezes, contando piadas e situações engraçadas pelas quais a sua mãe o fez passar, mas nada. A garota não esboçava um sorriso. Sam olhou uma família que era composta pelo marido, a esposa e dois filhos e se irritou…
- "Humpf! Pais… quem precisa deles?", resmungou Sam. "Quero crescer logo e viver sozinha!". Freddie deu uma risadinha.
- "Por mais que eles sejam exagerados, os pais são um dos maiores bens que a gente tem!", disse o garoto. Sam ficou brava.
- "É que você não sabe como é ter uma mãe pirada!", disse ela.
- "Ah, você quem pensa! Sua mãe te deixa sair, pelo menos. E a minha que me restringe? Ela acha que serei atacado até por ninjas!", comentou Freddie. Mas nem o comentário sobre a atitude ridícula da mãe dele fez Sam sorrir.
- "Mas sua mãe não é uma bêbada e não te agride por prazer…", retrucou a garotinha. O menino suspirou.
- "Bem… pelo menos tem a seu pai!", ele disse. Sam se segurou para não chorar.
- "Mas ele não vai morar mais comigo! Não poderei vê-lo mais! Quero ele de volta!".
- "Você vai ter ele de volta! Ele não iria deixar a filha nas mãos de uma pessoa ruim que nem a sua mãe!", disse Freddie. Mas Sam não estava convencida.
- "Eu já não sei… do jeito que as coisas são…", disse a menina loira.
- "Se ele souber dessas coisas que tua mãe fez, com certeza ele te busca!", falou Freddie, sorrindo.
- "É difícil! Ele não vai apareceu nunca mais em casa! Ele disse que se voltar pra lá e minha mãe o atacar, ele irá fazer uma besteira enorme! Por isso ele preferiu sair!", disse Sam. Freddie se aproximou um pouco de Sam.
- "E… faz tempo que eles se separaram?" perguntou o menino, olhando nos olhos azuis de sua amiguinha.
- "Foi na semana passada… Hoje meu pai só apareceu para se despedir de mim! Em plena véspera de natal!", disse Sam, num tom entristecido.
- "É realmente uma pena Sam, eu sinto muito!", disse ele. "Mas ainda assim, foi muito legal da parte de seu pai…Lembrar-se de você até nesse momento… ", disse o garoto sorrindo.
- "Fácil pra você, falar assim… Seu pai tá lá ainda com você, né…", retrucou Sam.
Mas a garotinha não se deu conta que naquele momento, seu amiguinho Freddie deu uma entristecida. O garoto baixou a cabeça e ficou calado. Sam havia percebido que tinha falado mais do que deveria e tentou reverter a situação… Mas o garotinho resolveu contar a sua situação para ela.
- "Sabe Sam… mesmo que eu não saiba quem seja o seu pai, eu sinto um pouco a sua dor por perdê-lo!". Sam ficou curiosa.
- "Seu pai se separou da sua mãe também?", ela perguntou. Freddie olhou para sua amiguinha.
- "Meu pai… ele morreu… Há dois anos eu não sei o que é ter um pai por perto". Sam não sabia onde esconder a sua cara de vergonha. Ela ficou totalmente sem ação.
- "E-eu… sinto muito…". Freddie sorriu.
-"Tudo bem… você não sabia.", ele respondeu.
- "E não se sente triste por estar sem ele?", a garotinha perguntou.
- "Sim... Mas sempre carrego comigo a lembranças dos momento bons que passamos! Meu pai era demais!", disse Freddie. Sam ficou calada por um momento... mas falou...
- "Você é forte...", disse Sam. O menino sorriu.
- "Lembrar-me sempre da pessoa que ele foi, da mamãe e dos bons amigos que tenho, me dá forças para ser feliz! ", disse o menino, sorrindo. Sam tentou esboçar um sorriso.
- "E eu? Sou uma boa amiga?", perguntou a menininha loira, olhando timidamente para o garotinho de olhos castanhos.
- "Tá brincando né?", disse ele, rindo. "Você é demais! Você e a Carly fizeram um bem enorme, entrando em minha vida!", completou, pegando nas mãos da garota.
- "Valeu... você também é demais!", disse ela, corando.
Quando o garoto pegou nas mãos de sua amiga, ele percebeu que elas estavam geladas. Freddie fuçou em sua outra sacola e tirou de dentro dela um par de luvas vermelhas e um cachecol da mesa cor. "Pega! Você vai precisar!", disse o menino, dando as luvas para Sam.
- "M-mas, são suas! Sua mãe não vai ficar zangada? Eu ainda to com aquele seu casaco sabe…", disse Sam. Mas Freddie a ignorou. Pegou nas mãos da garota e gentilmente, colocou-lhe as luvas.
- "Suas mãos são bonitas. Mas vão ficar melhores ainda aquecidas!", disse Freddie, sorrindo. Aquele gesto fez com que Sam se esquecesse da tristeza que estava sentindo. O garoto se levantou e pegou o cachecol. Se posicionou em frente à Sam e colocou nela. "Uau! Você ficou linda!", disse ele, admirando sua amiguinha, que estava surpresa com a atitude de Freddie.
- "Feliz Natal adiantado, Sam!", disse Freddie.
- "P-pra você também, Freddie!", disse Sam, encabulada.
- "Nem se preocupa… se bem conheço minha mãe, ela vai falar que esqueceu de comprar e vai voltar na loja para comprar mais um par de luvas e um cachecol!", comentou o menino, rindo. Sam finalmente sorriu.
- "Poxa… nem sei como agradecer!", disse ela, sorrindo.
- "Agradeça-me apenas fazendo parte da minha vida!", disse o garotinho, sorrindo. Sam estava adorando o presente. Ela passou o cachecol em seu rosto para sentir o calor dele.
De repente o garoto escutou uma voz bastante familiar para ele. "Freddieeeee… vamos indo, meu príncipe!". Era a sua mãe. O garoto olhou para trás e viu a figura de uma mulher de cabelos castanhos e olhos claros acenando para ele. A menina riu. "Êêêêê mãe… causou de novo!". O garoto ia andando até sua mãe, quando Sam o chamou.
- "Freddie…", ela pegou em seu braço.
- "Diga, Sam?". A menina estava vermelha.
- "Quando a gente tiver idade… vamos namorar?". O garoto corou. Mas deu um belo sorriso.
- "Claro!". Ele deu um beijinho no rosto da garota e foi embora.
O garoto olhou para trás e ao longo que se distanciava de sua amiga, ele disse "Sempre que precisar, conte comigo! Estarei com você sempre!". A garota sorriu e acenou para ele. "É o que eu mais quero…", disse ela, baixinho, só para que ela mesma pudesse ouvir. O natal de Sam Puckett começaria a ganhar novas cores, graças a um gesto bondoso de um menino chamado Freddie Benson. Sentira pela primeira vez um calor bem forte vindo de dentro. Era um calor muito agradável, igual ao das luvas e cachecol que ele havia lhe dado… era o calor do coração…
-------------------------------------------------------------------------(FIM DO FLASHBACK)------------------------------------------------------------------------------------
(Ponto de vista da Sam)
- "Se não fosse você naquele dia… Eu teria passado um natal ainda pior!", disse, abraçando meu namorado. Ele sorriu para mim.
- "Pois é… Você tem uma memória e tanto! Se lembra com detalhes daquele dia!".
- "A mamãe aqui sabe de tudo…", disse, me gabando.
- "Desculpa aí, Princesinha 'sabe tudo'!" disse meu namorado, rindo e fez cosquinha em mim. Ah, atrevido!
Caímos na risada. Com certeza, lembrar daquele momento foi algo muito bom! É sempre gostoso lembrar dos momentos bons de nossas vidas. Minha infância não foi aquele mar de rosas depois que meus pais se separaram. Aguentar uma mãe alcoólatra que me batia apenas por prazer foi um dos meus maiores desafios. Mas graças aos céus que eu sempre tive bons amigos, como a Carly e o Spencer… e além de um grande amigo, tenho um namorado maravilhoso, que é o Freddie.
Depois de termos ficado um tempo lembrando do passado, ouvimos passos na escada. Era a Carly que estava voltando. "Gente, eu e o Spencer vamos fazer panqueca doce! Vem pra cá pra nos ajudar!", disse minha amiga. Hmmm… panqueca doce é uma delícia! Se tiver sorvete então, vou sair com a barriguinha bem cheia! Freddie ficou sentado… pensativo…
- "Hey, Freddinho… Não vai comer?", perguntei pra ele. Ele tava distraído e tomou um susto.
- "Ahn? Ah… oi amor!", disse ele. Gosto quando ele fala assim comigo.
- "O que foi? Tá tão distraído…", perguntei a ele. Ele tava olhando uma foto em sua carteira. "E essa foto?". Ele sorriu.
- "Bem… essa foto aqui é do meu pai! É uma das últimas fotos que tirei com ele…",, disse meu namorado. Na foto, estava o Freddie bem pequeno e um homem alto, cabelos e olhos castanhos curtos, que nem os do Freddie. Era bem forte. Do lado tinha uma mulher de longos cabelos pretos e olhos azuis que segurava o homem pelo braço. Era linda!
- "Caramba Freddie… você é um clone dele! Com todo respeito, mas teu pai era um gato!", eu disse. De fato, ele era mesmo lindo!
- "Hehehehe… que coisa, não?", disse ele, sem jeito. "Você acreditaria que essa mulher do lado dele é a minha mãe?". Fiquei pasma.
- "SUA MÃE???"
- "É… Pode isso?" disse, rindo."Ela tava bem nessa foto!", disse Freddie. Impressionante… aquela tia doida e esquisita era uma mulher linda há oito anos.
- "Vem… vamos lá embaixo comer panqueca doce!", disse, pegando em sua mão. Ele sorriu.
- "Bem…", ele disse, sério.
- "Algo errado?", perguntei.
- "Se ficar aí parada, você não vai comer nada!", disse ele, já na porta, saindo correndo.
- "Heeeeeyyyy… me espera, seu…", olha que safadinho!!!
Freddie saiu correndo na minha frente e fui, brava, atrás dele. Olha que danado, tá aprendendo com a mamãe aqui suas artimanhas! Quando chegamos no andar de baixo, Carly e Spencer estavam todos sujos de farinha, pois estavam se divertindo fazendo a massa para a panqueca. Quando nos olhamos, rimos muito. Realmente, momentos como esses eu jamais poderei esquecer!
Galera, IThink They Kissed é o episódio! Freddie mais forte! Sam mais gata! Carly com ciúmes? (Há, duvido! Ela só é amiga do Freddie e nada mais!). Essa terceira temporada promete!
