CAPITULO IX

Lily sorriu ao entrar no apartamento, mas franziu o cenho ao fechar a porta, intrigada por não encontrar James a sua espera, como todos os dias naquela última semana.

— James?

O silêncio perdurava.

Atravessou a sala, pegou o corredor e entrou no quarto. Tinha ciência e se inquietava com o fato de se sentir frustrada por James não estar em casa.

Guardou os sapatos no armário, trocou de roupa, optando por calça de gravidez e camiseta grande, sem se esquecer de pendurar o vestido que usara para trabalhar.

Tudo certinho e arrumado, pensou, sorrindo. Estava mesmo se adaptando ao programa de organização doméstica, e até que não era tão difícil manter tudo no lugar.

Onde estaria James? Ponderou, de volta à sala. Um bilhete. Talvez ele tivesse deixado um bilhete informando aonde fora e a que horas voltaria.

Uma busca na cozinha, onde não havia nada em preparação, não rendeu nenhuma pista do paradeiro de James.

Largou-se no sofá da sala, suspirando. Apoiou a cabeça no encosto e fitou o teto.

Que tolice, repreendeu-se. Sentir-se tão vazia e tão… tão solitária, só porque James não estava no apartamento para recebê-la após um longo dia de trabalho.

Estavam só morando juntos, segundo definira James havia uma semana, mas agora percebia o quanto apreciava a companhia dele, e como era bom ter alguém para quem voltar a cada dia, alguém com quem conversar e interagir durante o jantar e o anoitecer.

Raios, sentia falta de James e queria que ele entrasse por aquela porta naquele instante.

Contenha-se, Lílian, pensou, torcendo os lábios desgostosa. Aquele morar juntos era um arranjo temporário.

James só ocuparia seu sofá até que o exército de formigas no apartamento dele sucumbisse ao inseticida do pessoal da dedetização… ou até ter de partir para outra missão de trabalho.

Sabia daquilo tudo, aceitava o fato, só não estivera preparada para encontrar o apartamento vazio naquele dia. Comprara um presente para James e estava ansiosa para entregá-lo no jantar.

Como era possível a rotina de apenas uma semana se transformar em norma para um longo período?

— Oh, pare — ralhou, em voz alta. — Está pirando novamente, Lílian Evans. Você pensa demais.

Levantou-se ao ouvir a chave na porta. James entrou carregado de pacotes e empurrou a porta com o pé.

— Oi! — saudou Lily. — Estava imaginando aonde você teria ido. Não que seja da minha conta, mas procurei um bilhete… não que você seja obrigado a me contar onde está a cada segundo, mas… Estou contente que tenha chegado, James.

Ele estacou e a fitou carinhoso.

— Obrigado. É bom ouvir isso, Lírio. É bom estar aqui, estar… em casa.

Meia sala os separava enquanto sorriam um ao outro. Não se moveram. Não era preciso diminuir a distância, pois, de algum modo, sentiam-se ligados, como se estivessem a apenas alguns centímetros.

Então, deixaram de sorrir, à medida que um sentimento estranho os envolveu… um sentimento que criou uma aura de sensualidade, de calor, de desejo pulsante que fez seus corações dispararem.

James quebrou o encanto desviando o olhar.

— Não pensei que demoraria tanto, ruiva, ou teria deixado um bilhete. Seria a atitude mais correta, e eu teria tomado à providência, se soubesse que pedir demissão levava tanto tempo. Trouxe comida chinesa para o jantar. Espero que não se importe. Sei que você gosta e…

— Espere — pediu Lily, erguendo a mão. — Você pediu demissão? Do seu emprego? Pediu demissão?

— Pedi — confirmou James. — Vamos jantar enquanto a comida está quente.

Lily serviu soda em dois copos altos enquanto James retirava pequenas caixas brancas dos pacotes. Ela posicionou os copos, os pratos e talheres, tomou uma cadeira e olhou para James.

— Não agüento mais esperar. Você pediu demissão? Por quê?

— Sirva-se — decretou James. — O bebê está com fome. Onde está seu leite?

— Leite não combina com comida chinesa. Eu tomo mais tarde — prometeu Lily, e serviu-se das especialidades. Saboreou uma garfada e assentiu. — Delicioso. Mas você pediu demissão?

James ergueu um dedo, consumiu um pouco da comida e só então a encarou.

— Falei com meu superior e avisei que, de agora em diante, só aceito tarefas em locais próximos o bastante para eu voltar para casa todas as noites. Ele disse que era totalmente impossível.

— Então, eu disse que aceitaria trabalhos se não conseguisse resolver o problema em duas semanas, seria rendido por outro profissional, que ficaria até o final. Ele disse que não era eficiente nem praticável. — James deu de ombros. — Então, pedi demissão. Quer arroz?

— Já peguei — respondeu Lily. — James, estou perdida. Ainda não estendi por que fez isso.

Ele se recostou na cadeira.

— Lírio, quase fiquei maluco na última missão. Só pensava em você aqui sozinha, grávida, e eu longe de você. Quero estar aqui todos os dias até o bebê nascer, não ouvir pelo telefone que você está engordando como uma leitoa.

— Oh, obrigada. — Lily riu, mas logo ficou séria. — É muito comovente, James, mas não acha que pedir demissão foi uma atitude um tanto drástica?

— Não. Quero estar a seu lado durante os meses remanescentes até o bebê nascer. Além disso, que tipo de pai seria, se nunca estivesse em casa? Provavelmente, teria de me apresentar a meu próprio filho toda vez que voltasse de um trabalho, ou usar um crachá, ou algo assim.

— Isso foi engraçado — comentou Lily, rindo. James inclinou-se para a frente.

— Não, Lílian, não há nada de engraçado nisso. Vou ser pai e isso é muito importante para mim. Quero ser o melhor nesse papel, e não poderia naquele emprego que me mantinha afastado durante semanas. Entende?

Lily assentiu.

— Sim, entendo, respeito e admiro a sua decisão. Mas não está um pouco jovem para se aposentar?

— Não planejo ficar sentado na poltrona nem batendo uma bolinha branca em um campo de golfe o dia inteiro. Vou abrir minha própria empresa de assessoria a sistemas computacionais. Resolverei pessoalmente os trabalhos na região, e uma equipe vai cuidar dos problemas que necessitam de viagem e estadias prolongadas.

James entusiasmava-se:

— Tenho muito dinheiro guardado, porque estava sempre tão ocupado que nem tinha tempo para gastar. Meu pé-de-meia vai prover o sustento no início da empresa. Não oferecerei apenas soluções para os problemas nos sistemas, mas também análise e especificação de sistemas que atendam às necessidades dos clientes. Pronto. Em resumo, é isso. O que acha?

— Acho… — Lily deteve-se ao sentir as lágrimas brotando.

— Acho que nosso filho será um garotinho sortudo por ter você como pai, James. Você é… é maravilhoso por colocá-lo em primeiro lugar e… — Lily deu uma fungadela e meneou a cabeça.

— Você também vem em primeiro lugar, assim como eu — afirmou ele. — O que quero dizer é que você merece mais do que lidar com essa gravidez sozinha enquanto eu me mato de trabalhar naquelas viagens. Não terá de cuidar do bebê sozinha, tampouco, porque não vou mais passar um tempão fora. Você é tão importante quanto o bebê, Lírio. Continuou:

— A questão é que eu também sou. Estou atendendo às minhas necessidades também com essa decisão. Quero, e terei a oportunidade de ver você todos os dias, notar seu orgulho com o nosso bebê, e estar presente quando ele nascer, e depois, em cada etapa da vida do nosso garotinho. Pedi demissão por nós todos, pela nossa… família, que somos eu, você e Baby Potter.

— Ohh — choramingou Lily. — Ohh.

— Ai, lá vamos nós! — James sacou um lenço do bolso. — Sempre ganho uma caixa de lenços de algum parente no Natal. Tenho um monte de lenços.

— O número está caindo — avisou Lily, assoando o nariz. — As máquinas de lavar os consideram guloseimas.

— Isso era outra coisa que queria conversar com você — aproveitou James.

— O quê? Que lhe devo um "zilhão" de lenços?

— Não. Há muitos na gaveta da cômoda ainda. Estou falando sobre você deixar de lavar a roupa. É um trabalho braçal, Lírio, não devia fazer isso. Eu cuido dessa parte, de agora em diante. Se não tiver tempo de usar a lavanderia do prédio, mandarei lavar fora. A questão é: não precisa mais se preocupar com isso.

— Ohh — exclamou Lily, e levou o lenço ao nariz novamente.

— Quero saber o que achou do apelido Baby Potter — retomou James. — Lembra-se de que discutimos sobre isso quando eu estava em Dallas?

- Sim, lembro-me — afirmou Lily. — Mas não vejo solução. Oh, não sei, James… é estranho um nome duplo.

Não se você se casasse comigo e se tornasse uma Potter, pensou James. Não a pressione, ela pode se zangar e mandá-lo de volta a seu apartamento com inseticida imaginário para eliminar as formigas também imaginárias.

Implorar também não daria certo. Sua melhor opção era continuar como estavam… morando juntos, fazendo dar certo dia após dia, até Lily se convencer de que o que tinham era mais do que suficiente para amparar o futuro juntos.

Mas eram noites de pura agonia. No sofá desconfortável, sonhava com Lily, pensava em ir ao quarto e beijá-la sem parar…

— James?

— O quê?

— Por que está gritando?

— Desculpe-me. Estava pensando em outra coisa. — Pensando no caminho até a sua cama, doce Lily. — Onde estávamos?

— Baby Potter.

— Oh, sim. Bem, certo, vamos dar um tempo nesse assunto, já que não temos solução ainda. Que tal?

— Ótimo. Oh, eu lhe comprei um presente hoje, James. Eu o vi e pensei em você… volto já.

Lily voltou com uma sacola nas mãos, que entregou a James.

— Abra. Ele tirou um livro de capa dura.

— Ora! — Sorrindo, leu o título: — Então, Você Vai Ser Papai! Muito obrigado, Lily. Vou ler tudo. Pensou em mim quando o viu?

— Foi.

— Interessante — avaliou ele, e buscou o pacote que deixara na mesa. — Este é para você. Eu o vi e pensei em você.

Lily abriu o pacote e surpreendeu-se.

— Oh, céus. Você comprou Então, Você Vai Ser Mamãe! — Ela abraçou o volume. — Não é estranho, James, termos comprado os livros da série? Não acha um tanto… assombroso?

— Não sei — respondeu ele, pensativo, contemplando o presente. — Espere um pouco… Aconteceu o mesmo com um amigo de Jack. Brandon e Andréa deram-se o mesmo presente no Natal. Aqueles globos de água com floquinhos brancos que parecem neve caindo quando os agitamos. As tias velhinhas de Brandon disseram que aquela coincidência significava que… estavam apaixonados um pelo outro e que isso já estava determinado… no "plano superior", segundo elas. É isso o que significa, Lily, é essa a mensagem dos presentes iguais. Brandon e Andréa eram… almas gêmeas.

Lily largou o livro sobre a mesa como se estivesse pelando.

— É… é uma história muito romântica. — Encarou James desconfiada. — Mas é só isso… uma história.

— Era verdade — teimou James. — Brandon e Andréa estão muito felizes casados e iniciaram uma família. Era verdade, Lírio.

Lily agarrou-se à borda da mesa.

— Não tem nada a ver conosco, James — advertiu. — Sabemos exatamente onde estamos emocionalmente um em relação ao outro. Somos amigos. Estes livros que compramos são… uma coincidência, só isso.

— Lílian, raciocine. Existem uns duzentos títulos sobre bebês e pais de primeira viagem na loja em que eu entrei e tenho certeza de que na loja em que você entrou também. — James agitou o livro no ar. — Isso significa algo, e acho que devíamos analisar. De acordo com tia Prudence e tia Charity, você e eu somos…

— Não! — Lily bateu na mesa. — Você me ama, James, mas não está apaixonado por mim, não importa o que sua tia Nelly ache. O tempo e a atenção, os cuidados a meu redor não se dirigem a mim, mas ao bebê que estou carregando. Sei disso. Você sabe disso. Pessoas apaixonadas sabem disso, céus.

— Minha tia Nelly está convencida de que eu estou apaixonado por você?

— Bem, sim, e tentei convencê-la de que estava enganada. — Lily agitava-se de frustração. — Ela disse que via isso nos seus olhos Potter… e não me deu ouvidos quando eu… esqueça. Você não está apaixonado por mim.

James ergueu o sobrolho.

— Como a gente sabe que está apaixonado? Hum? Diga, Lílian, com toda a sua sabedoria e experiência.

— Não vou discutir isso novamente, James — avisou ela, retomando o jantar.

— Por que não?

Lily só meneou a cabeça e continuou mastigando.

— Disse que sabe que não estou apaixonado por você — repassou ele. — Não a ouvi dizendo que tem certeza de que não está apaixonada por mim.

Lily engoliu em seco e apontou o garfo na direção de James.

— Semântica — rebateu ela. — Eu quis dizer que sabemos que não estamos apaixonados um pelo outro. Ponto final. Mude de assunto. Acabe o jantar. Vá verificar as baixas de formiga no seu apartamento. Tenho muito com que me preocupar, James, sem sobrecarregar meu cérebro ainda mais.

— Mas, Lily…

— Não. — Lily largou o garfo, levantou-se e recuou. — Vou ter um bebê, James, e às vezes fico assustada porque não sei se serei uma boa mãe, embora deseje muito ser.

Ela continuou:

— Hoje escrevi uma longa carta a meus pais, contando que estou grávida, e sei, no fundo do coração, sei que eles me darão apoio, mas tenho medo de decepcioná-los por não ser casada e…

— Lílian…

— Fique aí e me ouça. – James ergueu as duas mãos.

— Está bem. Não vou me mexer.

— Obrigada. — Lily respirou fundo. — Às vezes, fico tão cansada, James, que choro de exaustão e, quando penso no futuro, tentando ser mãe e continuando com minha carreira…

Ela continuou:

— Oh, sim, minha carreira. Eu disse à minha equipe hoje que estou grávida e eles ficaram felizes e me parabenizaram, mas vi as perguntas não formuladas a respeito do pai da criança em cada rosto e…

— Seria tão mais fácil simplesmente convencer-me de que estou apaixonada por você, e assim nos casaríamos, compraríamos uma casa, você estaria presente todo o tempo, e eu não ficaria sozinha e assustada e…

— Ah, Lírio… — James passou a mão nos cabelos.

— Às vezes, James, tenho medo de mim mesma. — Lily levou a mão ao peito. — De mim. E se eu concordasse? E se eu me convencesse de que estou apaixonada por você e, de algum modo, encontrasse um modo de… de convencê-lo de que está apaixonado por mim, quando sabemos que não estamos, porque somos apenas bons amigos? E então, James? E se eu fizesse essa coisa horrível só por estar muito cansada e… acabasse arruinando nossa vida, a do nosso filho e… Você e eu estaríamos juntos por um motivo falso. – Lily conjeturou mais:

— Oh, poderia ficar tudo bem durante anos, enquanto o nosso filho crescesse e nós nos concentrássemos nele. Mas ele eventualmente sairia de casa para encontrar seu próprio caminho, que é a ordem natural das coisas.

— E aí? Você e eu nos encararíamos e imaginaríamos o que estávamos fazendo juntos ali, sentados à mesa da cozinha. Sentiríamos mágoa um do outro, porque não haveria mais motivo para continuarmos.

Lily finalizou, as lágrimas rolavam pelo rosto:

— Não teríamos nada, e eu teria perdido meu melhor amigo nessa brincadeira.

Cobriu o rosto com as mãos e entregou-se às lágrimas.

James aproximou-se e abraçou-a. Enterrou o rosto nos cabelos sedosos por algum tempo e, então, ergueu a cabeça e suspirou.

— Tem razão, Lírio — concedeu James. — Teríamos de arcar com as conseqüências, se baseássemos o casamento na amizade somente. Realmente achei que daria certo… Mas estava errado, vejo claramente agora.

— Ah, raios, não daria certo. Não estamos apaixonados um pelo outro e, por isso, não basta. Tia Nelly interpretou mau o que quer que tenha visto nos meus olhos Potter, e foi só uma coincidência termos comprado os livros da mesma série e… e não tem formiga no meu apartamento.

– Lily ergueu a cabeça, confusa. — Como é?

— Inventei tudo, Lírio — confessou ele, ainda abraçando-a. — Realmente, acreditei que, se conseguisse provar que podíamos morar sob o mesmo teto, morar juntos, você acabaria se convencendo de que nossa amizade bastava para suportar um casamento.

— Você mentiu sobre as formigas? Não há nenhum exército de formigas no seu apartamento?

— Não — admitiu ele, baixando os ombros. — Vi uma joaninha em uma planta, mas… não, não há formigas. Lamento ter mentido, Lily, e espero que me perdoe, mas acreditava realmente que estava no caminho certo e… Mas não estava. Só amizade não basta para ter um… para ter algo eterno.

— Não, não basta — sussurrou Lily. — E o desculpo pela mentira sobre as formigas. Foi muito meigo da sua parte, James, porque teve de dormir nesse sofá desconfortável para realizar o que achava ser o melhor para nós e nosso filho.

James tomou-lhe o rosto.

— Ah, Lírio — lamentou, meneando a cabeça. — Por que tudo tem de ser tão complicado para nós?

Lily suspirou.

— Não sei, James, mas é.

Ele a beijou na testa e já ia soltá-la, mas Lily agarrou-lhe os pulsos.

— Faça amor comigo, James. Por favor? Tivemos uma noite juntos e, para mim, ela pertence ao bebê porque foi quando a concebemos. Quero lembranças do nosso amor só para mim… e para você, se as quiser. Estou pedindo demais?

— Ah, não, Lírio, não está. — James beijou-a de leve. — Nosso filho teve a noite dele. Esta será nossa, minha e sua.

James aprofundou o beijo, abafando os soluços de Lily. Os corações se aceleraram, e o calor do desejo tomou conta de seus corpos como a corrente de um rio caudaloso.

Ele interrompeu o beijo e a ergueu nos braços. No quarto, pousou-a na cama, acendeu o abajur no criado-mudo e afastou a colcha.

Despiram-se e se deitaram. James apoiou-se no braço enquanto acariciava a barriguinha de Lily.

— Tem certeza de que não vamos machucá-lo? — questionou, com a voz cheia de paixão.

— Ele vai ficar bem — afirmou Lily. — Esta é a nossa noite, James.

— Sim.

Ele a beijou, introduzindo a língua na maciez da boca. Lily enterrou as mãos nos cabelos espessos dele e correspondeu ao beijo com a mesma paixão.

James concentrou-se num seio intumescido com a gravidez. Lily acariciou-lhe as costas, extasiada com a força e a potência másculas.

Não raciocinavam, não ali, naquele mundo particular, onde só sentiam as carícias, os aromas, o prazer… Em busca do êxtase.

As chamas do desejo os envolveram rapidamente.

— Li… Lily!

— Sim. Oh, sim, James!

Ele a penetrou devagar, contendo-se, cuidadoso, até ela jogar a cabeça para trás e se contorcer em busca de mais prazer. Bailaram num ritmo perfeito. Uma dança particular, perdidos no calor do desejo, flutuando e subindo. O ritmo intensificou-se e, no instante final, gritaram os nomes um do outro, aflitos.

Então, relaxaram, voltando a terra.

James rolou para o lado e aninhou Lily em seus braços, enquanto guardavam aquele momento especial, só deles, em um lugar especial da memória.

Seus corações se acalmaram, os corpos esfriaram, e a realidade se impôs.

Sem falar nada, mas ciente de que era o curso natural, James deixou a cama, vestiu-se e saiu.

Quando a porta do apartamento se fechou, Lily chorou por aquilo que poderia ter sido, mas que nunca seria.

CONTINUA...


Olááá, garotas :DD

Espero que tenham gostado desse capítulo! Eu, particularmente, ADOREI! 3

Próxima atualização (Depois do fim do mundooo que não será amanhã! rsrsrs) Quarta-feira 26.12.2012

Ps.: Lembrando que será o penúltimo capítulo de MEU AMIGO, MEU AMOR!

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS:

Evellyn Rodrigues, Joana Patricia, Ninha Souma, Delly Black Fenix, Muuuuuito obrigada meus amores pela atenção de vocês, por acompanhar a fic desde o início e sempre deixando seus comentários, comentários estes que adooooro ler :DD Fico realmente muito FELIZ! Também peço miiil desculpas por alguns erros, garanto a vocês que leio e releio muitas vezes antes de postar cada capítulo, mas as vezes a minha vista dá uma escapadinha rsrsrsrsr

É isso, até semana que vem!

FELIZ NATAL pra vocês, cheio de muitas bençãos e alegrias! Eeeeeeeeeeeeeeee muito AMOR :DD

Beijinhos ;**

MaryGheizon.


"Queridos, o mundo acaba um pouco todo dia. Fiquem tranquilos, ele não vai terminar amanhã. Por isso, paguem as contas em dia, digam por favor, com licença e obrigado, sorriam para o porteiro, sejam educados no trânsito, respeitem o vizinho, não façam fofoca, cuidem da saúde e da alma e passem bons momentos com as pessoas que vocês amam. É que um dia o mundo vai acabar para cada um de nós. E o bom é olhar para o que passou e ver que a vida foi, de fato, bem vivida." - Clarissa Corrêa

"Se o mundo realmente acabasse amanhã, você teria feito tudo que queria? Dado todos os abraços? Viajado para o lugar do seus sonhos? Repense! O fim do SEU mundo pode ser qualquer dia. Aproveite hoje!"