Aqui vai o último cap. Sim, o último. Estou sem criatividade. Talvez poste uma continuação depois. Lembrando: OS PERSONAGENS NÃO SÃO MEUS, SÃO DA RUMIKO.
- Irmã! – disse Sango correndo para dar um abraço em Kagome.
- Sério que você já foi adotada pelos meus pais? – Kagome gritou ao meu lado.
- Sério! – Sango respondeu e elas gritaram e pularam se abraçando.
- Mas que gritaria é... – a Sra. Higurashi entrou na sala – Minha Kagome! – ela foi se juntar às garotas – Como você está? Está pálida. Emagreceu. Você comeu direito? Conseguiu interagir com todos? Seu inglês é tão básico, minha filha. E o seu tio? Como está? Inumaru resolveu ficar, eu presumo. Ah, e o Inuyasha! Que bom que vocês se acertaram!
- Mãe! – Kagome disse e riu – Calma.
- Você não respondeu as minhas perguntas. – a Sra. Higurashi repreendeu Kagome.
- Eu nem pude ouvi-las direito! – minha namorada se defendeu – Onde está o papai?
- Viajou novamente. – Sra. Higurashi informou – Devia vê-lo, Kagome, saiu de coração partido por que você não estava lá para lhe dizer "Tchau".
- Desculpa, mãe. – Kagome falou – Vou subir e ligar para ele.
- Ande logo. – Sra. Higurashi disse – E tome um banho! Desfaça a mala depois, precisamos correr para refazer sua matrícula na escola!
- Tudo bem! – Kagome gritou subindo as escadas.
- Ah, Sesshoumaru, ponha isto aqui, sim? – a Sra. Higurashi indicou um lugar para meu irmão pôr as malas de Kagome – Inuyasha! - ela correu para me abraçar – É tão bom vê-lo aqui novamente, querido!
- É bom estar de volta. – disse retribuindo o abraço.
- Venham, acabei de fazer brigadeiro. – ela convidou a todos sorrindo.
- Oba! – falei me dirigindo para a cozinha.
- Inuyasha, que educação é essa? – minha mãe me repreendeu.
- Ora, está tudo bem! – a Sra. Higurashi disse se dirigindo para a cozinha – Ele já é da família, afinal!
- Brigadeiro! – cantarolei chegando na cozinha e suspirando com o cheiro delicioso que vinha de uma panela enorme – Nossa, tem suficiente para um exército!
- Fale baixo, Inuyasha. – Sra. Higurashi entrou na cozinha e sussurrou – Vou fazer uma festa surpresa para a Kagome com todos os seus amigos! Você pode ligar para eles, não?
- Claro! – falei e peguei o meu celular – Quais?
- Os principais! – Sra. Higurashi disse pegando o celular – Você sabe, Sango, Miroku, Kouga e o resto da turma.
- Não podemos não chamar o Kouga? – perguntei tomado pelo ciúme.
- Ora, Inuyasha. A minha Kagome te escolheu, não foi? – a Sra. Higurashi perguntou.
- Sim. – falei com orgulho.
- Então ela vai ser fiel a você. – ela afirmou – Não precisa se preocupar.
- Da última vez ele quis tomar ela a força, Sra. Higurashi, não tem como eu ficar despreocupado! – tentei argumentar.
- Tem sim, pois você vai estar aqui para cuidar dela. – a Sra. Higurashi disse e pôs uma mão delicadamente no meu rosto – Confie nas pessoas, Inuyasha, as vezes elas só precisam de uma chance.
- E às vezes elas entram numa escola e matam meio mundo de estudantes por que ninguém queria ficar com elas. – resmunguei.
- Não acredito que o Kouga seja assim. – falou a Sra. Higurashi – Ele é um bom garoto, Inuyasha. A Kagome confia nele.
- A Kagome confia no Sesshoumaru! – tentei argumentar.
- Seu irmão é um bom rapaz. – a Sra. Higurashi falou mais severamente – Se você não o convidar, tenho certeza que a Kagome vai ficar muito decepcionada com você.
- Mas ele tentou beijá-la a força! – eu insisti.
- Por isso devemos estender o perdão a ele, Inuyasha. – a Sra. Higurashi disse e sorriu – Pagar com a outra face da moeda.
- Mas no final, a moeda é a mesma. – filosofei.
- Exato. – a Sra. Higurashi sorriu – As pessoas com a quais o dono da moeda convive decide para que lado ela vira. Vire-a, Inuyasha, para o bom lado.
- Tudo bem. – suspirei – Qual é o número dele?
- Esse. – ela me apontou um número e eu disquei.
- Kouga falando. – ele atendeu.
- Oi, Kouga. – falei.
- Inuyasha? – ele perguntou surpreso – Como conseguiu o meu número?
- Estamos fazendo uma festa surpresa para a volta da Kagome na casa dela. Se quiser, vem, se não, me faça um favor e fique em casa. – falei e desliguei.
- Inuyasha... – a Sra. Higurashi me repreendeu.
- Vou ligar para os outros. – falei saindo de fininho da cozinha e discando o número de Miroku.
- Alô? – Miroku perguntou do outro lado da linha, extremamente sonolento.
- Acorda, seu veado! – falei rindo para ele.
- Oi, Inuyasha. – ele riu – Qual é a boa?
- Vamos fazer uma festa para a Kagome. – informei – Mas é surpresa, vê se não estraga.
- Claro! – ele disse.
- Chama a Sango. – falei – Vou chamar o Sesshoumaru e ele chama a Rin.
- Está tudo bem. – ele falou e eu desliguei e disquei o número de Sesshoumaru.
- Alô, Sesshoumaru Taisho falando. – meu irmão falou extremamente profissional.
- Guarde seu teatro, Sesshoumaru! – falei – Chame a Rin e venham os dois para a casa da Kagome, vamos fazer uma festa surpresa para ela.
- Eu sei, Inuyasha. – Sesshoumaru disse – Eu estou na sala de estar, sabia?
- Sabia. – falei – Mas eu prefiro evitar essa tua cara feia.
- Imbecil. – ele falou e desligou o telefone.
- Falou o meu irmão sério. – eu ri.
- Você já convidou todos, Inuyasha? – a mãe de Kagome me perguntou.
- Só falta o Houjo. – falei – Mas eu não tenho o número dele.
- Veja na agenda. – a Sra. Higurashi sugeriu – Deve ter o número dele lá.
- Tudo bem. – falei e peguei a agenda.
Vamos ver... Não, não, não... High School Shikon no Tama? Pra que os pais da Kagome têm esse número? Não é uma universidade dos EUA? Houjo! Achei o número dele!
- Alô? – Houjo atendeu.
- Oi, Houjo. – falei – É o Inuyasha, namorado da Kagome!
- Oi, Inuyasha! – ela disse – Hey, como você conseguiu o meu número?
- Peguei na agenda da casa da Kagome. – expliquei – Hei, nós vamos fazer uma festa de bem-vinda de volta, quer vir?
- Claro! – ele se empolgou – Chego aí logo!
- Está bem então. – falei – Até mais, Houjo!
- Até mais, Inuyasha! – ele disse e eu desliguei.
- Já chamou todos agora, Inuyasha? – a Sra. Higurashi disse atrás de mim.
- Sim. – afirmei e pus o celular no bolso.
- Então venha. – ela apontou para a mesa – Sei que você ama brigadeiro. Coma um pouco.
- Obrigado! – falei sentando e ela pegou uma taça de sobremesa e pôs uma boa quantidade de brigadeiro para mim.
- A Senhora não exagerou não? – perguntei enquanto recebia a colher.
- Não quero que você fique desnutrido. – ela sorriu e apertou as minhas bochechas – Está tão magrinho!
- Tudo bem, pode deixar que eu vou comer muito! – garanti rindo.
- Acho que ouvi batidas na porta. – comentou a Sra. Higurashi e saiu da cozinha me deixando ali sozinho.
Depois de devorar o brigadeiro, olhei em volta. A Sra. Higurashi só havia feito brigadeiro? Essa não era a mãe da Kagome. Afinal a própria Kagome dizia que a mãe exagerava sempre. Bem, as pessoas mudam! Pus a taça na pia e me dirigi para onde os meus amigos e Kouga se reuniam.
- Bom vê-lo de novo, Inuyasha! – disse Sango me dando um abraço.
- Você me viu não faz nem dez minutos. – falei e rolei os olhos.
- Olá, Inuyasha! – Rin disse me dando um abraço, mas como ela era muito alta eu fiquei com a cabeça no seu pescoço, quase no seu colo.
- É bom ver você, Rin. – falei.
- Inuyasha, seu gay! – disse Miroku chegando e me dando um murro – Cara, senti a tua falta. Sem você aqui não tem ninguém para eu zoar.
- Pois eu não senti falta de você. – menti e dei um soco no ombro dele rindo.
- Olá, Inuyasha! – Houjo me cumprimentou sorrindo – Obrigado pelo convite.
- Não, a festa é da Sra. Higurashi, deve agradecer a ela! – afirmei sorrindo.
- Mãe! – ouço Kagome dizer – A senhora viu o meu vestido de...
Olho para trás. Droga! A minha namorada estava de toalha olhando chocada o pequeno grupo que se reunia na sua casa. A Sra. Higurashi foi até ela e lhe cochichou algo. Kagome engoliu em seco e sussurrou algo de volta. Subiu correndo a escada.
- Ela vai se trocar. – Sra. Higurashi fala sem graça.
- Pelo menos eu posso garantir que foi uma grande surpresa para a minha irmã. – Sango fala e todos se voltam para o assunto da adoção.
- Eu posso subir? – perguntei para a Sra. Higurashi.
- Claro, querido. – ela fala sorridente e depois acrescenta séria – Olha o que vocês vão fazer.
- Pode deixar. – eu ri e dei um beijo na testa dela e subi a escada – Toc toc? – falei abrindo a porta devagar.
- Entra. – diz Kagome saindo do banheiro vestida com um vestido de bolas vermelhos estilo anos 60 e um rabo de cavalo alto no cabelo.
- Você está linda. – eu digo e sento na cama dela.
- Nem pus o salto ainda. – ela fala e se agacha na frente de uma estante enorme.
Ela abriu a estante e eu pude ver que era uma sapateira. Nossa, para que mulheres tem tantos sapatos? Não sabia eu que ela tinha um guarda-roupa enorme de dar medo. Depois de calçar um salto baixo vermelho, ela se levantou e foi até o espelho, pôs algo na boca e sorriu para mim.
- Vamos? – ela pergunta e eu sorrio.
- Claro. – eu disse e me levantei de imediato.
- Inu, eu não estou bem. – ela me revela olhando para a escada com nojo.
- Vamos, quando chegarmos lá você fica sentada. – falei e passei um braço pela sua cintura.
- Está bem. – ela diz e desce a escada comigo cambaleando um pouco.
Todos aplaudem e vão falar com Kagome sorrindo. Ela esconde a dor e sorri para todos. De repente, eu começo a ver outra Kagome. A Kagome que arriscou a vida pela amiga. A Kagome que se cortou por um amigo. Suspirei. Minha Kagome. Tão frágil, mas ao mesmo tempo tão forte.
- Eu... – Kagome fala e cambaleia para trás, onde Kouga estava.
De repente, ela cai com tudo contra Kouga, que a segura e olha chocado para a garota. Houjo se adianta e vai para perto dela. Fico ao lado de Kouga.
- Pode a soltar por favor? – pedi.
- Não. – ele responde e segura Kagome mais contra si.
- Solta. A. Minha. Namorada. – falo entre dentes.
- Não. – ele se nega novamente.
Miroku se adianta e toma Kagome dos braços de Kouga, deixando o caminho livre para mim. Olhei para Kouga com raiva e levantei o meu braço, primeiro puxando-o para trás e depois acertando o meu punho com tudo na bochecha de Kouga, que cambaleia. Ele põe a mão na bochecha como se não acreditasse e então tenta revidar, mas eu, com meus reflexos aguçados, me esquivo.
Não sei o que aconteceu depois disso, só sei que de repente eu e Kouga estávamos no chão, socando e chutando um ao outro.
- Parem! – gritou a Sra. Higurashi olhando desesperada para Houjo e Sango.
Sango veio até o meio da briga e me arrastou para longe de Kouga. Houjo ficou na frente de Kouga, impedindo que ele avançasse em cima de mim.
- Inuyasha, por favor! – Sango pede e eu olho para ela – A Kagome está mal e você brigando com o Kouga por ciúmes?
- Tudo bem, Sango. – cedi – Pode me soltar.
- Houjo, veja o que ela tem, por favor. – pede a Sra. Higurashi desesperada.
Houjo sai da frente de Kouga e se debruça sobre Kagome, que agora estava deitada no sofá. Ele encostou a cabeça na barriga de Kagome, pôs as costas da mão direita na testa dela e disse:
- Fome. – ele olha para mim – Qual foi a última vez que vocês comeram?
- Eu tomei café sozinho, ela não comeu, não comeu nada até agora. – admiti envergonhado por cuidar tão mal dela.
- É só dar algum líquido a ela. – Houjo diz, vai até a cozinha e volta trazendo um copo com água – Beba, Anne. – ele pede como se ela pudesse ouvir.
Kagome começou a tossir. E se sentou no sofá. A Sra. Higurashi gritou e saiu da sala, voltando com um enorme pedaço de torta.
- Eu acho que o primeiro pedaço vai ser para a recém-chegada. – brinca Sango se sentando ao lado da irmã.
Kagome devora tudo e depois sorri. Todos retomam a conversa, fazendo perguntas a ela. Todos menos Kouga, que vem ao meu encontro. Fechei a cara.
- O que você quer? – perguntei.
- Você é idiota? – ele pergunta com raiva – Como a deixa sem comer?
- Ela não disse que estava com fome. – tentei me desculpar.
- Ela nunca reclama. – fala Kouga – Seja de dor, de fome, de qualquer coisa.
- Como eu ia saber que ela queria comer? – eu pergunto.
- Olha, eu não vou brigar com você. – Kouga fala parecendo se controlar – Mas cuide bem dela. A Kagome pode não parecer, mas é muito, muito frágil. – ele diz e se afasta.
Olhei a minha namorada que agora estava deitada fazendo da cabeça de Sango um travesseiro. Ri da cena. Todos sentavam no chão. Ela parecia contar uma história. Eu fui até lá e me sentei do lado de Houjo, por quem eu simpatizei até. Afinal, ele era filho de médico, provavelmente pensava em fazer faculdade de medicina e nunca havia olhado a Kagome como o Inumaru ou como o Kouga.
- E então, o Jinenji se bateu comigo. – ela disse – Nós conversamos, rimos... Inuyasha não riu, só eu e o Inumaru, que parecia gostar da amiga do Jinenji, esqueci o nome dela agora. Enfim, nós cinco saímos e fomos ver uma maratona de Harry Potter, começamos achando que íamos assistir só o primeiro, mas eu convenci o Inumaru a pôr a parte da luta do segundo.
- A parte do basilisco. – me intrometo e ela sorri para mim.
- Exato. – ela continua – Não deu muito certo, começamos uma guerra de almofadas.
- Inumaru. – Sango riu.
- Nem fomos explorar a casa direito. – Kagome falou – Mas eu sei que vocês estão cansados e eu estou com fome, então vamos comer brigadeiro.
- Você reclamando de fome? – Miroku se assustou.
- Acabei de desmaiar, me deixa ser feliz. – ela pede e eu rio – Volto já com as taças de brigadeiro. Sango, vem me ajudar?
- Você nunca me pediu para ajudar. – Sango estranha.
- Antes você era visita, agora é minha irmã. – Kagome ri – Venha.
- Cada uma que essas garotas tem. – Miroku diz se sentando ao meu lado.
- Pois é. – Houjo acrescenta.
- Vem cá, Houjo, me diz uma coisa: qual é a sua relação com a Kagome e com a Sango, afinal? – Miroku pergunta, tirando as palavras da minha boca.
- A Kagome me ajudou com matemática na sétima série. – Houjo fala com descaso – E vocês sabem da cirurgia que o meu pai fez nela, sei lá. Ficamos amigos. A Sango é minha amiga por associação.
- "Amiga por associação"? – perguntei confuso.
- Sabe quando uma pessoa é amiga do seu amigo e acaba meio que virando sua amiga também? – ele pergunta.
- Sei. – respondi – Tipo eu e a Kagome antes de namorarmos.
- Exato. – ele fala sorrindo.
- Voltamos. – Kagome anuncia chegando com duas taças de sobremesas em cada mão.
- Hei, cunhada! – Sesshoumaru grita e eu rio – Aqui.
- Tome, Sesshoumaru, seu pidão. – ela ri e anda até ele, que pega duas taças e dá uma a Rin.
- Ah, eu te amo, cunhadinha! – Sesshoumaru ri e Kagome revira os olhos.
- Aqui. – ela fala me entregando uma taça e se sentando ao meu lado.
- Hei. – fala Sango chegando e sentando conosco, oferecendo uma taça para Miroku e uma taça para Houjo.
- Kagome, entrega a do Kouga. – ela fala para a minha namorada.
- Está bem. – Kagome concorda, pega a taça, deixa a dela comigo e me dá um selinho antes de ir.
- Esquecemos os talheres. – Sango revira os olhos e deixa a sua taça com Miroku para ir pegar as colheres.
- Miroku, relatório. – falo para Miroku e ele compreende de imediato.
- Eles estão conversando. – ele diz – Agora Kouga parece estar insistindo em algo. Ela o cortou. Ele ficou bravo. Ele... IDIOTA, LARGA ELA AGORA! – Miroku grita e se levanta de um pulo para ir aonde Kouga agarrava Kagome, que resistia firmemente.
Aquele imbecil vai se ver comigo. Levantei e corri até ele, que agora já tinha se separado de Kagome, devido ao Miroku.
- Vai embora daqui. – falei para Kouga.
- Não. – ele insistiu.
- Sai, imbecil. – Sesshoumaru fala ao meu lado.
- Por favor, Kouga. – Sango insiste – Ninguém quer que você fique agarrando a Kagome a força e já vimos que você não vai parar. Por favor, sai. – ela fala educadamente.
- Você vai deixar, Kagome, que eles me expulsem? – Kouga apela para Kagome.
- Eu não sei mais o que pensar, Kouga. – ela choraminga – Achei que poderíamos ser amigos, mas pelo jeito não tem como.
- Está bem. – Kouga diz e vai até ela, Miroku fica rígido – Mas saiba que eu te amo. – ele dá um beijo na testa dela e eu tive que usar todo o meu autocontrole para não esmurrar a sua cara – Sempre vou te amar, Kagome.
Observei Kouga sair da casa e a Sra. Higurashi volta para a sala, vendo todos reunidos ali ela sorri e vem até nós com uma imensa torta com um bom pedaço faltando.
- Bem, acho que a homenageada já comeu o primeiro pedaço, mas ainda está boa. – ela sorri.
- Para que trouxe isso para aqui, mãe? – Kagome revira os olhos – Venha, vamos cortar os pedaços na cozinha.
...
Depois de toda a comilança e de falarmos muito tempo sobre nada, todos, menos eu, foram embora da casa da minha namorada. Olhei para a Kagome, que agora ajudava a mãe a lavar os pratos. A maioria das garotas deixaria a mãe fazendo sozinha para ficar com o namorado, ou deixaria para a empregada lavar no dia seguinte. Mas a minha Kagome não é uma dessas garotas que se acha ao bocado. No meio da festa, ela tirou o salto e ficou descalça.
Ela nunca reclama por que o cabelo está feio, ou se importa com o que ela vai vestir. Na verdade, nunca vi Kagome com nada que não fosse confortável e desconfiava que nunca fosse ver. Ela era linda, por dentro e por fora. Ela podia não ser linda por fora, mas eu continuaria a amá-la. Por que ela não se preocupa com quem eu ando, ou com o que eu visto, ela gosta de mim pelo que eu sou.
Minha namorada. Minha Kagome. Eu sou capaz de dar a minha vida por ela. Ela é especial. Como um lírio num campo de rosas. Nossa Inuyasha. Como você está brega. Mas é verdade.
- O que você tanto olha? – Kagome perguntou vindo até mim com um sorriso.
- Olho a minha vida. – disse sorrindo também.
- Mas você não parava de olhar para mim. – ela disse e abraçou meu pescoço.
- Por que você é a minha vida. – falei e envolvi a sua cintura.
- Sabia que você é o sonho de qualquer garota? – perguntou ela sorrindo.
- Não me importo com as outras. – falei percebendo que era a verdade – Se você está feliz, está bem para mim.
- Own, meu Inuyasha. – ela falou e me abraçou forte.
- Minha Kagome. – sussurrei no ouvido dela.
- Vamos, garotos, esse não é lugar para namorar. – Sra. Higurashi diz e eu rio alto – Kagome, calce o seu salto e vão passear os dois. Voltem antes das dez!
- Está bem, mãe. – Kagome riu e foi pegar o salto.
- Pode confiar, senhora Higurashi, eu vou cuidar bem dela. – eu disse sorrindo.
- Eu sei disso, meu querido. – diz a senhora Higurashi e observa Kagome calçar o salto e vir até mim.
- Vem. – falei e peguei a mão dela.
- Para onde estamos indo? – ela pergunta e sorri enquanto eu passo o braço direito na sua cintura.
- Para qualquer lugar. – falo e ela ri.
Caminhamos juntos por um tempo. Transferi meu braço da cintura para os seus ombros e ela passou o braço esquerdo na minha cintura. Beijei o topo da sua cabeça. Lembrei de uma praça que tinha ali perto e mudei de direção, a levando comigo. Depois de avistar a praça, ela riu, mas pude sentir que ela tinha ficado meio tensa.
- Por que está tensa? – perguntei e a levei para um banco debaixo de uma árvore.
- Se você souber, vai sair comigo daqui agora. – ela riu.
- Se você não disser, aí é que nós vamos sair. – eu falei sério.
- Eu costumava vir com o Kouga aqui toda tarde depois da escola. – ela disse e eu fiquei tenso – Viu? Agora você vai querer sair daqui.
- E por que você não quer sair? – perguntei erguendo uma sobrancelha.
- Por que essa porcaria desse salto está acabando com o meu pé e eu não estou com vontade de andar. – ela revelou e eu ri.
- Quem te vê nem imagina que você tem tantos segredos. – toquei no assunto que eu mais queria.
- Ora, Inu, não vai começar, vai? – ela revira os olhos.
- Por que eu não posso saber? – perguntei e ela revirou os olhos novamente.
- Não é que você não possa saber, meu amor, é só que você não gostaria do que iria ouvir. – ela fala.
- Você disse que me diria no dia que eu a pedisse em casamento. – falei e sorri – Então, você quer casar comigo?
- Você nem me conhece direito, Inu. – ela riu, não levando a sério.
- Estou falando sério. – insisti.
- Vamos fazer um trato. – ela propôs e mordeu o lábio – Vamos namorar por mais um mês. Depois se você ainda me suportar, nós ficamos noivos.
- Daqui a um mês acaba a escola. – eu observei.
- É. – ela concordou – Melhor ainda.
- E agora você vai me contar os sete segredos? – perguntei.
- Tudo bem, seu chato insistente. – ela concorda e eu sorrio – Vamos começar com os piores.
- Está bem. – eu digo e me aconchego a ela, sem deixar de olhá-la nos olhos.
- Eu guardei todas as cartas do Kouga. – ela diz e uma onda de calor invade o meu sistema nervoso.
- Por quê? – eu pergunto.
- São cartas tão bonitas. – ela deu de ombros e eu fiquei com mais raiva ainda – Nós tínhamos uns 15 anos e eu as guardei. Não sei exatamente o por que.
- Mas quando nos casarmos, você vai jogá-las fora, não vai? – pergunto cinicamente.
- Quando nos casarmos, vou. – ela afirmou e riu.
- Agora o segundo pior. – incentivei-a a continuar.
- Está preparado? – ela pergunta e sorri cinicamente enquanto eu aceno com a cabeça um "sim" – Eu já fiquei com o Sesshoumaru.
- O quê? – eu falo e me separo dela com um pulo.
- Calma, Inuyasha. – ela ri.
- E você ri disso? – perguntei alterado.
- Estávamos bêbados. – ela explica sem deixar de rir – Ele tinha pagado bebida para mim, ambos bebemos demais. No dia seguinte saímos de novo e concordamos em esquecer aquilo. Que aquilo foi um erro.
- Está bem. – murmurei de mau-humor.
- Vem cá, meu mau-humoradinho. – ela sorri e me dá um beijo, mexendo com o meu sistema e me fazendo esquecer o ciúme e a raiva – Passou?
- Melhorou. – murmurei de má vontade e ela riu alto – Próximo.
- Aí sim são dois segredos. – ela fala e morde o lábio – Bem, quando eu tinha 15 anos, viajei com o Kouga e nós tomamos um curso.
- Curso de quê? – perguntei curioso.
- De tiro. – ela diz e ri quando eu fico totalmente surpreso – Pois é, eu sei manejar uma arma.
- Medo. – brinquei.
- Tenha cuidado comigo, rapaz! – ela imitou a voz de Angelina Jolie e eu ri alto.
- Próximo, Angelina. – falei.
- Eu tenho uma bolsa em música nos EUA. – ela revela e eu ergo uma sobrancelha – Eu fiz testes quando tinha 16. – ela dá de ombros.
- Pensaremos em ir morar lá depois. – eu falo seriamente e ela ri alto.
- Bem, agora começam os divertidos. – ela fala e eu me animo.
- Me diga o pior primeiro. – eu falo e ela sorri meio sem graça.
- Eu perdi o meu BV com o Miroku. – ela fala e eu paro de sorrir e fico chocado – Ele era bem tarado quando mais jovem e me beijou de surpresa. Enfim, foi o meu primeiro beijo. Hoje a gente ri tanto disso.
- Eu não achei a graça. – falei confuso.
- Está bem, agora você vai rir. – ela diz e ri com antecedência – Eu já fiquei com a Sango.
- O quê? – eu grito chocado e ela ri alto.
- Nós duas queríamos saber como era ficar com uma garota, então ficamos. – ela franziu o rosto – Ambas descobrimos que definitivamente aquela não era a nossa praia.
- Ainda bem! – falei rindo e ela riu comigo.
- Agora você já sabe de todos, pois eu sei que você sabe o do porão. – ela dá de ombros.
- Sei sim. – eu digo e ela sorri – Sabia que eu te amo? – pergunto e me aproximo.
- Eu te amo mais. – ela diz e me dá um beijo.
Bem, é esse o final. Final tosco meu Deus. –' Mas é isso. Deixem reviews ou me mandem uma ask em . e sejam felizes. Eu postarei um prólogo, mas não tenho previsão de quando. Obrigada a essas pessoinhas:
Srta. Taisho.
Srta Kagome Taisho.
Sarah.
Bia.
Gêmea.
Vickyh.
Bad Little Angel.
Mahkun.
