Gentneys! Como estão? Espero que tão bem quanto eu no dia de hoje com essa chuvinha gostosa que está caindo em Manaus *-*
Uma perguntinha ~básica~ antes de prosseguirmos: estão acompanhando Dois Irmãos, a minissérie nova da Globo? Confesso que me desliguei um pouco da televisão nos últimos anos, mas voltei a assistir esses dias porque descobri que o livro do Milton Hatoum ia ser adaptado. Se sim, queria que me dissessem o que estão achando, se estão gostando de ver como a terrinha da Amelina está sendo retratada :3 Acho que foi com a Dany Targaryen que comentei que o nosso casal protagonista possa vir a se assemelhar a Zana e Halim no quesito sensualidade na hora do vamo-ver em algum momento da história kkkkkkkkk (pelo menos a Zana e o Halim do livro eram figuras muito, muito, MUITO sensuais na cama, na rede e debaixo da árvore que tinha de frente pro alpendre, não sei como eles não conseguiram derrubar a casa do finado Galib XD).
Okay, vamos deixar esse nosso lado mais safadjenho para lá rsrs.
Agradecimentos a LadyHakuraS2 pelo comentário no capítulo anterior s2
How can I be with you after this war? My feelings are soar, baby
Why can you come back to hurt me some more? This is after the war
A quarta-feira já tinha chego e logo mais um final de semana viria junto, todos ficariam no castelo dessa vez, Minerva disse aos alunos da Grifinória. Teria mais tempo para estudar para os NIEMs e fazer as suas revisões. Depois que voltou para casa no sábado, descobriu que quem estava supervisionando os alunos menores eram os Carrow, então perceber o porquê de não haver muitos alunos lá naquele dia.
Ninguém a havia visto beijar Rodolfo e agradecia por isso, não precisava ter pessoas no seu encalço lhe dizendo que era nojento para ela mesma fazer isso. A hora do correio estava chegando e sabia que não receberia nada.
Dezenas de corujas invadiram o salão e soltaram pacotes nas mesas. Se surpreendeu ao ver Bowie largar um pacote mediano na mesa e começar a bebericar do seu copo. Abriu a caixa e viu que dentro tinha um saco de papel com mais biscoitos de chocolate e algumas outras guloseimas. Tinha um cartão em cima disso tudo.
Eu disse que Alef mandaria mais. Faça bom proveito. – R.
Tinham algumas geleias e algumas mini quiches, fora um potinho de vidro com um bilhete garranchudo dizendo para ter cuidado com esse condimento. Não sabia o que era, mas tinha certeza que não comeria aquilo. Viu Gina chegar e ver os seus potes de geleias refinadas e abriu um que parecia ser uma de mirtilos. Pela expressão dela parecia estar tão boa a ponto de rivalizar com a da Sra. Weasley.
"Aonde conseguiu isso?", ela perguntou abrindo os outros potes.
"Vieram de casa, Rodolfo me mandou", falou baixo. Viu a amiga engolir a colherada com dificuldade, talvez fosse a ideia de vê-la chamando a Mansão Lestrange de casa.
"Andei recebendo algumas coisas de Narcisa Malfoy também, alguns exemplares do Semanário dos Bruxos. Sério, ela parece que é maluca", a ruiva respondeu um pouco cabisbaixa. Sabia que cada um ali estava vivendo a falta de Harry a sua maneira.
Tinha conhecimento de que Draco Malfoy não havia falado com Gina um dia sequer nesses dias em que tinha retornado para Hogwarts. Ele tampouco conversou com outras pessoas. Notava o rapaz mais isolado que nunca.
Teria Estudo dos Trouxas depois do almoço, isso lhe embrulhava o estômago. Aleto Carrow havia mostrado imagens de trouxas encurralados em câmaras de gás nos tempos do Holocausto, dizendo que todos deveriam continuar sendo tratados assim pois eram isso. Animais. Terminou de comer com Gina e levou a caixa até o dormitório da Grifinória para guardar as suas coisas, comeria mais tarde mais um pouco se fosse o caso ou sentisse fome antes de dormir. Quando desceu novamente, viu que ambos Carrow a esperavam no corredor e isso não era nenhum pouco bom.
Tentou passar despercebida, mas sentiu uma mão no seu braço.
"Aonde pensa que vai, Lestrange?", Aleto praticamente cuspiu quando a chamou pelo sobrenome.
"Ala Hospitalar. Preciso de uma poção bem específica para dores", o que não deixava de ser verdade. O seu período se aproximava e já começava a sentir dores no baixo ventre.
"Veja só, Amico, toda presunçosa essa sangue-ruim. Você é uma mancha sabia? Mancha na Casa Lestrange!", Alecto Carrow sibilou.
"O que você acha que Rodolfo vai fazer com ela? Acho que você não vai durar muito com ele, sangue-ruim, mas confesso que está durando mais que a garota de Dolohov, aquela asiática que não me lembro o nome". Cho Chang. Cho Chang havia ficado com Dolohov, era isso. O ouviu dizer ainda com a cabeça erguida e tentando fazer parecer fria.
Aleto Carrow se aproximou de Hermione e segurou o seu rosto com a mão, forçando-a a ficar calada. Doía, sentia os seus dentes machucando as suas bochechas e as suas gengivas serem esmagadas.
"Ele vai montar em você e foder esse seu corpinho nojento como se você fosse uma cadela no cio. Depois ele vai destruir você, peça por peça, quebrando todos os seus cacos em pedaços menores ainda porque Rodolfo Lestrange é assim", ela sussurrou no seu ouvido. "Talvez você morra, isso seria um alívio e tanto para todos nós que não precisaremos vê-la nunca mais".
A mulher a soltou e aceitou o braço do irmão. Não sabia o que ela queria dizer com tudo aquilo, mas tinha certeza de que Aleto Carrow queria Rodolfo para si. Sentiu um desconforto no estômago por isso. Esqueceu-se completamente do que faria e sabia que a conversa de ir a Ala Hospitalar era para tentar tirá-los do seu caminho. Já tinha decidido que se não poderia trabalhar no Ministério, poderia seguir outra carreira. Tinha pensado cautelosamente e achou que poderia estudar o preparo de poções, quem sabe até conseguir um grau de Mestre das Poções aplicando-as na medicina bruxa. Era um caminho que nunca imaginou tomando para si. Rumou à biblioteca para buscar alguns volumes sobre poções, mas já tinha lido quase todos os que poderia na biblioteca. Poderia pedir para que Rodolfo realmente mandasse algum material de casa para ela, ele já havia mando biscoitos e outros doces.
Casa. Aquela agora era a sua casa também e nunca havia passado pela sua cabeça chama-la disso antes de tudo acontecer em um cenário completamente diferente do que estava batalhando. O clima em Hogwarts ainda continuava negro e não demoraria muito para que piorasse mais ainda. Sabia que precisava se manter nem que fosse um pouco otimista, mas o seu lado realista era mais forte que tudo na sua vida.
As suas aulas do dia logo passaram e o jantar foi servido. Ron estava vermelho e parecia ligeiramente incomodado com algo e fez alguma expressão mista em chateação e descontentamento. Continuaram em silêncio até que se retiraram para o Salão Comunal da Grifinória. A caminho dos dormitórios, Ron a puxou pelo braço delicadamente para que conversassem em privado.
"Por que cargas d'água você beijou Rodolfo Lestrange?", ele perguntou esperando o teto desabar na sua cabeça. Fechou os olhos e tentou buscar uma resposta plausível para isso.
"Ele estava se despedindo de mim, Ron. Ele é tão meu cônjuge quando Pansy Parkinson é sua. Não se faça de desentendido pois eu vi vocês dois saindo de uma sala de aula vazia anteontem à noite", falou. Se sentia um pouco ferida. Tinham compartilhado um beijo durante a batalha enquanto estavam na Câmara Secreta recolhendo presas de Basilisco.
"É diferente. Eu... eu sou homem, Mione. Um homem tem as suas necessidades", o ouviu falar e não estava acreditando nas informações que estava processando.
"Necessidades? Necessidades? Você está falando sério quando fala dessas necessidades em um momento como esse? Você é inacreditável, Ron Weasley. O soco que dei em Malfoy no terceiro ano deveria ter sido em você. O beijo que trocamos naquele dia na Câmara Secreta não faz mais sentido algum para mim, nem agora e nem nunca o fará novamente", disse cortante. Percebeu a gravidade do que falara quando viu fúria se misturar com dor nos olhos do Weasley.
"Nós ficaríamos juntos depois da guerra, Mione, eu acreditava que sim. Mas Você-Sabe-Quem tomou as providências dele para isso não acontecesse. E eu acredito que ainda vamos ficar juntos quando a guerra acabar", ele falou tentando soar verdadeiro, tocou a sua cintura e encostou a testa dele na sua.
"A guerra já acabou, Ron. Todos perdemos alguma coisa, alguém, a causa. Mas de um jeito ou de outro estamos seguindo em frente. Seguindo porque podemos morrer amanhã por menos do que uma fagulha. Por que não tenta preservar um pouco da sua sobrevida assim como eu estou tentando fazer?", disse pondo uma mão no ombro dele depois de respirar fundo, afastando-o. "Boa noite, Ron. Espero que um dia possa entender tudo isso".
Subiu para o seu dormitório e lembrou com amargura do que disse ao seu amigo. De um modo ou de outro, todos estavam seguindo em frente porque deveriam se ajustar a esse mundo novo. Tirou a sua roupa e se olhou no espelho, vendo a cicatriz que Antonio Dolohov a havia dado no final do seu quinto ano. Colocou o pijama e se deitou, imaginando o que poderia estar acontecendo fora daquelas paredes. Também vieram questionamentos do que poderia ter acontecido nesse ponto todo se Harry tivesse sobrevivido. Era triste e parecia ser ingrato da sua parte, mas sabia que todos precisariam seguir em frente.
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Rodolfo acordou cansado na manhã da sexta-feira. O Lorde finalmente havia dado uma missão a ele e teria que correr atrás de um casal de trouxas, Wilkins o nome deles. Ao que parecia tinham viajado para a Austrália deixando tudo para trás. Hoje iria até a casa deles. Não fazia ideia do que o Lorde das Trevas poderia querer com um casal de trouxas.
Se levantou e desceu para tomar o café da manhã sozinho e em silêncio, ainda um pouco atordoado com a luz do sol. Tinha dormido mais que o normal e estranhou o fato. Encheu a sua xícara de chá fumegante e depois cortou um brioche para comer com o queijo branco que tinha ao lado da cestinha.
A janela estava aberta e viu quando Bowie entrou com uma carta no bico. Hermione tinha começado a sentir confiança suficiente para lhe escrever? A ave se empoleirou na cadeira que ela costumava se sentar e abriu o envelope atentamente.
Preciso de alguns volumes de poções avançadas, elas serão requeridas para os meus NIEMs. – H
Não era bem o que esperava dela, mas já estava de bom tamanho que ela tivesse mando alguma notícia. Depois separaria alguns volumes e mandaria para Hogwarts. Terminou a sua refeição e subiu para fazer as suas higienes e se vestir, o seu dia seria longo e não poderia deixar de pensar logo no tédio que seria passar mais dias sem ela em casa. Ah, como daria tudo para beijá-la daquele jeito novamente!
Desaparatou em uma rua deserta e caminhou lentamente até o endereço. Era uma rua normal, trouxa. A casa parecia abandonada, como se ninguém fosse por lá há meses. Observou bastante até perceber que ela não emanava nenhum tipo de magia. Uma senhora vinha da esquina com um gato nos braços, idosa, e parecia muito curiosa pelo modo como se aproximou.
"Está olhando a casa dos Granger?", ela perguntou como quem não queria nada. Granger era o nome de solteira de Hermione. Não...
"Granger? Não me disseram que os Wilkins moravam aqui", falou.
"Não, meu rapaz, eram os Granger. Um casal com uma filha esquisita, diziam que a garota estudava em um internato, mas ninguém comprava muito essa história", ouviu a senhora falar da sua Hermione. "Depois que ela sumiu, eles sumiram também, diziam que não tinham nenhuma filha e que não se chamavam Granger. O que sabemos é que eles estão na Austrália, sumiram depois que a filha sumiu".
Os Wilkins eram os Granger então? Já sabia que ela tinha alterado as lembranças dos pais e agora tinha certeza que ela os mandou para longe para a própria segurança deles. A sua Hermione não parava de surpreende-lo tendo nervos mais fortes do que ele mesmo pensou um dia que ela tivesse. Deixou que a mulher se fosse e esperou mais um momento até entrar na casa.
Estava muito empoeirada e via que eles haviam deixado tudo e levados somente as roupas. Todos os utensílios ainda estavam na cozinha, os móveis estavam dispostos no que parecia ser o mesmo lugar há anos. Reconheceu alguns cantos da casa das fotos que viu na bolsa de Hermione. Os Wilkins eram realmente os Granger.
Subiu as escadas e entrou nos quartos que estavam tão vazios quanto o resto da casa. Um deles estava completamente vazio, sem nada nas paredes e com a colcha branca da cama já amarelada pelo tempo. Não fazia ideia do que o Lorde das Trevas queria ali. Talvez quisesse que ele descobrisse o paradeiro deles para chantagear Hermione. Não se esquecia de que ela era extremamente valiosa para o seu mestre. As peças estavam começando a se encaixar na sua cabeça e isso o fez ficar com dores por pensar demais a respeito. Estava caçando os pais da sua esposa.
Saiu da casa e viu não tinha mais ninguém na rua. Olhou para os lados e aparatou para a Mansão Malfoy.
O Lorde não estava muito disposto recentemente e percebia isso. Deveria falar com a Rowle a respeito de Delphi no dia de hoje. O seu bolso com o feitiço de extensão continha uma gorda quantia em galeões. Tinham combinado na biblioteca e lá ela estava quando deslizou as portas de correr.
"Devo presumir que Delphini é muito mais importante para vocês do que para o Lorde das Trevas, todos parecem ter alguma coisa sobre ela para me dar", a mulher torceu os lábios e ergueu a sobrancelha esquerda. "Quanto tem aí?"
"O suficiente para você deixa-la crescer ignorante de quem é", colocou a mão no bolso interno do sobretudo e tirou um saco pesado de ouro. A falta daquilo nem lhe faria cócegas. Tinha calculado meticulosamente cada despeza e sabia que ali tinha o suficiente para que Delphi fosse educada em casa até a maioridade.
Viu o vulto de Eufemia Rowle sair pela porta e se serviu do uísque de Lúcio. Ele podia ser um babaca irritante, mas tinha bom gosto para bebidas. Terminou o segundo copo e ouviu alguém entrar ali. Draco se sentou à sua frente e não disse nada até que Rodolfo começou a ficar impaciente e se levantou.
"Amico e Aleto Carrow andam fazendo jogos psicológicos com a Granger na escola. Ele mostrou para quem quisesse ver a cicatriz que a minha tia a deu", Rodolfo ouviu e não conseguiu processar muito bem o que o garoto dizia. "E Aleto machucou um pouco o rosto dela essa semana, vi quando ela apareceu com arroxeados nas bochechas". Draco parecia cansado e desinteressado, mas se ele fez isso, usou o tempo que tinha em casa para lhe passar tais informações, significava que algo nele havia mudado bem no centro. "Achei que precisava saber".
"Então por que ela mesma não me contou essas coisas?", perguntou sendo mais que óbvio e olhando sério para o garoto Malfoy.
"Estamos falando de Hermione Granger, tio. Vocês nem se conhecem direito, tenho certeza que ela não falaria essas coisas para você porque não achou que teria relevância para o senhor", ouviu o garoto dizer.
Saiu da biblioteca e andou até a cozinha da casa, eles deveriam estar lá. Quando não era Severo em pessoa quem trazia Draco para casa, era um desses incompetentes dos Carrow que o fazia. Abriu a porta com tanta violência que assustou Dipsy e Lony, os elfos domésticos dos Malfoy. Amico Carrow estava escorado na parede comendo calmamente um doce qualquer. Andou até ele e o imobilizou com o braço pela garganta, vendo-o cuspir o que estava comendo.
"Com que direito você expõe a minha esposa ao ridículo, Carrow?", perguntou gritando enquanto apontava a sua varinha para ele com a outra mãe. "Responda, seu inútil".
"O que Belatriz diria ao ver você com a cabeça completamente virada por uma sangue-ruim?", Amico respondeu a sua pergunta com outra pergunta.
"Belatriz está morta e enterrada, ela me fez passar por tantas coisas que chego até a agradecer que ela se tenha ido. Mas você não tem direito nenhum de humilhar Hermione. Ela é uma Lestrange agora e você deve respeitar isso", falou enquanto o soltava. Geralmente isso bastava.
"Nenhuma sangue-ruim um dia será tratada como uma bruxa de sangue puro. Você é patético, Rodolfo", sentiu o Carrow cuspir no seu peito.
Voltou a olhar para ele e o acertou com um soco no nariz, com força suficiente para ouvir o mesmo se deslocando no corpo. O seu punho tinha sangue assim como o chão estava inundado já que Amico Carrow caiu de joelhos.
"Posso fazer mais que isso se quiser. Não quero mais que troque palavras com a minha esposa a menos que seja absolutamente necessário", sibilou e deu as costas para o homem de nariz quebrado.
Andou para fora da casa e aparatou para a sua própria.
(After This War – Masterplan)
Como eu posso estar com você depois da guerra? Meus sentimentos estão azedos, amor
Por que você volta para me machucar mais ainda? Isso é depois da guerra
Gostaram?
