Disclaimer: Harry Potter, personagens e lugares, são propriedade de J.K. Rowling, Warner Bros. Esta história não tem fins lucrativos.
Ps: Sarah, a Kelly, a Meliane (Mel) e a Gaya Ayshila, e todos os filhos e esposas que nãosão mencionados no livro são personagens meus... Se usar, dê credito. =p
Legenda: - Fala \ "Pensamento"
Por favor, deixem Review! Preciso saber se estão gostando das mudanças.
- Ai... Ai... – Começava Draco deitado na cama, enquanto Madame Pomfrey o ajudava a curar. Eram cortes feios e profundos. – Maldita... Ai... Cuidado ai! – Reclamava.
Madame Pomfrey depois de curar uma boa parte para e guarda os materiais, e começa a enrolar gazes.
- O que está faz... – Mas Draco para no meio da pergunta quando vê Nicole na porta.
- Está bem?
Sua cara era de alguém que queria pular em cima de outro e matar.
- Pareço bem? – Diz em seu tom azedo. – Dá para esperar lá fora pra ela terminar? – Diz a Nicole.
- Ah. Desculpa o incomodo. – Diz Nicole saindo.
- Espera. – Diz Madame Pomfrey sorrindo. - Já acabei. - E se levanta, dando tempo de Draco balbuciar apenas alguma coisa.
Nicole que ia sair, foi mais lenta que a enfermeira, que saiu e aparentemente trancou a porta.
"Ela tinha que trancar?" – Começou vendo a porta fechada a sua frente.
- Vai ficar ai por quanto tempo? – Resmunga Draco tentando se sentar.
Nicole suspira e vai até a porta do quarto de Draco.
- Andou em briga com minha irmã?
- Cena de luta foi mais real do que deveria ter sido. Ambos estávamos de cabeça quente...
- Homem não deveria bater em mulher.
- No mundo bruxo, se a mulher merecer, sim, se bate. Ela mereceu. E tava no script. Mas ela é boa de luta, tenho que reconhecer... Ai...
Nicole vai próxima a ele e ajuda-o a sentar, deixando-o confortável.
- A medica tinha que sair e fechar a porta?
- Eu que pedi.
- Devia ter imaginado... -Diz Nicole pondo a mão na cabeça.
- Teve uma tarde animada, com seu... "Amigo"? – Diz em um tom bem azedo.
Nicole ri
- Ciúmes?
- Deveria ter?
- Bom, em se tratando de quem era... Não. Não deveria.
- E quem era?
- Alguém...- Drago rosna e Nicole ri.
- Não somos nada um do outro, não sei pra que todo este protecionismo, Draco.
- Não somos ainda.
- Não somos, nem nunca seriamos. - Isso pegou Draco desprevenido. - Não dá certo. Tenho filhas e não tenho tempo para 'coisas de casais'.
Algo no interior dele dizia "ela ta mentindo", e uma vozinha na cabeça dele dizia "Estupido, pra que ter procurado durante anos, pra ser dispensado?"
- Weasley... – Disse no seu ápice de fúria. Nicole olhou pra ele. Estava começando a se acostumar de ser chamada assim. – Quando chegou a este ponto? Depois que saiu com este cara? Ou ontem à noite?
- Ontem a noite foi quando eu o encontrei. E... Bom... Meu coração está mais balançado do que nunca.
Draco ficou branco. Seus olhos se estreitaram, estavam cinza. Nicole olhou tudo aquilo, observava todas as expressões de Draco, como se analisasse.
- Quem é este... Infeliz? Algum namorado seu?
- Não, não. Apenas um 'amigo' mesmo.
- Vocês passaram a noite juntos?
- Deus! Não! Claro que não... Se bem... – Para ela no meio da frase e põe o dedo indicador nos lábios como se pensasse.
- Se bem que, o que? – Draco falava com uma voz mortífera que em outra ocasião, deixaria Nicole com medo, mas estranhamente, ela estava se divertindo com aquilo.
- Se bem que bebemos a noite quase toda e eu não me lembro de boa parte dela. –Disse pondo um final pra angustia de Draco.
Draco estava a ponto de sair correndo atrás do infeliz. Quem era ele que ousou tocar em um fio de cabelo de Gina?
- Também acordei deitada na cama com ele. – Disse.
A cada palavra o estomago de Draco afundava ainda mais.
- Quem... É... Este... Infeliz?
- Só se você me responder a umas perguntas antes...
Draco não estava brincando, ele, num brusco de energia súbita, ignorando a dor das feridas e da quase costela quebrada, puxou Nicky pra cama e ficou em cima dela, trancando ela na cama, e olhando com um olhar, que realmente em qualquer situação era bem mortal. Qualquer um que olhasse pra ele, sim, teria medo.
Apesar de que não era este o efeito que Nicole estava tendo para com o olhar de Draco neste exato momento. Ela estava ficando vermelha...
- Quem é este infeliz? Por que ele vai morrer hoje...
- Boa sorte, eu não vou dizer... Se você não me responder.
- O que? – Dizia bastante bravo. Era visto que seus olhos, mesmo cinzentos, estavam brilhando em fúria e em tristeza.
- Por que eu? E seja sensato ao escolher as palavras.
Aquilo travou Draco. Nunca ele parou pra pensar, sobre o por que daquilo ter acontecido. Por que ele ter escolhido Virginia.
Em meio aos devaneios, sua mente se voltou a seu sétimo ano. Ano que realmente, a pequena Weasley estava começando a fazer a cabeça de Malfoy mais fortemente.
- Não sei. Apenas aconteceu. – Disse por fim a Nicole que olhava para os olhos dele. – Não sou meloso como acha que sou. Sou realista. Não faço ideia de como, quando ou por que este sentimento aconteceu, mesmo por que, não nos dávamos muito bem, e você me odiava, assim como toda sua família.
- Dávamos?
- Chega de mentir. Sim, eu lhe conheço a bem mais tempo que você possa imaginar. Talvez bem mais tempo do que este seu 'amigo'.
- Ora, não vamos começar...
- Você tem um sinal no seu seio esquerdo. Parece a marca de uma pequena estrela. Não sei quanto tempo você tem esta marca. E um pequeno corte perto da virilha, do seu lado esquerdo.
Nicole olhou pra cara de Draco como quem não acreditava.
- Como sabe?
- Você esqueceu-se do seu passado, mas seu passado não se esqueceu de você. – Disse por fim, em cima dela. A poção começava a fazer efeito e ele começava a ficar tonto. Estava suando um pouco.
Nicole nunca havia tido relações com ninguém que pudesse ter visto todo seu corpo de forma verdadeira. Não que ela se lembrasse. Mas sim, era verdade aquelas duas marcas que ela tinha. E seria impossível alguém ver-las.
- Como...?
- Será que você poderia parar... De por tanto empecilho? Você... Mesmo não se lembra de quem é o pai delas... Poderia o pai delas... Não saber quem elas são?
- Mas... Como?
- Não pergunte. Sinta.
Malfoy a cada segundo caia, deitando em cima do corpo de Nicole. Ela sabia que ele estava desmaiando, talvez por conta das dores, talvez por conta dos remédios, mas apesar de tudo ela não se moveu.
Ele acabou apagando, de uma vez, descansando no lado direito de Nicole e o coração dela bombou de tal forma que parecia que ia sair do peito.
Lá estava, Malfoy, deitado por cima do corpo de Nicole. O perfume dele, o desenho do corpo dele, o peso do corpo dele. Tudo aquilo parecia ser conhecido de Nicole.
Flash fortes vinham em sua cabeça...
- Eu vou pegar uma corda... Gina cuide do Malfoy, eu não demoro!
Flash que ela não fazia ideia do que eram, mas sabia que era ela... E Draco... E mais alguém em uma floresta. Feixe de luzes, e um monstro... Um barranco...
Draco machucado em cima dela, sem poder se mover...
- Seu burro, será que você não desiste?
- Acho que não...
Sim, a cena estava entrecortada. Mas uma dor latejante vinha na cabeça de Nicole.
- Esqueci que você seria Medibruxa. Obrigado. Está bem melhor. Agora se me permite...
- Malf...
Um beijo... Nicole conseguia se lembrar dos lábios de Draco colados aos seus... E a cena parecia não parar... Sim, Ela se lembrava agora...
Era ele...
Nicole olhou para ele, que estava com o rosto a centímetros do seu, sentindo o cheiro suave do corpo de Malfoy, mesmo aquele suor não dava um cheiro estranho, mas um perfume agradável.
Estava vermelha. A situação seria cômica, se não fosse embaraçosa. Nicole arrumou a cabeça de Draco, fazendo com que ele se virasse para o pescoço dela, e então ela pode sentir o hálito dele. O cheiro do hálito quente dele... Draco suava em cima de Nicky, e seu rosto estava marcado por dor ainda assim era suave e belo... Ela tocou os cabelos dele, procurando sentir o quão macio eram.
Embriagada por conta das lembranças, Nicole ria... Apesar da dor latente em sua cabeça, Nicole sorria. Tinha se lembrado de Draco... Pelo menos um pouco...
Estava com vontade de beijá-lo, 'mas seria uma covardia', pensou ela. Acabou apenas arrumando-o na cama, ajeitando-o e ficando deitado do lado dele. Olhando-o.
"Tudo me é familiar. Todos me são familiares. Mas por mais que eu tente. Não lembro. Estes flashs vêm e vão, mas quando... vão, não ficam... Foi o primeiro... Que ficou..."
Ela pós a mão no cabelo dele, fazendo carinho ficou olhando pro teto. Instintivamente ele acabou se arrumando, e ficando abraçado a ela. Ela riu, e ficou deitada daquela forma, fazendo carinho em sua cabeça. O Flash da memória que lhe veio foi forte, ela tentava forçar. Queria saber mais de verdade. Tentava forçar a mente, procurando mais flashs.
Mas vinha um branco em sua mente e uma dor aguda, que ia crescendo até se tornar insuportável.
Esta dor foi a que a fez apagar, ao lado dele.
- Ai...ai... Pelo... menos.. .Ele vai pensar duas vezes antes de querer pegar briga comigo... – Dizia sendo posta na cama e Mione já começava a fazer seu trabalho como medica. - AIIIIIIIIIIIIII Mione!
- Quieta Gaya! Isso foi bem feito! Quem manda ir brigar com um bruxo adulto que conhece os feitiços? – Dizia ainda tocando na perna de Gaya arrumando-a.
- Ah, mas ele saiu quebrado! AIIII Mione! Manera! – Dizia depois de Mione ter torcido o pé dela que estava torto pro local normal, chorava feito criança.
- Ele só saiu quebrado por conta da sua magia... Não se gabe! Se fosse por você mesma, quem tinha se ferrado e muito seria só você!
- Eu queria acertar contas assim com aquele...
- Gaya! – Retalha Mione - Não fale besteira pra depois se arrepender!
- Mas é verdade! Mione! Você viu o estrago que ele fez.
- Se não fosse por ele, sua magia não estava tão forte!
- Se não fosse por ele não teria posto a vida de todos em perigo naquele trem!
- Se não fosse por ele, estaria em AZKABAN! Agora calada! – Mione põe um dos ossos da perna que tava deslocado, no lugar fazendo um barulho enorme.
- AHHH!
- Quem manda não conseguir beber as poções e ficar boa! Tem que ir na marra! Antes que sua cura rápida te cure de forma errada!
- Já, já viro Wolverine! Se aparecer garras nas minhas mãos não será mera coincidência! Que é isso? O que mais tem sobre minha espécie existe que eu não sei?
- Para de drama! Que horror... Assim só será pior pra você. – Dizia quase quebrando a parte do osso perto do joelho que tava se curando de forma errada.
- AIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!
- Pronto! Agora bebe... – Dizia dando a Gaya um copo.
- Que é isso?
- Se demorar mais, vai ter que passar por outra seção tortura! E não cuspa nada!
Não gostando do tom, Gaya toma, e a ânsia de querer cuspir tudo para fora foi forte, mas ela segurou e bebeu tudo, mas sentiu como se ficasse anestesiada...
- Você vai ficar meio sonolenta, mas não vai dormir. É só pra não sentir toda a dor da próxima poção...
- Parece... - Dizia ficando meio embriagada. - Fel com vodka!
- Nem tudo que é bom vai ter gosto bom... Agora toma este. Vai ter que tomar de duas em duas horas. Só assim Gina não vai notar o problema todo... – Gaya toma e sente o gosto amargo lhe rasgando a garganta... Ela faz uma cara feia. - Agora vai curar direito... O que não tem vai ter e o que tem vai concertar. Fiz com sua essência, só assim a poção funciona.
Gaya ia abrir a boca para reclamar algo, mas batem a porta e Jorge entra.
- Mione, posso conversar contigo?
- Volto já.
Gaya olha pra Jorge, com um ponto de interrogação, mas com a poção já fazendo efeito relevou. Mione foi ate ele.
- Que foi Jorge?
- Chegou uma encomenda pra você lá embaixo. E disseram que só entregariam para você.
- De quem?
- Não me deixaram ver.
- Gaya, fique com Jorge um pouco, volto já.
- Não quero... Ele é idêntico ao outro, e da vontade de sair quebrando...
- Pensei que já tinha se acostumado com Jorge.
- Ele está com o perfume parecido que me deixa enjoada.
- Estou sem perfume... – Riu Jorge E Gaya ficou ainda mais irritada.. – Vá logo e volte logo. Já que ela não gosta de minha presença...
- Não é que eu não goste... Não quero ficar lembrando o teu irmão todo tempo...
Mione riu.
- Ela esta parcialmente paralisada, por isso ta falando mais arrastado. Pra poção de osso funcionar foi preciso que o corpo dela ficasse mole.
- Muito... Sem graça você Mione... Eu escuto, sabia?
- E é pra escutar mesmo. – Diz Mione Rindo. - Jorge, qualquer coisa, é o frasco da direita, o liquido vermelho vivo. Dê para ela de vinte em vinte minutos, se eu demorar mais que isso. O relógio na cama esta enfeitiçado para não se esquecer de ser reposto os remédios.
- Ok, então ta tranqüilo.
- Volto já, se eu demorar, eu aviso.
Jorge balança um sim com a cabeça e Mione sai. Jorge tranca a porta.
- Por que trancou?
- Ela pediu...
- Pediu não, que não ouvi...
- Ela fez um gesto com a mão. Medo de Gina voltar e vir aqui primeiro.
- Ah...
- Mas posso te perguntar uma coisa?
- Não...
- Precisa ser azeda?
- Enquanto eu não matar seu irmão, eu serei azeda. Ainda estou com muita raiva dele.
- Eu sei que ele errou. Errar é humano...
- E vocês não são humanos... São bruxos. Os humanos são trouxas...
- Boa tentativa... Ainda assim, somos humanos.
- Verdade, eu que não sou né?
- Gaya... – Bufa Jorge. - Da pra se acalmar? Não sou o Fred pra você querer soltar veneno. Tenho família, lembra? E alem de família, estou do seu lado...
- Tá parecendo que são mais que irmãos...- Solta, olhando incisiva pra ele.
- Somos gêmeos... Pensamentos iguais, talvez só com essências diferentes.
- Você usa perfume amadeirado?
- Uso. É a que mais gosto. Mas posso fazer a pergunta?
- Já fez...
- Por que não da uma chance ao Fred?
Gaya parecia que ia se levantar da cama em fúria, mas a poção tinha sido realmente bem forte.
- Ele... Ele... Você não sabe o que ele disse...
- Sei. Mione me relatou...
- Saber por alguém, é uma coisa. Escutar na hora é outra...
- Só por que disse – Ele tosse um pouco, como se tivesse 'consertando a voz' e ficando mais com o tom do Fred - "por que escondeu? Por que não confiou? O que somos para você? Apenas pedaços de carne? Ou pessoas de sentimentos?"
A cada segundo que Jorge falava Gaya ia arregalando o olho.
– "Gina pode morrer e nem para nos dizer o que realmente passaram enquanto fugiam você teve a coragem! Por que não quis confiar em nos? Como é que eu posso confiar em você depois disso? Depois de saber que você vai ser o motivo que nossa irmã poderá morrer?" - Ele tosse novamente. - Algo assim?
- Calado... - Gaya estava ficando nervosa. – Pare de me lembrar! Pare de ser que nem ele!
- "Como posso dizer que 'te amo', se ela mente e me esconde a verdade?"
- Calado! Jorge! Para! Cala a boca! Por que não se cala? Para!
- Por que mentiu?
- Por que eu não sabia! – Explodiu. – Eu tinha acabado de entender! Eu tinha acabado de saber! Será que não entende, Fred? Eu não sabia de nada! Eu era uma HUMANA NORMAL e não MEIO HUMANA! Por que é que você não entende! POR QUE É QUE VOCÊ NÃO QUIS ENTENDER?
- Por que você explodiu metade do vagão ao invés de me responder essas simples perguntas...
Gaya com lagrimas nos olhos, encarava Jorge... Apesar de ter-lo chamado de Fred. A raiva estava fazendo-a confundir, ou seria a droga da poção?
- Gaya...
- Que é?
- Por que você não diz isso pro Fred? Por que ao invés de querer jogar veneno, ou matá-lo, não diz a verdade, o que estava no seu coração, mas por conta do momento, você sentiu como se ele tivesse...
Mesmo toda lascada, por conta de sua própria explosão, Gaya se levanta, indo segurar Jorge pelo pescoço, encostando ele na parede e apertando o pescoço dele com uma força sobre-humana
- Ele me rejeitou! Não tem mais nada a conversar! Não quero saber de nada... Ele mentiu...Mentiu dizendo que me amava!
- E... Você... Teve... Medo... Do... Que... Ele... Pensaria... E... Mentiu- Dizia Jorge, tentando se soltar da mão de Gaya, ficando sem ar – Ao... Invés... De... Conversar... De... Escutar...
- Quem é você? – Dizia com seus olhos lívidos em fúria. –Fred ou Jorge?
- Quem... Você... Acha?
Gaya aperta mais forte o pescoço dele, até que a poção perde o efeito e ela cai no chão em um grito de dor aguda. Sua perna tinha se deslocado novamente, apesar dela não ter sentido por conta da poção que deveria deixá-la mole, sua fúria foi maior que o efeito da poção.
No mesmo segundo Jorge a pega nos braços, depois de conseguir respirar direito, e a põe na cama.
- Isso é o que dá! Ficar com raiva e querer fazer as coisas do seu jeito! – Retalha.
No mesmo segundo, Mione volta ao quarto, seus olhos estavam emanando ódio. Quando ela abre a porta com um feitiço e ela vê a cena, segundos antes de Gaya cair no chão gritando em dor, ela fica sem reação.
"Por que eles só fazem besteira!"
- O que houve? – Chegou Mione, tentando esconder a fúria que estava. No pescoço de Jorge estavam as marcas do quase enforcamento.
- Gaya se alterou...
- Com certeza você fez algo pra ela se alterar!
- ...
Mione já voltava a seção tortura, recolocando os ossos nos locais adequados, e a fazendo tomar uma dose quadruplicada para ela realmente não se mover.
- Se você agora entendeu Gaya, Sua fúria pode estar no ápice, mas NÃO SE MOVA! Ou vou ter que te colocar imobilizada da pior forma!
- E tem pior que seção tortura!
- Tem! Não queira saber! – Dizia irritada Mione. – E você... Comigo! Agora! Pra fora! Gaya precisa ficar calma!
- Mas...
- Mas nada Gaya, vai ficar calada! Quieta! E refletindo bem sobre o assunto! Caramba! Já ta na hora de crescer! Fred errou feio! Mas também nem você nem ele chegaram a conversar até o fim!
Jorge olha para Mione com uma cara de que não entendeu, e ela olhou bem incisiva a ele. O mesmo abaixa a cabeça.
- Agora fica quieta que eu tenho que conversar com o Jorge...
Gaya ia reclamar algo, mas Mione já tinha se levantado e puxava Jorge para fora do quarto e ao sair, lacrou com um feitiço pra não Gaya não escutar eles.
- O QUE DIABOS VOCÊ ESTAVA PENSANDO EM FAZER FRED? SE MATAR?
- Calma Mione...
- CALMA O ESCAMBAU! Você sabe que ela ainda está furiosa contigo! Qualquer coisa a mais com ela a magia dela se descontrola! E você vem, fingindo ser Jorge, pra conversar ALGO com ela, no ESTADO em que ela está? Tenha um mínimo de consideração com ela!
- Eu tenho!
- Não pareceu! Se eu não tivesse percebido, por conta das meninas que estavam armando algo, eu não teria chegado a TEMPO para recolocar os ossos dela no lugar! Mas que diabos Fred! Ela tá debilitada!
- E eu também to, se não percebeu!
- Tá por que não sobe escolher bem as palavras no dia! Não tava percebendo que ela estava à beira de um ataque! E aconteceu o que aconteceu por que você é cabeça dura de mais pra ENTENDER como uma mulher se sente!
- Ta! Tá! Tá bom, Mione! Eu não entendo! Mas quero entender! Ou você não percebeu que eu REALMENTE não quero ficar longe dela?
- E por que demorou tanto tempo pra perceber?
- Por que, como Gina disse, "só percebemos quando perdemos"...
- Gina!?
- Eu que fiquei com ela o dia todo... Ela dormiu comigo, depois de bebermos todas e eu entendi o quanto realmente Gaya era importante para mim! Depois de chegar à conclusão de que eu era um idiota, que deixei a pessoa que mais amei na minha vida, ficar com tanto ódio de mim! Gina só me fez abrir os olhos! E me ajudar a voltar! Se não fosse por ela, eu nem aqui estava!
- FRED! Quer dizer que era você! De novo você! Caramba! Draco e Gaya só não se mataram, nem sei por que, mas o culpado é VOCÊ! Draco estava à beira de um ataque de nervos, sem saber quem era este tal de "Carlos", e Gaya a beira de um ataque de nervos por que estava ainda preocupada com Gina e ao mesmo tempo querendo te arrancar a cabeça e conversar contigo! Tudo! Tudo sua culpa! Quando é que...
- CHEGA MIONE! Para de me dar sermão! Minha mãe passou este tempo todinho, desde a explosão do trem, me dando sermão! Aonde eu ia! Já escutei toda a gritaria e aguentei calado! MAS SERÁ QUE DÁ PRA ENTENDER? A FICHA SÓ CAIU DEPOIS DE ONTEM A NOITE! Caramba! Quando vocês mulheres põem algo na cabeça, não param! Até as meninas entenderam melhor do que você, e a mamãe. Até Gina entendeu melhor que todas vocês! Foi ela que me encorajou de vir conversar com Gaya! E as meninas, depois de saberem que Draco e Gaya quase se matam, acharam o melhor momento pra eu conseguir conversar com ela! Por que ela já tinha jogado toda a energia que era pra me matar, fora!
- Apesar de que foi bem mal calculado, não?- Disse, mostrando o sangue que saia da garganta dele, as unhas dela tinha encravado fundo no pescoço dele, mas não era nada grave.
- Não imaginava que o ódio que ela tinha por mim, depois do trem era tão forte! – Disse se encolhendo e sentando no chão, resignado. Era a primeira vez que Fred ficava sem chão. Nunca, nenhuma mulher, havia feito-o perder tanto a cabeça quanto Gaya fazia.
Ver Fred perdido fez a ficha cair em Mione.
- Fred...
- Que é?
- Agora eu posso ver que você cresceu. Aquele moleque que só queria curtir a vida parece que sumiu, não?
- Deu pra notar agora foi? – Disse ele com os olhos vermelhos querendo chorar, em uma fraca ironia.
- O que eu posso fazer pra ajudar? – Disse Mione suspirando.
- Ver se Draco ainda está vivo, ou se matou...
- Ue, por que isso?
- Gina está no quarto dele. Foi ver como ele estava.
- Ainda não captei.
- Ele acha que Gina passou a noite com o "Carlos" E Gina não iria dizer que era eu, a pessoa que ela passou a noite toda bebendo falando besteira e ainda assim, filosofando...
- E ela não vai dizer?
- Não. Ela foi ver se era verdade o que ele disse a ela.
- E o que ele disse?
- Que queria casar com ela e se tornar o pai das meninas.
Mione arregala os olhos.
- Como assim!? - E imediatamente Mione corre pro quarto de Draco, achando que iria encontrar a terceira guerra mundial. - "Malfoy não pode forçar a mente dela! Isso é FORÇAR!" – Pensa ela enquanto corria a toda velocidade para onde era o quarto de Draco.
Enquanto isso, Fred fica sentado lá do lado de fora, resignado. Agora sabia o quanto era um infeliz, e quanto Gaya tinha sofrido. E estava sendo covarde o suficiente para não entrar porta adentro e peitar ela...
- Ta esperando o que? – Diz uma voz arrastada familiar.
- Adivinha?
- Pensei que era um Grifinório... – Diz Sarah cruzando as mãos no peito.
- E o que isso tem haver agora?
- Levantar essa bunda do chão e ir até o quarto e conversar com ela? Ela ta anestesiada, não?
- Anestesiada... Sim... Com menos raiva, não.
- Só por que ela quase lhe enforcou que você vai ficar ai de cabeça baixa?
- Sarah, não começa... Você também não!
- Ahhh, Eu também sim! Frederic Weasley! – Dizia em uma pose que combinava mais com sua mãe, do que com o próprio Draco. – Eu sofri mais que você no começo, e por que diabos você está prostrado ai e eu em pé?
- Não é a mesma coisa! – resmunga
- Não, verdade... O que sofri foi pior! – Diz irônica - Levanta essa bunda daí e vai por os pingos nos "is".
- Ela me odeia.
-E vai odiar a cada segundo mais se você não concertar a burrada!
- ...
- Ta difícil, ou eu vou ter que arrombar essa porta, te enfiando com cabeça e tudo pra dentro dela?
- Ta com magia...
- E? Bom que dói mais na sua cabeça, pra ver se raxa e entra algo de bom nela! Nem ta parecendo meu tio mais astuto! Qual é? Vamos! Levanta daí e vai lutar pelo que você quer!
- Realmente, maninho, você não é de ficar cabisbaixo não! – Diz Jorge entrando o quarto. Precisava saber se Fred estava vivo. – Você tem pouco tempo, sabia?
- Me dá um motivo bom pra eu voltar lá pra dentro, sabendo que ela me odeia e não quer me ver nem pintado de ouro?
- Por que ela te ama. – Começa Mel que tinha vindo com Jorge. – Mamãe te ama, e não te odeia. Ela está brava, isso é verdade, por que ela odeia ser injustiçada sem motivo. E ela foi injustiçada por alguém que ela amava. O baque é forte. E eu sei... Que ela te ama. Eu sinto isso. No exato momento ela deve está chorando lá dentro, por que ela sentiu quer era você, e não o Jorge. Ela deve ta entalada com muita coisa pra falar...
- Mas só vai falar quando você tiver na frente dela. – Recomeça Sarah. – Cade aquele galã, que jurou de pé junto que não ia deixar a tia Gaya sofrer muito, e parecia que a conhecia há anos a mais que nos todas juntas?
- Galã que é galã, não deixa sua princesa muito tempo sozinha, por que se não vem um metido a príncipe e rouba. – começa Jorge zombando. – Já que você sempre disse que era Galã e não príncipe.
- E ta mostrando ser mais sapo que galã ou príncipe. – Continua Sarah.
- Levanta. Ela com certeza está lhe esperando. Se ela realmente te odiasse, te digo, você não veria mais ela. – Diz Mel.
- O ultimo que ela odiou, ela ficou indiferente, e foi tão fria, que o cara teve que ficar em psicólogo, de tanto que ela pisou no ego dele. E eu to vendo, a tia Gaya não te odeia. Se ela odiasse, estaria indiferente contigo, e não querendo te matar.
- Não sei se fico alegre ou com medo escutando isso...
- Acredite – Começa Sarah. – Fique alegre. É melhor ter a tia Gaya se importando e mostrando que quer matar, do que sendo indiferente.
Fred suspirou.
- Nos vamos indo. Precisamos despistar o resto lá pra baixo. Mione que sumiu – Começa Jorge.
- Ela foi pro quarto do Draco.
- Droga! O plano vai a baixo se ela for lá. Se eles tiverem se entendido! – Começa Sarah, e sai correndo do local sendo acompanhado por todos.
- Lembre-se, maninho, se deixar passar, poderá se arrepender pelo resto de sua vida. – Disse Jorge antes de sair correndo também.
Fred suspirou e retirou a magia e entrou no quarto.
- Gaya?
- Resolveu voltar? - Disse irritada. Mas a voz dela estava arrastada o suficiente para não conseguir distinguir se ela estava chorando, com sono ou enraivecida.- A seção é tortura psicológica mesmo?
- Descobriu?
- Passei tempo de mais tendo que te suportar, com seus cuidados mentirosos, e com seus mimos para não perceber que era você! Faça um favor para mim e para sua vida, me erra!
Fred se aproxima da cama e Gaya vira o rosto. Mas Fred pode ver, estava marcado por lágrimas.
- Quero conversar.
- Perdeu seu tempo...
- Quer mesmo que eu vá embora?
- Me faria um favor...
Fred suspira. Estava em seu ápice.
- Se eu for, nunca mais, irá olhar pra minha cara. É isso mesmo que quer?
- Se fosse nunca mais mesmo, seria ótimo, mas tem seu irmão gêmeo, que se você sumir, ele vai ficar perto. Mesmo que nada. E eu teria que me encontrar contigo, toda vez que tivesse perto da Nicky.
- Não. Não terá.
Gaya, sem olhar pra ele, pois não queria encará-lo, não sabia se gostava ou detestava o rumo da conversa.
- Se realmente quiser que eu desapareça da sua vida, eu realmente o farei, e irei pedir a Jorge fazer o mesmo. E nunca mais terá que me encarar, pelo menos de frente. Se for lá na minha casa, quando Gina lembrar de tudo, vai ver muita foto minha, mas também só isso.
Fred dizia seriamente. Olhava Gaya de certa distância. Não tinha se aproximado da cama em que estava. Queria chorar, mas segurava as lágrimas de todas as formas, e isso o tinha tornado um pouco frio. Gaya notou isso.
- Tem o filme, só deixaria de encarar você quando terminasse.
- Falo pro Paul fazer montagens. Nem isso terá que ficar cara a cara comigo novamente.
- Paul nunca aceitaria fazer montagem.
- Esqueceu que eu consigo o que quero?
- Se conseguisse mesmo o que queria não desist... – Gaya morde a própria boca para se calar.
- Ok. Consigo quase tudo o que quero. Você eu perdi, por que falei besteira, é isso?
"E é assim que faz as pazes? Maldito..." – Resmunga Gaya na mente, querendo voltar a chorar.
- Sei que falei besteira, mas não pensei. Sou tão explosivo quanto você, só que diferente de você, não me auto-explodo.
- Claro, uma mestiça, não-humana, ridícula e mentirosa né? Resolve as coisas se auto-explodindo! Como se eu quisesse ter me explodido naquele dia por diversão!
- Ta vendo? Você põe as palavras na minha boca. Eu falei isso?
- Subentende-se isso.
- Não pus entrelinha nenhuma. Tá que já explodi muita coisa, por conta das minhas gemialidades junto com Jorge, mas nunca em mim mesmo. Nunca fui burro pra fazer isso. E claro, preferia fazer os outros se explodirem que me explodir e me machucar feio.
- Ta vendo? A culpada é a meio-humana. A mestiça burra.
- Você que tá se xingando, não se esqueça disso.
- Some da minha vida!- Dizia ficando em pé de guerra novamente - Você nunca vai entender nada!
- Se você nunca explicar, acho que ninguém nunca vai entender nada.
- Nem que eu explicasse o abecedário você iria entender um 'a'! SOME!
- Depois não diga que eu não avisei.
- Avisar o que? – "CRACK" Com o som alto de algo quebrando, Fred desaparece da frente de Gaya. – Fred? FRED! MALDITO! É ASSIM QUE QUER REFAZER O SEUS ERROS! POIS BEM NUNCA MAIS APARECE NA MINHA FRENTE! VOCÊ E SEU IRMÃO IDIOTA!
Gaya começava a chorar fortemente. Xingando Fred até a décima geração dele. Não queria aceitar, mas não suportava mais ficar longe dele. Os meses que se aproximou de Fred, os meses antes de tudo ficar bem, as preocupações dele, as vezes que ele teve que caçá-la dentro do ministério, quando ela achava que Gina estava na pior. Todos seus sentimentos se misturavam, mas o pior era o vazio. Como se ao ir embora, Fred levasse algo de precioso de Gaya.
Com isso Gaya cai em um sono solto, chorando...
