Fic: Escolhas

Autora: Iza Amai

Beta: Aluada Potter


Capítulo: 10

Em Algum Lugar dentro de Você...

Assim que cruzou a porta e sentiu que pisava nos gramados de Hogwarts, Hermione não pôde evitar a emoção que inundava seu peito. Era como se tivesse voltado aos melhores anos de sua vida. Tudo estava tal como era nos dias mais belos com alunos de todas as casas que passeavam distraídos pelos jardins. Alguns próximos ao lago, outros deitados sobre a grama verde, uns até se penduravam nos galhos mais baixos da faia frondosa que margeava o lago, estes deviam ser alunos do primeiro ano, tão pequeninos eles eram.

Como dissera Rony uma vez, ela não se lembrava de ter sido tão pequena em seu primeiro ano. O sol de início de verão brilhava intensamente, fazendo com que o azul do céu fosse tão vibrante a ponto de ofuscar os olhos no primeiro momento que o encarasse. Pela tranqüilidade dos alunos, devia ser um fim de semana. Ao longe, Hermione viu a borda da Floresta Proibida, onde vivera momentos inesquecíveis, em sua maioria, apavorantes.

De repente sentiu alguém puxando a manga de suas vestes. Olhou para o lado e se surpreendeu. Era uma moça pequena, com o rosto coberto de sardas, olhos castanho vivos e cabelos lisos extremamente vermelhos.

- Ginny! – exclamou surpresa – O que você está fazendo aqui?

- Como assim, Mione? Eu estudo aqui, se lembra? – a moça a encarou levemente intrigada – Você está bem?

Hermione ficou calada por um instante, absorvendo a situação e enfim respondeu:

- Sim, estou bem... eu acho... – concluiu incerta.

- Então? Está procurando pelo Harry, não é? Acho que ele foi por ali! – apontou em direção à Floresta Proibida – Ele me disse hoje mais cedo que queria ajudar o Hagrid a cuidar do Norberto que machucou a asa, sabe?... mas na verdade... – Ginny abaixou a voz, sorrindo – Acho que ele está tentando fugir das revisões. Você não dá folga...

- Norberto? – Hermione interrompeu ainda mais confusa. – Mas nós o mandamos para a Romênia no nosso primeiro ano... você nem chegou a conhecer o filhote de dragão do Hagrid...

- Para a Romênia? - a ruivinha desfez o sorriso brincalhão e ergueu a sobrancelha para Hermione. - Tem certeza que você está bem mesmo?

- Sim, estou! – afirmou mais convicta e levou a mão à boca ao se lembrar de algo. – Nossa! Com mais de sete anos o Norberto deve estar enorme! Como o Hagrid está conseguindo escondê-lo? Eu vou até lá...

- Como assim sete anos? O Norberto é só um filhote...

Mas Hermione não ouvia mais a moça, já tinha saído numa correria sem freios, rumo à cabana de Hagrid.

Assim que avistou a casinha modesta do Guarda-Caças a moça parou ofegante, procurando respirar melhor. Percebeu que saía uma fumaça muito branca da chaminé da cabana, flutuando em espirais sobre as copas verdes das primeiras árvores da floresta. Involuntariamente Hermione sorriu. Aquela era uma visão realmente agradável, que enchia seus olhos e seu coração de uma nostalgia acolhedora.

- Hagrid deve ter feito daqueles seus bolinhos horríveis e está preparando chá para acompanhar o lanche. Mas se Harry agüenta eu também agüento... vai valer o sacrifício...

- Está certa, como sempre...

Aquela voz.

Hermione paralisou e suas pernas, por alguns segundos, perderam as forças completamente. Ela cambaleou e teria ido ao chão se o dono da voz não a tivesse segurado.

- O que foi, Mione? Está se sentindo tonta ou sonolenta ou... sei lá o quê? – perguntou preocupado, mantendo a moça segura nos braços – Eu disse ao Ron que você tem estudado demais... mas você não ouve a gente. É teimosa e acaba exagerando...

Hermione estava petrificada. Seus olhos pararam sobre aquele rosto... os óculos, a cicatriz, os olhos verdes. O cheiro também era o mesmo, cheiro de grama do campo de quadribol com sabonete de erva-doce. Ele estava diante dela e ela não conseguia fazer nada, falar nada. Seu corpo não funcionava direito, seu cérebro não funcionava direito, precisava fazê-lo funcionar. Então tentou dizer o nome dele, mas suas palavras não saíram claras, pareciam ter parado na garganta. Hermione se esforçou mais um pouco, procurando mover os lábios até conseguir que algum som fosse ouvido.

- Harry... – o que conseguiu foi um chiado quase ofídico.

- Sim? – o rapaz a olhava bastante ansioso. – Tá sentindo alguma coisa? Diz o que é! Você tá muito pálida e nem consegue falar direito. Acho melhor a gente procurar a madame Pomfrey e ...

Mas, de repente, o cérebro de Hermione destravou e ela não deixou que ele completasse a frase. Sem pensar em nada se atirou nos braços do amigo com uma alegria louca. O rapaz, que não esperava por um abraço tão repentino e caloroso, perdeu o equilíbrio e foi ao chão com Hermione por cima.

- Harry, Harry, Harry! – ela repetia o nome enquanto cobria o rosto do amigo com beijos rápidos e carinhosos, nas faces, na testa, no queixo, nas pálpebras... – Você está aqui , eu posso te tocar...

Harry estava sem ação, enquanto a amiga o amassava freneticamente contra a grama. Ele não sabia o que fazer com as próprias mãos, se segurava aquela Hermione enlouquecida pelos ombros ou se abraçava a amiga correspondendo àquela explosão de seja lá o que for.

- Er, claro que estou aqui... eu... – Harry ofegava –... ah... e você pode me tocar, afinal eu não sou um fantasma, nem um Rabo Córneo Húngaro... e... Mione, por que você tá me beijando assim? As pessoas estão olhando... – disse Harry já quase sem ar.

Então a moça percebeu a situação em que estavam. Olhou sem jeito para os alunos que se aglomeraram em torno deles. Alguns os observando chocados, outros com sorrisinhos maliciosos e outros apenas curiosos. Depois de olhar para os alunos à volta, Hermione avaliou o amigo embaixo dela.

Harry estava com os óculos tortos, os cabelos mais despenteados do que nunca, os botões das vestes de cima tinham se abrido, a gravata estava embolada no lado esquerdo do pescoço e o rapaz exibia um olhar ao mesmo tempo constrangido e chocado. Também havia alguma outra coisa nos olhos de Harry que Hermione não conhecia.

Completamente sem graça ela se levantou e se sentou sobre os joelhos, levando as mãos ao rosto, cobrindo-o envergonhada.

- Por que me deixou fazer isso? Por que não me empurrou, Harry? Eu quase matei você...

Hermione esperava que ele concordasse com sua frase e dissesse outra vez que ela precisava procurar madame Pomfrey. Mas ele não disse nada, então ela se arriscou a olhar entre os dedos. E viu um Harry ruborizado, porém sorridente.

- Uau! Isso foi no mínimo... inesperado!! – Respirou fundo entre o sorriso – E eu não empurraria você, Hermione... Até que não seria uma morte assim tão ruim, não é? – Ao dizer essa frase o rosto do rapaz enrubesceu um pouco mais. - ... Quer dizer... eu não... ah, deixa pra lá e me diz o motivo dessa felicidade toda! – mas percebendo que os alunos ainda os rodeava, esperando o desfecho da cena, Harry se virou para eles com cara de poucos amigos. – O que estão olhando? Ela só tropeçou e eu a ajudei, então ficou feliz com o salvamento e quis me agradecer com alguns beijos. Qual o problema? Amigos não podem se beijar? Andem logo! O show já acabou.

A contra gosto os alunos começaram a se dispersar, mas mesmo a certa distância ainda voltavam suas cabeças para dar mais uma pequena espiada nos dois amigos sentados na grama e visivelmente constrangidos.

- Então, vai me dizer ou não? – perguntou Harry quando o último aluno estava há uma distância segura dos dois.

- Ah, dizer o quê...? – Hermione perguntou sem se lembrar exatamente o que ele tinha perguntado.

- Da sua felicidade súbita. Com certeza não ganhei aquele abraço e o monte de, hum, beijos só por ter te impedido de se estabacar no chão.

- Ah, claro que não! É que... bem... – o cérebro de Hermione trabalhava freneticamente tentando encontrar uma desculpa razoável para seu ataque de beijos ao amigo – eu tive um pesadelo e nele você tinha viajado pra muito longe e me disse antes de ir que não queria mais voltar, que não queria falar comigo nunca mais por que eu era, assim, mandona e chata, que não me divertia nunca e que você tinha se cansado de ser meu amigo. Daí eu acordei com saudade de você e... foi isso... – terminou pouco conclusiva, achando a desculpa completamente estúpida e dramática.

Harry a observou por um instante com a sobrancelha levemente erguida. Depois lhe dedicou um sorriso enigmático.

- Sabe, Hermione, acho que esse seu pesadelo é completamente absurdo. E eu, se precisasse partir um dia, nunca iria embora sem levar comigo o desejo de voltar. Não haveria lugar pra mim longe das pessoas que mais gosto. E... eu não saberia viver sem falar com minha melhor amiga. Você é mesmo mandona, mas é a parte sensata de mim, se lembra? A parte que me faz ser o Harry... ser, assim, um homem... quer dizer – quis completar antes que a amiga pensasse outra coisa – ... o meu outro lado é bem imaturo, certo? E você me faz pensar nas conseqüências das minhas atitudes impulsivas. Daí, se eu deixasse de falar com você, de ser seu amigo, seria o mesmo que deixar de ser Harry Potter...

- Harry... - Hermione sorriu encantada, com a declaração do amigo saltitando feliz dentro do seu peito. Ela sentiu uma vontade quase incontrolável de se atirar novamente no pescoço dele e teria feito isso se uma ruivinha sorridente não tivesse chegado.

- E aí, gente, o que foi que eu perdi? – Ginny tinha uma expressão bem marota no rosto.

- Como assim? – perguntou Harry, fitando a moça com receio.

- Fiquei sabendo que vocês dois estavam se agarrando na grama como amantes alucinados que nem têm tempo de escolher um lugar mais discreto para extravasarem seus hormônios adolescentes!

- Ginny! – exclamou Hermione exasperada – Quem te disse esse absurdo?

- A Lilá, claro! – a ruivinha se sentou displicente na grama, ainda olhando maliciosa para os dois amigos. – E provavelmente foi contar ao Rony também, ela definitivamente não perderia essa oportunidade única de lançar a intriga e depois consolar meu doce irmãozinho... – Ginny encarou as próprias unhas da mão direita por um momento depois voltou o olhar para a amiga. – Então trate de arrumar uma boa desculpa, Mione, ou perderá todas as chances de ser minha cunhada. E eu nem consigo imaginar a Lilá ocupando esse cargo.

- Não é nada disso que você está pensando, Ginny! Eu só... eu só... – mas Hermione não encontrava um bom argumento.

- A Hermione só teve um pesadelo comigo e estava meio perturbada com a visão! – interveio Harry em seu socorro. – E meio que... misturou sonho e realidade.

A essa frase de Harry, Hermione estancou e sentiu um frio súbito invadir seu estômago. Sonho... aquilo lhe trazia uma sensação bem ruim. Mas o que era mesmo? Olhou para Harry, depois para Ginny que ainda tinha uma expressão divertida no rosto. Mas não era daquela expressão que Hermione se lembrava. A recordação mais recente lhe trazia a imagem de uma Ginny cheia de lágrimas, desesperada por ter que fazer a mais difícil escolha de sua vida. Então Hermione se lembrou. Ela estava dentro dos sonhos do amigo. Sua felicidade tinha sido tão grande que misturou realidade e fantasia, se esquecendo completamente de sua missão, que era resgatar Harry.

- Meu Deus! Como pude me esquecer?...

Ginny a olhou ainda sorridente.

- Pois é, a possibilidade de ser minha cunhada é algo que você não deveria se esquecer nunca...

- Não é isso, Ginny! – exclamou exaltada – Na verdade, eu me esqueci de que isso aqui é tudo um sonho. Que eu estou em um mundo imaginário que o Harry criou para se proteger. Eu acabei... acabei me deixando levar pelos sentimentos dele. Mas eu tenho que tirar ele daqui... – e Hermione voltou-se para Harry, em sua voz havia agora um quê de desespero – Você precisa vir comigo, Harry! Precisa acordar desse sonho e abrir a porta para que o hóspede indesejado possa sair e ser aprisionado em um outro lugar que não seja o seu corpo. Voldemort está escondido dentro de você...

Harry não disse nada, apenas encarou a amiga como se estivesse imaginando o tamanho da camisa de forças que ela precisaria usar. Mas como Hermione continuava a olhá-lo em súplica o rapaz trocou um olhar nervoso com Ginny como a pedir ajuda e Hermione percebeu que a amiga não tinha mais o sorriso brincalhão nos lábios e sim a mesma expressão exasperada de Harry.

- Ei! – falou Hermione, enfim, compreendendo o que os amigos deveriam estar pensando. – Eu não estou louca! Vocês precisam acreditar em mim! – Desesperada ela segurou a mão da moça ruiva. – Você pode me ajudar a convencer o Harry de que ele está em um sonho perigoso, Ginny, afinal ele adora você e...

- Hermione!... – Harry falou sério, já se levantando. – Vamos procurar o professor Dumbledore. Creio que o seu caso não é mais para a madame Pomfrey.

Piscando algumas vezes Hermione assimilava a frase do amigo.

- Como assim Dumbledore? – ela também se ergueu da grama – Harry, ele está morto!

Assim que disse aquilo, Hermione percebeu que não deveria ter dito. O rosto de Harry se transfigurou em algo que ela entendeu como medo, sentimento que era tão raro em seu amigo. Como ela tinha sido tola! Harry não tinha perdido suas memórias. E isso era maravilhoso! No entanto, elas estavam um tanto alteradas.

Naquele mundo imaginário, ele provavelmente tinha colocado tudo que o fazia mais feliz, todas as suas lembranças marcantes, como se elas co-existissem ao mesmo tempo. E Dumbledore era, com certeza, uma de suas mais preciosas memórias, assim como Ginny. No entanto, era estranho que a relação entre ele e Ginny não fosse de namorados e isso ela não entendia por que.

- Vem, Hermione! – Harry chamou enérgico, puxando a amiga pelo braço. Mas Hermione resistiu. Tinha de explicar tudo a ele. Não poderia deixá-lo pensar que ela estava louca. Como iria convencê-lo de que estava em um sono de morte se ele pensasse que ela havia enlouquecido?

- Não, Harry, me escute! Você precisa me ouvir...

- Se não vier por bem eu vou ter de levar você à força... Ginny, me ajuda!

Hermione viu a amiga se aproximar e segurar seu outro braço. Aquilo a irritou profundamente. Eles não estavam entendendo.

- Me solta, Ginny! – disse, tentando desvencilhar o braço da mão que o prendia. Mas a garota a segurava com força e ela não pôde se soltar. – Você deveria me ajudar já que ama tanto o Harry. Ele vai... vai voltar pra você, eu sei que vai, Ginny. – e olhou desesperada para o amigo – Harry, vocês dois deveriam ser um casal depois da destruição de Voldemort. Se lembra? E a Guerra acabou, nós vencemos. O Lorde das Trevas é agora só uma sombra, mas que precisa ser apagada de vez... Eu vou levar você de volta para sua querida Ginny, a verdadeira, e a realidade vai ser melhor que este sonho em que você prendeu a imagem dela...

Mas Hermione não concluiu a frase ao perceber que estava quase gritando e que sua reação estava assustando ainda mais os amigos.

- Me desculpe, Mione! – Harry falou angustiado. – Você não me deixa outra alternativa. – O rapaz retirou a varinha das vestes e a apontou para Hermione, antes de sussurrar – Dormien...

Alguém falava muito suave, quase em um sussurro próximo à Hermione e ela logo reconheceu a voz de Lupin. Se sentindo frustrada pelo fracasso de sua missão a moça não quis abrir os olhos. Precisava dormir de novo, voltar ao mundo criado por Harry e tentar mais uma vez trazê-lo de volta.

- Não se preocupe tanto, ela me parece estar bem, só um pouco pálida! – o ex-professor deu um suspiro longo. – Mas não encontrei nenhum vestígio de Arte das Trevas. Creio que seja apenas estudo demais, Harry.

No ímpeto, Hermione arregalou os olhos. Harry? Ele estava ali? Com o coração aos saltos ela girou a cabeça para o lado e só então percebeu que não estava no quarto rústico da casa de dona Nênia, mas na ala hospitalar de Hogwarts. Harry e Lupin estavam a alguns passos dela. O professor tinha o semblante calmo, mas Harry parecia muito aflito. Ela não tinha acordado, continuava presa dentro do sonho de Harry. Menos mal, pensou, se sentindo, de certa forma, aliviada. Afinal, não tinha estragado tudo.

- Mione, que bom que acordou! – e Harry já estava inclinado sobre a amiga com aquele sorriso contagiante de indisfarçável felicidade. – Desculpe por ter te adormecido, é que você parecia louca, falando coisas sem sentido...

Hermione forçou um sorriso. Convencê-lo da verdade seria mais difícil do que havia pensado. Ainda mais que Harry parecia bem forte dentro daquele seu mundo. Tinha conseguido adormecê-la facilmente. Teria de ter mais cautela.

Com esforço ela se ergueu e Harry a ajudou a se sentar.

- Acho melhor não se esforçar muito! – disse gentil. – Madame Pomfrey falou que você precisa descansar ao menos duas horas por dia e dormir antes das dez.

- O que o professor Lupin está fazendo aqui? – perguntou com voz fraca. Se queria ajudar Harry precisaria compreender aquele mundo que ele havia criado e só depois agir.

- É que... – o rapaz pareceu constrangido – bem, ele é professor de Defesa Contra as Artes das Trevas e eu pensei que pudesse ser algo sério... bobagem minha, afinal aqui nada de ruim pode acontecer a ninguém... muito menos a você. – concluiu mais para si mesmo.

Essa declaração despertou os sentidos de Hermione. Harry estava a ponto de revelar seu segredo e se fizesse isso estaria admitindo para si mesmo que criara um mundo perfeito, porém falso.

- Por que, Harry? Por que não pode acontecer nada de ruim a ninguém?

O rapaz ficou um tempo em silêncio e Hermione sabia que ele estava procurando uma resposta adequada.

- Ora, Hermione, aqui é Hogwarts. E não existe lugar mais seguro no mundo. O professor Dumbledore sempre estará aqui para proteger seus alunos e funcionários...

- Então Dumbledore está mesmo aqui ... – disse desanimada, voltando a se jogar de costas na cama. Ele tinha encontrado uma resposta sensata.

- Claro que sim! – disse o rapaz como se aquilo fosse incontestavelmente óbvio – Mas, mudando de assunto, o Ron veio te ver, só que ele não me pareceu muito, como eu posso dizer?... amigável. – Harry se sentou ao lado de Hermione na cama e abaixou a voz em tom de confidência, se inclinando mais sobre a amiga. – O que aconteceu no jardim já deve ter chegado aos ouvidos dele, e provavelmente de uma forma bem deturpada.

As coisas estavam indo de mal a pior. Harry agia como se estivessem vivendo um bom ano em Hogwarts. Depois de expressar sua preocupação sobre o que Rony estaria pensando dos dois ele passou a conversar animado sobre os progressos do amigo no Quadribol. E o assunto se entendeu para as boas aulas de DCAT que o professor Lupin estava dando. A moça ouvia calada, sem conseguir falar mais nada sobre o real problema. Na verdade ela estava com medo de falar e causar alguma reação estranha no amigo que pudesse comprometer sua missão. Agiria com mais sensatez. Porém, mesmo com essa preocupação ela não conseguiu deixar de se sentir feliz em ouvir Harry falar tão animado, tão... vivo.

Assim que saiu da enfermaria, Hermione caminhou com Harry, indo para a Sala Comunal da Grifinória. A cada corredor que entravam, a cada quadro por que passavam, a cada escada que subiam ela se emocionava com as recordações e as surpresas. Tinha visto Cedrico sorrindo junto com alguns colegas em um dos corredores, bonito e jovial como se sua vida nunca tivesse sido ao menos ameaçada pelo Lorde das Trevas.

Ela e Harry tinham se divertido correndo do Filtch que os perseguira dizendo que estavam com feições muito suspeitas e que estava muito ansioso para lhes dar uma detenção. Também cumprimentaram Luna, que passava distraída por eles quando já chegavam ao quadro da Mulher Gorda. Harry disse a senha "chá de murtisco" e uma sorridente senhora de cor-de-rosa lhes revelou a entrada da Sala... Para Hermione foi como ter novamente quatorze anos.

Agora estava lá, sentada diante da lareira em sua poltrona preferida. Sua mente fervilhava, enquanto ouvia os gêmeos, Fred e Jorge, atormentando os calouros com suas invenções malucas. Rever os gêmeos, mortos durante a Guerra, tinha doído nela mais que qualquer outra coisa. Agora eles existiam apenas na mente de Harry.

Ela encarava o fogo e seus olhos se enchiam de lágrimas. Não poderia culpar Harry por querer ficar ali para sempre. Aquela era a felicidade eterna. Todos os amigos juntos, felizes em seus sonhos juvenis, acreditando que teriam a vida toda pela frente.

- Por que eu não consigo...?

A voz de Harry tirou Hermione do torpor em que se encontrava.

- Não consegue?... – perguntou confusa, olhando para o amigo, enquanto enxugava discretamente as lágrimas que se formavam no canto de seus olhos. Percebendo que ele a estava observando.

- ... fazer você parar de sofrer.

- Harry, eu não...

- Estão todos bem, Hermione. Olha! – o rapaz correu o olho pelo salão, fazendo Hermione acompanhar seu movimento. Estavam todos lá. Neville jogava xadrez de bruxo com Dino enquanto Simas e Ginny apreciavam a partida. Rony lustrava freneticamente o cabo de sua Cleansweep, mas parecia levemente carrancudo quando lançou um olhar furtivo para os dois, no seu peito o distintivo de monitor resplandecia.

Lilá e Parvati sorriam tolamente lendo, ao que parecia, uma revista de fofocas. Colin e Dênis, sentados numa poltrona bem próxima, acenavam para Harry e disparavam a conversar algo inteligível. Os gêmeos continuavam a se exibir para um grupo de alunos em volta deles, sorridentes e brincalhões da forma que Hermione mais gostava de se lembrar dos queridos amigos.

- Você tem razão! – disse Hermione, sua voz falhando pela emoção daquela cena tão inesquecível. – Eles parecem felizes... Isso deveria ser eterno, não é?

Harry concordou.

- Pode ser eterno, Mione... – ele segurou a mão da moça, um tanto exasperado – podemos ficar aqui pra sempre. Vivendo nossos dias mais felizes. Nada precisa mudar. Não importa se é um sonho, não faz diferença...

Aquela declaração surpreendeu Hermione.

Harry tinha consciência da verdade.

- Então, você sabe... – começou ela encarando a lareira, tinha medo de dizer algo errado, e olhou novamente para o amigo – ...que isso tudo é uma mentira? – Mas Harry não se retraiu como ela temia, nem a olhou como se ela fosse uma louca. Simplesmente se recostou na poltrona com um suspiro cansado. Seu semblante era de pura exaustão, Hermione pôde notar aquele cansaço pela primeira vez, como se agora ele permitisse, parando de representar. Os olhos dele fitavam as chamas, mas parecia não vê-las.

- O professor Dumbledore me disse uma vez, em nosso primeiro ano... – começou ele, sua voz suave e triste. - ... que "não faz bem viver sonhando e se esquecer de viver". E disse também que sempre chega o momento em que "temos de escolher entre o que é certo e o que é fácil"... – os olhos de Harry se voltaram para Hermione que o encarava com um nó na garganta –... Acho que eu o decepcionei nos dois maiores conselhos que ele me deu, não é? Não sou o herói que todos pensavam, eu fracassei... – e Hermione percebeu que os olhos de Harry, por trás das lentes, que refletiam as chamas vermelhas da lareira, estavam molhados - ... me entreguei, Hermione. Aquilo tudo foi mais do que eu poderia suportar.

Ela não conseguiu resistir àquela imagem de desamparo, dor e solidão e se jogou sobre o amigo novamente. Queria aliviar aquela alma preciosa de tão grande sofrimento. Aquele mundo era perfeito, mas Harry também não estava feliz ali. Sua alegria era tão falsa quanto a projeção de suas memórias. Porém, ele tinha desistido do mundo real. Hermione soluçava enquanto aconchegava o amigo em seus braços. E dessa vez Harry não pareceu assustado ou envergonhado com o abraço caloroso que recebia. Ao contrário, ele apertou Hermione com força contra o corpo, como se tivesse a intenção de fundir seus corações.

- Hermione, por que foi que você veio? Por que não me deixou apenas com a imagem que eu havia criado de você, assim como fiz com os outros? Você estaria sempre feliz e eu não veria sofrimento em seus olhos nem nunca mais passaria pelo desespero de te ver sentindo tanta dor física causada por Maldições Imperdoáveis... como da última vez... – ele falava ao ouvido da moça e sua voz falhava pela emoção e as lágrimas que não podia controlar. Nenhum dos dois podia.

Hermione não se soltou do amigo. Não queria se soltar dele nunca mais.

- Eu só queria te ver feliz, Harry... – sussurrou sentindo seu coração explodir de tristeza por aquelas lágrimas que ele derramava, se misturando às dela.

- Então me faz feliz... fica aqui comigo, Hermione... e me ajude a conservar esse mundo – ele a soltou do abraço, mas não se afastou, encarando-a a centímetros, com as mãos sobre seus ombros - Os outros são apenas lembranças, mas nós dois somos reais. Percebi que você não era minha imaginação assim que te vi. De alguma forma você tinha ouvido meu chamado. Eu tive tanto medo de não ter conseguido salvar você. Mas isso não importa mais, nossas almas estão juntas, como antes. Amigos inseparáveis...

Aquela súplica nos olhos de Harry era mais do que a determinação de Hermione poderia suportar. Desejou tanto reencontrá-lo e agora ele estava ali. Como poderia dizer não? Aquele era o mundo dele. O paraíso pessoal de Harry Potter e ele a convidava para dividir suas mais profundas emoções. Olhou novamente para os gêmeos, que agora pregavam um panfleto no quadro de avisos com caras muito suspeitas e deles para Rony que rapidamente desviou os olhos para a janela como se algo muito interessante lhe chamasse repentinamente a atenção. Aquelas lembranças guardavam, intactas, as personalidades de seus amigos.

Aquele não era apenas o paraíso de Harry. Era o seu paraíso também.

- E poderemos visitar Hagrid? – perguntou, enxugando as lágrimas e forçando um sorriso. Ficaria com ele...

- Claro que sim! O Norberto é um filhote bem comportado agora! – respondeu Harry, também enxugando os olhos por trás das lentes. – E estudar na biblioteca, falar mal de Snape, visitar Sirius em Hogsmeade...

- Snape e Sirius? – perguntou ela se enchendo de nostalgia e curiosidade. – Eles também estão por aqui?

- Sim. – Harry sorriu. – Snape continua como professor de Poções, já que Lupin é o de DCAT. E Sirius tem um pub muito popular em Hogsmead chamado O Cão Negro.

Hermione sorriu, ainda com vestígios de lágrimas nos cílios. Seria maravilhoso fazer uma visita ao bar de Sirius.

- E o que mais podemos fazer? – sua resignação aumentava cada vez mais diante da animação do amigo.

- Podemos jogar Quadribol...

- Ah, Harry! – reclamou Hermione – Você sabe que tenho medo de altura e não sei voar direito...

- Eu te ensino e te ajudo a perder o medo. Levo você na minha vassoura até se acostumar! – disse, segurando as duas mãos da amiga, numa alegria contagiante. – Vamos, Hermione, não é tão ruim assim. Voar é maravilhoso, você vai ver. Estará voando com Harry Potter, um ótimo apanhador e um dos seus dois melhores amigos! – seu sorriso se ampliava cada vez mais. – E podemos fazer outras coisas, como ir até a cozinha para ganharmos comida fora de hora. Dobby vai às nuvens toda vez que apareço por lá e até a Winky vai ficar feliz com sua visita, basta você não comentar nada sobre o FALE...

- Não é FALE, Harry – retrucou a moça, fingindo indignação. – é F.A.L.E.

- Que seja! E podemos também passear na beira do lago, estudar debaixo da faia e atormentar o Malfoy...

Sem entender o motivo, ouvir o nome de Malfoy trouxe à mente de Hermione palavras que pareciam muito distantes, mas completamente nítidas: "Não percebe que existem outros que se preocupam com você? Ele não era a única pessoa em sua vida..." "Quero que volte... aconteça o que acontecer. Mesmo que ele prefira ficar..." Assustada ela abaixou os olhos, desviando-os de Harry, querendo, mais que tudo apagar aquelas palavras atrevidas. Não queria que o amigo percebesse que algo ainda a perturbava. Não queria se lembrar de nada.

Tinha de ficar com Harry, tinha de ficar... era o único jeito de fazê-lo feliz. E ele, mais do que qualquer outra pessoa no mundo mágico, merecia ser feliz. Ninguém tinha o direito de condená-lo por isso. Mas, as palavras na mente de Hermione continuaram impiedosas, minando toda a felicidade que ela a tão pouco se permitira sentir "Sei de tudo que você é capaz de fazer pelo Potter. Mas mesmo que não aceite, seria completamente egoísta se você preferisse se enterrar em um sonho eterno por medo da realidade e deixar muitas pessoas sofrendo por você." Hermione cobriu o rosto com as mãos e sacudiu a cabeça com força. A realidade destruindo seu coração em milhares de pedacinhos. Sua certeza tinha se evaporado.

- Não podemos, Harry! Não podemos... – desabou, enfim, e as lágrimas voltavam a encher seus olhos.

- Por que não? – perguntou o rapaz surpreso e confuso com a súbita mudança da amiga. E como ela não respondia nem erguia a cabeça, Harry pegou suas mãos afastando-as do rosto que ela cobria, forçando-a a encará-lo. – Por que não podemos ser felizes?

Sem ter outra opção ela fitou os olhos do amigo. Ele era tão importante para ela, mas Draco tinha razão, o mundo não se resumia aos dois. Havia Rony, que desabaria se perdesse a ela também. Havia Ginny, que se culparia a vida toda por não ter tentado salvar Harry, mesmo sendo tão apaixonada por ele. Havia seus pais, que a amavam tanto e que ela deixara para trás. Sem contar os outros amigos que se arriscaram na busca dela, o professor Lupin e Luna. E havia o próprio Draco, que se redimira e tinha escolhido ser dependente dela...

- Simplesmente porque não podemos ser felizes causando a infelicidade de outras pessoas... - ela agarrou com força as mãos do amigo que ainda seguravam as suas. – Nossos amigos, os que restaram, já perderam tanto... Não podemos deixar que eles percam a nós dois também. É egoísta demais!! – e mais uma vez ela se lembrou de Ginny e do sacrifício da amiga, exatamente por não ser egoísta.

Harry ficou mudo, os olhos colados aos de Hermione. Os dois ofegavam. Emoções contraditórias brigavam dentro de cada um deles. Ela lia tanta coisa nos olhos de Harry que deixou passar despercebido algo muito novo. Um sentimento formado de fragmentos de alegria, dor, sonhos e espera, que ele guardara dentro de si. Este sentimento novo Hermione não conhecia. Então, para sua total surpresa, Harry fez algo que ela jamais poderia imaginar. Ele se aproximou mais dela, afastando as mãos entrelaçadas para os lados e recostando a amiga na poltrona macia.

As chamas da lareira iluminavam seus rostos com dourado e cobre. E Harry continuava a se aproximar lentamente, como se quisesse prolongar aquele momento. Hermione não teve reação, apenas o fitava, incapaz de dizer uma única palavra ou impedir seu movimento. Não sentia seu coração bater. Era como se ele tivesse parado. Era como se o tempo tivesse parado ou andasse em uma marcha muito lenta, num torpor quase de morte.

E quando, enfim o inevitável e inesperado aconteceu, quando os lábios de Harry tocaram, suaves, os seus, ela pensou que realmente estava morrendo. E morrer era maravilhoso...

- Cuida de mim, Mione... – Harry murmurou entre seus lábios – promete que não vai mais me deixar sentir tanta solidão...

Hermione já não sabia se queria acordar ou continuar ali naquele sonho embriagante. Mas seu coração já tinha a resposta pronta, sempre teve.

- Eu vou cuidar de você, Harry, como sempre fiz... Isso é uma promessa. Só precisamos acordar juntos.

- Então... me leva com você...

E tudo começou a girar. Hermione sentiu o chão sumir de seus pés e um turbilhão de cores invadir seus olhos, sua mente. Não sentia mais os lábios de Harry. Ela estava caindo em um rodamoinho de luzes coloridas. As luzes piscavam e se contorciam, invadindo sua retina com violência extrema e ela só queria que tudo aquilo parasse. Então, como atendendo à sua súplica silenciosa, as luzes começaram a diminuir devagar, deixando que uma penumbra caridosa acalmasse a dor em sua cabeça. Logo a luz era apenas a chama amarelo-pálido de pequenas velas quase totalmente derretidas.

- Seja bem vinda de volta!! – Soou uma voz suave e inconfundível. – Você conseguiu, Hermione.

A moça abriu os olhos e viu um Lupin muito sorridente inclinado sobre ela, olhando-a com carinho. Ela tentou se erguer, mas não conseguiu, sua cabeça ainda doía. Piscou algumas vezes, tentando fazer seus olhos entrarem novamente em foco. Outras vozes eufóricas eram ouvidas. Rony, Luna, os latidos de Sirius...

- Que coisa horrível, senhor Selênio! – Era a voz de Luna estranhamente exaltada. – Parece algo nojento, mais do que os Grunins que habitam os túmulos...

Sirius latia sem parar.

- Eu não sei o que são Grunins, – agora Rony falava, mas parecia mais excitado do que exaltado. – mas isso aqui é realmente nojento! Como alguém pôde se resumir a isso? Definitivamente o lado das trevas não vale à pena.

Latidos ainda mais fortes ribombavam pelos cantos.

- Está realmente certo meu rapaz. Nem mesmo eu vi algo tão deplorável. – Hermione identificou a voz de mestre Selênio. – Essa pobre alma não é digna de ódio, mas de piedade...

- Será que alguém poderia me dar as boas vindas?

A última voz, que silenciou todos os outros sons, fez Hermione vencer a dor que sentia dentro da cabeça e forçar os olhos para a cama ao lado da sua. Nada poderia ter lhe dado maior conforto. Um Harry sorridente olhava para Rony e Luna que tinham congelado, com as bocas levemente abertas, encarando o rapaz.

- Você voltou realmente? – Luna conseguiu perguntar, enquanto Rony, assim como Hermione fizera quando reencontrara Harry dentro do sonho, mexia os lábios inutilmente sem extrair deles som algum.

- Sim Luna, eu voltei... e Rony, acho melhor você parar de mexer a boca sem dizer coisa alguma ou vamos pensar que ficou mudo!! – Brincou, sorrindo ainda mais para o amigo.

- Cara! – falou enfim – Só posso tá sonhando! – e sem cerimônia o ruivo pulou sobre o amigo, apertando-o em um abraço de urso. – E nós pensando que você estava morto! Você está nos devendo um oceano de lágrimas, viu? De todos nós, só a Mione não chorou...

Então Harry virou o rosto para o lugar onde Rony erguera o queixo. Lá estava Hermione com um sorriso emocionado a brincar em seus lábios.

(continua...)


Nota da Beta Fantasma: Hi, minna-san!!!! . Finalmente dei um bico na falta de tempo e resolvi me apresentar a tão digníssimas pessoas!!! Eu sou a Aluada Potter ou Moony ( como queiram me chamar ) e estou muito feliz em saber que essa fic está sendo bem aceita pelos leitores...

Esse capítulo é muito especial para mim porque é todo carregado de emoções e que, confesso, me fez ficar com os olhos úmidos... Moony se escondendo com vergonha :P Adoro o Harrizinho!!! \o\ e acho que ele também merece aparecer pelo menos um pouquinho... tadinhu dele... sniff...

Ps.: Num me pronunciei antes porque fiquei intimidada pelos tantos Malfoys que deixam reviews... brinquei com a Amai assim que se eu falasse alguma coisa, eu iria ser trucidada:D... Brincadeiras a parte, espero que gostem desse capítulo e podem esperar um pouco de mais emoções pela frente, né Amai???

Mada mada Ja ne.

N/A: ÊÊÊÊÊ, FELIZ NOITE DAS BRUXAS!!! ESSE CAPÍTULO É UM PRESENTINHO PROCÊS, BRUXINHOS LINDOS!

Bom, mas pra quem não gosta do par HHr, esse capítulo deve ter sido uma tortura... Sejam fortes, a tortura está só começando (he, he)!! GOSTOSURAS OU TRAVESSURAS? Já que ninguém me deu docinho eu resolvi judiar um pouquinho de vcs. Mas sofrer um pouquinho faz parte da emoção da coisa, né? Sejam pessoas generosas! Não se esqueçam que essa Iza-Amai aqui é apaixonada pelo Harryzinho. E confessem, ele não é muuuito fofo?!! (Iza com olhos brilhando).

Então, respondendo as review:

Moony: Hoje é mesmo um dia especial (feliz, feliz, feliz!!!), afinal minha beta apareceu, deixou review e uma nota para nossos queridos leitores (Iza enxugando os olhos com lencinho bordado de abóboras). E que dia melhor? Afinal, minha beta é FANTASMA, BUUUUUUUUHHHHH! Te adoro Moony, e vc sabe disso. 'Brigadíssima por dar sinal de vida... ou de morte... sei lá!

Mayabi: Parabéns, leitora incrível!! Muito obrigada por ler e seja bem vinda ao grupo. Realmente tem muita coisa pra acontecer, né? Compreendo sua pressa, eu tb sou bem ansiosa, por isso posto novos capítulos o mais rápido possível. Continue acompanhando a história, espero que vc se divirta muito.

Jackie: Me dê a mão e vamos pular juntas "êêêê!!! O SIRIUS TÁ VIVO!!!" E eu até diria que além de vivo ele está muito gato, mas fica inconveniente já que ele é um cachorro rsrs. E falando em Hermione ... é, realmente ela é meio lenta em relação ao Draco, acho que é a única coisa para a qual sua super inteligência não funciona. Também, com um Malfoy daquele, qual cérebro funcionaria direito, né? E vamos ver se a Mione te ouve e "abre os olhos". Mas não se esqueça que na vida dela existe um Harry...

Sobre o capítulo nove, é Jackie, aquele "quase beijo" dá pra causar borboletinhas no estômago, uma tortura chinesa, mas tudo tem seu tempo, sentimentos valem mais que sensações... tenha paciência e seus desejos se realizam (Iza com cara de fada-madrinha).

MJ: Nuussa!! Que review glaaande! (Iza flutuando em nuvens cor-de-rosa). Que bom que vc compreende "esse equilíbrio" entre Drakie e Harryzinho, afinal, os sentimentos para se tornarem profundos devem acontecer devagar (a Luna explicaria essa teoria melhor, eu acho!). Quanto ao Rony, caramba, ele é mesmo uma "anta", mas eu tb adoro ele (desde que não faça par romântico com a Mione). E sobre a sua curiosidade de como estão as pessoas do Mundo Exterior... bom, aguarde, menina, logo você saberá, certo?

Ilyas: Óia, vc tava lendo "na moita" rsrs!! Legal vc aparecer! O importante mesmo é que a fic esteja te agradando, mas saiba que receber sua review me deixou muito contente. Seus comentários serão sempre bem vindos. Estou te recebendo de baços abertos neste grupo de pessoas adoráveis.

Karla: Vc me mata de rir com seus comentários, principalmente quando cita trechos da história, arranca lagriminhas dos meus olhos (aquela aparição súbita do Lupin foi mesmo sinistra). E esse seu amor platônico pelo Malfoy é muuuuito divertido. 'Brigadíssima por me fazer sorrir tanto. Vc, exagerando no tamanho da review? Por favor seja a personificação do exagero (Iza com sorriso fazendo rosquinha).

Gente! É tão bom receber review que eu nem tenho palavras para agradecer a atenção de vcs. Comentem o quanto quiserem, nem que seja pra dizer que o capítulo está "fron Hell" rsrs.


Agora deixa eu judiar de vcs mais um pouquinho e mandar uma cena do próximo capítulo:

"- Onde está o Malfoy? E o que aconteceu entre vocês dois para que você falasse dele com tanta gentileza quando me contaram a história do meu resgate? – Harry perguntou.

Por essa Hermione não esperava. Pensou que Harry iria ignorar a presença de Draco.

- E ... eu não sei onde ele está, sumiu desde ontem a noite. Quando você acordou, ele já não estava por perto. – respondeu insegura, fraquejando diante do olhar perscrutador de Harry – Creio que reencontros melosos é o tipo de coisa que não agradam alguém como ele... Você sabe como é o Draco.

- Não, eu não sei. – Harry continuava encarando-a sem piscar, mas agora havia uma incontestável nota de frieza em sua voz – Mas acho que você vai poder me dizer, já que se tornaram tão íntimos.

Hermione piscou algumas vezes, com uma expressão confusa.

- Íntimos? De onde tirou isso? – ela encarou o amigo de volta – O que está insinuando?

- Não estou insinuando nada. Fiz apenas uma constatação. Desde quando você chama o Malfoy de Draco?"


Beijinhos flutuantes, tenham uma noite emocionante com morcegos, BRUXOS, vampirinhos sedutores (né Karla?), docinhos, velinhas etc, nem que seja em sonho, e até o próximo capítulo!

Iza-Amai – fantasiada de elfo-doméstico (será que eu nasci para servir?)