O Voo do Passarinho

Capítulo X – Distrações

Assim que Sandor cruzara a porta a sensação de abandono retornou para Sansa. Ela sabia que o seu cavaleiro retornaria por ela, porém a expectativa de seu retorno a consumia. Seus dedos estavam fechados com firmeza ao redor da costura do lençol que tinha sobre o corpo tampando-lhe o sexo. A presença do velho Fiodor no quarto a incomodava, o que a incentivava ainda mais a tentar ir atrás de Sandor.

- Minha senhora - Disse a segunda pessoa presente no quarto - tenho certeza que o cavaleiro que a acompanha retornará com boas notícias. Arry nunca deixou ninguém na mão, ele é um bom sujeito - Fiodor sorria, mas enquanto a boca se curvava em alegria os olhos do senhor exprimiam outra coisa, algo que Sansa identificou como desejo.

Ele olha direto para os meus seios, ele consegue vê-los por de trás do lençol. Ao constatar o fato, se ajeitou na cama a modo de proteger-se do olhar faminto que lhe era direcionado.

- Tenho fome - Anunciou com a intenção de expulsar o velho de seu quarto.

- Oh, claro, claro! - o velho juntou as mãos em frente ao peito perdendo o contato visual com o seu ponto de fuga - Pobrezinha, ficou tão adoentada que mal se alimentou; irei preparar-lhe uma comida deliciosa para que quando seu senhor retorne ele perceba que foi bem alimentada pelo Fiodor e possa me recompensar - Sorria para si mesmo com a possibilidade de uma gorjeta.

Assim que os passos do dono da pousada foram morrendo ao longo do corredor, Sansa saltou de sua cama sentindo segurança para tal e tratou de vestir-se o mais rápido que conseguia. Infelizmente a tarefa não fora fácil. Durante toda a sua vida a donzela foi trocada por suas aias e tentar descobrir por conta própria qual era o lado correto do vestido foi uma missão trabalhosa, mas que por fim deu certo, porém o resultado não foi o mesmo com a calça e a moça nem ao menos percebera que havia algo errado. Certificando de que não estava deixando nada para trás saiu do quarto com os passos silenciosos. Sandor foi para o porto. Retomou em sua mente as palavras do homem. Procurar um tal de Arry, ok, eu posso fazer o mesmo. Tentava se convencer. Ao chegar nas escadas sentiu as pernas fraquejarem. Os efeitos da febre não haviam sumido por completo, sentia-se fraca e com o pouco de exercício que fizera fez com que ela escutasse o coração bater em sua garganta. Segurando com toda a sua força no corrimão, desceu as escadas. A porta de entrada da pousada estava bem a sua frente, com menos de dez passos conseguiria atingir os seus objetivos. Estava na metade do caminho quando o velho Fiodor apareceu na frente da porta trajando um avental mal feito e segurando um objeto culinário - que Sansa identificou como uma concha - batendo em sua mão livre. A expressão era de decepção no rosto de ambos.

- Não, não... Não acredito que iria fazer isso - Fiodor balançava a cabeça de um lado pro outro em sinal negativo.

- Eu preciso! - Sansa insistiu - Saia da minha frente - Ordenou.

- Afaste-se da porta! - O velho fez uso de sua concha para impedi-la de se aproximar - Aquele homem é muito assustador! Se ele descobrir que eu a deixei sair... não quero nem ver!

Sansa sabia que ele tinha razão em seu temor, todavia estava determinada a sair daquele lugar.

- Eu preciso encontrá-lo, eu não quero ficar sozinha de novo! - Exclamou.

- Você não está sozinha, querida, você tem a mim para lhe fazer companhia! - Um sorriso de orelha a orelha abriu no rosto do senhor. Ele estava tentando soar gentil, sem obter sucesso. A frase causou mais terror do que contentamento na jovem.

- Saia da minha frente! - Tornou a repetir.

- Eu entendo o que você quis dizer - Começou Fiodor sem sair de frente da porta de entrada - Você tem medo que ele fique mais um tempo longe de você, que o seu pretendente de Felwood retorne e lhe peça o que foi prometido, que os dois travem um duelo e você tenha que ficar com aquele que vencer...

Por um instante a sua expressão poderia tê-la entregue. Não fazia muito tempo, mas havia esquecido da mentira que contara para o velho alguns momentos atrás sobre a razão dela estar em Ponta Tempestade a procura de um navio com Clegane.

- Mas...

- Não se preocupe - Cortou Fiodor - Ele foi procurar um navio, não se alistar em uma guerra.

- Mas...

- E além do mais, eu estou com a chave do celeiro, o que significa que ele não pegou o cavalo que vocês chegaram - O velho riu pelo nariz sentindo-se vitorioso.

Sansa sentiu-se um pouco aliviada com essa última informação. Quando Sandor a deixara em Felwood ele levara Estranho consigo, saber que o cavalo indomável continuava na pousada a tranquilizava.

- Viu só? Por que você não vem se sentar na minha cozinha enquanto termino a sua comida? - Sugeriu o velho.

Sansa deu-se por vencida. Sandor iria retornar por ela ou por Estranho e o velho só mostrara-se saliente ao vê-la semi-desnuda em seu leito, ela percebeu que o velho sentia mais terror com o pensamento de o que Sandor poderia fazer com ele se algo ocorresse à ela do que qualquer outra coisa. Foi com essas constatações que o choque da realidade lhe abatera. Estava feliz por agora estar sentada à uma mesa de costas para o local onde Fiodor cozinhava, impedindo-o de que lhe visse o rosto, embora ainda lhe visse as costas.

- Ah, pelos Deuses Antigos e Novos... - Exclamou escondendo o rosto nas mãos.

- Disse algo, querida? - Fiodor perguntou.

- Não, nada não! - Respondeu de imediato Sansa.

Isso não era bem verdade. Recordara-se de que nos últimos dias desde que chegara à Ponta Tempestade havia dormido com o minúsculo pedaço de pano que lhe foi dado como roupa intimida em Felwood e que fora aquilo mais nada lhe protegera o sexo... E durante todo esse tempo Sandor Clegane a vira assim. Ele dormira ao seu lado, ele cuidara dela.

- Ah não... - Sentia as bochechas ruborizarem. Sentia vergonha e ânsia.

- Tenho certeza que ouvir você dizer algo... - Comentou Fiodor achando ter ouvido algo por de trás da chiadeira da panela e do estourar da lenha.

- Certeza que não disse! - Exclamou Sansa de seu assento com os olhos arregalados e fixos em um entalhe entre tantos na mesa em que estava sentada. Nesse entalhe se lia 'Arry e Joana para sempre'. Cada vez mais seus pensamentos pioravam.

E... E ele havia me beijado... Sansa se pôs em pé sem se virar para Fiodor. Sentia as pernas bambas.

- Não estou me sentindo muito bem, irei deitar um pouco - Anunciou.

- O quê? Gostaria de ajuda? Vamos, deixe-me ajudá-la.

- NÃO! - Gritou com as mãos levantadas na altura dos ombros - Fique onde está. Eu posso me virar sozinha.

- O-ok... - O homenzinho de assustou - Assim que terminar aqui, irei levar-lhe o que comer.

Sansa se apressou em sair daquele espaço. Embora o cheiro do bacon tenha ficado para trás, as suas lembranças perturbadoras a acompanharam.

- O que foi que eu fiz...? - Murmurou baixinho para si mesma enquanto seus dedos agarravam o corrimão da escada.

Seus caminhar era pesado com a mistura de lembranças e sentimentos que lhe acometia. Utilizando forças demais para subir a escadaria, fez o resto do caminho para o quarto se arrastando. Sentia-se novamente doente e uma pequena dor de cabeça chata a afetava. Entrou em seu quarto e trancou a porta atrás de si. Ao se virar para encarar o aposento identificou a lareira, o lugar onde boa parte do seu vexame começara. Como se ela pudesse apagar suas memórias ela correu até o objeto e tratou de apagar-lhe. Um nevoeiro acinzentado carregado de fuligem levantou e ela teve de se locomover até a janela mais próxima para respirar ar fresco. Com uma boa tragada de ar, Sansa sentiu-se renovada. O dia em Ponta Tempestade continuava fechado, porém uma ameaça de sol podia ser vista por trás das nuvens. Tendo os últimos resquícios da fumaça abandonado o quarto que estava, Sansa esticou o braço para fechar a janela quando um relinchar de cavalo logo abaixo lhe chamou a atenção e ao olhar para baixo conseguiu ver a barra de uma capa de viagem verde adentrar a pousada.

- Mais um freguês? - Questionou-se e essa súbita curiosidade sobre o dono da capa verde conseguiu distraí-la de suas aflições. Estando sempre agitada sobre a ameaça de ser descoberta e levada de volta para Porto Real a distração passou a sua maior companheira e o foco ausentava-se cada vez mais.

Dando uma pequena mordida de leve no lábio inferior optou por fazer uma travessura infantil altamente deselegante para uma lady. Tomando a devida preocupação em ser silenciosa esgueirou-se pela porta tentando ouvir a conversa no andar inferior.O diálogo proferido na entrada era inaudível onde ela se encontrava. Se eu estivesse um pouco mais próxima... Falou consigo mesmo. Estava parada no corredor e a escada não parecia tão distante e de fato não o era, dado pela agilidade e destreza que chegou até ela, tomando precaução para não ser descoberta. O coração estava acelerado com essa atitude que melhor se adequava à Arya. Muitas vezes, Sansa repreendera a irmã por atitudes fora a de seu padrão social e agora começava a perceber o quanto perdia estando presa aos padrões da moralidade impostos por hipócritas que sempre os quebravam quando eram beneficiados.

- ...aram alguns dias - Fiodor falava para o novo visitante.

Sansa inclinou-se e o que conseguiu ver foi um pedaço do chão após o último degrau e as sombras disformes dos dois ali presente. Sansa identificou o segundo indivíduo como sendo do sexo masculino.

- Eles ainda se encontram aqui? - A voz do sujeito estava abafada e a garota não a reconheceu de lugar algum. Estava aterrorizada. Havia promessas de ameaça pelo tom que o narrador utilizava.

Procedeu-se um silencio aterrorizador no andar de baixo. Por favor, que ele vá embora. Por favor, por favor... Sansa cruzou os dedos. Um som de metal rompeu o clima de tensão e em seguida Fiodor tornou a falar, porém o que Sansa ouviu não foi a resposta que esperava que o velho desse.

- Sim, ambos.

- Onde eles estão? - Sansa viu a sombra se mover no andar de baixo e ela se preparou para esconder caso viesse em sua direção.

Fiodor mais uma vez optou pelo silêncio e mais uma vez o som de metal fez com que ele falasse. Velhinho asqueroso e medíocre! Pensou Sansa constatando que o metal vinha de uma bolsa de moedas.

- O cavaleiro não se encontra... - Fiodor confessou em um murmúrio que Sansa só ouviu por forçar sua audição prendendo a respiração.

- Ótimo! - Rejubilou-se o estranho - Onde ela está?

Os olhos da garota arregalaram-se mais do que o normal. Sua garganta estava seca e sua mão transpirava suor frio. Passos se aceleraram no hall de entrada e a sombra se estendeu para a parede da escada. De imediato Sansa soube que precisava correr e se esconder. Sentiu-se como um cervo em temporada de caça, via a flecha ser atirada em sua direção e com tanta adrenalina percorrendo o seu corpo, as pernas foram as últimas partes a receber o comando. Quando finalmente se locomoveu atrás de um lugar seguro para se esconder o estranho quase se fez visível aos seus olhos. Suas mãos se fecharam ao redor da fechadura e adentrou o aposento, ficando parada atrás da porta com os olhos fechados e rezando para que não tivesse sido vista ou ouvida.

- Nesse quarto? - Os passos do homem morreu no corredor e ele agora estava arfando. A garota reparou que havia ansiedade na voz dele.

Fiodor parece ter concordado, pois um batido na porta foi ouvido. Sansa não o respondeu. Estava tremendo com a possibilidade de ser pega. Se esse desconhecido a mandasse de volta para Porto Real, ela temia o que poderia acontecer com ela estando mais uma vez nas mãos do Rei Joffrey. Sandor... Ela chamou por ele em sua agonia. As batidas na porta continuaram, cada vez mais alta e mais constante, até que o homem demonstrou cansaço nas tentativas frustradas.

- Abra a porta! - Ordenou. A garota não se moveu em seu esconderijo.

- S-senhor, talvez... - Fiodor começou a falar, seu timbre demonstrava arrependimento, que de nada servia visto que não seria o necessário para tirá-la dessa situação que ele a metera.

Um barulho de maçaneta foi ouvido; a porta cedera ao desconhecido. Sansa engoliu em seco com o coração palpitando em seus ouvidos e virou-se de frente para a porta.

- Onde ela está!? - A voz abafada do homem soou no quarto ao lado ao qual ela estava. Durante a urgência de correr para o seu abrigo, a jovem constatou que não seria a atitude mais inteligente ir para os aposentos que lhe fora reservado e teve sorte da porta desse quarto estar aberta.

- E-eu t-te-tenho c-certeza q-q-que e-ela es-estava a-aqui-qui... - Falou Fiodor.

A garota ousou soltar um risinho maroto e juntando toda a coragem que criara nos últimos minutos abriu com força a porta e disparou escada abaixo. Ela nunca fora tão ágil quanto os irmãos. Seus dons estavam concentrados nos trabalhos manuais e não na força física. Theon Greyjoy teria rido de sua corrida desajeitada junto com Arya e Jon, enquanto Robb se preocuparia com o bem estar da irmã. Assim que atingiu a escada Sansa ouviu passos apressados vindo ao seu encalço, porém ela não fraquejou na corrida, ela até se dedicou mais à ação. Estou quase lá! Se incentivou ao ver a porta de entrada aberta. Acreditava que se conseguisse atravessá-la ela estaria a salvo. As ruas de Ponta Tempestade estavam tão movimentadas quanto Porto Real e seria fácil ela se ocultar no meio de tantos transeuntes e então poderei ir até o cais e avisar que aqui já não é mais seguro.

Faltando três degraus para atingir o corredor da entrada, Sansa que ainda se sentia adoentada pela febre perdeu o controle sobre as pernas e viu o chão se aproximar. Fechou os olhos e soltou um gritinho. O tombo não a machucaria tanto, porém atrasaria a sua fuga. Havia esticado os braços em um movimento involuntário para se defender do impacto, mas ao invés de tocar um chão de mármore ela tocou carne e em sua cintura pode sentir dedos fortes a pressionando. Seus olhos que se fecharam abriram-se novamente para ver uma velha e encardida blusa de algodão branca-amarelada em um peitoral flácido com pequenos músculos visíveis. A garota quando em seu quarto só conseguira ver uma pessoa pela janela e mesmo enquanto bisbilhotava a conversa só vira uma sombra. Não fazia a mínima ideia desde quando esse ser se encontrava ali.

- Puta que pariu, garota! Que merda é essa!? - A pessoa que a agarrou esbravejou. Sansa reconheceu a voz. Ela a ouvira vários dias atrás e ele não lhe fora tão receptivo quanto agora.

- Willem! - O estranho que descia as escadas chamou por ele. Já não havia mais nada em sua boca para distorcer a voz. Sansa também a reconheceu. O estranho não era tão mau quanto acreditava que era. Ela se virou para ele. Lágrimas brotaram em seus olhos ao reconhecer o semblante amigável de Yros coberto de preocupações, porém ela não permitiu que nenhuma lágrima escorresse - Você está bem!? - O dono da capa verde perguntou, depositando uma mão no rosto da jovem - Sabia que é perigoso correr em escada, sua boba!? - E dito isso a puxou para um abraço protetor.

- E-eu pensei... - Sansa começou, mordendo o lábio inferior para conter as lágrimas.

- SINTO MUITO! - Fiodor berrou e caiu sobre os joelhos segurando as mãos juntas na altura do nariz em posição de oração - SINTO MUITO! ME PERDOE!

Os presentes ficaram sem reação ao presenciarem essa atitude do velho. Yros protegeu Sansa ainda mais no abraço, com medo do senhor. Não havendo resposta, o estalajadeiro continuou.

- Eu contei pra ele - apontou para Yros - que você - apontou para Sansa - estava aqui! Oh, pelos Sete! - Levou as mãos ao rosto, cobrindo-o por vergonha - O que ele irá dizer! Se ele souber que eu a entreguei para o seu antigo noivo ele irá me matar!

Os olhos de Yros e o de Willem pousaram em Sansa, confusos com o que Fiodor disse. Sansa sentiu tanta vergonha de seus dizeres quanto o velho que estava aos seus pés. Suas bochechas enrubesceram rapidamente o que arrancou uma risada nasal do bardo.

- V-você tem que ir embora.. - Sansa gaguejou afastando-se de Yros.

- Viu, seu imbecil!? Eu disse que essa puta não valia tudo isso! - Esbravejou Willem.

- Não se refira à ela dessa forma! - Repreendeu Yros.

- Foda-se! - Willem deu de ombros - Irei esperá-lo lá fora junto com Aliria.

- Ela também veio!? - Sansa indagou.

- E Sally também teria vindo, mas alguém precisava ficar na pousada - Yros sorriu, brincando com uma madeixa de cabelo de Sansa - Essa cor caiu muito bem em você - Ele sorria.

- Mas... - Os lábios da garota formaram um perfeito ó; estava sem palavras pela atitude do grupo - ... por quê?

- Por favor, me perdoe... - Murmurava Fiodor mais para si mesmo que para Sansa.

- Bem, vamos conversar em um local mais reservado - Yros a conduziu para fora.

- Eu não posso ir! - Sansa exclamou. Não sabia para onde estava indo, suspeitava que era de volta para Felwood. Ela não poderia ir sem antes se comunicar com Sandor, a bem da verdade ela não queria ir pra lugar algum que não fosse Winterfell, para junto de sua família, e não para os braços de um bardo de sangue real que ela conhecera alguns dias atrás.

- Não só pode como deve, Jonquil, irei levá-la de volta para sua casa - Yros piscou para ela, ainda a conduzindo para fora do estabelecimento.

- Para casa..? - Sansa não compreendeu.

- Sim, para o local de onde você veio, Jonquil.

- O que eu direi quando ele voltar? Oh, meus Sete... O que direi...? - Fiodor que já havia se posto em pé chorava como uma criança. A garota compreendeu na hora quem era ele que o velho se refiria.

- Diga que o antigo noivo dela a está levando para casa - Yros se dirigiu ao velho com um sorriso maroto nos lábios.

- Nós vamos pegar um navio? - Sansa perguntou com ansiedade e expectativa.

- Sim - Yros sorriu - Tenho alguns amigos que oferecerão uma viagem segura para todos nós.

- Todos nós? - Sansa tornou a repetir.

- Sim, eu, você, Willem e Aliria.

- Mas e o... - Começou.

- ... o seu Florian poderá se juntar a nós, se ele se comportar - Yros tocou o próprio pescoço se lembrando do último incidente que tivera com ele. Sansa tornou a corar - Desde que ele se apresse. Então, bom senhor - Dirigiu-se novamente a Fiodor - Trate de avisá-lo de que o esperaremos no cais - Dito isso, Yros finalmente conseguiu persuadir Sansa para deixar a pousada e se juntaram ao grupo que os esperavam lá fora.

- Finalmente, Yros! - Aliria exclamou ao ver os dois, levantando-se do tronco onde estava sentada ao lado de Willem - Podemos ir agora? Se formos rápidos talvez o encontremos no cais - a dona da estalagem de Felwood onde Sansa e Sandor se hospedara demonstrava ansiedade para encontrar alguém.

- Quem? - Sansa perguntou.

- O cavalo dele ainda está aqui - Disse Willem passando os olhos no estábulo.

- Oh.. Será que devemos levá-lo para ele? Assim ele não precisará voltar para buscá-lo.

- Quem? - Sansa tornou a repetir.

- Não acho que seja uma boa ideia, essa fera tem a personalidade do dono - Comentou Yros.

- Quem? - Perguntou mais uma vez a jovem.

- Seu Florian, minha pequena - Respondeu o bardo - Agora venha - Convidou Yros, estendendo-lhe o braço. Sansa hesitou por um instante e então cedeu.

Sansa e Yros caminhavam a frente do grupo, atrás deles vinham Aliria e Willem, apenas a mulher estava montada no cavalo de pelagem castanha que carregava além do instrumento musical de Yros, duas bolsas em suas laterais, provavelmente onde os bens que julgara necessário para a viagem estavam guardados. Sansa a princípio se surpreendera com a presença do bardo de sangue azul que viera ao seu encalço, já havia aceitado o fato de que nunca mais tornaria a vê-lo ainda que essa conformação lhe causasse descontentamento. Tornar à vê-lo foi muito prazeroso e agora que o medo inicial de que ele fosse um soldado da Casa Lannister/Baratheon já havia passado, estava sendo uma missão impossível esconder o sorriso que brotara em seus lábios.

- Não vai me perguntar por que vim atrás de você, Jonquil? - Yros a questionou em um tom inaudível aos seus companheiros, enquanto adentravam a zona do comércio de Ponta Tempestade.

- Pensei que seria rude de minha parte se perguntasse - Mentiu Sansa. Estava tão contente pela presença do jovem que a razão e como ele a encontrou nesse lugar não era indiferente.

- Longe disso! - Sorriu Yros - Gostaria de saber? - Instigou-a.

- Se é de sua vontade, sim.

- Muito bem, eu me senti culpado pela forma que deixou Felwood com aquele homem, eu sinto que de alguma forma eu contribui para isso. Aliria disse que eu fui insensato ao colocá-la para cantar na frente de todos aqueles soldados Lannisters, mesmo eu tendo mudado a sua aparência, basta um olhar mais demorado para perceber que não é uma camponesa comum.

Sansa ouvia a tudo o que Yros falava sem demonstrar emoção, ela nem mesmo tinha os seus olhos fixos nele. O mercado estava com uma quantidade significativa de pessoas e sentia medo de que pudessem descobrir a sua identidade; desde que deixara Porto Real ela não ficara na frente de tantas pessoas durante a luz do dia e agora homens vestidos de armaduras, ainda que em número reduzido, apareciam na multidão.

- E na realidade... - Yros continuou, agora abaixando tanto o seu tom de voz que obrigou Sansa a virar-se para ele para fazer uma leitura labial e compreender melhor o que ele dizia - ... Eu não consegui esquecê-la.

A donzela corou e o sorriso em seu rosto alargou-se. Estava constrangida com a confissão do bardo. Apesar dele ser um bastardo de um nobre e passar a maior parte de seu tempo com pessoas de moral duvidosa ela sentia-se fisicamente atraída por ele. Yros era um jovem rapaz de idade próxima ao seu irmão Robb Stark, possuidor de atitudes cavalheiras e diálogos repletos de galanterias capaz de desestruturar qualquer mulher independente da idade, ainda mais de uma donzela que é altamente suscetível à coisas belas.

- E você ri! - Repreendeu Yros - Zomba dos tormentos que infligiu em um homem. Quão má você é, Jonquil?

- Sinto muito - Desculpou-se Sansa, sem demonstrar remorso - Não quis ofendê-lo e muito menos atormentá-lo.

- Despreza os meus sentimentos? - Yros continuava com o tom de descontração em sua voz, mas seus olhos mostravam seriedade.

- Não! - Sansa exaltou-se.

- Então os aceita? - Provocou.

- Eu... Eu não... - A jovem agradeceu por Willem ter interrompido o diálogo que travava com Yros.

- Oi! Seu filho da puta! - Esbravejou Willem separando Yros de Sansa e grudando-lhe pelo colarinho - Você não me disse que iríamos pegar um navio, seu desgraçado!

Sansa levou as mãos à boca, abafando um grito. Aliria avançou com o cavalo e tentou separar os dois a galope.

- Parem com isso! - A mulher montada gritou.

- É só um navio... - Tranquilizou o bardo, ofegante, segurando as mãos do cozinheiro e tentando afastá-las de si.

- Você sabe onde estamos, bastardo!? - Gritou - É mais fácil a garota Tyrell ser realmente uma donzela do que um navio sair de Ponta Tempestade sem nenhum dano!

- Então é bem provável que a garota Tyrell seja virgem, porque nós iremos sair deste lugar sem nenhum dano, eu confio nos meus amigos capitães - Yros riu com segurança e divertimento. Willem ficou em silêncio por um tempo e então soltou o bardo e abriu uma pequena gargalhada.

- É bom que aquela rapariga seja realmente intacta, porque você está arriscando a minha vida, seu bosta! Minha função era só proteger o seu cu daquele demônio que anda com esse rabo de saia que você persegue. Se eu morrer por graça sua, você estará perdido.

Yros se ajeitou, recuperando a postura e ajeitando a roupa.

- Se você morrer, Willem, eu provavelmente já terei morrido algum tempo antes - Riu e foi acompanhado pelo amigo.

Sansa optou por não ficar muito próxima dos dois, primeiro porque ela não queria retornar o diálogo com Yros e segundo porque ela temia os modos grotescos de Willem. Sua companhia até chegar no cais foi Aliria, porém esta manteve-se fria o tempo todo para com ela, Sansa não conseguia encontrar uma justificativa para essa ação da mulher, todavia sabia que havia um ódio contido ali e não forçou uma conversação já imaginando os caminhos que se seguiriam.

Mal haviam chego ao cais quando um homem muito bonito com a pele cor de oliva e longos cabelos negros veio ao encontro de Yros e o cumprimentou com uma saudação saudosa e eles começaram a conversar. Sansa não ouviu o começo da conversa por estar distante deles e assim que se aproximou mais, Yros a apresentou ao amigo.

- Veja, Arry! Esta é Jonquil, a moça que lhe falei - Yros a puxou pela mão a colocando em seu lado.

- Prazer em conhecê-la, senhorita - O homem abriu o sorriso mais encantador que Sansa já vira em toda a sua vida e mesmo o sorriso de Yros conseguia ser inferiorizado quando comparado com o de Arry - O seu companheiro esteve aqui um tempo atrás - Ele a informou.

Sandor! A garota exclamou em sua cabeça. Então esse deve ser o Arry que o senhor Fiodor mencionou. Constatou.

- Onde ele está? - Sansa perguntou com timidez em sua voz - Senhor?

- Não precisa me chamar de senhor! - Arry gargalhou - Ele arranjou um espaço naquele barco pra vocês - Apontou para uma galé com o brasão em formato de onze cobras verdes em um fundo cinza suspenso no ar. Sansa ao forçar um pouco a lembrança constatou que pertencia a Casa Lynderly, juramentada à Casa Arryn. A garota se sentiu altamente aliviada ao ver um símbolo amigo, ainda que o Vale de Arryn continuasse neutro na guerra.

- O navio partirá esta noite e terá três paradas sentido norte - Informou Arry.

- Acha que conseguirá arranjar espaço para nós também, Arry? - Perguntou Yros, namorando a galé.

- Timothy não irá gostar muito, mas cederá. Pelo humor que ele está com a embarcação do amigo dela - e dito isso olhou para Sansa de soslaio - a presença de mais pessoas será bem vinda, desde que sirva para amenizar a situação - Havia recomendação nas palavras de Arry que fora compreendida por Yros.

- Mais três lugares!? - Timothy esbravejou, parado na rampa de acesso ao navio que alguns de seus marujos utilizavam no momento para carregar o navio de mercadorias locais - Tá de sacanagem, Arry!?

- Pense pelo lado positivo, Timothy, eles são amigos daquele cavalheiro que irá transportar essa noite - Arry abriu um sorriso encorajador. O capitão da galé engoliu em seco ao relembrar o ocorrido.

- B-bom... n-nesse c-caso... - O senhor começou a gaguejar e suor frio escorria de sua testa - Serão cinco dragões de ouro para cada um - Pôs o seu preço, o mesmo que fizera para Sandor mais cedo.

- CINCO DRAGÕES!? - Willem exclamou - Que porra é essa, desgraçado!? Tá pensando que nós somos o quê?

- Feito - Yros cortou a gritaria do amigo - Quinze dragões então. Sei que ainda é cedo, mas gostaria que permitisse que embarcássemos desde já a modo de nos organizarmos melhor.

O capitão do navio encolheu-se o máximo que pode estando ainda em pé. Willem conseguiu causar-lhe tanto terror quanto Sandor e apesar de ninguém ali presente conseguir ler pensamentos, era claro que o homem estava se perguntando em que diabos havia se metido. Sentindo-se incapaz de pronunciar palavra alguma, o capitão da galé meneou a cabeça em sinal positivo, dando permissão para que todos subissem à bordo.

- Escuta aqui, é bom que você tome muito cuidado na hora de sairmos dessa merda de cidade! Eu gosto muito da minha vida e não pretendo perdê-la por uma merda que você fez! - Avisou Willem, em seu próprio método de esconder seus medos.

- Você não deveria acompanhá-los e certificar-se de que eles estão bem alojados, Tim? - Perguntou Arry.

Timothy parece ter saído de seu transe e concordou que isso seria o melhor a se fazer, porém com medo de ficar a sós com o grupo enviou o pequeno George de 8 anos para se encarregar dessa função, desempenhando-a muito bem ao apresentar os dois quartos localizados no canto oposto do corredor onde fica a cabine do capitão para os novos membros da tripulação. Em relação ao cavalo, nomeada de Aurora por Aliria, ela foi levada para os porões da galé com os demais animais da tripulação. As bagagens que Aurora carregava foi levada por Willem, o mais forte do grupo, para os quartos.

- Apenas dois quartos? - Sansa questionou, desconfortável com o fato de ter que dividir seus aposentos com outra pessoa.

- Realmente, eu acho isso muito desagradável! - Protestou Aliria - Eu não vim pra essa jornada pra dividir um quarto durante não sei quantos dias com um bando de homens peludos! - Não com esses homens, era o que suas palavras queriam dizer. Sansa era a única que não sabia da noite que a estalajadeira dividira com Sandor. Assim que os dois deixaram Felwood, Aliria não demorou para se vangloriar para Yros, Willem, Sally e quem mais quisesse ouvir.

- Então por que vocês duas não dividem o quarto? - Sugeriu Yros. Willem olhou pra ele desconfiado, podendo jurar que as intenções do amigo eram outras.

Sansa ficou em silêncio e analisou Aliria discretamente enquanto a mesma tivera a mesma atitude. Aliria era uma mulher jovem, como já observara de antemão no primeiro encontro que tivera na pousada de Felwood, ela estava acima do peso, apenas alguns quilos a mais e isso não a desfavorecia, suas curvas eram femininas, em formato de ampulheta, com os ombros largos e os quadris também, a cintura era pequena e a face dela era carregada de sensualidade. Sansa tinha como exemplo de beleza Cersei e Shae, essas duas mulheres transbordavam sensualidade e feminilidade, agora Sansa tinha o seu terceiro exemplo depois dessa melhor análise.

- Pode ser - Aliria respondeu antes que Sansa tivesse a oportunidade de abrir os lábios - Será bem melhor do que dividir aquele quarto com vocês - Aliria segurou na mão de Sansa com uma mão e com a outra empurrou a porta do quarto da esquerda - Nós vamos ficar com esse quarto, vocês que fiquem com aquele - Indicou a mulher - Willem, minhas coisas pode trazer aqui.

Willem a obedeceu sem questionar. Apesar do espírito grotesco, Aliria parecia ser a única pessoa que ele respeitava. Dentro do quarto onde ficou determinado como sendo o das garotas haviam quatro camas embutida de madeira com finos colchões de palha e algo que deveria ser um travesseiro em cada cama feito com uma mistura de pena de pombo e palha. Sansa hesitou em se sentar, a coberta que revestia o leito era branca-amarelada como a camisa de Willem, indicando falta de higiene e provavelmente podia conter pulgas humanas.

- As minhas camas são melhores - Observou Aliria sentando-se na cama e batendo no colchão com as mãos abertas - Aqui, Willem - Indicou um espaço ao seu lado e o homem colocou uma bolsa ali, a outra revelou pertencer aos dois viajantes do sexo masculino.

- Ah! Willem, me empresta aqui a outra bolsa! - Pediu Yros e assim recebera a grande sacola pesada - Jonquil, quando você partiu de Felwood acabou se esquecendo de pegar os seus pertences, então eu os trouxe para você! - O bardo sorria genuinamente.

Sansa arregalou os olhos, entusiasmada em rever seus bens e o primeiro item que Yros retirou da bolsa foi a boneca que Ned dera a filha. Sansa a agarrou como se fosse uma garotinha e a abraçou como se fosse o bem mais precioso do mundo.

- Muitíssimo obrigada! - Ela agradeceu enquanto Yros terminava de devolver os pertences a garota, sendo eles o vestido que ela utilizava quando o encontrou e a capa da guarda real de Sandor. Ambos os bens foram colocados em cima de uma cama ao lado oposto de onde Aliria estava sentada.

- Meu vestido! - Sansa exclamou - Isso me faz lembrar... Eu não sei quanto tempo essa viagem irá durar e não tenho mais nada o que vestir.. - Lamentou-se.

- Isso é um problema - Comentou Aliria - Chega em um ponto da viagem em que não há mais água que possamos beber e você não conseguirá se lavar e muito menos limpar suas vestes.

Sansa enrugou o nariz demonstrando desgosto com a ideia.

- Isso é nojento! - Retrucou a jovem.

- Você já esteve em um navio antes, Jonquil? - Perguntou Yros com simplicidade, no que Sansa negou com um menear de cabeça - Há sempre a primeira vez para tudo - Ele pareceu se divertir com a ideia e passou o olho em Willem, que também estava passando pela sua primeira vez em um navio - Enquanto o seu problema com roupas, podemos sair enquanto há tempo ainda para comprarmos algumas, o que acha?

- Eu acho... - Um sorriso de orelha a orelha surgiu no rosto da garota. Ela adorava fazer compras e gostara muito da companhia do bardo enquanto andavam por Felwood, seria divertido conhecer os produtos de Ponta Tempestade ao lado dele - ... Não será possível, pois não tenho nenhum dinheiro comigo... - Lamentou-se.

- Isso não será problema, eu faço questão! - Ele sorria.

- Mas você já vai ter que pagar a sua viagem e a de seus amigos! - Protestou Sansa.

- Como eu disse, eu faço questão - Yros segurou na mão de Sansa e passou o braço da jovem pelo seu - Me daria a honra? - Brincou cordialmente.

Era algo difícil resistir à persuasão do homem e Sansa sentiu-se sem outra opção que não a de segui-lo. Talvez eu encontre com Sandor no mercado. O pensamento passou por sua cabeça, não lhe tirando emoção alguma, foi o que veio a seguir que a perturbou. Ele me verá com Yros... Seus olhos arregalaram-se e os lábios entreabriram-se. Yros estava distraído comentando sobre o movimento das ondas e o voo das gaivotas que não reparou na mudança de expressão da donzela. A última vez que Sandor me viu com ele, ele não reagiu muito bem... Sansa mordeu os lábios como se estivesse se segurando para não gritar. E dessa vez ele foi bem claro para que eu não deixasse a pousada... Quando ele descobrir que eu não estou lá e souber com quem estou... Suas mãos começaram a suar frio. Aquela vez em Felwood eu apenas estava cantando em público e me retirou do lugar sem me deixar despedir, nós podíamos ter sidos pegos por aquela cena... E... E depois... Depois ele me beijou... Sansa levou as mãos aos lábios. Se ele descobrir que Yros também me beijou! O terror a acometeu e seus olhos encontraram com os de Yros.

- O que f... - Yros começou, porém foi interrompido bruscamente sendo jogado para fora da ponte do navio.

- AFASTE-SE DELA! - A voz de Sandor ecoou por todo o cais.

Muitos marujos e capitães pararam os seus afazeres para assistir a cena, onde um homem encapuzado saltara de seu cavalo negro trazendo na garupa uma armadura e estava atacando uma pessoa que caíra na água rasa da praia. Sansa foi incapaz de emitir som algum. Ela acreditava ter evocado seu Florian. Sua estúpida! Deveria saber que não é uma boa ideia trancafiar esses dois juntos em mar aberto por tanto tempo! Repreendeu-se, porém o mal já estava feito.


N/A:

AVISOS GERAIS (a.k.a. SELFIE): Atrasei a publicação desse capítulo por tempo de mais... Confesso que me desiludi um pouco com o universo de Game of Thrones, atualmente estou com uma gigantesca obsessão com Once Upon a Time, but eu não podia simplesmente abandonar minhas fanfics já publicadas! É muito difícil eu me apaixonar por algo e estou plenamente apaixonada pelo 'O Voo do Passarinho' e espero que você leitor também esteja, porque é isso que me motiva a escrever! Estou muito contente com a dedicação da leitora Tathiane, ela criou dois videos maravilhosos para essa fanfic, o link de ambos está na minha página, recomendo-o para todos! E aqueles que acompanham a minha outra publicação, 'Prazer em Porto Real', saibam que ela será a próxima a ser atualizada e a Tathiane fez um trailer para ela também que me tirou o folego! Agradeçam à ela por eu ter voltado a escrever, rs.

Acredito que agora irei publicar com maior frequência, finalmente venci o monstro do TCC e fui aprovada por unanimidade e com louvor! Chorei rios na minha defesa! Os pensamentos positivos de todos os leitores que me apoiaram chegaram com sucesso! YAY! Não sei se eu já havia mencionado para todos, mas a minha monografia tem o título de 'A História por de trás da Estória: a Inglaterra de Elizabeth Bennet', eu defendo a literatura como fonte documental histórica e trabalho com a obra 'Orgulho e Preconceito' da autora inglesa Jane Austen para defender a minha posição, quem desejar ler eu me disponibilizo à enviar o pdf, me mandem uma mensagem inbox/privada com o e-mail que deseja receber.

Por favor, reviews são muito bem vindos! Amo todos vocês!

E só para constar, desejo a todos os leitores um FELIZ ANO NOVO! Que 2014 traga para nós muitos momentos doces e felizes que ficarão gravados na nossa memória o máximo de tempo que durarem! E lembrem-se, toda a tristeza e dor que possamos sentir será temporária; hoje você se sente assim, mas amanhã será diferente. ;)

Enfim, comentem, favoritem, sigam, bla bla bla. AMO TODOS VOCÊS e sou carente de afeto /3

Desculpem por não ter respondido todos os comentários, só quero que saibam que mesmo assim eu os li e reli trocentos milhões de vezes e que todos foram muito significativos para mim!

AVISOS DO CAPÍTULO: Ficou tão óbvio que seria o Yros (Yros manda beijos para os inimigos) que precisei adicionar o Willem e a Aliria para atribuir a sensação de 'algo mais'. Eu não estou muito confiante da presença dos outros dois e fiquei muito relutante se deixava eles até o fim do capítulo... Ocorre porém que eu já determinei o papel que quero que eles desempenhe, só não sabia se seriam os mesmos ou iria criar personagens novas... Bom, espero que tenham gostado! E sinto muito por esse final meio 'clichê', rs. Ficou parecido com o do capítulo 5.

P.S.: Como se faz para esquecer a música 'Young and Beautiful' da Lana del Rey? D: