Capítulo 10 – Reencontro
"Ele é um gracinha! E vocês cuidam dele sozinhos?", perguntou uma loira, que passava as mãos no cabelo loiro de Buckler, que apenas sorria daquela maneira infantil e desprotegida que as crianças são ótimas em fazer.
"É, é complicado, mas nós sempre damos um jeito", disse Fred, dando de ombros como quem diz 'o que fazer, não é mesmo?'.
A mulher deu um sorriso, tocada com a atitude dos irmãos que sacrificavam a sua vida social para ajudar a irmã, mãe solteira, a cuidar do seu lindo filho, enquanto ela tinha que trabalhar.
"Bom, me liguem quando vocês tiverem tempo para se divertir, OK?", sorriu ela, piscando e rabiscando seu número em um papel, entregando-o para Jorge que sorriu, ao ver a mulher sair da loja.
Quando a silhueta dela já não era mais visível no meio da imensa confusão de pessoas, eles abriram uma gaveta e jogaram o papel com o número da linda mulher lá, onde haviam mais um bom número de papéis.
"Quantos já ganhamos?", perguntou Fred, enquanto pegava Buckler, com seis anos, do balcão.
"Acho que vinte, só hoje... Substituição!", berrou ele, e Amy veio correndo, jogando-se no colo de Fred, que a colocou sentada no balcão.
"Você sabe o que fazer!", sorriu para a sobrinha, quando uma atraente morena de olhos verdes e cabelos encaracolados aproximou-se, pegando alguns artefatos, provavelmente presentes para alguém.
Buck saiu correndo e se escondeu embaixo da mesa, onde era permitido comer os doces da loja.
"Ora, que menininha mais linda, ela é filha de um de vocês?", perguntou a mulher, passando as mãos nos cabelos loiros de Amy, que sorriu.
"Não, minha mamãe está trabalhando, nós temos uma vida muito triste, ela quase nunca está em casa e papai sumiu antes da gente nascer, desde então o Tio Fred e o Tio Jorge cuidam como se eu fosse filha deles!", disse a loirinha, limpando uma lágrima falsa "Eu sou um peso para eles"
"Não fale isso, nunca, ouviu?", bronqueou, carinhoso, Jorge, pegando-a no colo "Ela é sempre assim. Amy, olhe para mim...", a loira olhou-o, tentando esconder os traços de riso "O titio te ama e vai cuidar de você para sempre!"
Os olhos verdes da mulher marejaram.
Mais um número de telefone!
Quando a mulher saiu, Jorge caminhou até o balcão, soltando Amy no chão, para que ela fosse brincar com o irmão.
"Malfoy, cara, sei lá onde você está, mas, valeu, meu, valeu por tudo! Essas crianças são uma bênção!", disse Fred, enquanto Jorge riu e concordou com a cabeça.
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"Como assim, você vai voltar para Londres? Eu nem sabia que você era de lá, querido!", disse Nicole, enquanto colocava-se entre Draco e a porta.
Draco lançou-lhe um olhar descrente.
"E o meu sotaque britânico, você nunca desconfiou de onde ele vinha?", perguntou, irônico, erguendo uma sobrancelha, enquanto terminava de pôr as coisas na mala e fechava-a, rapidamente.
"Bom, achei que fosse... um charme!", disse ela, envergonhada.
"Bem, não era", falou Draco, dando de ombros "Eu vou poder passar?", perguntou, lançando-lhe um olhar desdenhoso.
"Eu...", falou ela, incerta.
Estava com o loiro há três semanas – um recorde para o loiro de 24 anos – e nunca o vira tão desdenhoso, era quase como se ele a julgasse inferior à ela.
"O que é, Kidman? Você vai me deixar passar ou não?", perguntou ele, revirando os olhos e fitando-a com um desprezo ainda maior "Meu avião sai em uma hora e eu tenho que ir"
"Eu... Draco, o quê...?"
"Ora, é Malfoy para você", disse ele, tirando-a da frente dele com um gesto e saindo da casa da mulher, deixando-a perplexa, enquanto ele jogava a mala no porta-mala de um táxi e ordenava que o mesmo o levasse até o aeroporto.
"Trouxas... o sexo é bom, mas elas são um pé no saco...", pensou, exasperado.
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Era um jantar em família e, como de costume, ele não poderia acabar – nem começar – muito bem.
Todos estavam conversando animadamente, quando Fred voltou-se para Hermione:
"Quando é que você vai parar com essa chatice de 'ai, trabalho, trabalho, trabalho' e dar-nos um sobrinho?", perguntou ele, lançando um olhar curioso à morena, que apenas franziu o cenho numa careta teimosa "Amy e Buckler estão ficando velhos e, em breve, não terão o mesmo efeito com as garotas", justificou-se o ruivo, revirando os olhos.
Os gêmeos lançaram olhares ácidos para os tios.
"O que quer dizer com isso? Vocês conseguiram muitos números de telefones hoje!", reclamou Buckler, com a boca cheia de carne de frango.
"É verdade!", Amy apoiou o irmão, com um olhar desdenhoso que fez todos lembrarem da mesma pessoa: Draco Malfoy.
Depois de um longo silêncio, Fred voltou-se para Hermione:
"Então... Você não respondeu minha pergunta", disse ele, erguendo uma sobrancelha.
"Teremos filhos quando for a hora!", disse ela, negando-se a olhar para os gêmeos.
"Não torra, Fred!", avisou-o Rony, e depois sibilou "Ela não está num bom dia..."
"Pobre Rony, deve viver no meio do inferno com essa megera", murmurou Jorge, recebendo um chute forte da irmã, que lançou-lhe um olhar severo "Desculpe", ele soltou, num muxoxo.
"Eu ainda não estou pronta para ter um filho, OK, Fred? Sinto muito se com isso impossibilito que você arranje o número de pobre bruxas retardadas que acham que vocês são bons tios!", vociferou a morena.
"Ele é um bom tio!", defendeu Buck "Nos dá doce de graças!"
"É, mas isso só porque vocês descolam números de telefones para eles, porque, caso contrário..."
"CALA A BOCA, HERMIONE!", berraram os gêmeos, em uníssono "Vocês sabem que a titia Mione é uma mentirosa! Nós daríamos doce de graça para vocês mesmo que fossem carecas, fedidos e feios", disse Fred, rapidamente.
"Iugh", fez Amy, após imaginar-se como o supostamente descrito pelo tio.
"Eu não sou mentirosa!", berrou Hermione, pondo-se de pé "Vocês que são uns idiotas! Queridos, eu, como madrinha de vocês, lhes digo: eles são interesseiros, e só dão doces de graça, porque vocês são uma desculpa para as mulheres se aproximarem, mas, com certeza, depois que meus filhos nascerem, vai tentar usá-los como imã e vocês serão esque..."
"HERMIONE!", foi a vez de Rony "Se você não quer ter filhos, não fale uma coisa dessa para o filho dos outros", resmungou Rony, sem esconder o quanto estava bravo.
"Nossa, essa casa ta pegando fogo hoje", murmurou Fleur, enquanto dava um cutucão de leve em Gui "Acha que eles vão ficar muito bravos quando descobrirem?"
"Shh...", fez Gui, que estava pálido só de pensar no que os pais e os irmãos diriam quando soubessem que Fleur estava grávida.
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"Aterrissamos em Londres, por favor, peguem suas malas de mão do bagageiro e encaminhe-se pelos corredores em direção à saída", disse uma voz calma.
Draco saiu do avião, passou as mãos pelo cabelo e lançou um olhar ao país natal, fazia seis anos desde que saíra de lá e agora parecia simplesmente tarde demais para voltar, parecia que era um país estranho e que ninguém o reconhecia.
Ou melhor, quase ninguém, pois encontrou alguém bem conhecido esperando por ele no portal de embarque.
"Tonks", fez ele, sem animação, mas levemente aliviado por alguém que pudesse levá-lo aos lugares, já que não conseguia lembrar-se de quase nada.
"Malfoy", fez ela, ao mesmo tom "Pegou suas malas?", perguntou ela, lançando um olhar inquisitivo para as mãos vazia do loiro.
O rapaz revirou os olhos.
"Está tudo na mala de mão", disse, mostrando uma mala compacta e cara que havia comprado nos Estados Unidos "Não sei se você conhece o termo magia, mas..."
Tonks fez um aceno do tipo 'que seja' com a mão e gesticulou para que ele a seguisse, os dois seguiram no meio da multidão até que entraram em um canto que estava cheio de telefone públicos.
"Por aqui", falou ela, mostrando um pequeno local vago entre uma lanchonete e os banheiros.
"O que vamos fazer aí?", perguntou Draco, sem conseguir esconder o nojo.
"Apenas siga-me, Malfoy", resmungou ela, friamente.
"Mas..."
"MALFOY!"
"Credo, que estresse... Ta bom, ta bom, já to indo...", resmungou ele, fechando a cara.
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"Mas, mãe...", começou Amy, lançando um olhar desolado para a TV, onde o desenho estava em alguma outra situação ridícula que fazia as crianças rirem "Ainda está cedo!"
"Não quero saber!", murmurou Gina, carinhosa, mas autoritária "Vocês tem que dormir!"
"Mas...", começou Buckler.
"Vão!"
"Mas...", foi a vez de Amy.
"HEHEM!", pigarreou Gina, erguendo uma sobrancelha do tipo 'vocês vão mesmo me subestimar'.
"Droga!", resmungou Buckler, fechando a cara e arrastando-se para o quarto.
"Sabe, mamãe, você é uma mãe muito má! Devia ir se confessar com um padre de vez em quando!", resmungou Amy, e seguiu o irmão, arrastando o ursinho pela mão.
"Amanhã de manhã nós iremos ao parque, o que acham?", perguntou para as crianças.
"Hum... Sei...", fez Buckler, com um desdém que fez Gina lembrar-se terrivelmente de Draco Malfoy e sentir um aperto no peito ao lembrar-se do pai dos seus filhos.
"E nós vamos fazer um piquenique! Com direito à bolo de brigadeiro!", acrescentou ela, e viu quando os olhos de Buckler e Amy brilharam, Buckler porque simplesmente era um comilão de primeira e Amy porque amava piquiniques.
"Nesse caso...", começou Amy, sonolenta, deitando-se na cama e virando-se de costas para a mãe "Nós podemos pensar no seu caso"
"OK, pensem com carinho", falou Gina, revirando os olhos, com um sorriso bobo típico de mãe, deu as costas para os filhos, ligou o abajur e saiu do quarto, não sem antes murmurar "Boa Noite"
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"Granger, que surpresa não muito agradável!", disse Draco, com os braços cruzado, enquanto Hermione Granger recolhia todas as anotações que haviam caído no chão quando havia esbarrado no loiro.
"Ora, seria um prazer dizer o mesmo sobre você, Malfoy... mas sou péssima em mentiras", disse ela, com o semblante sério.
"Ohhh... Estou me sentindo horrivelmente ferido com suas palavras ariscas, Granger...", fez ele, cínico.
Hermione revirou os olhos, enervada com a ousadia do loiro, mesmo depois de tudo o que fez com Gina, mesmo depois de saber que ela estava grávida e simplesmente não aparecer, nem ligar, ele surgia repentinamente e queria ser tratado como um santo!
"Olha, Malfoy, será que dá para tratarmos logo da porcaria de assunto que te traz para cá, de modo que, no máximo, amanhã ou depois você possa voltar para a porcaria de Flórida, de onde, aliás você não deveria nem mesmo ter saído!", grunhiu a morena, enquanto ajustava os cabelos num coque firme.
"Hohoho, que lingüinha afiada, sra. Weasley", frisou o loiro, com um sorriso divertido no rosto "Vejo que o Weasley deve estar sofrendo horrores na sua mão... horrores bem merecidos, diga-se de passagem... deve estar pagando por toda a comida que deve ter roubado por aí..."
PAFT
Hermione deu um soco na mesa e lançou um olhar duro e frio para o ex-sonserino.
"Concentre-se, Malfoy!", disse ela, com dureza "O que te traz aqui?"
"Ora, esperou mesmo que eu fosse morar minha vida inteira na Flórida?"
"É, eu não podia mesmo esperar que fossemos ter tamanha sorte", murmurou Hermione, enquanto massageava as têmporas.
"Ótimo, então, eu quero saber quando posso voltar para a minha casa!", disse Draco, recostando-se na confortável cadeira.
"Amanhã, Malfoy, se você tiver sorte, amanhã mesmo já poderá se enfornar naquela porcaria de toca caída e cheia de teias de aranha que você chama de casa!", resmungou a morena, enquanto folheava as anotações "Bom, você deve ao Ministério dois mil galeões"
"E posso saber por quê?", perguntou ele, fitando-a com uma sobrancelha erguida.
"Sabíamos que você voltaria, cedo ou tarde, Malfoy, por isso mantemos sua casa limpa, claro que cobramos por isso", disse ela, com simplicidade.
"Mas eu não pedi por esse serviço"
"Paciência, nem tudo é como nós queremos", falou Hermione, com indiferença, enquanto dava de ombros "Mas terá que esperar aqui até que nós consigamos legalizar sua estadia aqui"
"E onde eu vou dormir? Na cadeira?", perguntou ele, incrédulo.
"É um começo", disse Hermione, pondo-se de pé "Pedirei para que um dos Elfos Domésticos lhe tragam um travesseiro, senhor Malfoy. Tenha uma boa-noite", desejou ela, sem um pingo de sinceridade.
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"Mamãe! Mamãe! Piquenique, piquenique!", berravam em uníssono os loiros, enquanto pulavam na cama de Gina, que acordou lentamente. Espreguiçando-se.
"Tá, já acordei, suas pestes!", riu a ruiva, enquanto sentava-se na cama "Quem vai me ajudar a fazer o bolo?", Amy pulou animada e ergueu a mão.
"Eu! EU! Me escolhe, EU!", berrava, histérica, enquanto agitava a mão no ar.
"Hum...", fez Gina, fingindo estar pensativa, enquanto passava os olhos pelo quarto vazio, senão por ela e os gêmeos "Que tal... Amy?", sugeriu ela, enquanto a menina soltava um berro feliz e começava a pular com mais força.
"E eu? O que eu faço?", perguntou o loiro, ansioso por saber sua tarefa.
"Você...", Gina fez suspense, depois sorriu "Pega a cesta!"
Buckler saiu correndo e parou perto do armário, onde ele tentava, trepado em um banco, alcançar a parte de cima do armário onde eles guardavam a cesta, e, ao ver que não conseguia, olhou para os dois lados e franziu o cenho, com a atenção presa na cesta.
"Não ouse tentar usar magia, senhor Buckler!", berrou Gina, de dentro do quarto.
"Mas, mãe..."
"BUCKLER!", berrou ela, para alertá-lo de que teria problemas se tentasse usar magia.
"Droga!", resmungou ele, fazendo biquinho, enquanto se colocava na ponta do pé, tentando alcançar a cesta.
Quando a alcançou, cambaleou um pouco, mas desceu do banco e a carregou até a cozinha, onde já se encontravam Amy e Gina, que misturavam os ingredientes.
"Uau, eu queria poder usar magia como vocês conseguem!", murmurou Amy, fazendo biquinho, enquanto com as mãos pequeninas colocava um pouco de farinha na massa que a mãe misturava usando a varinha.
"Um dia você vai conseguir, minha querida!", disse Gina, com um belo sorriso.
"Papai era um bruxo poderoso, né?", perguntou Buckler, orgulhoso "Não tem como você não ter poderes!", garantiu ele, dando um tapinha carinhoso no braço da irmã.
"É verdade, né? Papai era poderoso?", perguntou Amy para Gina, que desviou os olhos para a massa e ficou em silêncio.
"Ele era muito forte, e inteligente", disse Gina, depois de uma leve pausa.
"Bonito?", inquiriu a filha, fitando-a com interesse.
"Muito", afirmou Gina, com um leve sorriso.
"Por que nunca o vemos? Ele morreu?"
"Não... não acho que tenha morrido", disse a ruiva, incerta.
"Então, por que ele nunca vem ver a gente?", perguntou Buckler, que, com cinco anos, não encarava aquilo como um abandono, e sim como um fato estranho.
"Eu... Eu...", Gina sentiu a voz fraquejar "Eu... ele está morando longe"
"Por que ele não mora com a gente, mamãe?", perguntou Amy, enquanto seus pézinhos descalços balançavam no balcão "Ele não gosta da gente?"
"Eu...", ela olhou para as duas expressões ansiosas e deu um sorriso confiante, embora estivesse em estilhaços por dentro "Eu tenho certeza de que ele vai chegar logo!"
"Sério?", perguntou Amy, sem conseguir conter sua felicidade "Vamos ver o papai?"
"Ahn...", Gina culpou-se por mentir para as crianças "Bom, ele vai chegar, mas não creio que tão cedo... Talvez daqui há algum... tempo, mas ele virá!", garantiu Gina. "Nem que eu tenha que trazê-lo arrastado pelos cabelos, adicionou Gina, em pensamentos.
"Bom... Acho que podemos esperar", disse Buckler, enquanto pegava tudo que achava comestível e enfiava na cesta de qualquer modo "Quero dizer, ele não pode demorar muito mais do que já demorou, não é?"
"É claro que não! E eu vou mostrar para ele me coleção de bonecas!", disse Amy, feliz da vida.
"E eu, a minha de vassouras! E de fotos dos grande jogadores!", adicionou ele, muito satisfeito "Aposto como ele vai adorar ver as minhas fotos do Harry Potter!", vibrou o loiro, enquanto abria a geladeira "Você não acha, mãe?"
"Eu acho...", começou Gina.
"Que é mais fácil o Draco adorar passar duas semanas com um leão faminto do que ficar olhando fotos do Harry...", pensou, com um sorriso melancólico.
"Eu acho que ele vai se divertir", disse, vagamente.
Com a varinha, Gina fez o bolo crescer e ficar pronto, enfiou-o na cesta e mandou as crianças se arrumarem. Minutos depois, os dois chegaram bem arrumados e a fitaram, com sorrisos enormes:
"Vamos!", disse Gina, pegando a cesta e a chave do carro e abrindo a porta da casa, sendo seguida pelos gêmeos, saltitantes.
Gina trancou a porta sem perceber que, no telefone, uma luz vermelha piscando, informando a existência de uma mensagem ainda não ouvida.
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Hermione olhou para o relógio e tentou ligar de novo, era de manhã e com certeza Gina já deveria estar acordada à essas horas, havia deixado uma mensagem na noite do dia anterior, mas talvez algo possa ter dado errado e o telefone apagado sem que Gina ouvisse a mensagem.
Tocou uma vez...
"Atenda, Gina!", suplicou mentalmente Hermione.
Tocou mais uma vez...
"Merda, onde ela se meteu?"
"Você ligou para Gina, Amy ou Buckler, mas não podemos atender agora, deixe seu recado e nós ligaremos assim que pudermos!", anunciou a voz de Amy, e Hermione se odiou.
"Oi, Gina, é a Mione. Não sei se você está em casa, mas eu tenho que te avisar... eu deixei uma mensagem de noite, mas acho que você não ouviu... é que o Malfoy voltou ontem para Londres. Precisamos conversar. Me liga", disse, e, com as mãos trêmulas, desligou o telefone.
"Mione?", perguntou Rony, sonolento, entrando na cozinha, enquanto coçava um olho e bocejava.
"Oi, Ron...", disse ela, com a voz trêmula, não podia contar para ninguém sobre Malfoy.
Pelo menos, não ainda.
Ele a abraçou por trás e começou a beijar de leve seu pescoço, ela fechou o olho e deixou relaxar nos braços do marido.
"Te amo, Ron", murmurou ela, abraçando-o com força, e beijando-lhe os lábios "Te amo muito", adicionou.
"É uma pena que nem todos tenham a minha sorte...", pensou ela, enquanto Rony a encostava de leve no balcão e a beijava com mais intensidade.
XxXxX
Draco acordou na manhã seguinte e recebeu o recado de que sua estadia já estava legalizada, sorriu triunfante e pensou consigo mesmo:
"Para onde ir?", e, para sua surpresa, o parque que costumava ir, quando mais novo, apareceu em sua mente e sentiu uma vontade incontrolável de ir para lá.
"OK, Parque, aí vamos nós...", pensou ele, sorrindo, enquanto aparatava.
Continua...
N/A: DESCULPEM A DEMORA!
Mas:
Meu PC ficou louco e eu perdi todos os arquivos!
b) Fiquei sem paciência para escrever tudo de novo e tive que esperar conseguirem resgatar todos os arquivos!
Bom, espero que gostem do capítulo e, por favooor, comentem, OK?
Eu vou tentar atualizar com mais freqüência, juro!
Um beijo imenso,
Gii
