Kagome se espreguiçou, bocejou e sorriu. Queria sair com Inu Yasha para um passeio a cavalo, queria estar ao seu lado quando ele vise Spanish Oaks pela primeira vez.
Após vestir-se, chamou Toby. Desejava montar a égua que haviam selado para ela.
Enquanto os vaqueiros a ajudaram a montar, Kagome procurava algo com os olhos.
-#Onde está Inu Yasha?
-#Partiu antes do amanhecer¬ informou Bankotsu.¬ Calculou que a señorita fosse dormir a manhã inteira. Precisa de algo?
Um frio dolorido inundou seus sentidos enquanto ela tentava disfarçar os próprios sentimentos.
-#Nada importante. Afinal de contas, conduzir o rebanho até Spanish Oaks é mais importante. E Rojo? Como está?
-#Inquieto. Ele não gosta de ser conduzido, amarrado á sela de outro cavalo.
As sobrancelhas dela se elevaram.
-#Por que ele precisa ser conduzido? Os outro cavalos viajam soltos.
Bankotsu deu risada.
-#Mas os outros ou são castrados ou são éguas, com as quais o señor Taisho pretende iniciar sua criação de cavalos. Eles até gostam de se conduzidos pelos vaqueiros. Já Rojo está acostumado a conduzir.
Kagome contemplou as colinas distantes.
-#Entendo...Nós não estamos em nossas terras?
-#Sí, há algum tempo. Deveríamos estar vendo o lugar que o señor Taisho escolheu para construir sua Spanish Oahs.
A resolução de Kagome aumentou. Não podia permitir que os últimos acontecimentos a distraíssem de sua meta.
-#Nossa Spanish Oaks, Bankotsu. Souta deixou a parte dele pra mim. Creio que é algo que o señor Taisho gostaria de esquecer.
Ela saiu cavalgando, e quatro de seus vaqueiros entraram em linha com ela. Bankotsu era responsável por sua segurança, não o inglês arrogante. Suas emoções quase a deixaram sem controle, mas ela conseguiria recuperá-las a tempo. Não se deixaria influenciar pelos prazeres da carne, não importava o quanto o beijo dele foce delirante.
Na verdade, Inu Yasha não era diferente de Onigumo. Ele mentira quando disse que não a deixaria e tirou proveito do seu estado emocional para beijá-la. Decerto a única coisa que o impediu ir em frente eram as armas de seus homens.
Kagome não devia esquecer, nem por um momento, que o inglês alto e charmoso não queria compromisso, ou família. O fato de ter deixado a Inglaterra para se aventurar em terras desconhecidas era prova disso. Ele a usaria, da mesma maneira que Onigumo tentou usar. Seu pai seria o único homem no mundo em que poderia confiar?
No topo da próxima elevação, avistou a colina que seu irmão descrevera. A carroça onde a comida era preparada encontrava-se no ponto mais elevado da colina. Abaixo, o gado pastava satisfeito no vale entre a colina e a floresta.
A paisagem fez Kagome se lembrar do tempo em que ela e sua mãe freqüentavam o local. Havia um lago entre aquelas árvores. Ela amou o lugar desde a primeira vez em que ali esteve na infância. Seu pai sempre dissera que ali seria para onde eles se mudariam quando o país deixasse de ser tão selvagem.
Pondo os pensamentos de lado, Kagome percebeu que os homens quase haviam completado a construção de um duplo curral. Suikotsu trabalhara juntamente com os homens derrubando árvores e usando a madeira para cercar o curral, e deixá-lo forte o bastante para abrigar touros ou garanhões. Eles já haviam construído o menor dos dois anexos.
Os vaqueiros em poucos minutos ataram cordas á carroça de Kagome, e em seguida ajudaram a puxá-la para cima.
Ao chegarem ao topo, Kagome tirou o chapéu e protegeu os olhos da claridade do sol com a mão.
Os cavalos foram levados para pastar junto com o gado. Um dos vaqueiros amarrou Rojo a uma árvore, distante dos outros animais.
Kagome então ouviu um relinchar e virou a cabeça. Avistou um cavalo preto pastando mais a diante, seu dono.
Inu Yasha!
Ele interrompeu o trabalho e a fitou. A Tal distância, ela não pôde ver sua expressão.
Kagome desmontou, e um dos vaqueiros se aproximou para levar sua égua para junto do rebanho . Ela suspirou. Ali, junto á carroça, apesar do sol, estaria protegida do vento do norte. Estendeu a mão para dentro da carroça e puxou uma colcha. Olhou para as colinas e soube porque Souta escolhera aquele lugar para construir sua casa.
Podia sentir o sol de inverno dissipar sua tensão, e Kagome estendeu a colcha no chão. Por que não era capaz de apagar a sensação de ter os braços de Inu yasha ai seu redor, aquecendo-a como o sol fazia agora? Por que não conseguia esquecer como era se sentir segura, ao adormecer nos braços do inglês?
Inu Yasha abotoou a camisa enquanto escalava a colina. Ao chegar ao topo, seguiu em direção á carroça de Kagome e encontrou-a dormindo. Ela prendera o cabelo em uma trança longa e brilhante. Seu coração disparou ao se ajoelhar ao lado daquela linda mulher.
Ao som de passos, Inu Yasha se ergueu. Fez um gesto a Bankotsu para não chegar perto.
-#Eu sei, patron. Os vaqueiros me mantêm informado.
-#Ela está bem?
-#Parecia estar no princípio ...¬Bankotsu olhou para a jovem adormecida .¬É óbvio que ficou desapontada quando soube que o senhor havia deixado para trás.
Inu Yasha jogou a cigarrilha no solo e pisou nela.
-#É difícil explicar Bankotsu.
-#O senhor agiu corretamente. Não se pode esperar que um homem resista por muito tempo. Quando não dá mais para resistir, é melhor agir, ou fugir. Mas receio que a señorita não possa entender. Ela dispensou sua proteção.
Inu Yasha suspirou e olhou para o prado.
-#Foi melhor assim. Talvez ela decida voltar para casa. Há muito a ser feito por aqui, e minha atenção estaria dividida entre o trabalho e sua segurança.
Bankotsu sorriu.
-#Ah! Então é a segurança dela que o preocupa?
Inu Yasha fitou para a figura adormecida.
-#Não exatamente. Na verdade, confesso que não sei. As coisas aqui são diferentes do lugar de onde vim.¬ Esfregou a parte de trás do pescoço, atento á beleza ígnea deitada atrás dele.¬ Só sei que quero este lugar para chamar de meu. E quero estar aqui para participar da construção, de tudo! E aprender o que precisarei fazer. Spanish Oaks deve ser a minha primeira preocupação .¬ Inu Yasha olhou sobre o ombro, para Kagome, ainda adormecida.¬ Ela é muito delicada, e não está acostumada com o trabalho. Talvez depois da casa construída...
-#Precisarei partir, mas deixarei Suikotsu com o señor. Ele sabe tudo sobre vigilância e construção.¬ Bankotsu sorriu para o homem mais jovem.¬ Enviaremos a ajuda de que necessitar para construir a sua fazenda.
Inu Yasha observou os caubóis envolvidos na construção do curral.
-#Suikotsu tinha os homens trabalhando quando cheguei. Ele disse que a próxima coisa a ser erguida será o celeiro. Parece que a casa principal terá de esperar.
Bankotsu riu.
-#Terá ajuda suficiente para dar início á construção da casa. Pense pequeno no início, algo onde mais tarde poderá construir em volta. Uma cozinha grande para cozinhar, viver e comer durante algum tempo e talvez...um quarto.
As pequenas linhas de sorriso ao redor dos olhos de Inu Yasha se aprofundaram.
-#Vou querer um jardim florido. Uma casa não parecerá uma casa sem um jardim.
Sorrindo Bankotsu olhou para Kagome.
-#Sí, patron. Enviarei um jardineiro. O senhor terá um pomar onde poderá plantar frutas e legumes, como também o seu jardim florido.
Kagome despertou com os relinchos dos cavalos e os gritos dos homens. Levantou-se meio zonza e olhou para o curral. Sua égua estava no local, assim como Rojo e o garanhão do Inu Yasha, ambos travando uma luta de vida ou morte.
-#Não façam isso! Eles a matarão!¬ ela gritou, antes de sair correndo na direção do curral.
Seu pai explicara por que não se colocavam dois garanhões juntos; eles lutariam até a morte pelas éguas. Por que os homens não os separaram?
Kagome não imaginava que uma luta entre garanhões fosse tão brutal. O preto mordeu o pescoço e a perna de Rojo. Então as gigantescas bestas começaram a dar a dar repetidos coices entre si, se esfolando até sangrar, o tempo todo desafiando o domínio da fêmea.
Os vaqueiros tentavam separá-los usando cordas, mas nenhum deles se atrevia a se aproximar.
Inu Yasha gritava:
-#Levem a égua para o lago!
Com horror, Kagome o viu se aproximar até ficar atrás dos garanhões, gritando enquanto tentava recuperar o controle do cavalo preto.
Os homens então começaram a atirar laços nos pescoços dos animais. Rojo foi laçado pelos caubóis que o puxavam pela corda. Ele perdeu o equilíbrio e caiu de lado relinchando. O preto aplainou as orelhas, então baixou a cabeça. Levantou as patas dianteiras e se aprontou para pisar em Rojo. Foi quando pelo menos quatro quatro laços circularam seu pescoço. O animal berrou e continuou atacando, querendo atingir os homens que o prendiam.
Até que Kagome chegasse ao curral, cada um dos cavalos relinchava, bufava, lutando contra as cordas. Suikotsu e seus homens faziam força para puxar Rojo fora dali.
Inu Yasha a viu de soslaio e ordenou:
-#Tirem-na daqui! Onde diabos se meterem os homens de Bankotsu?
Antes que Bankotsu pudesse responder, os vaqueiros a puxaram para fora do curral. O cavalo preto assustou-se e recuou. Com atenção centrada em Kagome, Inu Yasha acabou sendo nocauteado e se viu bob as patas poderosas do cavalo.
Kagome abriu a boca para gritar, mas sua voz não saiu. O cavalo o mataria se o atingisse na cabeça!
O garanhão empinou, mantendo as patas dianteiras no ar pelo que pareceu uma eternidade, e finalmente desceu tentando atingir Inu Yasha. Os homens puxaram as cordas quase estrangulando o animal¬ e por fim o derrubaram¬, dominando o suado e trêmulo garanhão.
Inu Yasha deslizou entre as pernas dele, ao mesmo tempo em que falava com o animal, não ousando tocá-lo.
-#Bom garoto, Sable Cloud. Só mais um pouco e estarei fora do caminho. Esse é o meu garoto.
Inu Yasha por fim rolou de lado, e para longe das patas do animal. Sable Cloud esperneava no chão. Balançava a cabeça tentando se livrar das cordas emaranhadas. Inu yasha ficou de pé e se aproximou do cavalo, murmurando, primeiro em inglês, então em espanhol, nada fazendo sentido.
Ao primeiro toque de Inu Yasha , Sable Cloud tremeu e sacudiu a cabeça. Alguns minutos mais e ele cutucou Inu yasha na barriga num gesto amigável.
-#Comecem a soltar as cordas, uma de cada vez. Vou retirar os laços do pescoço dele.
Após remover todos os laços, um a um, Inu Yasha fez o cavalo caminhar ai redor do curral.
-#Teremos de elevar a cerca, Suikotsu. Sable Cloud saltou sobre ela com facilidade.
-#Sí, patron.
-#Ele pegou a égua? Eu estava correndo para cá e não deu para ver. Tudo aconteceu tão rápido...¬ Inu Yasha apanhou um trapo de pano da cerca e o passou nas costas do cavalo.
-#Não, señor, a égua se esquivou. ¬ Suikotsu olhou para Kagome e acrescentou:¬ Bankotsu levou Rojo para o lago.
-#Ótimo. Mantenha-o lá por uns dois dias. Eu não creio que Sable Cloud tenha se ferido. E Rojo? Como está?
-#Bem. Mandei os homens cuidarem dele.
Vindo do lago, soou um relincho apavorante, e Kagome gritou:
-#Você precisam interrompê-los. Ela tem medo. Ele vai machucá-la.
Inu Yasha amarrou Sable Cloud e saltou sobre a cerca em direção a Kagome. Ela estava pálida, e os olhos azuis arregalados. Dois de seus vaqueiros a seguravam, impedindo-a de correr para o lago.
Inu Yasha sentiu a perna ferida doer ao puxar Kagome pelo braço e conduzi-la em direção ás carroças.
Kagome lutava como uma gata selvagem. Inu Yasha evitou seus punhos minúsculos até que a puxou contra si, impedindo-a de se mover.
-#Solte-me, seu tolo condescendente! Quem julga ser? Não lhe dei permissão para cruzá-la...¬Seus olhos azuis soltavam faíscas de raiva, e a cor retornou ás suas faces.
-#Estou apenas fazendo aquilo que Souta faria. Foi para isso que ele a comprou. Ela está na época de cruzar. Mas acho que não preciso dizer isso. Você sabe que precisaremos cruzá-la mais de uma vez, para assegurar que ela prenhe.¬ Inu Yasha a fez sentar no chão sobre a colcha.
-#Rojo e muito grande, e depois de ter lutado com seu cavalo, ele a ferirᬠela protestou.
O relincho da égua amedrontada acoou ecoou pelo prado. Tremendo, Kagome se virou para correr para o lago, mas Inu Yasha a deteve.
-#Não está ouvindo? Ela está com medo.
Inu Yasha abaixou o tom de voz:
-#Isso é normal. Ela nunca cruzou. Bankotsu e alguns de seus vaqueiros estarão lá, e tomarão todas as precauções. Não deixarão Rojo feri-la. Nós precisamos de um potro, Angel. Prometo que ela ficará bem.
Kagome se esquivou de seu toque.
-#Espera que eu acredite em suas promessas?
-#Teremos que enviar Rojo de volta para casa de seu pai, Kagome. Bankotsu o levará quando retornar. Não podemos manter dois garanhões conosco. Fizemos tudo o que podíamos para mantê-los separados, mas agora, com eles lutando pelo controle das éguas...
-#Então despache o seu animal.¬ Kagome cruzou os braços diante do peito e o desafiou.
Inu Yasha suspirou, tirou o chapéu da cabeça e passou os dedos pelo cabelo.
-#Preciso dele aqui.¬ Ao escutar a voz de Mack soando a distância, ele avisou:¬ Não se aproxime do lado durante algum tempo. Preciso cuidar de Sable Cloud.
-#Kagome observou-o afastar-se, notando pela primeira vez que mancava. A queda devia ter agravado o ferimento.
Ao longe ouviu o riso de Mack.
-#Lidou com aquele cavalo como um verdadeiro vaqueiro, patron. Só falta usar um par de botas descente e um lenço vermelho atado ao pescoço.
Inu Yasha olhou para as próprias botas de cano alto, que Toby polira naquela noite, e então fitou as do vaqueiro.
-#Obrigado, Mack, mas fico com as minhas. Elas me satisfazem plenamente.
O inglês a fitou, e os joelhos de Kagome amoleceram. As botas eram como parte dele, assim como o cabelo escuro e os olhos âmbares. Involuntariamente, ela sentiu um arrepio precorrer-lhe o corpo. Todos os homens ali pareciam pálidos em comparação a Inu Yasha.
Mais tarde, naquele mesmo dia, Inu yasha e Bankotsu retornaram ás carroças para fazer uma refeição.
-#Os rapazes acenderam uma fogueira, perto do curral. Podem dormir no local até o celeiro ficar pronto. Pedi a Cookie para levar a carroça para lá após a ceia. Desse modo, o barulho não...¬ Inu Yasha contemplou a pequena figura de Kagome sentada, afastada, e continuou:¬ Não a perturbará, e lhe dará um pouco de privacidade.
Bankotsu assentiu.
-#Durante a noite, alguns vaqueiros se dividirão em turnos perto da carroça, e os demais formarão um grande círculo em torno dela.¬ Ao observar Inu Yasha, seu rosto demostrou preocupação.¬ Não pode esquecer que estamos em terras indígenas. Vi sinais deles hoje. Não há nada que façam melhor do que deslizar entre os animais e levar um rebanho, ou cavalos.
Inu Yasha franziu a testa.
-#E quanto ao gado?
-#Eles preferem os búfalos. Se o inverno for rigoroso, podem roubar algumas cabeças. Mas são os cavalos que querem. Especialmente o seu preto, ou a égua da señorita.
-#Quero que me mostre como localizar os sinais deles. Souta dizia que você era o melhor rastreador do texas.¬ Inu Yasha tornou a olhar na direção de Kagome.¬ Ainda tenho muito o que aprender sobre este país.
Bankotsu se serviu de café.
-#O jovem patron amava este país e se rebelou quando dom Rafael o mandou para a Espanha.
-#Ele me contou. A Espanha era a terra de seu pai, não dele.¬ Os olho de Inu Yasha se desviaram da figura feminina para a fogueira.¬ Souta não via a hora de voltar.¬ Mais uma vez ele olhou em direção a Kagome que agora subia na carroça.¬ Bankotsu como podemos convencê-la a voltar para casa?
Bankotsu deu os ombros.
-#Quem sabe? Talvez o senhor deixe de ser alvo de sua ira, quando mudar para o acampamento com seus vaqueiros e se mantiver ocupado todo o dia.
Inu Yasha se levantou, pegou a sela e o saco de dormir.
-# Tem razão. Acho que o bom senso de Kagome prevalecerá.
Os próximos dias passaram lentamente para Kagome, sem um livro para ler, nem um jardim para cuidar. Desacostumada á inatividade, ela sentia-se inquieta e com os pensamentos em casa, onde sua mãe se encontrava em meio a preparação da festa.
Durante muito tempo, Souta fora o responsável por cuidar dos festejos, na Cidade do México ou em San Antonio. Embora ainda lutando contra a dor da perda do seu irmão, Kagome sabia que precisava voltar pra casa. Fora egoísta, deixando seus pais sozinhos numa hora tão triste.
Decisão tomada, seria objetiva com o inglês insolente; mostraria a ele que não era somente a filha mimada de dom Rafael, podia sobreviver entre os caubóis e protegeria os interesses da família, a todo custo. Faria questão de informar que retornaria com freqüência, para inspecionar a sua metade de Spanish Oaks.
Alguns dos vaqueiros de seu pai ficariam, para ajudar no trabalho e fazer relatórios sobre o andamento das obras. Ela se encarregaria de providenciar e enviar o material necessário.
É exatamente isso o que farei. Bankotsu providenciará uma lista do material e eu o despacharei para cá. Mostrarei ao presunçoso Inu Yasha Taisho que estou fazendo minha parte. Com a ateção que tem me dispensado ultimamente, ele nem notará minha ausência.
Naquela noite, após a ceia, um dos vaqueiros pegou o violão e começou a cantar canções românticas. Kagome entrou na carroça e penteou seu longo cabelo escuro, trançando-os em uma coroa ao redor da cabeça. Pegou o xale que sua mãe enviara e se agasalhou. Deixou a carroça e dirigiu-se á fogueira onde todos estavam reunidos.
Não falava com Inu Yasha havia muitos dias. Quanto mais perto chegava do fogo mais nervosa ficava.
Os vaqueiros levantaram ao vê-la menos o inglês egocêntrico. De costas para ele, Kagome se dirigiu a Suikotsu e Bankotsu:
-#Vim comunicar que amanhã retornarei para casa. Peço que preparem uma lista do material que vão precisar, para que eu providencie e despache para cá.
-# Sí, señorita, também preciso retornar. Partiremos ao amanhecer, se estiver de acordo¬ sugeriu Bankotsu.
Kagome empinou o queixo.
-#Pretendo vir aqui dentro de alguns dias, para ver o progresso na construção.¬ Ela apontou para a carroça.¬ Pensei em contratar alguns homens em San Antonio, e dar início a construção de minha fazenda.
Inu Yasha riu baixinho , atrás dela.
-#Fazenda de quem?
Kagome girou o corpo para encará-lo.
-#Minha, sr. Taisho. Meu irmão escolheu o lugar onde pretendia construir a casa de seus sonhos, é onde construirei a minha. Você pode construir a sua onde quiser.
Inu Yasha fez uma careta de dor ao tentar se erguer. Kagome olhou para o local onde ele colocara a mão na coxa. Havia sangue manchando a perna da calça. Preocupada, ela deu um passo na direção de Inu yasha, mas parou. Ele era bem crescido, e sabia se cuidar sozinho.
Inu Yasha tornou a rir e disse:
-#Pretendo construir na colina.
-#Lamento, mas lá não há lugar para duas residências.
-#Ela retrocedeu e dirigiu-se aos homens.¬ Estarei pronta ao amanhecer, Bankotsu. Suikotsu, você pretende ficar?
-#Sí, señorita, o señor Taisho me pediu que ficasse enquanto for necessário.
Kagome fitou Inu Yasha.
-#É óbivio que você será necessário. O sr. Taisho não conhece esta terra.
Assim dizendo, ela se encaminhou para a carroça, rezando para que seus joelhos não dobrassem. Por que aquele homem a afetava tanto? Nunca ninguém virara sua vida de cabeça para baixo como Inu Yasha Taisho fazia.
Inu Yasha a observou se afastar. Sentou-se e chamou Toby com um gesto de mão.
-#Estou sangrando de novo. Por favor, apanhe com Cookie um pouco daquela mistura de aloé vera e bandagens.
Toby se apressou para atender o pedido do patrão enquanto Suikotsu ajudava Inu Yasha.
-#Devia evitar fazer esforço, señor, inclusive ficar em pé, para dar um tempo para a ferida cicatrizar.
Inu yasha gemeu quando Toby, que já voltara, removeu a bandagem cheia de sangue e começou a limpar o ferimento.
-#Eu sei, e vou fazer isso agora.
Bankotsu aproximou-se de ambos e disse:
-#Então está decidido. Partiremos bem cedo pela manhã. Ela não saberá que o señor está ferido.
-#Não é só isso...¬ Inu Yasha passou a mão pelo cabelo.¬ Há muito a ser feito. Pretendo terminar o celeiro o quanto antes. Precisamos dele para proteger os potros e os bezerros. As éguas e os novilhos ficarão bem, a menos que sejamos surpreendidos por uma daquelas nevascas que Souta descreveu.
Suikotsu assentiu.
-#Será feito, patron. Seus homens e os meus vaqueiros têm trabalhado sem parar, preparando a madeira para o celeiro e o acampamento.
Inu Yasha riu.
-#Eu sei. De qualquer modo, o celeiro precisa ficar pronto antes do acampamento. As noites começam a esfriar, e se a temperatura continuar caindo, os homens ficarão contentes de compartilhar o teto com os animais.
Agora, com Kagome longe, ele poderia clarear o raciocínio. Não haveria necessidade de mentir para si mesmo. Porém jamais, enquanto vivesse, esqueceria sua inocência, ou o fogo que descobrira nela.
Kagome chegou á casa de seus pais ao amanhecer, e estar ali nunca pareceu tão bom.
Enquanto atravessavam os portões, sua mente traiçoeira se concentrava em Inu Yasha.
Quando se aproximavam do padoque, Bankotsu explicou por que Inu Yasha não apareceu para se despedir dela.
Os olhos de Kagome flamejaram.
-#Por que não me disse que ele não estava bem, Bankotsu?
Ele deu os ombros.
-#O que a señorita poderia ter feito? Cookie cuidará dele. O homem faz milagres com sua pomada de aloé vera e outras revas. O patron se manteve em pé, mesmo não devendo, porque queria que a señorita voltasse para casa.
Kagome desmontou e tirou o chapéu. Empurrou a longa trança para trás do ombro.
-#Inu Yasha me quer longe de lá, mas metade de Spanish Oaks me pertence. Você parece esquecer que meu irmão deu a própria vida por aquela terra.
Bankotsu mantinha o chapéu na mão, respeitosamente esperando a raiva de sua patroa esfriar.
-# Os sinais dos índios comanches estavam por toda a parte, e Inu Yasha disse que não conseguiria trabalhar estando preocupado com sua segurança.
Kagome colocou a mão nos quadris e o fitou, desafiante.
-# Então por que ele me mandou para casa só com a metade da escolta?
-#Não deve culpá-lo, señorita. Eu o convenci de que os comanches estavam de olho nos cavalos. Disse que viajaríamos durante o dia e com armas em punho. Por isso permiti que montasse seu cavalo, porque seria bem mais rápido. Fizemos a viagem de volta em metade do tempo que faríamos viajando com o rebanho.¬ Bankotsu torceu o chapéu nas mãos.¬ O patron é um bom homem, um cavalheiro, que coloca a sua segurança acima de tudo, señorita.
Kagome deu de ombros, olhou em torno e comandou:
-# Por favor, peça a alguém para cuidar de Rojo.
Um sorriso surgiu nos lábios de Bankotsu. A garota que ele vira crescer estava confusa quanto aos próprios sentimentos, e preferia demosntrar raiva a admitir que se apaixonara pelo inglês.
-#Sí señorita.
Ao se afastar, Kagome jurou que não daria a menor importancia
ao que acontecia com aquele homem obstinado. Se ele não a queria em
Spanish Oaks,
ótimo?
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Na semana que se seguiu, Kagome se dedicou aos preparativos para o natal e á festa de sua mãe, na semana seguinte ao feriado religioso. Seu pai não se sentia bem, e sua mãe passava a maior parte do tempo cuidando do marido. A morte de Souta ainda era terrível para toda a família.
O médico havia conversado com ela, e confessou temer que dom Rafael tivesse sofrido um infarto parcial, o que o deixou com a saúde fragilizada. Uma cadeira de rodas fora providenciada, para que dom Rafael usasse quando estivesse extremamente cansado. Kagome vivia em tremor constate de que pudesse perder opai, como perdera o irmão.
Após falar com o médico, foi á procura do padre Santiago, para rezar por seus pais. Mesmo com a garantia do padre de que não cometera pecado algum no que dizia a respeito a Onigumo, ela não conseguia se libertar das dúvidas atormentando-a. Contara tudo ao padre, menos a verdade de seus sentimentos por Inu Yasha. Não se sentia segura quanto a isso, e não queria que ninguém soubesse deles, nem mesmo seu confessor.
Mesmo trabalhando até a exaustão, durante a noite, seu sono era agitado, pois sonhava com Inu Yasha. No início, os sonhos giravam em torno de seu ferimento e seu restabelecimento na fazenda. Então ela se vira na carroça, revivendo os momentos de quando ele a abraçara. E, quando despertava, ofegante, procurava em vão pela segurança dos braços dele.
Kaguya arqueou as sobrancelhas diante do vestido de cetim vermelho que sua filha escolhera para usar na festa, porém, estando dentro das barreiras da modéstia, nada comentou.
-#Esse decote é bastante exagerado para uma jovem de sua idade, Kagome¬ Kaede comentou, enquanto terminava de pentear os cabelos de Kagome.
-#Tolice, Kaede. Mamãe usa decotes bem maiores. Além disso, quem estará aqui para notar isso?
-#Só os senhores Kouga, Houjo e Bowie, para não menciona o amigo de Souta, Juan Seguin.¬ Kaede suspirou.¬ Nenhum deles é casado, e receberiam um belo dote casando com você.
Kagome prendeu nas orelhas os brincos de rubis com pérolas.
-#Não acredito que Bowie algum dia amará outra mulher.
-#Nem sempre o amor envolve casamento, Kagome.
A jovem suspirou fundo.
-#No meu caso, só me casarei por amor, eu permanecerei solteira.
Kagome usava sapatos de cetim pretos, luvas pretas, leque preto e uma fita de cetim vermelho entrelaçada no cabelo escuro. Os toques em preto eram um sinal de luto por Souta.
Olhando-se no espelho, Kagome hesitou um momento e desejou saber o que Inu Yasha diria se pudesse vê-la.
-#Você não está ouvindo, Kagome. Precisa considerar os problemas que surgiram se Sam Houjo gostasse de você e decidisse cortejá-la. Ele é um político, minha criança, e um nome respeitável como o do seu pai não lhe proveria apenas dinheiro, mas o poder que o señor Houjo necessita. E quanto a Juan Seguin, há muito tempo ele almeja uma aliança entre as famílias.
Kagome pegou o leque e o abriu com impaciência.
-#Entendo aonde você quer chegar, Kaede, mas não estou á procurar um marido. Não pretendo me casar tão cedo.
Mais tarde naquela noite, Kagome e Kaguya mantinham-se ao lado de dom Rafael, dando boas-vindas aos convidados. Bandas tocavam no salão de baile, como também no pátio lá fora. O pessoal de dom Rafael misturava-se aos mexicanos ricos e os texanos donos de terras. Mas exasperava Kagome o fato de que, para todos os lugares para onde se virava, a conversa girava em torno do general Naraku Lopez de Santa anna e do exército que ele reunia no méxico.
De repente, Kouga se curvou em uma reverência diante dela.
-#Creio que esta seja a nossa dança, señorita.
Kagome aceitou a mão estendida, e juntos caminhavam para a pista.
Ela sorria para o cavalheiro enquanto dançavam, embora sentisse um estranho formigamento na nuca. Quando Kouga a girou ao redor do salão , ela avistou um homem alto vestido de preto que conversava com seus pais.
-#Inu Yasha!¬ sussurrou, meio temerosa, meio em antecipação.
Retornou a atenção a Kouga Austin.
-# Podemos parar? Estou com sede.
Kouga lhe ofereceu o braço e a conduziu á poncheira. A música ia recomeçar quando James Bowie se aproximava do casal.
-#Agora é minha vez, señorita.
Nervosa, Kagome largou o ponche e aceitou o braço do rapaz.
Notou que Inu Yasha a fitava com insistência e sorriu para seu companheiro, fingindo não tê-lo notado.
Quando a dança terminou, Sam Houjo surgiu ao seu lado.¬ Creio que é minha vez de dançar com a linda dama, James. Você me permite?
James Bowie a entregou com relutância e, quando a música começou, Houjo a conduziu em torno do salão. Não vendo Inu Yasha em nenhum lugar, Kagoem não sabia se ficava aliviada ou desapontada. Antes de a dança terminar, Inu Yasha retornou para o lado de dom Rafael trazendo uma folha de papel na mão.
O que seria? Kagome quis saber. Seus pais caminharam para o palco improvisado onde a banda tocava e esperaram até a música terminar.
Inu Yasha surgiu ao lado de Kagome. Afastou-a de Houjo e colocou a mão dela em seu braço. Os dois homens assentiram um ao outro e conversaram educadamente, tratando-se pelo primeiro nome. Kagome desejou saber quando Inu Yasha conhecera Houjo. Os dois, ambos atraentes, tinham a mesma altura, mas eram completamente opostos na cor de cabelo.
Inu Yasha a impeliu na direção da banda, e ela protestou, tentando manter seu frágil controle.
-#Acredito que você se interessará pelo pronunciamento de seu pai.
Dom Rafael deu um passo adiante e ergueu a mão, pedindo silêncio.
-#Eu e minha esposa, Kaguya Caitlin, gostaríamos de aproveita a oportunidade para anunciar o noivado de nossa filha, Kagome Angélica, com Inu Yasha Taisho, de Spanish Oasks.¬ Dom Rafael indicou o casal, e Inu Yasha sorriu largo.
Atônita, Kagome não acreditava nos próprios ouvidos. Como Inu Yasha convencera seus pais de que ela concordaria com aquele absurdo? Ia protestar quando Inu Yasha a beijou. A multidão aplaudiu. Enquanto ele a beijava, Kagome lutava contra seus braços fortes. Então, ele a puxou e sussurrou:
-#Não faça mais nenhum espetáculo esta noite, além do que já fez.
Inu yasha girou com ela ai ritmo da valsa que a banda começou a tocar. Como um simples beijo poderia afetá-la tanto? Mas o beijo nada teve de simples. Kogome o sentiu até os dedos dos pés. Se Inu Yasha não a tivesse segurado, talvez tivesse caído.
-#Não sei do que está falando. Nem o que pretende com esse comunicado ridículo.
-#Inesperado, talvez, mas ridículo, não. Seu pai me procurou para falar sobre o nosso noivado antes de eu viajar...isto é, antes de nos viajarmos para Spanish Oaks. Falei com ele esta noite, e sugeri que, diante do fato de você ter viajado sozinha comigo, deveria anunciar de vez o compromisso, ou sua reputação estaria arruinada.
Kagome olhou em torno, para as pessoas que os observavam, e tentou disfarçar o aborrecimento.
-#Você deve ter enloquecido. Nós não estávamos sozinhos. Havia uma dúzia de vaqueiros do meu pai, além de seus homens.
-#Eles não servem como acompanhantes para uma jovem solteira, e você sabe disso. Se estivesse na companhia de seu noivo e sob a vigilância constante do homem de confiança de seu pai, não haveria o menor problema. E quanto ao seu comportamento escandaloso desta noite...
Ela tentou se afastar, mas os braços fortes a seguraram.
-#Comportamento escandaloso? Como assim? Nada fiz que meus pais reprovassem.
-#De fato não fez, apenas flertou com todos os homens solteiros na festa. Decidi que seria mais prático anunciar nosso noivado do que desafiá-los para um duelo. Kouga falou com seu pai sobre uma possível aliança entre suas famílias.¬ Olhou de relance para seu amplo decote e os seios arredondados.
É de admirar o fato de nenhum deles tê-la arrastado para fora e tomado as liberdades que seu vestido sugere.
Furiosa, Kagome teria lhe dado as costas, mas Inu yasha forçou-a a ficar com ele.
-# Minha esposa não mostrará o corpo em público para que outro homens admirem aquilo que é exclusivamente meu.
Ela tentou empurrá-lo.
-#Kouga foi o melhor amigo amigo do meu irmão , antes de ele viajar para a Espanha, onde o conheceu. Kouga seria uma escolha melhor para marido do que um inglês arrogante e dominador. Não sou sua esposa, e nunca serei! E me vestirei do modo que mais me agradar.
-# Não mais. Logo que houver uma casa em Spanish Oaks, minha querida, você se tornará a sra. Kagome Angélica Sumpter Taisho. Até então, terá de agir e se vestir como se fôssemos casados.
Inu Yasha praticamente a ergueu do chão enquanto a escoltava á porta da varanda.
Kagome o empurrou para longe assim que ultrapassaram a soleira.
-# Tire suas mãos de mim! Você deve ter enlouquecido. Logo que eu falar com meu pai, esse noivado absurdo será rompido.
Inu Yasha sorriu de modo demoníaco e se aproximou dela.
-#Não tenha tanta certeza, minha bela. Creio que não preciso lembrá-la do quanto apreciou o modo como a toquei.
Antes que ela pudesse reagir, Inu Yasha a puxou contra si e cobriu-lhe a boca com a sua. A mente de Kagome girou diante da sensação de ter o corpo envolto por aqueles braços fortes. Ela se pôs na ponta dos pés, buscando mais um de seus beijos arrebatadores. Como pensar em reagir quando aquela boca faminta a tentava, impedindo-a de raciocinar? Aquele homem a trasportava do auge da fúria ao pináculo do prazer com apenas um toque de seus lábios sedutores.
Sua braveza enfraquecia enquanto os beijos tiravam-lhe o fôlego.
-# Não e justo!¬ ela protestou e tentou afastá-lo.
Inu Yasha ergueu a cabeça e a contemplou.
-#Tem razão. Não é justo você enlouquecer outro homens com esse decote escandaloso quando sabe que eles jamais a terão.
Os olhos de Inu Yasha tinham um brilho dourado que ela jamais vira.
Kagome deslizou as mãos ao redor do pescoço de Inu Yasha, e ele a ergueu nos braços e a beijou enquanto a carregava na direção do jardim interno. Devagar, colocou-a no chão e a segurou contra sua virilidade. Tomou posse dos lábios macios, enquanto seu corpo se movia sensualmente contra o dela.
Kagome ouviu um gemido profundo, masculino, escapar da garganta de Inu Yasha. O cheiro dele a inebriava. Chamas de paixão alarmaram dentro dela.
Foi só quando Kagome ouviu o fogo crepitar na lareira que se deu conta de que estavam diante da porta de seu quarto. As luzes dos abjures eram fracas, mas ela podia ver a expressão de Inu Yasha na claridade do fogo crepitante. Estremeceu ao se lembrar de Onigumo se erguendo sobre ela.
-#Está tudo bem, Angel. Estou aqui, você está segura. Não deixarei que nada de mal lhe aconteça.
O próximo beijo que lhe deu começou suave até que os dedos dela agarraram seu cabelo, como se agarrasse á vida.
-#Senti sua falta, Angel. Só Deus sabe como as noites se tornaram solitárias sem você.
Com a boca colada a dela, Inu Yasha agarrou-lhe os quadris e a puxou contra sua rigidez. Deslizou os lábios pelo pescoço e o ombro nu.
-#É isso o que você faz comigo, Angel. Foi por isso que a deixei para trás a caminho de Spanish Oaks. Eu a queria tanto que temia não conseguir me controlar. Então decidi me afastar. Você estava tão frágil...E precisava de um tempo.
Os olhos azuis de Kagome se fecharam com paixão, e ela o beijou. Inu Yasha penetrou a boca ansiosa coma língua.
Kagome queria mais e agarrou-se a ele, seus sentidos despertados, e cada toque enviava faíscas alucinantes ao centro de sua feminilidade. Inu Yasha recuou um pouco e gemeu.
-# Eu sei, doce Angel, eu sei.¬ Ele beijou-lhe o pecoço e a ergueu até que pudesse entrar o rosto no delicioso vale entre os seios.¬ Quero provar sua doçura, Angel... Você me permite fazer isso?
Kagome tocou-lhe o rosto, todos os pensamentos sobre Spanish Oaks se foram, e a raiva se transformou em um desejo tão forte que ela não sabia como saciar.
-#Sim, Inu Yasha...
A mão dele cobriu um seio antes de deslizar para a cintura.
-#Seus seios me pertencem. Ninguém poderá vê-los, nem tocá-los.¬ Contemplando os olhos azuis, ele sussurrou:¬ Juro que não a machucarei... Se quiser que eu para, é só pedir. Mas quero que sinta minhas mãos em você, para jamais esquecer que pertence a mim, a mais ninguém.
Inu Yasha aguardou até que Kagome levantasse os braços acima da cabeça e se alongasse sensualmente contra ele. Ele inclinou-se sobre ela e a beijou, enquanto baixava sua calçola até o chão.
-#Perfeição, perfeição absoluta...
Acariciou as pernas esbeltas, levando os dedos a tocar o ninho sedoso entre suas pernas, com a qual sonhava todas as noites. Quando ele a cobriu coma mão, Kagome agarrou seu pulso.
-#Tudo bem, Angel. Aperte meu braço se não gostar do que faço.
Inu Yasha iniciou uma jornada de beijos enquanto movia a palma contra o ventre dela. Beijou os quadris arredondados, na linha invisível onde a perna esbelta e o corpo se encontravam. Deslizou a mão para acariciar a parte interna das cochas, até que ela as abriu. Então se inclinou para alcançar o ponto máximo de sua feminilidade, mas parou quando a mão dela apertou seu braço.
-#Que foi, Angel? Não gosta disto? Você é minha, é natural querer tocá-la.
Ela mordeu o lábio inferior, em um esforço para impedir que tremesse.
-#Não sei o que pretende fazer.
-#Quando nos casarmos, eu entrarei em você e a tornarei minha. Esta noite, só quero tocá-la, minha querida. Confie em mim, não vou feri-la, apenas lhe proporcionar prazer.
Inu yasha aguardou pela resposta dela, reconhecendo o temor nos olhos azuis. Puxou-a contra si.
-#Gostou quando eu a toquei?
Kagome assentiu.
Ele a abraçou e sussurrou entre beijos:
-#Deixará que eu lhe mostre a satisfação que uma mulher pode sentir?
-#Tenho medo das sensações que você desperta em mim...É como se perdesse totalmente o controle sobre mim mesma.¬ Lágrimas inundaram seus olhos.
Inu Yasha a tomou no colo e a pôs deitada na cama.
-#Eu perdi o controle na primeira vez em que a toquei, e desde então nada mais foi igual. Creio que jamais obterei o suficiente de você...Não quero perder nenhum centímetro de seu corpo.¬ Quando ele se inclinou para beijar-lhe os seios, Kagome arqueou as costas.¬ Gosta disto?
Kagome fez que sim, e as mãos másculas deslizaram até sua cintura. Ele separou as coxas macias. Alcançou o triângulo de pêlos e sentiu a umidade morna lhe dar boas-vindas. As pernas de Kagome se abriram, e Inu Yasha apertou-a contra sua necessidade palpitante.
-#Relaxe, Angel, e deixe que as sensações a levem ás alturas.¬ E retornou á fonte terna de seu prazer. Sugava-lhe o seio no mesmo ritmo que seus dedos a faziam delirar.
-#O que está acontecendo, Inu Yasha? Oh, Deus, o que está acontecendo?
-#Deixe-se levar, meu anjo... Não vou deixar que nada de mal lhe aconteça.
-# Inu Yasha!!
A expressão de Kagome quando alcançou o clímax o maravilhou. Surpresa, espanto, e finalmente prazer. Ele continuou tocando, acariciando, até ela relaxar em seus braços.
Após uma longa pausa, Inu Yasha a puxou para si e a abraçou.
-#Entendeu agora, meu anjo. Você é minha?
Kagome tornou a assentir. Ele a cobriu.
-#Gostaria de poder ficar e abracá-la durante toda a noite, mas preciso partir. Agora, durma, Angel. Ficarei aqui até que adormeça.
Kagome pegou na mão de Inu Yasha e colocou-a no rosto. Após se aconchegar contra ele, logo adormeceu.
Inu Yasha removeu o anel familiar em seu dedo mínimo e o deslizou no dedo médio de Kagome. Levantou-se e se alongou. Precisava sair para tomar ar fresco. Estava a ponto de explodir. Naquela noite, mais cedo, quando viu Kagome dançando com aqueles homens, descobriu o que teria de fazer. Foi até a escrivaninha de dom Rafael, encontrou o acordo de noivado e o assinou. Ao entregar o documento ao pai de Kagome, pediu que o noivado fosse anunciado na festa. Sabia que seria arriscado, mas vira a paixão brilhando nos olhos dela, e não permitiria que outro homem experimentasse o mesmo.
Saiu para a varanda e respirou fundo. Tinha de retornar a Spanish Oaks, e queria que Kagome entendesse que lhe pertencia, e que só ele lhe proporcionaria tais delícias.
Retornando a festa, Inu Yasha pediu aos pais dela que viessem com ele até o corredor. Lá, explicou que Kagome tivera uma dor de cabeça súbita, talvez por conseqüência da excitação, e se recolhera. Ele lhes falou mais adiante que precisava voltar para Spanisk Oaks e lhes pediu que a ajudassem a intender. Incapaz de lhes dar uma data específica de quando voltaria, disse que queria que o casamento acontecesse no começo da primavera. Até lá, teria a casa pronta.
Antes de Inu Yasha sair, Kouga chegou a porta da frente.
-#Considerou meu pedido, Inu Yasha?
Ele colocou o chapéu na cabeça e suspirou.
-#Aceitarei ser um de seus Rangers por três meses, mas precisarei inspecionar periodicamente o meu pessoal. Lamento, mas não posso me dedicar em tempo integral aos Rangers.
Kouga ofereceu-lhe a mão.
-#Isso é tudo o que peço. Sua área de ação será entre a colônia de Waterloo e a aldeia dos comanches. Precisamos que você alerte Waterloo se os índios decidirem nos atacar, ainda mais se Naraku marchar contra San Antonio.
-#Quanto tempo calcula que levará para chegar aqui?¬ Inu yasha olhou para a vanda do quarto de Kagome e se inquietou ao pensar nela dormindo ali.¬ Eu me preocupo com Kagome e a família Higurashi.
-#Não chegará antes de maio ou junho. Até lá, estaremos prontos para receber o maldito.
Inu Yasha estreitou os olhos.
-#Como eu também. Os Rangers estão sendo formados para proteger nossas colônias no Oeste contra os índios, e não para lutar contra Karaku. Falei com Sam sobre formar um exército do Texas para enfrentar Naraku quando a ocasião chegar.
-#Então, estamos entendidos, Kouga.¬ Os olhos âmbares de Inu Yasha eram indecifraveis.¬ Minha prioridades sempre serão Kagome e Spanish Oaks.
Instantes depois, Inu Yasha montou em Sable Cloud, detestando deixar Kagome. Tudo o que gostaria de fazer era se deitar naquela cama e fazer amor com ela até o amanhecer.
Bom como prometido atualizei antes do combinado, que era para ser só no sábado, estou colocando um dia antes...
Fiquei super feliz pelos comentários que é o que incentiva escrever mais rápido...
Agradecimentos
á:- Gabizinha, Hiddenstoryteller, individua do mal, Thata-chan, Ana
Spizziolli e a pequena rin... Se der até quarta-feira
eu coloco o próximo cap...
Beijão pra Todas e espero que
tenham gostado...Muita coisa ainda vai acontecer com este
casal...rsrsrsr
