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Vampira entrou apressada no banheiro. Lavou o rosto rapidamente na pia, deixando suas mãos cobrirem o rosto e os olhos fechados por bastante tempo. A apalpadas, encontrou a toalha. Quando ergueu o rosto ao terminar de enxugá-lo, viu pelo reflexo do espelho, Kitty encostada no batente da porta com os braços cruzados sarcasticamente.
"Pode tirar esse sorrisinho da cara, Katherine" Vampira disse, tentando fazer suas palavras soarem ameaçadoras.
Sem tempo a perder, Vampira abriu a porta do armarinho em busca de alguma maquiagem que lembrava ter deixado ali. Aplicou uma base transparente por todo o rosto pálido, usando os dedos para tornar a tarefa mais ágil, dando apenas mais atenção à parte sensível abaixo dos olhos, pois estava com leves olheiras por não ter dormido o suficiente. Por último, e também rapidamente, passou um lápis grosso em volta dos olhos.
Kitty permaneceu estranhamente calada e imóvel durante aqueles poucos instantes, apenas seu sorrisinho debochado parecia ter aumentado. A situação deixou Vampira desconfortável. Uma Kitty debochada estava se mostrando infinitamente mais enervante que a Kitty habitual, tagarela e afoita por novidades.
"Nem pense em contar a alguém" Vampira ameaçou mais uma vez, olhando na direção de Kitty por não mais que alguns instantes.
Esta simulou cara de espanto por seu falso orgulho ferido e emendou uma pergunta sarcástica: "Contar o quê? Que você não passou a noite na sua cama? Não vou contar nada" acrescentou com um sorrisinho travesso.
Pelo espelho, Vampira estreitou os olhos. "Assim como não contou ao Logan que eu gazeei."
Kitty pareceu verdadeiramente ofendida desta vez. "Ele me forçou. Você sabe como o Sr. Logan é persuasivo. Ele literalmente me prensou contra a parede com, com aqueles olhos furiosos."
Vampira manteve o olhar sagaz por mais alguns instantes para ênfase, mas se convenceu. Quando foi guardar a maquiagem, encontrou um batom, mas decidiu não usá-lo. Fechou a porta do armário.
O sorriso de Kitty voltou ainda mais carregado de insinuações. "Não vai passar o batom escuro hoje?"
"Não estou a fim" respondeu a outra garota, de má vontade enquanto passava os dedos apressadamente pelos fios ondulados – também não teria tempo de alisá-los.
Kitty se aproximou, sem nunca mudar o semblante sarcástico e curioso; deixou a voz cair para quase um murmúrio. "O que vocês ficaram, tipo, fazendo?"
"Dormindo" Vampira respondeu sem hesitar. Não estava mentindo, ainda assim era fácil notar que a garota não estava confortável com o assunto. "Você não está atrasada, Kitty?" perguntou, franzindo o sobrolho enquanto tentava desesperadamente mudar de assunto.
"Se eu estou, você também está" Kitty respondeu como se não se importasse; então, arregalando os olhos ao cair em si, correu para a janela ao ouvir uma buzina. "Droga! Eles foram embora sem a gente!"
No mesmo instante Kurt se transportou para o quarto. "Eles foram embora sem a gente" vociferou o alemão azul em exagerado desespero.
Kitty seguiu seu exemplo. "E agora?"
"Eu levo a gente" ele sugeriu. "Mas vamos precisar de alguns saltos."
Vampira deixou o banheiro, passou os olhos pelo quarto para garantir que não esquecera nada. Apanhou sua mochila e um casaco no armário, para disfarçar o fato de estar usando as mesmas roupas do dia anterior.
"Vamos, Vampira" apressou Kitty, já segurando a mão de Kurt.
Vampira se aproximou e tomou sua outra mão. "Não é uma boa ideia" disse, sem desaprovação ou receio, apenas com um fundo de enfado na voz. "Vão pegar a gente."
"Não vão, não" garantiu Kurt, destemido, antes de fazê-los desaparecer com um estalo, deixando fumaça cheirando a enxofre para trás.
Vampira olhava distraidamente através da janela da sala durante a aula da matéria que mais detestava. Quase caiu da cadeira quando o garoto que sentava na carteira de trás lhe bateu de leve no ombro para lhe passar uma folha de papel após ter tentado chamá-la por duas vezes.
Ela olhou para os exercícios de matemática à sua frente, e, sem se importar, voltou os olhos para fora mais uma vez, assim como fez em tantos outros dias; mas ao contrário de outras vezes, ela não tinha certeza se queria encontrá-lo lá fora.
Após uma manhã sofrível e interminável, Vampira seguia em direção da calçada em frente do colégio vazio, tão sozinha quanto passara a manhã inteira.
Seus sentimentos se confundiam. Ao mesmo tempo em que achava não estar em condições de encontrar Gambit, sentiu-se ainda mais triste e deprimida quando viu que ele não a estava esperando.
Quando achava que não podia se sentir mais desolada. Voilà! Como se o fundo do poço fosse muito mais no fundo do que esperava o maior pessimista.
Pelo que pareceu ser a décima vez apenas naquela manhã, Vampira deu um pulo ao ouvir uma buzina de moto enquanto caminhava lentamente pela calçada, perdida em pensamentos.
A moto parou ao seu lado e Gambit retirou o capacete. "Por que não ficou me esperando hoje, Vampira?" ele perguntou casualmente. Não se atrasara mais que cinco minutos. Ele se indagou se ela o estaria evitando. Ignorava ter feito algo de errado, porém aquele sentimento de que um momento assim sempre chegava nunca deixava de atormentá-lo. Ele tentou afastar o pensamento mordaz sorrindo para ela.
Vampira o olhou com a cabeça um pouco caída. "Desculpa, eu..." nem sequer se esforçou para pensar em uma desculpa plausível.
Gambit desceu da moto e se aproximou, envolvendo os braços em volta da cintura dela; sentiu a rigidez do seu corpo. "Aconteceu alguma coisa, chère?"
Vampira olhou para cima, porém imediatamente fugiu daqueles olhos. Não conseguia se livrar da sensação de que havia alguma coisa fora do lugar. A apreensão na voz dele fez sua angústia aumentar. Tentou se afastar levemente. Proximidades bruscas como aquela sempre a deixavam desconfortável. "Não, não aconteceu nada."
Gambit sabia que era mentira. Afastou-se, sentindo-se derrotado. Contudo, simulando disposição e leveza, disse para ela subir na garupa.
Eles foram comer em um lugar que Vampira escolheu. Ela, contudo, mal tocou na comida. Gambit não soube como abordá-la. Após algumas tentativas fracassadas de puxar assunto, Vampira sugeriu que voltassem diretamente para a mansão, alegando estar indisposta.
Vampira e, de certa forma, Gambit também, agradeceram pela viagem de moto os impedir de conversar, mesmo o percurso sendo curto. Desta vez, Vampira nem sequer envolveu os braços ao redor dele e ele não insistiu.
Chegando à garagem da mansão, Gambit decidiu ignorar a frieza anterior, e, sem se importar com qual seria a reação dela, envolveu os braços em torno da sua cintura como estava se acostumando a fazer com frequência. Aproximar-se era mais fácil que falar. Era assim que ele agia. Era assim que conseguia o que queria.
Em um primeiro momento, Vampira não reagiu. Todos aqueles sentimentos conflitantes da noite anterior a impediam de tomar qualquer atitude. Acima de tudo, temia escolher a errada.
Ao mesmo tempo em que tê-lo tão próximo doía, era também um alívio. Vampira tentou não pensar, quase não conseguiu respirar, mas a sensação de proteção estava lá mais uma vez. Era impossível não se sentir segura com os braços dele em torno do seu corpo. Ela não conseguia evitar, mesmo que quisesse. Ele a sentiu relaxar nos seus braços.
"Você pode não querer a minha companhia, mas ainda assim vou te acompanhar até o seu quarto, como o bom cavalheiro que sou" ele disse, com a voz perfeitamente charmosa.
"Então você é um cavalheiro?" ela perguntou, insinuosa, finalmente se rendendo. Era difícil não se encantar.
"Achei que você já tivesse percebido" e respirou aliviado ao conseguir fazê-la esboçar um sorriso tímido.
Os dois entraram pela cozinha, como sempre faziam. Caminhavam em silêncio, pois, por mais que o clima houvesse se amenizado, ainda faltavam palavras. Quando atingiram o corredor que levava para as escadas, Vampira estacou, com os olhos arregalados. Inconscientemente deu um passo para trás.
"Logan..." ela disse com a voz fraca.
Wolverine foi se aproximando dos dois jovens enquanto seu semblante parecia se tornar cada vez mais furioso. Vampira sentiu o aperto do braço de Gambit aumentar em sua cintura.
Quando Logan parou a apenas alguns passos deles, seu rosto já parecia diferente, e quando falou, o coração de Vampira apertou.
"Eu disse 3 horas, guria."
Ela antecipara aspereza e uma bronca tremenda; ao invés, sentiu mágoa na voz rouca do canadense. Se Vampira soubesse que era justamente o que estava esperando por ela! Wolverine estava preparado para lhe dar uma bronca memorável, entretanto, quando a viu chegar com Gambit, não pôde. Logan estava tentando ajudá-la, mas Vampira preferia a companhia de um garoto que conhecera há poucas semanas. Logan também a vira sair furtivamente do quarto de Gambit naquela manhã e a lembrança o enfureceu novamente.
Vampira se viu sem reação; sua garganta apertou. "Logan, eu sinto muito. Eu e o Remy fomos almoçar e... eu sinto muito mesmo" acrescentou com pesar honesto, fechando os olhos apertados em arrependimento.
Gambit interferiu. "A culpa foi toda minha, homme."
"Não importa" disse Wolverine entre dentes, sem olhar na direção do cajun. "Os dois vão ter as horas de treinamento dobradas."
"Mas, Logan..." ela tentou.
"Em horários separados. Vai se aprontar, guria. Não pense que se livrou por hoje."
Vampira se sentou na sua cama naquele fim de tarde, contente por poder ficar sozinha – sabia que Kitty estaria na biblioteca com Kurt por mais algumas horas.
Ela repousou o rosto nas mãos, exaurida. Mais mental que fisicamente, o que ela achava ainda mais difícil de suportar. Mesmo Logan tendo quase arrancado seu couro no treinamento que durou quase duas horas, o que mais doía era a frieza dele. Logan não lhe dirigiu palavra que não estivesse relacionada ao treinamento. Nada, absolutamente nada. Naquele momento ela até preferia que ele a tivesse colocado de castigo durante o mês. Teria doído menos; mostraria que ele ainda se importava.
Vampira se encontrou em mais um daqueles momentos de confusão quando tudo o que queria era se encolher e dormir por dias, apenas esquecer tudo e acordar em uma nova vida. Sentia estar cometendo os mais terríveis erros, mas quando tentava jogar tudo para o alto, algo a incomodava e a fazia miserável, como se fosse o preço que a vida lhe cobrava pelas últimas semanas terem sido tão surreais.
Passando as mãos pelos cabelos, ela ergueu o rosto, destemida. Foi quando uma brisa fez os pelos da sua nuca se arrepiarem. Ao virar o rosto, percebeu a janela aberta e uma figura vestindo um casaco longo, o rosto envolto em sombras. Então dois olhos vermelhos que quase brilhavam se abriram e ficaram fitos em sua direção, queimando-a.
Vampira tentou sorrir, mas foi fraco; porém o suficiente para que Gambit interpretasse como um convite para se aproximar. Ele emergiu das sombras e se sentou ao lado dela na cama, relaxadamente.
Seu rosto escureceu quando Vampira se afastou da tentativa de abraço dele. "Qual o problema, chère?" ele perguntou num sussurro, com as sobrancelhas unidas em estranhamento.
Era a pergunta que ela estava esperando. Só não esperava pela doçura que veio com ela, a mesma que a desarmou e a fez perder a coragem.
Gambit usou a mão direita para virar o rosto dela para encará-lo – usava luvas, como que preparado. Ainda que com o queixo erguido, Vampira permaneceu com os olhos fechados.
Gambit podia ser qualquer coisa, menos ingênuo. Ele sabia que a estava afastando. Não da maneira como ela fizera naqueles primeiros dias; mas, mais profundamente, com os sentimentos. De repente doeu. Não era o que ele queria. Desejava se aproximar dela, prolongar a sensação de... bem-estar.
Estudando o rosto dela, Gambit se lembrou da primeira vez que a encontrou. Seu atual rosto pálido e cansado era tão semelhante àquele rosto assustado da noite no telhado.
Os pensamentos dele se voltaram então para aquela mesma manhã. Recordou-se de como se sentiu ao acordar e vê-la adormecida com a cabeça deitada sobre o seu peito; como ela suspirou de leve e lhe apertou o abraço quando ele tocou o seu cabelo. Era algo simplesmente inexplicável. Era como se aquele fosse um momento definitivo. Ele fechara os olhos, quase caindo no sono novamente. Percebera que pouco tempo mais tarde Vampira despertara e deixara o quarto furtivamente, achando que ele não notaria.
Remy parecia ainda não compreender, mas ao procurá-la, ele mais uma vez buscava o conforto que sentia com ela. Queria sentir o cabelo dela roçando nos seus lábios, o cheiro da sua pele, a acentuada curva da sua cintura. Ela o fazia sentir em paz. Algo que ele pensou que nunca mais fosse capaz de sentir. Era como se o peso do passado fosse ficando mais leve a cada minuto que passavam juntos. O que ele não queria era dividir esse peso com ela, não seria justo.
Uma voz cínica no fundo de sua mente murmurejava palavras cruéis, mas que soavam tão verdadeiras. Ela lhe dizia que quando Vampira descobrisse quem ele realmente era, estaria acabado. Ele a perderia para sempre, se um dia ela chegasse a ser sua.
Remy estava sendo egoísta e sabia disso. Não queria magoá-la, mas a querendo ao seu lado, a machucaria, no fim ou ao longo do caminho. Isso tudo lhe fez questionar se era isso que ele queria. Ele a queria? De que maneira?
Vampira finalmente abriu os olhos, mas quando se deparou com os dele, desviou os seus.
"Há muito tempo eu não dormia tão bem" ele confessou em voz baixa. Sabia que era o mesmo com ela, que as noites de Vampira também não eram pacíficas, mas na noite anterior não teve o sono perturbado nenhuma vez.
A mão que a segurava por debaixo do queixo deslizou pelo seu maxilar, pelas curvas tão femininas de seu rosto. Seu polegar passou levemente sobre os lábios dela. Vampira sentiu que seus olhos estavam queimando mesmo após tê-los fechado. Uma lágrima teimosa por pouco não lhe escapuliu pelo canto do olho. Remy sabia que ela estva sofrendo por sua causa. O que ele estava fazendo?
"Me conta qual é o problema..." ele murmurou aproximando o rosto ainda mais. Ela podia sentir o hálito quente dele em seu rosto. "me conta e eu prometo que vou fazer de tudo para te ajudar" mas as palavras tinham sabor ferroso. Cínico!
Vampira baixou a cabeça, ao mesmo tempo forçando a mão dele a se afastar. Abanou a cabeça em desacordo antes de abrir os olhos. "Não, Remy. É você quem tem que me dizer qual é o problema."
Por tantos meses, ela imaginou como ele seria realmente, qual seria o seu nome. No seu sonho, Vampira sentia que sabia quem ele era. Mas isso não parecia lhe trazer confiança quando aquela cena parecia cada vez mais distante e a possibilidade de ela ter mudado o futuro por saber o que não devia nunca deixaria de a desconsolar.
Vampira dizia a si mesma que precisava ser paciente, que as coisas estavam indo a passos lentos, pois era como deveria ser. Contudo, depois de como se sentira na noite anterior ficou difícil de controlar. Ela percebeu que não o conhecia realmente. Gambit parecia tentar desesperadamente esconder o seu passado dela.
Ironicamente, não era o passado que a preocupava, mas sim o fato de Remy fingir que nada aconteceu quando era claro como a luz da manhã que havia algo de errado.
Vampira não estava pedindo para que ele lhe contasse todos os seus segredos – ela também tinha os seus –, apenas para que se abrisse com ela e lhe dissesse o que tanto o incomodava agora, no presente, pois apenas o presente importava. Ele a havia ajudado, mas não permitia que ela fizesse o mesmo por ele.
"Deixa eu te ajudar" ela disse, mudando de posição e assim ficando perfeitamente de frente para ele.
Gambit se viu sem reação por um momento. Era o mesmo que pedira a ela há tão pouco tempo, mas vindo dela, é claro, era uma história completamente diferente. Ele se convencera já há muito tempo de que ninguém poderia ajudá-lo.
Mas a paz de espírito que ela trazia não significava algo?
"Por favor, Remy. Me conta o que aconteceu ontem à noite."
O que ele diria? Que tinha problemas com o pai? Soaria comum demais. Sua história ia muito além e não havia maneira fácil de dizer. Então Remy se lembrou de quando Vampira lhe contou sobre Mística, sua mãe, como a mulher fingiu ser sua amiga, como a criou por debaixo dos panos. O esforço que a garota fez tentando não chorar e o alívio que disse ter sentido após ter lhe contado toda a história, algo que nunca contara a mais ninguém. De repente Remy percebeu o quanto eles eram parecidos, como ia mais longe do que ele admitia ir. Ele queria ter a certeza de que sentiria o mesmo alívio que ela. Valeria a pena tentar?
"Eu não sei o que nós temos" ela continuou, olhando intensamente para o rosto dele, "mas eu sei que não quero perder isso. E... pra fazer isso funcionar você tem que me deixar entrar..." ela então deitou a mão coberta sobre o peito dele "aqui."
"Você não vai gostar de ver o que–"
"Para" ela disse, por pouco não elevando a voz; sentiu os olhos umedecerem e a voz embargar. "Para, por favor."
Foi a vez dele de afastar os olhos. "Eu sou a pessoa mais ferrada do mundo, Vampira."
"Não quer dizer que esteja perdido. Olha só pra mim, Remy. Eu sou a pessoa mais ferrada. Quando você me encontrou" quando me salvou "eu estava prestes a fazer a maior burrada da minha vida porque eu estava cansada... cansada de tudo e você chegou e mudou... tudo. E eu quero acreditar que com você não é diferente" ela fez uma pausa para recuperar o fôlego; engoliu com esforço. "Eu só preciso saber uma coisa... preciso saber se eu significo alguma coisa para você... ou se você só sente pena de mim."
As últimas palavras dela fizeram o coração dele apertar. Remy a abraçou, tentando apagar aquelas palavras. Ela não envolveu os braços nele, mas também não resistiu. "Você é a única coisa que me mantém aqui, Vampira. Eu quero lutar por você."
Ela se afastou um pouco, olhou nos olhos dele tentando entender o que ele quisera dizer exatamente. Sentiu os olhos marejarem.
Ele continuou. "Ontem à noite, eu... eu estava passando por um momento ruim e eu percebi, relutei, mas percebi que eu precisava de você comigo. Apenas de você. Eu não quero te perder, Vampira" ele confessou, não apenas para ela, mas para si mesmo.
E mais uma vez ele disse as palavras certas.
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