Nome Original: Dragon and Angel

Autora: DragonsAngel68

Tradutora: HunterChild

Disclaimer: tanto a autora quanto eu não possuímos nenhum dos personagens que possam ser reconhecidos como integrantes do fantástico mundo de Harry Potter, todos eles pertencem à J. K. Rowling, a autora apenas gosta de brincar um pouco com eles, e eu apenas passo a fic original para o português.

CAPÍTULO DEZ

ENFRENTANDO O SR WEASLEY

Draco tentou se levantar, mas com Angelique ainda sentada em seu joelho, isso era uma impossibilidade lógica. Ele a ergueu e a pôs no chão a seu lado, então se ergueu para encarar um Arthur Weasley furioso.

"Sr Weasley,- sr, eu-" Draco foi cortado.

Ginny também se levantara, "Pai, por favor."

"Oh, Arthur, achei que tivesse ouvido você entrar," Molly disse alegremente enquanto re-entrava na cozinha. "Draco veio visitar Ginny e as crianças- isso não é adorável, querido?" Ela percebera a expressão raivosa no rosto usualmente plácido de seu marido.

"Molly, você deixou esse- esse Comensal da Morte entrar na minha casa?"

"Eu lhe garanto, senhor, não sou, nem nunca fui, um Comensal," Draco entoou abruptamente. Ele odiava ser chamado de Comensal da Morte, não era porque seu pai havia sido um servente do Lorde das Trevas que ele também o era.

Arthur desdenhou dele, "Se você acha que eu sou tolo o suficiente para acreditar em você-" Arthur parou abruptamente de falar, uma vez que Draco começara a dobrar as mangas de sua camisa até os cotovelos.

"Como você pode ver claramente, senhor, eu nunca tive a 'Marca Negra' e nunca apoiei o Lorde das Trevas- de maneira alguma." Draco estava lutando para manter seu temperamento sob controle enquanto girava os braços para que Arthur os inspecionasse.

"Ginny, por que você e Draco não levam as crianças para a sala?" Molly sugeriu, em uma tentativa de aliviar a situação. Não era difícil ver que os dois bruxos estavam prontos para explodir e as crianças já pareciam amedrontadas o suficiente, elas certamente não precisavam ver mais.

"Tudo bem, Mãe. Venham crianças, vocês podem falar oi para o seu avô depois. Draco?" Ginny parecia preocupada enquanto tentava tirar todos da cozinha. Nenhuma das crianças se mexera durante a pequena conversa entre os homens. Não era freqüente seu pai ficar com raiva e ela não se lembrava da última vez em que o vira assim tão raivoso.

"Não. Gin, nós precisamos resolver isso agora." Os olhos de Draco não haviam deixado o bruxo mais velho.

"Bem, se esse for o caso, Arthur, eu sugiro que você e Draco se retirem para a sala. Drake e Angel precisam jantar antes que fique muito tarde." O tom de Molly não abria espaço para discussão.

"Muito bem," Arthur disse enquanto gesticulava para que Draco entrasse no outro aposento à sua frente.

Inclinando a cabeça para Molly, Draco deixou a cozinha. Ele fez o melhor que pôde para não olhar para Ginny, mas não conseguiu se impedir de fazê-lo. Ela estava tremente; seu rosto estava pálido e ainda manchado por suas lágrimas. No entanto, eram os olhos que dela que mostravam o terror que ela sentia uma vez mais, terror esse pelo qual Draco se sentiu responsável.

"Agora, Arthur, ele só descobriu sobre as crianças ontem," Molly disse calmamente antes que seu marido deixasse o aposento.

"Ontem! Ele está mentindo! Ele não quis nada com ela quando ela estava grávida e agora ele aparece. Bem, ele está cinco anos atrasado," Arthur rosnou em uma voz baixa e raivosa.

"Ele nunca soube," Molly reforçou quando Arthur se virou e deixou o aposento.

"Pai, por favor- é verdade," Ginny suplicou para o espaço vazio que fora ocupado por seu pai apenas segundos antes.

"Tudo ficará bem, querida," Molly tentou tranqüilizar Ginny, mas sua própria expressão estava fechada e sua voz não muito firme.

"Papai- ele está tão raivoso."

"Ele ainda não sabe toda a história."

Molly tentou se ocupar com os preparativos do jantar. Ginny sentou-se à mesa, a cabeça nas mãos e se esforçando para ouvir cada palavra dita no outro aposento.

-"-

Quando Arthur entrou no aposento, Draco estava de pé ao lado da lareira, esperando por ele. "Bem, sente-se," Arthur ordenou apontando para um poltrona.

Draco sentou-se em uma poltrona gasta ao lado da lareira; Arthur sentou-se em uma cadeira idêntica em frente a ele. Os dois bruxos se estudaram mutuamente por alguns momentos.

"O que faz você pensar que pode aparecer aqui depois de todo esse tempo?"

"Senhor, se você me der uma chance para explicar." Draco se forçou a manter seu tom calmo. Não havia sentido em perder a paciência; se ele conseguisse se manter calmo, talvez o sr Weasley o ouvisse.

"Muito bem. Você tem cinco minutos." Arthur se orgulhava por ser um homem justo e até mesmo essa desculpa de ser humano tendo machucado sua filha profundamente, ele lhe daria seu tempo.

Draco assentiu em agradecimento antes de começar. "Eu não via a sua filha desde a noite em que ela se formou em Hogwarts. Eu deixei a Bretanha pouco tempo depois, para trabalhar na França, e nós decidimos que era melhor se não nos mantivéssemos em contato. Ginny tinha planos para o futuro e eu precisava sair de Londres. Ontem, como tenho certeza de que você sabe, meu Pai viu Ginny no Beco Diagonal com Drake. Quando ele me informou de que eu tinha um filho, meu primeiro instinto foi de encontrar Ginny e confirmar isso, mas eu não sabia onde encontrá-la, de outra forma, eu teria vindo aqui ontem à noite. Por coincidência, eu cruzei com Pansy Parkinson nesta manhã e consegui convencê-la a me trazer aqui. Eu juro, sr Weasley, se eu tivesse ficado sabendo, eu teria estado aqui o tempo todo."

"Você tem uma filha também, Malfoy," Arthur rosnou. Famílias aristocráticas eram bem conhecidas por terem interesse somente em herdeiros homens e ele não estava disposto a deixar sua neta ser ignorada.

"Eu tenho uma filha?" Draco estava em choque, Angelique se apresentou e chamou Ginny de 'Mamãe', mas como ela podia ser dele? Seus pensamentos estavam uma vez mais em turbilhão.

"Sim, Malfoy. Angelique é sua filha."

"Desculpe, senhor, só fiquei sabendo de Drake por meio de meu pai. Como Angelique pode ser minha?"

"Gêmeos, Malfoy. Eles parecem ser uma tendência forte na nossa família."

Pela expressão no rosto de Draco, ele claramente não sabia que tinha gêmeos. Na verdade, se essa situação não envolvesse sua filha e netos, Arthur a teria achado divertida.

"Gêmeos?"

"Sim, Malfoy. Gêmeos." Arthur estava começando a se apiedar do homem à sua frente. Molly estava certa, ele não soubera- isso era extremamente claro. "Eu sei que isso é chocante, mas você tem de superar isso."

"Claro, desculpe, Senhor. Eu não sabia, mas agora que sei, não faz diferença alguma," Draco disse, se recompondo mentalmente.

"E as suas intenções?"

"Se Ginny me permitir, eu gostaria de fazer parte da vida deles."

"E quanto a Ginny?"

"Senhor, sempre respeitarei a sua filha. Ela é, acima de tudo, a mãe dos meus filhos."

"Bom." Arthur fora aplacado dessa vez. O homem havia engravidado seu bebê, mas isso fora há mais de cinco anos e não havia porquê ficar revirando o passado. "Você percebe que terá de enfrentar algum tipo de interrogatório ou tortura outras sete vezes? Não consigo, realmente, ver meus garotos ou Harry aceitando de imediato a sua aparição ou sendo tão plácidos quanto eu."

"Estou certo de que eles não o serão, mas eu aceitarei o que quer que eles decidam fazer," Draco afirmou, com um interrogatório ele podia lidar, mas tortura- não, obrigado.

"Só para você saber," Arthur disse se levantando. "Fique aqui. Vou mandar Ginny para cá- obviamente, vocês tem muito o que conversar."

-"-

Quando Arthur voltou para a cozinha, Molly e Ginny imediatamente começaram a enchê-lo de perguntas. Enquanto os três adultos na cozinha estavam ocupados, Drake e Angel deslizaram para a sala. Draco ainda estava sentado na cadeira, os cotovelos descansando em seus joelhos e a cabeça nas mãos. Angel se aproximou dele e pousou uma de suas pequenas mãos em sua cabeça.

"Vovô estava com muita raiva," Angel sussurrou.

Draco ergueu a cabeça e olhou para sua pequena filha. Ele sorriu com a preocupação estampada em seu jovem rosto, ela nem o conhecia, mas já se importava com ele.

"É, ele estava mesmo, não estava?" Draco se reclinou na poltrona.

Angelique subiu em seu colo e se fez confortável com sua cabeça descansando no ombro dele.

"Você é mesmo nosso pai?" Drake perguntou baixinho, em sua posição na frente da cadeira.

Draco sorriu para ele. "Sim, eu sou mesmo o pai de vocês."

"Você não é o homem que assustou a mamãe ontem," Drake afirmou.

"Não. Não fui eu."

Drake franziu a testa para o pai. "Quem foi então? Porque você parece com ele."

"Aquele bruxo era o meu pai- seu avô."

"Você é malvado que nem ele?" Drake inquiriu.

"Ele não é malvado de verdade. Acho que ele só assustou a sua mãe."

"Oh- você vai embora de novo?"

"Não, não vou a lugar nenhum." Draco não sabia aonde essa linha de questionamento estava indo, mas ele não via mal algum em satisfazer Drake. Talvez o garotinho só precisasse esclarecer algumas coisas.

Drake sorriu para ele e subiu em seu joelho, para se sentar ao lado da irmã.

"Estou feliz por você não estar indo a lugar nenhum, Papai," Drake lhe disse sinceramente, pousando a cabeça em seu ombro.

"Eu também, Drake," Draco sussurrou em resposta.

Draco achou que seu coração fosse explodir. Ele não conseguia se lembrar de tantas emoções correndo juntas por seu corpo. Era um sentimento indescritível. Ele ficou sentado com suas crianças até que elas começaram a dormir.

O que Draco não sabia era que Ginny havia visto muito da conversa deles e ficara escondida até Drake e Angel dormirem. Ela visualizara essa cena muitas vezes- o homem que ela ainda amava abraçando suas crianças adormecidas com tanto cuidado. Lágrimas de felicidade correram silenciosamente por seu rosto.

Quando tinha certeza de que os gêmeos não acordariam, Ginny secou suas lágrimas e entrou silenciosamente no aposento.

"Draco," Ginny sussurrou. "Eu preciso colocá-los na cama."

"Okay, você quer que eu leve um deles?"

"Obrigada," Ginny respondeu enquanto se inclinava para pegar Angel. "Venha comigo."

Draco se ergueu facilmente com Drake nos braços e seguiu Ginny até o andar de cima. Ela parou primeiro no belo quarto de Angel e depositou a garotinha em sua cama. Então atravessou o corredor até o quarto de Drake e assistiu enquanto Draco gentilmente punha Drake em sua cama.

Ginny se aproximou para puxar o cobertor para cobrir o corpinho dele e beijar sua testa. "Boa noite, meu pequeno dragão."

Draco assistiu enquanto Ginny cuidava do garotinho, maravilhado. "Posso?"

"Claro," Ginny respondeu sorrindo.

Sem saber realmente o que ele estava prestes a fazer, Ginny ficou surpresa quando Draco se inclinou sobre seu filho, rearrumou levemente os cobertores e deixou um beijo leve em sua testa. Ele então saiu do quarto, atravessou o corredor e entrou no quarto de Angel, onde ele a cobriu e também beijou levemente sua testa.

"Boa noite, minha Angel bebê," ele sussurrou em seu cabelo.

Quando Draco terminou, Ginny beijou sua filha e eles voltaram para o andar de baixo.

"Gêmeos, hein?" A descrença de Draco ainda estava gravada em sua voz.

"É, gêmeos, Draco."

"Deve ter sido difícil para você, se virar sozinha." Draco sentiu ondas de culpa fluírem por seu corpo. Ela ficara sozinha com não um, mas dois bebês.

"Foi difícil, mas eu tinha minha família e amigos- todos eles ajudaram. Harry tem sido fantástico. Ele é o Padrinho deles e ele sempre insiste para que eu entre em contato com você novamente."

"Potter?" Uma onda de ciúmes o varreu. Potter estivera o quê? Brincando de casinha com sua Angel e suas crianças.

"Sim, Draco, Harry Potter." Ginny rolou os olhos; a expressão no rosto de Draco era uma que ela, e somente ela, reconhecia- ciúme. Ele ficava com aquela expressão quando quer que algum outro garoto falasse com ela, quando eles ainda estavam em Hogwarts. "Ele e a esposa dele, Hermione, são Padrinhos dos gêmeos.

"Oh," Draco disse encabulado. Ele sabia que ela teria reconhecido a expressão em seu rosto, mas ele se vira incapaz de reprimi-la.

Ginny sorriu e ergueu uma sobrancelha. "É- oh."

"Eles são fantásticos, Gin." Draco estava claramente espantado com seus filhos.

"Eu sei que eles são, Draco."

"E eles sabem sobre mim?" Draco estava curioso, era claro que Angelique o reconhecera.

"Sim, eu contei a eles tudo o que pude sobre você e lhes mostrei fotos. Mesmo que nós não estivéssemos juntos, eu queria que eles te conhecessem e eu não queria que eles tivessem uma opinião errada sobre você por influência dos meus irmãos."

"Fotos? De onde diabos você tirou fotos minhas?"

"A maioria, eu consegui com a Pansy, mas eu tinha uma de nós dois quando estávamos em Hogwarts."

"Claro, Pansy, devia ter percebido. Você parece um tanto próxima a ela."

"Bem, ela é a namorada de Rony. Não começo, eu não a aceitei muito, mas conforme o tempo passou, eu descobri que ela é de fato bem legal. Ela não é como eu pensava que fosse na escola," Ginny admitiu, "e se você me perguntar, Pansy vai ser a minha próxima cunhada- isso se o meu irmão inútil juntar coragem para pedir ao pai dela."

"O sr Parkinson pode ser um tanto formidável. Eu certamente não iria querer ser o homem perguntando se pode levar sua filha única para longe dele. Olha, Gin, eu devia ir, foi um longo dia e está ficando tarde."

"Tudo bem." Ginny tentou impedir seu desapontamento de aparecer em sua voz- ela gostaria que ele ficasse mais.

"Umm... Gin, tudo bem se eu vier aqui amanhã? Você sabe, para passar algum tempo com as crianças e você, claro."

"Acho que eles gostariam disso," Ginny respondeu. E eu também, ela acrescentou mentalmente.

"Eu também." Draco sorriu calorosamente para ela. "De onde eu posso aparatar? Se eu não aparecer logo na Mansão, minha Mãe vai usar minhas entranhas como ingredientes de poções."

"Há um ponto de aparatação na varanda dos fundos," Ginny lhe informou enquanto tentava suprimir uma risadinha. "É bom ver que você ainda tem medo da Mamãe, Draco."

"Muito engraçado, Gin," Draco disse secamente enquanto ia na direção da cozinha e da porta dos fundos com Ginny logo atrás. "Ela se preocupa comigo, só isso."

"Eu... Um... Bem... Acho que nos veremos amanhã então," Ginny gaguejou, ela subitamente ficara insegura, de pé na varanda dos fundos em frente a esse belo bruxo.

"É, claro. Estarei aqui," Draco disse. "Obrigado por essa noite e diga isso aos seus pais também. Foi ótimo- as crianças são brilhantes."

Eles ficaram um de frente para o outro por alguns momentos, nenhum deles sabia como dizer boa noite.

"Bem, boa noite, Gin," Draco disse suavemente enquanto se inclinava e deixava um beijo gentil em sua bochecha.

"Boa noite, Draco," Ginny sussurrou enquanto o estalo da desaparatação dele ecoava levemente pelo jardim.

N/T

yay! cap novo!

bom, desculpa, mas naum vai dar pra respondeh as reviews, mas pra qm mandoh, fika aqui meu reconhecimento e meu agradecimento: VLW! Vcs fizeram o meu dia!

HunterChild