Capítulo 9
2:40 p.m. Hora do Leste
O primeiro impacto acordou Andy e quase a tirou do assento. "Mas que diabos?" ela latiu, virando-se para olhar para trás.
Scully nem mesmo tentou responder, concentrada em manter o carro na estrada. Ela pisou fundo, aumentando a distância do outro carro, mas o outro motorista fez a mesma coisa, chocando contra o carro alugado com mais força desta vez.
"Droga!" Andy disparou, colocando uma mão no painel e se inclinou para abrir o porta-luvas com a mão livre. Ela guardara a arma ali assim que elas voltaram ao carro, e agora tirava de novo.
"Mantenha isso fora de vista," Scully disse, arriscando um olhar para Andy. "Se eles não sabem quem você é, nem vão suspeitar que está armada. Melhor não sabermos até precisarmos; podemos precisar do elemento surpresa. E ligue para o 911."
Andy assentiu e escorregou a arma sob a perna dela, mantendo a mão segurando-a. "Onde está sua arma?" ela perguntou, enquanto pegava o telefone com a outra mão.
"No coldre," Scully respondeu, levantando e abaixando a cabeça para indicar seu quadril direito.
Andy imediatamente jogou o celular no colo, e esticou a mão para abrir o paletó de Scully, tirando a arma e colocando no assento entre elas. Então ela pegou o telefone e apertou os três botões enquando perguntava "Onde diabos nós estamos, afinal de contas?"
"Uh, Rodovia Candler, sul de Decatur," Scully disse.
Andy assentiu, voltando a atenção para a ligação, onde alguém aparentemente atendeu. "Há um policial precisando de ajuda," ela disse, começando com uma frase que com certeza chamaria a atenção de quem atendeu. "Alguém está tentando nos jogar para fora da Rodovia Candler, ao sul de Decatur. Eu sou a passageira, a motorista é uma agente do FBI, e o carro que está batendo no nosso é um sedan preto, sem marcas e com as janelas tingidas." Ela parou, então olhou para fora e disse "Uh, acabamos de passar McAfee, eu acho."
O carro atrás delas chocou de novo, mais suave desta vez, e Scully apertou os dentes, enquanto olhava o combustível de novo. "Vou ter que encostar," ela disse, olhando a estrada à frente para um possível ponto de parada.
"Espere," Andy disse ao telefone, tampou com a mão e virou-se para Scully. "Ela disse que há uma delegacia em Candler, um pouco mais à frente."
"Que distância?" Scully latiu quando o sedan bateu novamente. "Não posso brigar com eles para sempre."
Os olhos de Andy examinavam a estrada enquanto falava com a atendente da emergência de novo. "Rodovia Candler, 2357, e deve ser do lado direito, graças a Deus," ela disse. Ela parou de novo, então gritou "Lá!" e apontou.
Os olhos de Scully saíram da estrada para registrar o edifício de tijolo com pelo menos uma dúzia de policiais no estacionamento. Ela esperou até o último segundo possível antes de virar o volante, quase deslizando lateralmente dentro do estacionamento.
Elas deslizaram até parar a poucos centímetros da viatura mais próxima e Scully parou finalmente de prestar atenção na direção e olhou atrás para a estrada. O sedan preto tinha freado bruscamente quando ela desviou rapidamente da estrada, e aparentemente perceberam o que o edifício era, aceleraram de repente e foram embora.
Ela podia ouvir Andy ainda falando ao celular enquanto ela endireitava o carro e estacionava na vaga, mantendo um olho na estrada todo o tempo. Uma vez estando o carro parado e o motor desligado, ela pegou a arma dela, ainda no banco ao seu lado, e guardou-a no coldre.
Andy terminou a ligação e virou de lado no assento. "Então, alguma idéia do que foi *aquilo*?" Ela perguntou, o tom neutro da pergunta desmentido pelo tremor na voz dela.
Scully fechou os olhos e suspirou. "Mesma droga, dia diferente," ela disse curta, soltando o cinto de segurança e saindo para inspecionar os danos ao carro.
Studios da KFXA-TV
Cedar Rapids, IA
1:42 p.m., Hora Central
Amos Harter estava morto.
Mulder ficou em silêncio em seu carro no estacionamento da estação de TV, tentando absorver aquele simples fato: Amos Harter estava morto.
Ele morreu naquela manhã quando seu carro bateu contra o parapeito na Estrada U.S. 30 – um trecho da estrada na qual o cameraman dirigiu todos os dias nos últimos sete anos. Um trecho onde ele certamente sabia que a produção de uma planta de adoçante de milho ocasionalmente causava uma névoa quase impenetrável que cobria a estrada.
Um acidente, como a recepcionista da estação de TV chamara. Uma terrível tragédia, o gerente geral dissera. Outra estatística, julgando pela voz entediada do oficial da patrulha da estrada com quem Mulder falara ao telefone.
Uma merda de uma estatística conveniente, Mulder pensou. Uma estatística que também resultava no misterioso desaparecimento de todo material de trabalho de Harter da estação de TV.
O gerente geral encolheu os ombros: Os técnicos sempre eram um pouco chatos, ele disse. Harter tinha o próprio equipamento extenso de vídeo e era conhecido por levar para casa trabalho de vez em quando. As fitas e notas deveriam ter estado no carro com ele e a polícia disse que virou nada mais do que uma concha retorcida queimada.
Não, a repórter que fez par com Harter para cobrir o ataque de abelhas não estava disponível; ela estava em Des Moines, entrevistando o governador. Ela já devia ter sido chamada agora, mas a entrevista parecia ser longa. Políticos eram assim mesmo; adoravam falar de si mesmos.
Mulder desejou muito saber se aquele telefonema sequer viria.
O fim disso tudo é que ele não teve mais nenhuma dianteira. Oh, ele poderia – e provavelmente deveria – dirigir para o parque onde o ataque ocorreu e checar a área. Mas ele sabia, sem se incomodar de procurar, que não acharia nada. Toda essa operação claramente foi planejada e calmamente executada, como aquela na Geórgia.
Como aquela na Georgia.
Por um momento ele quis saber se Krycek não estava certo, afinal de contas. Talvez fosse a hora de desistir e tentar salvar a si mesmo e a quem ele amava. A única pessoa que ele amava, ele se corrigiu. Se ele encontrasse um jeito de salvar Scully, o resto do mundo podia se fo***, com a sua bênção.
Com exceção de que Scully não gostaria disso – e verdade seja dita, ele também não gostava, tampouco. Ele não gostava da pessoa que se tornava para fazer isso; ele chegou perto, tão perto, há alguns meses, e ele ainda não esquecera. Duvidava que fosse capaz de viver com aquela pessoa muito tempo, e apesar de Mulder não esperar realmente se perder quando a escuridão finalmente o chamasse, ele se apegou ao conhecimento de que Scully, pelo menos, sofreria e ficaria magoada, e isso era inaceitável.
Tudo isso significava que ele precisava focar sua atenção de volta à investigação, não importando quão perdida e improdutiva parecesse. Scully esperava isso dele, e ele precisava da aprovação dela e boa opinião realmente era uma motivação que ele tinha a este ponto.
Infelizmente, a única pista real que ele tinha era o pedaço de papel que Krycek deixou.
Mulder não olhara para o papel ainda. Ele suspeitava que contivesse alguma pista ou qualquer outra coisa, talvez um endereço e um número de telefone, o que permitiria a ele localizar Diana Fowley e C.G.B. Spender – ou qualquer que fosse o nome dele – só no caso de ele mudar de idéia. Ele não olhara para o papel para não ficar tentado – mas não fora capaz de se manter fora disso, também, e agora estava em seu bolso, como uma cobra enrolada e pronta para atacar.
Contra sua vontade, seus pensamentos voltaram àquela noite final no apartamento de Diana. Ele deliberadamente ficara longe do apartamento dela desde seu retorno da Europa, porque ele sabia o risco emocional que estaria correndo consigo mesmo se entrasse no espaço pessoal dela após tantos anos de ausência. E também, no fundo, ele sabia que os avisos que Scully vinha tentando lhe dar continham mais do que o cerne da verdade, mesmo que ele não estivesse pronto para encarar esta realidade.
Circunstâncias forçaram sua mão, no entanto, e os eventos rápidos a respeito de Cassandra Spender uniram-se ao ultimato de Scully, apontando inquestionavelmente o dedo de culpa para sua ex-amante. Só que desta vez, contudo, Mulder sentiu necessidade de uma prova mais forte, inequívoca, antes de chegar à conclusão final.
E então, ele foi ao apartamento de Diana, esperando exonerá-la, mas sabendo no fundo que provavelmente a condenaria além do perdão. Como ele temia, atrás do canto escuro de sua mente onde ele realmente vivia, aquela visita tinha sido quase sua abolição.
Mulder balançou a cabeça rapidamente, forçando suas memórias a sumirem. Aquilo era passado; história. *Diana* era passado – uma parte importante dele, sem dúvida, mas passado, apesar de tudo. Scully era o futuro, e por um momento novamente ele traçou a linha de seu lábio inferior com o dedo. Scully era o futuro, e ele tinha que se lembrar disso.
Não importando quão breve e doloroso aquele futuro fosse.
Com um suspiro resignado ele mexeu no bolso, tirou o papel que Krycek lhe dera e o abriu. Por um momento ele ficou olhando para o punhado de palavras rabiscado ali, e então começou a rir.
Aquele filho da mãe. Ele deveria ter imaginado que não seria algo tão simples e fácil quanto um número de telefone.
"Henry Wadsworth Longfellow e Gordon Lightfoot têm isso em comum. E lembre-se, sua resposta deve ser em forma de pergunta!"
Ele ainda estava balançando a cabeça com tristeza, quando seu telefone tocou.
Precinto Policial do Sul de DeKalb
Decatur, GA
3:12 p.m.
Scully piscou contra o sol de fim de tarde enquanto saía da delegacia, o telefone contra a orelha. Ela podia ver Andy encostada no balcão do lado de dentro, preenchendo um relatório com o sargento sobre o incidente da batida, apesar de ambas as mulheres saberem que o relatório não mais existiria pela manhã.
A conexão levou alguns momentos para completar, mas o telefone tocou só uma vez antes de ser atendido: "Mulder."
"Mulder, sou eu," Scully disse automaticamente, encostando cansada contra a parede ao lado da porta. "Onde você está?"
"No adorável centro de Cedar Rapids, fora dos estúdios da KFXA-TV," ele respondeu. "E adivinhe o que eu descobri?"
Scully levantou uma sobrancelha. "Bem, se o seu dia foi como o nosso, duvido que sejam boas notícias," ela disse.
"Diga à moça bonita que ela ganhou" Mulder entonou. "Para começar, nosso contato já não anda mais entre os vivos."
Scully prestou mais atenção. "Amos Harter?"
"Morto," Mulder confirmou. "Morto em acidente de trânsito esta manhã, a caminho do trabalho. E a repórter que cobria a história com ele foi chamada para uma tarefa em Des Moines."
Scully suspirou e levantou a mão para coçar a testa. "Essa história é familiar demais," ela disse, se virando para olhar para as costas de Andy. "Cal Danielson desapareceu. Seu telefone foi desconectado, e a recepcionista no CCD insiste que ninguém com esse nome já trabalhou lá, mesmo eu tendo deixado uma mensagem no correio de voz dele essa manhã."
"Isso é completamente familiar *demais*, Scully," Mulder disse, e Scully podia ouvir o som do carro dele sendo ligado enquanto ele falava. "Ouça, preciso contar mais uma coisa, mas não quero falar ao telefone. Precisamos nos encontrar em algum lugar o quanto antes."
"Aqui não," Scully respondeu imediatamente. "Não quero entrar nisso também, mas assim que acabarmos aqui, Andy e eu voltaremos para Columbus para limpar nossos quartos no motel. Posso ir até lá e voltar ao aeroporto às..." – ela parou para olhar o relógio – "... às 7:30 ou 8 horas, então ligarei para as empresas aéreas para ver o que está disponível e te ligo de volta."
"Parece bom," Mulder disse. "Vou para Chicago, e talvez seja nossa melhor aposta, ver se você consegue um vôo para lá. Vou ligar e checar os vôos que partem de lá, também, para o caso de precisarmos ir para outro lugar. Não há muito que escolher daqui, mas levará quatro horas para chegar a Chicago. E agora, prefiro ter uma multidão ao meu redor."
Scully sorriu a isso. "Definitivamente," ela disse, a voz suavizando.
Houve um momento de silêncio constrangedor entre eles, e Scully pensou em algo para dizer que desfizesse isso. Mas Mulder foi mais rápido.
"Scully?" A voz dele era gentil, mas um pouco áspera. "Eu... cuide-se..." A voz sumiu hesitante, como se ele quisesse dizer mais, mas não tivesse certeza se seria bem recebido.
Scully podia ouvir o coração dela batendo em sua cabeça e se forçou a respirar fundo. Ela estava tremendo, ela percebeu, e não tinha certeza se era pela adrenalina, ou pelas palavras de Mulder. Ela raramente o ouviu tão incerto de si mesmo, e ela fez uma rápida oração em agradecimento por não ter contado a ele sobre sua fuga dos homens de preto. Ele não precisava de mais preocupação agora.
Ela engoliu e abriu a boca para responder, mas levou um segundo para as palavras saírem. "Eu... tomarei, Mulder," ela respondeu. "Você, também."
"Falo com você em breve," ele disse, parecendo mais com ele mesmo, e então a conexão foi cortada.
Scully desligou o telefone, e encostou-se à parede novamente, incerta se suas pernas a manteriam em pé. Ela fechou os olhos e se forçou a respirar fundo e normalmente, controlando as reações de seu corpo devagar.
Ela se sentia mais forte quando Andy saiu do prédio, alguns minutos depois, e Scully se virou para encará-la.
"Encerrado, por todo bem que provavelmente fará" Andy disse, e então parou para dar uma olhada melhor para o rosto de Scully. "Hey, Dana, você está bem?" ela perguntou, colocando uma mão no braço de Scully.
Scully assentiu rapidamente. "Estou bem," ela disse, e deu um sorriso breve. "Falei com Mulder, e tentaremos nos encontrar esta noite, provavelmente em Chicago. Ele vai para lá, e verei se consigo um vôo para esta noite." Ela se virou em direção ao carro, seguida por Andy, e continuou a falar. "Podemos voltar para Columbus e pegar nossas coisas, e ligarei para as empresas aéreas do carro."
"Parece um plano," Andy disse, com um sorriso, quando as duas mulheres entraram no carro levemente danificado.
Estúdios da KFXA-TV
Cedar Rapids, IA
2:19 p.m. Hora Central
Mulder ficou encarando seu celular por alguns minutos depois de encerrar a conversa com Scully. A ligação não fora tão bem quanto ele esperava.
Para ser franco, ele não tinha muita certeza do que *esperava*. As palavras de sua parceira foram ligeiras, metódicas... E breves. Assim como sempre foram ao telefone. Assim como as *dele* sempre foram.
Esse era o verdadeiro problema, claro: nada mudou. Nada estava diferente. Novamente, Mulder não tinha certeza do que estaria ou deveria estar diferente; no entanto, ele sentiu certa falta de... Alguma coisa. Um defeito. Era como se a cena daquela manhã no aeroporto não tivesse ocorrido, ambos escolheram não conhecer ou validar isso.
Ele suspirou e, como no avião aquela manhã, mandou o pensamento para longe de sua mente. Ele não tinha tempo para isso; não agora. Preocupar-se com isso só serviria como distração para as coisas que precisavam ser feitas. Ele veria Scully de novo em breve, e talvez ele pudesse resolver as coisas.
Talvez.
Ele olhou para o relógio: quase 2:30. Ele tinha tempo para checar o parque e ainda chegar ao O'Hare em tempo razoável. Scully disse esperar estar de volta ao aeroporto de Atlanta por volta das 8 horas; supondo que ela conseguisse um vôo, e levando em conta a diferença do fuso, aquilo a colocaria em Chicago por volta das 9:30 ou 10 horas. Se ele se apressasse, chegaria a tempo.
Interestadual Sul 185
Perto de Columbus, Georgia
4:02 p.m. Hora do Leste
A discussão começou antes de o carro passar pela área de Atlanta e continuou por algum tempo. Como Scully dirigia, Andy fez as ligações para o aeroporto. E antes que Scully percebesse, Andy reservara não um, mas dois bilhetes para o vôo das 8:30 para Chicago.
Scully não estava feliz. Não era questão de confiar em Andy; apesar de sua fraqueza mais cedo, Scully tinha certeza sem precisar de extensivas checagens de antecedentes, que a repórter era completamente sincera.
Não era o papel de Andy como repórter, tampouco. Scully passou tempo suficiente com Fuzileiros enquanto crescia para saber que eles levavam o juramento de serviço muito a sério, e ela acreditava que Andy guardaria os segredos que precisassem ser guardados.
Mas o fato era que Scully era uma agente federal, e ela sentia que não tinha o direito de trazer alguém, mesmo alguém em reserva da Marinha, para uma investigação em andamento – especialmente uma tão perigosa quanto esta provou ser.
Suspirando, ela tentou de novo. "Não é tão simples, Andy. É uma investigação *federal*, e..."
"E eu sou uma *oficial* dos Fuzileiros Navais dos Estados Unidos," Andy cortou Scully, friamente. "Tenho o direito e a responsabilidade de agir no melhor interesse do meu País em assuntos de segurança nacional. E é meu julgamento, como membro da Marinha, que este é um assunto de segurança nacional, e que o interesse nacional será melhor servido se eu a acompanhar até Chicago e assistir você e o Agente Especial Mulder na sua investigação."
Ela parou, então continuou com uma voz mais calma. "Agora, ficaria mais do que feliz em entrar em contato com meu chefe para assegurar uma missão oficial, mas considerando o que acabou de acontecer em Atlanta, duvido que você ou Agente Mulder queiram ir pelos canais oficiais. Estou certa?"
Scully lançou a ela um olhar longo, mal segurando o sorriso que ela quis esconder. Scully conhecia aquele tom de voz muito bem. Ela ouviu sair de sua própria boca muitas, muitas vezes, começando pelo primeiro encontro fora da Base Aérea Ellens, em Idaho, há muitos anos.
E apesar de suas negativas, ela queria Andy no caso. A mulher não era superficial, e ela entendeu muito rápido contra o que eles estavam lutando. Ela talvez não conhecesse a história toda ainda, mas Scully não tinha dúvidas de que, quando ela conhecesse, ela ficaria mais determinada a ajudar.
Às vezes, Scully pensou, você só precisa confiar nos seus instintos.
"Está bem, este é o acordo," Scully disse. "Vamos para Chicago encontrar com Mulder. Mas não posso deixar você dentro da investigação sem passar pelo *nosso* superior, e ele quase com certeza vai pedir um registro de antecedentes primeiro. Ele é aposentado da Marinha, para falar a verdade."
Andy assentiu. "Fechado," ela disse, e então levantou o telefone que ainda segurava. "Quer ligar para alguém para adiantar isso?"
Scully olhou para o telefone, e então o pegou. Mantendo um olho na estrada deserta, ela discou o número de segurança dos Pistoleiros.
"Pistoleiros Solitários."
Byers. Scully suspirou em alívio e disse "Byers, é Scully. Preciso de um favor."
"Na verdade, tenho algumas informações para você, Agente Scully," Byers respondeu, e Scully podia ouvir os papéis farfalhando ao fundo. "Mulder ligou mais cedo e disse que um de vocês provavelmente ligaria para pedir. Uma checagem nos antecedentes de Andrea Baker?"
Scully sorriu e olhou para Andy. "Isso, é por isso que estou ligando," ela disse com indiferença. "Mulder aparentemente foi mais rápido." Ela viu as sobrancelhas de Andy subirem quando ela entendeu.
"Bem, ela está limpa, até onde podemos dizer," Byers respondeu. "Nenhuma brecha inexplicável, transferência incomum, bastante direta. Ainda estamos procurando, mas parece que não acharemos nada. Quer que eu envie um fax para algum lugar?"
"Não, está tudo bem," Scully disse. "Só... ligue-me se alguma coisa mudar, e diremos se precisarmos de mais alguma coisa. E Byers... obrigada."
"Sem problema, Scully."
Quando Scully desligou, Andy estava sorrindo. "Arrisco dizer que *Mulder* é o mais paranóico de vocês dois," ela disse, não realmente fazendo uma pergunta.
Scully bufou delicadamente. "De onde você tirou essa idéia?" ela perguntou astuciosamente, enquanto desacelerava sobre uma rampa de saída e ia a direção ao motel.
