Capítulo Dez

AU mundo

Damien acordou quando o telefone debaixo do travesseiro vibrou. Sentou-se, e começou a procurar a sua varinha para que ele pudesse lançar um 'Silencio' e não acordar ninguém com a conversa. Com sono ainda agarrando a ele, ele pegou o telefone e atendeu se jogando de volta no travesseiro.

"Hmm, Olá?" murmurou sonolento.

"Damien, só agora eu percebi uma coisa!" Harry disse do outro lado.

"Ainda é cinco da manhã neste mundo." Damien murmurou.

"Damien acorda! Isso é importante." Harry disse, parecendo muito irritado e impaciente.

"Nada é importante a essa hora da manhã." Damien respondeu com um grande bocejo.

"Gina está em Hogwarts!" Harry deixou escapar.

Damien levou um momento para responder.

"Você só descobriu isso agora?" ele perguntou ao seu irmão.

"Sim! Quero dizer, não, não é isso! Eu só agora percebi que Gina está em Hogwarts com o Harry!"

Entendimento bateu em Damien e ele não pôde deixar de sorrir.

"Ah, finalmente percebeu isso, não é?", perguntou ele.

"Eu não tive a chance de realmente pensar sobre isso!" Harry defendeu. "Quando eu fiz a troca eu pensei que era por apenas dois dias. Quando a bússola não funcionou eu pensei que Harry iria ouvir e ficar na Mansão enquanto Gina estaria em Hogwarts. Quando você me disse que Harry estava em Hogwarts, bem, eu só pensei nele se reunindo Dumbledore. Gina nem sequer passou pela a minha mente! Só foi agora que me toquei que Gina está ai com o outro Harry!"

Damien riu.

"Damien!" Harry rosnou em advertência.

"Desculpe Harry." Damien ficou sério. "É só que Gina conheceu o outro Harry em seu segundo dia neste mundo. Ela foi lá em casa para vê-lo na noite anterior de partirmos para Hogwarts."

"Merda!" Harry amaldiçoou.

"Sim, foi muito ruim, o outro Harry nem sabia que você e Gina estavam namorando, foi muito engraçado!". Damien disse.

"Estou feliz que você se divertiu!" Harry disse com desdém.

Damien apenas riu novamente.

"Então, por que você me telefonou?" Damien perguntou agora totalmente desperto.

"Então, você pode dizer a Harry para ficar longe bem longe de Gina!" Harry respondeu.

"Ok, Harry vai ficar longe dela, mas como é que vamos mantê-la longe de Harry?" Damien perguntou.

Harry xingou novamente. Isto estava ficando realmente confuso. Harry percebeu que ele só tinha uma opção.

"Diga a verdade a Gina." Harry disse depois de alguns minutos.

Damien sentou-se na cama.

"Sério?"

"Sim, ela tem o direito de saber." Harry disse calmamente. Ele não conseguiria manter Gina no escuro sobre essa mudança, especialmente depois da maneira como ele a tratara por tentar mantê-la no escuro sobre a poção Sedare.

"Ok, eu vou dizer a ela, assim que encontrá-la." Damien disse aliviado por poder compartilhar esse segredo com outra pessoa.

Ser o único, a saber, sobre a troca de Harry estava deixando-o louco. Pelo menos Gina saberia. Embora, Damien não estivesse particularmente ansioso para contar a ela. Ele sabia o quão quente o temperado sua amiga ruiva poderia ser e dizer a ela que Harry estava preso em outra dimensão não ia ser divertido.

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Por volta das sete e meia da manhã, Damien já estava pronto para o dia. Ele esperou na sala comum pela aparição de. Ele amaldiçoou a escada estúpida do dormitório das meninas. Que virava escorregador caso algum garoto tentasse entrar nos dormitório das meninas. Era tão injusto; afinal, as meninas podiam entrar dormitório dos meninos, sem problema algum.

Já passava das oito e muitos grifinórios já tinham ido tomar café da manhã, mas até o momento não havia nenhum sinal de Gina. Damien perguntou-se quando ela iria se levantar. Gina não era uma pessoa preguiçosa. Ela geralmente levantava antes do resto deles.

Ele viu uma menina do sétimo ano que ele conhecia sair do dormitório que compartilhava com a Gina, e fazer o seu caminho em direção ao retrato. Ele chamou a garota de cabelos loiros.

"Rose-Marie! Você viu a Gina?", perguntou ele.

A menina bonita balançou a cabeça.

"Ela não estava em sua cama quando me levantei esta manhã." Ela disse antes de sair.

Damien perguntou-se onde Gina estava. Ele estava esperando por ela na sala comum desde as sete e meia da manhã. Ela não poderia ter deixado à torre antes desse tempo, poderia?

Ele rapidamente saiu da sala comum e correu para o Salão Principal para ver se ela estava no café da manhã. Mas sua amiga ruiva não estava na mesa também. Ele decidiu verificar Harry, para contar-lhe sobre o telefonema de seu irmão.

Ele bateu uma vez na porta de Harry, mas ninguém atendeu. Ele tentou girar a maçaneta, mas a porta estava trancada. Querendo saber onde Harry estava Damien virou-se para sair. James tinha acabado de abrir a porta para sair e viu Damien.

"Bom dia, Damien." Ele falou para seu filho mais novo.

"Bom dia." Damien respondeu.

"Você acordou cedo. Você geralmente não levanta antes das 8:45." James brincou.

"Fui acordado esta manhã." Damien disse, pensando sobre o telefonema de Harry. "Alguma ideia de onde Harry está? Sua porta está trancada."

"Ele estava comigo esta manhã, ele geralmente vem me ver antes do café da manhã. Nós normalmente vamos para o Salão Principal, juntos, mas hoje ele foi levado por sua adorável namorada." James disse com um sorriso.

O coração de Damien disparou com isso.

"Gina veio vê-lo?", perguntou ele.

"Sim, ela disse que precisava falar com ele, em particular." James disse.

'Não é bom, não é bom, isso não é nada bom! "Damien pensou consigo mesmo".

"Oh, tudo bem. Eu vou... Eu te vejo mais tarde, pai." Damien disse, fazendo o caminho de volta até o salão principal.

"Você quer andar comigo para café da manhã?" James gritou atrás dele.

"Uh, não, não agora, eu só preciso... fazer algo. Antes, pai!" e com isso Damien saiu correndo, tentando chegar até Harry e Gina tão rápido quanto podia.

James perguntou o que Damien tinha que fazer que exigisse uma saída tão rápida.

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Harry estava nervoso; ele tinha um bom motivo para está. Ele estava sozinho com Gina Weasley e ela parecia chateada. Eles estavam do lado de fora, enquanto o resto de Hogwarts estava lá dentro, ou ainda na cama ou fazendo o seu caminho sonolento para o Salão para tomar o café da manhã. Gina levou Harry para uma parte isolada de terrenos de Hogwarts e, atualmente, estava sentado ao lado dele em um silêncio sepulcral.

"Então, o que você quer falar comigo?" Harry perguntou, preparando-lhe os nervos.

Gina olhou-o nos olhos e falou uma palavra.

"Nós"

"Oh, Certo!" Harry murmurou nervosamente sob sua respiração. Este era exatamente o que ele precisava.

"Ultimamente você tem me ignorando e eu não entendo o porque." Gina disse, olhando para Harry atentamente.

"Eu não tenho te ignorando." Harry disse, não encontrando seu olhar. "Eu apenas estou... ocupado e outras coisas."

"Ocupado com o quê?" Gina perguntou, estreitando os olhos para ele. "Você não aceitou a oferta de emprego, você não está promovendo nenhum estudo e aqui em Hogwarts você não faz nada."

Harry não sabia o que dizer então ele ficou em silêncio. Gina continuou.

"Olha, eu não estou pedindo muito, apenas um Olá de manhã seria bom. Eu não sei o que está ocupando todo o seu tempo, mas se você pudesse tirar alguns minutos para falar com sua namorada eu apreciaria." Ela disse sarcasticamente.

Harry assentiu com a cabeça, rápido para concordar com ela.

"Desculpe-me Gina." Ele disse em voz baixa, na esperança de acalmá-la.

Gina pareceu surpresa com o pedido de desculpas e olhou para Harry.

"O que há com você?", perguntou ela. "Você está agindo muito estranho."

Harry cuidadosamente evitou olhar para ela.

"Eu não estou. Eu só sei que você está certa e eu não deveria estar te ignorando. E não vou mais de ignorar a partir de agora." Ele prometeu.

Gina estava olhando para ele, claramente, não satisfeita com a explicação.

"É melhor voltarmos." Harry disse, levantando-se.

Gina levantou-se também, mas continuou a olhar para Harry com desconfiança.

"Ok, mas eu quero que você prometa que vai passar a noite comigo." Gina disse suas palavras com muita clareza e cuidado.

"Sim, claro, tudo bem." Harry disse, sem se a pegar ao seu tom.

Gina se aproximou de Harry, surpreendendo-o. Seus braços serpenteavam em torno de seu torso e ela o segurou em seu abraço. Seu rosto se aproximou de Harry, tão perto que ela podia sentir sua respiração em pânico em seu rosto. Sem dar Harry muita chance de fazer qualquer coisa, Gina se moveu e beijou-o. Desta vez, Harry nunca teve a chance de virar o rosto e o beijo pegou de surpresa.

O beijo foi estranho, tenso e não estava certo. Harry estava tentando tanto ficar parado e afastar-se, ao mesmo tempo. A sensação de lábios de Gina nos seus era aterrorizante, por duas razões. Um deles, ela era irmã de Ron e era errado beijar a irmã do seu melhor amigo. O segundo foi o pensamento de que o outro Harry lhe faria se descobrisse que ele havia beijado a sua namorada.

Gina puxou para fora do beijo, mas não se afastou dele. Harry arriscou um olhar estranho para ela e foi naquele instante que ele sabia que seu disfarce tinha sido descoberto. Os olhos castanhos de Gina tinham endurecido e antes que Harry pudesse dizer uma única palavra, ela o empurrou com força. Sua varinha tinha sacada e apontada para sua cabeça antes que ele pudesse recuperar o equilíbrio.

"Quem é você?!" ela perguntou sua voz muito fria, de repente.

"O que você está falando? Sou eu, Harry." O moreno respondeu, mantendo um olhar atento sobre a varinha.

"Você não é o Harry! Diga-me onde ele está! Quem é você? O que você fez com o Harry ?!" Gina estava tremendo, mas a varinha estava incrivelmente estável e fixa no garoto à sua frente.

"Gina, ouça, não o que você está achando. Eu sou Harry..." Harry teve que parar e saltar para fora do caminho enquanto Gina mandou uma azaração deslumbrante para ele.

"Gina pare!" Harry gritou quando ele caiu no chão duro e teve que rolar para fora do caminho de outra magia.

Mas a ruiva não o escutava e tetanva o azarar de novo. Por esta altura, Harry já tinha pegado sua própria varinha e antes de Gina poderia acertá-lo, ele puxou-o para fora e mirou.

"Expelliarmus!"

Feitiço de desarmamento de Harry pegou Gina e sua varinha voou de sua mão.

Harry levantou-se do chão e ficou com a varinha ainda apontada a Gina. Indignado e furioso, Gina correu para ele, não se importando que o menino ainda estivesse com a varinha apontada para ela. Seu chute certeiro pegou Harry na canela e ele se encolheu de dor.

"OW! Merlin, Gina! Pare com isso!" Harry gritou e tentou segurar os punhos da menina que caíam sobre ele, sua varinha caiu no chão no processo.

"Onde está o Harry ?! O que você fez com ele!? Quem te mandou !?" Gina gritou, enquanto ela continuava a lutar com ele.

"Gina, não! Pare, pare!" A voz de Damien foi um alívio bem-vindo para Harry e Gina.

Gina foi agarrada pela cintura e afastada de Harry, que se abaixou para pegar a varinha de uma só vez. Gina tentou se virar e enfrentar Damien, mas o aperto do menino era muito forte. Ela gritou com ele então.

"Damy! Deixe-me ir! Ele não é o Harry! Ele é um impostor!" Gina gritou apontando o dedo para Harry.

"Shh! Pelo amor de Merlin, Gina! Alguém vai te ouvir!" Damien disse, depositando a menina a poucos passos de Harry e olhando ao redor da área. Felizmente, eles estavam em uma parte isolada de terrenos de Hogwarts e não havia ninguém por perto para ouvi-los.

"Ele não é Harry!" Gina gritou, olhando para Harry com lágrimas de raiva nos olhos.

"Eu sei!" Damien disse, tentando fazê-la parar de gritar que alto.

Gina parou em suas ações e olhou para Damien. Seus olhos estavam arregalados e ainda brilhando com lágrimas.

"O quê?"

"Eu sei, eu sei quem ele é." Damien disse calmamente desta vez. "Venha comigo e eu vou explicar tudo. Não pode ser aqui." Ele rapidamente disse a ela.

Gina olhou para os dois rapazes e hesitou por um segundo.

"Gin, confie em mim, por favor, venha para dentro do castelo." Damien disse.

"A sua varinha." Gina disse, estendendo a mão para frente para tomar a varinha, com a suspeita em seus olhos.

Sem palavras, Damien lhe entregou sua varinha.

"Feliz? Vamos."

Gina manteve a varinha de Damien apontou para o outro Harry enquanto ela caminhou até o ponto de sua varinha tinha caído. Ela pegou sua varinha antes de dá ao Damien sua varinha de volta.

Damien levou os outros dois de volta para dentro do castelo. Enquanto todo mundo estava ocupado tomando café da manhã, os três Grifinórios que vão para a Sala Precisa ter uma conversa muito complicada.

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"Então me deixe ver se entendi." Gina disse, sentando-se na cadeira vermelha, de frente para Damien. "Você e Harry foram para outra dimensão, por acidente, e se encontraram com Harry daquele mundo. E ambos os Harrys decidiram trocar de lugar por alguns dias, mas a bússola que transporta entre os mundos não está mais funcionando o que significa que o meu Harry está preso em outro mundo até a bússola voltar a funcionar e ninguém sabe quanto tempo isso vai demorar."

"É isso ai, sim." Damien disse, com voz fraca.

"Tudo bem", ela começou e depois ficou em silêncio. "Eu poderia então surtar agora." ela disse, parecendo que ela poderia desmaiar a qualquer momento.

"Mas, estamos agradecidos que você não faça." Damien disse, tentando dar-lhe seus sorrisos habituais.

"Dê-me um minuto", disse ela secamente.

O outro Harry estava assistindo a conversa do outro lado da sala. Ele não participou da explicação do que tinha acontecido. Ele ouviu Damien percorrer os detalhes de sua reunião em seu mundo. Ele observou que Damien não revelou muito sobre a vida de Harry, ele ainda não tinha mencionado os Dursley.

"Eu não posso acreditar que você deixe Harry ficar nesse outro mundo!" ela disse.

"Eu tentei pará-lo! Mas você conhece o Harry, teimoso como o inferno." Damien disse.

"Por que essa coisa bússola parou de funcionar? O que você fez com ela?", perguntou ela, voltando-se para ele.

"Por que todos assumem que fiz alguma coisa com ela?" Damien perguntou incrédulo.

"Alguma coisa deve ter acontecido com ela." Gina disse.

"Eu não sei o que aconteceu com ela." Damien argumentou volta.

Gina estava começando a ficar preocupada agora. O choque do que tinha acontecido estava passando e ela começava a entender a gravidade da situação.

"Quem sabe sobre a troca?", perguntou ela.

"Todo mundo dentro desta sala." Damien respondeu.

Os olhos de Gina se arregalaram e ela balançou a cabeça.

"Damien! Seus pais vão matar você...!"

"E dançar sobre meu túmulo, sim, eu sei." Damien atravessou.

"Não faça piadas." Gina repreendeu.

"Quem está brincando?"

Gina fitou-o com um olhar, mas não disse nada. Damien se levantou e foi até ela.

"Harry disse para tentar de novo em uma semana. Ele está certo de que já vai ter reunido a energia necessária para fazer a troca até então. Este domingo vai completar a semana. Espero que Harry esteja de volta no domingo."

"Mas você não sabe com certeza. se ela não funciona? E se ele ficar preso nesse outro mundo?" Gina perguntou com medo.

"Gina, eu estou tentando pensar positivo aqui. Não me desanime!"

Gina abriu a boca para dizer algo em troca, mas depois mudou de ideia.

"Eu não posso acreditar que ele fez isso. Como ele poderia aceitar esse risco?" ela questionou.

Damien pegou o telefone e apertou o botão de chamada.

"Por que não perguntar a ele?" ele disse, entregou-lhe o telefone.

Gina pegou o telefone e olhou para Damien com a confusão.

"Mas... como...?", perguntou ela.

"É o Harry se exibindo de novo." Damien disse com uma risada.

Gina trouxe o telefone no ouvido e soltou um suspiro de surpresa quando ouviu Harry resposde do outro lado.

"Olá? Damien? Olá?"

"Harry?"

Após um momento de silêncio, Harry respondeu.

"Hey, Gina. Como você está?" Harry disse e Gina quase podia ouvir o sorriso em sua voz.

Isso foi tudo o que precisou para Gina para começar a gritar com ele. Ela se dirigiu a um canto da sala para obter um pouco de privacidade, mas os dois rapazes ainda podia ouvi-la gritar com ele.

Damien olhou para longe dela e viu Harry, sentado calmamente. Ele foi até ele e sentou-se.

"Você está bem, cara. Você está muito quieto."

Harry olhou para ele.

"Eu sinto muito. Que você teve que dizer Gina à verdade por minha causa." Ele fez uma careta quando a voz irritada de Gina chegou até eles.

"Não se preocupe com isso. Eu estava indo contar para ela hoje mesmo." Damien riu.

"Sério? Por quê?" Harry perguntou surpreso.

"Harry ligou esta manhã. A genialidade só agora percebeu Gina estava com você em Hogwarts. Ele disse-me para lhe dizer a verdade."

Harry se sentiu muito melhor sobre isso, até que ouviu Gina gritar novamente.

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O resto do dia passou em um borrão para Harry e Damien. Eles só viram Gina novamente à noite, quando ela bateu na porta de Harry. Ela olhou para Harry de forma diferente agora, quase nervosa.

"Eu sinto muito, por atacá-lo." Ela disse.

"Não precisa." Harry respondeu.

"Ainda assim, eu acho que eu deveria pedir desculpas. Eu poderia ter te machucado."

"Não, sério, não precisa. É embaraçoso." Harry disse com um sorriso tímido.

Gina olhou para Harry e um sorriso enfeitou seu rosto também.

"Como você sabia que ele não era o Harry?" Damien perguntou.

"Eu estava desconfiado, desde a noite antes de nós vir para cá. Harry estava tão diferente. Então, quando eu lhe pedi para vir e passar a noite comigo, e você só concordou. Com tudo o que eu disse a você, foi fácil perceber o meu Harry não é assim. Quando eu te beijei, eu sabia imediatamente que não era o meu Harry ".

Harry tinha adivinhado. O beijo tinha sido horrível e distante. Fora o fato de que Harry nunca tinha beijado ninguém antes, ele estava terrivelmente nervoso e desajeitado com Gina. Ele tinha certeza que o outro Harry não beijava assim.

"Uau, você a beijou?" Damien perguntou a Harry, levantando-se da cadeira.

"Ela me beijou!" Harry defendeu.

"Só para ver se eu estava certa nas minhas suspeitas." Gina explicou.

"Não diga a Harry. Ele vai enlouquecer." Damien disse.

Por alguma razão, Gina sorriu.

"Sério? Será que ele ficar incomodado por coisas como essa?", perguntou ela, ficando levemente corada.

"Extremamente. E não importa de que foi tecnicamente o Harry que você beijou." Damien fornecido.

Gina não conseguia parar de sorrir com isso.

"Se você ficou bem esta manhã. Você perdeu a maior parte de sua primeira aula?" Harry perguntou.

"Na verdade, não. McGonagall me deu detenção. Mas está tudo bem. Conversa com Harry foi mais importante do que Transfiguração de qualquer maneira." Gina respondeu.

Eles conversaram por um tempo mais longo; Gina manteve atirando um olhar ao Harry ficou claro para ver que ela queria interrogá-lo sobre sua vida em seu mundo. Por fim, ela não pode se segurar por mais tempo.

"Você me conhece no seu mundo? Somos amigos?"

Harry sorriu.

"Seu irmão, Ron, é o meu melhor amigo. Conheço toda a sua família e, sim, você é uma amiga." Harry deixou propositalmente de fora a parte sobre Gina ter uma queda por ele. Ele não queria que ela se sentisse desconfortável.

"Você realmente se parece assim, ou é um encanto?", ela perguntou.

"Por que você pergunta?" Harry perguntou nervosamente. Ele queria empurrar o cabelo para baixo plana para cobrir a testa, mas resistiu à tentação.

"Eu estou apenas curiosa." Gina perguntou.

"Harry fez um feitiço de glamour para me fazer parecer exatamente como ele." Harry respondeu, aliviada por Gina não tinha notado sua cicatriz.

"Ah, então você é diferente sele? Como?" Gina perguntou.

"Para começar, tenho três anos a menos que ele." Harry disse e sorriu para a expressão chocada Gina usava.

"Oh Deus, você tem a idade do Damien!", exclamou ela.

"Quase, eu vou fazer quinze em um mês." Damien lembrou.

"Eu não tinha ideia, eu quero dizer como eu não poderia ter, com o feitiço de glamour, mas... você tem quinze anos!?" Ela perguntou de novo.

Harry e Damien riram de sua expressão chocada.

"Então, como é que você vê as coisas neste mundo? Elas realmente são diferentes? Além da irmã de seu melhor amigo ter te atacando, em?" Gina perguntou com um sorriso.

A expressão de Harry foi aquela que apresentou uma infinidade de emoções. O mais proeminente era a felicidade.

"É algo que eu sempre sonhei." Ele respondeu.

Damien rapidamente interrompeu, com medo de que Gina pode fazer uma observação sobre a infância de Harry com Voldemort. Ele não precisava que isso acontecesse acima de tudo.

"Eu acho que devemos ir. Filch está patrulhando os corredores e eu não tenho a minha capa comigo."

Harry virou-se à menção da capa.

" A Capa da invisibilidade?", perguntou ele.

Damien acenou com a cabeça.

"Sim, ele costumava ser do pai."

Harry deu um sorriso triste.

"Eu sei". Ele respondeu. "Por que você tem? Pensei o pai teria dado a Harry."

Gina olhou para os meninos com o cenho franzido.

"Ele fez, mas Harry passou para mim." Damien mentiu, levando Gina em direção à porta.

Assim que os dois deixaram o quarto de Harry, Gina enfrentou Damien.

"Por que você mentiu?", perguntou ela.

"Há muito mais para dizer, esperar até chegarmos à sala comum."

"Os segredos não acabou ainda?" Gina perguntou com um suspiro.

'Longe disso' Damien pensou consigo mesmo.

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A sala comunal estava vazia e o feitiço de privacidade foi colocado em todos os cantos da sala. Mesmo assim, Damien explicou o que o outro Harry tinha dito sobre o seu mundo num sussurro.

Gina ouviu sem interromper, mas sua expressão endureceu com cada palavra. Uma vez Damien terminou, ela não falou até alguns minutos.

"Damien, o que diabos é isso?"

"Eu sei". Damien respondeu. "É o que Harry disse-me para dizer."

"Você disse a ele que o Harry desse mundo ficou longe de sua família, pois ele estava em um programa de treinamento?" Gina perguntou com irritação. "O que você acha que ele vai dizer quando descobrir que o treinador era Voldemort?"

Damien escondeu o rosto entre as mãos e gemeu.

"Eu sei, eu sei, mas o que eu devo fazer? Dizer isso a verdade não é uma opção."

"Por quê?" Gina perguntou confusa.

Damien respirou fundo.

"Voldemort matou meus pais." ele sussurrou. "No mundo em que Harry pertence, James e Lily Potter foram assassinados por Voldemort. E isso é o que mudou tudo. Peter Pettigrew nunca levou Harry a ele, ao invés disso ele levou Voldemort a Godric, onde ele matou meus pais."

Gina tinha uma mão sobre sua boca e estava olhando para Damien, com um crescente horror.

"Oh, Deus, Damien!" ela sussurrou.

"Harry é um órfão. Ele foi enviado para viver com a minha tia Petunia desde que tinha um ano."

Horror de Gina cresceu a essa revelação.

"Sua tia trouxa? Aquele que não sabe mesmo o seu nome?"

"A única." Damien respondeu miseravelmente. "Ela e seu marido trouxa negligenciaram o Harry. Ele foi forçado a viver em um armário sob as escadas até quando tinha onze anos. Você devia ver como ele realmente se parece, Gina. Ele é parece uma vara fina e é tão pequeno. Tudo isso porque ele não foi cuidado adequadamente."

Gina estava lutando contra as lágrimas pelo seu ponto de vista.

"Eu não posso acreditar nisso. Isso é horrível." Ela exclamou.

"O seu mundo é tão diferente do nosso. Varias pessoas nem sequer existem! Mamãe e papai estão mortos, Sirius passou mais de uma década em Azkaban, tudo é distorcido." Damien disse com um suspiro triste. "Agora você vê o que eu quero dizer? Como posso dizer isso a Harry que o homem que ele odeia mais do que qualquer coisa neste mundo, aquele que tirou tudo dele, é o mesmo homem que o Harry desse mundo serviu? Que o seu outro eu dimensional foi criado e amado por Voldemort, que Harry o amava e matava por ordem de Voldemort, que o Harry era o lendário Príncipe Negro e que todos o temiam. Como você acha que Harry receberia essa notícia?"

Gina estava sem palavras. Por longos minutos nem falou.

"Ele vai descobrir." A voz de Gina suou na sala. "Mais cedo ou mais tarde. Algo tão grande como isto não pode ficar escondido para sempre."

"Ele não ficara aqui para sempre!" Damien disse um pouco com muita força.

"Damy, segredos não permanecem em segredo por muito tempo. E se ele descobrir?" Gina perguntou.

Damien balançou a cabeça, não querendo imaginar como seria.

"Ele não vai descobrir. Ele vai ter ido embora antes disso. Esperemos que até este domingo, ele estará no seu mundo." Damien não podia deixar de adicionar uma pequena oração silenciosa no final.

Canon mundo

A casa estava em silêncio e tranquila. Todo mundo estava dormindo. Harry estava deitado em sua cama, sua conversa com Gina passava em sua mente. "Merlin, ela estava tão chateada"! Harry pensou consigo mesmo. Seu coração doía querendo estar com ela novamente

Ele esperava que a bússola funcionasse desta vez. Ele queria ir para casa, de volta ao seu mundo, de volta a seus pais, para Damien e sua Gina.

O dia que estava permanecendo em Grimmauld Place estava acabando com os seus nervos. A limpeza interminável, o irritava tanto, mesmo que ele não fizesse mais parte dela. Sirius e ele rapidamente ficaram sem coisas para falar. Ron, Hermione e Gina estavam absortos na limpeza e a Sra Weasley estava incomodando Harry cada vez mais. Ele queria sair. Ele precisava sair, mesmo que por algumas horas. Com esse pensamento em mente, Harry silenciosamente rastejou para fora de sua cama cuidado para não acordar o Ron. Ele transfigurado seu travesseiro em um molde com aproximadamente o tamanho dele e o jogou debaixo das cobertas. Ele voltaria antes que alguém desse conta, mas isso era apenas uma precaução.

Ele silenciosamente transfigurou suas roupas em traje trouxa. Com um pop quase inaudível, Harry desaparatou para fora da sede.

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Harry não teve que pensar sobre onde ele queria ir. Ele rapidamente se viu andando pelas ruas familiares, fazendo o seu caminho com confiança ao seu destino. Ele encontrou-o rapidamente; a localização era a mesma que em seu mundo. Harry pegou a visão familiar do clube. Parecia idêntico ao do seu mundo. Com um sorriso, Harry entrou no clube e olhou em volta com prazer. O clube estava agitado com as pessoas, em volta do ringue. A multidão reunida estava gritando para os dois homens dentro do ringue. Algumas palavras eram de encorajamento, outros era o oposto. O cheiro de sangue e suor que se misturavam fez o coração de Harry se acelerar de excitação. Alex não tinha estado aqui há tanto tempo.

Ele viu o homem de cabelos grisalhos perto da frente e reconheceu-o como o proprietário. Harry o havia conhecido no passado esse homem, quando Frank e Alice tinham acabado de assumir os negócios da John Allen. Depois disso, Alex só lutou por Little John. Sr. Jenkins, o proprietário do clube, estava inconsolável quando Alex disse que ele não poderia lutar mais em seu clube de luta.

Harry fez o seu caminho até ele, pronto para começar uma briga ou dois. Ele desesperadamente precisava colocar para fora alguma frustração.

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A luta foi espetacular. Harry amou cada minuto dela. Ele se esquivou dos golpes que seu adversário mandou para ele com tanta facilidade e graça que lhe rendeu aplausos e elogios ensurdecedores. Harry se divertia com seus ataques. Ele girou para fora do caminho quando o homem de cabelos loiros enviou o seu punho em direção ao seu rosto. Harry virou-se e pegou o homem no queixo, fazendo-o cair no chão.

"Nocaute!" foi gritado pela torcida e os aplausos vibraram ao seu redor.

Harry teve um total de duas lutas. Ele queria mais, mas isso era tudo o que lhe foi oferecido hoje. Sr. Jenkins estava ansioso para vê-lo de novo. Ele tentou conseguir todos os detalhes que pôde, mas Harry apenas deu o seu nome, Alex.

"Alex do quê?" a mulher de cabelo muito escuro perguntou quando ela anotou os seus dados.

"Só, Alex." Harry sorriu em resposta.

Harry não assistiu nenhuma das lutas seguintes, ele não estava interessado nelas. Ele saiu do clube ignorando as palavras de louvor que a multidão oferecia. Ao todo, ele se sentiu bastante descontraído. Ele sabia que era imprudente deixar a sede, caso alguém notou sua ausência. Mas Harry percebeu que poderia dizer que ele saiu para uma caminhada. Não devia causar um grande negócio.

Harry deu uma volta por um tempo, desfrutando da liberdade da Sede. Foi uma noite agradável, uma noite de verão perfeito, como se costuma dizer. Harry acabou andando uma distância muito longe do clube da luta, desfrutando da tranquilidade e silêncio em torno dele. Era terapêutico, especialmente após tudo que passou todos esses dias no Largo Grimmauld.

Harry caminhou o quanto pôde. Quando sentiu as pernas começarem a doer ele sabia que tinha de descansar, então ele parou. Com um suspiro desanimado, ele decidiu que era hora de voltar. Ele não podia andar por aí a noite toda.

Harry estava à procura de um bom local para desaparatar quando a sentiu, a magia no ar. Sua pele se arrepiou, quando a sensação familiar tomou conta dele. Harry olhou ao redor da rua deserta e tentou identificar o local de onde a magia era proveniente. Ele não conseguia ver nada.

O mais silenciosamente que pôde, Harry se aproximou da esquina, mantendo as costas pressionadas contra as lojas fechadas. Harry espiou o canto e viu o que estava acontecendo.

Comensais da Morte, quatro deles estavam em torno de um carro, que tinha três pessoas gritando dentro dela. Harry observou enquanto suas bocas abertas e os punhos fechados batendo contra as janelas fechadas, mas nem um único som de pânico e angústia era ouvido. Os Comensais da Morte haviam lançado encantos de silenciar ao redor do carro para que ninguém pudesse ouvi-los. Harry tentou dar uma olhada em quem estava no carro; ele avistou duas fêmeas e um macho, que estavam tentando freneticamente para quebrar a janela para sair. As duas mulheres, uma mais velha e uma mais nova, tinha lágrimas escorrendo nos rostos, como eles pediram para os seus captores para deixá-los ir. Harry pensou ter reconhecido a garota; era difícil de dizer, já que estava tão escuro.

Enquanto Harry se aproximou, ainda permanecer nas sombras, ele viu o que os Comensais da Morte estavam fazendo para deixar os ocupantes do carro em pânico. O cheiro foi a primeira coisa que atingiu Harry, antes mesmo de ele ver o fluxo de líquido espesso que começou a sair das suas varinhas deles. Eles estavam banhando o carro com gasolina. Um dos Comensais da Morte falou, sua voz era calma, mas cheia de ódio.

"Vê agora, abbot! Você deveria ter pensado melhor sobre o seu destino quando você decidiu se casar com aquele trouxa imundo! Nós não podemos deixar você sujar o nosso mundo com meio-sangues, podemos?"

Harry viu a mulher mais velha balançar a cabeça para eles, em silêncio, implorando. Ela se agarrou a sua filha, que em troca se agarrou a ela e escondeu o rosto no dela, os soluços acudindo as duas. O homem, de cabelo escuro com óculos, tinha tirado os olhos do Comensal da Morte e estava tentando fazer o carro se mover, para que ele pudesse salvar sua família. Harry podia ver as rodas do carro girar loucamente, mas o carro permanecia no mesmo lugar. Os quatro Comensais da Morte deram uma gargalhada e acenaram com as suas varinhas na frente dele.

"Essa magia é para você, trouxa estúpido!" um deles disse e Harry reconheceu imediatamente a voz de Nott.

"Vamos lá, vamos acabar com isso." o terceiro homem disse, um pouco afastado como Avery.

Os quatro homens baixaram as varinhas, interrompendo o fluxo contínuo de gasolina. O carro estava pingando com ele. Avery ergueu a varinha e uma chama apareceu no final do mesmo. O carro balançou como as três pessoas dentro dele entrou em pânico, tentando desesperadamente encontrar uma fuga.

"Outro grupo de sujeira removida do mundo." Avery vaiou quando ele abaixou sua varinha para o carro.

A chama foi apenas alguns centímetros de distância antes que se extinguisse. Avery olhou para a varinha. Ele acendeu a varinha novamente e baixou, mas a chama morreu antes de chegar ao carro.

"O que em nome...?" Avery murmurou e tentou o feitiço novamente.

"O que você está fazendo?!" Nott assobiou.

"Eu não... não que pegar fogo. Eu não entendo." O Comensal da Morte disse olhando para a varinha.

"Eu vou fazer isso!" disse o quarto Comensal da Morte e tentou a mesma magia.

As três pessoas dentro do carro observou com expressões aterrorizadas como a chama se recusou a tocar no carro.

"O que está acontecendo?!" Avery gritou quando nenhum deles poderia inflamar a gasolina encharcando o carro.

De repente, uma força invisível bateu-lhe na cara e o Comensal da Morte bateu no carro, pego de surpresa. Ele olhou em volta, mas não conseguiu ver o seu agressor.

"O que aconteceu?", perguntou um deles.

"Há... há alguém aqui!" Avery respondeu enquanto segurava sua varela diante dele, pronto para se defender.

"Não me diga!", disse uma voz sarcástica atrás deles. Os quatro Comensais da Morte se virou na direção da voz. Harry finalmente saiu das sombras, sua varinha na mão e um sorriso no rosto. "Não é muito astuto, mas, novamente, você é um Comensal da Morte."

Os homens tinham seus rostos escondidos atrás de máscaras para que Harry não podia ver suas expressões, mas ele sabia que eles devem ter parecido uma visão real. Eles piscaram para ele, com as varinhas inutilmente em suas mãos.

"Potter!?" um deles perguntou, incrédulo.

"Não, não é Potter! Não pode ser ele!" Nott disse.

Harry sorriu e deu alguns passos mais perto.

"Por que vocês não debatem entre vocês a respeito de quem eu sou, enquanto eu chuto os traseiros arrependidos de volta para seus buracos do inferno?"

Isso fez com que os homens entrassem em ação. Um deles jogou um feitiço em Harry, que ele calmamente desviou. Se alguma coisa poderia ter feito bocas dos quatro homens cair aberto, era isso.

"Quem é você?!" um deles perguntou como Harry saiu do caminho de sua Cruciatus.

"O seu pior pesadelo." Ele disse com um sorriso malicioso quando ele atingiu o homem com um surto de ácido antes de um de um corpo preso.

O homem caiu no chão e gritou em agonia. Harry o silenciou com 'Silencio'.

Os outros três atacaram ao mesmo tempo, os três jogaram diferentes maldições para ele. Harry trouxe seu escudo de corpo inteiro permitindo que a bolha azul absorvesse as três maldições.

"Não!" Nott disse com medo quando ele se afastou de Harry. Ele só tinha visto um assistente fazer isso antes; apenas um mago poderoso poderia trazer um escudo que o cobria da cabeça aos pés.

Harry sorriu de novo, se divertindo imensamente.

"Diga a ele que eu disse oi." Harry brincou, derrubando seu escudo e atingindo-o com um corpo preso. "Oh, espere, eu não vou deixar você se lembra de mim, vergonha de verdade!" Harry disse com um sorriso cruel como o homem se esforçou em seus vínculos.

Os outros dois Comensais da Morte estavam tentando libertar os dois no chão, mas antes que eles pudessem Harry já tinha os derrubado, um com uma maldição o outro com um chute na cabeça.

Harry olhou para o chão, para os quatro homens, dois acordados e lutando e dois nocauteado. Ele calmamente andou até as três pessoas que ainda estavam presas no carro. Com um aceno de sua mão, a gasolina e o seu mau cheiro se foram. Harry estendeu a mão e abriu o carro. As três pessoas que lutaram para sair, levando-se em respirações profundas de ar e ainda se engasgando com as suas lágrimas.

"Obrigada! Oh, obrigada! Você salvou nossas vidas! Muito Obrigada!" a mulher disse enquanto abraçava Harry firmemente.

A menina ficou rosa enquanto olhava para o Harry com olhos arregalados e incrédulos.

"H-Harry!" ela gaguejou quando reconheceu o garoto moreno.

Harry sorriu para ela. Ele sabia que a tinha visto antes. Agora que ele olhou para ela de perto, ele sabia que ela era um estudante de Hogwarts. Ele não tinha ideia de qual era seu nome, mas ele pareceu se lembrar dela com um lenço Hufflepuff em torno de seu pescoço. Ela sempre olhava para ele timidamente e nervosamente.

"Sim, sou eu." Harry respondeu.

"Como você...? Você parece tão...? Você esta tão... diferente." ela disse com admiração.

Harry riu, mas não respondeu.

"Harry Potter! É uma honra." A Sra Abbott disse enquanto apertava a mão dele, com a dela ainda tremendo.

Harry não sabia como responder a isso, por isso ele ficou quieto.

"O que vai acontecer com eles?" o moreno perguntou, apontando para os homens no terreno.

"Não se preocupe com eles." Harry respondeu.

"Harry, você tem que entrar em contato com os Aurores, eles vão vir e levá-los." a menina disse de uma vez, olhando para os homens com uma mistura de medo e ódio.

"Está tudo bem, Hannah. Eles vão receber o que merecem." Mrs Abbott disse.

"Não se preocupe com eles." Harry repetiu novamente. Ele tinha o castigo perfeito planejado para eles. "Você deveria ir; o carro de vocês já pode andar novamente."

"Obrigado, eu não posso agradecer o suficiente." O pai de Hannah disse com um aperto de mão novamente.

Harry esperou até que eles estavam dentro do carro, suas entranhas retorcidas, com pesar, o que ele estava prestes a fazer. "Não há outra maneira!" disse a si mesmo. Eles não conseguiriam se lembrar desse incidente; não lhe faria nenhum mal.

A família Abbott sentado dentro de seu carro, sorrindo para ele. Quando o carro começou a funcionar, mas recusou-se a mover-se, o homem olhou para Harry.

"Ele ainda não está funcionando. Acho que o feitiço ainda pode estar no seu lugar." Ele disse, olhando para sua esposa e filha.

"Esse feitiço foi eu que coloquei, me desculpem, mais tenho que fazer isso." Harry murmurou puxando sua varinha. Com pesar, ele apontou.

O alarme em seus rostos fez o estômago de Harry apertar dolorosamente.

"Harry O que... o que está fazendo!?" Hannah gritou em pânico.

"Sinto muito." Harry disse e ele realmente quis dizer isso. "Obliviate!" ele gritou e o feitiço atingiu os três ocupantes no carro. O interior do carro brilhou por um instante antes que ele desapareceu. Harry voltou para as sombras, escondendo-se de seus olhos. Ele levantou o feitiço sobre o carro e o veículo rugiu e fugiu antes que o homem ao volante percebeu onde estava. Harry viu o carro antes de desviar o motorista assumiu o controle e o veículo fugiu antes de virar uma esquina e estava fora de vista.

Harry sabia que era necessário, mas ele odiava lançar o feitiço de memória. Lembrava-lhe muito de suas memórias perdidas nas mãos de Voldemort. Ele assegurou-se de que sua necessidade era muito diferente de Voldemort. Ele não podia pegar a atenção desses tipos. Ele contou que a família Abbott provavelmente não queria lembrar-se desse horrível incidente de quase morte de qualquer maneira.

Um gemido atrás dele trouxe a sua atenção para os quatro Comensais da Morte no chão. Ele sorriu, agora retirando suas memórias era algo que Harry não sentia culpa por, qualquer.

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Foi poucos dias antes de Harry ouviu alguma coisa sobre aquela noite especial ser mencionado. Harry ouviu Moody conversando com Sirius.

"... Quando os investigadores chegaram lá, não havia sinal de ninguém. Houve alertas definidos de magia que está sendo feito em uma área trouxa habitada, mas nenhum sinal de duelo foi encontrado."

Sirius parecia entediado.

"Talvez eles tenham ido ao local errado." Ele sugeriu à toa.

"Ou talvez quem foi o responsável é bom em limpeza. Os alertas mostrou que poderoso duelo ocorreu. Foram mais de três lotes de magia realizado. Mas nada foi danificado e nenhum sinal da magia realizada." Moody disse tomando um gole de seu próprio frasco. "E aqui está à coisa, eu falei com Snape. Ele disse que quatro Comensais da Morte foram enviados em uma missão na mesma noite e eles voltaram não só sem completá-la, mas sem memória do que aconteceu. Desnecessário dizer que o seu Mestre não estava satisfeito. Snape disse que ninguém nunca tinha sido punido tão severamente como os quatro". Moody disse.

Harry sorriu mentalmente. Limpar a memórias deles e, em seguida, enviá-los de volta para Voldemort era o castigo perfeito para os Comensais da Morte.

Sirius se animou um pouco, mas ainda parecia duvidoso. "Eu não acredito no que Snape tem a dizer. Ele pode estar inventando tudo. E em qualquer caso, por que é um grande negócio se nada foi danificado?" Perguntou Sirius.

"Não havia sinais de danos, mas isso não significa que não houve danos. Temos de ser vigilantes! Se o que Snape disse for verdade, então é possível que a magia realizada na área trouxa fosse resultado dos Comensais da Morte tentando realizar a sua missão, mas algo os impediu. Ou, mais importante, alguém os deteve".

Harry lutou contra o incomodo impulso e se esforçou para ouvir o resto da conversa.

"Se há um novo jogador nesta guerra, então devemos saber sobre ele. Aliados Desconhecido ainda pode ser perigoso." Moody disse e Sirius concordou com ele.

Os dois membros da Ordem continuou a discutir o tema, mas Harry largadão. Ele sabia que ele tinha que ter mais cuidado. Ele não poderia atrair mais atenção para si do que ele já estava ficando. Ele teria que assistir os seus passos com mais cuidado.

Ele percebeu com desdém, que não poderia sair como Alex tanto quanto ele tinha planejado originalmente. Era arriscado e ele teria que resistir à tentação de ir para fora tanto quanto era possível.

Harry esperava a bússola funcionasse no domingo, de maneira ele pudesse voltar para sua vida e ficar longe deste lugar miserável onde ele não podia nem ao mesmo sair e se divertir por algumas horas.

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