Kiss With A Fist by Florence and The Machine
Ela ficou a olhar para ele durante uns momentos, escrutinando-o com os seus olhos castanhos.
- E quando é que voltamos para Londres?
- Daqui a um mês!
- Um mês porquê esperar tanto tempo?
- Pára de me fazer perguntas! – Ordenou Draco que estava a perder a sua paciência, afinal ele não podia dizer-lhe que não a queria levar perante o Senhor das Trevas e a tia dele.
- São perguntas simples e devias ser capaz de me responder. Não é como se eu fosse revelar o teu segredo.
- Mas não precisas de saber todos os detalhes do meu plano.
- Mas ajudava saber alguns detalhes, para eu não estar sempre a pensar 'Oh mas quando é que aquele loiro idiota me vai levar perante o mestre dele?' – Hermione imitou uma voz muito nasalada e deu a impressão de estar a tentar imitar uma rapariga muito burra.
- Ele não é o meu mestre.
- Mas és um loiro idiota. – Ela retorquiu com frieza.
- Não tens direito de me insultar.
Ele pegou num dos pratos que estavam a frente dele e mandou-o contra a parede atrás da Hermione, nem sequer mandou o prato na direcção dela. Sentiu uma dor aguda numa das suas faces, onde ela lhe tinha batido quando lhe deu o estalo.
- Não mandes loiça para cima de mim.
Ele pegou no pulso da mão que não tinha sido magoado no dia anterior, e abanando-a ligeiramente disse em voz baixa e assustadora:
- Não me voltes a tocar. – e para mostrar que ele é que mandava pegou num dos copos e mandou-o para o chão.
- Larga-me idiota.
Esta não estava a mostrar qualquer efeito ao que Draco estava a tentar induzir nela, continuava corajosa, a enfrentar todas as situações, uma verdadeira Gryffindor. Desta vez a dor veio dos tornozelos dele. Se ela continuasse assim, ele ficaria por completo nos tons pretos, roxos e azuis, e ele não estava com vontade de sofrer por causa de hematomas.
- Vais parar imediatamente com isso. Se não vou te magoar a sério.
- Tenta só e vais ver que não sou passiva.
Sem lhe dar uma hipótese de acumular força o suficiente para responder contra ele, Draco aproveitou que estava a segurá-la pelo pulso para a puxar para si.
Capturou os lábios dela com os dele, antes de ela perceber quais eram as intenções dele.
De inicio ela estava demasiado surpreendida para fazer o quer que seja, mas a dada altura, Draco quase que ouviu o cérebro dela a fazer click, e sentiu a mudança nela. Como ela tinha comentado, ela não ia ser passiva, ela respondeu o beijo com tanta ferocidade, que ele só conseguia pensar que queria mais, que esta sensação de perfeição não podia terminar, tinha de continuar.
Não sabe quanto tempo tiveram ali no meio de loiça partida aos beijos, mas assim que os lábios deles se separaram, ele disse num murmúrio:
- Continua.
E ela obedeceu, puxou a cabeça dele para junto da dela, e beijou-o. Por alguns instantes Draco preferiu imaginar que a rapariga que ele estava a beijar o desejava tanto como ele a desejava, que ela não estava apenas a beijá-lo só por beijar, que ela nutria sentimentos.
Foi nesse exacto momento que ele percebeu o quanto gostava dela, o quanto desejava mantê-la nos seus braços.
Quebrou o beijo, para poder olhar para ela, precisava olhar para ela para confirmar os sentimentos que o estavam a assaltar todos os seus sentidos.
A imagem dela com o cabelo desajeitado, as pupilas dilatadas, e os lábios vermelhos, iria ficar eternamente gravada na sua mente, não havia como não desejar a feiticeira que estava a frente dele.
Com uma agilidade digna de um seeker, puxou-a contra a parede da cozinha, colando o seu corpo contra o dela. Percebendo o que ele queria, deixou-o levantá-la, colocando as suas pernas a volta da cintura dele.
De novo, ela reclamou os lábios dele com os dela.
As mãos do Draco acariciavam todas as superfícies do corpo dela, ele queria memorizá-la com todos os seus sentidos: olfacto, o cheiro doce do champô de maça verde que ele tinha comprado; toque, a pele macia; sabor, o sabor a chocolate devido a mousse de chocolate que tinham comido para a sobremesa; visão, a imagem dela do corpo dela, o desejo presente nos olhos; e por último a audição, poder ouvir os gemidos de prazer, cada vez que ele a mordiscava ou nos lábios ou no pescoço.
Eles estavam tão perdidos um no outro, que quando Hermione o afastou com brusquidão, ambos ficaram ligeiramente desequilibrados.
Draco olhou de imediato para ela, furioso por ter sido interrompido, ainda havia tantas coisas a descobrir no corpo dela. Mas qualquer palavra morreu ao ver a cara dela, ela estava horrorizada a olhar para ele.
Amar e não ser amado de volta era realmente a pior sensação que poderia haver.
- O que é que tu fizeste? – Perguntou.
Seguiu o olhar dela para a pulseira de safiras e ónix quebrada no chão no meio dos cacos da loiça a muito esquecida.
- Parti a tua pulseira. – Respondeu com um tom de voz a dar indicações que a achava estúpida por perguntar.
- Tu não percebes pois não, acabaste de activar o meu localizador, a guarda imperial vai chegar dentro de momentos, a pulseira atenuava o sinal, eles não conseguiam encontrar-me.
Definitivamente este era o momento perfeito para bater com a cabeça contra as paredes.
Suspense!
Yep, sou má a esse ponto, e agora?
A pois vão ter de esperar o próximo episódio. xD
Alguém vê The Secret Circle, gostava de poder comentar a série com alguém!
Beijos e abraços.
