Capitulo 10
O almoço havia sido muito animado. As amigas csi's se divertiam como o papo. A vida amorosa das mesmas era o assunto preferido durante a ocasião. Cath contava alegremente como finalmente havia se entregado a paixão que sentia há alguns anos pelo Warrick Brown.
CW: Foi mágico... Nem mesmo o flagra da minha mãe e da Lindsay conseguiu diminuir a grandeza do momento...
SS: Flagra?
CW: Nem te conto... Havia esquecido que tinha combinado de tomar café com elas pela manhã... Elas estranharam as roupas jogadas no chão da sala... E minha mãe curiosa foi dar uma conferida no meu quarto...
ES: Nossa... Que sufoco...
CW: O pior foi que a Lindsay ficou irritada, pelo fato do Rick ainda está em processo de separação...
SS: Que barra...
CW: Felizmente... O Rick bateu um papo com ela, e tudo deu certo, até rolou um jantar entre nós e o namoradinho dela...
ES: Que bom...
SS: Ainda bem que no final tudo deu certo...
As três continuam um pouco no restaurante. Deliciam uma cheesecake de sobremesa. E após dividirem a conta, seguem para a clinica.
A clinica estava localizada no centro de Vegas. É uma clinica especialista em cuidados com a mulher. Bastante arejada e com uma decoração belíssima. O interior também era bastante decorado. Enquanto a Sara vai entregar seus documentos na recepção. Evie e Cath ficam papeando na sala de espera. A mesma não se encontrava cheia, havia apenas duas adolescentes e duas mulheres aguardando consulta.
CW: Preciso trazer a Lindsay pra uma consulta também...
ES: É bom mesmo... Já que ela está na idade de iniciar a vida sexual...
CW: Nem me lembre disso...
ES: A situação pra ela é pior... Lembro-me na minha época, tinha tantas duvidas e incertezas... E não tinha uma mãe como você pra me orientar... Sua filha tem sorte de lhe ter por perto, preocupada e disposta a orientar-la.
CW: Pena que ela não pensa assim...
ES: É a idade, um dia ela vai lhe agradecer...
CW: Sua família é rica né?
ES: Como assim?
CW: Bem... Percebi pelo modo como pega nos talheres, pelo modo como fala... Seus pais não foram muito presentes durante sua adolescência, pelo menos sua mãe... E como não fala neles, é por que deve ter uma relação conflituosa...
ES: Nossa... Conseguiu me analisar assim apenas num simples almoço?
CW: Não... Veio lhe observando desde que chegou... Sou uma perita... Acabo analisando as pessoas, às vezes mesmo sem querer...
ES: Não é a tona que é uma das melhores peritas do país...
CW: Não chega a tanto...
Nesse instante, Sara retorna.
CW: E ai?
SS: Logo a Doutora Dana Scully irá me atender...
As três ficam mais um tempinho conversando, quando a recepcionista anuncia o nome da Sara, a mesma vai em direção ao consultório.
O mesmo era bastante arejado e agradável. Sentiu-se segura naquele recinto. Esse fora um dos motivos de ter escolhido aquela clinica pra fazer suas consultas. Uma jovem que aparentava ter a mesma idade dela, com uns longos cabelos ruivos e um par de olhos azuis vem lhe recepcionar.
DS: Boa tarde... Tudo bom Sara?
SS: Tudo, doutora... Dana...
DS: Pode senta-se...
Sara senta-se, e a doutora também. Ficam uma de frente pra outra.
DS: Bem... O que anda sentindo?
SS: Têm umas três semanas que ando sentindo uns enjôos, tonturas, dores no abdome...
DS: Hum... Sua vida sexual anda ativa?
SS: Sim...
DS: Usa como método contraceptivo apenas camisinha?
SS: Exato...
DS: Bem... Lembra a data da sua última menstruação?
SS: Tem exatamente 35 dias...
DS: Um mês e 5 dias... Sofreu algum abalo psicológico durante esse período?
SS: Sim... Passei por um momento tenso...
DS: Sua última consulta foi a 4 meses... E durante a ocasião fizemos alguns exames, e não havia nada errado... Pode haver algo errado no seu ciclo devido ao abalo, ou seja, possa ser algo psicológico, uma resposta do seu organismo a esse abalo... Ou, possa ser que realmente tenha algo errado no seu corpo... Precisaremos fazer um ultra-som...
SS: Hum... Compreendo...
DS: Vou chamar a auxiliar pra lhe preparar para o exame...
A doutora chama a jovem que lhe auxiliava nos exames. A mesma auxilia a Sara a prepara-se para o exame. Além de ajudá-la com a vestimenta, dar uns copos de água pra ela beber. Em pouco tempo, a csi estava deitada numa cama, à espera da médica.
Dana se aproxima alegremente. Pega um gel.
DS: Isso está muito gelado, vai sentir um desconforto.
Joga um pouco sofre a barriga da Sara. E começa a passar o aparelho. Em pouco tempo, abre um sorriso.
DS: Aqui está a razão do seu má estar... Daqui a aproximadamente 33 semanas, ficará boa...
Sara olha pra a tela, e vê uma imagem que não consegue distinguir, mesmo já imaginando o que seria.
DS: Parabéns... Será mãe em breve.
Mãe. Essa palavra ecoava no canal auditivo da Sara. Como ela poderia ser mãe? Nem conseguia imaginar o significado dessa palavra. Teve uma mãe por pouco tempo, e não se lembrava de um momento feliz ao lado da mesma. Só lembrava-se dela segurando a faca e seu pai caindo sangrando e morto no chão. Como poderia ser mãe, se não sabia o que era ser mãe.
SS: Mãe? Estou grávida?
DS: Está... Com aproximadamente 3 semanas...
SS: Mas como?
DS: Bem... Como se fica grávida?
SS: Eu sei como se fica... Mas, é que sempre fui tão cuidadosa...
DS: Vai ver a camisinha furou um dia, ou se esqueceram... É comum... Não é única que passou por essa situação e nem será a última...
SS: Mas, nem sei cuidar de mim... Como cuidarei de uma criança?
DS: Isso se aprende com a prática... E o pai dele ou dela lhe ajudará nessa tarefa... Não é fácil, mas a recompensa é gratificante...
Sara fica aterrorizada. Havia pensado nessa alternativa quando os sintomas começaram a aparecer, mas tinha esperanças que não seria uma gravidez. Nem notou quando a doutora se dirigiu pra sala dela. Foi despertada das duvidas pela jovem assistente. Vestiu-se e voltou à sala da médica.
DS: Terá que voltar daqui uns 15 dias para acompanhá-mos o desenvolvimento do feto... Terá que ter uma alimentação saudável...
SS: Sou vegetariana...
DS: O baby vai precisar de bastante proteína... Terá que substituir a carne então por uma variedade de vegetais e hortaliças...
A doutora entregar uns folhetos sobre alimentação na gravidez, sobre exercícios... Todos esses papeis estavam deixando-a mais e mais nervosa e confusa. Após todo o sermão. Despede-se da médica.
SS: Obrigada...
DS: Parabéns novamente...
Trocam um abraço. Antes de voltar para as amigas, retorna a recepção e deixa agendada a consulta daqui a 15 dias. Aproxima-se das amigas, as mesmas estavam conversando alegremente, levantam quando a ver pálida caminhando em direção a elas.
CW: Está bem?
SS: Só preciso de um pouco de ar...
As três caminham até um pequeno jardim que havia no consultório. Sara senta-se num banco de praça. Cath estava de pé na sua frente, e a Evie voltava rapidamente da lanchonete onde havia comprado uma garrafa de água mineral.
ES: Toma um gole...
Sara obedece.
CW: O que foi Sara?
SS: Não vão acreditar...
ES: Está grávida!
SS: Como você descobriu?
ES: Os sintomas... Desconfiei quando passou mal na boate...
CW: Grávida! Que felicidade Sara... Meus parabéns...
SS: Felicidade? Isso é um pesadelo...
ES: Pesadelo?
SS: Sim... Nem sei cuidar de mim... Como vou cuidar de uma criança? Nem sei como ser uma mãe... Nunca tive uma mãe... Além do mais, não tenho mais idade pra ser mãe...
CW: Que besteiras são essas? Ninguém nasce sabendo ser mãe... Acha que eu sabia quando tiver a Lindsay? Fiquei com medo também... Mas, tudo passa quando começa a senti seu filho mexendo no seu ventre... Ser mãe é uma dádiva Sara... E você não é velha... Nem o Griss... Do jeito que conheço aquele ali, vai ficar radiante com o fato de ser pai... Juntos vão aprender a cuidar e a amar essa criança...
ES: Concordo...
SS: Mas entendam... Estou com muito medo...
Evie e Cath sentam-se ao lado dela no banco de praça. Cath pega na mão da amiga.
CW: Sei que tem medo... É normal... Mas, estarei aqui pra o que precisar...
Evie põe sua mão também sobre a da amiga.
ES: Pode conta conosco...
Sara responde com os olhos cheios de lágrimas e apertando as mãos das amigas.
SS: Obrigada por serem minhas amigas... Fico feliz em saber que posso contar com vocês...
