Capítulo 10 – Tão perto...
Desceram no estacionamento do Plaza perto da estação West Brompton. Antes, Harry havia ligado para Sirius Black e perguntado onde ele estava e agora os dois encontravam-se no prédio de seu apartamento. Aquele homem devia ser muito rico, pensou Gina consigo mesma, observando o luxo do hotel ao entrarem no saguão recepção. Olhou para Harry ao seu lado; ele não parecia nem um pouco afetado pela beleza e requinte do local, pelo contrário, andava decidido e a passos largos, fazendo-a quase correr para acompanhá-lo.
Entraram em silêncio no elevador, enquanto uma música baixa e clássica tocava. Os dois se olharam por algum tempo e sorriram um para o outro. Ele segurou sua mão e a beijou; ela pode sentir sua barba espetando-a gostosamente. Sorriu levemente e abraçou-o, sentindo o seu cheiro másculo.
— Essa viajem até a França será perfeita. — Divagou ele, com sua voz séria e firme. — Será uma desculpa perfeita.
— Acho que deveríamos ser cautelosos a este respeito.
— O que quer dizer com isso? — Harry olhou-a intrigado. — Estamos sendo cautelosos!
— Isso está ficando perigoso. — Declarou por fim, colocando em sonoras palavras o receio que estava sentindo por dentro.
— Você quer desistir? Cair fora de tudo?
— Não foi isso o que eu quis dizer. — O elevador parou no décimo andar e as portas abriram-se para o apartamento luxuoso e bem decorado de Sirius Black. Harry saiu do elevador e olhou-a mais uma vez.
— E o que é isso agora? — Ele franziu as sobrancelhas. —Medo?
— Eu sei que você não confia na polícia, mas...
— Mas o quê? — Perguntou irritado.
— Mas eu tenho um amigo da família e ele é policial. — Falou esperançosa, negligenciando a irritação dele. — Ele é um homem honesto, ele poderia nos ajudar.
— Não precisamos de um policial, Gina. Já temos o Sirius e...
— Falando de mim?
O homem sorridente e charmoso, e de cabelos um pouco compridos, falou. Ele estava encostado na parede e vestia um terno muito chique, assim como os de Harry. Ele piscou levemente para Gina e estendeu a mão para ela.
— Finalmente é um prazer conhece-la Srta. Weasley.
— O prazer é todo meu. — Respondeu de volta, enquanto o homem beijava a sua mão delicadamente. — Senhor Black.
— Me chame apenas de Sirius. — Falou em tom sedutor o que fez Harry revirar os olhos.
— Já chega de apresentações. — Harry cortou o momento e virou-se para Sirius. — Você descobriu mais alguma coisa?
— Bem... — O homem olhou para o seu relógio de pulso. — Sim, mas tenho pouco tempo agora. Venham!
Eles foram até a sala e Sirius convidou-os a sentar-se no sofá de couro, ao redor da mesinha de vidro que ficava no centro da sala. Ele pegou um envelope branco e entregou a Harry, que o recebeu e abriu-o, eram fotos em preto e branco de um homem que Gina não conhecia.
— Boas não? — Perguntou Sirus, com um ar de convencido.
— Com certeza são. — Disse Harry, passando-as uma por uma. — O que é isso? — Perguntou, quando encontrou uma espécie de ficha preenchida m francês, mas quando começou a ler, logo entendeu. — Ah! Muito bem, Sirius.
— Eu imaginei que você gostaria de ver isso. — Respondeu sorrindo.
— O que é? — Perguntou Gina, debruçando-se sobre Harry para ver a ficha em suas mãos e lendo-a. — Mas... — Ela olhou para Sirius. — Como você conseguiu isso?
— Eu entrei nos sistemas do hotel na França.
— Você é algum tipo de Hacker? — Rebateu Gina, confusa.
— Gina! — Harry olhou para ela e falou calmamente. — Ele é um detetive particular.
— Sirius Black, ás suas ordens senhora. — Ele riu matreiro e piscou.
— Ah! — Gina deu um suspiro cansado e sorriu um pouco. — É um prazer.
— Sirius. — Harry voltou a olhar para a ficha. — Então está decidido. Ainda tem vagas?
— Tem uma suíte deluxe muito boa. Com uma vista excelente para a torre Eiffel.
— No Crillon? — Perguntou com Harry com satisfação. — Muito bom.
— É ótimo. Sempre que vou a Paris fico lá. — Ele levantou-se do sofá e olhou para o relógio. — Infelizmente eu tenho outro compromisso agora, Harry. Mas me ligue depois para que possamos conversar melhor sobre a viajem.
— Claro! — Harry pôs-se de pé e Gina fez o mesmo. — Desculpe-me por tomar o seu tempo. Eu ligo pra você depois.
— Vou ficar esperando.
Ele os acompanhou até a porta do elevador e antes que as portas se abrissem, ele deu um aperto de mão em Harry e depois, direcionando-se para Gina, deu um beijo casto nas costas de sua mão.
— Foi um prazer conhece-la mesmo que tão rapidamente.
— O prazer foi meu Sr. Black.
As portas se abriram e Sirius falou para Harry.
— Farei a reserva em seu nome, tudo bem?
— Claro que sim. — Harry voltou-se para ele. — Quanto antes melhor.
Eles entraram no elevador e foram embora.
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Gina havia descido para comprar café expresso na cafeteria que havia do outro lado da rua. Já passava das quatro e meia da tarde quando ela entrara de volta na empresa. Luna não havia ido trabalhar na parte da tarde, pois iria ao dentista, portanto havia apenas Romilda na recepção e Gina não gostava dela nem um pouco. Já percebera que ela babava e insinuava-se para Harry com o maior descaramento possível que alguém poderia ter na face da terra, no entanto, morria de rir por dentro ao ver que Harry não dava a mínima para ela.
Quando entrou de volta na sala, encontrou-o em pé, recostado na mesa e Cho lhe mostrava alguns papéis, muito próxima á ele. Estavam entretidos, mas a olharam. Disfarçando o ciúme, deu um sorrisinho e direcionou-se a Harry, entregando-lhe o copo de café e depois seguindo para a própria mesa. Ela voltou a ler algumas matérias sobre a empresa de rações e da morte dos Riddle.
Cho saiu depois de alguns minutos, deixando-os a sós. Gina não conseguiu conter-se com a pequena dúvida que começou a crescer alguns dias atrás.
— Harry? — Ela chamou-o. Ele que olhava para o computador, apenas respondeu sem encará-la.
— Sim?
— Você já teve algo com a Cho? — Sua voz saiu séria e ele logo a olhou.
— Por que está me perguntando isso?
— Eu não sei direito. — Ela levantou-se e foi até ele. — Há algo de diferente na maneira como ela olha pra você.
— Eu nunca fiquei com ela. — Harry respondeu aborrecido e fechou a cara. — Eu não ficaria com a mulher de um amigo...
— Ah Harry! — Ela cruzou os braços e rodeou para detrás da mesa dele, parando ao seu lado. — A Cho é uma mulher muito linda e Cedrico já morreu.
— Quel genre d'homme que vous pensez que je suis?(Que tipo de homem você pensa que eu sou ? — Perguntou ofendido e com raiva, mas ela limitou-se a rir de leve.
Je veux juste éviter les.(Só estou me precavendo) — Harry franziu o cenho e olhou-a sem acreditar que ela estava mesmo falando aquelas coisas. Ele também sorriu.
— Je ne savais pas que vous étiez si jaloux.(Eu não sabia que você era tão ciumenta) — Ele virou a cadeira ficando de frente para Gina e observando sua expressão ficar terrivelmente sensual.
— Seulement avec ce qui est très important pour moi.(Apenas com o que é muito importante para mim) — Ela falou e inclinou-se sobre ele. Seus rostos quase colados o fez ofegar de desejo.
— Me beije. — A voz de Harry saiu suplicante.
— Alguém pode entrar. — Gina tentou afastar, mas ele a segurou.
— Eu tranco. — Ele falou, seus lábios quase colados. Levantou-se e rapidamente ele foi até a porta, trancou-a e puxou-a para o sofá da sala.
— Não devíamos... — Harry a sentou em suas pernas e começou a beijar seu pescoço. Logo, o que tinha em mente sumiu.
— Me beija. — Ele pediu novamente com a voz rouca.
E ela beijou. Com muito entusiasmo. Já fazia três dias que não conseguia ficar sozinha com ele. Naquela semana ele estava muito oculpado com as reuniões e não pode levá-la em casa. Passou os braços ao redor de seu pescoço intensificando o contato. O queria tanto, tanto... não sabia quanto tempo mais aguentaria. Ele passou a mão pelas suas coxas, por debaixo da saia e depois seguiu para seus seios por cima da blusa. Ela gemeu sobre os lábios dele e o abraçou forte para não desmoronar completamente. Harry a abraçou de volta, a respiração ofegante em seu pescoço.
Quando estavam mais calmos, eles se encararam e começaram a rir. Gina colou sua testa a dele e fechou os olhos.
— Estava sentindo falta disso! — Deaclarou por fim, fazendo carinho na nuca dele. — De ficar com você.
— Eu também. — Ele beijou os seus lábios mais uma vez. — Vou te levar pra casa hoje.
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Gina abriu a porta do apartamento e entrou. Um pouco mais a frente ela ligou o interruptor, Harry vinha logo atrás dela. Quando a luz preencheu o ambiente ele a abraçou pela cintura e colocou seu corpo ao dela, cheirando seu pescoço em seguida.
— Mesmo depois de um dia todo de trabalho você ainda cheira tão bem. — Sussurrou em seu ouvido, fazendo-a se arrepiar.
— O perfume é muito bom. — Respondeu sorrindo e cobrindo os braços dele com os seus. — E passar o dia no arcondicionado também ajuda.
— Você tem razão. — Ele beijou-a na nuca e soltou-a. Os dois adentraram na sala e ele jogou-se sobre o sofá. — Posso tirar meus sapatos ?
— Claro. — Gina olhou para ele e sorriu. — Vou tomar um banho e volto já. Você está com muita fome?
— Não se preocupe comigo. Eu espero — Ele deu um sorriso sedutor para Gina. — Até tomo banho com você, se quiser.
Gina ouviu aquilo calada. Não conseguiu demonstrar nenhuma reação. No momento em que ele proferiu as palavras, ela imaginou-se na banheira com ele. Ele ensaboando suas costas, os corpor colados e molhados... Arrepiou-se só de imaginar. A tarde no sofá do escritório ela estava quase ficando louca. Perguntou-se se aguentaria muito mais a ele. Achava que não. Depois de algum tempo em que se encararam Gina sorriu para ele e falou com o tom de voz mais sexy que conseguiu.
— Você quer? — Perguntou ela. Os olhos de Harry faiscaram de desejo.
— Posso? — Sua voz soou rouca. Gina sentiu ainda mais desejo com aquilo e sorriu.
— Ainda não. — Harry deu de ombros, totalmente desapontado. — Não estamos preparados completamente.
— Você tem razão. — Concordou Harry. Ele caminhou até ela e a abraçou. — Não quero apressar você. Eu só quero que saiba disso.
— Você é real? — Ambos riram. — Eu sei disso Harry, não se preocupe. Agora eu vou tomar banho. Não demoro.
— Está bem.
O coração de Gina batia rapidamente. Não sabia de onde conseguira tirar forças para resistir a oferta dele quando tudo o que mais queria era entregar-se a ele e experimentar todo o prazer que Harry poderia propocinar. No quarto, despiu-se, pegou a toalha e foi para o banheiro. Tomou um banho rápido, vestiu um jeans e uma camiseta surrada e voltou para a sala onde Harry assistia televisão jogado no sofá. Gina o admirou por alguns segundos e repentinamente ele a olhou.
— Senti o seu cheiro. — Falou ele, levantando-se. — Foi rápida.
— Eu fiz o que pude. Vamos.
Eles jantaram em silêncio. Na mente de Gina as palavras de Harry ecoavam. Ele era um homem maravilhoso, tinha de admitir, apesar de seu jeito um tanto quanto bipolar e, as vezes, até esnobe. Harry havia retirado o terno e tinha a blusa desabotoada. Ela o observava. Ele era um homem de verdade, com o maxilar bem generoso, ombros largos, os cabelos espalhados pelo peito definido... Suspirou e levantou-se da mesa. Colocou a louça na pia, somente para ter o que fazer.
Havia ligado o rádio da sala e a voz de Eva Cassidy cantava. Gina adorava aquela música. Lavando os pratos entertida, sentiu os braços de Harry ao redor de si. Ele espalhou beijos por sua nuca e em questão de segundos virou-a de frente para si, sentou-a na pia e começou a beijá-la. A mente de Gina embotou, a sensação dos lábios dele era maravilhosamente quente. Ela passou as pernas pelo quadril dele e aprofundou o beijo. Ele gemeu.
Harry colou seu quadril ainda mais ao dela e começou a acariciar suas coxas e nádegas. Uma de suas mãos subiram por baixo a blusa e acariciaram seus seios por cima do sutiã, ela gemeu e começou a acariciar o peito de Harry com as unhas. Ele passou uma mão no quadril de Gina, pressionando-a de encontro a si e ela pode sentir sua rigidez. Ela sorriu sob seus lábios e pressionou ainda mais as pernas pelo quadril dele. Ele gemeu com aquilo.
Os dois descolaram os lábios buscando por ar e Harry afundou o rosto no pescoço dela, sentindo o seu cheiro. Gina abriu os olhos e a realidade a tomou de volta. Antes que fraquejasse novamente, pois não conseguiria aguentar se fosse além daquilo, ela puxou a cabeça dele suavemente de seu colo e o obrigou a encará-la. As íris verdes de Harry estavam de um verde escuro de desejo, sua respiração ofegante, os cabelos desalinhados. Ela queria... Mas sentia-se um pouco hesitante, ainda não era o momento.
Harry recuperou a respiração e depois de poucos segundos deu-se conta do paraíso que estava quase descobrindo. Mas o olhar de Gina estava hesitante. Ela realmente não estava pronta para fazer amor com ele. Ele sorriu e colocou alguns fios de cabelo para trás da orelha dela. Ela estava corada e meio envergonhada, mas encarou-o.
— Desculpe. — Ela sussurrou.
— Não há nada para desculpar. — Harry falou de volta e passou a mão pleo seu rosto. — Eu disse que não ia te forçar a nada. Eu que peço desculpas, não consegui me controlar.
— Não vai demorar muito, eu prometo...
— Não se preocupa com isso, minha ruiva. — Gina o olhou rapidamente. Ele nunca a chamara daquele jeito, não que ela lembrasse. — Não culpo você. Estamos juntos a pouco mais de um mês. É normal.
— Você é compreensivo. — Gina passou a mão pelo maxilar dele, o beijou de leve e depois olhou para baixo. Harry seguiu o olhar dela para sua ereção. — Mesmo nessa situação.
— Eu sou homem. — Ele falou simplesmente e Gina sorriu, disso ela não duvidava. — Ainda mais quando seduzido por uma ruiva tão maravilhosa...
— Eu entendo.
Os dois se beijaram demoradamente e quando desgrudaram os lábios, Harry anunciou que já estava tarde e que deveria ir logo. Gina o acompanhou até a porta e antes de ir embora, os dois se beijaram ardentemente. Ele deu boa noite e se foi, deixando Gina sem fôlego. Ela caminhou até o quarto, foi até o banheiro, fez sua higiene e deitou-se. Demorou um pouco para dormir. A cada vez que fechava os olhos, via-se a si mesma, sobre a pia e Harry quase devorando-a. Sorriu, como ele podia ser tão quente? Ela quase cedeu completamente aos carinhos dele. Tinha certeza de que se ele desse mais uma daquelas investidas, entregaria-se completamente.
Quando ela conseguiu dormir já passava das doze da noite. Já na mansão de Harry, deitado sobre os lençóis, completamente nú e com o ar ligado, ele tentava fazer com que seu corpo não pegasse fogo ao lembrar-se dos momentos tórridos com sua ruiva... Sua ruiva... Nunca havia sentindo-se daquela maneira antes. E pensar que chegara tão perto de estar em seu paraíso, tão perto...
N/A: Sei que demorei muito para postar esse capítulo e sinceramente ele está bem menor do que eu gostaria, mas foi apenas para mostrar que eu ainda estou escrevendo a fic. Tão perto... Pois é. Quase. kkk Ainda não foi dessa vez, mas sinto que essa viajem pra França vai acertar muitas coisas.
Bjs e obrigada a todos que estão lendo.
lily mistick: Desculpe! Se você achou aquele pequeno, esse está da mesma maneira. Não vou desistir da fic. sei que demoro, mas bateu uma falta de criatividade esses últimos tempos. Acho que estou voltando ao normal agora. BJS!
Gabi G. W. Potter: Desculpe a demora com a att. Prometo que vou tentar ir mais rápido dessa vez. Que bom que está gostando dessa fic também. Adoro as reviews de encorajamento. BJS!
Ninha Souma: Primeiramente, obrigada pela review e desculpe por não responder logo e por demorar tanto a atualizar. kkk Realmente a Gina está mais do que caída. E você também vai ver o quanto ele também está caído por ela no finzinho do capítulo. Existe sim mentes psicóticas na história, mas ao meu ver elas não estam preocupadas com o Harry. Já se passou alguns anos desde a morte de Cedrico e ele tem sido cuidadoso. Cedrico foi um "queima de arquivo" por assim dizer. mas não posso falar mais do que isso. A Cho foi secundária na história, ninguém está se importando com ela, ainda. Bem, neste capítulo a Gina percebeu algo da Cho com o Harry, não só dela, mas a Romilda também. Enfim, ciúmes é sintoma de quem está apaixonado. BJS!
