Adaptação da obra literária de Sarah McLean. Personagens de Stephenie Meyer.


CAPÍTULO OITO

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"Homens como ele não são para mulheres como eu."

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Bella fechou a larga porta de carvalho da Casa Swan com um clique suave antes de soltar um longo suspiro e se encostar na madeira fria. Guardou a chave de volta no bolso escondido da capa de Sue e levou a mão nua a seu pescoço pulsante, tentando conter as batidas.

A grande entrada de mármore estava escura e silenciosa. O baile terminara horas antes e os criados, depois de arrumar tudo, tinham ido para a cama, deixando Bella em um silêncio que lhe dava a chance de lidar com seus pensamentos acelerados. Havia partido para uma aventura aquela noite... e que aventura tivera!

Deixou escapar uma risadinha ao pensar nisso e, surpresa, levou a mão à boca para conter o barulho. Damas da sua idade certamente não davam risadinhas, mas, por algum motivo, esta noite, ao entrar escondida em casa depois de uma escapadela cheia de emoções, parecia uma reação apropriada. Sentiu outra risada borbulhando e a reprimiu. Tinha que ir para o andar de cima e se deitar antes que fosse descoberta. Havia se esforçado demais para manter suas atividades naquela noite em segredo – não se permitiria ser pega!

Esgueirando-se pelo saguão de mármore na direção da larga escadaria que prometia sua segurança, Bella tateou seu caminho no escuro, as mãos esticadas para a frente, procurando pelo corrimão grosso de mogno. Havia acabado de botar os pés no primeiro degrau quando ouviu uma dobradiça ranger atrás de si e uma nesga de luz dourada de vela cair em seu rosto. Virando-se com uma arfada na direção da porta agora aberta da biblioteca, Bella encontrou os olhos do irmão... e reconheceu na mesma hora a irritação neles.

– Posso explicar...

– Onde diabo você estava?

O tom dele era de frustração e incredulidade em igual medida.

Bella fez uma pausa, petrificada no meio do movimento, e avaliou suas opções. Não havia muitas; eliminando-se a ideia de sair de casa e nunca mais voltar, não havia nenhuma. Estampando um sorriso no rosto, ela sussurrou:

– Não creio que vá acreditar que eu estava no conservatório.

– Sem chance – respondeu Emmett, seco.

– Na sala de estar? Colocando minha correspondência em dia?

– De novo. Acho difícil.

– Na estufa?

– Irmã... – Num tom de advertência, Emmett estendeu o braço e abriu um pouco mais a porta da biblioteca. – Posso sugerir que se junte a mim?

Reconhecendo a derrota, Bella suspirou e se arrastou na direção do irmão, que não se moveu, apoiando-se no vão da porta. Após passar sob o braço dele para entrar na biblioteca quente e iluminada por duas lareiras e mais ou menos uma dezena de velas, Bella murmurou para si mesma:

– Devia ter percebido todas essas luzes quando entrei.

– Devia mesmo – retorquiu Emmett, ríspido, fechando a porta.

Bella virou-se para encarar o irmão quando ouviu o barulho da fechadura.

Ver sua irmã no aposento bem iluminado não suavizou o humor de Emmett.

– Jesus Cristo! O que diabo está vestindo?

– Mamãe não aprovaria essa linguagem na companhia de uma dama, Emmett Swan.

Ele não iria se deixar ser distraído:

– Em primeiro lugar, não estou muito certo de que mamãe não usaria ela mesma essa linguagem, considerando as circunstâncias. E, segundo, a atual situação levanta uma ou duas questões sobre o seu status de dama, Bella. Incomoda-se de dar uma explicação quanto ao seu paradeiro esta noite?

– Estava no baile de noivado – desconversou Bella, fracassando em angariar a simpatia do irmão mais velho.

– Minha paciência está acabando. – Os olhos castanho-escuros dele brilharam. – Depois do baile de noivado. Mais especificamente, aonde você foi vestindo esse... – ele fez um gesto com a mão para indicar a indumentária dela. – disfarce? Só posso imaginar que seja assim que o chama. Aliás, onde arrumou uma coisa tão horrenda?

– Peguei emprestado.

– De quem?

– Não vou lhe dizer.

Ele cortou o ar com uma das mãos.

– De Sue, imagino. Eu devia mandá-la embora por encorajar seu comportamento.

– Provavelmente. Mas não vai.

A advertência faiscou nos olhos dele.

– Eu não me testaria, Isabella. Agora, respostas. Aonde você foi?

– Saí.

Emmett piscou.

– Saiu.

– Isso mesmo – respondeu Bella, com um aceno firme. – Saí.

– Saiu para onde, Isabella?

– Francamente, Emmett – desafiou ela, em seu tom mais altivo. – Não faço sermão sobre suas idas e vindas.

Bella... – A palavra estava permeada de censura.

Ela suspirou novamente, percebendo que não havia como escapar.

– Ah, está bem. Saí escondida. Fui... – Ela parou.

Não havia realmente um modo fácil de explicar.

– Foi aonde...?

– Não posso dizer – murmurou.

Os olhos de Emmett se estreitaram, a paciência no limite.

– Tente.

Ela respirou fundo.

– Fui a uma taberna.

– Você fez O QUÊ!? – As palavras saíram quase em um rugido.

– Shh! Emmett! Vai acordar a casa inteira!

– Não tenho tanta certeza de que não deveria! – Ele baixou a voz para um sussurro ensandecido: – Diga-me que entendi errado. Você acabou de dizer que foi a uma taberna?

– Shh! Isso mesmo!

– Com quem!?

– Sozinha!

– Sozin... – Ele se interrompeu, passando uma das mãos pelo cabelo antes de soltar um impropério. – Para quê?

– Para tomar um drinque, claro – respondeu ela, como se fosse perfeitamente normal.

– Claro – repetiu Emmett lentamente, pasmo. – Você enlouqueceu?

– Acho que não.

– Alguém a reconheceu? – Ela ficou em silêncio, irritando-o ainda mais. – Bella, alguém a reconheceu?

– Ninguém importante.

Emmett gelou, perfurando-a com um olhar castanho-escuro.

– Quem, então?

Bella desconversou.

– Não importa. Basta dizer que não vai ser um problema.

– Isabella.

– Está bem. O marquês de Cullen me viu. Ele estava lá.

Emmett sentou-se pesadamente em uma poltrona de brocado.

– Deus do céu.

Bella seguiu seu exemplo, jogando-se na poltrona na frente dele.

– Bem, não deveria ser uma surpresa, considerando-se que foi ele quem recomendou o lugar, para começo de conversa – acrescentou depressa, tentando apaziguar o irmão, antes de perceber que seus olhos estavam do tamanho do mundo e que suas palavras haviam causado mais mal do que bem.

– O marquês lhe recomendou uma taberna!? Isabella!

– Bem, para ser justa, eu pedi a ele uma recomendação.

– Ah, bom. Isso muda tudo. É claro.

– Não precisa ser sarcástico, Emmett – objetou ela, secamente. – Não fica bem.

– Ao contrário de uma dama solteira, a irmã de um conde, pedir a um dos libertinos mais notórios de Londres uma recomendação para uma taberna. Isso, claro, é o exemplo perfeito do que fica bem.

– Colocando assim desse jeito, vejo como poderia parecer... problemático.

Poderia parecer? – Emmett passou a mão pelo cabelo de novo. – O que a possuiu? O que diabo estava pensando? O que raios ele estava pensando? – Ele parou, atingido por uma possibilidade. – Deus do céu, Bella. Ele foi inconveniente? Acabo com a raça dele!

– Não! – exclamou ela. – Não! Eu o abordei!

– Para pedir a recomendação de uma taberna.

– Isso.

– Ele não deveria tê-la dado.

– Ele achou que fosse para você.

– Para mim? – Seu tom transparecia surpresa e incompreensão.

– Claro. Eu não poderia pedir para mim, poderia?

– Óbvio que não. – Emmett olhou para ela como se fosse louca. – Por que diabo não beber aqui? Por que precisava ir a uma taberna?

– Bem, para começar – falou Bella, pragmática –, beber aqui não teria sido uma aventura igual.

– Uma aventura.

– Isso mesmo. – Ela foi em frente: – E, se pensar um pouco, na verdade foi tudo ideia sua.

– Ideia minha?

– É. Não foi você quem ficou me encorajando a experimentar a vida há apenas alguns dias?

As palavras pairaram no ar, enquanto Emmett fitava a irmã com o mais incrédulo dos olhares.

– Está de brincadeira.

– De forma nenhuma. Você começou. Categoricamente.

Ela sorriu, bastante satisfeita consigo mesma.

Emmett olhou para o teto como se estivesse implorando por paciência divina. Ou para que o Senhor jogasse um raio em sua irmã. Bella não conseguia bem discernir qual das duas coisas. Quando ele falou, seu tom não admitia discussão:

– Então agora deixe-me terminar. Categoricamente. Fico feliz que vá atrás de toda aventura que quiser. Aqui. Nesta casa. Debaixo deste teto. Beba até não conseguir mais ficar de pé. Xingue como um marinheiro no cais. Ponha fogo em todos os seus bordados, pelo amor de Deus. Mas, no papel de seu irmão mais velho, chefe da família e conde – ele destacou a última palavra –, eu a proíbo de frequentar tabernas, bares ou quaisquer outros estabelecimentos de vício.

Bella riu, divertida.

– Estabelecimentos de vício? É uma visão um tanto puritana das coisas, não é? Eu lhe garanto, estava bastante segura.

– Você estava com o marquês de Cullen! – exclamou ele, como se ela fosse estúpida.

– Ele foi perfeitamente respeitável – objetou ela, as palavras saindo antes que se lembrasse que a viagem de volta para casa tinha sido tudo menos respeitável.

– Imagine, minha irmã e o marquês de Cullen juntos. E o respeitável foi ele! – fulminou Emmett, seco, fazendo as bochechas de Bella corarem, mas não pelas razões que ele imaginava. – Chega de tabernas.

Bella avaliou o irmão. Ela não iria mais precisar de tabernas, claro.

– Chega de tabernas – concordou.

– Se quiser uma aventura, tenha-a aqui.

– Sério? – Lançou um sorriso esperançoso para ele.

– Ah, não. O que foi agora?

– Suponho que não me daria um charuto.

Emmett deixou escapar uma gargalhada incrédula.

– Nunca na vida, minha irmã.

– Emmett! Você acabou de dizer...

– Mudei de ideia.

– Já não fiz o suficiente para convencê-lo de que, se não me ajudar a experimentar a vida, vou encontrar outra pessoa para fazê-lo?

Os olhos de Emmett se estreitaram.

– Isso é chantagem.

– E essa é a sua opinião. – Ela abriu um sorriso largo. – Acho que seria um belo momento, um irmão ajudando a velha irmã solteirona a ter uma aventura.

– Acho que você tem expectativas altas demais em relação à experiência de fumar.

– Bem, não há momento melhor do que o presente para desfazer essas expectativas, não acha? – Ela fez uma pausa, oferecendo-lhe um olhar suplicante. – Por favor? Nunca nem vi alguém fumar.

– E não devia mesmo! – argumentou Emmett, imperiosamente. – Um cavalheiro não fuma na presença de damas.

– Mas sou sua irmã!

– Mesmo assim.

– Emm... – falou ela, usando seu apelido de infância. – Ninguém jamais vai saber. Você disse que eu poderia ter aventuras dentro de casa!

Ele ficou olhando para ela por vários minutos, mudo, até Bella estar inteiramente certa de que não iria fumar um charuto naquela noite. Quando estava prestes a se levantar e sair da sala, Emmett soltou um suspiro enorme. Ouvindo isso, o rosto de Bella se abriu em um sorriso.

Ela havia ganhado. E bateu palmas de entusiasmo.

– Excelente!

– Não abusaria da sorte, se fosse você – alertou Emmett enquanto enfiava a mão no bolso interno e tirava um retângulo fino de prata.

Botando a caixa na mesa perto de sua poltrona, abriu uma lingueta na parte de baixo, revelando uma gaveta oculta. Bella sentou-se para a frente quando a gaveta ficou visível, esticando o pescoço para ver.

– Jamais imaginei!

Emmett retirou um pequeno cinzeiro de cristal, uma caixa de pólvora e um maço de palitos de fósforo.

– Pois não devia. Tenho quase certeza de que, pela manhã, vou me arrepender de ter lhe mostrado isso.

Bella observou, hipnotizada, enquanto Emmett abria a caixa de prata e retirava dois charutos marrons longos e finos. Levando um aos lábios, inseriu o fósforo na caixa de pólvora, acendeu o palitinho de madeira e ergueu a chama, produzindo uma nuvem de fumaça.

– Fascinante!

Bella inclinou a cabeça de lado, observando a ponta cor de laranja do charuto brilhar.

Fechando os olhos brevemente tanto para a inocência dela quanto para o próprio mau comportamento, Emmett deu um longo trago no charuto, como se estivesse fortalecendo sua confiança, então o removeu da boca e ofereceu à irmã.

Tonta de entusiasmo, Bella esticou a mão para pegá-lo. É claro que, depois que o tubo aceso estava cautelosamente seguro entre seus dedos, ela não fazia ideia de como proceder. Vendo o olhar divertido do irmão através da longa coluna de fumaça que subia pela ponta do charuto, ela perguntou:

– E agora?

– Não é nada de mais, na verdade – disse Emmett, indiferente. – Agora você fuma.

– Assim? – perguntou ela, levando o charuto cuidadosamente aos lábios e inalando profundamente.

Percebeu os olhos de Emmett se arregalando, e essa foi a última coisa que registrou antes de começar a tossir. Tossidas horríveis e dolorosas que consumiram suas forças. Estava vagamente consciente de Emmett tirando o charuto de sua mão, liberando-a para bater no peito. Desesperada por ar fresco, inspirou em arfadas enormes, o que só a fez tossir mais, levando Emmett a bater em suas costas até ela fazê-lo parar com um gesto, temendo que os golpes simplesmente tirassem qualquer ar utilizável de seus pulmões.

Quando conseguiu se concentrar em outra coisa que não a necessidade de oxigênio, Bella registrou seu irmão assomando acima dela, trêmulo. Certa de que era de preocupação, ergueu os olhos para aliviar os temores dele, apenas para descobrir que estava tremendo com uma gargalhada quase incontrolável. O olhar tranquilizador de Bella logo se transformou em uma cara feia ao notar seu sorriso largo. Os dentes dele brilhavam no rosto, agora vermelho pelo esforço.

– Emmett, isso não tem nada de cavalheiresco.

As palavras levaram Emmett ao extremo. Não conseguia conter as risadas escandalosas diante do desprazer cerimonioso da irmã. Frente ao seu divertimento contagioso, Bella percebeu o humor da situação e começou a rir também, o que provocou outro ataque de tosse, mais tapas e uma rodada adicional de gargalhadas.

Após vários instantes, Emmett retomou seu lugar e apagou o charuto de Bella no cinzeiro, enquanto ela o observava.

– E então, descobrimos por que mulheres não fumam – concluiu ele, o humor ainda infiltrado na voz.

– Que hábito horroroso! – exclamou a irmã. – Como pode fazer isso?

– É um gosto adquirido.

– Foi exatamente o que Cullen disse sobre o uísque.

– E ele estava certo – concordou Emmett. Após alguns instantes, perguntou: – Então também não gostou dessa parte da noite?

– Pelo contrário – respondeu Bella. – Gostei de cada parte da noite. Posso não beber uísque ou fumar charuto de novo, mas sempre vou guardar com carinho o fato de que fiz essas coisas. A aventura faz valer a pena a experiência decepcionante.

– Não me agrada esse gosto que você desenvolveu pela aventura, irmã.

– Acho que não posso garantir que vou perdê-lo tão cedo. É uma pena que as mulheres não possam nem provar as experiências às quais os homens não dão valor. Vocês têm realmente muita sorte... – Emmett lançou-lhe um olhar cético, mas sua irmã continuou: – Vamos lá, Emm, não vai mesmo me dizer que acha que não mereço uma ou duas aventuras, vai? Afinal de contas, você me forneceu o mais recente instrumento para o meu fim.

– Um ponto que gostaria de esquecer.

– Covarde.

Eles sorriram um para o outro.

– Mamãe vai me matar se descobrir.

– Ela não vai descobrir – garantiu Bella. – E, mesmo que descubra, não é como se tivesse algo com que se preocupar. Continuo solteira a este ponto da vida. Acho que tenho direito a uma ou duas excentricidades.

Emmett deixou escapar uma risada.

– Fumar e beber são excentricidades notáveis, Bella. Não sei se a alta-roda as aceitaria, apesar de você estar com um pé na cova. – Ele fez uma pausa, pensativo. – Estou bastante chocado por Cullen tê-la encorajado, você tendo sido tão gentil em amadrinhar a irmã dele. O que estava pensando? Devia tê-la enfiado em uma carruagem e a trazido para casa na mesma hora.

Bella teve o bom senso de evitar dizer ao irmão que o marquês havia de fato a enfiado em uma carruagem e a trazido para casa. Em vez disso, ponderou:

– Imagino que tenha achado, como você, que protegeria melhor minha reputação ficando comigo enquanto eu forçava os limites. Pelo menos assim tive um acompanhante.

– Não me referiria a ele exatamente como um "acompanhante" – rosnou Emmett. – Vou pedir retratações.

– Preferiria que não o fizesse. Gosto bastante dele.

Emmett a fitou nos olhos.

– Você não... Você não pode... – Inclinou-se para a frente. – O que isso quer dizer? – Bella não respondeu, fazendo Emmett tentar de novo: – Cullen... ele não é... Bella, as mulheres não "gostam bastante" do marquês de Cullen.

A voz dela mal era audível ao concordar:

– Não, acho que não.

Conforme registrava a tristeza na voz da irmã, Emmett praguejou baixinho.

– Vi que ele dançou com você esta noite. Sei como deve ter se sentido. Entendo que fez o papel de protetor na taberna ridícula à qual você foi... Deus sabe que fico feliz por ele a ter encontrado lá, ou quem sabe o que poderia ter acontecido... Mas você tem que entender... Cullen... homens como ele... – Emmett parou novamente, sem saber como dizer com delicadeza o que estava pensando.

Bella teve pena do irmão e lhe ofereceu uma saída da conversa constrangedora:

– Eu sei, Emmett Swan. Não sou boba. Homens como ele não são para mulheres como eu.

Talvez, se eu repetir isso o bastante, comece a acreditar.

Ela forçou uma risadinha, tentando aliviar o clima.

– Acho que Cullen seria mais aventura do que posso aguentar.

Emmett sorriu.

– Não só você. Pense no seu pobre e velho irmão.

Devolvendo o sorriso, Bella se levantou, pousando um beijo na bochecha dele.

– Obrigada pelo charuto, Emm.

E, com isso, saiu da sala, subindo a grande escadaria de mármore até o seu quarto.

Preparou-se lenta e metodicamente para dormir, recusando-se a deixar que as palavras de Emmett a chateassem. Sem dúvida ele tinha razão. Ela não era mulher para Edward, nunca fora. Mas, naquela noite, chegara perto. E, se uma noite fosse tudo o que poderia ter, seria o suficiente.

Repassou os acontecimentos na cabeça enquanto soltava o cabelo, fazia sua toalete e vestia a camisola branca ondulante. Em seguida alisou a lista amassada e a avaliou com franqueza. Ficou sentada à sua escrivaninha por vários minutos, imóvel, relendo os itens. Com um suspiro, ergueu a pena e traçou uma linha escura sobre Fumar charuto e beber uísque.

Apagou a última vela, deslizou para debaixo das cobertas e sonhou com a mulher na carruagem do marquês... nos braços de Edward.


Gente, eu amo esse Emmett. Apesar da época e da posição dele como conde, ele é extremamente sensato e liberal. Sorte a da Bella, né? rsrsrs

DudaMakalister: Em um ponto a gente sempre acaba se magoando né? Ela vai ter seus momentos também... Sai todos os sábados (ou sextas quando eu não estou trabalhando, mas costumo avisar), ou quando há um número maior de reviews do que o normal, rs. Beijos.

BbCullen: Essa mulher não tem nada de passiva, e isso deixa ele doidinho atrás dela, rs.

kjessica: Então, ele vai atrás dela de todas as formas possíveis. Eu ainda não terminei de ler o , fui ler "Entre o Amor e a Vingança" (que é um dos que penso em adaptar porque é bem legal também)... Só que tudo que vou adaptar, penso só em Beward, que nem fiz com Spindle Cove e não sei se ficaria legal fazer igual com esse... Ai ai ai, tantas dúvidas, mas já tenho que ir pensando nisso, ainda mais que todos dessa fic já estão prontos para fazer o upload pro FF.

PennySLove: Revigorar? kkkkk Esse acabou comigo, isso sim.

mari A: Isso que é bom, significa que eles se rendem aos instintos básicos sem frescurinha hahahaha.

Até sexta que vem!