Segredos

POV PUCK

Acordei recostado ao ventre de Quinn e ela com suas mãos sobre minha cabeça. Me safei de seu agarre e a olhei dormir um pouco.

- "Para de me olhar assim..." – disse minha namorada ainda com os olhos fechados. "me sinto como uma extraterrestre em observação." – abriu apenas um olho.

- "É o extraterrestre mais belo!" – disse dando um beijo, ela se agarrou em meu peito. "Quinn há dias que quero de dizer algo." – fiquei sério, mas devia dizer de uma vez por todas.

- "Sim, diga." – se levantou para me ver.

- "Talvez isso não soe muito Noah Puckerman..." – me sentei ao seu lado. "... quero ter um filho com você." – ela me olhou surpreendida e se levantou rapidamente da cama.

- "Está brincando, verdade?" – gritou respirando de forma agitada.

- "Por que acha isso?" – questionei ficando de pé. "te amo e quero formar uma família com você." – ela deu um passo para trás.

- "Eu não quero filhos." – a olhei sem acreditar em suas palavras.

- "Quinn, então não acho que essa relação dure muito tempo..." – disse me sentindo pequeno.

- "Do que fala?" – perguntou cruzando os braços.

- "Que eu quero uma família e você não." – disse me sentando na cama.

- "Está terminando comigo?" – gritou para mim, batendo o braço.

- "Não, é só que em algum momento tomaremos caminhos diferentes." – ela tinha os olhos cheios de lágrimas. "Quinn, eu te amo e quero um filho com você." – ela voltou a retroceder.

- "Sabe por que não quero filhos?" – perguntou se virando para a janela.

- "Sabia se me dissesse."

- "Eu já tive um filho." – a olhei e ela abaixou a cabeça. "em um último ano do colégio." – explicou se virando lentamente. "eu era namorada do garoto mais popular da escola." – Quinn se sentou perto de mim. "me entreguei a ele e fiquei grávida." – ela tinha os olhos cravados em suas mãos. "quando me interei fui dizer a ele e me disse que eu era uma cachorra, que esse bebê podia ser de qualquer um." – peguei sua mão e a segurei com força. "dei o bebê em adoção." – a abracei forte. "não quero voltar a passar pelo mesmo." – murmurou escondendo seu rosto em meu peito.

- "Eu não te farei o mesmo Quinny." – lhe assegurei a abraçando com força.

- "Podemos deixar essa conversa para outro dia?" – eu concordei e ela meio que sorriu. "devo ir." – ela se trocou e depois saímos do quarto e aí estava Finn como cada manhã com uma montanha de jornais. Imediatamente escondeu algo e ficou de pé.

- "Olá garotos." – nos cumprimentou.

- "Olá Finn." – lhe contestou minha namorada enquanto lhe dava um beijo na bochecha.

- "Como tá irmão?" – disse segurando a mão dela.

- "Bem." – respondeu. "Quinn, você fica para tomar café da manhã?" – ela negou.

- "Devo ir." – a acompanhei até o elevador, depois voltei e fui para a cozinha tomar café.

Me sentei perto de Finn e estivemos em silencio por um tempo, até que ele voltou a abrir seu computador. Ri baixinho ao ver que tinha a foto dele e sua namorada como protetor de tela.

- "Ainda tem um pênis ou a Rachel já te tirou?" – lhe perguntei em meio a uma gargalhada e ele me olhou levantando uma sobrancelha. "é que parece uma menininha." – Finn enrugou a cara.

Esse não era meu antigo amigo e companheiro de caçada, parece outra pessoa. É que ver planejar encontros, enviar flores, gravar vídeos e estou seguro de que até recorta suas fotos do jornal. Não sei o que me dá. Se há um ano tivessem me perguntado: Acha que Finn poderia passar mais de uma semana preso com uma só garota e apaixonado por ela? Eu teria rido tanto que teria ficado com costelas quebradas.

- "Olha quem fala." – disse me apontando. "Você também está de quatro por Quinn." – agregou com um sorriso de superioridade.

- "ah ah..." – movi meu dedo indicador. "mas eu não tenho uma foto nossa na minha cabeceira da cama ou em meu computador, celular e carteira." – Finn começou a rir e eu cruzei os braços. "e pior ainda, eu não passo onze meses sem nada de sexo." – ele revirou os olhos.

- "É que ela é o melhor que me aconteceu na vida." – sorriu meio de lado, enquanto suspirava.

- "Então imagino que te convidou hoje para ir a tarde na casa dela." – assegurei e ele concordou.

- "Sim, mas não posso ir. Devo fazer umas comprar com minha mãe." – explicou enquanto levantava com os pratos sujos para levá-los na cozinha. Eu o segui. "combinamos de nos ver de noite, além do mais tenho uma surpresa." – sorriu amplamente.

- "Bom, então eu vou vigiar ela para você de tarde." – lhe disse batendo no ombro. "me alegra não ter que compartilhar contigo o bolo." – com o que Finn come, seguramente eu ganharia apenas um pedacinho.

- "E depois sou eu o que perdeu o membro." – negou com um sorriso.

Quando eram as 14:00 horas cheguei na casa da minha namorada e Quinn me fez entrar na cozinha. Lá estava Rachel.

- "Olá." – nos demos um abraço e eu fui me sentar na mesa, enquanto elas conversavam me ignorando por completo.

Estavam conversando sobre Santana. Ao parecer ela está muito misteriosa e além do mais ficou muito abatida e magra. Quinn argumenta que quase não a vê comer e Rachel está preocupada por suas constantes visitas ao médico e o que ela chamam de consumo incalculável de vitaminas.

- "Meninas..." – disse Brittany entrando na cozinha, enquanto Quinn tirava o bolo do forno.

- "Olá." – responderam em uníssono.

- "Ohhh Puck." – disse um pouco mais séria.

- "Olá Brit." – cumprimentei e ela meio que sorriu.

- "Tinha algo que dizer para vocês, mas falo depois." – disse me olhando.

- "Tranquila, Puck é como uma de nós." – respondeu minha namorada e eu revirei os olhos diante esse 'elogio'.

- "Bom..." – bufou se sentando perto de mim. "sabem que eu amo vocês..." – recostou sua cabeça em meu ombro e me rodeou com seu braço e eu a olhei sério. Ela levou muito a sério o comentário de Quinn.

- "Vá ao ponto." – lhe disse Rachel cruzando os braços.

- "Artie me pediu que..." – fez uma pausa para respirar profundamente. "que fosse viver com ele." – Rachel abriu os olhos, enquanto minha namorada se sentava com dificuldade. "e eu aceitei." – a olhei e tinha um sorriso de orelha a orelha. "mas não sei como dizer para Santy." – colocou sua cabeça na mesa.

- "Definitivamente não diga assim para ela." – gritou Rachel.

- "É definitivo?" – perguntou Quinny.

- "Olá meninas..." – disse Santana entrando nesse momento na cozinha. "...e Puck." – agregou ao me ver e bocejou.

- "Olá." – contestei ao ver que todas olhavam para ela sem dizer uma palavra. Santana pegou um suco na geladeira.

- "Vou me trocar." – se virou. "tenho um encontro com o doutor." – agregou enquanto saia e nós permanecemos em silencio.

- "Eu não quero que minha Santy morra." – disse Brittany estourando em choro. Rachel se aproximou dela e a abraçou.

- "Não devemos pensar no pior." – lhe assegurou e eu concordei.

- "Mas é que se vê muito mal." – agregou minha namorada deixando que as lágrimas corressem por suas bochechas. Passamos um tempo em silencio.

- "Meninas, já vou." – gritou Santana e nenhuma delas respondeu. Porque estavam deprimidas.

- "Aiiii... podem parar!" – recriminei a elas ficando de pé. "porque não a seguimos e assim acabam as dúvidas?" – os olhos das garotas brilharam enquanto concordavam.

- "É um gênio." – disse minha namorada me dando um beijo.

Nos escondemos até que Santana saiu em seu carro e depois todos subimos no meu. Quinn estava no banco do passageiro junto de mim. Rachel e Brittany atrás. Seguimos Santana até o centro, depois virou no posto de gasolina e parou seu carro ali. Nós ficamos uns quarteirões mais acima, observando seus movimentos.

- "Isso é um centro de ajuda a pessoas com câncer." – choramingou Quinn. Olhei as outras pelo retrovisor e estavam com os olhos chorosos.

- "Não!" – gritaram todas quando Santana parou em frente ao centro para tirar algo de sua bolsa e depois continuou seu caminho.

- "Não... grávida não!" – gritou Brittany ao ver que Santana se aproximava de um centro de ginecologia. Quinn rangeu os dentes e Rachel emitiu um grito abafado, igual que antes a garota apenas passou na frente do prédio e continuou seu caminho.

- "Já podem parar, né?" – me queixei. "não entrou em nenhum deles, se controlem." – supliquei passando as mãos no rosto.

Enquanto elas continuavam com seus gritos, ignorando minhas súplicas eu fiquei pensando.

'Isso acontece com você Noah Puckerman, por se apaixonar.' – me reprimi mentalmente. 'veja as coisas que te faz o amor.' – olhei para as três garotas. 'metido nesse carro com sua namorada e as amigas dela, brincando de espiões.' – me senti mal. Finn tinha razão. ´me perdoa amigo!' – pedi baixinho, olhando para minhas calças.

- "Noah..." – me gritou Rachel batendo no meu ombro. "anda com o carro." – eu concordei e parei o carro uns quarteirões mais a frente e elas seguiam chorando ou gritando.

- "É suficiente." – gritei batendo no volante. "irei perguntar na cara dela se está doente." – não esperei que respondessem, desci do carro e enquanto fechava a porta escutei elas novamente emitir um grito agudo. Revirei os olhos e me virei.

Aí estava a 'enferma' beijando, ou melhor, deveria dizer comendo um cara na frente de um restaurante. As meninas desceram do carro e ficaram perto de mim.

- "Beija com seu médico?" – assegurou Brittany tampando a boca.

- "Não se vê muito doente." – lhes disse com uma gargalhada. Elas enrugaram a cara e nesse momento Santana se separou do garoto, provocando que todos deixássemos o queixo cair.

- "Esse é..." – disse Quinn em um sussurro.

- "Mas ele não é doutor." – Brittany olhava para eles confusa.

- "Samy Evans!" – disse Rachel pulando de felicidade.

Quinn puxou meu braço e começamos a caminhar rumo ao restaurante, aonde tinha entrado o casal. Fomos lentamente nos escondendo atrás das árvores e muros. Nos colocamos atrás de Santana e Sam ao nos ver começou a tossir, se engasgando com sua bebida. Ela colocou sua mão sobre a dele.

- "Está bem Samy?" – perguntou a morena e eu sorri divertido ao ver que meu companheiro não era capaz de responder.

- "Assim queríamos te pegar, Santana Lopez!" – disse minha namorada e ela ficou tensa.

- "Nós nos preocupando por você..." – se queixou Brittany e Santana se virou para nos ver, completamente pálida.

- "Eu ganhei!" – disse Rachel pulando como uma menina.

- "Não ganhou." – contestou Santana com as mãos na lateral. "nós ainda não..." – Santana moveu as mãos, eu olhava para elas sem entender.

- "Ainda não o que?" – perguntou Sam ficando perto de Santana. Ela ficou corada.

- "É que Rachel e eu apostamos há um tempo..." – explicou. "a que ganhasse ficaria com o guarda-roupa da perdedora." – Rachel sorriu enormemente.

- "E por que perderiam?" – questionei.

- "Bom, se Rachel visse um musical perdia." – ela respirou fundo. "e se eu tivesse..." – tossiu. "...sexo". – disse em um sussurro. Sam abriu os olhos.

- "Eu não toquei um pelo dela." – respondeu ele levantando as mãos.

- "Bom, um pelo sim..." – interrompi. "lá fora quase a engole." – todos estouramos em riso, enquanto eles coravam.

Finalmente terminamos o almoço os seis juntos. Sam confessou que estavam a vários meses saindo, mas Santana assegurou que não eram namorados. Me aprecia estranho que Sam com tudo o que fala de seu amor e tal... esteja saindo com uma garota que notoriamente não quer se comprometer.

- "Santy." – disse Brittany. "tenho que te falar algo." – vi como Rachel retorcia os olhos.

- "Poderíamos terminar de almoçar?" – soltou Quinn entre dentes.

- "Não." – interrompeu Santana. "Diga." – lhe pediu.

- "Vou morar com Artie." – Rachel e Quinn tamparam o rosto e Santana a olhou por um momento sem falar nada.

- "Nossa!" – murmurou. "me alegro por você." – disse com a voz abafada. "vou sentir sua falta." – se levantou e a abraçou.

Realmente ela levou muito melhor do que as demais, depois disso continuamos conversando sobre a mudança de Brittany que seria em um par de semanas. Olhei para Quinn desejando que em algum momento nós fizéssemos o mesmo.

O caminho para casa foi silencioso, ao chegar minha namorada e eu fomos para a cozinha. Ela me serviu um pedaço de pastel e finalmente concordou em pensar na minha proposta de formar uma família juntos. Pensar é um começo, pouco a pouco sei que ela perceberá que quer o mesmo que eu.

POV RACHEL

Finn me ligou umas 16:00 horas para me dizer que em meia hora passaria para me pegar, que era para eu me vestir com algo confortável porque faríamos trabalho pesado.

- "A que se refere com trabalho pesado?" – lhe perguntei e ele riu.

- "Logo verá." – eu bufei intrigada. "te amo." – me disse e eu sorri.

- "E eu a você." – terminamos a ligação e eu corri para meu quarto para me trocar.

Vesti uma calça até o joelho, uma camiseta azul e um tênis, fiz um rabo de cavalo e exatamente meia hora depois escutei a campainha da casa. Peguei uma pequena mochila, guardei o presente de Finn e desci de dois em dois os degraus, abri a porta e ali estava ele com um grande sorriso.

Pulei em seus braços, nos abraçamos e depois o beijei. Caminhamos até o carro e como de costume, Finn abriu a porta para mim e me colocou o cinto. Me sobressaltei ao escutar uns risos no banco traseiro, me virei para deparar com Kurt e Carole.

- "Olá Rach." – disseram ao mesmo tempo.

- "Olá." – contestei estendendo a mão e eles seguraram como cumprimento. "aonde vamos?" – questionei e eles riram.

- "É verdade que é impaciente." – disse minha sogra contendo um riso.

- "Já verá." – contestou meu namorado, passando suavemente sua mão por meu joelho.

No caminho Carole, Kurt e eu começamos a conversar sobre Broadway e eles me atacaram com centenas de perguntas, enquanto Finn segurava minha mão ou apertava meu joelho, me dedicando um olhar de desculpa, ao qual eu respondia com um amplo sorriso, amava que eles estivessem interessados em meu passado.

Chegamos em um pequeno bairro e Finn estacionou o carro em frente a uma casa de cor creme. Todos começaram a descer, fiz o mesmo e me coloquei perto de Kurt, enquanto Finn abria a porta traseira do carro. Pouco depois vários meninos se aproximaram pulando felizes.

- "Aonde estamos?" – perguntei ao Kurt.

- "Morávamos aqui." – contestou com um grande sorriso e olhei para meu namorado, ele tinha a mesma cara que meu cunhado. Finn tirava caixas do carro e os meninos maiores começaram a carregá-las. "Aquela era nossa casa." – apontou para uma pequena casinha verde limão. Eu concordei. "tratamos de voltar aqui no mínimo uma vez ao ano." – me senti tão feliz, não podia acreditar quão linda é a família do meu namorado.

Finn me piscou um olhos, eu sorri e me aproximei dele para segurar na mão dele.

- "Espero que não te incomode que nossa celebração de onze meses juntos comece assim." – tratei de sorrir contendo todas as lágrimas que se acumulavam.

- "Não podia começar melhor." – consegui dizer, ele sorriu e me deu um curto beijo, se separou de mim para pegar duas caixas grandes e carregá-las seguindo os meninos. Eu peguei uma um pouco menor. Carole e Kurt também pegaram a deles.

As pessoas do lugar se aproximavam de nós para agradecer a comida e presentes, enquanto eles não paravam de dizer que não era nada. De repente uma senhora magra e de cabelo branco se aproximou de nós e minha sogra correu para abraça-la.

- "Sue!" – disse. "como está?" – perguntou e a mulher começou a chorar.

- "Jane está doente." – disse a mulher com voz quase inaudível.

- "O que tem?" – inquiriu Kurt.

- "Está ficando cega." – lhe contestou soluçando. Me deu muita tristeza ver essa desconhecida sofrer assim.

- "Já foram ao médico?" – questionou meu Finn e Sue negou. "Não diga mais nada..." – ele levou sua mão no bolso traseiro.

- "Oh não Finn! Por favor, não..." – suplicou ao ver ele tirar sua carteira.

- "Sue, você muitas vezes nos deu café da manhã, almoço e jantar..." – disse meu namorado abaixando a cabeça. "nesse época nem para comer tínhamos..." – ele lhe estendeu o cheque. "por favor, deixa a gente agradecer." – uma lágrima escorreu por minha bochecha.

- "Juro que te pagarei." – disse a mulher segurando ele completamente apenada.

- "Se necessitar de mais não duvide em me chamar." – Finn lhe entregou seu cartão de apresentação e eu segurei na mão dele, me sentindo sortuda de tê-lo ao meu lado.

- "Podemos ver ela?" – perguntou minha sogra e Sue concordou.

- "Finn..." – gritou um menino correndo até aonde estávamos. "jogaria conosco?" – perguntou como súplica, lançando uma bola e Finn concordou.

- "Eu fico." – disse ele e as duas senhoras concordaram. "fica comigo?" – sussurrou para mim, me abraçando pelas costas, para depois me girar, fazendo com que olhasse seus lindos olhos marrom.

- "Sim." – respondi. Kurt, Carole e Sue se foram. Finn me pegou pela mão para me levar até uma pequena pracinha aonde nos 15 meninos o esperava. "Eu fico aqui." – apontei um banquinho, ele concordou afrouxando o agarre mas eu o apertei, o atrai até a mim e o beijei. "te amo." – declarei entre seus lábios e ele sorriu enquanto se separava.

- "Eu te amo mais." –gritou enquanto se afastava.

Finn ficou no gol e os meninos formaram uma fila, um a um foram dando seus melhores chutes e Finn agarrava sem problema. Depois um dos garotos ficou como goleiro e Finn lhes explicava como chutar melhor a bola. Eu não podia deixar de sorrir o observando, recordando quando no princípio o odiava e como pouco a pouco ele conquistou meu coração, permitindo que me abrisse para ele.

- "Nesse gol ele treinava com meu pai." – me sobressaltei ao escutar a voz de Kurt e ele se sentou perto de mim.

- "Todos sentem muita falta dele." – assegurei.

- "A cada dia." – disse em um suspiro. "mas acho que sua morte, nos fez parte do que somos agora." – o abracei e ele me beijou na testa. "acho que tenho a melhor cunhada do mundo." – me deu um suave tapa no braço.

- "E eu o melhor namorado, cunhado e sogra." – disse rapidamente e rimos.

- "Falando de mim?" – perguntou Carole e eu me levantei para abraça-la.

- "É tão lindo o que fazem." – Carole se sentou perto de seu filho. "estou tão feliz e orgulhosa por ser parte de sua família." – abracei eles contendo as lágrimas.

- "Não é nada." – responderam em coro.

- "Rachel." – interrompeu Finn quando ia contestar. Me virei para olhar ele carregando uma menina de uns 7 anos. "quero te apresentar alguém." – a menina riu timidamente. "Ela é Ady." – lhe estendi a mão e ela segurou abaixando a cabeça. "é minha namorada." – Ady tampou o rosto e eu sorri olhando para Finn que tinha um grande sorriso.

- "Acho que já não é parte dessa família." – zuou Kurt.

- "Já não seremos namorados?" – lhe perguntei quebrando minha voz.

- "Sim, são!" – gritou a menina com voz aguda. "eu não quero ser sua namorada." – assegurou Ady tratando de se safar dos braços de Finn. Ele a desceu e ela parou na minha frente.

- "Como?" – questionou ele tratando de soar ofendido. "está terminando comigo?" – Finn fez uma bico e a menina riu suavemente.

- "É que você é muito grandão..." – o olho de cima a baixo. "até para ela você é grandão." – agora olhava para mim.

- "Deveria buscar outro namorado?" – lhe assegurei ao ouvido sem afastar meu olhar de Finn e a menina concordou. "eu farei." – Ady aplaudiu enquanto Carole e Kurt se dobravam de risos e o meu já quase ex-namorado negava com os braços cruzados.

Pouco depois a mãe de Ady a levou e nos despedimos de todos, caminhamos até o carro. Eu agarrei o braço de Kurt.

- "Vai fazer ele sofrer?" – perguntou ele com um risinho e eu concordei.

Finn abriu a porta para mim e depois colocou o cinto, eu comecei a falar com Carole para evitar beijá-lo.

Chegamos em uma pequena lanchonete e pedimos hamburguês. A presença de Finn no lugar não passou despercebida, então várias pessoas se aproximaram para tirar foto ou pedir um autógrafo. Quando nos trouxeram o pedido, as pessoas se afastaram.

- "Me beija." – murmurou Finn com uma batata frita entre seus lábios.

- "Coma." – disse olhando ele pelo canto do olho.

- "Não vai me dar um beijo?" – perguntou inclinando a cabeça para me olhar nos olhos.

- "Estamos comendo." – disse. "além do mais, estão sua mãe e irmão." – eu tratava de conter a vontade de rir e Kurt me chutava por baixo da mesa.

- "Como se não tivéssemos visto antes." – soltou Carole com um risinho.

- "Rachel Berry!" – exclamou Finn se aproximando do meu rosto. "está com ciúmes?" – perguntou ele abrindo os olhos como pratos.

- "Não." – respondi rapidamente. "Me diga Kurt, você estaria com ciúmes se Blaine te apresentasse a sua nova acompanhante e sem ter terminado com você?" – meu cunhado não aguentou mais e deu uma gargalhada. Finn me pegou pelo braço e me fez virar para ficar de frente para ele.

- "Só amo a você." – me beijou na testa. "só você tem meu coração." – me deu um beijo na bochecha esquerda. "só com você sonho passar o resto de minha vida." – agora me beijou na direita. "sou todo seu." – me deu um curto beijo nos lábios e eu caí. "me perdoa?" – perguntou fazendo uma cara de bom moço.

- "Me deixa pensar..." – o segurei pelo pescoço e o trouxe até a mim, para beijá-lo. Um momento depois escutamos uma tosse e nos separamos.

Terminamos de jantar e depois nos dirigimos para a casa de minha sogra. Carole e Kurt ficaram lá. Me despedi com um forte abraço.

- "É hora de celebrar a sós." – disse Finn me olhando pelo canto do olho, enquanto conduzia por uma estrada que nunca havia visto.

- "O que está planejando Finn Hudson?" – questionei olhando para ele.

- "Já verá." – cruzei os braços e neguei. Ele riu diante meu comportamento.

- "Já me disse isso umas três vezes só hoje." – me queixei. "não gosto de tanto segredo." – Finn colocou sua mão em meu joelho e sorriu meio de lado.

Pouco depois chegamos em uma casa que pode ser considerada uma mansão.

- "Boa noite." – Finn aproximou o carro do interfone e logo colocou a cabeça para fora da janela.

- "Olá Azimio." – cumprimentou meu namorado.

- "Senhor Hudson, entre!" – os portões da casa se abriram e Finn entrou. Dirigiu pro um caminho até deixar o carro na frente da casa.

Descemos do carro e não havia dúvidas de que era uma mansão. As grandes colunas esculpidas cuidadosamente, a gigantesca e linda porta.

- "Menino Finn!" – exclamou a senhora que abriu a porta para nós. "que prazer te ver por aqui." – ele lhe deu um caloroso abraço.

- "Que bom te ver de novo..." – ele disse e ela se virou para me olhar. "ela é minha namorada, Rachel Berry." – a mulher sorriu. "Rach, ela é Maria..." – a mulher fez uma reverencia e eu segurei na mão dela, mas Maria me abraçou.

- "Finalmente!" – disse. Maria tinha um ar caloroso de mãe protetora.

- "Sean me deu permissão para vir." – ela concordou.

- "Sim, o menino Sean ligou essa tarde e disse que viria." – ao parecer Finn tinha planejado isso a dias.

- "Vou para a cozinha." – se desculpou Maria.

- "Quem é Sean?" – perguntei a Finn.

- "Era meu representante." – disse com um sorriso. "depois de que se casou se dedicou apenas a sua esposa." – levantou os ombros. "ainda somos bons amigos." – eu concordei. "muito bem, já chega de perguntas, feche os olhos." – pediu enquanto passava sua mão sobre eles.

- "Para que?" – inquiri abrindo eles.

- "Apenas fecha." – ordenou voltando a passar sua mão. "não pode abrir até que eu diga, ok?" – concordei e ele me deu um rápido beijo.

Me pegou pela mão e me puxou para que andasse. Ele me indicava se deveria descer ou subir um degrau ou se deveria me mover para a esquerda ou direita.

- "Espera aqui." – soltou minhas mãos e depois voltou a segurar elas firmemente. "Necessito que segure em meus ombros." – pousou minhas mãos lá, levantou um dos meus pés e me tirou o calçado, depois fez o mesmo com o outro.

Finn me agarrou pela cintura e me grudou a ele, depois me girou, para de novo apertar seu abraço. Me levantou um pouco do chão, caminhou uns passos e quando começou a descer senti uma água fria tapar meus pés. Continuou me guiando, caminhando atrás de mim, me fez para me abraçando forte.

- "Já?" – perguntei impaciente.

- "Abra!" – me sussurrou ao ouvido.

Abri os olhos lentamente para me deparar com uma preciosa vista noturna da cidade e o céu lotado de estrelas. Olhei ao meu redor e estávamos em uma piscina. Sorri.

- "Como sabia que eu gostaria disso?" – questionei girando minha cabeça para olhar para ele.

- "Não sei." – contestou levantando os ombros. Me virei para ficar de frente para ele.

- "Sabe que te amo?" – lhe perguntei e ele concordou debilmente. "amo tudo em você." – Finn me olhou sério, nessa relação ele sempre faz as declarações românticas. "é que amo seu doce sorriso, seu grande coração..." – era hora de que eu lhe dissesse o que estava guardando. "... amo que seja solidário, amoroso, amável..." – coloquei minha mão nas bochechas dele e Finn recostou nela, fechando os olhos. "Oh... e não posso esquecer suas lindas pintas." – ele sorriu. "amo o que é, amo o que sou ao seu lado, você me faz melhor." – admiti e Finn soltou uma gargalhada.

- "Você que me mudou." – disse grudando suas mãos a minha cintura. "sem você continuaria sendo o idiota do posto de gasolina." – eu ri. "só com você sou realmente feliz." – o abracei pelo pescoço e permanecemos assim por um tempo.

- "Amar nos faz melhor." – sussurrei para ele.

- "Nos completamos." – agregou ele se separando o mínimo e necessário para depois se inclinar lentamente. Roçou nossos narizes e finalmente pousou seus lábios sobre os meus. Meu coração pulou de emoção, como faz sempre que nossos lábios se unem.

- "Tenho algo para você." – lhe disse quando nos separamos.

Tirei a mochila e peguei uma caixinha com o presente.

- "Rach, eu te disse que..." – coloquei meu dedo sobre seus lábios para calar sua reclamação.

- "Você me deu muitas coisas..." – disse recordando os brincos, colares, anéis, pulseiras e roupas. "me deixa te dar só um pequeno presente." – suplique. Finn me proibiu 'desperdiçar' meu dinheiro com ele.

- "Só dessa vez." – bufou e pegou a caixinha.

- "Me inteirei do que queria." – disse enquanto ele abria. Ao ver, Finn sorriu amplamente, me beijou e depois se separou. Quando tirou da caixinha para colocar, viu a inscrição.

- "I'm Yors" – sussurrou e se aproximou me pegando em seus braços e me beijou. Nos separamos e eu sustentei a caixinha enquanto ele colocava o relógio.

Nos abraçamos e estivemos assim um tempo mais, até que me ericei de frio.

- "Vamos?" – me perguntou Finn e eu concordei tremendo e ele sorriu. "Andando..." – disse me puxando com cuidado enquanto caminhávamos pela piscina.

- "Espero voltar a vê-los logo." – disse Maria nos abraçando.

Finn dirigiu até minha casa e desceu para me acompanhar até a porta.

- "Sabe?" – disse me abraçando. "usar esse relógio será um martírio." – me separei para olhá-lo assustada e ele abaixou a cabeça. "quando estivermos separados verei os minutos como horas, só esperando para voltar a estar ao seu lado." – sorri.

Peguei as bochechas dele entre minhas mãos e o atrai para beijá-lo. Ele grudou em minha cintura e eu enrolei minhas mãos no seu pescoço. Nossas línguas se roçavam de maneira deliciosa e seu sabor embriagava cada terminal do meu corpo.

- "Pois acho que teremos que nos separar quando você for para o mundial." – ia estar triste esses dias, mas ainda faltava bastante para isso.

- "E só pensarei em ganhar para voltar a seu lado." – contestou com um sorriso meio de lado.

- "Se perder voltaria mais rápido." – murmurei.

- "Quer que eu perca?" – me perguntou.

- "Não." – gritei. "quero que ganhe essa copa." – Finn sorriu e voltou a me beijar.

Quinn foi minha professora esses dias, comecei a ver as partidas de futebol, para que aprendesse as jogadas e nomes dos jogadores. Durante a eliminatória europeia os meninos avançaram sem problemas e nós não faltávamos a nenhuma partida, apoiando eles a plenos pulmões.

Nossas vidas haviam mudado muito desde que chegamos aqui. Sam e Santana são namorados oficialmente e se veem muito felizes juntos. Britt continua vivendo com Artie e Quinn está grávida. Não sei como aconteceu. Bom, sim eu sei como, mas o que não sei é em que momento deixou de tomar os anticoncepcionais sem que soubéssemos. Depois que terminar o mundial ela se mudará com Noah e meu Finny terá que ir morar com sua mãe. O telefone de casa tocou e eu corri para atender.

- "Boa tarde!" – cumprimentou uma mulher. "A senhora é a Rachel Berry?" – perguntou.

- "Sim, sou eu." – contestei. "em que posso ajudar?" – questionei nervosa.

- "Como está? Sou Holly Holliday, representante da Adidas." – disse rapidamente. "sei que você é a namorada do goleiro da Espanha, Finn Hudson." – assegurou.

- "Isso mesmo." – lhe disse.

- "Queríamos contar com você para uma sessão de fotos." – propôs. "o lucro será doado para uma fundação de ajuda contra o câncer. Aceitaria participar?" – perguntou e eu aceitei.

Uma hora depois chegaram as meninas e contei a elas sobre as fotos da próxima semana.

- "Entendo que não ligaram para Quinn." – disse Santana olhando a barriguinha da loira. "mas por que não me ligaram?" – se queixou. Quinn revirou os olhos.

- "Que eu saiba não tem a ver com você, mas com seu namorado." – lhe explicou Quinn. "chamaram as esposas ou namoradas dos jogadores mais famosos." – Santy cruzou os braços.

- "Arggggh... Que decepção com Sam." – todas começaram a rir.

- "Ao princípio me assustei." – confessei a elas. "achei que seria como quando me ligaram para dizer que andavam indagando sobre meu passado." – suspirei.

- "Sim, mas dessa vez foram repórteres averiguando a misteriosa garota que saiu com Finn." – eu concordei lentamente.

Uma semana depois cheguei ao lugar que me convidou Holly. Ali estava a namorada de Mesut Ozil, a esposa de Kaká e outras 5 garotas mais. A cada uma colocaram as camisas da seleção de nossos parceiros e como Holly nos pediu, cada uma trouxe um objeto apreciado por nossos namorados.

Quando contei a Finn, não cabia de felicidade. Primeiro por que aceitei e segundo porque queria que trouxesse seu relógio. O usei durante a sessão e depois Holly nos comunicou que essas fotos seriam expostas em painéis perto dos estádios no Brasil.


OBS. 1: História original escrita por IRINA MONTEITH na fanfic EL JUEGO DEL AMOR ( s/6979169/1/El_Juego_del_Amor)

OBS. 2: Minha nova tradução FINCHEL se chama NOVAS DIREÇÕES. Quem quiser conferir é só ir na minha página ou então nesse link ( www. fanfiction s/ 8180393/ 1/ Novas_Direcoes) » retirem os espaços ok?

OBS. 3: Já que está acabando, que tal me deixarem review ;) (Quem não chora não mama!)