Avisos:

Não liguem aos graus de parentesco para lerem esta fanfiction.

Tanto as personagens de Card Captor Sakura bem como a história não me pertencem... mas som pertencem respectivamente a CLAM ... e a Marion Mckenna..

Espero que gostem desta história bem como eu gostei, por isso resolvi posta-la.

Resumo

Quando Sakura Kinomoto regressou a Tomoeda depois da morte da sua mãe, pensou que o passado estava definitivamente enterrado. Que ninguém recordaria já o escândalo depois do qual se vira obrigada a abandonar a aldeia sete anos antes. Que nunca lhe chamariam como antes, " a amante do cigano ". Mas Sakura enganava-se. Alguém tinha esperado por ela dia após dia, mês após mês, ano após ano, ansioso por vingança. Alguém que a havia amado loucamente e que se sentia morrer quando ela rompera o pacto de amor eterno que, na juventude, ambos haviam selado ao luar…

Ninha Souma: pois é a nossa Saki tem que aguentar um Li sem noção porque o ama neh e quer ajudar o pai... se não fosse por isso .. conserteza já teria saido de lá e não só por ele também plas outras duas cobras... bah ... não gosto de meilyng e muito menos da mãe vai ver o quanto ela é má neste capitulo ...beijinhos e continue acompanhando ehehehe

Princesa Sakura: esta história é da autoria de Marion Mckenna e o nome é obvio né... mas é dificil de encontrares na net.. eu tive mesmo de copiar o livro no word (que trabalheira lol) ... é claro que o Shaoran vai-se arrepender mas você vai ver... e ele precisa de deixar de ser orgolhoso também com a irmã... não queria um irmão assim...

Josechaan: ainda bem que estás adorando lol continue acompanhando...

muito obrigado aqueles que lêm e não deixam reviews.

Capitulo 10

Chovia torrencialmente e todas as mulheres da casa dormiam. Todas menos Sakura, que esperava a chegada de Shaoran, oculta atrás das cortinas do seu quarto, com o olhar fixo no lugar onde ele costumava estacionar o Mercedes vermelho, nunca antes das quatro da manhã.

O seu quarto ficava num ponto estratégico da casa, pois dali podia observar-se perfeitamente quem entrava e saia, e também saber em que quartos superiores se apagavam as luzes.

Nesse dia, Shaoran tinha chegado mais cedo do que o costume. Provavelmente tivera pouco trabalho.

Sakura viu-o sair do pequeno parque de estacionamento, empapado em água e sem guarda-chuva. Preparava-se para correr as cortinas e ir dormir quando reparou que estava a acontecer algo fora do vulgar.

O homem ia subindo as escadas que davam para a mansão quando uma sombra, até ao momento escondida entre as árvores, se interpôs no seu caminho e falou com ele.

A jovem governanta esteve prestes a soltar um grito, mas teve o bom senso de se conter. Pela estatura física a sombra pertencia a uma mulher completamente vestida de preto.

A mulher tentava conversar com Shaoran. Mas o homem, deduziu Sakura, não quis escuta-la, uma vez que a empurrou violentamente, fazendo com que ela caísse de costas no chão.

Da janela era impossível escutar o que diziam. Então Sakura abriu a janela e espreitou com cuidado. O que ouviu despedaçou-lhe o coração.

-Nunca deverias ter vindo a minha casa. Tu já não tens família.

-Shaoran, pelo menino… - Suplicava ela.

-Quero lá saber do teu bastardo.

-Tem o teu sangue…

-E suponho que também o meu apelido.

-Supões mal. Spencer reconheceu-o.

-Reconheceu-o e pôs-se a andar ao mesmo tempo.

-Transferiram-no. A princípio escreveu-me. Depois mudou-se e perdi o seu paradeiro.

-Fugiu de ti, queres dizer. Mas não me interessa.

-Mas digo-te que vou presa, não tenho com quem deixar o menino.

-Deixa-o num orfanato. Esse é o sitio para onde vão as crianças que não têm família.

-Como podes ser tão cruel?

E ao pronunciar estas palavras o lenço escuro que tapava a casa da mulher caiu.

Sakura reconheceu Tomoyo, a sua amiga.

-Devia matar-te – Acrescentou Shaoran.

-Pois então mata-me. Se tenho de ir para a prisão e o meu filho vai ficar em mãos estranhas, prefiro estar morta do que sofrer tamanha dor.

-Tens muitos irmãos. Vai tentar a sorte com outro.

-Tu sempre foste o melhor.

-Mas mudei, Tomoyo.

-Por causa dela?

-Que diabo me importa ela? Vive aqui, aqui mesmo. Agora é minha empregada e sinto por essa desgraçada tanto afecto como pelo seu cão.

-Dizes que Sakura vive aqui?

-Não te atrevas a procura-la porque farei com ela o que devia ter feito quando regressou.

-Seria perfeito. Um crime duplo. Matas a tua irmã e a tua ex-amante. Assim, a tua honra fica lavada.

-Ouve-me – Gritou ele, furioso, abanando-a. – Para mim as duas estão mortas há muito tempo, é como se estivesse a falar com um cadáver e se não desapareces imediatamente da minha casa direi ao segurança que dispare contra uma intrusa.

-Então vou-me embora, mas o que se passar com Peter vai pesar-te na consciência.

-Olhos que não vêem…

-Julguei que eras bom.

-Pois não sou – foram as últimas palavras de Shaoran.

A mulher, empapada em água, sentou-se num degrau e começou a chorar. Do seu quarto Sakura conseguia ouvir os gemidos. Então, sem pensar, abriu a janela toda e saltou para o jardim. Estava em camisa de dormir e descalça. Aproximou-se silenciosamente da sua amiga.

-Tomoyo. Aqui estou.

Tomoyo levantou a cabeça e cravou os seus olhos no rosto meigo de Sakura.

-Ele disse que estavas aqui mas pensei que mentia.

-Pois vês que é verdade.

-E que fazes?

-Depois te conto. Vem comigo antes que nos descubram.

E Sakura conduziu Tomoyo até á janela do seu quarto. Ajudou-a a tomar balanço paras trepar e, passados minutos, já ambas estavam a salvo.

No entanto, ao correr a cortina, Sakuta reparou que no quarto da tia Tomoyo havia luz.

"Está a espiar-nos", pensou.

Chegou então o momento de abraçar a sua amiga e de chorar as magoas que tinham atingido ambas durante aqueles sete anos de separação.

-Que te aconteceu? Porque dizes que vais presa? – Perguntou Sakura.

-Descobriram-me no hospital a tratar uma criança com um emplastro de ervas. Havia algum tempo que eu usava os meus próprios medicamentos quando um caso se tornava difícil e muito gente sabia mas… não o director. O miúdo curou-se mas começaram a investigar e convenceram a família do rapaz a apresentar queixa e eu, ao saber que me tinham acusado de negligencia médica, fugi com o Peter.

-Eu sabia que tinhas tido um filho. Onde está ele?

-Em casa de uns antigos vizinhos. Eu sabia que a Mary trataria dele durante algumas horas e que seria discreta. Mas se a cunhada dela souber, amanha toda a gente sabe que estou aqui e a Policia virá buscar-me. Estou desesperada, Sak. Que será do meu menino se eu for presa? Quem cuidará dele?

-Eu cuido, querida – Prometeu Sakura. – Mas talvez tenhamos uma ideia melhor para nao ficarem separados. Queres ir busca-lo agora?

-Estás louca? Se o Shaoran nos descobre até pode matar-nos. Conheço bem o meu irmão e seu quando fala a sério.

-É verdade que com uma criança será difícil, se bem que…

No rosto de Sakura viu-se um sorriso, expressão que Tomoyo sabia interpretar perfeitamente.

-Em que estás a pensar? Diz-me.

-Ouve, a quinta do teu irmão é muito grande e tem alguns sítios secretos que talvez nem ele mesmo conheça. Perto do rio, a quinze metros do caminho, existe uma pequena cabana que deve ter sido usada em tempos por pescadores. Pode ser que alguém a utiliza no Verão, mas com este tempo duvide que haja alguém que se aventure até lá.

-Sei o que estás a imaginar.

-Melhor. Iremos agora mesmo investigar.

-Com esta chuva?

-É mais seguro. Talvez amanha o Shaoran venha revistar o meu quarto. Levaremos o mínimo de coisas, roupas e fósforos. Tu ficas escondida e eu mando um amigo buscar o menino. Se tudo correr bem, amanhã ao meio-dia mostrarás ao Peter o novo lar.

-Acho que estás maluca, mas não tenho alternativa.

-Vai correr tudo bem. Confia em mim.

-Sempre confiei.

E então Sakura desatou a chorar como uma criança nos braços da amiga, enquanto repetia uma e outra vez:

-Obrigada pelo que disseste. És a única pessoa que não me condenou.

Eriol Hiiraguisawa portara-se como um verdadeiro amigo. Numa secreta conversa telefónica Sakura contara-lhe o sucedido e o rapaz, largando as suas obrigações, levara a criança até á cabana do rio, deixando-a a salvo nos braços da sua angustiada mãe.

Também tivera o bom senso de carregar o carro com lenha, velas, leite em pó, cereais, frutos e outros artigos de primeira necessidade de que a fugitiva necessitaria enquanto ali estivesse.

Tomoyo ficara impressionada com a gentileza daquele cavalheiro a quem recordava como um rapaz obeso. O tempo tinha sido generoso com ele, tanto como havia sido cruel com ela. Teria ficado surpreendida se soubesse que Eriol a tinha considerado adorável.

Para aquele homem não havia nada de mais belo do que aquela mulher vestida de negro e com os olhos doces, que embalava o filho.

Claro que dissimulou muito bem o seu entusiasmo masculino, pois sabia que aquela mulher não estava em condições de ouvir piropos.

Nem com Sakura falou Eriol do seu segredo, embora a jovem se tenha apercebido do que estava a acontecer com o seu amigo.

Diariamente à meia-noite ambos se encontravam, nas imediações da mansão Li para visitar Tomoyo, que estava muito só.

Para Sakura esses encontros diários foram-se convertendo num agradável hábito, pois podia ver o pequeno Peter, a quem já amava como se fosse seu e divertir-se uma ou duas horas com a amena conversa de Eriol, percebia que esses momentos eram vitais para Tomoyo, que estava mortalmente destroçada.

-Porque não aproveitas a tua estadia aqui e escreves um livro sobre medicina cigana? – Propôs Sakura consciente de como seria importante para Tomoyo ter um objectivo a cumprir.

-Excelente ideia – entusiasmou-se Eriol. – Vou trazer-te uma máquina de escrever, folhas, tudo o que precises. Tenho um amigo editor em Nova Iorque que poderá interessar-se pelo material.

A principio, Tomoyo tinha resistido mas no fim fora a elaboração daquele livro que a salvara.

Escreve-lo e ocupar-se de Peter tomava todo o seu tempo e as semanas foram passando.

Mas quis a maldade da velha Tomo que essa paz acabasse abruptamente, pois a cigana descobriu que todas as noites Sakura se ausentava de casa, e, desejosa de, acabar com a rival da sua filha de uma vez por todas, correu a contar ao seu futuro genro, sugerindo-lhe que a jovem tinham um amante.