— Vou fazer você gritar de prazer — murmurou ele contra os lábios de Bella.
Caso se detivessem ali por mais tempo, ele, que sempre se orgulhara de seu autocontrole, não seria mais capaz de andar. Pegou-a pela mão de novo e a conduziu pela escada.
Assim que chegaram ao porão, Saint a pressionou contra a parede de pedra, tomando-lhe os lábios em um beijo ardente. Por fim, estavam sozinhos, sem ninguém para interrompe-los pelo menos por uma hora, ate que as crianças começassem a fazer
os preparativos para o almoço.
— Isabella... — Ele gemeu, beijando-a no pescoço.
—Sinto muito, Saint — ela murmurou.
— Sente pelo que?
— É para o seu próprio bem.
— O que...
Passos soaram atrás dele, e Saint sentiu algo atingi-lo na nuca. Conseguiu praguejar antes de cair desmaiado.
Isabella viu o Duque cair aos seus pés.
Não conseguia se mover, nem falar, nem pensar em nada.
Não podiam mudar os planos agora. No entanto, o calor que Saint provocara em seu corpo tinha despertado algo em seu intimo, e ela quase desejou que estivessem sozinhos no porão e que ele cumprisse a promessa de fazê-la gritar de prazer.
Randall abaixou o pedaço de pau.
— Venho esperando por isso ha um ano.
Livrando-se de seu nervosismo, excitação e estupor, Bella caiu de joelhos.
— Ele ainda esta respirando — constatou, aliviada.
— Pena que ainda respire — Randall disse. — Vamos prende-lo na masmorra antes que Nelly venha aqui embaixo pegar macas.
— Nelly? — Bella repetiu, afastando os cabelos da testa de Saint enquanto meia dúzia de crianças se materializava a sua volta. Um fio de sangue escorria atrás de sua orelha. Ele parecia tão... inocente, com o rosto relaxado e sem a expressão cínica no rosto. Inocente e bonito. O homem mais bonito que ela já vira.
— Uma das ajudantes da cozinheira. Vamos, garotos. Levantem-no para não deixarmos marcas no chão.
Randall parecia saber bastante sobre sequestros. Bella ficou em pé, enquanto seis garotos mais velhos agarravam pernas, braços e a cintura de Manse, erguendo-o do chão.
— Cuidado com ele — Bella recomendou, erguendo a vela para guia-los ate a porta estreita e meio escondida.
— A senhorita diz isso agora — Matthew grunhiu. — Imagine o que ele estaria fazendo com a gente se estivesse acordado!
Isabella estremeceu. Saint ficaria furioso. De acordo com boatos, ele matara pessoas em duelos em nome de sua honra; o que estavam fazendo com certeza era mais grave do que isso.
Eles tinham colocado uma cama e um colchão decente e cobertas limpas em um canto do aposento. Tinham também retirado às aranhas e teias e arranjado dois lampiões.
Os meninos jogaram Manse sobre a cama com menos cuidado do que ela gostaria.
O duque praguejou por entre os dentes.
— Credo! Vamos colocar as correntes! — Adam Hensol exclamou, dando, um passo para trás.
— Esperem! Não o machuquem.
— Tarde demais, Srta. Bella. Ele vai mandar todos nos para a cadeia ou nos enviar para a Austrália.
— Ou vai nos enforcar — Randall acrescentou, pronto para colocar as algemas.
— Pelo menos vocês tem a chave disso? — perguntou ela.
— Temos. E a da porta.
— Por favor, me deem as duas. Matthew obedientemente as entregou a Bella, que as colocou no bolso, sentando-se no banquinho. Deus! O que ela estava fazendo? Raptar um duque era mais que insano. Por outro lado, sem o seu envolvimento, Randall e os outros meninos poderiam ter escolhido uma solução mais permanente e mortal para o problema com Manse. Estando em posse das chaves, ela ao menos o protegeria um pouco.
— Ele esta acordando — Adam anunciou.
— Muito bem, todos para fora. Não quero que ele saiba quem o atacou. E fechem as portas, mas deixem uma vela na escada. Não façam nem digam nada fora do habitual.
Randall riu.
— Vamos acabar tornando a senhorita uma criminosa.
Ela parecia não precisar de ajuda alguma nisso.
— Vão, depressa!
Segundos depois que eles tinham fechado a porta, Saint despertou. Com um grunhido baixo, começou a se mexer.
— Você esta bem? — perguntou Bella. A voz tremia quase tanto quanto suas mãos.
— Que diabos aconteceu? — Ele colocou a mão na testa e, ao retira-la, viu-a cheia de sangue.
— É uma longa historia. Precisa de assistência medica? — Eles não poderiam chamar um medico, e claro, a não ser que o ferimento fosse grave demais. Se pressionada, ela provavelmente conseguiria costurar o corte.
— Não. Preciso de uma pistola. Quem me atacou? — Devagar, ele se ergueu. Olhou ao redor antes de se voltar para ela.
— Não posso lhe dizer isso. Saint...
— Onde estamos? Você esta machucada?
—- Eu estou bem. Preciso...
Apoiando uma das mãos na parede, Saint se levantou.
— Não se preocupe, Isabella. Vou tirar nos dois daqui.
Oh, Deus! Agora ele queria ser um cavalheiro.
— Saint, você não entendeu. Eu não sou uma prisioneira. Você é o prisioneiro.
Ela o observou vagarosamente absorver o que dissera. Então, ele tentou agarra-la, mas a corrente tirou seu equilíbrio, e ele caiu de joelhos.
— Pare com isso! Vai acabar se machucando! — Bella se afastou rapidamente. O vestido estava arruinado, mas se Saint conseguisse colocar as mãos nela, suas roupas seriam a menor de suas preocupações.
As chaves caíram de seu bolso com um ruído. Bella notou que Saint tentava pega-las, mas a corrente era curta demais.
— Dê-me essas malditas chaves!
Bella compreendeu que aquele era o Manse que todos temiam, o homem sem civilidade. E ela conseguira despertar nele o dragão.
— Acalme-se — ela ordenou, afastando-se ainda mais, apesar de ele não ter como alcança-la.
Os olhos de Saint brilhavam com fúria.
— Acalmar-me? Estou acorrentado a uma parede, Deus sabe onde, e...
— Estamos no porão do orfanato — ela o interrompeu. — A velha masmorra, suponho. — Ela colocou as chaves no bolso.
— Por que fui acorrentado a uma parede no porão deste maldito orfanato, Isabella? — ele perguntou, em um grunhido baixo e perigoso. — E quem me atingiu?
Ele obviamente não estava sendo capaz de raciocinar direito naquele momento.
— Acho que deve se acalmar um pouco, Saint — ela sugeriu, desejando que a voz parasse de tremer. — Vou buscar água e um pano para fazermos uma atadura em sua cabeça.
Ele tentou ir ate onde a corrente permitia.
— Não vai me deixar aqui! Diabos, Bella, isso é ridículo! Dê-me aquelas chaves. Agora!
— Não posso fazer isso. E não vou deixa-lo. Voltarei em poucos minutos.
Ele a encarou de forma assustadora.
— Se não me der às chaves agora, e melhor esperar que eu nunca saia daqui. Porque a primeira pessoa de quem irei atrás será você.
Bella engoliu em seco.
— Se quiser sair daqui, e melhor não dizer tais coisas. — Ela saiu e fechou a porta.
Saint ficou parado vendo Isabella fechar a porta. Então, ouviu o som de passos subindo a escada. Uma segunda porta rangeu ao abrir e depois foi fechada, deixando-o no mais profundo silencio.
Ele se levantou, tentando ouvir algum ruído. Nada. A poeira cobria suas roupas.
Havia pó ate dentro de sua boca. Cuspiu no chão, voltou para a cama e se sentou.
Apesar de Isabella não querer envolver os órfãos, sabia que eles tinham participado.
Tinham colocado uma corrente em sua perna, acima do tornozelo. Apertado e enferrujado, o grilhão estava destruindo o couro de suas botas caríssimas.
Experimentou puxar a corrente da parede, mas ela não cedeu. Examinou elo a elo.
Tudo perfeito e solido, como se tivesse sido instalado na semana anterior, e não um século atrás.
Tentou se ajeitar da melhor maneira possível na cama, cruzando as pernas.
Começou a verificar o que tinha nos bolsos. Algum dinheiro, um lenço, o relógio e um botão, que talvez fosse de um vestido de Tanya.
Passou os dedos na testa ferida. Fora um completo idiota! Por que acreditara que Bella queria mesmo se deitar com ele? Porque quisera acreditar, era a resposta. Ele a subestimara.
— Maldição — grunhiu. Sacudiu com raiva a corrente, conseguindo com isso apenas um corte no dedo.
Qualquer que fosse a lição que Isabella pretendia ensinar-lhe, seria perda de tempo.
Nenhuma garota o superaria. Precisava descobrir um modo de sair dali. E a vingança, no que se referia a Bella, seria doce e levaria muito, muito tempo.
Se não fosse pelo relógio de bolso, ele acharia que mais de trinta e sete minutos tinham se passado antes que a porta do topo da escada de oito degraus rangesse ao ser aberta de novo. Levantou-se e se encostou a parede. A chave girou na porta. Talvez Isabella se esquecesse de qual era o tamanho da corrente e se colocasse em uma posição favorável a ele.
— Saint? — ela chamou em voz baixa.
Ele não respondeu, avaliando a distancia entre o fim de seu alcance e a porta.
Quem tinha construído a masmorra quisera se assegurar de que ninguém sairia dali, a não ser que fosse devidamente libertado.
— Estou feliz que tenha se acalmado um pouco — ela se aventurou, com o rosto ruborizado e a expressão nervosa. Tentara tirar a poeira de seu vestido e arrumar o cabelo, sem muito sucesso. — Vai me escutar agora?
— Vou adorar ouvir como levar uma paulada na cabeça e ser raptado foi para o meu próprio bem.
— Lady Denali me disse um dia que você era tão mau que não precisava ser bom.
Tanya era mais inteligente do que ele julgara.
— E você não concorda, é isso?
— Não concordo. — Ela saiu brevemente e voltou com uma bandeja. — Água e um pano, como prometi.
Saint continuou observando, curioso para saber como ela pretendia entregar-lhe aquilo sem invadir sua área de alcance. Preparou-se para se mover caso ela cometesse um erro.
Isabella colocou a bandeja no chão. Voltou a sair e retornou com uma vassoura, usando-a para empurrar a bandeja ate ele.
— Por acaso, já fez isso antes? — ele perguntou.
— Claro que não.
— Quando eu disse que pretendia ser o seu primeiro homem, não era isso o que eu tinha em mente.
Bella ruborizou. Olhou para fora, sussurrou algo para alguém e então fechou a porta.
— Entendo que esteja bravo — ela disse, sentando-se no banquinho. — Você esta ferido, e alguém lhe tirou a liberdade, tudo contra a sua vontade.
— Não alguém — ele a corrigiu. — Você.
— Bem, alguém tinha de fazer isso. Saint franziu a testa.
— Prossiga com esse seu discurso, Isabella.
— Muito bem. Eu tirei a sua liberdade antes que você pudesse tirar algo de mim.
— A sua virgindade? — ele indagou com cinismo. — Você a ofereceu a mim.
— Não fiz isso. Foi apenas um artifício. Você estava tentando me afastar das crianças e acabar com a minha chance de fazer algo útil na vida, de fazer alguma diferença. Você é igualzinho aos outros homens em minha vida.
— Não sou.
— É sim. Jacob me manda conversar com velhos horríveis que me acham charmosa. Ele não se importa que eu seja obrigada a mentir para eles, fazendo-os pensar que os acho muito interessantes, ou então me obriga a ir a estúpidos chás chamados de políticos, e isso me deixa nervosa. E você... você é pior. Deixou-me vir ao orfanato porque imaginou que logo estaria erguendo as minhas saias. E bonito, excitante e... muito atraente, mas tenho uma mente própria, sabia? Não me conhece, e tampouco conhece essas crianças que dependem de você para viver. Acha isso tudo apenas uma inconveniência.
O anjo certamente tinha uma cabeça pensante. Ele nunca imaginara, mas naquele momento não estava muito feliz com isso.
— Terminou?
— Ainda não. Agora, você tem todo o tempo do mundo. E alguém vai julgar se pode ou não voltar a sociedade. — Bella se levantou. — E pense nisso, lorde Manse. Se jamais reaparecer, alguém sentira sua falta? Alguém ama você para se importa? Acho que sabemos bem a resposta.
Um arrepio percorreu a espinha de Saint.
Ela tinha razão.
Ninguém se importaria.
— Isabella, pense no que esta fazendo — ele disse, começando a perceber em que buraco se enfiara. — Se não me libertar agora, acha que será capaz de fazer isso algum dia?
Ela parou, com a mão na maçaneta.
—- Espero que sim. Você e muito inteligente. Acho que pode vir a ser um bom homem. Já e tempo de aprender alguma coisa.E Edward eu não vou desistir. Vou fazer você duvida de tudo que acha certo. Acredite no que eu estou lhe dizendo. Eu vou mudar você. Isabella saiu e naquele momento o Duque sentiu o medo se espalhar pelo corpo dele. Pois ele sabia que ela era a única mulher que seria capaz de fazer aquilo.
Bella fechou e trancou a porta, e então se encostou a ela para não cair. Jamais falara assim em toda a sua vida, e se sentia bem por finalmente dizer o que pensava.
Por outro lado, a situação a aterrorizava; nunca poderia permitir que o Duque fosse ferido, nem que punisse as crianças.
O encontro transcorrera melhor do que ela tinha esperado, considerando que não pensara no que falaria antes de ver-se diante dele. Eventualmente Saint poderia ate entender e apreciar suas tentativas de transforma-lo em um verdadeiro cavalheiro. Porem tinha suas duvidas. Um rapto não fazia parte das lições em que ela, Alice e Rosalie tinham pensado, mas ela faria de tudo para ele mudar. Ele tinha que mudar.
Oh Deus o que eu fiz!
No andar de cima, ela deu outra aula de dança para as crianças antes de instruir os mais velhos, no momento em que todos eram chamados para o almoço.
— Vamos ter de alimentar o Duque? — Molly perguntou.
— Claro que sim. E sejam delicados com ele. O Duque não gosta de estar na masmorra, e nos devemos mostrar a ele como se importar com as pessoas.
— E se isso não der certo? — indagou Randall.
— Vai dar. — Bella procurou demonstrar uma confiança que não sentia. O plano não daria certo a não ser que Manse interagisse com os órfãos. — Ele provavelmente vai estar bravo no começo. Temos-nos de lhe mostrar modos melhores. Apenas se lembrem de como e importante o que estamos fazendo. Ninguém pode ir vê-lo sozinho. E eu ficarei com a chave da corrente. Se ele souber que vocês não a tem, não haverá razão para tentar tira-la com suas artimanhas.
— Parece que ha um modo mais fácil de lidar com isso. —- Randall tirou uma pequena faca do bolso.
— Não. Ter lorde Manse como um aliado e muito melhor do que tê-lo... morto. Prometam-me que nenhum de vocês ira machuca-lo.
— Quer uma promessa? De nos?
— Sim, quero. E espero que mantenham sua palavra. Randall enfiou a faca na coluna de madeira da cama.
— Esta bem. Prometemos.
O restante das crianças também prometeu, e por fim Bella conseguiu respirar de novo. Eles tinham lições para aprender, assim como Saint tinha as dele. E, por alguma razão, parecia que ela fora escolhida para essa tarefa. — Verei vocês amanha bem cedo. Boa sorte.
Quando Isabella chegou a casa de Alice, estava apenas vinte minutos atrasada.
Porem, não conseguia se livrar da sensação de que mais tempo se passara e de que alguém descobriria, somente olhando para ela, que raptara Manse e o estava mantendo prisioneiro no porão do orfanato.
—Bella, estávamos começando a nos preocupar com a sua demora! —Alice exclamou.
Ela forçou uma risada e foi ate o sofá dar um beijo no rosto de Rosalie. — Não estou tão atrasada.
— Não, mas normalmente é bastante pontual.
— Eu estava brincando com as crianças.
— E o seu vestido? Bella baixou o olhar. Tentara limpar o pó, que ainda permanecia em parte da saia e caia agora sobre o tapete.
— Oh, Deus! Suponho que deva brincar com menos entusiasmo da próxima vez.
— E seu cabelo? — Rosalie tocou nos fios que estavam fora do coque.
Droga.
— Algumas das meninas e eu brincamos de arrumar nossos cabelos. Esta assim tão desarrumado?
Alice riu.
— Mandarei Helena pentea-los antes de você sair. Elas conversaram sobre os acontecimentos da semana, como sempre faziam. Aos poucos, Bella começou a relaxar, apesar de não conseguir afastar a visão de Saint acorrentado e sozinho em uma
masmorra enquanto ela comia bolo, tomava chá e ria com as amigas.
— Como vai sua outra aula? — Alice perguntou.
— Que outra aula?
— Você sabe, Manse. Ou decidiu levar em conta o nosso conselho e escolher um aluno mais razoável?
— Não vi o Duque hoje — Bella mentiu. — E, devo confessar, ele e um desafio maior do que eu esperava.
— Então vai esquecer o Duque? — Rosalie pegou sua mão. — Não e que duvidemos de você, Bella. E que ele e tão...
— Horrível — Alice completou. — E perigoso.
— Pensei que a ideia era escolhermos alguém horrível — Isabella observou. — Você nos contou como Emmett era o pior homem de toda a Inglaterra, Rosalie. Pensei que tivesse sido essa a razão por tê-lo escolhido.
— Eu sei. — Ela sorriu meio sem jeito. — Eu tinha razoes pessoais para querer lhe ensinar uma lição. Vocês sabem disso. Mas você não tem essa ligação com Manse.
Ela tinha agora.
— Em todo caso — disse Bella—, estou determinada a ensina-lo a ser um cavalheiro. Pensem quantas damas virtuosas eu estarei salvando.
— Apenas se proteja — aconselhou Alice. — Seja cuidadosa. Prometa-nos isso.
— Prometo — Isabella disse, começando a concluir que Saint tinha mais influencia sobre ela do que o contrario. Ela nunca fora capaz de mentir tão bem. — Terei cuidado.
— Muito bem. — Alice riu antes de falar. — Porem, acho que a única maneira do duque prestar atenção nas suas aulas e se você estiver despida. Para mim ele é um caso perdido.
— Acho que em tem razão Alice. Ele só notaria algo assim. Não sei o que seria mais improvável a Bella tirando as roupas na frente do duque ou ele virar um homem bom— Rosalie murmurou rindo.
Bella sentiu o rosto ficar todo vermelho com o comentário.
— Meninas! Eeeu nnuncaa fariaaa issoo e..
— Nos sabemos Bella. — Interrompeu Rosalie — Você é pura e muito inocente para fazer algo assim. Você é nossa doce Bella. Desculpe por falar de assuntos tão indecorosos com você.
— Rosalie estar certa, Bells. Entre a gente você sempre foi a mais inocente e doce. Você nuca faria isso. Desculpe se deixamos você sem graça com tal assunto. — Alice esticou a mão para pegar a sua. — Sabemos que você é muito delicada.
Bella olhou para as amigas chocadas.
Por Deus, se elas soubessem dos beijos que ela e o duque trocaram não falariam isso.
Mas o comentário das amigas a incomodou, ela não era tão inocente feito elas pensavam. Claro que ela não ia tirar a roupa na frente do Duque, mas não era algo assim tão absurdo.
Hoje mesmo quase que aconteceu e não só ela estaria nua se tivesse continuado.
Ela não era uma puritana e ele definitivamente ia prestar muita atenção no que ela ia falar caso ela tirasse as roupas. Não que fosse fazer isso. Não por ser puritana, se fosse ela não teria o seduzido para que conseguisse sequestra ele, não o teria beijado.
O calor se espalhou pelo corpo dela ao pensar nos beijos na voz dele, no cheiro e...
—Bom vamos esquecer esse comentário absurdo e se você quer tentar vamos estar do seu lado — a voz de Alice a trousse a realidade. — E se precisa de uma distração hoje, dançarei com seu irmão.
— Hoje?
— O baile dos Sweeney, querida. Ate Manse foi convidado, pelo que ouvi dizer.
Bella sentiu um frio no estomago.
Ela pretendera passar no orfanato antes do baile para verificar se Edward estava bem, mas quando voltou para casa e se trocou, Jacob estava caminhando de um lado para o outro no vestíbulo.
— Céus! Você esta querendo que sejamos os primeiros chegar? — ela indagou.
— Isso mesmo — retrucou ele, pegando o braço da mãe e a ajudando a descer a escada. — Faz uma semana que estou tentando conversar com lorde Sweeney. Ele passou um bom tempo na índia, também. Não vejo uma chance melhor para recruta-lo.
Ele ate pode me conseguir uma audiência com Wellington.
— E o que mamãe e eu devemos fazer enquanto você estiver recrutando?
Jacob a olhou como se ela fosse uma boneca de porcelana que subitamente ganhara a capacidade de falar.
— Vocês vão conversar com lady Sweeney, é claro. Por um momento, Bella pensou em contar que tinha um duque arrogante e rude trancado em uma masmorra, e que havia uma corrente sobrando para outro ocupante, em vez disso, sorriu.
— Farei o melhor possível.
Saint não conseguia enxergar os ponteiros do relógio. Achava que eram as primeiras horas da manha, apesar de basear sua conclusão no ronco de fome de seu estomago e na necessidade de fazer a barba.
Tampouco sabia por quanto tempo estivera acordado, mas parecia que durante horas. O pouco sono que conseguira ter fora interrompido por sonhos agitados, nos quais ele se vingava no corpo de Isabella Marie Swan diversas vezes, ate que acordara excitado e dolorido.
—- Idiota — murmurou. Ela planejara seu rapto, e ele ainda continuava desejando-a.
Por algum tempo, pensou no que ela dissera, sobre as consequências caso nunca mais reaparecesse na sociedade. Os criados estavam acostumados aos seus sumiços inexplicáveis por vários dias, e ele acabara de aparecer no Parlamento. Portanto, ninguém sentiria sua ausência durante semanas. Por causa de Isabella, ele se encontrava sem amantes, e assim nenhuma mulher lamentaria sua falta em uma cama fria.
Quanto aos amigos, Saint realmente não tinha mais nenhum. Enquanto os que ele tivera haviam tomado outro rumo e se casado ou morrido por causa dos maus hábitos, ele se afundara cada vez mais na escuridão de Londres. E nem mesmo isso era tão escuro quanto aquela prisão se tornara quando a ultima vela tinha se apagado. Era isso. Ninguém sentiria a sua fala.
Estremeceu.
Não tinha medo de morrer; alias, surpreendia-se por ter vivido tanto tempo. Mas a ideia de ser completamente esquecido o aborrecia. Ninguém choraria sua morte, ninguém se perguntaria o que tinha acontecido.
Ao ouvir a porta ranger, ele se sentou no colchão. Um momento depois, viu uma luz surgir no vão da entrada. Uma chave girou na fechadura e a porta foi aberta. Um instante se passou antes que ele conseguisse visualizar Bella atrás da luz.
— Oh, lamento sobre as velas! — ela exclamou. — Achei...
— Estas acomodações são bem ruins — ele a interrompeu. — Não suponho que tenha trazido café, certo? Ou o jornal?
Saint ouviu a voz de um menino do outro lado da porta, praguejando. Pelo menos ele tinha impressionado alguém.
— Trouxe café — anunciou Bella, colocando a vela em um canto. — E pão com manteiga e uma laranja.
— Pelo menos, não poupou despesas para assegurar meu conforto.
Ela foi ate a porta e pegou a bandeja. Colocou-a no chão a empurrou com a vassoura. Saint estava com fome de mais para reclamar de alguma coisa, e puxou a bandeja para perto dele.
— Não comeu nada ontem à noite? — Bella perguntou, sentando-se no banquinho.
— Alguém abriu a porta e jogou uma batata crua em minha cabeça, se e isso o que quer saber. Decidi guarda-la para mais tarde.
— Oh, lamento muito — ela disse, observando-o comer.
— Isabella, se lamenta mesmo, deixe-me ir. Se não vai fazer isso, então pelo amor de Deus pare de se desculpar.
— Sim, tem razão. Acho que estou apenas tentando dar um bom exemplo.
— Para mim? — Saint parou de falar enquanto mastigava o pão. — Você tem um método estranho de ensinar boas maneiras.
— Pelo menos, eu conto com a sua atenção.
— Já contava com a minha atenção antes.
— Por causa da minha aparência. Mas agora você tem de me ouvir. Então, sobre o que vamos conversar?
— Sobre a sua sentença de prisão? — ele sugeriu. Bella empalideceu.
— Tenho certeza de que chegaremos a algum tipo de acordo — murmurou após um longo momento. — Afinal, eu tenho todo o tempo do mundo para convencê-lo.
— E então, como você passou a noite? — perguntou ele.
— Fui ao baile dos Sweeney. Meu irmão atribui a sua ausência ao aviso dele para que se mantivesse longe de mim.
— Eu devia ter ouvido o conselho.
Bella ficou em silencio. Quando Saint ergueu os olhos e a flagrou observando-o, ela ruborizou e endireitou a saia.
— Quero propor um acordo. Eu lhe trarei uma cadeira, se você ler para algumas das crianças.
Ele poderia recusar, e claro, mas suas costas já estavam doendo por ter passado tanto tempo sentado no cochão duro.
— Uma cadeira confortável — retrucou. — Estofada.
— Em troca de uma cadeira confortável e estofada, você também ensinara as vogais a elas.
— Escrevendo na terra?
— Eu providenciarei uma lousa. E uma cartilha. Tendo terminado de comer, Saint se levantou e empurrou a bandeja com o pé.
— E outra vela.
— De acordo. — Ela se ergueu do banquinho.
— E uma pena que não goste de mim — lamentou, consciente de que algumas crianças estavam esperando por Bella do lado de fora —, porque eu apreciaria ter companhia agora.
Um pequeno sorriso surgiu nos lábios de Bella.
— Verei o que posso fazer a esse respeito. — Ela se virou e foi ate a porta. — Voltarei aqui antes de ir embora. Comporte-se com os pequeninos.
— Não é com eles que você deveria se preocupar. — Ele a fitou intensamente.
Mesmo tendo dito que não gostava dele, Saint sabia que a atraia. E ela não o deixara novamente sozinho no escuro, algo pelo que estava grato. Ainda assim, precisava apenas que ela cometesse um erro. E se Bella achava que ele não se aproveitaria disso, estava redondamente enganada.
— Agora, quem e você? A menininha revirou os olhos.
— Rose. E este é Peter, e aquele é Thomas. E temos de dizer ao senhor que não temos nenhuma chave.
Saint contraiu os lábios. Bella lhe enviara os bebes. Evidentemente decidira que aqueles eram os que tinham a menor probabilidade de ser machucados por ele.
— E não sabem nada sobre a minha cadeira, também.
— A Srta. Bella disse que o senhor tinha primeiro que mostrar boa fé. E então, vai me ensinar a ler?
O mais velho dos dois meninos, Peter, atirou um livro , de historias em sua direção e voltou correndo para um canto ao lado da porta.
Saint pegou o livro e o abriu.
— A Srta. Bella disse que eu deveria ler para vocês?
— Para ganhar uma cadeira — Thomas respondeu.
— E para gostar de nos — acrescentou Peter.
— Ah, para gostar de vocês? — Fazia sentido. Bella estava tentando convencê-lo a não destruir o orfanato fazendo com que ele conhecesse os órfãos. Queria suavizar seu coração; uma pena, já que ele não possuía um.
— Vamos começar?
Saint sentiu-se estranho ali junto das crianças, mas tinha de admitir que era melhor do que ficar sozinho na masmorra.
— Estão gostando? — A voz de Bella soou da porta. — O Duque e um bom contador de historias? Rose meneou a cabeça, acenando que sim.
— Ele faz com que os pedaços assustadores fiquem ainda mais assustadores.
— Isso não me surpreende. —Isabella entrou na masmorra. — Esta na hora do almoço. Lembrem-se de que devem descer pela escada dos fundos e rodear o dormitório.
— Sim. E não devemos dizer nada sobre ele.
— Isso mesmo.
As crianças saíram correndo.
— Adorável — Saint observou. — Ensinando-os a ser criminosos na infância. Vai poupar o tempo deles mais tarde.
— Estou apenas pedindo que guardem um segredo em beneficio de todas as crianças daqui.
Saint fechou o livro e o colocou de lado.
— Esta apenas retardando o inevitável. Seria capaz de me matar, Isabella Marie?
— Não tenho intenção alguma de machuca-lo.
— Então este orfanato dará lugar a um dos parques do regente.
— Não se você mudar de ideia.
— Não vou mudar. Quem serão os meus próximos alunos?
— Apenas um. Eu. — Bella olhou na direção da porta. — Mas primeiro eu lhe prometi uma cadeira.
Ela se moveu para o lado enquanto Randall e Matthew entravam com uma pesada cadeira estofada, obviamente tirada da sala de reuniões do conselho. Atentos aos seus movimentos, eles colocaram a cadeira ao seu alcance.
— Ai esta bom. Empurrem um pouquinho mais, e ele poderá puxa-la.
— Sim, capitão — Matthew disse, rindo enquanto empurrava a cadeira.
Isabella desejou que os meninos não estivessem se divertindo com a situação, especialmente diante de Saint. A expressão do duque não se alterou, porem, e ele manteve o olhar nos dois rapazes ate que eles deixassem a masmorra, fechando a porta.
— Um dos membros do conselho me alertou que eu tornaria este lugar um covil de bandidos. Parece que você fez o trabalho primeiro.
— A cadeira e propriedade do orfanato. Apenas a mudamos de lugar.
De pé, Saint suspirou.
— Minhas costas doem demais para eu perder tempo discutindo semântica. — Sem aparente esforço, ele endireitou a cadeira e a colocou em um canto ao lado da cama.
Saint parecia cansado, desalinhado e precisando se barbear. Suas belas roupas estavam cobertas de sujeira, e ainda havia manchas em seu rosto. Era estranho, mas ele parecia ainda mais atraente do que antes. O verniz sumira, mas o homem sedutor que havia embaixo permanecia.
— Tentando tramar a próxima tortura? — ele perguntou, afundando na cadeira com um suspiro de alivio.
— Você precisa se barbear — disse ela, sentindo o rosto quente.
— Bem, tudo o que eu tenho para me barbear e meu relógio de bolso, e ele não serve.
— Vou pensar em algo. — Bella sentou-se no pequeno banco. — Acho que esta na hora de eu explicar minha posição aqui.
Ele fechou os olhos.
— Pensei que já tivesse feito isso. Estou aqui porque me coloquei entre você e sua única chance de fazer uma diferença no mundo.
— Rose vive aqui desde os dois anos, assim como Matthew. Molly, desde os três anos e meio. Este e o lar deles.
— Eles podem morar em outro orfanato. Um em que eu não seja o presidente do conselho. Você ate pode ser voluntaria lá, e salvar o mundo.
— Não é esse o ponto. Eles se tornaram irmãos, e você quer separa-los porque acha inconveniente estar aqui.
Os olhos verdes a fitaram.
— "Inconveniente" nem começa a descrever o que sinto, Isabella. Minha mãe e seus pequenos sem-teto. Era ridículo. Ela estava convencida de que eles lhe passariam uma doença horrível. O modo de mostrar coragem e convicção era inspeciona-los uma vez por mês. E quando contraiu sarampo, ela culpou os diabinhos, é claro. Mesmo assim, em seu testamento, eu tinha de cuidar do orfanato. Ela não teve tempo de mudar essa clausula. — Saint riu com amargura. — Os queridinhos a mataram, afinal, e agora ela os impingiu a mim.
O rancor de Saint pelo orfanato era maior do que ela imaginava. Isabella o observou por um longo momento.
— Eles não são diabinhos nem queridinhos, Saint. São apenas crianças, sem ninguém para cuidar deles.
Com dor no tornozelo, graças à pesada corrente, Saint fechou os olhos de novo.
— Eles tem você, Isabella. Porem, você tem vergonha de contar para as pessoas que esta aqui, não é?
— Não tenho vergonha. Isto não combina com as ideias de meu irmão quanto aos meus deveres. Por isso, tenho de manter segredo.
— Você já se perguntou alguma vez que bem fará as crianças ao ensina-las a dançar e a ler? Assim que elas completarem dezoito anos, sairão daqui. As garotas terminarão em algum lugar ruim, esperando por alguém que de a elas uma moeda em troca de levantar-lhes as saias. Não posso pensar em uma única utilidade para essa instrução que você quer lhes dar.
Isabella apertou as mãos, determinada a não deixar que ele percebesse como suas palavras a perturbavam.
— A dança e a leitura são apenas meios para um fim, Saint. Estou aqui para oferecer um pouco de bondade, para mostrar que o mundo inteiro não e povoado por homens arrogantes, egoístas e sem coração como você.
— Bravas palavras enquanto eu estou aqui preso a uma parede, minha querida. Talvez pudesse mostrar alguma bondade e me trazer comida.
Ele comera muito pouco pela manha e devia estar faminto.
— As crianças lhe trarão alguma coisa quando voltarem para a lição da tarde. — Ela se levantou. — Você tem afinal um coração?
— Se eu tiver um, você não vai me convencer disso aqui. — Ele se endireitou. — Se eu ensinar também as consoantes, você me mandaria lápis e papel?
— Claro.
Ela saiu de lá. Sabia que convencê-lo a manter o orfanato seria uma tarefa monumental sob quaisquer condições tê-lo trancado em uma cela tornava a situação ainda mais difícil. Pelo menos, ela ainda tinha uma coisa do seu lado. Tempo. Tempo e paciência.
E, esperava, uma grande dose de sorte.
Quando Isabella voltou à cela no final do dia, Saint não estava cooperativo como antes. Não podia culpa-lo; se tivesse ficado trancada em uma masmorra no escuro a noite inteira, ela estaria à beira da histeria. Providenciou uma vela para que ele não passasse de novo pelo transtorno da noite anterior. Ainda assim, odiava ter de deixa-lo ali. Voltou para casa, repetindo durante o caminho todo que o culpado por aquilo era ele mesmo.
Agora deixa eu agradecer.
Meu amados leitores eu estou amando os comentários, quando eu leio as palavras de vocês fico muito feliz e dar muita espiração para continuar a nossa historia. E por causa disso aqui vai um presente. Vamos dar uma olhada no próximo capitulo.
Espero que gostem!
— Meus cumprimentos à cozinheira — resmungou, tomando um gole de chá. Preferia que estivesse mais doce, mas não reclamaria.
— Obrigada — ela respondeu, sorrindo.
— Ah, foi você quem preparou o sanduíche e o chá?
— Sim.
— Obrigado — disse ele, arriscando um sorriso. Devia estar parecendo um louco fugido de um hospício, estava morrendo de fome, e ela não sairá correndo, apavorada.
Isabella era bem mais corajosa do que tinha imaginado. Quando a viu caminhar ate a porta, levantou-se tão bruscamente que quase derrubou a travessa. — Já vai embora?
— Não. Eu lhe trouxe outro presente. Dois, para ser exata.
— Um deles e, por acaso, uma chave? Ou talvez eles envolvam você se despindo?
Ela ruborizou intensamente.
— Você não se encontra em uma posição que lhe permita dizer tais coisas.
— Estou acorrentado, não castrado. A não ser que seja essa a sua surpresa...
— Primeiro, preciso pedir sua cooperação. Aquilo não parecia promissor. Saint engoliu o ultimo pedaço de sanduiche.
— Minha cooperação em que?
— Preciso que se levante e coloque sua mão direita lá na parede.
Bella parecia nervosa. Saint apenas a fitou. — Agora, por favor.
Ele pensou em possíveis reações, mas acabou dispensando-as como inadequadas.
—Posso não estar em minha melhor forma, mas me permita assegurar-lhe, Isabella, que prefiro comer o meu próprio pé a permitir que você me algeme a essa parede. Ela empalideceu.
— Você não entendeu. E apenas por alguns minutos... enquanto eu faço a sua barba.
Bem. Aquilo era inesperado.
— Com medo de mim, Isabella?
— E apenas precaução — ela retrucou, vencendo a distancia que os separava. Sem o casaco, com as mangas da camisa arregaçadas e a gravata suja, ele de alguma forma parecia ate mais másculo e viril do que antes. Isabella pensou que fazia três dias que não se tocavam. E da ultima vez que isso acontecera, ele a beijara com ardor enquanto começava a afastar seu vestido.
— Seus dedos estão tremendo — ele observou, abaixando a mão esquerda.
—Não precisa tornar isto tão difícil — disse Bella, parando diante dele e segurando-lhe a mão.
— Oh, preciso sim. — Saint abaixara a voz, que não passava de um sussurro. — Sei o que você quer.
—E o que eu quero? — ela perguntou, agora mais ousada por se sentir segura.
— Shhh... — Pressionando os dedos da mão esquerda no queixo de Saint para mante-lo parado, deslizou a afiada lamina por seu rosto. — Isto seria mais fácil se você não fosse tão alto — reclamou, suspirando.
— Use o banquinho — ele sugeriu.
Isabella obedeceu sem hesitar. Apenas quando subiu no banquinho percebeu por que Saint subitamente fora tão prestativo. Encontravam-se agora no mesmo nível, com os rostos muito próximos.
— Eu...
Saint não a deixou falar. Capturou seus lábios em um beijo ardente e ensaboado.
Tudo o que ela precisava fazer era dar um passo para trás e sair de seu alcance.
Saber disso a fazia sentir-se... poderosa, mesmo que o beijo a deixasse sem fôlego, ansiando por coisas que não poderia dizer em voz alta.
Bella correspondeu, enfiando os dedos nos cabelos despenteados de Saint e ousadamente deslizando a língua por entre os dentes dele. Ao ouvi-lo gemer, uma sensação perturbadora percorreu sua espinha e provocou um calor entre suas coxas.
Oh, ele tinha razão! Havia tantas coisas que poderia fazer com ele, em vez de barbea-lo... Beijou-o de novo, com ardor. As algemas em volta dos pulsos dele rangeram quando Saint tentou abraca-la. Ele lhe pertencia, e ela podia fazer o que quisesse com seu prisioneiro.
Queridos leitores, vocês gostaram?
O que foi essa ideia da Alice? 0_0 kkkkkkkk
Tadinha do nosso duque, ele tem coisas no seu passado que deixaram ele bem malvado.
Será que a Bella vai achar o coração dele? Eu acho que sim, e vocês?
E a previa do próximo capitulo? 0_0
O QUE FOI ISSO GENTE?
Quero o Duque para mim com sabão e tudo!
Bem, comentem quero saber se gostaram.
Beijos!
