Olá flores, aqui está mais um capitulo dessa louca relação.

Eu sei, eu sei que estou atrasada, mas é que tive um problema com a minha operadora e acabei ficando sem internet, espero que me entendam.

Boa leitura!


CAPÍTULO NOVE

15 de dezembro

Mal posso conter minha felicidade hoje. Alguém me contenha antes que eu comece a pular.

Alice Cullen vai escrever um livro!

Afinal, queridos fãs, poderemos ler, conforme Alice disse "... minha vida, mas não de verdade".

Isto é ótimo! Os fãs de ficção vão se regozijar pela oportunidade de ler sobre a vida dela, mas não de verdade. Por um bom tempo podemos parar com a prosa tediosa dos mestres e ler o trabalho desta mulher, que é sem dúvida uma brilhante operária das palavras.

Para seu deleite, copiei algumas pérolas: "Vai haver um pouco de aventura e algumas coisas do tipo, vocês sabem, perigo... e talvez um pouco de sexo também."

Acompanhado por uma risadinha infantil e uma sacudida nos cabelos.

Não deixem de comprar! E há mais! Todos vocês que estupidamente se formaram numa instituição de nível superior e/ou perderam tempo e dinheiro estudando para tornarem-se escritores criativos, que se escravizaram apaixonadamente por seus trabalhos brilhantes para encontrar rejeição e mais rejeição ou vendas fracas, regozijem.

O adiantamento que a Srta. Cullen vai receber da editora é de... esperem...

Deus, não posso escrever isso.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS: Através de um acordo exclusivo e absolutamente ficcional, teremos um resumo de seu romance bem aqui, agora, para os curiosos.

Capítulo Um.

Sobre quem sou, com nascimento e tudo o mais.

Nasci em dezenove de junho.

Coisas pessoais, não vão querer saber disso. Então minha mãe me vestiu com um enxoval gracinha.

Eu era tão adorável, sei disso porque tenho fotos para provar.

A colher de prata está bem ali na minha boca, papai a colocou ali para a minha primeira fotografia!

Que está bem nesta página mimosa.

Espere, estou chateada, é trabalho demais, posso fazer compras agora?

Não deixem de ler o segundo capítulo no próximo post. Até lá, caia na real.

Bella pegou uma caixa de cereais na prateleira do mercado. As coisas açucaradas estavam sempre ao nível dos olhos das crianças.

Percebeu a presença de um estranho. Um homem grande, vestindo roupa de couro preta, parou ao seu lado, bem perto, sem se mexer, teve a impressão de que a estava encarando.

Ele era grande demais para ser John Smith, além de seu visual provocar uma tensão negativa, que John não causaria.

Deu um passo para a direita, o homem fez o mesmo.

Estava parado. Silencioso. Encarando-a.

Ela virou de repente e sacudiu a caixa entre eles, olhando diretamente para ele. Surpreendeu-se ao perceber que o rosto não era barbudo, suave e agradável, os olhos claros e inteligentes. O tipo de cara que serviria para vestir roupa de papai-noel.

— Gosta deste aqui? — perguntou para o gigante. Ele negou com a cabeça.

— Doce demais.

Ela sorriu e deu três passos para a direita, ainda segurando a caixa de cereal.

O homem corpulento também deu três passos. Tudo bem, agora estava assustada. Virou-se de novo e deu um passo de volta.

— Está me seguindo? — perguntou de uma vez.

— Sim.

— Por quê?

— É Bella Swan? Ela cerrou os olhos.

— Não — respondeu.

— Certo. — Ele colocou as mãos nos quadris parecendo maior. — O que você tem contra Alice Cullen?

Um fã obsessivo. Bella não tinha tempo para isso. Não apreciava a idéia de ter seu corpo encontrado sem vida caído entre caixas de cereais.

— Nada. Por quê?

— Então por que publica tanto lixo sobre ela em seu blog?

— Que blog? — Por Deus, estava perdida.

Ele chegou mais perto. Bella mal podia se manter de pé, segurando a caixa como se fosse um escudo.

— Não banque a estúpida. Por que é tão insistente em colocá-la para baixo?

Uma mãe com os filhos entrou no corredor, dando coragem a Bella. Não havia um código de honra entre os bandidos? Ele não a mataria na frente deles. Ou mataria?

— Porque ela é tão necessária à nossa felicidade quanto este cereal para fazer as crianças crescerem.

Ele balançou a cabeça, e Bella pensou em como ele era suave apesar do tamanho. Não acreditava que fosse usar seus punhos. Um gigante gentil?

— Ela é apenas uma criança.

— Então deveria deixar as coisas dos adultos para os adultos.

Ele olhou para a caixa de cereal e para ela. Não importava o que Bella dissesse, iria soar como um cara falando que comprava Playboy por causa dos artigos.

— Estou comprando este cereal para escrever uma matéria sobre ele.

— Certo.

— Em como as pessoas estão perdendo o paladar por coisas de qualidade por que a propaganda obriga a comer porcarias.

Ele cerrou os olhos. Tinha entendido a mensagem. Não era burro.

— Alice está se divertindo. Não está ferindo ninguém.

— O que me diz sobre as pessoas que merecem estar no palco ou publicarem um livro por terem talento e por anos de trabalho duro?

A expressão dele suavizou.

— Então é isso? Você conhece alguém assim?

Bingo. Ela encolheu os ombros, sentindo-se exposta por seu próprio entusiasmo. Pensou que ele sabia bastante sobre ela para encontrá-la num mercado. Estremeceu. Provavelmente sabia tudo sobre ela.

— Talvez.

— Olha, eu sei que ela tem muitas oportunidades que as pessoas desejam, mas ela dá duro também. Dinheiro não é tudo. Ela está... — O rosto dele se abrandou-—buscando. Está tentando se encontrar, embora seja uma Cullen. Ela tem que buscar como todos nós. Experimentando coisas, cometendo erros, tentando algo diferente.

— Não deveria fazer isso em público.

Ele sacudiu a cabeça como se Bella fosse estúpida demais para viver, e ela desejou que ele fosse menor.

— Você já atuou em uma peça da escola? Teve que pensar.

— Fiz Anita em West Side Story.

— Sua atuação foi boa?

—Adequada, mas este é o ponto. Teatro de escola é a arena apropriada para este nível de tentativa, mas...

— Esta me dizendo que se um figurão do cinema chegar a você e disser que é fantástica, e que a quer num show na Broadway, você recusará?

— Não, provavelmente, não.

— De alguma forma Alice tem este tipo de perspectiva. — Ele apertou os lábios. — Pense nisso. Ela chora todas as noites por causas das besteiras que você escreve.

Deu as costas e afastou-se dela, parando para pegar uma caixa de cereais.

— Este é o favorito dela. E saiu do corredor.

Bella ficou onde estava por alguns minutos, ignorando olhares alheios, para ter certeza de que o Sr. Roupa de Couro tivera tempo para pagar pelo cereal e sair.

Colocou o cereal de volta na prateleira e saiu da loja, deixando uma moeda na caixinha do Exército da Salvação como sempre fazia.

O ar frio combinava com seu humor. Assim que chegou em casa começou a nevar. Perfeito para combinar com seu humor.

O apartamento parecia frio e sem ar. Não podia tirar da cabeça a imagem de Alice chorando por algo que ela escrevera.

Abriu seu e-mail. Mensagem do editor do Sentinela, de Rose e de um amigo.

Abriu seu e-mail particular, o mesmo que dera a John Smith.

Nada. Já fazia três dias intermináveis desde o encontro no Ritz e nenhuma palavra dele.

Nunca imaginou que sua vida oscilaria entre a satisfação e o desespero de estar sem ele. Mas o que esperava de um amante fantasioso? E-mails a toda hora?

De fato, após o extraordinário último encontro, o bem-estar incrível, a intimidade da conversa e a paixão do sexo, esperava ter notícias dele em breve. Ainda estava reduzida a lista de talvez. Talvez estivesse ocupado? Talvez estivesse fora da cidade? Talvez tivesse perdido seu e-mail?

Talvez quisesse ir embora.

Bem, estaria melhor sem ele e sem as memórias que a estavam levando à loucura, fazendo-a ficar acordada à noite. A dor iria passar. O sentimento não era real, estava baseado em um homem ideal que ele poderia ser.

Ligou a TV, pegou um pacote de batatas e enfiou-se no sofá.

Nada interessante. Novelas, notícias, notícias e mais notícias...

De repente, levantou-se, olhando fixo para a tela. Lá estava a caprichosa Alice Cullen, numa coletiva para a imprensa. Poderia o dia de Bella se tornar mais esquisito?

Ao lado de Alice havia um homem que parecia familiar. Estava a um passo do microfone. Onde ela o vira antes?

Alice subiu no palanque e Bella a observou, enquanto mastigava uma batata. Era jovem, muito jovem. Lia uma declaração pronta sobre como estava feliz em representar as lojas da família. Durante todo o tempo parecia estar feliz.

Alice devolveu o microfone ao homem lindo ao lado dela. Ele começou a falar sobre a campanha da empresa. Novo visual, nova imagem, blablablá.

Bella olhou bem para o homem, que falava sobre a lengalenga do anúncio. Era tão familiar. Havia visto ele ou alguém parecido... onde?

No momento antes de a imagem retornar para o estúdio, ele virou e ela teve um relance do rosto dele num ângulo diferente.

Bella saltou no sofá. Não podia ser. Não podia ser! Tinha que ser alguém parecido. Igual a ele.

Porém, por um instante estava certa de que era o mesmo homem que derramara água na mesa detrás no Thai Banquet duas semanas antes, e que tinha saído às pressas do restaurante logo que ela falou com ele. Então ele era o irmão da Alice.

Era Edward Cullen quem estava sentado atrás de sua mesa enquanto ela e Rose conversavam sobre relacionamentos e a fantasia sexual de Bella.

Bella começou ajuntar os fatos. Mastigou devagar a batata... mais devagar... parou. Era muita coincidência Edward no restaurante e o grandalhão no mercado. Será que estava sendo vigiada por mais alguém? Quantas outras vezes? Fechou o pacote de batatas, o apetite se fora.

Ou estava paranóica ao extremo ou o clã dos Cullen estava atrás de Bella Swan.

Rose girava em sua cadeira no escritório. Se iria realmente tomar uma decisão, aquele era o melhor momento. Sua chefe, Alexis, estava fora numa reunião importante. A maioria dos bajuladores também, incluindo Josh. A área estava vazia. Muitos dos funcionários tinham ido almoçar. Ninguém iria perturbá-la ou fazer solicitações inesperadas. Poderia fazer o que quisesse.

Ficara acordada quase toda a noite anterior, tentando imaginar o que dizer, como falar com ele. Preocupada com as palavras, com as possíveis respostas.

A situação estava ficando desesperadora e precisava agir.

Abriu o e-mail, incapaz de dispensar o sentimento surreal de que aquilo não estava acontecendo, que ela não havia sido levada a tal ponto.

Será que ele ficaria com raiva por ela querer ter um caso com ele? Ou — a parte que mais a assustava — não estaria disposto a arriscar?

Estava confusa.

Por que não estaria? Não era todo dia que iniciava um caso e, ao mesmo tempo, não poderia deixar todo seu futuro comprometido por esta decisão e em suas conseqüências.

Como começar?

Oi...

Aquilo era suspeito. E agora? Fechou os olhos e pensou no homem misterioso de Bella. Ela não ficou analisando para sempre. Viu, quis e foi. Rose ansiava por aquele tipo de excitação, a emoção do proibido. As coisas com Emm estavam viciadas, há muito não sentia vitalidade.

Sei que não é segredo que acho você incrivelmente atraente. Houve vezes que olhava para você cheia de desejo e mal podia agüentar em não rasgar sua roupa.

Não vou fingir não ser profundamente apaixonada pelo homem que vive comigo. Sou. Mas as coisas andam mal entre nós dois ultimamente. Falta algo e não sei como retomar. Acho que não seremos capazes de revivermos o que nos uniu no princípio. Pode ser loucura, mas acho que também pode ajudar.

Quero ter um caso com você. Quero me encontrar com você num motel e fazer coisas selvagens e lascivas até que não possamos agüentar mais. Quero vê-lo perder o controle e ser a responsável por isso, e quero ir para casa e pensar em você a noite toda, guardar as memórias durante a rotina diária com meu namorado.

Sei que é loucura. É provável que pense que sou doida, mas acho que devemos ao menos tentar por nós dois.

Bj, Rose

Leu o texto uma, duas, três vezes, para ter certeza de que a mensagem dizia o que havia planejado. Estava pronta para enviar.

Sim. Estava.

Tinha de ser agora ou nunca...

Agora.

Digitou o nome do homem que amava há muitos anos no campo enviar: Emm McCartney. Fez uma oração a Deus para que aquele plano doido funcionasse e os salvasse da separação, e a salvaria da louca tentação por Josh.

Emm era e sempre seria o homem para ela. Era hora de parar de queixar-se e desesperar-se e fazer algo. Se Bella podia fazer suas fantasias se realizarem, Rose também podia.

Cruzou os dedos... e apertou enviar.

Para: Rose Swan

De: Emm McCartney

Assunto: Seu e-mail

Rose que diabos é isso?

Você quis mandar isso para mim?

Emm

Para: Emm McCartney

De: Rose Swan

Assunto: re:seu e-mail

É claro que sim. Deve pensar que sou horrível. Nunca traí meu namorado antes, mas as coisas estão ruins em casa agora, e você me enlouquece, não tenho outra chance. Não posso parar de pensar em tocar seu corpo nu.

Que tal?

Amanhã, cinco e meia num motel no final da rua do seu escritório. Direi ao meu namorado que sairei mais tarde. Ele só pensa nas coisas dele hoje em dia, mal nota-se estou por perto ou não.

Aceite o convite... tenho uma lista de mais de um quilometro de coisas que quero fazer com você.

Rose

Para: Rose Swan

De: Emm McCartney

Assunto: re:Seu e-mail

Estou certo de que está errada sobre seu namorado. Não há como um homem não notar você. Tenho que lhe dizer, minha namorada tem agido como se quisesse que eu fosse pro inferno.

Vou pensar sobre isso. Não sou do tipo que trai... nunca fui.

Porém você é uma tentação. Emm

Para: Emm McCartney

De: Rose Swan

Assunto: re: Seu e-mail

Não há nada que sua namorada queira mais do que se aproximar de você. Está apavorada com a idéia de perdê-lo.

Eu não tenho medos ou inibições e quero você loucamente.

Você virá?

Rose

Para: Rose Swan

De: Emm McCartney

Assunto: re: Seu e-mail

Interessante sua opinião sobre minha namorada. Nunca tinha pensado desta maneira, mas se ela me perder, será apenas para você.

Quero você também. Isto é loucura, mas estou começando a gostar da idéia de ter você num motel! Estou excitado agora, pensando em nós dois juntos. Se meu chefe vier falar comigo vai pensar que estava vendo uma página pornô.

Vou gozar amanhã...

Mas não tantas vezes quanto você.

Emm


Ui, tudo pode acontecer no dia seguinte...

Deixe uma review dizendo o que está achando.