A Fanfic é Doce Chantagem e pertence a Michelle Reid bem como os personagens de Sailor Moon pertencem a Naoko Takeuchi ( mas bem que eu queria que S.M pertencesse a mim….. um dia vou conseguir comprar os direitos HAHAHAHAHAHAHAHAH)
Acdy – chan: a resposta para a sua pergunta está no próximo capitulo .. mas acho que vai ter uma surpresa pois não é o que está pensando ehheheh bjo até a próxima actualização.
YueSalles – Priscilla Sales : ainda bem que gostou e espero que goste deste também … bjo
Ah e o próximo capítulo será o ultimo
CAPÍTULO NOVE
Duas horas mais tarde estavam a bordo de um helicóptero. Já passava da meia-noite e o céu estava limpo e lotado de estrelas. Usagi olhava em silêncio para a casa que vivera e ainda podia avistar na distância.
— Vai sentir saudades?
— Da casa? De jeito nenhum! — exclamou ela com segurança e desviou o olhar.
Uma hora depois, se acomodavam no jacto particular que Mamoru havia fretado.
Usagi dormiu a maior parte da viagem, com as pernas recolhidas sobre o banco e a cabeça repousada no colo do marido. Uma das mãos descansando num dos joelhos dele. Mamoru tentava se concentrar no laptop que estava apoiado na bandeja de serviço. Contudo, o calor do contacto dos dedos delicados fazia com que sua mente divagasse.
Lembrou-se da primeira vez em que fizeram amor, alguns dias depois do casamento. Estavam aproveitando o sol numa praia tranquila das ilhas caribenhas, quando uma sensação de torpor inesperada os invadiu.
— Eu a quero, Usagi — ele dissera e a beijara antes que ela protestasse.
Quando ele interrompeu o beijo, notou que ela não iria protestar. Ao contrário, os lindos olhos azuis revelaram o mesmo desejo no brilho estonteante. Eles trocaram beijos mais intensos e Mamoru decidiu erguê-la nos braços e retornarem para a suíte que ocupavam na pousada.
O amor que fizeram foi tão perfeito que superou todas as expectativas que ele pudesse ter, tornando-se uma gratificante surpresa. A aparente frieza e reserva da educação inglesa de sua esposa, afinal não era assim tão distante quando se tratava de fazer amor.
E, a partir daquele dia, o sexo para eles passou a ser uma necessidade constante como se fosse uma droga. Quanto mais se relacionavam intimamente, maior o desejo de começar tudo outra vez.
Quando aconteceu a tragédia em suas vidas e Usagi perdeu o bebé, Mamoru sentia-se como se uma parte de si mesmo tivesse sido roubada. E, sentindo que seria para o bem da esposa, ele procurou manter-se afastado tempo suficiente para que as coisas pudessem se arranjar naturalmente.
Uma voz sonolenta o arrancou dos devaneios:
— No que está pensando? — Usagi quis saber.
— Em você.
— Já imaginava... — ela murmurou enquanto se erguia do colo dele e se endireitava no banco. — Você ostenta uma expressão curiosa quando está pensando em situações eróticas.
— Humm... Parece que minha mulher me conhece muito bem!
O sorriso sensual que ele exibiu a agradou. Usagi gostava de provocá-lo.
Mamoru fechou o laptop e o guardou na valise que mantinha repousada no banco do outro lado do estreito corredor.
Em seguida, inclinou o corpo sobre o dela e, capturando-lhe os lábios, os beijou com voracidade.
Será que ele estaria planejando fazer amor com ela ali mesmo? Usagi se perguntou, empolgada com a idéia extravagante. E qual seria o problema? Afinal, eram marido e mulher e estavam sozinhos dentro de um vôo fretado e particular.
Ela correspondeu ao beijo e não o censurou quando sentiu a mão máscula introduzir-se por baixo da saia dela e retirar-lhe a calcinha. Em seguida, Mamoru abriu o zíper da própria calça e, com um movimento rápido, enlaçou o corpo dela pela cintura e a ergueu, acomodando-a sobre seu colo.
Ao sentir a invasão do membro rígido, o ar quase lhe faltou, e Usagi estremeceu. Os momentos seguintes foram de puro prazer até alcançarem o clímax, que aconteceu rápido por conta da impropriedade do local, porém não menos extasiante.
Pouco depois, enquanto ela reclinava a cabeça num ombro dele, Usagi sentiu-se desconfortável com a ideia de tê-lo encorajado ao ato de amor em pleno voo para Londres.
— Você deve estar pensando que sou louca! Mamoru sorriu.
— Engana-se. Estou pensando na sorte que tenho em ter uma mulher tão maravilhosa e que se entrega para mim de uma maneira tão natural. — E, com dois dedos de uma das mãos, ele ergueu-lhe o queixo para que ela o encarasse. — Sinto muito pela pressa. Prometo que farei melhor da próxima vez.
— A única coisa que me importa é que você me ame, Mamoru.
— Pode apostar nisso, cara. E não se esqueça de que agora sou um homem fértil novamente. Por acaso lhe ocorreu que acabamos de fazer amor sem o uso de protecção?
Ela arregalou os imensos olhos azuis e Mamoru sorriu, enquanto se erguia para direccionar-se ao minúsculo banheiro da aeronave.
O clima festivo do Natal que se aproximava já tomava conta da cidade de Londres. Luzes coloridas ornamentavam as ruas e avenidas, bem como as vitrines das lojas tradicionais e elegantes.
Kunzite conduzia a limusine e Setsuna estava acomodada no assento ao lado do motorista. A repartição de vidro separava a parte dianteira do carro e promovia privacidade para Usagi e Mamoru, que viajavam em silêncio no banco traseiro.
Usagi ainda estava chocada com a maneira casual como o marido se referira ao fato de não terem usado preservativo. E o modo como se calara depois disso a deixara desconfortável. Ela espiou com o canto dos olhos para o perfil austero que ele mantinha e sentiu um frio na barriga. Há menos de 12h o marido vivia ausente de sua vida e, de repente, tornou a representar para ela o centro do seu universo.
Como Mamoru conseguira reverter a situação de maneira tão fácil?, ela se perguntava. Como conseguira esse resultado apenas usando de argumentos que pareciam incontestáveis?
Ela tentava controlar os pensamentos que brotavam em sua mente, mas não conseguia. Parecia ter perdido a habilidade em manter o autocontrole. As muralhas que havia construído ao seu redor haviam desmoronado e ela se sentia plenamente exposta e vulnerável. Já não tinha tanta certeza se gostava do que estava experimentando. Uma leve tontura a incomodava. Porém, nada tinha a ver com o champanhe que provara durante o voo. O que ainda sentia jorrar nas veias era um misto de desejo e amor.
Mamoru ainda mantinha com ele a calcinha dela. Ele se recusara a devolvê-la e agora ela se sentia desconfortável sem a peça íntima que ele entulhara em um bolso do paletó.
Prosseguindo na observação, Usagi ficava cada vez mais intrigada com a postura do sofisticado executivo que ele exibia. Muito diferente do homem impetuoso que a possuíra no avião.
Mamoru tinha uma maneira especial de manter as pessoas longe dele, sempre que desejasse. Ele lhe havia permitido apenas uma visão rápida do homem carente e vulnerável, para, em seguida, se recolher inteiramente dentro do intransponível espaço interior. E ela já havia presenciado isso inúmeras vezes. Até onde ele manteria aquela linha divisória agora? Como ele podia aparentar tanta calma ao lembrar a ela de que não usara preservativo, quando, seis meses antes, a ideia de ter um filho o apavorava?
Usagi humedeceu os lábios ressecados por conta dos pensamentos atribulados e desviou o olhar que mantinha no rosto bonito do marido.
Contudo, a mente persistia nos devaneios.
Será que deveria ter uma conversa mais detalhada sobre o assunto, antes que a probabilidade de engravidar acabasse se tornando algo real? Ou deveria deixar para o destino? De que adiantaria uma discussão agora que o risco já havia sido assumido? Ela é quem tinha sido estúpida o suficiente para deixar que aquilo acontecesse, já que Mamoru provara a capacidade de se manter distante quando ela mais precisara dele.
Naquele mesmo instante, Kunzite tomou a direcção de uma das avenidas que conduziam directamente ao bairro elegante de Mayfair. Logo depois, estacionou a limusine na vaga demarcada no estacionamento em frente ao condomínio luxuoso, onde ficava o apartamento que Mamoru mantinha em Londres.
Ela lembrou-se de que o pai tinha um imóvel semelhante e que, agora, pertencia à mãe dela. Kenji St James o deixara como herança no testamento, junto com uma observação: "A única coisa capaz de proporcionar prazer para a minha esposa." De fato, Ikuko adorava morar na cobertura magnífica que lhe proporcionava um status na sociedade londrina, com a qual ela adorava conviver. O pai de Usagi sempre se comportara de maneira fria e distante. E muito amargurada no final de sua vida. Ele adorava a filha, mas não o suficiente para derreter-lhe o coração endurecido.
Mamoru não era muito diferente de seu pai, Usagi concluiu. Um homem sempre disposto a desistir dos próprios sentimentos de amor, caso se sentisse ameaçado.
Quando Kunzite desligou o motor do veículo, Setsuna desceu e abriu a porta do carro para Usagi. Logo mais, todos se encaminhavam na direcção da porta dupla envidraçada que conduzia ao amplo saguão de entrada. O mesmo saguão onde Ikuko lhe havia dito ter visto Mamoru e Rei aguardando o elevador.
Rei... Um súbito frio percorreu-lhe a espinha. O caso com a prima ainda não estava totalmente esclarecido e Mamoru a trouxera no mesmo lugar onde, poucos dias antes, estivera com Rei em situação suspeita.
Usagi foi a primeira a entrar no elevador, seguida do marido. Ela ergueu os olhos para Mamoru, que mantinha os cílios espessos semicerrados. Contudo, ela notou que não havia nenhum indício de que ele estivesse querendo esconder algo no olhar. Talvez estivesse pacientemente esperando pela oportunidade de ficarem a sós para uma nova experiência sexual.
Será que Mamoru ostentara a mesma expressão quando entrara no elevador com Rei, dias antes? Pare com isso! Está sendo ciumenta e tola!, a voz interior a avisava.
Entretanto, quando Kunzite introduziu a chave na fechadura da porta de entrada do apartamento, uma suspeita angustiante tomou a atormentá-la. E se ela encontrasse algo que comprovasse que Mamoru e Rei haviam tido algo mais do que...
Assim que todos entraram, Mamoru ordenou para Kunzite e Setsuna:
— Melhor vocês se recolherem para descansar.
— Não quer que eu prepare algum drinque antes de...
— Não é preciso, Setsuna. — E, olhando para o segurança, agradeceu: — Grazie, Kunzite.
O motorista apenas assentiu com a cabeça. Era mais esperto do que Sestuna e deduziu que Mamoru desejava ficar a sós com a esposa o mais depressa possível. Gesticulou para a governanta e ambos caminharam para os fundos do apartamento, onde ficavam as dependências exclusivas para funcionários.
Pouco tempo depois, Mamoru e Usagi estavam em plena privacidade.
— Acho que também devemos descansar e ir directo para a cama — Mamoru sugeriu com um olhar insinuante.
Usagi ignorou o convite disfarçado e, passando por ele, se apressou na direcção do quarto que costumavam dividir e estacou bem no centro da espaçosa suíte.
Enquanto se descartava do casaco, ela girava os olhos ao redor como se estivesse procurando por alguma coisa.
Mamoru reclinou o corpo contra o batente da porta de entrada do quarto e, desconfiando da intenção da esposa, perguntou:
— Procurando alguma coisa, Usagi?
Ela nada respondeu. Acomodou o agasalho no espaldar de uma das cadeiras que estavam postas em frente da lareira de mármore e começou à caminhar na direcção do banheiro.
— Não faça isso, cara! — Mamoru advertiu. — Se algo a está incomodando, é melhor dizer logo em vez de fugir.
— Está bem — concordou Usagi e estacou. Girou a cabeça na direcção dele para poder encará-lo. Notou que o marido parecia perfeitamente relaxado, com os braços cruzados frente ao peito, típico de alguém que não tem nada para esconder. Porém, ela sabia que não havia nada de tão tranquilo no olhar enviesado que ele lhe direccionava. Mamoru parecia estar esperando pela atitude desconfiada da esposa.
— Onde foi que ela dormiu?
— No quarto de hóspedes que fica no final do corredor — revelou ele.
— Sem nenhum incidente no caminho? — Enfatizou em tom de desafio. — Nenhuma confidencia feita depois de um café quente e abraços de conforto? Você simplesmente apontou onde era o quarto de hóspedes e depois veio dormir na nossa suíte?
— Você me perguntou onde foi que ela dormiu e não o que aconteceu antes — ele devolveu com sarcasmo. — E eu já lhe disse que nunca houve nada entre mim e Rei. Por que insiste nessa ideia fixa?
— Porque ainda tenho problemas em aceitar que vocês mantinham contacto durante nosso casamento. Uma amizade íntima e clandestina. Mas, se eu encontrar algo dela em qualquer canto desta suíte, juro que nunca mais acreditarei em uma só palavra que você me diga.
Dito aquilo, Usagi tornou a encaminhar-se para o banheiro.
— Ela nem entrou nessa suíte.
— Óptimo! — ela exclamou sem interromper os passos.
— E o que você chama de íntimo e clandestino eu considero como respeito a você e gentileza com ela. Eu jamais trocaria você por Rei! Isso não conta?
— Não. Isso soa para mim como um grande disfarce.
— Disfarce do quê?
Usagi interrompeu os passos e girou o corpo. Mamoru não havia se movido do lugar, mas, agora, havia descruzado os braços e parecia zangado.
— Algumas noites atrás outra mulher dormiu nesse apartamento! E nosso casamento parecia não passar de uma piada. Eu fui humilhada diante da minha própria família. E, em menos de 12h, você conseguiu me seduzir e trazer-me da Sicília para Londres. Minha calcinha ainda está no bolso do seu paletó... Será que pretende guardá-la como uma espécie de troféu?
— Talvez. Assim posso me lembrar do ardor com que se entregou para mim.
Com as faces coradas, ela procurou ignorar o comentário embaraçoso.
— Você conseguiu me manipular da maneira como quis e não sei a razão de ter permitido que isso acontecesse.
— Já pensou na hipótese de que fez isso porque quis?
— Oh! — ela apenas exclamou e entrou no banheiro.
Quando Usagi retornou para o quarto, trajando apenas o roupão que costumava deixar pendurado atrás da porta, avistou o marido sentado na beirada da cama e brincando com a calcinha branca que havia retirado do bolso do paletó. Percebendo a presença dela, Mamoru começou a falar:
— Guardei a calcinha apenas para me recordar de um marco na história do nosso casamento. Você sempre foi a mulher que eu desejava ter ao meu lado. No entanto, há menos de 12 horas, nosso casamento parecia perdido para sempre. Mas, graças a Deus, ainda havia uma chama acesa entre nós. Eu jamais tive a intenção de humilhá-la ou seduzi-la. O que aconteceu é que simplesmente fizemos amor por uma necessidade que ambos sentíamos. E eu a tirei da Sicília para impedir uma briga com seu avô, até que ele acabe por descobrir a verdade. E, também, pelo motivo de você estar a ponto de ser engolida pelo buraco negro em que se transformou aquela casa. Rei nunca foi e nem é minha amante. E eu não quebrei nenhum voto de confiança ao traze-la para dormir nesse apartamento.
— Quer dizer que, se eu tivesse trazido Motoki para dormir nesse apartamento, você não teria nenhuma critica para fazer? É o que está me dizendo?
— Não. Não é o que eu estou dizendo. Isso é completamente diferente.
— Então pare de querer receber uma compreensão que você mesmo não teria! E agora, se me dá licença, estou exausta e quero dormir.
Mamoru não respondeu. Apenas se ergueu da cama e seguiu para o banheiro. Usagi aproveitou para despir o robe e enfiar-se embaixo das cobertas macias e ainda frias. Ela sentia a pele arrepiar-se por estar completamente nua. A bagagem ainda estava no porta-malas do carro.
Usagi encolheu as pernas para tentar se aquecer mais rápido. Fechou os olhos e apertou as pálpebras na tentativa de conciliar o sono antes que Mamoru retornasse para a cama.
Contudo, o cansaço se encarregou da tarefa, e, quando Mamoru se deitou ao lado dela, Usagi havia caído em sono profundo.
